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O QUE PRECISAMOS SABER QUANDO ESTIVERMOS ENCURRALADOS?

MONTE SIÃI

O salmo 125 é muito conhecido. Ele suscita muitas idéias e lições. A idéia que tenho é de um cerco. Os inimigos estão em volta cercando Jerusalém. Por isto o tema: o que precisamos saber quando estivermos encurralados? Na Bíblia observamos algumas ocasiões em que o povo foi cercado. Entretanto, quero lembrar o cerco da Assíria em Jerusalém durante o reinado de Ezequias. O cerco e a vitória do Reino de Judá estão registrados em três passagens bíblicas: 2 Rs 18:17-19:37; 2 Cr 32 e Is 36 e 37. Muitas vezes nos sentimos assim: encurralados, sem saída. Parece que o mal triunfará causando a nossa derrota fatal. Pode ser a enfermidade, falência, oposição, que nos cerca, mas o que preciso saber quando isto acontece?

I – Saber que vale confiar no Senhor.

v. 1 OS que confiam no SENHOR serão como o monte de Sião, que não se abala, mas permanece para sempre.

Sião é o nome poético de Jerusalém. No monte Sião ficava o templo. Ali era realizada a cerimônia de unção e coroação dos reis e Jerusalém era a capital de onde o Rei governava. Os que confiam no Senhor são como o monte de Sião, inabalável, pois Deus governa a história. Aqueles que confiam no Senhor vencerão até mesmo a morte e desfrutarão de uma vida eterna com Deus.

II – Saber onde Deus está.

v. 2 Assim como estão os montes à roda de Jerusalém, assim o SENHOR está em volta do seu povo desde agora e para sempre.

Quando estamos encurralados Deus nos deixa sozinhos? Ficamos à mercê dos inimigos? Deus tira férias? Não. Deus está em volta do seu povo protegendo-o. Entre os inimigos e você está Deus em sua volta. O inimigo anda em derredor, mas ao redor está O Senhor. A presença de Deus é constante, desde agora e para sempre. Ele sempre está em volta do seu povo.

III – Saber que a injustiça passará.

v. 3 Porque o cetro da impiedade não permanecerá sobre a sorte dos justos(…)

O mal não triunfa para sempre contra os justos. O governo do mal terá sua derrocada. O cerco dele e seu governo são temporários. Confie no Senhor. O mal terá o seu fim, e Deus sempre vencerá. Mesmo que seja grande o governo do mal como foi o da Assíria, Deus deu vitória ao seu povo que se arrependeu e confiou nEle.

IV – Saber que podemos suportar a tentação de combater o mal com as armas da maldade.

v.3 (…) para que o justo não estenda as suas mãos para a iniqüidade.

Quando o mal parece triunfar ficamos tentados em usar as armas da maldade para combatê-los. Temos a tendência em pagar na mesma moeda. Porém, o mal não deve ser combatido com o mal. O salmista diz que o governo do mal tem um fim porque se assim não fosse o justo pecaria. Portanto, Deus sempre nos dá o escape para não combatermos o mal com o mal. Este é o ensino do Novo testamento. A vingança pertence a Deus. Deus cuidará dos seus opositores. Você usará as armas espirituais e meios legais, se for o caso, com muita oração, para vencer a oposição. Entre no escape que Deus dá e não combata o mal com o mal. Mesmo Deus dando o escape, não se esqueça que é de sua responsabilidade pessoal não combater o mal com atitudes pecaminosas e vingativas.

V – Saber que temos o recurso da oração para que a justiça seja feita.

vs4 e 5 – Faze bem, ó SENHOR, aos bons e aos que são retos de coração. Quanto àqueles que se desviam para os seus caminhos tortuosos, levá-los-á o SENHOR com os que praticam a maldade; paz haverá sobre Israel.

No final do salmo observamos a oração do salmista pedindo que a justiça seja feita. A oração é um recurso de extremo valor onde podemos expor as nossas dores e frustrações. A súplica do justo pode muito em seus efeitos. Não deixe de orar. Ezequias orou durante o cerco e também orou na enfermidade, nas duas situações Deus lhes atendeu. Maior ó que está em nós do que aquele que está no mundo.

(O autor do artigo é o Pr. Eber Jamil, dono do blog).

LIÇÕES DO GETSÊMANE.

