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O MILAGRE DO CHORO.

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Ponderei sobre o choro e cheguei à conclusão que o choro, em algumas ocasiões, é um milagre. A Bíblia fala de uma tristeza segundo Deus, que á tristeza do arrependimento e muitos não o tem sentido. Falamos de alegrias mais alegrias como só houvesse isto na nossa vida cristã na Terra. Entretanto, o choro faz parte também.

O choro pelos próprios pecados é um milagre. É o resultado da obra do Espírito. Não me refiro ao remorso, mas ao choro do arrependimento. Davi chorou, Pedro chorou e muitos outros, encontrando lugar de arrependimento. Judas se desesperou e Esaú, até chorou, mas não por causa de arrependimento, choraram de remorso e não acharam perdão. Não estou dizendo que é através do choro que se alcança ao arrependimento, mas afirmo que muitas vezes a pessoa arrependida e crente em Jesus derrama lágrimas por causa do seu arrependimento e fé.

Jesus também chorou, não pelos seus próprios pecados, mas chorou. Chorou quando viu as irmãs de Lázaro sofrerem pela morte do irmão. Tal choro foi o choro da solidariedade, da empatia. Chorou também diante de Jerusalém que estava cega para a visitação do Messias. Ali Jesus chorou por causa do pecado alheio e da obstinação dos cidadãos de Jerusalém. Observa-se com isto que há espaço para o choro na vida cristã, pois o próprio Cristo chorou.

Jesus em uma das suas bem-aventuranças incluiu o choro, dizendo que são felizes os que choram porque serão consolados. Felizes são os que choram pelos seus pecados aos pés de Cristo. Ditoso choro, miraculoso é, pois só chora pelos próprios pecados quem foi convencido pelo Espírito.

Quando choramos pelos nossos próprios pecados podemos encontrar a consolação em Jesus porque nele há perdão. Triste é a situação do endurecido, petrificado, que não consegue chorar mais. Quero este milagre na minha vida sempre que precisar. O milagre de chorar e encontrar consolo aos pés de Cristo. Há tempo de se alegrar. Há tempo de chorar. Há tempo de ser consolado. Obrigado Deus por ter enviado Jesus. Obrigado Jesus por ter morrido em meu lugar. Obrigado Espírito porque tu me convences dos meus pecados e me faz chorar.

(O autor do artigo é o Pr. Eber Jamil, dono do blog).

OS PROPÓSITOS DOS MILAGRES DE JESUS

Jesus Texto Base:

Jo 20.30 e 31

30 Jesus, pois, operou também em presença de seus discípulos muitos outros sinais, que não estão escritos neste livro.

31 Estes, porém, foram escritos para que creais que Jesus é o Cristo, o Filho de Deus, e para que, crendo, tenhais vida em seu nome.

Introdução:

Existem nos evangelhos as narrativas de alguns milagres realizados por Cristo. Conforme está no texto base: nem todos os milagres foram escritos, mas os que foram escritos tiveram propósitos divinos.

Há três palavras gregas para designar um milagre:

  • Teras – coisa portentosa
  • Dunamis – poder maravilhoso
  • Seméion – um prova ou sinal sobrenatural.

Os milagres, no evangelho de João, são designados como “sinais”, e, em outra parte do NT, a palavra para “milagre” é regularmente ligada com o vocábulo que designa “sinal”. Isto nos ensina que os milagres não designam simplesmente a capacidade de Jesus fazer maravilhas, mas sim o messiado de Cristo. O objetivo do ministério de Cristo não era realizar milagres e sim buscar e salvar o que se havia perdido (Lc 19.10). Como observamos na cura do filho do oficial à distância, Jesus não quer que a fé nele se baseie nos sinais, mas sim naquilo que ele é: Deus, o caminho, a verdade e a vida (Jo 20.31 e 14.6). Vejamos alguns propóstitos dos milagres realizados por Cristo:

I – Manifestar a Sua Glória (Jo 2.11)

Veja Jo 2.11: Jesus principiou seus sinais em Caná da Galileia, e manifestou a sua glória; e os seus discípulos creram nele.

Segundo o dicionário da Bíblia de Estudo Almeida, a Glória é: auto-revelação da santidade, pureza e natureza de Deus (Sl 24.10). A nuvem luminosa (xequiná) que apareceu na tenda da congregação e no templo, no AT, manifestava a glória de Deus (Ex 15.11; 16.10; Nm 14.10; 16.19), a presença ativa de Deus para salvar o seu povo. No NT, a glória de Deus se manifesta em Jesus, Filho de Deus encarnado (Jo 1.14), e, particularmente, na sua morte, ressurreição e ascensão (Jo17.1; Hb 1.3).

A Glória de Deus é eterna; diferentemente do homem que é efêmera e passageira (Is 40.5-8); e uma das formas de Jesus manifestar a Glória de Deus que estava nele foi as realizações dos milagres (Jo 11.40).

