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A VONTADE DO AMOR.

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Ct 2.7 – Conjuro-vos, ó filhas de Jerusalém, pelas gazelas e cervas do campo, que não acordeis nem desperteis o meu amor, até que queira. Ct 3.5 e 8.4.

O amor é muitas vezes visto como um sentimento, mas o amor na visão bíblica é também a decisão de amar. O amor tem o seu desenvolvimento. Tem o tempo de amadurecimento. Tem vontade e é sobre a vontade do amor que quero escrever. Aquele que nasceu de novo tem a experiência do derramamento do amor de Deus no coração, que aperfeiçoa o amor natural e sentimental que a pessoa possui. Vejamos a vontade do amor tendo como referência o amor de Deus por nós.

I – A VONTADE DO AMOR É DAR-SE PARA A PESSOA AMADA.

“Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito…” Jo 3.16.

O amor tem a marca da entrega, da doação. Quem ama verdadeiramente deseja se desvendar, se revelar para o amado. As delícias do jardim interior da alma são reveladas para a pessoa amada. Os recônditos e antecâmaras são conhecidos pelo amado.

II – A VONTADE DO AMOR É CUIDAR E PROTEGER A PESSOA AMADA.

“…para que todo aquele que nele crê não pereça…” Jo 3.16.

Quando amamos queremos poupar a pessoa amada do sofrimento despropositado, sem sentido, poupar da violência gratuita e fortuita. Queremos cuidar dela e vê-la desenvolver-se e ser feliz.

III – A VONTADE DO AMOR É TER UM RELACIONAMENTO DURADOURO E DE QUALIDADE.

“…mas tenha a vida eterna.” Jo 3.16

Não é como poeta disse que seja eterno enquanto dure. O desejo e a vontade é que seja eterno mesmo, que dure para sempre, cheios de qualidade e vivacidade.

IV – A VONTADE DO AMOR É MANIFESTAR-SE DE FORMA CONCRETA.

“Mas Deus prova o seu amor para conosco em que Cristo morreu por nós, sendo nós ainda pecadores.” – Rm 5.8.

O amor não é verborrágico. Não fica no discurso. Manifesta-se na concretude da existência. Quantas declarações de amor não são condizentes com a prática. Entretanto, o amor é vida, é prática. Não é algo que fica apenas no imaginário (platônico), é real e verdadeiro.

V – A VONTADE DO AMOR É A FIDELIDADE.

“Jesus respondeu e disse-lhe: Se alguém me ama, guardará a minha palavra, e meu Pai o amará, e viremos para ele e faremos nele morada.” – Jo 14.23.

O amor é o vínculo da perfeição, portanto envolverá fidelidade, honestidade, verdade e obediência. A fidelidade não é apenas algo físico, corporal, mas algo que vem do interior, dos subterrâneos da alma.

VI – A VONTADE DO AMOR É PERSEVERAR

“Ora, antes da festa da Páscoa, sabendo Jesus que já era chegada a sua hora de passar deste mundo para o Pai, como havia amado os seus que estavam no mundo, amou-os até ao fim.” – Jo 13.1

O amor é resistente. É um cordão de três dobras. Persevera. Continua. Insiste. Vai em frente. As circunstâncias da vida são alternantes, mas quem ama continua amando.

VII – A VONTADE DO AMOR É PERDOAR.

“Por isso, te digo que os seus muitos pecados lhe são perdoados, porque muito amou; mas aquele a quem pouco é perdoado pouco ama.” – Lc 7.47.

Relacionamento é uma arte que sempre seremos alunos. Sempre aprenderemos. O que é capaz de triunfar sobre o pecado, o deslize, é o perdão. A restauração e a reaproximação são feitas por causa do perdão. Setenta vezes sete – disse Jesus. O amor não se torna transigente com  o pecado, pois é fiel, como já escrevemos, porém tem vontade de perdoar, escrever uma nova história.

O amor de Deus derramado em seus corações solidifique as vontades do amor em suas vidas.

(O autor do artigo é o Pr. Eber Jamil, dono do blog).

