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QUANDO CRISTO É TUDO PARA TODOS.

O que aconteceria se Cristo fosse “Tudo para todos” em uma comunidade cristã?

Se o tesouro de cada um fosse Cristo?

Se Cristo fosse tudo para esta comunidade?

Encontro a resposta em Colossenses 3: 11 a 17:

11 Onde não há grego, nem judeu, circuncisão, nem incircuncisão, bárbaro, cita, servo ou livre; mas Cristo é tudo em todos.

12 Revesti-vos, pois, como eleitos de Deus, santos e amados, de entranhas de misericórdia, de benignidade, humildade, mansidão, longanimidade;

13 Suportando-vos uns aos outros, e perdoando-vos uns aos outros, se alguém tiver queixa contra outro; assim como Cristo vos perdoou, assim fazei vós também.

14 E, sobre tudo isto, revesti-vos de amor, que é o vínculo da perfeição.

15 E a paz de Deus, para a qual também fostes chamados em um corpo, domine em vossos corações; e sede agradecidos.

16 A palavra de Cristo habite em vós abundantemente, em toda a sabedoria, ensinando-vos e admoestando-vos uns aos outros, com salmos, hinos e cânticos espirituais, cantando ao SENHOR com graça em vosso coração.

17 E, quanto fizerdes por palavras ou por obras, fazei tudo em nome do Senhor Jesus, dando por ele graças a Deus Pai.

Primeira resposta: AS DIVISÕES DESAPARECERIAM (v.11). As diferenças de raça, nacionalidade, classe social ou grau de civilização não causariam rachaduras nos relacionamentos desta comunidade.

Segunda resposta: HAVERIA O CULTIVO DE BOAS QUALIDADES (v.12). As misericórdias que brotam das entranhas do ser nascido de novo estariam presentes. As ações seriam norteadas pela benignidade. A humildade, a mansidão e a longanimidade seriam os antídotos para as contendas e divisões.

Terceira resposta: A COMPREENSÃO E PERDÃO CURARIAM AS RUPTURAS DE RELACIONAMENTOS (v.13) . “Assim como Cristo vos perdoou, assim fazei vós também”.

Quarta resposta: O AMOR UNIRIA AS VIRTUDES CRISTÃS PROMOVENDO A MATURIDADE DE TODOS. O amor é a “cola” que une todas as virtudes cristãs promovendo a maturidade espiritual de todos.

Quinta resposta: A PAZ, A GRATIDÃO, E A PALAVRA DE CRISTO DOMINARIAM OS CORAÇÕES (v.15 e 16).

Sexta resposta: HAVERIA A VERDADEIRA ADORAÇÃO E O VERDADEIRO LOUVOR (v.16).

Sétima e última resposta: HAVERIA A BUSCA CONSTANTE PELA GLÓRIA DE CRISTO (v.17). Fazer tudo ou falar tudo em nome de Cristo é agir e falar de acordo com o caráter de Cristo.

Não seria bom que Cristo fosse tudo em todos na sua Igreja local? Comece você colocando Cristo em primeiro lugar na sua vida. Seja Cristo o seu Tesouro, o seu Tudo. Se Cristo se tornar tudo em todos ocorrerá um verdadeiro avivamento. Soli Deo Gloria.

(O autor do artigo é o Pr. Eber Jamil, dono do blog).

ABRAÇANDO A FÉ

93 Habacuque quer dizer “abraço”. Foi o profeta que abraçou a fé e “desabraçou” a dúvida. O ministério de Habacuque ocorreu pouco antes da invasão de Judá por Nabucodonosor, em 605 a.C. Ele foi comissionado para anunciar a intenção do Senhor de castigar Judá com o futuro exílio para a Babilônia.

Ele apresenta duas questões a Deus através de suas profecias. Primeira, por que Deus permitia que o mal crescente em Judá permanecesse impune? Até quando? Perguntou o profeta. Deus responde que está preparando a nação dos caldeus para castigar o povo de Judá. Tal resposta o deixou pasmo! Então ele faz a segunda questão: como um Deus puro de olhos podia justificar o uso dos babilônios (caldeus), um povo ainda mais ímpio que os judeus para castigar Judá? Habacuque se coloca numa posição de vigilância para receber a resposta de Deus e Deus responde:

Eis que a sua alma está orgulhosa, não é reta nele; mas o justo pela sua fé viverá”.

Os babilônios, povo soberbo, colheria a violência de volta e seria julgado também. Enquanto o justo deveria se abraçar a fé sabendo da soberania de Deus, pois Deus executa a sua vontade na Terra.

