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O QUE PRECISAMOS SABER QUANDO ESTIVERMOS ENCURRALADOS?

MONTE SIÃI

O salmo 125 é muito conhecido. Ele suscita muitas idéias e lições. A idéia que tenho é de um cerco. Os inimigos estão em volta cercando Jerusalém. Por isto o tema: o que precisamos saber quando estivermos encurralados? Na Bíblia observamos algumas ocasiões em que o povo foi cercado. Entretanto, quero lembrar o cerco da Assíria em Jerusalém durante o reinado de Ezequias. O cerco e a vitória do Reino de Judá estão registrados em três passagens bíblicas: 2 Rs 18:17-19:37; 2 Cr 32 e Is 36 e 37. Muitas vezes nos sentimos assim: encurralados, sem saída. Parece que o mal triunfará causando a nossa derrota fatal. Pode ser a enfermidade, falência, oposição, que nos cerca, mas o que preciso saber quando isto acontece?

I – Saber que vale confiar no Senhor.

v. 1 OS que confiam no SENHOR serão como o monte de Sião, que não se abala, mas permanece para sempre.

Sião é o nome poético de Jerusalém. No monte Sião ficava o templo. Ali era realizada a cerimônia de unção e coroação dos reis e Jerusalém era a capital de onde o Rei governava. Os que confiam no Senhor são como o monte de Sião, inabalável, pois Deus governa a história. Aqueles que confiam no Senhor vencerão até mesmo a morte e desfrutarão de uma vida eterna com Deus.

II – Saber onde Deus está.

v. 2 Assim como estão os montes à roda de Jerusalém, assim o SENHOR está em volta do seu povo desde agora e para sempre.

Quando estamos encurralados Deus nos deixa sozinhos? Ficamos à mercê dos inimigos? Deus tira férias? Não. Deus está em volta do seu povo protegendo-o. Entre os inimigos e você está Deus em sua volta. O inimigo anda em derredor, mas ao redor está O Senhor. A presença de Deus é constante, desde agora e para sempre. Ele sempre está em volta do seu povo.

III – Saber que a injustiça passará.

v. 3 Porque o cetro da impiedade não permanecerá sobre a sorte dos justos(…)

O mal não triunfa para sempre contra os justos. O governo do mal terá sua derrocada. O cerco dele e seu governo são temporários. Confie no Senhor. O mal terá o seu fim, e Deus sempre vencerá. Mesmo que seja grande o governo do mal como foi o da Assíria, Deus deu vitória ao seu povo que se arrependeu e confiou nEle.

IV – Saber que podemos suportar a tentação de combater o mal com as armas da maldade.

v.3 (…) para que o justo não estenda as suas mãos para a iniqüidade.

Quando o mal parece triunfar ficamos tentados em usar as armas da maldade para combatê-los. Temos a tendência em pagar na mesma moeda. Porém, o mal não deve ser combatido com o mal. O salmista diz que o governo do mal tem um fim porque se assim não fosse o justo pecaria. Portanto, Deus sempre nos dá o escape para não combatermos o mal com o mal. Este é o ensino do Novo testamento. A vingança pertence a Deus. Deus cuidará dos seus opositores. Você usará as armas espirituais e meios legais, se for o caso, com muita oração, para vencer a oposição. Entre no escape que Deus dá e não combata o mal com o mal. Mesmo Deus dando o escape, não se esqueça que é de sua responsabilidade pessoal não combater o mal com atitudes pecaminosas e vingativas.

V – Saber que temos o recurso da oração para que a justiça seja feita.

vs4 e 5 – Faze bem, ó SENHOR, aos bons e aos que são retos de coração. Quanto àqueles que se desviam para os seus caminhos tortuosos, levá-los-á o SENHOR com os que praticam a maldade; paz haverá sobre Israel.

