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PREGANDO AOS SAMARITANOS.

A SAMARITANA

Creio que a inimizade entre judeus e samaritanos nos tempos bíblicos seja, em boa parte, o reflexo do pecado de Israel. Os samaritanos foram fruto da divisão ocorrida no reino de Israel. Foi o produto duma mistura de raças, levado a efeito pelo rei da Assíria, Sargão II, que ao conquistar o Reino do Norte (chamado de Israel) em 722 a.C. levou o povo de Israel para o cativeiro. Os demais que ficaram na terra foram misturados com outros povos, pois o Rei estrategicamente enviou-os para a região a fim de enfraquecer a identidade do povo de Israel (2 Rs 17:24). Esses povos de descendência mista acabaram sendo chamados de Samaritanos. O preconceito e a inimizade ficaram latentes entre esses povos. Quando Neemias retornou a Jerusalém para reconstruir os muros da cidade, os samaritanos tentaram de diversas formas impedir a sua reconstrução.

Flávio Josefo conta que no período interbíblico (entre os dois Testamentos), os samaritanos invadiram o templo de Jerusalém e jogaram ossos, cometendo um tremendo ato de sacrilégio na perspectiva dos judeus. Como vingança, os judeus passaram proferir maldições com as mãos direcionadas à região dos samaritanos.

Nos tempos de Jesus havia uma ambiência hostil entre os dois povos. Entretanto, Jesus quebrou a barreira de inimizade passando por Samaria durante seu ministério. Pediu ajuda a uma samaritana e conversou com ela (Jo 4); ficou dois dias em Samaria ganhando seguidores; criou e contou a parábola do “bom samaritano” (Lc 10:30); curou dez leprosos, sendo que um deles era samaritano (Lc 17:12-18); repreendeu a Tiago e João, que queriam pedir fogo do céu para queimar os samaritanos (Lc 9:51-56). Ao fazer a promessa do derramamento do Espírito, Jesus diz que a Igreja receberia poder para testemunhar também em Samaria (At 1:8). Era o último lugar que o judeu gostaria de ir, mas Jesus incluiu os samaritanos na missão da Igreja. No começo do cristianismo muitos samaritanos foram convertidos pelo ministério de Felipe (At 8:4-25).

Quem para nós é como um samaritano? Temos pregado para eles? Para quem desejamos o fogo divino e não o perdão divino? Desejamos sobre eles a benção de Deus? Ou o juízo? O poder o Espírito é também poder para perdoar os desafetos. Somos embaixadores da reconciliação, e Deus quer a reconciliação com Ele e com o próximo também. Façamos um exame pessoal e vejamos quem é para nós como samaritanos. Quem são eles para nós? O desejo de Deus é que alcancemos também a Samaria. Vençamos a hostilidade, a inimizade e alcancemos o campo missionário que, muitas vezes, está inalcançável por causa da nossa hostilidade e porfia. “Mas recebereis a virtude do Espírito Santo, que há de vir sobre vós; e ser-me-eis testemunhas, tanto em (…) Samaria, como até aos confins da terra”.

(O autor do artigo é o Pr. Eber Jamil, dono do blog).

IGREJA ALEGRE.

 

alegria-guri Uma igreja alegre transpira vida, vigor e entusiasmo. Já o oposto, uma igreja que perde a alegria, murcha a cada dia. Por que isto acontece? Por que a apatia às vezes sobrepuja a alegria? Afinal Deus não deseja que nossa alegria seja completa? (1 Jo 1:4; Jo 16:24). Afinal a salvação não é fonte de alegria? (Is 12:3) Sim, é verdade.

A salvação em Cristo é fonte de alegria e o desejo divino para sua igreja é que haja alegria completa. Entretanto, por que algumas igrejas perdem a capacidade de celebrar, murcham a cada dia, e os cultos parecem perder o entusiasmo e a vida?

