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CONSIDERAÇÕES DURANTE O SOFRIMENTO.

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Leia II Coríntios 1: 3 – 11.

Paulo descreve a Igreja de Corinto sua aflição aguda na Àsia (Província Romana no oeste da Àsia Menor – atualmente território da Turquia). Ele descreve com uma aflição pela causa de Cristo que fez sua vida “desesperar”. Aquela sensação da vida escorregar entre os dedos, fugir, e a morte se aproximar com força. É quase uma mensagem estranha, hoje em dia, em que só se fala em prosperidade. Paulo descreve intenso sofrimento pela causa de Cristo. Nesta mesma epístola no capítulo 11 ele lista uma série de situações pelas quais ele passou:

23 (…) trabalhos, muito mais; em açoites, mais do que eles; em prisões, muito mais; em perigo de morte, muitas vezes.

24 Recebi dos judeus cinco quarentenas de açoites menos um.

25 Três vezes fui açoitado com varas, uma vez fui apedrejado, três vezes sofri naufrágio, uma noite e um dia passei no abismo;

26 Em viagens muitas vezes, em perigos de rios, em perigos de salteadores, em perigos dos da minha nação, em perigos dos gentios, em perigos na cidade, em perigos no deserto, em perigos no mar, em perigos entre os falsos irmãos;

27 Em trabalhos e fadiga, em vigílias muitas vezes, em fome e sede, em jejum muitas vezes, em frio e nudez.

28 Além das coisas exteriores, me oprime cada dia o cuidado de todas as igrejas.

Apesar do intenso sofrimento, Paulo não sucumbe, não se entrega. Vejo em sua palavra o seguinte tema: Considerações durante o sofrimento. Na sua carta ele mostra que devemos aprender durante a “peleja” e “angústia”.

Primeira consideração, Deus é O Pai das misericórdias e de toda consolação.

v. 3: … o Pai das misericórdias e o Deus de toda a consolação.

A fonte da misericórdia e consolação é Deus. No sofrimento não devemos nos esquecer que Ele é O Pai das misericórdias e de toda consolação. Quando Paulo disse “toda consolação” é porque Deus pode consolar qualquer sofrimento sofrido. Não há algo tão doído que Deus não possa consolar. Nele há consolação e Misericórdia.

Segunda consideração, a consolação nos é dada para que também possamos consolar os que estiverem em alguma tribulação.

v.4: … para que também possamos consolar os que estiverem em alguma tribulação, com a consolação com que nós mesmos somos consolados por Deus.

A consolação recebida nos habilita consolar a outros. O passar pelo sofrimento e o consolo recebido de Deus faz com que possamos ajudar outros que passam pela mesma coisa. Note bem que o sofrimento sofrido não foi despropositado, mas teve o propósito de nos fazer instrumentos de consolação. Há um propósito – consolarmos outros.

Terceira consideração, A consolação não está aquém ao sofrimento acontecido.

v.5: Porque, como as aflições de Cristo são abundantes em nós, assim também é abundante a nossa consolação por meio de Cristo.

A consolação não é inferior ao sofrimento. Se o sofrimento for abundante a consolação de Deus será abundante. Se o sofrimento for transbordante a consolação também será. Deus não dá paliativo. Deus dá o remédio certo para a dor correspondente.

Quarta consideração, o sofrimento e a consolação se refletem na Igreja, que é o corpo de Cristo.

v.6: Mas, se somos atribulados, é para vossa consolação e salvação; ou, se somos consolados, para vossa consolação e salvação é…

Paulo disse que o seu sofrimento era para a consolação da Igreja. Em outras palavras, a igreja sofre quando um membro sofre, mas também é consolada quando um irmão é consolado. Há um compartilhamento entre os irmãos no sofrimento e consolação. Paulo vai além e diz que era atribulado para que o povo de Deus fosse consolado. Sendo assim, ele mostra que se vê como um membro deste imenso corpo de Cristo. Na “peleja” temos tendência ao egocentrismo, mas a “peleja” é tempo de compartilhamento e união com os irmãos.