No final do salmo observamos a oração do salmista pedindo que a justiça seja feita. A oração é um recurso de extremo valor onde podemos expor as nossas dores e frustrações. A súplica do justo pode muito em seus efeitos. Não deixe de orar. Ezequias orou durante o cerco e também orou na enfermidade, nas duas situações Deus lhes atendeu. Maior ó que está em nós do que aquele que está no mundo.

(O autor do artigo é o Pr. Eber Jamil, dono do blog).

A VITÓRIA DE DEUS SOBRE O ANTI-NATAL.

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As informações que temos acerca do nascimento de Jesus mostram que o natal sofre o antagonismo do anti-natal. Enquanto celebramos o nascimento e a vida, a morte e a perseguição se fazem presentes. Ao lermos os jornais percebemos estes dois espíritos presentes. São notícias sobre a alegria do natal, mas também sobre morte, violência e oposição. Quem vence a batalha? Vida ou morte? Natal ou anti-natal? Jesus ou Herodes?

Esse espírito do anti-natal foi personificado por Herodes, o Grande. Ele como monarca desfrutou de uma impunidade quase absoluta. Um dos seus primeiros atos no governo foi assassinar quarenta e cinco membros do Sinédrio. Também matou seu sogro e cunhado. Forjou um julgamento para matar sua esposa Mariana, e depois matou três de seus filhos. César Augusto disse que era melhor ser porco de Herodes do que seu filho (porque ele não comia carne de porco). Herodes, um pouco antes de morrer, mandou matar as pessoas mais representativas do seu reino para que houvesse choro no dia de sua morte. Morreu aos setenta anos e houve alegria por parte do povo no dia da sua morte. Jesus nasceu no fim da vida de Herodes, quando esse julgava seus rivais eliminados, e quando suas perturbações domésticas chegaram ao auge. Foi Herodes que ordenou a matança dos inocentes para tentar eliminar Jesus. Mas quem venceu: o Natal ou anti-natal? Foi Deus que venceu o anti-natal. Vejamos como foi a vitória:

1) Deus tinha ciência dos planos de Herodes tanto que enviou um anjo a José para avisá-lo em sonhos (Mt 2.13).

2) Os percalços no início da vida de Jesus estavam nos planos de Deus (Mt 2.15, 17 e 23) “para que se cumprisse o que foi dito”. Num olhar superficial poderíamos pensar que Jesus estava sendo vítima das circunstâncias, mas tudo era conhecido por Deus e estava nos planos dEle.

3) Deus cumpre suas promessas (Mt 2.15, 17 e 23). Os percalços e a vitória de Jesus sobre Herodes já estava profetizado. “Nenhuma das Palavras proferidas por Deus cairam por Terra”. Tudo se cumpriu.

4) Os poderes humanos têm o seu fim (Mt 2.20). Herodes morreu e Jesus sobreviveu. “O júbilo dos ímpios é breve…”.

5) Deus sempre triunfa até em momentos que parecem tragédia. O zigue-zague que José, Maria e Jesus fizeram entre a Judéia, Egito, novamente Judéia e Nazaré estavam no plano de Deus. Deus triunfou. Eles triunfaram e arrogância herodiana sucumbiu.

Meu irmão celebre o nascimento de Jesus tendo a consciência da oposição, porém, sem temê-la. Porque em Deus você triunfará sobre esse espírito herodiano, de morte, antinatalício que tão perto te rodeia. A sua vida está nas mãos de Deus. Todas as coisas Ele fará cooperar para o bem. Confie que a Vida Eterna, que você tem em Jesus, triunfará sobre a Morte e os percalços da caminhada.

(O autor do artigo é o Pr. Eber Jamil, dono do blog).

A CONSOLAÇÃO DIVINA NÃO É AQUÉM AO SOFRIMENTO.

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II Coríntios 1. v.5: Porque, como as aflições de Cristo são abundantes em nós, assim também é abundante a nossa consolação por meio de Cristo.