Jesus orando no Getsêmani

Leia: Mc 14:32-42.

Depois de instituir a Ceia do Senhor, Jesus foi para o jardim de Getsêmane (o nome significa “prensa do óleo” ou “lagar de azeite”), também chamado de Jardim das Oliveiras, onde levou Tiago, João e Pedro para um lugar mais reservado. Distanciou-se deles para orar cerca de trinta metros (um tiro de pedra). Suou gotas de sangue, vivendo o significado do nome daquele lugar, e mostrou sua submissão à vontade do Pai. Ele mostrou claramente a sua humanidade, sofrendo de angústia por aquilo que sobreviria mais tarde.

Podemos extrair algumas lições desse acontecimento histórico ocorrido com Jesus. Vejamos cinco lições:

1) Primeira lição: a oração é o recurso que devemos praticar em todos os momentos. Jesus orou três vezes ao Pai com as mesmas palavras: “Aba, Pai, todas as coisas te são possíveis; afasta de mim este cálice; não seja, porém, o que eu quero, mas o que tu queres.”

A angustia não deve ser “curtida” ou “alimentada”, mas vencida através da oração. Quantos sofrem, mas não oram? A oração é para os bons e maus momentos. A oração é sem cessar como escreveu Paulo, ou seja, em todas circunstâncias.

2) Segunda lição: a oração deve ser acompanhada da vigilância. Vigiai e orai – disse Jesus. Devemos ter o discernimento aguçado. O espírito precisa estar de prontidão, acordado. Precisamos estar antenados com que ocorre a nossa volta, assim oraremos melhor.

3) Terceira lição: a resposta da oração que devemos desejar é a vontade de Deus em nossas vidas. Jesus orou de forma submissa. Não estava querendo impor ou determinar a resposta de Deus. Bem longe do “espírito” da Teologia da confissão positiva, Jesus queria a consumação da vontade de Deus em sua vida.

4) Quarta lição: Nós devemos ter autodeterminação em fazer a vontade do Pai. Jesus não determinou a Deus que o livrasse do cálice do sofrimento. Pelo contrário, Ele determinou-se em fazer a vontade do Pai. No Jardim de Getsêmane Ele como que lançou um marco espiritual – vou cumprir cabalmente a vontade do Pai. – Seja feita a tua vontade e não a minha. Estamos com esta autodeterminação?

5) Quinta lição: a solidariedade deve ser desperta e vigilante. Jesus levou com Ele: Pedro, Tiago e João para que tivessem solidários em oração naquele grave momento. Entretanto, as três vezes que Jesus os procurou, estavam dormindo. Não basta estar perto de alguém na hora da aflição, é preciso estar atento e vigilante ao que ocorre com a pessoa. Atentos aos detalhes para ajuda-lo melhor. Precisamos compartilhar e não estar apenas de “corpo presente”, e uma das formas de fazer isto são com as orações.

6) Sexta lição: devemos superar os limites e ir mais adiante. O texto descreve que Jesus foi um pouco mais adiante dos três discípulos para orar. Esse “ir mais adiante” aponta para a superação de limites. Jesus para superar a angústia foi mais adiante. Devemos ir um mais adiante na adoração a Deus; no serviço a Cristo e na vida pessoal. Devemos superar nossos limites.

7) Sétima lição: Quando tivermos a sensação da distância divina devemos responder com oração e vigilância. Na perspectiva dos discípulos esse “ir mais adiante” representa a sensação da distância divina que muitas vezes nos acomete. Superaremos esse período de “sensação da distância divina” com oração e vigilância conforme a recomendação de Cristo. Certamente a pequena distância que Cristo tomou provocou nos discípulos um relaxamento. A sensação de sono e de tristeza foi grande nos discípulos  que adormeceram. Quando “sentirmos” Deus “distante” não durmamos, mas fiquemos atentos em oração, porque Jesus, na verdade, já não está mais limitado por um corpo físico. Ele é Onipresente e está conosco sem distanciamentos, sem ausências.