Habacuque entendendo a magnânima e soberana vontade de Deus responde com um lindo salmo de fé. Pedindo que Deus avivasse sua obra na terra. Habacuque saiu da dúvida para a fé, conclui que, Deus é a sua força, fonte de alegria. Deus faria os seus pés como os das corças, capazes de andar nos lugares mais altos.

“Porque ainda que a figueira não floresça, nem haja fruto na vide; ainda que decepcione o produto da oliveira, e os campos não produzam mantimento; ainda que as ovelhas da malhada sejam arrebatadas, e nos currais não haja gado; Todavia eu me alegrarei no SENHOR; exultarei no Deus da minha salvação. O SENHOR Deus é a minha força, e fará os meus pés como os das cervas, e me fará andar sobre as minhas alturas”.

Seu coração está dominado por dúvidas? Muitos questionamentos? Coloque-se na posição de oração e Deus te responderá. Receba a resposta e responda abraçando a fé. Louve a Deus. Seus pés serão semelhantes aos das corças. Você será capaz de andar em terrenos acidentados e chegará a lugares altos. Glórias a Deus!

(O autor do artigo é o Pr. Eber Jamil, dono do blog).

SEJA FEITA A TUA VONTADE.

 

Salmos-46-10 Esta é a terceira petição da oração modelo. É o passo seguinte depois do “Venha o teu Reino”, o que é compreensível, pois quem deseja a soberania de Deus desejará que sua vontade seja feita. Pode se dividir em duas partes esta petição: primeira, seja feita a tua vontade e a segunda: assim na terra como no céu. É um ato de submissão e rendição do ego. Jesus, enquanto homem, personificou essa submissão e rendição. Na sua oração no Getsêmane, Ele disse: “Meu Pai, se é possível, passa de mim este cálice; todavia, não seja como eu quero, mas como tu queres” (Mt 26:39).

Se reconhecermos a Soberania Divina e nos submetermos, também desejaremos que os nossos desejos sejam de acordo com a vontade de Deus. Tal princípio está profundamente ligado à oração eficaz. Hank Hanegraaff escreveu: “(…) a oração é um meio de nos levar à conformidade com a vontade de Deus, não um mantra mágico que assegura a conformidade de Deus ao nosso desejo” (In: A oração de Jesus).

1 Jo 5: 14 – E esta é a confiança que temos nele, que, se pedirmos alguma coisa, segundo a sua vontade, ele nos ouve.

Percebemos a paz advinda de Deus no coração daquele que deseja a vontade de Deus acima da sua própria vontade. Tal atitude gera a confiança de sermos ouvidos por Deus. Não devemos confundir tal postura com resignação, um conformismo. Sempre devemos aprender a lutar em oração buscando que a vontade de Deus seja feita. Em muitas situações a vontade de Deus é a luta através das disciplinas espirituais (oração, leitura bíblica, jejuns, etc) para que a vontade plena de Deus se realize. Deus age, muitas vezes, através das disciplinas espirituais.

O “assim na terra como no céu” significa como a vontade de Deus é feita nos céus seja também feita na também na terra. O céu como referência está presente desde o início do Pai nosso, vejamos:

. Pai nosso que está nos céus seja santificado seja teu nome.

. Venha teu reino (reino de Deus é reino dos céus).

. Assim na terra como no céu.

Fica claro que a nossa referência para a existência na terra é o céu. Temos dupla cidadania, celestial e terrena, e quando as duas entram em choque, ficamos com a celestial.

Jo 17:15-17 – Não peço que os tires do mundo, mas que os livres do mal. Não são do mundo, como eu do mundo não sou. Santifica-os na tua verdade; a tua palavra é a verdade.

Os valores celestiais estão escritos na Bíblia e por esses princípios devemos viver.

Cl 3: 1 -3 – PORTANTO, se já ressuscitastes com Cristo, buscai as coisas que são de cima, onde Cristo está assentado à destra de Deus. Pensai nas coisas que são de cima, e não nas que são da terra; Porque já estais mortos, e a vossa vida está escondida com Cristo em Deus.

Os nossos desejos e ambições devem ser norteados pelos desejos celestiais, assim oraremos de forma eficaz e eficiente.

(O autor do artigo é o Pr. Eber Jamil, dono do blog).

VENHA O TEU REINO.

Clouds Essa é a segunda petição da oração modelo. Percebemos estar relacionada com Deus e sua vontade. A expressão “venha o teu reino” é um ato de rendição ao Senhorio de Deus.

O reino de Deus tem dois aspectos: presente e futuro. No presente, se manifesta onde quer que Deus seja adorado, e seguido pelos corações onde Ele reina. No futuro, o reino virá de modo completo e visível ao mundo quando Deus vencer o último inimigo, a morte.