A consolação não é inferior ao sofrimento. Se o sofrimento for abundante a consolação de Deus será abundante. Se o sofrimento for transbordante a consolação também será. Deus não dá paliativo. Deus dá o remédio certo para a dor correspondente.

Nos tempos de colégio, jogando bola, caí e fui para casa com o braço doendo. Chegando lá recebi pequenos presentes da minha mãe, que me fez esquecer a dor do braço e brinquei. Depois da brincadeira senti a dor novamente com mais força e fui levado ao médico. Tive que engessar o braço. Você percebe? Enquanto me distraía com os brinquedos consegui esquecer a minha dor e não pensei nela. Quando a distração acabou, voltei senti-la com mais força. Deus não faz assim. Deus não nos consola com distrações. A consolação dEle é a altura do nosso sofrimento e sobrepuja.

Os sofrimentos terrenos não se podem comparar com a Glória que será revelada. Hebreus 12 diz que Jesus suportou a cruz e desprezou a afronta porque Ele sabia da alegria que lhe estava proposta. Jesus anteviu a consolação que receberia e isto foi um dínamo para ele suportar e vencer o suplício da cruz. Quando à tempestade vier saiba que a bonança virá e com ela uma calmaria alentadora e renovadora de suas forças.

(O AUTOR DO ARTIGO É O PR. EBER JAMIL, DONO DO BLOG).

CONSOLADOS PARA CONSOLAR.

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II Coríntios 1:v.4: … para que também possamos consolar os que estiverem em alguma tribulação, com a consolação com que nós mesmos somos consolados por Deus.

A consolação recebida nos habilita consolar a outros. O passar pelo sofrimento e o consolo recebido de Deus fazem com que possamos ajudar outros que passam pela mesma coisa. Note bem que o sofrimento sofrido não foi despropositado, mas teve o propósito de nos fazer instrumentos de consolação. Há um propósito – consolarmos outros. Esse senso de propósito e de missão permeiam toda a Bíblia com relação aos servos de Deus. Quantas vezes achamos que as intempéries da existência são tufões sem controle e despropositados. Entretanto, aquele que serve a Deus pode ter certeza que há um propósito em tudo.

Na situação de Paulo ele cita o propósito de consolar outros com a mesma consolação recebida. O fato de termos passado pela tribulação, pela peleja, por causa da justiça, faz com que possamos estimular outros em igual situação. Paulo disse aos Galátas que uma das coisas que lhe davam autoridade eram as marcas de Cristo em seu próprio corpo. As marcas, experiências, pela causa de Cristo são marcas e experiências de conforto que Deus nos outorga. Deus é o Deus da providência.

A providência divina é patente na história de José do Egito. Deus revelou os detalhes dessa história, assim enxergamos a providência com clareza. Entretanto, existem outras histórias, existem outras pessoas, existem as nossas histórias pessoais: será que a providência divina é aplicável? Quando lemos a Bíblia percebemos que sim. Deus é o Deus Provedor, e não foi só com José, mas foi com Abraão, com Jacó, com Judá, com o Copeiro, etc. Deus de fato mostra desde o início, que a história da humanidade não está entregue a si mesma, mas aos Seus cuidados.

José mostrou no final compreender o designer do tapeceiro divino, que costurou a história dele de forma magnânima, assim ele conseguiu perdoar os irmãos. Como nos livraremos da amargura, da frustração, se cremos na providência divina! A sensação que temos é que temos peças de um grande quebra-cabeça, as quais não nos são possíveis encaixar. Porém, Deus encaixa.