Ocorreu no jardim de Getsêmani uma “batalha”, uma “luta intensa” entre a alma e o espírito. A angústia e a tristeza cresceram naquele ambiente, os discípulos foram atingidos, mas principalmente Jesus. Ele sabia o que aconteceria nos próximos dias, todo o abandono e traição que sofreria. Entretanto, Jesus não foi derrotado no Getsêmane. Ele fincou uma estaca espiritual naquele lugar e se decidiu pela vontade de Deus. Aceitou o cálice. Jesus disse certa ocasião que venceu o mundo. Venceu mesmo. Todas as angústias e circunstâncias foram vencidas por Ele. Como vencedor deixou a lição para os discípulos: vigiai e orai para que não entreis em tentação. Vamos seguir a recomendação de Cristo?

(O autor do artigo é o Pr. Eber Jamil, dono do blog).

O SEGREDO DA VITÓRIA.

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Porque Deus não nos deu o espírito de medo, mas de fortaleza e de amor, e de moderação” (2 Timóteo 1:7).

Sempre ouvi sobre a timidez de Timóteo e de sua juventude. Sobre as questões sérias que ele teve que enfrentar no seu pastoreio da Igreja de Éfeso como, por exemplo, os falsos mestres. Sobre as lutas espirituais que também passava.

Percebemos assim três níveis de dificuldades: o pessoal (temperamento); circunstancial ( Falsos mestres, perseguição etc.) e espiritual (espírito de medo).

Ao citar sobre as características que o Espírito Santo outorga, Paulo mostra a Timóteo que ele podia vencer as intempéries com o Espírito. O Espírito Santo é de fortaleza, de firmeza, que capacita a vencer as dificuldades do temperamento, vence o espírito de medo e capacita o enfrentamento dos falsos mestres. O Espírito é de amor, que lança fora todo o medo, que harmoniza as emoções e ensina a defender a fé sem ódio, ou sem rancor. O Espírito é de moderação, de equilíbrio, que faz a palavra ser temperada com sal para contradizer o contradizente, que traz harmonia ao temperamento e faz não ser dominado por nada.

Você observou como tudo que Timóteo precisava estava disponível no Espírito Santo? Não é o que você precisa para vencer seu temperamento, as circunstâncias e aos inimigos espirituais? Certamente que é. Portanto, encha-se do Espírito. Não ceda as concupiscências carnais. Não dê lugar ao diabo. O mandamento de Deus para você é: E não vos embriagueis com vinho, em que há contenda, mas enchei-vos do Espírito (Ef 5:18).

(O autor do artigo é o Pr. Eber Jamil, dono do blog).

COMO VENCER AS TENTAÇÕES?

 

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Antes de escrevermos sobre como obter vitória nas tentações é necessário definirmos o que é tentação. Vou citar duas definições indicando as fontes:

A. Tentação é indução para o mal por sugestões do diabo ou da sensualidade (Pequena enciclopédia bíblica O. S. Boyer).

B. Tentação é impulso forte para agir mal (Bíblia de recursos para o ministério com crianças).

I – CARACTERÍSTICAS EXTRAÍDAS DA BÍBLIA ACERCA DA TENTAÇÃO:

a)  Toda humanidade é passível de tentações. Não há pessoa que não seja tentada. Jesus na sua oração modelo disse: “e não nos deixe cair em tentação”. Jesus já partiu da idéia de que todos são tentados. Ele orou para que não fossemos seduzidos pelas tentações. Tiago também em 1.13 disse: “ninguém ao ser tentado, diga…”. Ele não disse: se alguém for tentado… Ele disse “quando for tentado”. Charles Swindoll têm uma frase interessante: “o monge que vive enclausurado atrás de muros luta com tentações tão reais quanto o negociante em Nova York…” (IN: Perseverança p.109 – Editora Mundo Cristão, São Paulo, 2004).

b) A tentação não é pecado. Ser tentado não é a mesma coisa que pecar. Pecado é a tentação concebida, aceita. É o que aquela famosa frase de Lutero afirma que não somos culpados quando o passarinho sobrevoa a nossa cabeça. Mas seremos culpados se o passarinho pousar e fazer um ninho nela.

c) Deus não tenta ninguém. É o que afirma Tiago: “quando alguém for tentado, jamais poderá dizer: estou sendo tentado por Deus… Cada um, porém, é tentado pelo próprio mau desejo…” (Tiago 1.13 e 14). Ou seja, porque temos na nossa natureza uma predisposição para o pecado é que somos tentado. Por causa do nosso mau desejo ou cobiça. Portanto se pecarmos não podemos culpar a ninguém muito menos a Deus.