Precisa haver por parte do homem uma entrega de si mesmo e dos seus caminhos à soberania de Deus. Hoje em dia enfatiza-se o fato de sermos filhos do Rei, numa perspectiva de mão única, de Deus para o homem. Entretanto, deveríamos enfatizar que Deus é Rei, no sentido de nós para Deus.

Esta petição nos leva a perguntar quem está governando? A resposta é Deus que governa! Porém na nossa vida quem está no trono? O nosso ego ou Deus está no trono? Paulo disse “não vivo mais eu, mas Cristo vive em mim”. Esta é a oração do “venha o teu reino”.

Jesus não nos ensinou a orar: “venha o meu reino”, mas “venha o teu reino”. Qual é a nossa prioridade? A oração “venha o teu reino” não é passiva, mas um compromisso de se participar da concretização do reino de Deus aqui na terra. Você está comprometido?

Sem dúvida esta petição é uma atitude de comprometimento com os valores do reino de Deus. Como filhos de Deus vivendo nesta terra enfrentamos as seduções dos valores mundanos que nos cercam. Porém Jesus nos ensina que os valores do Seu reino devem ser a nossa prioridade.

Até que ponto estamos apegados aos valores do Reino de Deus? Paulo cita três características dos valores que norteiam o reino. Romanos 14:17 – Porque o reino de Deus não é comida nem bebida, mas justiça, e paz, e alegria no Espírito Santo.

  • Justiça.
  • Paz.
  • Alegria no Espírito Santo.

Sabemos que o Reino de Deus será implementado em sua plenitude quando ocorrer à volta de Jesus. Os que pedem o reino devem amar a volta de Jesus. Devem dizer e viver o significado da palavra Maranata, “ora vem Senhor Jesus”.

Sem dúvida também, esta petição é um compromisso com a evangelização. O reino de Deus cresce quando outras pessoas se rendem ao domínio de Deus. Passam a ser servos de Jesus. João 3:3 Jesus respondeu, e disse-lhe: Na verdade, na verdade te digo que aquele que não nascer de novo, não pode ver o reino de Deus.

A oração “venha o teu reino” não é passiva, mas um compromisso de se participar da expansão e concretização do Reino. Aquele que ora, deve incluir-se na oração, oferecendo-se a Deus como resposta. Você quer orar: “venha o teu reino”? Espero que sim.

(O autor do artigo é o Pr. Eber Jami, dono do blog).

NÃO USEIS DE VÃS REPETIÇÕES.

orai-sempre Mateus 6: 7 e 8: E, orando, não useis de vãs repetições, como os gentios, que pensam que por muito falarem serão ouvidos. Não vos assemelheis, pois, a eles; porque vosso Pai sabe o que vos é necessário, antes de vós lho pedirdes.

Esta prática até hoje pode ser vista em muitos países do Oriente, como também no Romanismo, com seus rosários e terços. Era um conceito pagão que norteava esta prática. Eles pensavam que por muito falar seriam ouvidos. Na Bíblia temos a narrativa dos profetas de baal que oraram desde cedo até meio-dia, ainda se retalhavam com facas e lancetas, conforme era o costume deles, porém não ouve nenhuma resposta (I Rs 18.26-29). O que estava por detrás disto? O entendimento que a resposta de oração é meritória. Se fizessem orações longas e autoflagelações seriam ouvidos. Muitos hoje em dia ainda têm este conceito, porém isto é um engano, o mérito é de Cristo, por isto temos que orar em nome de Jesus (Jo 15.16). Só o sangue de Jesus nos dá acesso ao trono de Deus. Não são os “esquemas” nas orações que garantem a resposta, mas sim a mediação de Cristo, nosso intercessor e advogado.

Outro aspecto desta prática é o pensamento de que o fim da oração é a petição. Muitos pensam na oração como meio de petição, como se a oração se resumisse a isto. Tanto não é assim, que Jesus disse que o Pai sabia o que era necessário a eles. Deus conhece suas necessidades antes de você pedir.

A essência da oração não é a petição, e sim o relacionamento com Deus. Por isto Jesus ensinou a oração começando com o “Pai nosso”. Como filhos praticaremos as orações de adoração e de gratidão também e não apenas da petição. Jesus nos ensina a pedir para que a petição seja uma forma de fortalecimento entre o Pai e nós, seus filhos. O pedir, buscar e bater está ligado à filiação Divina através de Jesus Cristo. Veja o texto abaixo:

Mateus 7. 7-11: Pedi, e dar-se-vos-á; buscai, e encontrareis; batei, e abrir-se-vos-á. Porque, aquele que pede, recebe; e, o que busca, encontra; e, ao que bate, abrir-se-lhe-á. E qual de entre vós é o homem que, pedindo-lhe pão o seu filho, lhe dará uma pedra? E, pedindo-lhe peixe, lhe dará uma serpente? Se vós, pois, sendo maus, sabeis dar boas coisas aos vossos filhos, quanto mais vosso Pai, que está nos céus, dará bens aos que lhe pedirem?