Segundo o texto estudado a providência também se manifesta em consolação ao servo de Deus. Ele sai consolado para consolar. Deus tem um propósito. Lembro do meu pai em seu programa de rádio que depois de dar o noticiário cristão sempre dizia: Deus tem um plano! A história tem um maestro. Grande é o mistério. Apesar de o homem exercer sua volição, Deus é soberano. Nunca, nós homens, conseguiríamos encaixar a volição humana e a soberania de Deus, mas Deus encaixa e nenhum dos seus propósitos é frustrado. A teologia sempre pende para um dos lados: volição humana ou soberania de Deus. Eu creio no encaixe por causa do prévio conhecimento de Deus sobre tudo. Para Deus não há passado, presente ou futuro, tudo é uma coisa só. Ele não está preso ao tempo e nem no espaço. Ele é Livre.

(O autor do artigo é o Pr. Eber Jamil, dono do blog).

DEUS É O PAI DAS MISERICÓRDIAS E DE TODA CONSOLAÇÃO.

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II Coríntios 1:3: … o Pai das misericórdias e o Deus de toda a consolação.

A fonte da misericórdia e consolação é Deus. No sofrimento não devemos nos esquecer que Ele é O Pai das misericórdias e de toda consolação. Quando Paulo disse “toda consolação” é porque Deus pode consolar qualquer sofrimento. Não há algo tão doído que Deus não possa consolar. Nele há consolação e Misericórdia.

Deus consola através de Sua Palavra. A Bíblia é um verdadeiro bálsamo para a alma humana. São tantas passagens que apaziguam a alma e confortam em momentos difíceis. Muitas vezes preguei em sepultamentos palavras de consolo baseadas na Palavra. Outras tantas vezes pessoas encontraram orientação para tomar decisões acertadas na Palavra.

As orações são recursos de Deus para consolo. Foi o caso de Ana e de tantas outras pessoas em todas as gerações que tiveram seu semblante mudado depois que oraram. O próprio Espírito intercede por nós enquanto oramos para que haja consolo em nós.

Às vezes o consolo divino se manifesta através do próximo, palavra de aconselhamento, abraços, uma boa música. Na maioria dos casos é Deus manifestando sua consolação através do próximo. Eu sempre olho aquele versículo que fala que se meu pai, ou minha mãe me abandonar, Deus me acolherá, de forma horizontal. Afinal Deus vai acolher como? Através de alguém é a resposta.

O consolo de Deus se manifesta até fisiologicamente. O choro é um escape fisiológico dado por Deus ao homem. A expressão “Bem-aventurados os que choram porque serão consolados” tem muitas aplicações, mas expõe também a natureza fisiológica do choro que após ser derramado proporciona certo alívio para aquele que chora.

A Bíblia toda conta a história de Deus sendo o consolador da humanidade. Jesus ao falar do Espírito Santo o chamou de consolador e alertou: não vos deixarei órfãos, ou seja, inconsoláveis, enviarei do meu Espírito e Ele será o consolador de vocês.

Precisamos fazer esta consideração durante o sofrimento. Deus é a fonte da verdadeira consolação. Tão preciosas foram as palavras de Cristo: Não se turbe o vosso coração, credes no Pai, credes também em mim. A fé neste Deus consolador apazigua a alma e consola.

(O autor do artigo é o Pr. Eber Jamil, dono do blog).

CONSIDERAÇÕES DURANTE O SOFRIMENTO.

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Leia II Coríntios 1: 3 – 11.

Paulo descreve a Igreja de Corinto sua aflição aguda na Àsia (Província Romana no oeste da Àsia Menor – atualmente território da Turquia). Ele descreve com uma aflição pela causa de Cristo que fez sua vida “desesperar”. Aquela sensação da vida escorregar entre os dedos, fugir, e a morte se aproximar com força. É quase uma mensagem estranha, hoje em dia, em que só se fala em prosperidade. Paulo descreve intenso sofrimento pela causa de Cristo. Nesta mesma epístola no capítulo 11 ele lista uma série de situações pelas quais ele passou:

23 (…) trabalhos, muito mais; em açoites, mais do que eles; em prisões, muito mais; em perigo de morte, muitas vezes.