II – Os milagres foram sinais de que o Messias havia chegado

Veja Is 35.5, 6; Is 61.1 e 2 e Lc 4.16-21 e compare com a resposta que Jesus enviou a João Batista, mostrando assim que os milagres que ele realizava atestavam que o Messias havia chegado (Mt 11.5). Observe como Mateus associa as realizações dos milagres realizados por Cristo como cumprimento do capítulo messiânico de Isaías 53. Compare Is 53.5 e Mt 8.16 e 17. Depois de ter acalmado a tempestade, os discípulos ficaram estupefatos com o domínio que Jesus tinha sobre a natureza. “Que homem é este, que até os ventos e o mar lhe obedecem?”, perguntaram os discípulos. (Mt 8.27). Depois da multiplicação dos pães e peixes muitos da multidão reconheceram que Jesus era o profeta prometido por Moisés (Jo 6.14; Dt 18.15).

III – Os milagres de Jesus apontavam para o fato que ele tem poder para perdoar pecados.

Tal verdade fica clara quando Jesus cura o paralítico de Cafarnaum. Jesus diz que, para mostrar que tinha autoridade para perdoar pecado, curaria o paralítico (Mc 2. 10 e 11). Aliás, este milagre mostra claramente que a maior necessidade do homem não é a solução dos seus problemas ou a cura de uma enfermidade, mas sim o seu relacionamento com Deus, onde o pecado é o principal obstáculo (Rm 3.23), depois de todo o esforço dos amigos do paralítico em levá-lo a Cristo. Jesus prioriza primeiramente o perdão dos pecados do paralítico, para depois curá-lo. Quantos querem uma cura física sem antes resolver o problema do pecado? O problema do pecado só é resolvido com a fé em Jesus como Salvador e Senhor.

IV – Os milagres mostram a divindade de Cristo

João escreve acerca dos milagres que ele mesmo narra: Estes, porém, foram escritos para que creais que Jesus é o Cristo, o Filho de Deus, e para que, crendo, tenhais vida em seu nome (Jo 21.31). Os evangelhos mostram 35 milagres específicos de Cristo, João escolheu apenas sete dos muitos milagres que Jesus operou. Vejamos os sete:

1. A transformação da água em vinho (Jo 2.1-11)

Mostra Jesus como o Senhor da qualidade. Tudo que ele faz supera as nossas expectativas. Seu poder transformador gera em nos uma verdadeira alegria que não se compara com nada que o mundo e a religião possa oferecer.

2. A cura do filho do oficial (Jo 4:46-54)

Jesus é O Senhor que vence as distâncias. O seu poder não está restrito a locais. A sua Palavra tem um longo alcance.

3. O paralítico do tanque de Betesda (Jo 5.1-9)

Jesus é O Senhor da misericórdia, que alcança os esquecidos e solitários vencidos pelo tempo.

4. A multiplicação dos pães e peixes (Jo 6.6-13)

Jesus é O Senhor da provisão que do escasso promove a multiplicação.

5. Jesus anda sobre as águas (Jo 6.19-21)

Jesus está acima das circunstâncias. É aquele que anda por terrenos inseguros e apazigua o vento contrário.

6. A Ressurreição de Lázaro (Jo 11.1-44).

Jesus é o Senhor da vida que nunca teve e nunca terá fobia da morte, pois ele venceu a morte, e com Jesus a morte já não existe, porque aquele que nele crê, ainda que esteja morto, viverá. A vida que ele nos dá é livre das faixas que nos impedem de caminhar livremente.

7. A Grande Pesca (Jo 21.1-8).

Jesus é o Senhor da produtividade que pode suprir, quando todo o nosso esforço é improdutivo. Quando lutamos e nada conseguimos, se ele mandar conseguiremos sob o poder de sua Palavra.

João escreveu estes milagres com o propósito de evidenciar a divindade de Cristo, e, uma vez isto crido, a pessoa teria a vida eterna.

Conclusão:

Percebemos que os milagres realizados por Cristo não eram um fim em si mesmo, mas tinham um propósito maior de manifestar sua glória; mostrar que ele era o Messias, que ele tinha autoridade para perdoar pecados e para ser crido como Deus.

(O autor do artigo é o Pr. Eber Jamil, dono do blog).

O MAIOR SINAL DE TODOS OS SÉCULOS.

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Texto Base:

Mt 12.38-41.

38 Então alguns dos escribas e dos fariseus tomaram a palavra, dizendo: Mestre, quiséramos ver da tua parte algum sinal.

39 Mas ele lhes respondeu, e disse: Uma geração má e adúltera pede um sinal, porém, não se lhe dará o outro sinal senão o do profeta Jonas;

40 Pois, como Jonas esteve três dias e três noites no ventre da baleia, assim estará o Filho do homem três dias e três noites no seio da terra.

41 Os ninivitas ressurgirão no juízo com esta geração, e a condenarão, porque se arrependeram com a pregação de Jonas. E eis que está aqui quem é maior do que Jonas.

Introdução:

Existem nos evangelhos 35 milagres realizados por Cristo. Sabemos que Cristo realizou muito mais milagres. Por isto João escreveu: “Jesus fez muitas outras coisas. Se cada uma delas fosse escrita, cuido que nem ainda o mundo todo poderia conter os livros que seriam escritos” (Jo 21.25). Porém os milagres escritos e relatados tinham um objetivo, segundo João: “… foram escritos para que creais que Jesus é o Cristo, o Filho de Deus, e para que, crendo, tenhais vida em seu nome” (Jo 20.31).