Creio que a primeira razão seja a ausência de uma vida devocional com Deus. A Palavra diz: “Na tua presença há plenitude de alegria” (Sl 16.1). O contrário só trará a perda do viço e da seiva. A intimidade com Deus através da oração e da palavra nutre no crente a capacidade de celebrar e festejar diante de Deus. Diz a Palavra que “Bem aventurado o povo que conhece os vivas de júbilo; que anda, ó Senhor, na luz de tua presença. Em teu nome de contínuo se alegra, e na tua justiça se exalta” (Sl 89.15 e 16).

Creio que uma segunda razão seja a ausência da evangelização. Como alguém já disse, “a igreja que não evangeliza se fossiliza”. É tremendo quando a igreja sai de mãos unidas para distribuir folhetos ou para realizar um culto em praça pública. É tremendo observar na hora do apelo vidas se entregando a Jesus. São momentos festivos. “Eu vos afirmo que, de igual modo há jubilo diante dos anjos de Deus por um pecador que se arrepende” (Lc 15:10). Já ouvi muitos pregadores citarem este versículo para afirmarem que os anjos se alegram, mas não é isto o que o versículo diz, mas que “há júbilo diante dos anjos”. Quem está diante dos anjos? O próprio Deus. Os anjos contemplam o sorriso de Deus quando um pecador se arrepende. Quando você se arrependeu, Deus sorriu! Aleluia! Se o céu se alegra, a igreja aqui na terra também se alegrará. “Aquele que leva a preciosa semente, andando e chorando, voltará com cânticos de alegria trazendo consigo os seus molhos” (Sl 126:6).

(O autor do texto é o Pr. Eber Jamil, dono do blog).

MODELO PARA OS FIÉIS.

 

fiel

Leia I Tessalonicenses 1

Introdução:

O nome da cidade Tessalônica foi dado por Cassandro em homenagem à sua esposa Thessalonique, irmã de Alexandre O Grande. Cassandro ampliou uma vila existe no local thermai. Era uma cidade comercial de grande interesse no seu tempo pelo porto que possuía. O número de judeus em Tessalônica era enorme.

A Igreja foi fundada por Paulo e Silas cerca de 50 d.C. Na segunda viagem missionária após a fundação de Filipenses

At 17.1-9:

Tendo passado por Anfípolis e Apolônia, chegaram a Tessalônica, onde havia uma sinagoga de judeus. Paulo, segundo o seu costume, foi procurá-los e, por três sábados, arrazoou com eles acerca das Escrituras, expondo e demonstrando ter sido necessário que o Cristo padecesse e ressurgisse dentre os mortos; e este, dizia ele, é o Cristo, Jesus, que eu vos anuncio. Alguns deles foram persuadidos e unidos a Paulo e Silas, bem como numerosa multidão de gregos piedosos e muitas distintas mulheres. Os judeus, porém, movidos de inveja, trazendo consigo alguns homens maus dentre a malandragem, ajuntando a turba, alvoroçaram a cidade e, assaltando a casa de Jasom, procuravam trazê-los para o meio do povo. Porém, não os encontrando, arrastaram Jasom e alguns irmãos perante as autoridades, clamando: Estes que têm transtornado o mundo chegaram também aqui, os quais Jasom hospedou. Todos estes procedem contra os decretos de César, afirmando ser Jesus outro rei. Tanto a multidão como as autoridades ficaram agitadas ao ouvirem estas palavras; contudo, soltaram Jasom e os mais, após terem recebido deles a fiança estipulada.

Paulo e Silas se dirigiram a sinagoga local e lá pregaram o evangelho (At 17.1 e 2). Em conseqüência, muitos aceitaram o evangelho (At 17.3 e 4). Isto despertou o ciúme dos judeus que alvoroçaram a cidade contra Paulo. Estes judeus invadiram a casa de Jason (At 17.5-9). A expressão usada acerca dos cristãos foi: “Estes que tem alvoroçado o mundo chegaram até aqui”.

O nosso tema é: Modelo para os fiéis. Paulo fala acerca da Igreja de Tessalônica que eles se tornaram modelo para os fiéis. Quais são as características desta Igreja que os fez ser considerados modelo para os fiéis? Vamos ver isso.

Mas, antes, o que é ser modelo?

I – O que é ser modelo?