24 Recebi dos judeus cinco quarentenas de açoites menos um.

25 Três vezes fui açoitado com varas, uma vez fui apedrejado, três vezes sofri naufrágio, uma noite e um dia passei no abismo;

26 Em viagens muitas vezes, em perigos de rios, em perigos de salteadores, em perigos dos da minha nação, em perigos dos gentios, em perigos na cidade, em perigos no deserto, em perigos no mar, em perigos entre os falsos irmãos;

27 Em trabalhos e fadiga, em vigílias muitas vezes, em fome e sede, em jejum muitas vezes, em frio e nudez.

28 Além das coisas exteriores, me oprime cada dia o cuidado de todas as igrejas.

Apesar do intenso sofrimento, Paulo não sucumbe, não se entrega. Vejo em sua palavra o seguinte tema: Considerações durante o sofrimento. Na sua carta ele mostra que devemos aprender durante a “peleja” e “angústia”.

Primeira consideração, Deus é O Pai das misericórdias e de toda consolação.

v. 3: … o Pai das misericórdias e o Deus de toda a consolação.

A fonte da misericórdia e consolação é Deus. No sofrimento não devemos nos esquecer que Ele é O Pai das misericórdias e de toda consolação. Quando Paulo disse “toda consolação” é porque Deus pode consolar qualquer sofrimento sofrido. Não há algo tão doído que Deus não possa consolar. Nele há consolação e Misericórdia.

Segunda consideração, a consolação nos é dada para que também possamos consolar os que estiverem em alguma tribulação.

v.4: … para que também possamos consolar os que estiverem em alguma tribulação, com a consolação com que nós mesmos somos consolados por Deus.

A consolação recebida nos habilita consolar a outros. O passar pelo sofrimento e o consolo recebido de Deus faz com que possamos ajudar outros que passam pela mesma coisa. Note bem que o sofrimento sofrido não foi despropositado, mas teve o propósito de nos fazer instrumentos de consolação. Há um propósito – consolarmos outros.

Terceira consideração, A consolação não está aquém ao sofrimento acontecido.

v.5: Porque, como as aflições de Cristo são abundantes em nós, assim também é abundante a nossa consolação por meio de Cristo.

A consolação não é inferior ao sofrimento. Se o sofrimento for abundante a consolação de Deus será abundante. Se o sofrimento for transbordante a consolação também será. Deus não dá paliativo. Deus dá o remédio certo para a dor correspondente.

Quarta consideração, o sofrimento e a consolação se refletem na Igreja, que é o corpo de Cristo.

v.6: Mas, se somos atribulados, é para vossa consolação e salvação; ou, se somos consolados, para vossa consolação e salvação é…

Paulo disse que o seu sofrimento era para a consolação da Igreja. Em outras palavras, a igreja sofre quando um membro sofre, mas também é consolada quando um irmão é consolado. Há um compartilhamento entre os irmãos no sofrimento e consolação. Paulo vai além e diz que era atribulado para que o povo de Deus fosse consolado. Sendo assim, ele mostra que se vê como um membro deste imenso corpo de Cristo. Na “peleja” temos tendência ao egocentrismo, mas a “peleja” é tempo de compartilhamento e união com os irmãos.

Quinta consideração, a intercessão dos santos e a gratidão pelas respostas recebidas.

v. 11: Ajudando-nos também vós com orações por nós

v.11: para que pela mercê, que por muitas pessoas nos foi feita, por muitas também sejam dadas graças a nosso respeito.

Todo tempo é de oração. O tempo de sofrimento é tempo de intercessão também. Levemos as cargas uns dos outros através da intercessão. A consequência é que haverá ações de graças pelas respostas das orações. Sem dúvida a passagem do sofrimento para a consolação passa pelas orações constantes a Deus. Louvado seja o Senhor!

(O autor do artigo é o Pr. Eber Jamil, dono do blog).

DESIGNAÇÕES DE JESUS.