Ore como filho e não se valha das vãs repetições. E quando acontece isto? Quando se crê em “estratégias meritórias” para se alcançar as respostas nas orações. Creia apenas em Jesus e peça sempre para que a vontade de Deus seja feita na terra como no céu.

(O autor do artigo é o Pr. Eber Jamil, dono do blog).

OBSTÁCULOS A NOSSA ORAÇÃO.

 

pan-atletismo-5 Davi é lembrado como um grande Rei, guerreiro, músico e profeta, mas devíamos lembrar Davi também como um homem de oração. Ele deixou orações memoráveis. Os salmos são orações cantadas. Observe as palavras de seu filho Salomão:

Salmos 72: 20 – Findam aqui as orações de Davi, filho de Jessé.

Salomão escreveu assim porque seu pai havia morrido. Em outras palavras, Salomão disse que as orações de meu pai cessaram porque ele morreu. Tremendo epitáfio! Davi só encerrou suas orações quando morreu. Às vezes encerramos a nossa vida de oração antes de nossa morte. Vejamos abaixo alguns obstáculos que podem interromper a nossa vida de oração:

- A culpa. Ela é um impeditivo a nossa vida de oração. Quando há culpa Deus não responde as nossas orações. A mente fica dessasossegada. Davi passou por esta experiência. Salmos 51: 1-3:

Tem misericórdia de mim, ó Deus, segundo a tua benignidade; apaga as minhas transgressões, segundo a multidão das tuas misericórdias. Lava-me completamente da minha iniqüidade e purifica-me do meu pecado. Porque eu conheço as minhas transgressões, e o meu pecado está sempre diante de mim.

- Ausência de perdão. Quando estamos com racor, ódio, falta de perdão a nossa comunhão relacional com o Senhor fica interrompida. O Senhor interrompe as respostas de nossas orações até que perdoemos . Marcos 11:25:

E, quando estiverdes orando, perdoai, se tendes alguma coisa contra alguém, para que vosso Pai, que está nos céus, vos perdoe as vossas ofensas.

- Desobediência. A rebeldia aos preceitos divinos impende a nossa comunhão com Deus e a resposta as nossas orações. Deus requer obediência e não sacrifícios, penitências feitas por um pecador obstinado. Provérbios 28:9:

O que desvia os seus ouvidos de ouvir a lei, até a sua oração será abominável.

- Dúvida. Quando a dúvida se instala ficamos inconstantes e somos levados pelos ventos e circunstâncias. A Palavra diz que assim o homem não obterá respostas as suas orações. Salvo, quando confessar a sua incredulidade e pedir ajuda e perdão ao Pai como fez o pai do menino epilético. Tiago 1:5-8:

E, se algum de vós tem falta de sabedoria, peça-a a Deus, que a todos dá liberalmente e não o lança em rosto; e ser-lhe-á dada. Peça-a, porém, com fé, não duvidando; porque o que duvida é semelhante à onda do mar, que é levada pelo vento e lançada de uma para outra parte. Não pense tal homem que receberá do Senhor alguma coisa. O homem de coração dobre é inconstante em todos os seus caminhos.

As orações de Davi cessaram  porque ele morreu. Peçamos a Graça e o poder de Deus para ultrapassarmos cada obstáculo que se interpõe entre nós e Deus. Confessemos cada um deles e ultrapassemos as barreiras.

(O autor do artigo é o Pr Eber Jamil, dono do blog).

AS ESCRITURAS E O PODER DE DEUS.

 

marvermelho Marcos 12: 18-27

Então, os saduceus, que dizem que não há ressurreição, aproximaram-se dele e perguntaram-lhe, dizendo: Mestre, Moisés nos escreveu que, se morresse o irmão de alguém, e deixasse mulher, e não deixasse filhos, seu irmão tomasse a mulher dele e suscitasse descendência a seu irmão. Ora, havia sete irmãos, e o primeiro tomou mulher e morreu sem deixar descendência; e o segundo também a tomou, e morreu, e nem este deixou descendência; e o terceiro, da mesma maneira. E tomaram-na os sete, sem, contudo, terem deixado descendência. Finalmente, depois de todos, morreu também a mulher. Na ressurreição, pois, quando ressuscitarem, de qual destes será a mulher? Porque os sete a tiveram por mulher. E Jesus, respondendo, disse-lhes: Porventura, não errais vós em razão de não saberdes as Escrituras nem o poder de Deus? Porquanto, quando ressuscitarem dos mortos, nem casarão, nem se darão em casamento, mas serão como os anjos nos céus. E, acerca dos mortos que houverem de ressuscitar, não tendes lido no livro de Moisés como Deus lhe falou na sarça, dizendo: Eu sou o Deus de Abraão, e o Deus de Isaque, e o Deus de Jacó? Ora, Deus não é de mortos, mas sim é Deus de vivos. Por isso, vós errais muito.