Modelo é a tradução do vocábulo grego “tupos” que significa marca vísivel, cópia, imagem, padrão. A forma verbal é tupto – bater – daí a idéia de marca. Ser modelo então é deixar marcas, imagens na vida de alguém.

II – Por que eles se tornaram modelos?

a) Por que eles receberam o verdadeiro evangelho:

“ porque o nosso evangelho não chegou até vós tão-somente em palavra, mas, sobretudo, em poder, no Espírito Santo e em plena convicção, assim como sabeis ter sido o nosso procedimento entre vós e por amor de vós” (1 Ts 1. v.5).

O evangelho não é a apresentação de uma filosofia vã, mas a operação de um poder (Rm 1.16). Quando o evangelho é pregado, o poder de Deus está em operação para a salvação dos homens. Quando escrevo sobre o poder, refiro-me ao poder transformador de Deus, operado pelo Espírito Santo, e não por artifícios humanos. A convicção pode ser traduzida melhor por “certeza” (plena certeza). O apóstolo e seus ajudantes tinham plena certeza de que no Espírito Santo o evangelho era um poder transformador.

b) O verdadeiro evangelho foi traduzido em ações na vida deles:

“recordando-nos, diante do nosso Deus e Pai, da operosidade da vossa fé…” (1 Ts 1. v.3).

A grande ênfase de Paulo era na salvação pela graça, por meio da fé, sem obras (Rm 4). Entretanto, era uma fé que produzia obras (Ef 2.8-20). Não existe conflito entre Paulo e Tiago (2.14 e ss). Uma fé que salva produzirá boas obras como evidência da salvação. É esta espécie de fé que salva. De fato, Paulo fala da fé que opera pelo amor (Gl 5.6).

“recordando-nos… da abnegação (trabalho) do vosso amor”(1 Ts 1. v.3)

Trabalho significa labuta árdua e estafante. É o labor cansativo feito por amor. A palavra traduzida como amor (ágape) dá a entender o amor que caracteriza a natureza de Deus (I Jo 4.8). Basicamente, significa um estado de absoluta lealdade ao seu objeto (Rm 5.8). Aqui ela tem a conotação de amor cristão, acima de todos os tipos de amor. É um amor que tem origem na natureza de Deus. Em resposta a ele, o homem também o ama. E, em Cristo, o crente abre-se para amar todos os homens. Este amor tem uma dimensão horizontal, bem como vertical. Ele é resumido de maneira mais perfeita na cruz. Tendo-se entregado desta forma ao amor de Deus, os cristãos de Tessalônica se davam aos outros em um labor árduo, caracterizado e inspirado pelo amor.

“recordando-nos… firmeza da vossa esperança em nosso Senhor Jesus Cristo. (1 Ts 1 v.3)

A firmeza (paciência) não tem a conotação de uma aquiescência negativa, passiva. Ela consiste em uma persistência positiva, ativa, viril. Esta palavra é encontrada nos papiros para designar um atleta ou soldado que podia suportar o ataque do seu oponente, possuindo, contudo, forças de reserva com que contra-atacar, até alcançar a vitória. Na vida militar, referia-se a uma citação como uma medalha de honra. Esta paciência era caracterizada pela esperança. Ela persistia em esperança ou certeza de vitória. Isto era especialmente significativo na situação existência em Tessalônica (v.5 e ss.)

Notam-se as três virtudes cristãs: fé, amor e esperança (I Co 13.13).

c) Seguiram bons modelos:

Os tessalonicenses seguiram bons modelos apesar das aflições estarem presentes. Veja:

Com efeito, vos tornastes imitadores nossos e do Senhor, tendo recebido a palavra, posto que em meio de muita tribulação, com alegria do Espírito Santo (v.6).

Só o Espírito é capaz de dar alegria no meio do sofrimento. Cristo suportou em alegria (Hb 12.2) o sofrimento da cruz. Citarei alguns exemplos que temos na epístola aos filipenses que nos inspiram.

Seguindo o exemplo de Cristo.