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O primeiro versículo do Evangelho de Mateus apresenta quatro nomes, ou títulos de Jesus: Jesus Cristo, Filho de Davi, Filho de Abraão.

O nome dado a Ele no nascimento foi “Jesus”. É a forma grega do nome hebraico “Yeshua” que quer dizer “o Senhor Salva”. Mateus explica que Ele recebeu esse nome porque “Ele salvará o seu povo dos seus pecados” (1:21). Portanto, mostra que Jesus veio libertar da escravidão do pecado. Os sacrifícios de animais não eram suficientes para resolver a questão do pecado, somente Deus tornando a forma de homem poderia resolver, ou seja Jesus.

“Cristo” é uma designação concedida a Jesus. É a forma grega da palavra hebraica “Messias” e quer dizer “Ungido”, uma pessoa especialmente designada por Deus para realizar sua vontade. Jesus é o Messias prometido das profecias messiânicas do Antigo Testamento

A terceira designação, “Filho de Davi”, atribuída a Jesus no primeiro versículo foca sua linhagem real como descendente de Davi com direito a reivindicar o trono de Israel. Deus havia prometido a Davi que o trono dele não ficaria vazio – Jesus é o cumprimento desta promessa. Porém na sua primeira vinda, Jesus não veio estabeleceu um reino político e terreno, mas um reino espiritual que está presente nos corações convertidos a Ele. Na sua primeira vinda veio sem aparência e formosura, mas na sua segunda vinda virá será cheia de Glória.

A quarta designação, “Filho de Abraão”, é um lembrete de que Jesus é judeu, descendente de Abraão, o pai da nação israelita. A promessa que Deus fez para Abraão de que nele seriam benditas todas as famílias da terra (Gn 12:3) se cumprem na vida e ministério de Jesus.

Quando faço essas afirmações bíblicas vejo como Deus é O Senhor da História. Vejo como o Antigo testamento é completado e cheio pelo Novo Testamento. Vejo que o Cordeiro foi morto antes da fundação do mundo e na plenitude dos tempos Deus cumpriu a promessa enviando a Jesus, o Cristo. Quando vezes não ficamos sobressaltadas pelas intempéries da vida? Pensamos que as circunstâncias não foram permitidas por Deus e que Deus se esqueceu de nós ou nos abandonou. Porém, o Supremo tapeceiro, Deus, tem tecido seus propósitos eternos em nossas vidas. Jesus é o Amém de Deus em todas as promessas feitas e nele não houve o “não”, mas o “sim” de Deus (2 Co 1:20).

(O autor do artigo é o Pr. Eber Jamil, dono do blog).

CONFIA NO SENHOR DE TODO O CORAÇÃO.

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Pv 3: 5 “ Confia no SENHOR de todo o teu coração (…)”.

Estamos diante de um apelo feito por um sábio. Ele nos apela a confiarmos no Senhor sem restrições, totalmente. Vivemos numa sociedade sem confiança, que vive em paranóia, com o sentimento de que todas as pessoas conspiram contra ela. Entretanto, o caminho do justo deve ser o da confiança em Deus.

A primeira vez que o verbo confiar aparece na Bíblia mostra Faraó afligindo o povo de Israel para que este não confiasse nas palavras de Deus.

Êxodo 5:9 – Agrave-se o serviço sobre estes homens, para que se ocupem nele e não confiem em palavras mentirosas.

Jesus, depois de contar uma parábola, fez uma pergunta: “ quando vier o Filho do homem, porventura achará fé na terra?” (Lc 18.8). Jesus mostrou que a tendência do mundo é apostasia, e que muitos deixarão de confiar no Senhor. Entretanto, o salmista fala que é melhor confiar no Senhor.

Sl 118. 8 e 9 – É melhor confiar no SENHOR do que confiar no homem. É melhor confiar no SENHOR do que confiar nos príncipes.

Aquele que confia no Senhor persevera, resiste e supera as intempéries da existência.