Quem eram os saduceus? Eram responsáveis pela manutenção do culto no templo, por isto eram invejados pelos fariseus. Controlavam o sumo-sacerdote, o chefe dos sacerdotes. Eram muitos rígidos na manutenção da pureza levítica, entretanto, rejeitavam a existência de um mundo espiritual. Não acreditavam em anjos, em demônios, na ressurreição e na vida futura. Atribuíam tudo ao livre-arbítrio, ao invés de crer na soberania divina. Eles eram os deístas daquela época, ou seja, não criam que Deus interferia na vida dos homens.

Perpetraram um teste a Jesus acerca da lei do levirato e da ressurreição. Jesus responde que os ressuscitados serão como os anjos, que não se dão em casamento e que Deus não é Deus dos mortos, mas dos vivos. Falando assim, que Abraão, Isaque e Jacó eram espíritos vivos, e não estavam mortos.

Jesus dá o diagnóstico dos saduceus, quando diz que eles erravam por não conhecerem as Escrituras e nem o poder de Deus.

Antes eu interpretava esta expressão de Jesus de uma forma, hoje interpreto de outra. Pensava eu, que era possível ter as Escrituras e não ter o poder de Deus, ou, ter o poder de Deus, e não ter as Escrituras. Porém, Jesus disse que os saduceus não tinham nenhum dos dois. Portanto quem pensa que tem as Escrituras, mas não tem o poder de Deus, não tem as Escrituras. E quem pensa ter o poder de Deus, mas não tem as Escrituras, não tem o poder de Deus.

Aquele que pensa ter as Escrituras, mas não tem o poder de Deus, terá somente as letras das Escrituras, sem entrar no espírito da revelação. E aquele que pensa ter o poder de Deus, mas não tem as Escrituras, será místico, supersticioso e achegado a simpatias. As Escrituras e o poder de Deus são inseparáveis. Vejamos algumas provas disso:

1 – As Escrituras foram preservadas por causa do poder de Deus. O fato de hoje termos a Bíblia é uma demonstração do poder preservador de Deus. Na história enfrentamos muitas perseguições contra as Escrituras. Nos primeiros quatro séculos, por exemplo, tivemos o falso cânon do gnóstico Marcion e a perseguição do imperador Diocleciano. Na idade média, o povo não tinha acesso as Escrituras e era comum a bíblia ser acorrentada ao púlpito. Tudo isto foi superado e a Bíblia chegou até nós.

2 – As Escrituras relatam a história do poder de Deus. A Bíblia narra muitos milagres de Deus, tais como a criação, a passagem pelo Mar Vermelho e o Rio Jordão, ressurreições, nascimento sobrenatural, encarnação de Cristo e muitos outros. Se tirássemos a sobrenaturalidade da Bíblia quase nada restaria. A Bíblia registra o poder de Deus.

3 – A aplicação das Escrituras na vida do leitor depende do poder de Deus. A revelação das Escrituras só pode ser compreendida se o Espírito Santo ensinar e revelar. Sem o poder de Deus a compreensão será gramatical, lingüística, porém desprovida da revelação divina.

4 – A prática das Escrituras só é possível por causa do poder de Deus. Não é pala força da carne, nem da moral, nem do legalismo, que se consegue viver de acordo com as Escrituras. Somente aqueles que nasceram de novo, pelo poder regenerador do Espírito Santo, que podem viver segundo as Escrituras. A prática das Escrituras na existência é carregada do poder de Deus e da sua sobrenaturalidade.

Chegamos à conclusão que não é possível separar as Escrituras e o poder de Deus. Se isto acontecer, nos tornaremos como os saduceus, envolvidos com o culto, mas dissociados do sobrenatural. Apegados a liturgia, ao rito, a forma, mas sem a vida de Deus.

A ORAÇÃO NA VIDA DA IGREJA.

orar1 Quero refletir sobre a oração na vida da Igreja e para tanto buscarei a epístola de Tiago (5.13-18) para cuidar de tal assunto. A epístola de Tiago é uma conclamação a ação e uma reprimenda a uma vida religiosa externa sem a prática cristã. Richard Foster tem uma frase interessante sobre o assunto:

“Hoje anelamos por oração e nos escondemos da oração. Somos por ela atraídos e por ela repelidos. Acreditamos que a oração é algo que devemos fazer até mesmo que desejamos; mas é como um abismo se interpusesse entre nós e o ato de orar”.