PERSEVERANDO NA COMUNHÃO.

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At 2:42 – E perseveravam na doutrina dos apóstolos, e na comunhão, e no partir do pão, e nas orações.

A palavra perseverar, quer dizer, conservar-se firme e constante; ir até o fim; sem se deixar demover ou abalar. A igreja muitas vezes fala em perseverar na doutrina, na prática da ceia e nas orações. Entretanto, o versículo também coloca a necessidade de se perseverar na comunhão (koinonia), que é um grande desafio! Viver em comunidade e relacionar-se interpessoalmente traz muitos desafios. Vejamos alguns exemplos bíblicos de perseverança na comunhão e no amor.

O exemplo de Jesus – Jo 13:1 – ORA, antes da festa da páscoa, sabendo Jesus que já era chegada a sua hora de passar deste mundo para o Pai, como havia amado os seus, que estavam no mundo, amou-os até o fim.

O exemplo de Deus nosso Pai – Hb 13:5 – Sejam vossos costumes sem avareza, contentando-vos com o que tendes; porque ele disse: Não te deixarei, nem te desampararei.

. Onesíforo – II Tm 1:16 – O SENHOR conceda misericórdia à casa de Onesíforo, porque muitas vezes me recreou, e não se envergonhou das minhas cadeias. (Paulo foi abandonado por muitos enquanto esteve preso, mas Onesíforo esteve ao lado dele).

Fica claro até aqui que devemos seguir esses exemplos e perseverar na comunhão. Entretanto, surge naturalmente a pergunta: como perseverar na comunhão?

Primeiro, tendo disposição para perdoar.

Mt 18: 21 e 22 – 21 Então Pedro, aproximando-se dele, disse: Senhor, até quantas vezes pecará meu irmão contra mim, e eu lhe perdoarei? Até sete? Jesus lhe disse: Não te digo que até sete; mas, até setenta vezes sete.

Ef 4:31 e 32 – Toda a amargura, e ira, e cólera, e gritaria, e blasfêmia e toda a malícia sejam tiradas dentre vós, Antes sede uns para com os outros benignos, misericordiosos, perdoando-vos uns aos outros, como também Deus vos perdoou em Cristo.

Segundo, tendo o mesmo sentimento que houve em Cristo Jesus – a humildade.

Fp 2: 4 e 5 – 4 Não atente cada um para o que é propriamente seu, mas cada qual também para o que é dos outros. De sorte que haja em vós o mesmo sentimento que houve também em Cristo Jesus.

Rm 12:16 – Sede unânimes entre vós; não ambicioneis coisas altas, mas acomodai-vos às humildes; não sejais sábios em vós mesmos;

Terceiro, sendo promotores da paz.

Efésios 4:3 – Procurando guardar a unidade do Espírito pelo vínculo da paz.

Rm 12:18 – Se for possível, quanto estiver em vós, tende paz com todos os homens.

Hb 12:14 – Segui a paz com todos, e a santificação, sem a qual ninguém verá o Senhor.

Quarto, falando palavras edificantes.

Ef 4:29 – Não saia da vossa boca nenhuma palavra torpe, mas só a que for boa para promover a edificação, para que dê graça aos que a ouvem.

Ef 5: 3 e 4 – Mas a prostituição, e toda a impureza ou avareza, nem ainda se nomeie entre vós, como convém a santos; Nem torpezas, nem parvoíces, nem chocarrices, que não convêm; mas antes, ações de graças.

Ef 5:19 – Falando entre vós em salmos, e hinos, e cânticos espirituais; cantando e salmodiando ao Senhor no vosso coração;

Você sabe a necessidade de perseverar na doutrina, na celebração na ceia do Senhor e nas orações. Entretanto, persevere também na comunhão com o irmão: perdoando, sendo humilde, sendo um pacificador e falando palavras edificantes. Vamos perseverar?

(O autor do artigo é o Pr. Eber Jamil, dono do blog).

DIA INTERNACIONAL DA MULHER.