Fp 2.5-11: Tende em vós o mesmo sentimento que houve também em Cristo Jesus, pois ele, subsistindo em forma de Deus, não julgou como usurpação o ser igual a Deus; antes, a si mesmo se esvaziou, assumindo a forma de servo, tornando-se em semelhança de homens; e, reconhecido em figura humana, a si mesmo se humilhou, tornando-se obediente até a morte e morte de cruz. Pelo que também Deus o exaltou sobremaneira e lhe deu o nome que está acima de todo nome, para que ao nome de Jesus se dobre todo joelho, nos céus, na terra e debaixo da terra, e toda língua confesse que Jesus Cristo é Senhor, para glória de Deus Pai.

Seguindo o exemplo de Paulo:

Fp 1.12- 21: Quero ainda, irmãos, cientificar-vos de que as coisas que me aconteceram têm, antes, contribuído para o progresso do evangelho; de maneira que as minhas cadeias, em Cristo, se tornaram conhecidas de toda a guarda pretoriana e de todos os demais; e a maioria dos irmãos, estimulados no Senhor por minhas algemas, ousam falar com mais desassombro a palavra de Deus. Alguns, efetivamente, proclamam a Cristo por inveja e porfia; outros, porém, o fazem de boa vontade; estes, por amor, sabendo que estou incumbido da defesa do evangelho; aqueles, contudo, pregam a Cristo, por discórdia, insinceramente, julgando suscitar tribulação às minhas cadeias. Todavia, que importa? Uma vez que Cristo, de qualquer modo, está sendo pregado, quer por pretexto, quer por verdade, também com isto me regozijo, sim, sempre me regozijarei. Porque estou certo de que isto mesmo, pela vossa súplica e pela provisão do Espírito de Jesus Cristo, me redundará em libertação, segundo a minha ardente expectativa e esperança de que em nada serei envergonhado; antes, com toda a ousadia, como sempre, também agora, será Cristo engrandecido no meu corpo, quer pela vida, quer pela morte. Porquanto, para mim, o viver é Cristo, e o morrer é lucro.

Seguindo exemplo de Timóteo:

Fp 2.19-22: Espero, porém, no Senhor Jesus, mandar-vos Timóteo, o mais breve possível, a fim de que eu me sinta animado também, tendo conhecimento da vossa situação. Porque a ninguém tenho de igual sentimento que, sinceramente, cuide dos vossos interesses; pois todos eles buscam o que é seu próprio, não o que é de Cristo Jesus. E conheceis o seu caráter provado, pois serviu ao evangelho, junto comigo, como filho ao pai.

Seguindo exemplo de Epafrodito:

Fp 2.25-30: Julguei, todavia, necessário mandar até vós Epafrodito, por um lado, meu irmão, cooperador e companheiro de lutas; e, por outro, vosso mensageiro e vosso auxiliar nas minhas necessidades; visto que ele tinha saudade de todos vós e estava angustiado porque ouvistes que adoeceu. Com efeito, adoeceu mortalmente; Deus, porém, se compadeceu dele e não somente dele, mas também de mim, para que eu não tivesse tristeza sobre tristeza. Por isso, tanto mais me apresso em mandá-lo, para que, vendo-o novamente, vos alegreis, e eu tenha menos tristeza. Recebei-o, pois, no Senhor, com toda a alegria, e honrai sempre a homens como esse; visto que, por causa da obra de Cristo, chegou ele às portas da morte e se dispôs a dar a própria vida, para suprir a vossa carência de socorro para comigo.

III – A conseqüência de serem bons modelos:

Porque de vós repercutiu a palavra do Senhor não só na Macedônia e Acaia, mas também por toda parte se divulgou a vossa fé para com Deus, a tal ponto de não termos necessidade de acrescentar coisa alguma; pois eles mesmos, no tocante a nós, proclamam que repercussão teve o nosso ingresso no vosso meio, e como, deixando os ídolos, vos convertestes a Deus, para servirdes o Deus vivo e verdadeiro e para aguardardes dos céus o seu Filho, a quem ele ressuscitou dentre os mortos, Jesus, que nos livra da ira vindoura (1 Ts 1.8-10).