d) O cristão não é tentado acima do que possa suportar. A tentação é inevitável, porém o pecado é evitável. I Coríntios 10.13: “Não sobreveio a vocês tentação que não fosse comum aos homens. E Deus é fiel; ele não permitirá que vocês sejam tentados além do que possa suportar. Mas quando forem tentados ele mesmo lhes providenciará um escape, para que o possam suportar”.

e) A tentação que nos leva ao pecado segue geralmente o mesmo processo. Vou usar uma citação de Charles Swindoll no seu livro (IN: Perseverança p.112 – Editora Mundo Cristão, São Paulo, 2004). Swindoll chegou a esta conclusão em Tiago 1.14 e 15. Vejamos o processo segundo ele: Primeiro passo: a isca é atirada. Segundo passo: o desejo intimo é atraído pela isca. Terceiro passo: o pecado ocorre quando cedemos e mordemos a isca. Quarto passo: o pecado promove trágicas conseqüências: acabamos fisgados e fritos.

II – CONHECENDO AS FORMAS DE LIVRAMENTO.

a) A permanência em Cristo. Este é um ponto básico. O fato de estarmos em Cristo é que nos possibilita vencer as tentações. “Se alguém está em Cristo, nova criatura é…” (II Coríntios 5.17). Jesus como homem em tudo foi tentado e venceu. Ele pode socorrer os que são tentados. Hb 2.18 “Porque, tendo em vista o que ele mesmo sofreu quando tentado, ele é capaz de socorrer aqueles que também estão sendo tentados”.

b) A oração. A oração é falar com Deus. Significa estar em intimidade com Ele. “Deus ouve as orações (Sl 10.17). Deus responde as orações (Sl 3.4). Deus outorga poder através da oração (At 4.31). (…) Antes que venha a tentação, devemos vigiar e orar muito (Mt 26.41). Não é orar quando já estamos sendo tentados, é orar antes (Mt 6.13).” (IN: Pr. Joá Caitano da Silva; COMO ENFRENTAR AS BATALHAS ESPIRITUAIS – Revista do professor; Editora Central Gospel; p.14).

c) Controle seus pensamentos com a memorização da Palavra. “Quando o diabo lançou seu ataque total contra Jesus (Mt 4.1-11), O Senhor resistiu à tentação usando as Escrituras. Está escrito… está escrito… está escrito! O Salmista pergunta: de que maneira poderá o jovem guardar puro o seu caminho? Observando-o segundo a tua Palavra(…) Guardo no coração as tuas palavras, para não pecar contra ti (Salmos 119. 9 e 11).” (IN: Perseverança p.123 – Editora Mundo Cristão, São Paulo, 2004).

d) Quem não quer cair no pecado não fica perto da tentação. Muitas vezes o indivíduo diz que não quer pecar, porém fica sempre perto da tentação. Fica próximo sentindo o “fogo diabólico” do pecado. Quem não quer cair no pecado não fica perto da tentação. Na palavra temos o exemplo de José que fugiu para não cair no pecado com a esposa de Potifar (Gn 39). Paulo recomendou duas vezes a Timóteo fugir de algumas coisas (I Timóteo 6.11 e 2 Timóteo 2.22).

e) Autoridade para repreender o adversário. Nós temos o recurso do nome de Jesus para repreender os demônios com suas tentações e artimanhas. Numa certa ocasião Pedro deu a Jesus uma sugestão satânica e Jesus repreendeu satanás: “Para trás de mim, Satanás!” (Mt 16.22 e 23).

III – ATITUDES PREVENTIVAS.

Creio que existam certas atitudes que podem nos manter a uma maior distância das tentações. Infelizmente muitos vivem nas fronteiras do inimigo facilitando seus ataques.

a) Andar prudentemente. “Prudência significa sabedoria, cuidado, cautela e sensibilidade. Diante das tentações, que são muitas e buscam atingir todas as áreas da vida, é preciso andar prudentemente com muita habilidade, a fim de que não entre no processo, pois o pecado conduz a derrota (Efésios 5.15) (…) A Bíblia adverte a importância da prudência e da vigilância constante” (IN: Pr. Joá Caitano da Silva; COMO ENFRENTAR AS BATALHAS ESPIRITUAIS – Revista do professor; Editora Central Gospel; p.16). (Provérbios 9.10, Mt 10.16 e Romanos 16.19).