Farei um breve esboço sobre o que Tiago ensina sobre a oração:

1) A oração deve estar presente em todos os momentos:

a) Na tristeza. Está alguém entre vós sofrendo? Faça oração.

Sl 118.5 – Em meio à tribulação, invoquei o SENHOR, e o SENHOR me ouviu e me deu folga.

b) Na alegria. Está alguém alegre? Cante louvores.

Aquele louvor cantado estava intimamente relacionado com a oração, na verdade, ele pode ser considerado uma forma de oração.

c) Na doença. Está alguém entre vós doente? Chame os presbíteros da igreja, e estes façam oração sobre ele, ungindo-o com óleo, em nome do Senhor.

Mc 6.13 – expeliam muitos demônios e curavam numerosos enfermos, ungindo-os com óleo.

2) Elementos essências a oração:

a) O nome do Senhor (ligado à pessoa) ungindo-o com óleo, em nome do Senhor.

Jo 14.13 – E tudo quanto pedirdes em meu nome, isso farei, a fim de que o Pai seja glorificado no Filho.

b) Fé. A oração da fé salvara o doente. Tg 1. 6 e 7 – Peça-a, porém, com fé, em nada duvidando; pois o que duvida é semelhante à onda do mar, impelida e agitada pelo vento. Não suponha esse homem que alcançará do Senhor alguma coisa;

Hb 11.6 – De fato, sem fé é impossível agradar a Deus, porquanto é necessário que aquele que se aproxima de Deus creia que ele existe e que se torna galardoador dos que o buscam.

A fé significa mais do que crer que Deus pode dar aquilo que pedimos; ela incluiu uma total confiança em Deus.

Duvidar (diakrino) signif. Diferenciar, vacilar e discutir consigo mesmo. Aquele que dúvida é como  onda do mar que é levada pelos ventos. A superfície do mar é irregular.

c) A vontade de Deus. Tg 4.3 – pedis e não recebeis, porque pedis mal, para esbanjardes em vossos prazeres

I Jo 5.14 – E esta é a confiança que temos para com ele: que, se pedirmos alguma coisa segundo a sua vontade, ele nos ouve.

A oração que só visa incrementar os prazeres da carne, isto é, pedir para gastar no seu inimigo, o mundo, não pode ser respondida.

3) Obstáculos a oração:

a) Pecado. Incredulidade. Egoísmo.

I Jo 5.14 – E esta é a confiança que temos para com ele: que, se pedirmos alguma coisa segundo a sua vontade, ele nos ouve.

Confessai, pois, os vossos pecados uns aos outros e orai uns pelos outros, para serdes curados.

4) A resposta da oração não é limitada aos super-santos.

a) Muito pode, por sua eficácia, a súplica do justo.

Elias orou e o fogo desceu consumindo o holocausto, a lenha, as pedras, o pó e lambeu a água. (3X) 1 Rs 18.30-40.

Elias era homem semelhante a nós, sujeito aos mesmos sentimentos, e orou, com instância, para que não chovesse sobre a terra, e, por três anos e seis meses, não choveu. E orou, de novo, e o céu deu chuva, e a terra fez germinar seus frutos. 1 Rs 18.41-46.

Vamos buscar transpor o abismo entre a vontade de orar e o ato de orar. Estimulados pelo Espírito através da epístola da ação que é Tiago. Não basta o desejo de orar, mas é necessário a prática da oração diária. Através da oração em nome de Jesus alcançaremos as profundezas das riquezas celestiais.

(O autor do artigo é o Pr Eber Jamil, dono do Blog).

ORIGENS DO PENTECOSTALISMO.

 

O pentecostalismo teve origem nas doutrinas de John Wesley. O fundador do metodismo acreditava que o homem devia, após a justificação, de dedicar-se a santificação.

Dessa concepção se apropriaram os evangelistas e teólogos que faziam parte do movimento de santificação (holiness), surgido nos EUA em meados do século XIX. Esse movimento separou-se dos metodistas carismáticos, distinguindo conversão de santificação e denominando esta última de “batismo do Espírito Santo”. Os principais representantes dessa corrente foram Asa Maham e Charles Finney. Havia muitas especulações quanto aos fatos que caracterizavam uma experiência em que ocorresse o batismo no Espírito Santo.

Foi Charles Parham quem realmente aprofundou a discussão em torno do Batismo no espírito Santo.