A fé resoou ou repercutiu no grego é eksechetai que fala e proclama em voz alta deriva-se de eksecho que signifca fazer ressoar como um sino forte ou trovoada. Veja Mt 17.20:

E ele lhes respondeu: Por causa da pequenez da vossa fé. Pois em verdade vos digo que, se tiverdes fé como um grão de mostarda, direis a este monte: Passa daqui para acolá, e ele passará. Nada vos será impossível.

E veja Mt 13.31 e 32: -

Outra parábola lhes propôs, dizendo: O reino dos céus é semelhante a um grão de mostarda, que um homem tomou e plantou no seu campo; o qual é, na verdade, a menor de todas as sementes, e, crescida, é maior do que as hortaliças, e se faz árvore, de modo que as aves do céu vêm aninhar-se nos seus ramos.

Mostraram o cristianismo real e verdadeiro:

1) Deixaram os ídolos e converteram-se a Deus.

2) Serviram ao Deus verdadeiro.

3) Aguardando dos céus O Filho.

Conclusão:

Há uma carência de modelos em nossos tempos. Muitos dizem: não olhe para mim, olhe para Jesus! Entretanto, esquecem que a Bíblia, que o nosso vizinho lê, somos nós. A igreja de Tessalônica foi modelo para sua geração de modo que a fé deles repercutiu por toda vizinhança.

(O autor do artigo é o Pr. Eber Jamil, dono do blog).

A PRÁTICA DE DISTRIBUIR FOLHETOS.

 

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Sete rápidas sugestões para quem distribui folhetos evangelísticos.

1α – Ande sempre com folhetos – Você deve criar o hábito de ter folhetos sempre consigo. Desta forma aproveitará com mais eficiência as oportunidades.

2α – Ore antes, durante e depois da distribuição – Lembre-se que neste momento ocorre uma batalha espiritual que sempre será vencida em nome de Jesus.

3α – Olhe nos olhos – Evite ficar de cabeça baixa porque a mensagem da qual você é portador tem poder. O olhar firme, cheio de paz, fala muito.

4α – Demonstre interesse real pelas pessoas – “Uma alma vale mais do que o mundo inteiro”. Se não houver entusiasmo, interesse, a pessoa evangelizada percebe e se desinteressa.

5α – Tenha expectativa – Sempre devemos esperar grandes coisas de Deus. Durante a distribuição temos o Espírito santo, ao nosso lado, convencendo as pessoas do pecado, da justiça e do juízo. Será que podemos dizer que conhecemos o caminho que um folheto evangelístico irá fazer? É evidente que não podemos! Um folheto pode percorrer caminhos desconhecidos de cada um de nós. Já soube de pessoas que pegaram um folheto amassado no chão e converteram-se ao Senhor. De pessoas que, ao chegarem em casa, colocaram um folheto dentro de um livro e anos depois o acharam e converteram-se. Portanto, tenha expecatativa!

6α – Semeie abundantemente – Quantos mais folhetos distribuirmos mais resultados terá. “O que semeia pouco, pouco também ceifará; e o que semeia em abundância, em abundância ceifará”.

7α – Evite discussões – Sempre encontramos pessoas que gostam de polemizar e discutir. Não devemos permitir que a conversa evangelística termine em discussão. Não é pela força dos nossos argumentos que convenceremos ninguém. “Não por força nem por violência, mas pelo meu Espírito, diz o Senhor dos Exércitos.”

(O autor do artigo é o Pr Eber Jamil, dono do blog).

O HOMEM NO BURACO: QUAL É O CAMINHO?

 

Há muitos caminhos que prometem a salvação, mas só um que efetivamente salva. Aquele que salva é que se fez o próprio caminho. Foi aquele que ao invés de apontar um caminho tornou-se o próprio caminho. Foi aquele que encarnou, viveu entre nós, morreu e ressuscitou. Jesus disse: Eu sou o caminho. Se você está no buraco, no abismo, deixe-se ser resgatado por Ele. Aceite Jesus como seu único caminho até Deus.

ANO ACEITÁVEL.

 

ano novo

Lucas 4

16 E, chegando a Nazaré, onde fora criado, entrou num dia de sábado, segundo o seu costume, na sinagoga, e levantou-se para ler.