Quinta consideração, a intercessão dos santos e a gratidão pelas respostas recebidas.

v. 11: Ajudando-nos também vós com orações por nós

v.11: para que pela mercê, que por muitas pessoas nos foi feita, por muitas também sejam dadas graças a nosso respeito.

Todo tempo é de oração. O tempo de sofrimento é tempo de intercessão também. Levemos as cargas uns dos outros através da intercessão. A consequência é que haverá ações de graças pelas respostas das orações. Sem dúvida a passagem do sofrimento para a consolação passa pelas orações constantes a Deus. Louvado seja o Senhor!

(O autor do artigo é o Pr. Eber Jamil, dono do blog).

APRENDENDO COM OS SAMARITANOS.

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Neste artigo quero escrever sobre o aprendizado que podemos ter com os samaritanos. Os samaritanos eram considerados estrangeiros e sincréticos pelos judeus. Entretanto, quando tiveram contato com a Graça de Deus através de Jesus, a maioria das vezes, responderam positivamente. Podemos aprender com eles nos evangelhos. Tanto que Jesus para ensinar a um doutor da lei, quem era seu próximo, contou uma parábola usando como referência um samaritano.

Observemos, primeiramente, a atitude da mulher samaritana (João 4) quando teve contato com Jesus e descobriu que Ele era o Messias. Ela era uma mulher marginalizada na sociedade, pois teve cinco maridos e vivia num concubinato, quando encontrou com Jesus. Ela tinha ido buscar água no poço com seu cântaro quando se encontrou com Ele. Ao descobrir quem era Jesus abandonou seu cântaro e foi divulgar aos seus conterrâneos sobre o Messias. Testemunhou com ardor apesar da sua má fama. Não se calou diante da primeira pessoa. Deu seu testemunho pessoal. Conduziu pessoas a Jesus de tal forma que Ele teve que ficar dois dias em Samaria. Aprendemos com essa mulher sobre o impulso primaz do novo convertido – falar de Jesus e testemunhar  o nome dEle. Muitas vezes os crentes antigos estão envolvidos por calotas de gorduras do seu próprio eu e arrefecem no ardor da evangelização. O passado obscuro e sombrio dessa mulher não a fez se intimidar diante da urgência da mensagem da salvação.

Outro exemplo foi quando Jesus curou dez leprosos (Lucas 17) e só o que voltou para agradecer era samaritano. A cura não foi imediata. Jesus recomendou que eles fossem ao sacerdote conforme a lei. Era uma obrigação legal ir ao sacerdote, pois somente os sacerdotes podiam liberar o convívio social dos leprosos. Entretanto, quando Jesus os mandou, eles ainda não estavam curados. Foram curados no caminho. Os dez leprosos cumpriram a ordem e a obrigação de ir ao sacerdote. O samaritano foi além da obrigação e voltou a Jesus para agradecer. Foi além do dever. Foi grato. Adorou a Jesus. Por isto foi o único dos dez ex-leprosos que ouviu: a tua fé te salvou. Aprendemos com esse samaritano a gratidão e a fazer mais do que a obrigação. Ir além da obediência movido pela adoração e gratidão.

O último exemplo que quero citar não vem de um fato histórico, mas vem da parábola que Jesus contou (Lucas 10). Jesus usou um samaritano como referência para um doutor da lei. Jesus foi mais além, usou as figuras intocáveis dos sacerdotes e levitas como exemplos negativos em detrimento de um samaritano que age com bondade. Contou a história de um homem assaltado e caído numa estrada que foi visto por um sacerdote e um levita, que passaram de largo. O samaritano, que não tinha obrigação de ajudar por causa do contexto hostil entre judeus e samaritanos, foi o que parou e socorreu o ferido. O samaritano teve compaixão. Tratou das feridas do homem com azeite e vinho, que são símbolos do Espírito Santo e do sangue de Jesus, respectivamente. Levou-o a estalagem. Pagou a hospedagem e disse que quando voltasse pagaria o que faltasse. O samaritano foi o próximo para com o próximo. O doutor da lei havia indagado: quem é o meu próximo? Jesus numa santa estocada usa como exemplo um samaritano.