 

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Pequeno histórico do Dia da mulher

No Dia 8 de março de 1857, operárias de uma fábrica de tecidos, situada na cidade norte americana de Nova Iorque, fizeram uma grande greve. Ocuparam a fábrica e começaram a reivindicar melhores condições de trabalho, tais como, redução na carga diária para dez horas (as fábricas exigiam 16 horas diárias), equiparação de salários com os homens (as mulheres chegavam a receber até um terço do salário de um homem, para executar o mesmo tipo de trabalho) e tratamento digno dentro do ambiente de trabalho.

A manifestação foi reprimida com total violência. As mulheres foram trancadas dentro da fábrica, que foi incendiada. Aproximadamente 130 tecelãs morreram carbonizadas, num ato totalmente desumano.

Em 1903, profissionais liberais norte-americanas criaram a Women’s Trade Union League. Esta associação tinha como principal objetivo ajudar todas as trabalhadoras a exigirem melhores condições de trabalho.

Em 1908, mais de 14 mil mulheres marcharam nas ruas de Nova Iorque: reivindicaram o mesmo que as operárias no ano de 1857, bem como o direito de voto. Caminhavam com o slogan "Pão e Rosas", em que o pão simbolizava a estabilidade econômica e as rosas uma melhor qualidade de vida.

Porém, somente no ano de 1910, durante uma conferência na Dinamarca, ficou decidido que o 8 de março passaria a ser o "Dia Internacional da Mulher", em homenagem as mulheres que morreram na fábrica em 1857. Mas somente no ano de 1975, através de um decreto, a data foi oficializada pela ONU é comemorado pelas Nações Unidas como Dia Internacional da Mulher.

Breve análise bíblica sobre o assunto

É com sentimento misto, que citamos este dia internacional da mulher, porque ao mesmo tempo, que somos gratos a Deus pelas mulheres, sabemos que por detrás deste dia há o movimento feminista, o qual é um desvirtuamento do plano de Deus para a mulher. Segundo Júlio Severo, o movimento feminista pró-aborto se aproveita da ocasião para pregar a legalização do aborto. Sabemos também, que esta ênfase pela “igualdade” da mulher afasta as mulheres de seus filhos e esposos.

Jesus dignificou a mulher tendo-a como parte do seu ministério terreno (Lc 8.2). Dignificou quando depois de ressurreto, apareceu primeiramente para uma mulher, e ainda a comissionou para divulgação da sua ressurreição (Jo 20.11-18). Sabemos que no dia do derramamento do Espírito as mulheres também estavam presentes (At 1.14). Sabemos que a primeira convertida no Europa foi uma mulher (At 16.13-15). Sabemos que uma mulher chamada Dorcas fez um trabalho sensacional de assistência aos carentes, e que morrendo, Deus a fez ressuscitar (At 9.36-43). Sabemos ainda, que na Igreja de Filipos, duas mulheres exerciam posições de liderança (Fp 4.2). E ainda mais, quando Deus criou o homem e a mulher, ambos foram criados a imagem e semelhança dele (Gn 1.27). Poderia multiplicar os exemplos.

Então segundo o pensamento cristão, a mulher não é inferior ao homem. O homem e a mulher são iguais perante Deus. O movimento feminista fica buscando a igualdade entre as mulheres e homens, sem se dar conta que a questão não é esta, porque os homens e as mulheres têm o mesmo valor diante de Deus.

Entretanto, Deus designou papéis diferentes para homens e mulheres, e o que o movimento feminista faz é desvirtuar o papel que Deus atribui à mulher. O homem foi criado primeiro, depois a mulher. Percebemos assim que ambos se complementam. Um precisa do outro. Ao homem cabe a liderança e a mulher o suporte. Não pense que tal auxílio é desnecessário. A conclusão divina é que não era bom que o homem estivesse só, por isto Deus criou uma auxiliar que fosse idônea. Ao analisar a constituição física do homem e da mulher, percebemos que os papéis são diferentes, porém ambos são complementares. Ambos são necessários para perpetuação da espécie humana. Em nossa época, percebo a necessidade da mulher trabalhar, e trabalhando não deve ser inferiorizada por ser mulher. Porém, isto é demanda da era moderna e pós-moderna. A mulher que faz isto, não deve abdicar do seu papel de esposa e mãe, que são essenciais e primários.