17 E foi-lhe dado o livro do profeta Isaías; e, quando abriu o livro, achou o lugar em que estava escrito:

18 O Espírito do Senhor é sobre mim, Pois que me ungiu para evangelizar os pobres. Enviou-me a curar os quebrantados do coração,

19 A pregar liberdade aos cativos, E restauração da vista aos cegos, A pór em liberdade os oprimidos, A anunciar o ano aceitável do Senhor.

20 E, cerrando o livro, e tornando-o a dar ao ministro, assentou-se; e os olhos de todos na sinagoga estavam fitos nele.

21 Então começou a dizer-lhes: Hoje se cumpriu esta Escritura em vossos ouvidos.

28 E todos, na sinagoga, ouvindo estas coisas, se encheram de ira.

29 E, levantando-se, o expulsaram da cidade, e o levaram até ao cume do monte em que a cidade deles estava edificada, para dali o precipitarem.

30 Ele, porém, passando pelo meio deles, retirou-se.

31 E desceu a Cafarnaum, cidade da Galiléia, e os ensinava nos sábados.

32 E admiravam a sua doutrina porque a sua palavra era com autoridade.

O que é realmente ter um feliz ano novo? Jesus na sinagoga disse que veio proclamar o ano aceitável do Senhor. O que seria isto? Ano aceitável é o ano da aceitação, do acolhimento, do bom recebimento ao Senhor. E isto não deve ser só na virada do ano, ou nos primeiros dias do ano, mas por toda vida.

Quando falou sobre o ano aceitável, Jesus falou sobre sua agenda messiânica. O ano será aceitável para nós se seguirmos as pistas desta agenda de Jesus. Pois Jesus nos disse:

“Assim como Pai me enviou, também eu vos envio” (Jo 20.21).

“O filho do homem veio buscar e salvar o que se havia perdido” (Lc 19.10).

Percebemos assim, um ano cujo centro não seja nós mesmos.

1) Proclamar o evangelho no poder do Espírito. “O Espírito do Senhor é sobre mim. “

O ano aceitável é um ano comprometido com a proclamação do evangelho sob o poder do Espírito. Busca-se o poder do Espírito pelo poder em si. Enquanto, a palavra diz que o fim da virtude do Espírito é capacitar testemunhas e proclamadores de Cristo (At 1.8).

2) Evangelizar os pobres. “Pois que me ungiu para evangelizar os pobres”.

Na nossa agenda os necessitados, carentes e marginalizados precisam ser incluídos. Jesus atraía as pessoas que não conseguiam se encontrar em nenhum lugar, mas em Jesus encontravam aceitação e acolhimento.

3) Levar a cura aos quebrantados de coração. “Enviou-me a curar os quebrantados do coração”

Os feridos de alma devem ser alvos da nossa atenção. Devemos proclamar a Palavra de Deus que é poderosa para salvar as almas do inferno, mas também das demandas da existência. Os feridos, os magoados, os frustrados encontrarão a cura em Cristo.

4) Proclamar liberdade aos cativos. “A pregar liberdade aos cativos”.

Aos algemados pelo pecado, vícios e paixões, devemos pregar a libertação que só O Senhor pode trazer.

5) Restaurar a vista aos cegos. “E restauração da vista aos cegos”.

No ministério de Jesus houve uma aplicação literal desta obra miraculosa. Jesus curou muitos cegos. E Jesus ainda cura em nosso tempo. Porém, podemos usar esta verdade como metáfora para aqueles que não conseguem enxergar a realidade celestial, espiritual e estão nas trevas. Jesus transporta o indivíduo das trevas para a luz.

6) Pôr em liberdade os oprimidos. “A pôr em liberdade os oprimidos”.

Os oprimidos são aqueles que estão entre duas forças, entre dois pólos, tencionados e sobrecarregados. Precisamos pregar o alivio que Jesus traz a quem o busca.

7) Anunciar que Jesus é o cumprimento das escrituras. “Então começou a dizer-lhes: Hoje se cumpriu esta Escritura em vossos ouvidos”.

Para as almas ansiosas que estão sem norte e direção, precisamos anunciar que as profecias se cumprem em Cristo. Quando Jesus leu aquela profecia, ele disse que era o próprio cumprimento. Muitos “buscadores” de profecias teriam a alma aquietada se entendessem que Jesus é o cumprimento.