Mas qual foi o maior sinal? Creio que o maior sinal foi a ressurreição de Cristo destacado neste texto como o sinal de Jonas. Sendo o milagre ocorrido com Jonas inferior a ressurreição de Cristo. Como disse Jesus: está aqui quem é maior do que Jonas.

I – Alguns religiosos pedem um sinal a Cristo

Jesus fala do sinal de Jonas em resposta ao pedido dos escribas e fariseus por um sinal. Eles fecharam os olhos para inúmeros milagres que Jesus já havia realizado. Não era suficiente para eles que Jesus tivesse curado os enfermos, purificado os leprosos, ressuscitado mortos e expulsado demônios. Eles ainda não criam e nem tinham, na verdade, o desejo de crer, mas desejavam “provar” a Cristo. Creio que os maiores incrédulos vivem num ambiente religioso. Cercados por ritos, normas, porém sem vida com Deus. Eles erravam, apesar de serem mestres da lei; mas, na verdade, não conheciam as escrituras, como deveriam, muito menos, o poder de Deus (Mt 22.29).

Esses religiosos queriam um sinal sem crer; só pela vista. Jesus disse, em certa ocasião: Bem-aventurados os que não viram, e creram (Jo 20.29). Os religiosos agiram com incredulidade, em oposição à fé que é a certeza das coisas que se esperam, e a prova das coisas que não se veem (Hb 11.1).

Jesus não respondeu como o esperado a esses homens, porque não queria provar a sua divindade através de “testes humanos” e nem ser conhecido como um milagreiro ou curandeiro. Em muitas ocasiões, Jesus pedia àqueles que eram curados por ele para que não divulgassem suas curas (Mc 7.36; Mt 8.4; Mt 9.30; Mc 5.43 e Lc 5.14). Jesus sabia que o povo tinha tendência de distorcer o caráter de sua missão aqui na terra. Jesus veio implantar o reino de Deus, espiritualmente falando, o qual tinha implicações terrenas (Mt 6.10; Mt 6.33; Mt 13.11; Mt 13.45 e Mt 18.3); porém as multidões esperavam um Messias, no sentindo político e terreno, o qual os libertasse do jugo romano (Jo 6.15; Jo 6.26 e 27). Jesus veio salvar e buscar o que se havia perdido (Lc 19.10).

Como a geração daqueles fariseus e escribas, vivemos numa geração má e adúltera sedenta por sinais, sem desejar o novo nascimento, a regeneração, a mudança de vida e sem uma fé legítima (At 8.9-25).

II – O maior de todos os sinais

Para confirmar a obra de Jesus, haveria o maior sinal de todos: Deus ressuscitaria seu Filho da sepultura. Maior sinal do que aquele que serviu para a conversão de toda a Nínive. Vários obstáculos foram vencidos para que a ressurreição de Cristo ocorresse. Vejamos alguns deles: A) A pedra enorme. A pedra pesava cerca de uma tonelada e meia e foi revolvida por um terremoto de origem divina (Mt 28.2). B) A guarda romana. Uma escolta de soldados romanos guardava o túmulo (Mt 28. 62 -66), mas foi vencida. C) O selo romano. Foi colocado sobre a pedra um selo romano para que ninguém violasse (Mt 27.66). Quem violasse o selo romano era passível de morte. D) A morte. A morte em si era o maior obstáculo para a ressurreição de Cristo, mas Jesus venceu a morte (Mt 28. 5 e 6).

Na ressurreição de Cristo o poder político e terreno do Império Romano foi vencido, foi vencido também o poder de Satanás e o poder da morte (1 Co 15.54-57).

III – Jesus maior do que Jonas:

O fato de Jonas ter sido lançado no mar e engolido por um grande peixe impactou os ninivitas, juntamente com a pregação dele, a tal ponto de todos se converterem, proclamarem um jejum onde até os animais jejuaram, e vestiram-se de pano de saco, desde o maior até o menor (Jn 3.5-10). “A população total de Nínive deveria ser, aproximadamente seiscentos mil habitantes, uma vez que havia 120 mil crianças e também muitos animais” (Jn 4.11) (Bíblia Anotada Expandida). Maior impacto deve causar a ressurreição de Cristo, porque ele é maior do que Jonas. Que tipo de impacto a ressurreição de Cristo deve nos causar?

  • Poder para se viver uma vida nova – Quando manifestamos a nossa fé em Jesus, identificamo-nos com sua morte e ressurreição. Morremos para o domínio do pecado e de Satanás, e recebemos o poder da ressurreição para viver uma vida nova (Rm 6.4-15).
  • Poder para enfrentar as lutas – Temos o poder da ressurreição de Cristo em nossas vidas que nos ajuda a enfrentar os percalços da vida (2 Co 1.8-11 e Rm 8.11).
  • Testemunho e pregação com mais autoridade – Jesus está vivo e nos outorga poder para ser suas testemunhas (Mt 28.19-20; Mc 16.15-19 e At 5.29-32).
  • Temos uma esperança viva – Porque o nosso Senhor está vivo (1 Pe 1.3-9).