Nós maridos sabemos quanto às mulheres são indispensáveis. O que seria dos homens sem as mulheres? Para começar, não nasceríamos.

As mulheres devem ser tratadas com respeito e dignidade. Nenhum homem deve levantar sua mão para a companheira e esposa (I Tm 3.3). A mulher não deve ser tratada como um mero objeto sexual, mas sim com afeto e deferência. Neste dia, as mulheres sejam abençoadas e guardadas por Deus. Tenham suas forças renovadas, pois as demandas pós-modernas sobrecarregam mais aquilo que já era difícil de carregar. Um abraço a todas.

(O autor do artigo é o Pr Eber Jamil, dono do blog).

RESULTADOS DA NOSSA UNIÃO COM CRISTO (4).

 

QUARTO RESULTADO:

RELAÇÕES CRISTÃS NO LAR E NO TRABALHO

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Colossenses 3.18-4.1.

18 Vós, mulheres, estai sujeitas a vossos próprios maridos, como convém no Senhor.

19 Vós, maridos, amai a vossas mulheres, e não vos irriteis contra elas.

20 Vós, filhos, obedecei em tudo a vossos pais, porque isto é agradável ao Senhor.

21 Vós, pais, não irriteis a vossos filhos, para que não percam o ânimo.

22 Vós, servos, obedecei em tudo a vossos senhores segundo a carne, não servindo só na aparência, como para agradar aos homens, mas em simplicidade de coração, temendo a Deus.

23 E tudo quando fizerdes, fazei-o de todo o coração, como ao Senhor, e não aos homens,

24 Sabendo que recebereis do Senhor o galardão da herança, porque a Cristo, o Senhor, servis.

15 Mas quem fizer agravo receberá o agravo que fizer; pois não há acepção de pessoas.

4.1 Vós, senhores, fazei o que for de justiça e equidade a vossos servos, sabendo que também tendes um Senhor nos céus.

Introdução:

À primeira vista, pode parecer não haver uma conexão lógica entre este parágrafo e os três anteriores. Porém, ao lermos o último versículo de parágrafo anterior: “e, quanto fizerdes por palavras ou por obras, fazei em tudo em nome do Senhor Jesus, dando por ele graças a Deus Pai” (v.17). Assim vemos um elo deste parágrafo com os outros. Um dos resultados da nossa união com Cristo é que as nossas relações tornam-se cristianizadas. Eu passo a me relacionar com as pessoas baseado-me na vontade de Cristo.

A palavra chave neste parágrafo é a palavra Senhor, que na tradução revista e corrigida está presente seis vezes e na revista atualizada sete vezes. Mostrando assim que as nossas relações devem ser submissas ao Senhorio de Cristo. A nossa união com Cristo não é unilateral, uma vida de mão única. Não é um “venha o teu reino, mas ao teu reino não entrego nada”. Se estamos unidos com Cristo seremos também submissos a Ele. Sendo assim nossos relacionamentos serão sob o Senhorio de Cristo. Quando penso nisto, lembro-me do banquete na casa de Levi. Depois de tomar a atitude de seguir a Jesus, ele deu um banquete para Jesus convidando seus amigos publicanos. A partir do momento que ele decidiu seguir a Jesus, o mesmo Jesus estaria presente nos seus relacionamentos. Ele chamou os amigos, porém agora sob a influência preponderante de Cristo. Seja qual for o relacionamento: fraternal, conjugal, paternal, profissional, porque estamos unidos com Cristo teremos o Senhor Jesus presente e governando nossos relacionamentos. Qualquer relacionamento precisa ser “como convém no Senhor”.

I – Relações cristãs ente o esposo e a esposa (v.18 e 19).