b) Andar na verdade. “Basicamente, toda tentação é constituída de mentiras, desordem, enganos e traição. É possível que ela mencione algo da verdade, ou seja parte da mesma, como ocorreu com o Senhor Jesus ao ser tentado pelo diabo no deserto. Ele usou certa verdade para ludibriar, como fez também com Eva lá no Éden (Gênesis 3). A pessoa que segue fielmente o Senhor Jesus crê na verdade, aplica a mesma em sua vida como regra fundamental de fé, pautando os passos e o estilo de vida nessa verdade (Efésios 4.25ª).” (IN: Pr. Joá Caitano da Silva; COMO ENFRENTAR AS BATALHAS ESPIRITUAIS – Revista do professor; Editora Central Gospel; p.17). “Satanás usa constantemente o uso de sofismas. Sofisma é um argumento falso intencionalmente feito para induzir outrem em erro” (IN: Pequena enciclopédia bíblica O. S. Boyer).

c) Estar sempre alerta. Jesus falou para seus discípulos: “vigiem e orem para que não caiam em tentação.” A Palavra nos diz que o nosso inimigo anda ao derredor procurando quem possa devorar. Portanto, a nossa atitude deve ser de vigilância constante. Foi numa atitude de descuido que Davi foi tentado. Ele passeava pelo terraço quando viu Bate-Seba tomando banho e seu coração foi cheio de lascívia (2 Sm 11). É necessário estarmos sempre alertas e não descuidar nos tempos “livres” e “ociosos”.

d) Viver como filhos da luz. Aquele que vive em Cristo vive na luz e não nas trevas. O cristão não pode ter uma vida cinza, nebulosa, numa mistura entre as trevas e luz. As nossas obras e atitudes precisam ser de alguém que vive na luz. “Porque outrora vocês eram trevas, mas agora são luz no Senhor. Vivam como filhos da luz, pois o fruto da luz consiste em toda bondade, justiça e verdade; e aprendam a discernir o que é agradável ao Senhor. Não participem das obras infrutíferas das trevas; antes, exponham-nas á luz. Porque aquilo que eles fazem em oculto, até mencionar é vergonhoso” (Efésios 5.8-12 – NVI – O negrito é meu).

e) Praticar as boas obras. “Uma forma eficaz, altamente produtiva, para se obter vitória nas tentações, por piores que sejam, é andar constantemente praticando boas obras (…) O cristão pode e deve neutralizar as tentações envolvendo-se na prática das boas obras. Tiago observa que as boas obras não salvam. Ninguém entrará no céu pela prática de boas obras. No entanto, ele mesmo afirma que a fé sem obras de nada se aproveita (Tg 2.14-17) (IN: Pr. Joá Caitano da Silva; COMO ENFRENTAR AS BATALHAS ESPIRITUAIS – Revista do professor; Editora Central Gospel; p.17). A Palavra diz que os salvos praticam boas obras. “Porque somos criação de Deus realizada em Cristo Jesus para fazermos boas obras, as quais Deus preparou antes para nós as praticarmos” (Efésios 2.10).

f) Lembre-se de que o sofrimento final irá em breve apagar o prazer temporário. “Moisés fez exatamente isso quando decidiu andar com Deus em vez de deixar-se absorver pelo estilo de vida egípcio. Pela fé, Moisés, quando já homem feito, recusou ser chamado filho da filha de Faraó, preferindo ser maltratado junto com o povo de Deus a usufruir prazeres transitórios do pecado (Hb 11.24 e 25). Prazeres transitórios do pecado. O pecado dá prazer? Pode apostar! É tão agradável que as pessoas arriscam a reputação para provar o seu sabor. Quando agimos assim, todos os esforços da nossa mente para nos avisar dos perigos do pecado são neutralizados. Desligamos os alarmes internos ao ascendermos o desejo” (IN: Charles Swindoll, Perseverança p.121 – Editora Mundo Cristão, São Paulo, 2004).

CONCLUSÃO:

Todos nós somos tentados em algum momento. Porém Deus não permite que a tentação seja acima do que podemos suportar e providencia um escape. Devemos conhecer as formas de livramento e ter atitudes preventivas para que não caíamos nas tentações.

(O autor do texto é o Pr Eber Jamil, dono do blog. O texto tem muitas citações é praticamente uma compilação com importantes adendos meus).