Conclusão

Jesus deixou para aquela e para esta geração má e adúltera o maior se todos os sinais: a sua ressurreição. Venceu, com isto, o Império Romano, Satanás e a morte. Ninguém pode resisti-lo. Jesus chamou tal milagre de sinal de Jonas. Jonas sobreviveu dentro do ventre de um grande peixe e pregou a palavra de Deus, levando toda a Nínive ao arrependimento. Se Jonas, que é inferior a Cristo, impactou de tal forma, quanto mais a ressurreição de Cristo. Sejamos divulgadores e proclamadores da ressurreição de Cristo que continua a impactar todas as gerações. Sirvamos ao Senhor que está vivo e que nos prometeu buscar para estarmos com ele (Jo 14.1-3).

(O autor do artigo é o Pr. Eber Jamil, dono do blog).

TENDO OLHOS, NÃO VEDES?

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Leia Mc 8.10-26

Neste texto bíblico, objeto de nossa meditação, os verbos olhar e ver são empregados várias vezes; não só em conexão com a cura do cego de Betsaida, mas desde o pedido dos fariseus a Jesus: um sinal do céu. Na verdade, a cura do cego é o ponto culminante deste assunto.

O fato de Jesus curar esse cego em duas etapas tinha o propósito de mostrar aos díscipulos que eles ainda enxergavam as coisas espirituais de forma turbada. Já enxergavam espiritualmente, porém, não enxergavam de forma nítida como o cego de Betsaida, antes do segundo toque. Veja as perguntas que Jesus fez aos díscipulos: “Tendo olhos, não vedes? E tendo ouvidos, não ouvis?”

I – A cegueira dos fariseus:

Logo depois da multiplicação dos pães pela segunda vez, os fariseus incrédulos se aproximam de Jesus para o “tentar”, pedindo um sinal do céu. Eles não desejavam crer, mas sim “provar” a Cristo. Jesus havia acabado de multiplicar os pães pela segunda vez (Mc 8.1-10); mesmo assim os fariseus pediam outro sinal. Segundo a narrativa de Marcos, Jesus respondeu que não daria nenhum sinal àquela geração. Segundo a narrativa de Mateus (16.1-4), o único sinal dado seria o do profeta Jonas, o qual se refere ao fato de Jonas ter ficado três dias e três noites no ventre do peixe, assim como Jesus ficaria no coração da terra três dias e três noites e depois ressuscitaria, como de fato aconteceu (Mt 12.38-41). Jesus, ao se referi aos fariseus, chamou-os de guias cegos (Mt 23.16, 17, 19, 23, 24 e 26). Os fariseus eram cegos por sua incredulidade, jactância e justiça própria. Jesus não cede à provocação dos fariseus, pois ele não veio para aqueles que se acham sãos, mas para aqueles que reconhecem as suas enfermidades (Lc 5.31 e 32).

II – A visão turbada dos discípulos

Por sua vez, os discípulos que já enxergavam espiritualmente falando, mostram ter ainda uma visão turbada das coisas espirituais. Durante a travessia no barco Jesus faz uma advertência para que eles se guardassem do fermento dos fariseus e de Herodes. “Os judeus, seguindo o mandamento de Deus (Ex 13.7), evitam o uso de toda levedura na semana imediatamente após a Páscoa. Na época de Cristo, a levedura simbolizava a má inclinação do homem. Jesus aplica o símbolo da levedura à corrupção espiritual daqueles que procuram derrotar seu Messias” (in: Bíblia Vida Nova). “O fermento dos fariseus era a hipocrisia (Lc 12.1), e o fermento de Herodes era o secularismo e o mundanismo”. (in: Bíblia Anotada Expandida).

Jesus trata com seus discípulos de algo espiritual, porém eles têm uma compreensão materialista da advertência, e começaram a discutir entre si, dizendo que Jesus tinha falado isto, porque eles não tinham trazido pão (Mc 8.16). Tal compreensão materialista de algo espiritual é um dos aspectos da visão espiritual turbada dos discípulos. Um segundo aspecto é a incredulidade deles. Eles discutiram entre si, porque não tinham trazido pão, só que o texto informa que eles tinham um pão (v.14) o qual consideraram como um nada. Jesus faz uma série de advertências a eles:

Para que arrazoais que não tendes pão? Não considerastes nem compreendeis ainda? Tendes ainda o vosso coração endurecido? Tendo olhos, não vedes?

Eles estavam discutido entre si, porque só tinham um pão, e ainda consideravam esse único pão um nada, depois de Cristo ter realizado as duas multiplicações de pães e peixes (Mc 8.19 e 20). E aí está o terceiro aspecto da visão turbada dos discípulos: a memória curta. Quando digo: memória curta, não estou dizendo que eles tinham esquecido da primeira e da segunda multiplicação dos pães; porém, refiro-me ao fato de que eles não aplicavam as experiências anteriores ao presente da vida deles. Os discípulos discutiram, porque tinham um só pão, quando Jesus já havia alimentado, com poucos pães, cinco mil pessoas, na primeira multiplicação, e quatro mil, na segunda multiplicação.

III – A cura do cego de Betsaida

Depois do pedido dos fariseus, e depois do diálogo, acontece a cura gradual desse cego de Betsaida; tal fato é o ápice da narrativa. Este milagre é narrado por Marcos somente. Percebemos que os fatos estão interligados: os fariseus queriam ver, porém eram cegos espirituais. Os discípulos viam espiritualmente, porém de forma turbada. Agora Jesus encontra com um cego, no sentido físico, que passa por um processo para ter uma visão completa.