 

  • Esposa (v.18) – Esta pequena parte da frase: como convém no Senhor. É tremendamente significativa, mostra que a submissão é a maneira cristã da esposa ser. Paulo evoca um princípio já revelado em Gênesis. A mulher deve ser submissa a autoridade do marido, não porque são inferiores, mas porque é essa a vontade de Deus para a esposa. Veja Ef 5.23 e 24. Trata-se de uma atitude de respeito, valorização e apoio ao marido. Deus em sua infinita sabedoria estabeleceu para a família um princípio de autoridade, que quando não é seguido traz confusão e um referencial distorcido para os filhos.
  • Esposo (v.19) – Os maridos são lembrados da sua responsabilidade de amar as esposas. Veja Ef 5.25 e 28. A advertência não as trateis com amargura é uma lembrança salutar de como o amor cristão deve ser exercido, sem impaciência e resmungos. Os esposos não devem tratar as esposas com brutalidade. As palavras básicas como “obrigado”, “por favor”, bom dia, palavras que expressam admiração e afeto devem ser ditas pelo esposo no dia-a-dia. Para a sobrevivência do amor e do respeito mútuo, são necessárias as palavras de afeto e admiração. Como a planta precisa de água, o casamento precisa de afeto e da admiração. Observe algumas recomendações bíblicas: Ef 4.29, 31 e 32; Ef 5.2 e 3.

 

II – Relações cristãs entre pais e filhos (vs 20 e 21).

 

  • Filhos (v.20) – Os filhos no lar cristão são chamados para agirem de uma maneira que, acima de tudo, é aceitável e agradável ao Senhor. Em tudo – embora em caso extremos, um jovem possa precisar escolher entre a vontade de Cristo em oposição à dos pais que não são cristãos, essa atitude só deveria ser tomada depois de sóbria reflexão e aconselhamento cristão.
  • Pai (v.21) – A palavra irritar no grego sugere um desejo de irritar o filho provocando no mesmo um desânimo, uma desmotivação. A disciplina em excesso pode gerar desânimo.

III – Relações cristãs entre empregados e patrões (vs 22-4.1).

 

A Igreja nasceu numa sociedade em que a escravidão humana era uma instituição aceita, sancionada pela lei. Paulo, portanto, sem apoiar ou criticar, define com os escravos e senhores devem agir.

  • Servos (vs 22-25). Não servindo só na aparência ou sob vigilância. O que Paulo fala é da verdadeira motivação no trabalho. O empregado deve ser diligente em suas tarefas, ainda que ninguém esteja ali para observá-lo e depois recompensá-lo por seu serviço esforçado. A palavra grega traz a idéia de não prestar um serviço de olhos só para ser visto.

O nosso trabalho será recompensado porque Deus é fiel. Ele nos dará recompensa. Segundo a lei romana, e escravo nunca poderia herdar coisa alguma. Mas fiel é Deus que te dará o galardão da herança porque no senhor servis. Como também dará o agravo a quem fizer agravo.

  • Patrões (v.4.1) – A palavra “senhores“ aqui se refere aos donos de escravos que podem ser referência para os “chefes” e patrões de hoje em dia. O patrão deve agir com justiça, como, por exemplo, pagar ao trabalhador o que ele merece. Lembrando que os patrões (senhores) têm um Senhor no céu. Portanto os patrões terão que prestar contas a Deus de como trataram seus empregados. Muitos possuem uma relativização ética quando o assunto envolve dinheiro, porém a Palavra de Deus mostra neste versículo que a justiça e a equidade não podem ser jamais relativizadas.

Conclusão:

Se em todas as relações, reconhecermos que devemos nos submeter ao Senhorio de Cristo, teremos o padrão verdadeiro para todas relações. A nossa união com Cristo implica em abandono de velhos hábitos, assimilação da conduta cristã e relacionamentos que tenham como referência o senhorio de Cristo em nós.

(O texto é de autoria do Pr Eber Jamil, dono do blog).

EBENÉZER CAVALCANTE JAMIL.

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Natural de Pernambuco, nasceu no recife, em 1 de junho de 1949, filho de Jacó Benjamim Jamil e Paula Cavalcante Jamil, membros da Primeira Igreja Batista da Torre durante longos anos.