O QUE É BATALHA ESPIRITUAL?

 

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O que seria: batalha espiritual? É a batalha constante que o cristão enfrenta contra as influências do mundo, contra a sua própria natureza pecaminosa (carne), e contra o diabo.

Estou baseando tal estudo na revista número 8 editada pela editora Central Gospel, cujo título é o mesmo citado neste estudo e o autor é o Pr. Joá Caitano da Silva. Colocarei a minha colaboração neste estudo e usarei outras fontes de consulta além da revista. Devo dizer que todas às vezes que citar algum autor colocarei tal citação entre aspas e citarei a fonte.

I – A BATALHA ESPIRITUAL É UMA REALIDADE BÍBLICA.

A) Já no início da Bíblia vemos tal batalha sendo referida em Gn 3.15. Ao pronunciar o juízo contra serpente (o diabo), Deus diz que sempre haveria inimizade entre satanás e os descendentes da mulher. E o descendente da mulher (Jesus) pisaria a cabeça da serpente que morderia o calcanhar dEle (a crucificação). O crente precisa ter consciência que existe uma batalha, cuja guerra é travada no coração humano e na história dos seres humanos.

O inimigo das nossas almas não quer que estejamos conscientes desta batalha. Ele procura convencer a todos que, tudo que acontece é normal e pura casualidade. Seria isto verdade? As coisas absurdas que sucedem a cada instante são normais? Os crimes, as tragédias, as injustiças, as distorções sociais, a destruição desenfreada na família, dos valores morais da ética; será tudo isto casualidade?” (IN: Pr. Joá Caitano da Silva; COMO ENFRENTAR AS BATALHAS ESPIRITUAIS – Revista do professor; Editora Central Gospel; p.6)).

B) No confronto entre Jesus e Satanás. Quando no seu ministério terreno Jesus enfrentou oposição de Satanás que o tentou no deserto. A Palavra diz que mesmo Jesus como homem não cedeu as tentações. Veja Hb 4.15: “pois não temos um sumo sacerdote que não possa compadecer-se das nossas fraquezas, mas sim alguém como nós, passou por todo tipo de tentação, porém, sem pecado” (NVI).

A Palavra ainda diz mais, que Jesus venceu a Satanás como homem. Veja Hb 2.14: “… ele participou dessa condição humana, para que, por sua morte, derrotasse aquele que tem o poder da morte, isto é, o Diabo” (NVI).

C) O combate das trevas contra a luz. Aquele que está em Jesus está na luz e sofre oposição das trevas. Veja 1 Jo 1.5-7; 2.9-11.

II – CONHECENDO OS ADVERSÁRIOS.

“É impossível passar despercebido o que acontece no mundo espiritual. Todo o crente é vítima de ataques constantes que ocorrem no viver de cada dia (…).

É preciso, urgentemente, acordar o sono da indiferença e da posição derrotista de que tudo é assim mesmo, conformando-se com uma vida medíocre, pobre, infeliz e fracassada.

Os três adversários que não dão trégua ao crente são, de fato: a carne, o mundo e o diabo. E para vencê-los é preciso de revestimento do poder do Espírito Santo” (IN: Pr. Joá Caitano da Silva; COMO ENFRENTAR AS BATALHAS ESPIRITUAIS – Revista do professor; Editora Central Gospel; p.6)).

A) A Batalha entre a carne o espírito.

A Palavra de Deus fala da guerra interior existente na alma do crente entre a carne (natureza pecaminosa) e o espírito. A carne com sua concupiscência deseja o pecado, o espírito deseja as coisas de Deus. Gl 5.17: “Pois a carne deseja o que é contrário ao Espírito; e o Espírito, o que é contrário à carne. Eles estão em conflito um com o outro, de modo que vocês não fazem o que desejam”.

“Só será vitorioso nesta batalha, quem utilizar as estratégias bíblicas ao seu dispor (Gl 5.16), buscar a plenitude do Espírito, andar dirigido e orientado por Ele, e permitir que Ele fecunde o fruto Espiritual”. (IN: Pr. Joá Caitano da Silva; COMO ENFRENTAR AS BATALHAS ESPIRITUAIS – Revista do professor; Editora Central Gospel; p.7)).

B) A Batalha contra o mundo (mundanismo) e suas aflições.