Jesus tomou o cego pelas mãos para levá-lo para fora da aldeia. Cuspiu em seus olhos e perguntou-lhe se via alguma coisa. O cego respondeu:

Vejo os homens; pois os vejo como árvores que andam.

Jesus dá um segundo toque. Observemos que Jesus não desejava que o homem apenas enxergasse, mas que enxergasse bem. Era o mesmo desejo que ele tinha em relação aos discípulos que enxergassem as coisas espiritualmente falando de forma clara.

Temos nessa cura gradual do cego uma ilustração vívida do modo pelo qual o Espírito Santo continua a operar na transformação das almas, através da santificação. Aquele que foi salvo por Jesus passa a enxergar cada vez mais pelo processo da santificação. Não basta a recuperação parcial da vista. Na santificação o crente não pode ficar no meio do caminho. “A vereda dos justos é como a luz da aurora que vai brilhando mais e mais até ser dia perfeito” (Pv 4.18). Nós que fomos guindados para o reino da Luz do Senhor, precisamos enxergar, de forma clara, questões como sexualidade, dinheiro, vida familiar, o próximo e outras.

Conclusão

Neste milagre fica patente que, quando Jesus realizava um milagre, muitas vezes, ele não apenas objetivava a cura e salvação do indivíduo, mas também o crescimento espiritual dos seus discípulos e das multidões que o cercavam. Os milagres de Cristo são pedagógicos, cheios de lições preciosas que devem ser guardadas em nosso coração.

(O autor do artigo é o Pr. Eber Jamil, dono do blog).

DESIGNAÇÕES DE JESUS.

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O primeiro versículo do Evangelho de Mateus apresenta quatro nomes, ou títulos de Jesus: Jesus Cristo, Filho de Davi, Filho de Abraão.

O nome dado a Ele no nascimento foi “Jesus”. É a forma grega do nome hebraico “Yeshua” que quer dizer “o Senhor Salva”. Mateus explica que Ele recebeu esse nome porque “Ele salvará o seu povo dos seus pecados” (1:21). Portanto, mostra que Jesus veio libertar da escravidão do pecado. Os sacrifícios de animais não eram suficientes para resolver a questão do pecado, somente Deus tornando a forma de homem poderia resolver, ou seja Jesus.

“Cristo” é uma designação concedida a Jesus. É a forma grega da palavra hebraica “Messias” e quer dizer “Ungido”, uma pessoa especialmente designada por Deus para realizar sua vontade. Jesus é o Messias prometido das profecias messiânicas do Antigo Testamento

A terceira designação, “Filho de Davi”, atribuída a Jesus no primeiro versículo foca sua linhagem real como descendente de Davi com direito a reivindicar o trono de Israel. Deus havia prometido a Davi que o trono dele não ficaria vazio – Jesus é o cumprimento desta promessa. Porém na sua primeira vinda, Jesus não veio estabeleceu um reino político e terreno, mas um reino espiritual que está presente nos corações convertidos a Ele. Na sua primeira vinda veio sem aparência e formosura, mas na sua segunda vinda virá será cheia de Glória.

A quarta designação, “Filho de Abraão”, é um lembrete de que Jesus é judeu, descendente de Abraão, o pai da nação israelita. A promessa que Deus fez para Abraão de que nele seriam benditas todas as famílias da terra (Gn 12:3) se cumprem na vida e ministério de Jesus.

Quando faço essas afirmações bíblicas vejo como Deus é O Senhor da História. Vejo como o Antigo testamento é completado e cheio pelo Novo Testamento. Vejo que o Cordeiro foi morto antes da fundação do mundo e na plenitude dos tempos Deus cumpriu a promessa enviando a Jesus, o Cristo. Quando vezes não ficamos sobressaltadas pelas intempéries da vida? Pensamos que as circunstâncias não foram permitidas por Deus e que Deus se esqueceu de nós ou nos abandonou. Porém, o Supremo tapeceiro, Deus, tem tecido seus propósitos eternos em nossas vidas. Jesus é o Amém de Deus em todas as promessas feitas e nele não houve o “não”, mas o “sim” de Deus (2 Co 1:20).

(O autor do artigo é o Pr. Eber Jamil, dono do blog).

COMO CHEGAMOS PERTO DE DEUS ?

 

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Ef 2:13 – Mas agora em Cristo Jesus, vós, que antes estáveis longe, já pelo sangue de Cristo chegastes perto.

O trecho bíblico de Efésios 2:11-22 trata da inclusão dos gentios no plano redentor de Deus. Àqueles que eram estrangeiros, tornaram-se um só corpo, um só edifício, concidadãos dos céus e família de Deus em Cristo Jesus. Como está aproximação aconteceu? Como chegamos perto de Deus? É o que vou responder.