Parham fundou o lar de Curas Betel (1898) e o Colégio Betel (1900) na cidade de Topeka, Kansas. Porpôs, para seus alunos, a seguinte questão: existiria uma evidência bíblica para o batismo do Espírito Santo?

Após um tempo de pesquisa na Bíblia, os estudantes chegaram à conclusão de que a glossolalia era o sinal que procuravam. Se havia tal evidência na Bíblia, faltava uma experiência em quem alguém falasse as novas línguas. Este fato ocorreu na passagem do ano de 1901. Durante uma vigília Agnez Ozman (uma das alunas de Parham (sentiu a necessidade de receber preces coma imposição de mãos. Com a oração Ozman falou em outras línguas: era o começo do pentecostalismo nos EUA.

Em 1905, Parham criou a escola bíblica de Houston, no estado do Texas. Dente seus alunos estava W. J. Seymour, que era um pregador negro pertencente à seita Holiness (santidade). Convencido que a glossolalia sinalizava o batismo no Espírito Santo, Seymour passou a destacar essa sua experiência em suas pregações. As reuniões promovidas por Seymour passaram a se realizar em uma casa ao norte de Los Angeles.

No dia 6 de abril de 1906, sete pessoas, entre elas um menino de oito anos, falaram em línguas estranhas e aqueles que ouviam os sons intensos (músicas, palmas) começaram a freqüentar a casa onde as pregações ocorriam.

Seymour se transferiu para um velho tempo metodista na Rua Azuza, onde por três anos as reuniões se sucederam dia e noite.

No início isolados, os grupos pentecostais logo passaram a se associar e realizaram a primeira convenção em Hot Springs, no estado do Arkansas, em 1914. Tal convenção favoreceu a criação das Assembléias de Deus, que apresentaram um crescimento acelerado.

As reuniões organizadas por Seymour na Rua Azuza, em Los Angeles, eram freqüentadas por evangélicos, em sua maioria negros.

Os protestantes brancos separavam-se dos protestantes negros, que em seus cultos manifestavam a fé com comportamento alegre e de improviso. Se os evangélicos negros não dissociavam sua religiosidade das lutas sociais, os brancos optaram por uma “espiritualidade radical” separada por eventos ocorridos na sociedade e em seu cotidiano.

A teologia pentecostal tem o batismo no Espírito Santo como uma experiência posterior a conversão tendo como evidência a glossolalia  o seu ponto central.

(O texto é uma compilação do livro: Pentecostalismo: sentidos da palavra divina. LUÍS DE CASTRO CAMPOS JR. Editora Àtica. 1995.)

azuza

JOHN WESLEY, TIÇÃO TIRADO DO FOGO.

 

wesley-j O reavivamento metodista foi o terceiro despertamento religioso na Inglaterra, depois da reforma do século XVI e o Puritanismo do século XVII. Nos primeiros cinqüenta anos do século dezoito, as igrejas da Inglaterra, a oficial e a dissidente, entraram em decadência. Os cultos eram formalistas, dominados por uma crença intelectual, mas sem poder moral sobre o povo. Neste contexto surgiu o movimento metodista. Ele está ligado ao nome de John Wesley (1703-1791), que dominou o cenário religioso do século. Os historiadores não têm dificuldade em reconhecer que o metodismo é um dos grandes fenômenos da história daquele século.

John Wesley nasceu em 1703, sendo seu pai o reitor de Epworth, em Lincolnshire. Contudo, Wesley recebeu maior influência de sua mãe, descendente de ministros puritanos e não-conformistas. Ela foi mãe e professora de dezoito filhos. Quando Wesley tinha apenas 5 anos, a residência do reitor queimou-se completamente em uma noite. John ficou preso no andar de cima e dói resgatado no último minuto de uma janela superior. Isto levou sua mãe a vê-lo como um “um tição tirado do fogo” (Zacarias 3.2), preservado para uma tarefa especial. Estudou na igreja de Cristo, Oxford, e em 1725 foi ordenado ministro da igreja da Inglaterra. Voltou a Oxford para ser um Adjunto da Faculdade Lincoln, e enquanto estava ali se tornou um dos fundadores do Clube Santo, para aqueles que eram sérios na prática da sua religião. Foram apelidados por seus detratores de “metodistas”. Os rigorosos exercícios espirituais devocionais não traziam paz a Wesley.

Em 1735, John e Charles Wesley foram para a Geórgia em uma viagem missionária. Quando atravessava o oceano Atlântico, John Wesley ficou impressionado com alguns morávios. Seguidores do conde Zinzedorf, e por meio destes alcançou conhecimento experimental da vida espiritual. Quando seu navio enfrentou uma tempestade, Wesley temeu por sua vida, enquanto os morávios cantavam hinos alegremente.