Quando falamos da batalha contra o mundo não estamos falando no sentido físico, do planeta ou da natureza. E também não nos referimos as pessoas “porque Deus amou o mundo…” (Jo 3.16). Mas queremos dizer sobre os valores terrenos e pecaminosos que enchem a humanidade. João afirma que “o mundo inteiro jaz no maligno” (1 João 5.19) e Paulo chama satanás de deus deste século (II Co 4.4). “Como príncipe deste mundo, satanás espalha nele sua influência (cf. Jô 12.31; 14.30; 16.11). Ele anima o espírito do anticristo…presentemente já está no mundo” (I João 4.3), de maneira que, na realidade, o reino das trevas, composto dos súditos humanos e espirituais do demônio, organiza e sustenta a oposição contra Cristo e sua Igreja” (RUSSEL SHEED, O mundo, a carne e o diabo. Edições Vida Nova, p.39).

Outro aspecto da oposição do mundo são as suas aflições peculiares. O cristão pertence ao reino de Deus, portanto sofrerá oposição do reino deste mundo (João 15. 18 e 19; 1 João 3.13). Jesus disse que venceu o mundo com suas aflições (João 16.33). Nós podemos também vencer.

O segredo para vencer as tribulações e aflições existentes no mundo é permanecer no Senhor Jesus. Ele diz que nEle há paz. Ele garante paz verdadeira, descanso para a alma e ânimo redobrado (João 14.27)” (IN: Pr. Joá Caitano da Silva; COMO ENFRENTAR AS BATALHAS ESPIRITUAIS – Revista do professor; Editora Central Gospel; p.7)).

C) A oposição de Satanás.

Estejam alertas e vigiem. O Diabo, o inimigo de vocês, anda ao redor como leão, rugindo e procurando a quem possa devorar” (I Pe 5.8).

Penso que satanás utiliza-se de três estratégias para enganar as pessoas a respeito de si mesmo. Primeiro: satanás deseja que as pessoas não creiam na sua existência. Existem pessoas que crêem que satanás é um mito inventado pela religião. Segundo: satanás coloca uma lente de aumento em si mesmo para aumentar o seu tamanho e provocar mêdo nas pessoas. Muitos têm uma atitude medrosa para com o inimigo. Atribuem a ele muitas coisas. Procuram conhecer as profundezas de satanás (Ap 2.24) e vivem cheias de superstições. E em terceiro, satanás deseja que as pessoas que crêem na sua existência vivam como se ele não existisse. Muitos sabem da sua existência, porém vivem de uma forma relaxada, displicente, sempre próximo das fronteiras do inimigo, como se o inimigo não existisse.

Para vencer o diabo com todas suas artimanhas, estratégias, ciladas e operações malignas, é preciso estar em sobriedade, equilíbrio e, sobretudo, vigilância constante. As armaduras de Deus, a couraça da fé, estão a dispor, a fim de que, fortalecido no Senhor e na autoridade do seu poder, o crente se torne um autêntico vencedor” (IN: Pr. Joá Caitano da Silva; COMO ENFRENTAR AS BATALHAS ESPIRITUAIS – Revista do professor; Editora Central Gospel; p.8)).

Leia Tiago 4.7

III – NESSAS BATALHAS NÃO ESTAMOS SOZINHOS.

Temos as nossas parte a fazer nestes enfrentamentos, porém sozinhos não venceremos. Nós precisamos de Deus e do Seu poder para vencer.

  • O Senhor é um homem de guerra (Ex 15.3).
  • Deus é O Senhor dos exércitos (Zc 4. 6b; 1 Sm 1.11)
  • O Senhor peleja pelo seu povo (Ex 14.14)
  • A guerra é do Senhor (1 Sm 17.47b).
  • CONCLUSÃO:

Neste artigo definimos o que é batalha espiritual e conhecemos biblicamente nossos adversários. Também afirmamos que Deus está conosco e que Ele é O Senhor dos Exércitos que peleja pelo seu povo. Usemos a nossa fé Nele para vencermos essas batalhas.

I João 5.4 e 5 : “O que é nascido de Deus vence o mundo; e esta é a vitória que vence o mundo: a nossa fé. Quem é que vence o mundo? Somente aquele que crê que Jesus é o Filho de Deus” (NVI).

( O autor do texto é o Pr Eber Jamil, dono do blog. Frases extraídas estão com as suas devidas citações).