Não chegamos perto de Deus por causa da nossa bondade. A Bíblia diz que Deus nos amou quando ainda éramos pecadores (Rm 5:8). Portanto não foi a nossa bondade que conquistou a aproximação a Deus. Somos muitas vezes ambíguos. Fazemos atos bondosos com as motivações erradas. Não podemos ser chamados realmente de bons por causa da natureza caída e pecaminosa. Balançamos sempre entre o ser bonzinho ou ser demasiadamente justo. A nossa bondade não é capaz de atingir o padrão de Deus.

Não chegamos perto de Deus por causa da nossa sinceridade. O fato de alguém ser sincero não o faz meritório diante de Deus. Muitos são sinceros e estão em caminhos errados. A sinceridade não redime. Deus deseja a verdade e sinceridade, mas não pensemos que isto é mérito diante de Deus, pois a nossa justiça é trapo de imundícia.

Não chegamos perto de Deus por causa das nossas obras. Nada que façamos a outra pessoa pode comprar um lugar perto de Deus. A salvação não vem de nós, isto é dom de Deus (Ef 2:8).

Não chegamos perto de Deus porque somos religiosos. Não existe prática religiosa, ritual, que nos credencie ao céu. Os sacramentos não conferem graça ou mérito diante de Deus. Freqüências ao culto e nas orações não fabricam o novo nascimento. É preciso arrependimento dos pecados e nascer do Espírito. Uma doutrina muito esquecida no nosso meio é a doutrina da depravação. O homem tem um abismo intransponível para chegar a Deus só Jesus é a ponte.

Chegamos perto de Deus porque Deus tomou a iniciativa de nos aproximar dEle. Só amamos a Deus porque Ele nos amou primeiro. A iniciativa é Deus, e o aceitar ou não é do homem. 2 Co 5:19 – (…) Deus estava em Cristo reconciliando consigo o mundo, não lhes imputando os seus pecados; e pôs em nós a palavra da reconciliação.

Chegamos perto de Deus por causa da mediação de Jesus e seu sacrifício. O versículo escolhido como base neste pequeno estudo mostra que foi pelo sangue de Jesus, pois Ele é o cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo (Jo 1:29). É pelo sangue de Jesus que temos acesso a Deus. 1 Tm 2:5 – Porque há um só Deus, e um só Mediador entre Deus e os homens, Jesus Cristo homem.

E finalmente, chegamos perto de Deus por recebermos a salvação pela fé. A fé são as mãos com que recebemos a dádiva divina da Salvação.

Hb 11:6 – Ora, sem fé é impossível agradar-lhe; porque é necessário que aquele que se aproxima de Deus creia que ele existe, e que é galardoador dos que o buscam.

Só se aproxima de Deus aquele que crê na obra redentora de Cristo.

O conhecimento de que não nos chegamos a Deus pelos nossos próprios méritos deve nos fazer ser humildes e agradecidos, nunca presunçosos. Louvemos ao Senhor porque Deus nos aproximou dEle pelo sacrifício vicário de Cristo! Aleluia!

(O artigo é do Pr. Eber Jamil, dono do blog).

APRENDENDO COM OS SAMARITANOS.

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Neste artigo quero escrever sobre o aprendizado que podemos ter com os samaritanos. Os samaritanos eram considerados estrangeiros e sincréticos pelos judeus. Entretanto, quando tiveram contato com a Graça de Deus através de Jesus, a maioria das vezes, responderam positivamente. Podemos aprender com eles nos evangelhos. Tanto que Jesus para ensinar a um doutor da lei, quem era seu próximo, contou uma parábola usando como referência um samaritano.

Observemos, primeiramente, a atitude da mulher samaritana (João 4) quando teve contato com Jesus e descobriu que Ele era o Messias. Ela era uma mulher marginalizada na sociedade, pois teve cinco maridos e vivia num concubinato, quando encontrou com Jesus. Ela tinha ido buscar água no poço com seu cântaro quando se encontrou com Ele. Ao descobrir quem era Jesus abandonou seu cântaro e foi divulgar aos seus conterrâneos sobre o Messias. Testemunhou com ardor apesar da sua má fama. Não se calou diante da primeira pessoa. Deu seu testemunho pessoal. Conduziu pessoas a Jesus de tal forma que Ele teve que ficar dois dias em Samaria. Aprendemos com essa mulher sobre o impulso primaz do novo convertido – falar de Jesus e testemunhar  o nome dEle. Muitas vezes os crentes antigos estão envolvidos por calotas de gorduras do seu próprio eu e arrefecem no ardor da evangelização. O passado obscuro e sombrio dessa mulher não a fez se intimidar diante da urgência da mensagem da salvação.

Outro exemplo foi quando Jesus curou dez leprosos (Lucas 17) e só o que voltou para agradecer era samaritano. A cura não foi imediata. Jesus recomendou que eles fossem ao sacerdote conforme a lei. Era uma obrigação legal ir ao sacerdote, pois somente os sacerdotes podiam liberar o convívio social dos leprosos. Entretanto, quando Jesus os mandou, eles ainda não estavam curados. Foram curados no caminho. Os dez leprosos cumpriram a ordem e a obrigação de ir ao sacerdote. O samaritano foi além da obrigação e voltou a Jesus para agradecer. Foi além do dever. Foi grato. Adorou a Jesus. Por isto foi o único dos dez ex-leprosos que ouviu: a tua fé te salvou. Aprendemos com esse samaritano a gratidão e a fazer mais do que a obrigação. Ir além da obediência movido pela adoração e gratidão.

