Arquivo da categoria: História

A VITÓRIA DE DEUS SOBRE O ANTI-NATAL.

media_nascimento-de-jesus-99935

As informações que temos acerca do nascimento de Jesus mostram que o natal sofre o antagonismo do anti-natal. Enquanto celebramos o nascimento e a vida, a morte e a perseguição se fazem presentes. Ao lermos os jornais percebemos estes dois espíritos presentes. São notícias sobre a alegria do natal, mas também sobre morte, violência e oposição. Quem vence a batalha? Vida ou morte? Natal ou anti-natal? Jesus ou Herodes?

Esse espírito do anti-natal foi personificado por Herodes, o Grande. Ele como monarca desfrutou de uma impunidade quase absoluta. Um dos seus primeiros atos no governo foi assassinar quarenta e cinco membros do Sinédrio. Também matou seu sogro e cunhado. Forjou um julgamento para matar sua esposa Mariana, e depois matou três de seus filhos. César Augusto disse que era melhor ser porco de Herodes do que seu filho (porque ele não comia carne de porco). Herodes, um pouco antes de morrer, mandou matar as pessoas mais representativas do seu reino para que houvesse choro no dia de sua morte. Morreu aos setenta anos e houve alegria por parte do povo no dia da sua morte. Jesus nasceu no fim da vida de Herodes, quando esse julgava seus rivais eliminados, e quando suas perturbações domésticas chegaram ao auge. Foi Herodes que ordenou a matança dos inocentes para tentar eliminar Jesus. Mas quem venceu: o Natal ou anti-natal? Foi Deus que venceu o anti-natal. Vejamos como foi a vitória:

1) Deus tinha ciência dos planos de Herodes tanto que enviou um anjo a José para avisá-lo em sonhos (Mt 2.13).

2) Os percalços no início da vida de Jesus estavam nos planos de Deus (Mt 2.15, 17 e 23) “para que se cumprisse o que foi dito”. Num olhar superficial poderíamos pensar que Jesus estava sendo vítima das circunstâncias, mas tudo era conhecido por Deus e estava nos planos dEle.

3) Deus cumpre suas promessas (Mt 2.15, 17 e 23). Os percalços e a vitória de Jesus sobre Herodes já estava profetizado. “Nenhuma das Palavras proferidas por Deus cairam por Terra”. Tudo se cumpriu.

4) Os poderes humanos têm o seu fim (Mt 2.20). Herodes morreu e Jesus sobreviveu. “O júbilo dos ímpios é breve…”.

5) Deus sempre triunfa até em momentos que parecem tragédia. O zigue-zague que José, Maria e Jesus fizeram entre a Judéia, Egito, novamente Judéia e Nazaré estavam no plano de Deus. Deus triunfou. Eles triunfaram e arrogância herodiana sucumbiu.

Meu irmão celebre o nascimento de Jesus tendo a consciência da oposição, porém, sem temê-la. Porque em Deus você triunfará sobre esse espírito herodiano, de morte, antinatalício que tão perto te rodeia. A sua vida está nas mãos de Deus. Todas as coisas Ele fará cooperar para o bem. Confie que a Vida Eterna, que você tem em Jesus, triunfará sobre a Morte e os percalços da caminhada.

(O autor do artigo é o Pr. Eber Jamil, dono do blog).

CONSOLADOS PARA CONSOLAR.

madre-consolando-bebe-300x199

II Coríntios 1:v.4: … para que também possamos consolar os que estiverem em alguma tribulação, com a consolação com que nós mesmos somos consolados por Deus.

A consolação recebida nos habilita consolar a outros. O passar pelo sofrimento e o consolo recebido de Deus fazem com que possamos ajudar outros que passam pela mesma coisa. Note bem que o sofrimento sofrido não foi despropositado, mas teve o propósito de nos fazer instrumentos de consolação. Há um propósito – consolarmos outros. Esse senso de propósito e de missão permeiam toda a Bíblia com relação aos servos de Deus. Quantas vezes achamos que as intempéries da existência são tufões sem controle e despropositados. Entretanto, aquele que serve a Deus pode ter certeza que há um propósito em tudo.

Na situação de Paulo ele cita o propósito de consolar outros com a mesma consolação recebida. O fato de termos passado pela tribulação, pela peleja, por causa da justiça, faz com que possamos estimular outros em igual situação. Paulo disse aos Galátas que uma das coisas que lhe davam autoridade eram as marcas de Cristo em seu próprio corpo. As marcas, experiências, pela causa de Cristo são marcas e experiências de conforto que Deus nos outorga. Deus é o Deus da providência.

A providência divina é patente na história de José do Egito. Deus revelou os detalhes dessa história, assim enxergamos a providência com clareza. Entretanto, existem outras histórias, existem outras pessoas, existem as nossas histórias pessoais: será que a providência divina é aplicável? Quando lemos a Bíblia percebemos que sim. Deus é o Deus Provedor, e não foi só com José, mas foi com Abraão, com Jacó, com Judá, com o Copeiro, etc. Deus de fato mostra desde o início, que a história da humanidade não está entregue a si mesma, mas aos Seus cuidados.

José mostrou no final compreender o designer do tapeceiro divino, que costurou a história dele de forma magnânima, assim ele conseguiu perdoar os irmãos. Como nos livraremos da amargura, da frustração, se cremos na providência divina! A sensação que temos é que temos peças de um grande quebra-cabeça, as quais não nos são possíveis encaixar. Porém, Deus encaixa.