Salmos 125: 1 – OS que confiam no SENHOR serão como o monte de Sião, que não se abala, mas permanece para sempre. (A palavra Sião significa “colina ressecada pelo sol”).

Aquele que confia no Senhor põe Deus como seu refúgio e por isto estará seguro.

Provérbios 29:25 – O temor do homem armará laços, mas o que confia no SENHOR será posto em alto retiro.

Aquele que confia no Senhor será bem sucedido. Suas obras encontrarão bom termo.

Provérbios 16:3 – Confia ao SENHOR as tuas obras, e teus pensamentos serão estabelecidos.

Aquele que confia no Senhor terá contentamento, paz e será feliz.

Provérbios 16:20 – O que atenta prudentemente para o assunto achará o bem, e o que confia no SENHOR será bem-aventurado.

Diante dessas afirmações percebemos que é uma atitude sábia escolher confiar no Senhor. Muitos vão pelo caminho da autoconfiança exagerada e agem com imprudência.

Provérbios 28:6 – O que confia no seu próprio coração é insensato, mas o que anda em sabedoria, será salvo.

Outros ainda confiam de maneira exagerada em pessoas que se mostram infiéis e por isto ficam desconjuntados.

Provérbios 25:19 – Como dente quebrado, e pé desconjuntado, é a confiança no desleal, no tempo da angústia.

A melhor conclusão que podemos chegar está em salmos 37:5 – Entrega o teu caminho ao SENHOR; confia nele, e ele o fará.

Qual o caminho que você escolherá? O caminho da Confiança em Deus? Ou o caminho da ansiedade, nervosismo e intranqüilidade?

(O autor do artigo é o Pr. Eber Jamil, dono do blog).

AS BODAS DO FILHO.

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Leia Mateus 22:1-14.

A festa de Bodas registrada por Mateus era dada por um rei para celebrar o casamento do filho. O pai apresentado como “um rei” é Deus Pai.

A festa é relevante porque o principal propósito de Cristo era ilustrar os benefícios plenos do seu evangelho por meio da semelhança com um banquete. Pois, o banquete traz a idéia de comunhão entre os convidados e o Rei, que no caso é Deus, o Criador. Portanto, o convite para participar das Bodas é um convite para adentrar no Reino de Deus e ter comunhão com Ele. Lembra muito o convite de Cristo a Igreja de Laodicéia:

Eis que estou à porta, e bato; se alguém ouvir a minha voz, e abrir a porta, entrarei em sua casa, e com ele cearei, e ele comigo (Ap 3:20).

Observamos que o Rei (Deus) comissiona servos (profetas) para fazer os convites.

No primeiro convite (Mt 22:1-3) os convidados simplesmente “não quiseram vir”. O segundo convite foi mais explícito e urgente (Mt 22:4-7). O jantar estava preparado e tudo estava pronto para a celebração do casamento. E dessa vez a insistente bondade do Rei foi recebida com a atitude de desdém. “Porém eles, não fazendo caso, foram, um para o seu campo, outro para o seu negócio”. Os seus interesses comerciais significam mais para eles do que qualquer dever de estarem presentes a uma festa de casamento, como convidados do rei. Outros foram muito além do desdém, partiram para violência ferindo e matando os servos que tipificam os profetas. Como está no texto: “o restante, apoderando-se dos servos, os maltrataram e mataram”.

O rei ficou indignado. Enviou o seu exército e destruiu aqueles homicidas e incendiou a sua cidade. O aspecto profético dessa parábola foi cumprido na destruição de Jerusalém no ano 70 d.C., quando os exércitos de Tito pilharam e queimaram a cidade (Mt 23:34; Lc 21:20-24).

Estes dois convites tipificam a tentativa do Senhor de atrair a Israel para as Bodas do Filho.