Queres ter um ano aceitável? Receba com alegria a Jesus. Queres ter um ano aceitável? Tenha a mesma agenda de Jesus. Proclame no poder do espírito o evangelho aos pobres, libertação dos cativos, restauração dos cegos, libertação dos oprimidos e ensine que Jesus é o cumprimento das Escrituras.

(O artigo foi escrito pelo Pr. Eber Jamil, dono do blog).

HÁ LUGAR PARA CRISTO!

 

jose e maria No ano zero da era cristã houve uma ordem dada por César Augusto para que todas as pessoas se alistassem. José e sua esposa Maria, que estava grávida, tiveram que fazer uma viagem de 160 km de Nazaré a Belém a fim de se alistarem. Quão difícil e penosa foi aquela viagem. Ao chegarem a seu destino encontraram pousadas e casas superlotadas. Batiam de porta em porta mas ouviam a mesma resposta: não há lugar! E procuravam e procuravam… Maria a qualquer momento poderia dar à luz. Até que ufa! Finalmente encontraram uma estalagem que tinha um estábulo. Sim, foi ali num lugar destinado aos animais, envolto em panos, sobre um berço de palha que Jesus nasceu.

Este fato histórico ímpar não deve se repetir. Devíamos aprender com a história, mas o que temos visto é este fato histórico se repetindo. As casas continuam superlotadas. Papai Noel, duendes, mitos e lendas enchem as casas? Onde está Jesus? O verdadeiro sentido do natal. Em certas ceias de natal – Jesus estará do lado de fora. Lembre que Ele está à porta, batendo e falando: “Se alguém ouvir a minha voz, e abrir a porta, entrarei em sua casa, e com ele cearei, e ele comigo”. Assim na nossa ceia estaremos com Jesus. Em nossas casas Deus quer ouvir a resposta: Há lugar para Cristo!

(O autor do artigo é o Pr Eber Jamil, dono do blog).

O SACRIFÍCIO

Uma metáfora do sacrifício de Jesus por nós. Vale ser visto e revisto.

RETIRO OU EVANGELIZAÇÃO ?

        Na minha juventude, costumava no período chamado de carnaval organizar retiros espirituais. Anos se passaram e neste período tenho participado de uma evangelização de impacto nas cercanias do sambódromo. A evangelização é realizada pela JOCUM na Avenida Presidente Vargas em frente à estátua de Zumbi.

         Eu sei que no nosso meio evangélico muitos perguntam o que fazer no carnaval: evangelização ou retiro? Pessoalmente creio que as duas ações são pertinentes. Em alguns momentos, o melhor é retirar e em outros ir ao front do inimigo e evangelizar.

         Na evangelização encontramos pessoas de tudo que é jeito. Até mesmo encontramos pastores afastados do evangelho que ficam rodeando o sambódromo para “passar” o tempo, e lá encontram o povo de Deus infiltrado e evangelizando, e se arrependem do famigerado passeio.

         Seja qual for a opção escolhida: glorifique a Deus com sua escolha. Muitos criticam os retiros como se fosse uma escolha comodista e alienante. Porém o retiro bem organizado é muito edificante e promove um avivamento no retirante. Sendo a escolha o retiro ou a evangelização, não  se deve ter “orgulho espiritual” e desprezo pelo o outro. Pois o orgulho por uma escolha espiritual não é espiritual, mas carnal.

         Para você visitante do meu blog deixarei uma foto de um dos retiros que eu organizei há mais de dez anos no Sítio do Sossego no estado do Rio de Janeiro. Na foto eu sou aquele que está de relógio.

retiro

DESCULPAS QUE NÃO DESCULPAM

Deus quer que todo o crente seja um ganhador de almas. Ide e pregai o evangelho a toda criatura – foi uma das últimas palavras de Cristo. Apesar deste desejo de  Deus, muitos crentes dão desculpas para não evangelizar. Evangelizar é mais que um dever: é um gigantesco privilégio. Privilégio que não foi dado aos anjos. Privilégio que Cristo enfatizou em cinco comissões: Mt 28.19 e 20; Mc 16.15: Lc 24.47-49; Jo 20.21 e At 1.8. Privilégio de responder afirmativamente à grande pergunta de Deus: “A quem enviarei, e quem há de ir por nós?” (Is 6.8). Desfrutar deste privilégio é uma atitude sábia: “O que ganha almas é sábio” (Pv 11.30). Apesar disso, muitos têm dado desculpas. São desculpas que não desculpam.