Decidido, aos nove anos, por meio da pregação do ex-padre Raphael Gioia Martins, foi batizado pelo pastor Antonio Dorta. Ebenézer considera que se sentiu chamado para o ministério, aos 17 anos de idade, e que, nessa época, dar-se-ia, também, sua verdadeira decisão ao lado de Cristo.

A partir de 1966, entrou para a Primeira Igreja Batista do Recife, sendo, nesse mesmo ano, evangelista e presidente da Junta de Mocidade da Convenção Batista de Pernambuco. Em 1967, transferiu-se para a Igreja Batista do Cordeiro. Para co-pastor da Igreja Batista de Bebedouro e pastor da Igreja Batista de Utinga, no estado de Alagoas, foi consagrado ao ministério, em 2 de Março de 1968. Nesse mesmo ano, coordenou a Campanha Simultânea de Evangelização da Convenção Batista Alagoana.

Mudando-se para o Rio de Janeiro, no ano seguinte, tornou-se membro da Igreja Batista de Bom Retiro e, em 1971, da Igreja Batista de Lins e Vasconcelos. Com o Pr Feliciano Amaral, foi apresentador do programa Sombra da Cruz, na Rádio Continental do Rio de Janeiro, em 1969, ao mesmo tempo foi diretor da JUERP. Em 1970, idealizou a Semana da Bíblia. A primeira foi realizada em convênio com a empresa oficial de Turismo, RIOTUR, e foi instalada em frente ao Teatro Municipal do Rio de Janeiro. Em 1972, conseguiu que o governador Chagas Freitas oficializasse o Dia da Bíblia. De 1971 a 1975, dirigiu a interessante coluna Responda se é é capaz, no Jornal Batista.

Em 1977, voltou para Pernambuco e, novamente , filiou-se à Primeira Igreja. Sempre dedicado ao evangelismo, nesse mesmo ano, dirigiu o programa Cristo é Tudo para mim, na Rádio Continental, que foi ao ar até 1982. Por se trabalho, recebeu Moção de Aplauso da Assembléia legislativa do Estado de Pernambuco e da Câmara Municipal do Recife.

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Criou o Curso de Evangelismo, que atingia a média de 400 alunos por ano, bem como o Curso de Pregadores leigos, com frequencia de 280 alunos. Foi professor de Homilética, de Evangelismo, no Seminário Congregacional do Nordeste, de 1979 a 1982. Em 1980, recebeu a Medalhado Mérito José Mariano, da Câmara Municipal do Recife, ocasião em que homenageou a Primeira Igreja e realizou um culto no plenário da Casa.

Na rede Globo, ficou responsável pelas chamadas da Primeira Igreja, leitura de textos bíblicos, de segunda a domingo, na Sessão Coruja Colorida, horário mantido pela igreja, de 1978 a 1982. Na mesma emissora apresentou, todas as noites, nesse mesmo período, o SOS Divino, programa que consistia em prestar auxilio espiritual aos que procuravam paz em meio às tribulações.

Coordenou, na Primeira Igreja, o Sistema de Evangelismo por telefone, denominado Teleesperança, trabalho pioneiro no Brasil.

Em convênio com a Secretaria de Educação e Cultura do Estado de Pernambuco e a Câmara Municipal de recife, programou a Semana da Bíblia, que se realizou, ininterruptamente, de 1978 a 1982, na Casa da Cultura, tendo como principal colaboradora a Primeira Igreja, mas da programação participavam Igrejas de várias denominações e Conjuntos corais dessas Igrejas. Muito interessantes foram as exposições de exemplares da bíblia em diversas línguas, arrumadas em vitrines nos corredores da Casa da Cultura, atraindo numerosos visitantes.

No dia 21 de abril de 1978, foi orador oficial da Grande Noite Evangelísitca do Nordeste, promovida pelaPriemira Igreja, com apoio do programa Cristo é Tudo para Mim. Cerca de 40 mil pessoas lotaram o Estádio do Arruda, com a presença de um grande coral, especialmente preparado para essa comemoração. Foi regente do Coral, Josué Lira, membro da Igreja Batista de Zumbi.