O último exemplo que quero citar não vem de um fato histórico, mas vem da parábola que Jesus contou (Lucas 10). Jesus usou um samaritano como referência para um doutor da lei. Jesus foi mais além, usou as figuras intocáveis dos sacerdotes e levitas como exemplos negativos em detrimento de um samaritano que age com bondade. Contou a história de um homem assaltado e caído numa estrada que foi visto por um sacerdote e um levita, que passaram de largo. O samaritano, que não tinha obrigação de ajudar por causa do contexto hostil entre judeus e samaritanos, foi o que parou e socorreu o ferido. O samaritano teve compaixão. Tratou das feridas do homem com azeite e vinho, que são símbolos do Espírito Santo e do sangue de Jesus, respectivamente. Levou-o a estalagem. Pagou a hospedagem e disse que quando voltasse pagaria o que faltasse. O samaritano foi o próximo para com o próximo. O doutor da lei havia indagado: quem é o meu próximo? Jesus numa santa estocada usa como exemplo um samaritano.

Aprendemos com o exemplo dos samaritanos que a Graça de Deus pode atingir aos sincréticos, aos nossos desafetos e fazê-los instrumentos poderosos nas mãos de Deus. Cabe a mim e você pregar o evangelho aos nossos samaritanos, aos nossos desafetos, sabendo que Deus é poderoso para regenerá-los.

(O autor do artigo é o Pr. Eber Jamil, dono do blog).

O VERDADEIRO NATAL.

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Lucas capítulo 2 versículos 8 a 14 registra a anunciação do anjo do Senhor aos pastores sobre o nascimento de Jesus. Os pastores eram considerados simples e rudimentares pela sociedade daquela época, entretanto Deus escolheu as coisas fracas e loucas para confundir os “grandes” desse mundo. Na mensagem do anjo encontramos características do verdadeiro natal. Vejamos, quais são:

Primeira, no verdadeiro natal não há medo. “ Não temais…”

A mensagem do natal expulsa a imperfeição do medo. Deus mostra o que é o verdadeiro amor, e o verdadeiro amor suplanta o medo. Quem tem medo não ama. A relação com Deus não é agora baseada no receio do castigo divino, mas sim na convicção de que a justiça divina foi satisfeita com o advento e sacrifício de Jesus.

Segunda, no verdadeiro natal há boas novas. “ porque eis aqui vos trago novas …”.

No Natal há a proclamação da boa notícia divina aos homens. A boa notícia da nova aliança. Deus ofereceu aos homens a possibilidade de se viver uma nova vida, cheia de esperança, fé e amor. A vida baseada em ritos e normas não satisfaz, e é insuficiente para alcançar a Deus. Só crendo nas boas novas de salvação é que alcançaremos o céu.

Terceira, no verdadeiro natal há grande alegria. “novas de grande alegria…”.

A chegada do Salvador, do Messias prometido, traz grande contentamento. A esperança alcançada, a promessa cumprida, traz a alegria de Deus que é duradoura. A alegria da salvação é perene e resiste a períodos adversos.

Quarta, no verdadeiro natal há salvação. “ Pois, na cidade de Davi, vos nasceu hoje o Salvador…”.

A salvação é a marca do natal. Anunciamos o Salvador. Aquele menino era Deus encarnado identificando-se com o homem para ser o sacrifício vicário. Só desfruta o verdadeiro natal aquele que conhece Jesus como seu salvador pessoal. Jesus é o Salvador da humanidade.

Quinta, no verdadeiro natal, Jesus é o Senhor. “ … que é Cristo, o Senhor…”.

No verdadeiro natal não é o papai Noel que é o senhor da festa. Não é o comércio o principal motivo. No verdadeiro natal a majestade e o senhorio de Cristo devem ser reafirmados. Jesus é o Senhor. Será que na sua ceia de natal o Senhorio de Jesus é manifesto?

Sexta, no verdadeiro natal o louvor e a glória pertencem a Deus. “E, no mesmo instante, apareceu com o anjo uma multidão dos exércitos celestiais, louvando a Deus, e dizendo: Glória a Deus nas alturas… ”.

Sem dúvida que no verdadeiro natal ocorrerá a glorificação de Deus e não dos homens. As luzes opacas das árvores de natal não se podem comparar com a glória que irradia de Jesus. Os símbolos e mitos não são comparáveis com a glória do Rei dos Reis. Como diz o cântico: “O Rei dos reis nasceu hoje é natal…”.

Sétima, no verdadeiro natal há paz na terra entre os homens. “…Paz na terra, boa vontade para com os homens”.

A contenda, a guerra e o ódio devem desaparecer diante do espírito natalino. O natal proclama a reconciliação de Deus com os homens, e a reconciliação de homens com homens. Este é o natal!

Observe na anunciação do anjo aos pastores os elementos e características do verdadeiro natal. Você quer conhecer o verdadeiro natal? Conheça a Jesus! Quer celebrar o verdadeiro natal? Jesus seja o Senhor da sua vida.

(O artigo escrito é do Pr. Eber Jamil, dono do blog).

A SALVAÇÃO É PELA GRAÇA.