Citarei algumas:

1.    Não tenho dom. Essa é uma das desculpas mais usadas. Não se pode confundir o dom ministerial do evangelista (Ef 4.11) que é só para alguns, com a responsabilidade que cada crente tem de falar de Cristo. Para falar de Cristo é necessário ser nascido de novo. Um exemplo clássico é o da mulher samaritana que ao conhecer a Cristo correu para falar aos seus sobre Jesus. Quem teve uma experiência pessoal com Cristo já tem algo para transmitir.

2.    Sou tímido. Paulo escreveu: Porque Deus não nos deu o espírito de temor, mas de fortaleza, e de amor, e de moderação (2Tm 1.7). Tais pessoas se escusam por causa do temperamento alegando que não são aptas para isto. Falar do evangelho não passa sempre pela proclamação pública, muitas vezes é na conversa particular em pequenas citações que a evangelização acontece. O Espírito Santo dá a pessoa ousadia para falar de Cristo. Portanto, vença a timidez e fale de Cristo!

3.    Já tenho cargo na Igreja. Nenhum cargo na Igreja tira a sua responsabilidade de resgatar uma vida do inferno. O que você vai dizer quando chegar diante do tribunal de Cristo? Deixei de falar de Cristo por causa do meu cargo?…“ Quando eu disser ao ímpio: Certamente morrerás; e tu não o avisares, nem falares para avisar o ímpio acerca do seu mau caminho, para salvar a sua vida, aquele ímpio morrerá na sua iniqüidade, mas o seu sangue, da tua mão o requererei” (Ez 3.18).

4.    Não tenho tempo. Quem dá essa desculpa provavelmente pensa que a única maneira de evangelizar é participando da evangelização organizada pela Igreja local. Estando ocupada, pensa estar eximida da responsabilidade de evangelizar. E os seus parentes, vizinhos, amigos, colegas de trabalho…? Quem quer realmente evangelizar não fica somente esperando as oportunidades aparecerem, mas cria as oportunidades de evangelização. “Pregue a palavra, instes a tempo e fora de tempo” (2 Tm 4.2).

5.    Sou dizimista. São aqueles que dizem: meu dízimo evangeliza por mim. Sem dúvida alguma, as contribuições ajudam a expandir o Reino de Deus na terra. Apesar disto, aquele que contribui continua com a responsabilidade e privilégio de falar de Cristo. Quem dá esta desculpa está como que dizendo – eu pago para outro fazer por mim. Observe o grito de Pv 24.11: “Livra os que estão destinados à morte, e os que são levados para a matança, se os puderes retirar”. Não dê desculpas, evangelize!

6.    Não sei falar. Esta foi a mesma desculpa que Moisés deu (Ex 4.10). Existe uma linda promessa bíblica que destrói essa desculpa: “Mas quando vos entregarem, não vos dê cuidado como, ou o que haveis de falar, porque naquela mesma hora vos será ministrado o que haveis de dizer. Porque não sois vós quem falará, mas o Espírito de vosso Pai é que fala em vós” (Mt 10.19 e 20).

O que fazer? Continuar dando desculpas? Ou realizar a maior de todas as tarefas: Evangelizar. Lembre-se que quando Jesus deu o Seu Ide também disse que estaria conosco todos os dias até a consumação dos séculos. Portanto temos o conforto, habilidade, poder do Espírito para juntos com Ele realizar esta magna tarefa. Vamos lá!  “Convém que eu faça as obras daquele que me enviou, enquanto é dia; a noite vem, quando ninguém pode trabalhar” (Jo 9. 4).

Este texto é de autoria do Pr Eber Jamil).