Ebenézer Jamil realizou um grande ministério na Primeira Igreja. Voltado para a evangelização, o resultado desse seu imenso trabalho, das Campanhas Evangelísticas, dos Cursos de Evangelismo Pessoal e de Pregadores leigos, incentivou uma geração de interessados na divulgação da palavra de Deus. Em todas as Igrejas de recife são encontrados hoemns e Mulheres, hoje preparados para evangelizar, e que foram alunos desses cursos.

Nunca o Recife foi tão sacudido por movimentos evangelísticos no Centro e nos seus arrebaldes. Nenhum pregador conseguiu, com tanta facilidade, fazer tantos trabalhos, sempre com resultados positivos. e nenhuma campanha evangelística teve jamais o êxito das realizadas sob a direção de Ebenézer. A maioria das Igrejas da Capital e do Interior teve momentos de grande comunhão, de fraternidade, de esforços conjuntos. Nunca se viu isso antes.

Ebenézer Jamil Jamil deixou a comunhão da Igreja em 1984. Mas em 1987, durante as conferências comemorativas do 101 aniversário da Primeira Igreja, ele solicitou sua reconciliação.

Ele faleceu em Março de 2007.

(O Texto é uma compilação).

 

O SEXO É UMA DÁDIVA DIVINA.

aliancasO sexo é uma dádiva divina. Foi algo que o senhor deu aos homens com o fim primário da procriação, porém dotou ao homem com capacidade de ter prazer no sexo. Muitas vezes  pessoas casadas possuem uma sensação interior que o sexo é algo impuro. Entretanto, dentro do casamento não é. É bom que se diga que o sexo é uma dádiva divina e prazerosa para ser desfrutada no casamento. Atente para Gênesis 2.24:  

               Por isso, deixa o homem pai e mãe e se une à sua mulher, tornando-se os dois uma só carne.     

     A união sexual entre o casal transforma-os em uma só carne. Porém, observe que antes de ser uma só carne precisa haver o deixar e unir-se . O sexo é o terceiro passo para o casal e não o primeiro. O homem não deve inverter esses passos porque tais passos foram estabelecidos por Deus.      

   Depois que o homem deixou seus passos e uniu- se a sua esposa pode e deve desfrutar da benção do sexo. Vejamos alguns textos bíblicos:       

   Ec 9. 9: Goza a vida com a mulher que amas, todos os dias de tua vida fugaz, os quais Deus te deu debaixo do sol; porque esta é a tua porção nesta vida pelo trabalho com que te afadigaste debaixo do sol.        

 Pv 5.18: Seja bendito o teu manancial, e alegra-te com a mulher da tua mocidade,         

Existe um pensamento antibíblico e que traz muita culpa é de que o pecado original do homem foi o sexo, e que o fruto foi a maça, dando a este uma conotação sexual. O pecado original foi a desobediência de Adão e Eva em comerem o fruto da árvore do conhecimento do bem e do mal, e não o sexo.        

 A primeira ordem que Deus deu ao primeiro casal foi: frutificai e multiplicai-vos; enchei a terra (Gn 1.28). Esta ordem foi dada antes do pecado entrar no mundo, portanto, o sexo e a reprodução foram ordenados ao casal em seu estado original de inocência. Depois de criar o homem e a mulher com suas capacidades sexuais, Deus observou e disse: que tudo era muito bom (Gn 1.31). O clima de santidade e pureza que havia em Adão e Eva, em relação ao sexo era tão grande, que logo depois da ordem do Senhor deles se tornarem uma só carne, a Bíblia registra: Ora, um e outro, o homem e sua mulher, estavam nus e não se envergonhavam. (Gn 2.25).         

 Para encerrar este comentário, quero citar as palavras do Dr Gaye Wheat (in: sexo e intimidade): Você tem permissão de Deus para desfrutar do sexo dentro do casamento. Foi ele que inventou o sexo; foi Ele quem teve a idéia em primeiro lugar”.

 (Este texto é da autoria do Pr Eber Jamil).