Uma das maiores verdades da Palavra de Deus é que a salvação é pela Graça, ou seja, não é conquistada pelos méritos, mas sim adquirida através do Dom gratuito de Deus, o sacrifício de Jesus. O sacrifício de Jesus foi substitutivo, vicário. Ele morreu a nossa morte para que tivéssemos a sua vida (Eterna). Nada que o homem faça para compensar seus erros pode redimir a sua culpa. Só o sangue do Cordeiro de Deus, que é Jesus. Citarei o texto clássico de Efésios, o qual mostra que a fé é o meio de recebermos o dom gratuito de Deus através de Jesus, o Filho de Deus. Tendo fé, a pessoa se arrependerá de seu pecados e receberá a salvação divina. Depois do texto postei um vídeo que mostra esta verdade.

Efésios 2 :

1 E VOS vivificou, estando vós mortos em ofensas e pecados,

2 Em que noutro tempo andastes segundo o curso deste mundo, segundo o príncipe das potestades do ar, do espírito que agora opera nos filhos da desobediência.

3 Entre os quais todos nós também antes andávamos nos desejos da nossa carne, fazendo a vontade da carne e dos pensamentos; e éramos por natureza filhos da ira, como os outros também.

4 Mas Deus, que é riquíssimo em misericórdia, pelo seu muito amor com que nos amou,

5 Estando nós ainda mortos em nossas ofensas, nos vivificou juntamente com Cristo ( pela graça sois salvos ),

6 E nos ressuscitou juntamente com ele e nos fez assentar nos lugares celestiais, em Cristo Jesus;

7 Para mostrar nos séculos vindouros as abundantes riquezas da sua graça pela sua benignidade para conosco em Cristo Jesus.

8 Porque pela graça sois salvos, por meio da fé; e isto não vem de vós, é dom de Deus.

9 Não vem das obras, para que ninguém se glorie;

10 Porque somos feitura sua, criados em Cristo Jesus para as boas obras, as quais Deus preparou para que andássemos nelas.

ESPIRITUALIDADE AUTÊNTICA OU FACHADA?

 

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  Mateus 6.5 e 6: “E, quando orares, não sejas como os hipócritas, pois se comprazem em orar em pé nas sinagogas e às esquinas das ruas, para serem vistos pelos homens. Em verdade vos digo que já receberam o seu galardão. Mas tu, quando orares, entra no teu aposento e, fechando a tua porta, ora a teu Pai, que vê o que está oculto; e teu Pai, que vê o que está oculto, te recompensará”.

No sermão do monte há muitos ensinos preciosos sobre a oração. Quero destacar os versículos cinco e seis do sexto capítulo. Aqui se encontra sérias advertências acerca da oração.

Jesus adverte que a nossa oração não deve ser uma fachada da nossa espiritualidade. Não devemos orar para sermos vistos pelos homens como fazem os hipócritas. O povo religioso nos dias de Jesus executava muito dos seus ritos para receber a aprovação pública. Entretanto, a oração era uma fachada, um adereço, que não correspondia ao interior. Devemos nos precaver da impressão que a nossa oração pública possa causar nos ouvintes. Certa vez li a história de um jovem novo convertido que ficava entusiasmado com as respostas “audíveis” que as pessoas davam por causa da oração: “Amém”. “Glórias a Deus”. Então ele foi orar com o pastor num aposento. O pastor foi o primeiro a orar, ele respondia com “amém” e “glórias a Deus”. Quando foi sua vez de orar o pastor não respondeu e ficou em silêncio. O jovem parou de orar e observou que o pastor tinha cochilado. Ele saiu do aposento muito chateado. Quando o Espírito Santo lhe perguntou interiormente: “para quem você estava orando?”. Não é assim que acontece? Muitos oram para “inglês ver”.

Jesus disse acerca de tais pessoas: “em verdade vos digo que já receberam o seu galardão”. O galardão é o “tapinha nas costas”, o “reconhecimento dos homens”, “elogios” etc. Tal galardão é temporal. As pessoas que elogiam hoje, amanhã apedrejam.

Ao invés de ser uma fachada, a oração deve ser o alicerce da nossa espiritualidade: “Entra no teu aposento e, fechando a tua porta (…)”. A oração, segundo Jesus, não deve ser apenas num lugar onde nenhum outro pudesse entrar, mas também não se deveria deixar a porta aberta para que os outros não vissem. Esmiuçando isto, a oração deve ser teocêntrica, “focar” em Deus, e não buscar a aclamação pública através do desempenho. Jesus, com isto, não estava censurando a oração pública (Mt 18.20), mas censurando a oração que tinha o fim de ser vista pelos homens.

A recompensa da oração vem de Deus: “teu Pai, que vê o que está oculto, te recompensará”. Aquele que ora ao Pai para ser ouvido pelo pai receberá tesouros incontáveis.

Se a nossa oração for apenas fachada da nossa espiritualidade, um dia a fachada cairá. Porém, se for fruto da nossa espiritualidade genuína, será recompensada pelo Pai que vê o que está oculto. “Porque não há coisa oculta que não haja de manifestar-se, nem escondida que não haja de saber-se e vir à luz” (Lc 8.17).

(O artigo foi escrito pelo Pr. Eber Jamil, dono do blog).