Ele disse: Meu irmão, eu devo primeiro fazer-lhe uma ou duas perguntas. Você tem o testemunho dentro de si? O Espírito de Deus testifica com seu espírito que você é um filho de Deus? Eu fiquei surpreso e não sabia o que responder. Ele observou e perguntou: “Você conhece Jesus Cristo?” Hesitei e disse: “Eu sei que Ele é o Salvador do mundo”. “Verdade”, replicou ele, “mas você sabe que ele o salvou?” Eu respondi:”Eu espero que ele tenha morrido para me salvar”. Ele apenas acrescentou: “Você conhece a si mesmo? Eu disse: “Conheço”.

Na época de seu retorno a Inglaterra em 1738 Wesley estava ainda mais consciente de sua necessidade espiritual. “Eu fui a América para converter os índios – mas oh! Quem vai me converter!” Mas a libertação estava a mão. Wesley recebeu ajuda adicional dos moravianos, especialmente um Peter Bohler, e as questões atingiram uma situação crítica mais tarde naquele ano.

Ao anoitecer fui muito sem vontade a uma congregação religiosa na Rua Aldesgate, onde alguém estava lendo o prefácio de Lutero, a Epístola de Romanos. Cerca de quinze para as nove, quando ele estava descrevendo a transformação que Deus opera no coração através da fé em Cristo, senti meu coração estranhamente aquecido. Eu senti que confiava em Cristo, Cristo somente, para a salvação. E uma certeza foi me dada que ele havia tirado meus pecados, os meus mesmo, e me salvado da lei do pecado e da morte.

Tradicionalmente considera-se esta como a conversão de Wesley. Parece provável que já tivesse sido um cristão comprometido por alguns anos. O elemento novo era a certeza de salvação. (Curiosamente, o pai de John, que vinha de uma família puritana, não conformista, tinha dito a ele, em seu leito de morte, que a prova mais forte do cristianismo é o testemunho interior do Espírito Santo.) Para muitos na Igreja da Inglaterra parecia presunçoso reivindicar qualquer certeza tal. Mas Wesley veio a vê-la como o “próprio fundamento do cristianismo” e “a principal doutrina dos Metodistas”.

John Wesley não foi o único a passar por tal conversão. Seu irmão mais novo Charles Wesley (1707-88) precedeu-o em três dias e George Whitefield em vários anos. Eles começaram a pregar a mensagem da salvação pela fé em Jesus Cristo. Mas tal ensino não era bem-vindo aos púlpitos da Igreja da Inglaterra.

A pregação dos Wesleys e de outros evangélicos, ou “metodistas” como eles foram chamados, veio como um chamado claro para retornarem ao evangelho, às boas novas da salvação em Jesus Cristo. Quando os púlpitos se fecharam para eles, primeiro Whitefield e depois Wesley, começaram em 1739, a pregar ao livre.

John Wesley viajou cerca de 5.000 milhas por anos, todo ano, que em qualquer parte que estiver, considero-o apropriado, certo e meu dever penhorado declara a todos que estejam dispostos a ouvir, as alegres notícias da salvação. Ele agrupou os crentes, em cada uma das áreas que alcançara, em sociedades e, conforme o movimento crescia, indicava outros pregadores, designando cada um para determinada área.

Wesley e outros pregadores evangélicos tiveram que enfrentar oposição do clero e de todos os níveis da sociedade. Através da pregação deles a Grã-Bretanha experimentou o Reavivamento Evangélico e muitos foram trazidos a um conhecimento vivo e pessoal de Jesus Cristo.

A hostilidade da Igreja da Inglaterra levou-os à sua separação da igreja instituída, para formarem a igreja Metodista. Não que a própria igreja da Inglaterra ficasse impassível. Como resultado do reavivamento, os Evangélicos tornaram-se o principal grupo da Igreja da Inglaterra, uma posição que eles retiveram até a última parte do século XIX. As igrejas livres tradicionais (presbiterianas, congregacionais e batistas) que haviam declinado em número e vitalidade, também foram reavivados e cresceram rapidamente.

Todos os níveis da sociedade foram afetados e o caráter moral da nação mudou significativamente. Diz-se que sem o reavivamento a Grã-Bretanha provavelmente teria enfrentado uma revolução semelhante à Revolução Francesa. No século XIX, a “consciência não-conformista” era um fator poderoso na política. Os fundamentos do movimento da união profissional e o Partido Trabalhista voltaram ao Evangelismo. A vida social e a política da nação foram profundamente afetadas em muitos sentidos.

(Este texto é uma compilação. Não é da autoria do Pr Eber Jamil, dono deste blog).