Aprendemos com o exemplo dos samaritanos que a Graça de Deus pode atingir aos sincréticos, aos nossos desafetos e fazê-los instrumentos poderosos nas mãos de Deus. Cabe a mim e você pregar o evangelho aos nossos samaritanos, aos nossos desafetos, sabendo que Deus é poderoso para regenerá-los.

(O autor do artigo é o Pr. Eber Jamil, dono do blog).

QUE DAREI EU AO SENHOR ?

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Sl 116

12 Que darei eu ao SENHOR, por todos os benefícios que me tem feito?

O salmista tem um coração agradecido a Deus pelos benefícios que Deus lhe concedeu. Benefício é favor, graça. Deus lhe abençoou, então ele faz a pergunta: que darei eu ao Senhor? Talvez certa mentalidade de “barganha com Deus” tenha passado pela mente do salmista, porém percebemos que o sentimento de barganha cedeu o espaço para o espírito de gratidão. Ele estava grato a Deus por isto compôs este salmo. Mas por que ele estava grato? Ao lermos o salmo 116 percebemos algumas razões.

Ele estava agradecido a Deus pelas repetidas respostas as suas orações:

1 AMO ao SENHOR, porque ele ouviu a minha voz e a minha súplica.

2 Porque inclinou a mim os seus ouvidos; portanto, o invocarei enquanto viver.

Ele estava agradecido pelos livramentos de morte:

3 Os cordéis da morte me cercaram, e angústias do inferno se apoderaram de mim; encontrei aperto e tristeza.

4 Então invoquei o nome do SENHOR, dizendo: Ó SENHOR, livra a minha alma.

8 Porque tu livraste a minha alma da morte (…).

Ele estava grato pelo livramento do abatimento emocional.

(…) fui abatido, mas ele me livrou (v.6).

(…) os meus olhos das lágrimas (v.8).

Ele estava grato pelo poder de Deus que o capacitou a superar as tentações:

(…) os meus pés da queda (v.8).

Diante desses feitos de Deus em sua vida o salmista pergunta: Que darei eu ao SENHOR, por todos os benefícios que me tem feito? Vejamos as três respostas que o salmista encontrou:

Primeira resposta: tomarei o cálice da salvação.

13 Tomarei o cálice da salvação (…)

Ele faz referência ao copo de vinho, que faz parte da celebração da Páscoa, que por sua vez, relembra o dia no qual os israelitas foram salvos da escravidão do Egito, o qual para com o crente é o dia em que Cristo nos salvou da escravidão pela Sua morte expiatória na cruz. Portanto, o coração grato deve sorver, entranhar-se da salvação concedida por Deus através de Jesus Cristo.

Segunda resposta: invocarei o nome do Senhor.

V. 13 (…) invocarei o nome do SENHOR.

Percebemos que a oração que ele se refere é toda gratidão a Deus. A gratidão para ele não era um adendo, um corpo estranho que é enxertado na oração no finalzinho, mas a razão de ser daquela oração é a gratidão pelos favores de Deus.

Terceira resposta: pagarei os meus votos de forma pública.

14 Pagarei os meus votos ao SENHOR, agora, na presença de todo o seu povo.

Nota-se que anteriormente, enquanto passava pelo aperto, ele prometeu algumas ofertas para Deus. Portanto, havia nele anteriormente uma mentalidade de “barganha” com Deus, do tipo: “se me abençoares farei isto ou aquilo”. Entretanto, ele entendeu que Deus lhe concedeu um favor, ou seja, uma graça. Assim, ele não cumpriria mais os votos por causa do “espírito de barganha”, mas por gratidão. É por que somos gratos a Deus que devemos cumprir os votos. É por gratidão a Deus que ofertamos. A gratidão tem que vencer o “espírito de barganha”, de amargura e murmuração.

Seja você grato a Deus todos os dias e pergunte-se a si mesmo: Que darei eu ao SENHOR, por todos os benefícios que me tem feito? Sabendo que por mais que você retribua não chegará à altura do favor de Deus, que nos abençoa por graça. O que importará a Deus é a gratidão como força motivadora para as suas ações em prol do reino de Deus e do próximo.

(O autor do artigo é o Pr. Eber Jamil, dono do blog).