O terceiro convite foi aberto a todos: “bons ou maus”. Em cada camada da sociedade encontram-se duas classes de pessoas que podem ser distinguidas pelo seu caráter moral, o que vale dizer, em linguagem comum, os bons e os maus. No caso os servos não deviam fazer nenhum tipo de pré-seleção, deveriam convidar a todos, quer fossem bons os maus. Tal convite mostra que Deus deseja que todos se salvem, todos tenham comunhão com Ele. Deus não faz acepção de pessoas.

A festa nupcial foi cheia de convidados. E o rei, entrando para ver os convidados, viu ali um homem que não estava trajado com veste de núpcias. O homem sem a veste nupcial parece dizer: “Abrirei o meu próprio caminho para o céu”. Vir à festa sem as vestes era uma marca definitiva de deslealdade. Apesar de ter aparentemente ter aceitado o convite, o convidado sem as vestes de núpcias, frontalmente rejeitou o convite com sua atitude. Desejou participar da festa à sua maneira. Só há um caminho para o Céu, para o reino de Deus – Jesus, e não adianta inventar outro.

As vestes de núpcias representam a justiça de Deus, a justificação que Deus outorga aqueles que crêem em Jesus. O convidado vestido adequadamente como que dizia: “Eu não pertenço a mim mesmo, fui comprado por preço; minha justiça própria é como trapo de imundícia, mas o Senhor é a minha justiça”. Vestir as vestes de núpcias implicava em deixar de lado a vestimenta do pecado e da justiça própria e vestir-se de coração arrependido e da justiça divina.

Os homens que morrerem sem essas vestes jamais poderão participar das “bodas do Cordeiro”, preparada somente para os santos, os pecadores remidos. Para todos que morrem sem Cristo há a condenação para o lugar onde há pranto e ranger de dentes.

Ao concluir a sua parábola, Jesus disse: “Pois muitos são chamados, mas poucos escolhidos” (Mt 20:16;22:14). Os que são chamados e recebem a Jesus tornam-se a sua escolha e fazem parte dos convidados. Os escolhidos de Deus são aqueles que receberam o seu Filho como Salvador e foram justificados por ele.

(O autor do artigo é o Pr. Eber Jamil, dono do blog).

O SEGREDO DA VITÓRIA.

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Porque Deus não nos deu o espírito de medo, mas de fortaleza e de amor, e de moderação” (2 Timóteo 1:7).

Sempre ouvi sobre a timidez de Timóteo e de sua juventude. Sobre as questões sérias que ele teve que enfrentar no seu pastoreio da Igreja de Éfeso como, por exemplo, os falsos mestres. Sobre as lutas espirituais que também passava.

Percebemos assim três níveis de dificuldades: o pessoal (temperamento); circunstancial ( Falsos mestres, perseguição etc.) e espiritual (espírito de medo).

Ao citar sobre as características que o Espírito Santo outorga, Paulo mostra a Timóteo que ele podia vencer as intempéries com o Espírito. O Espírito Santo é de fortaleza, de firmeza, que capacita a vencer as dificuldades do temperamento, vence o espírito de medo e capacita o enfrentamento dos falsos mestres. O Espírito é de amor, que lança fora todo o medo, que harmoniza as emoções e ensina a defender a fé sem ódio, ou sem rancor. O Espírito é de moderação, de equilíbrio, que faz a palavra ser temperada com sal para contradizer o contradizente, que traz harmonia ao temperamento e faz não ser dominado por nada.

Você observou como tudo que Timóteo precisava estava disponível no Espírito Santo? Não é o que você precisa para vencer seu temperamento, as circunstâncias e aos inimigos espirituais? Certamente que é. Portanto, encha-se do Espírito. Não ceda as concupiscências carnais. Não dê lugar ao diabo. O mandamento de Deus para você é: E não vos embriagueis com vinho, em que há contenda, mas enchei-vos do Espírito (Ef 5:18).

(O autor do artigo é o Pr. Eber Jamil, dono do blog).