Segundo o texto estudado a providência também se manifesta em consolação ao servo de Deus. Ele sai consolado para consolar. Deus tem um propósito. Lembro do meu pai em seu programa de rádio que depois de dar o noticiário cristão sempre dizia: Deus tem um plano! A história tem um maestro. Grande é o mistério. Apesar de o homem exercer sua volição, Deus é soberano. Nunca, nós homens, conseguiríamos encaixar a volição humana e a soberania de Deus, mas Deus encaixa e nenhum dos seus propósitos é frustrado. A teologia sempre pende para um dos lados: volição humana ou soberania de Deus. Eu creio no encaixe por causa do prévio conhecimento de Deus sobre tudo. Para Deus não há passado, presente ou futuro, tudo é uma coisa só. Ele não está preso ao tempo e nem no espaço. Ele é Livre.

(O autor do artigo é o Pr. Eber Jamil, dono do blog).

A BARBA DO PASTOR.

barba

O texto abaixo é de autoria desconhecida por mim. Recebi um email com essa história do Pr. Eduardo Macedo Colaço. Gostei da história e de sua aplicação por isto coloquei no blog. O texto é assim:

Cansado de ver seus sermões caírem no vazio, um pastor resolveu dar uma lição inesquecível aos seus ouvintes.

Num dos cultos semanais mais concorridos, ele subiu ao púlpito com seu aparelho de barbear, bacia, água, espuma, caneca, espelho e toalha.

Nem sequer cumprimentou a igreja e, tranqüilamente, colocou água na bacia, testou a temperatura, ajeitou o espelho, pegou uma caneca, fez espuma, passou na cara, e começou a se barbear.

Gastou vários minutos nisso, que pareceram uma eternidade para os presentes.

Ao final, quando todos esperavam que o pastor fosse fazer um desfecho maravilhoso, fosse lhes apontar o "moral da história", ele simplesmente enxugou o rosto com a toalha, encerrou o culto e despediu o povo de volta para as suas casas.

Aquela semana foi atípica.

O povo comentou o fato todos os dias, tentado adivinhar o significado de tudo aquilo:

“Que mensagem ele quer nos passar?”

“Qual é o simbolismo espiritual da água, do sabão, do barbear-se?”

Dias depois, quando ele subiu novamente àquele púlpito, a igreja estava cheia. O pastor olhou para a congregação e disse-lhes:

Sei que vocês querem saber o significado do que fiz aqui neste púlpito na semana passada. Bem, eu vou lhes dizer: não há significado algum! Nenhum simbolismo. Nenhum desfecho maravilhoso. Nenhuma mensagem. Nenhum "moral da história".  No entanto, se podemos tirar alguma lição disto tudo, é a seguinte: Há anos eu venho apresentando para vocês a mensagem bíblica, mas não tenho visto nenhuma mudança em suas vidas. Minhas mensagens têm caído no esquecimento, tão logo vocês saem do templo. Eu gostaria que vocês comentassem meus sermões durante a semana, do mesmo modo que se dispuseram a comentar o meu barbear nestes últimos dias, ou será que a minha barba é mais importante para vocês que a Palavra de Deus?

Como disse Rick Warren, o fato de se estar em uma garagem, não faz de você um carro.

O fato de você estar constantemente na igreja, não faz de você um cristão.

A bíblia diz que a fé vem pelo ouvir e ouvir a Palavra de Deus.

O que você faz com aquilo que você ouve da parte de Deus?

Somente as Palavras guardadas em teu coração pode fazer você não pecar.

A Palavra de Deus é nosso maior alimento e deve ser o motivo de nossas conversas durante a semana.

Somente fica gravado em nossa mente aquilo que repetimos algumas vezes.

Aprecie a Palavra de Deus e faça uso dela em sua vida diária, em vez de passar seus dias comentando aquilo que não edifica.

Desconheço o Autor

DESIGNAÇÕES DE JESUS.

nomejesus

O primeiro versículo do Evangelho de Mateus apresenta quatro nomes, ou títulos de Jesus: Jesus Cristo, Filho de Davi, Filho de Abraão.

O nome dado a Ele no nascimento foi “Jesus”. É a forma grega do nome hebraico “Yeshua” que quer dizer “o Senhor Salva”. Mateus explica que Ele recebeu esse nome porque “Ele salvará o seu povo dos seus pecados” (1:21). Portanto, mostra que Jesus veio libertar da escravidão do pecado. Os sacrifícios de animais não eram suficientes para resolver a questão do pecado, somente Deus tornando a forma de homem poderia resolver, ou seja Jesus.

“Cristo” é uma designação concedida a Jesus. É a forma grega da palavra hebraica “Messias” e quer dizer “Ungido”, uma pessoa especialmente designada por Deus para realizar sua vontade. Jesus é o Messias prometido das profecias messiânicas do Antigo Testamento

A terceira designação, “Filho de Davi”, atribuída a Jesus no primeiro versículo foca sua linhagem real como descendente de Davi com direito a reivindicar o trono de Israel. Deus havia prometido a Davi que o trono dele não ficaria vazio – Jesus é o cumprimento desta promessa. Porém na sua primeira vinda, Jesus não veio estabeleceu um reino político e terreno, mas um reino espiritual que está presente nos corações convertidos a Ele. Na sua primeira vinda veio sem aparência e formosura, mas na sua segunda vinda virá será cheia de Glória.

A quarta designação, “Filho de Abraão”, é um lembrete de que Jesus é judeu, descendente de Abraão, o pai da nação israelita. A promessa que Deus fez para Abraão de que nele seriam benditas todas as famílias da terra (Gn 12:3) se cumprem na vida e ministério de Jesus.

Quando faço essas afirmações bíblicas vejo como Deus é O Senhor da História. Vejo como o Antigo testamento é completado e cheio pelo Novo Testamento. Vejo que o Cordeiro foi morto antes da fundação do mundo e na plenitude dos tempos Deus cumpriu a promessa enviando a Jesus, o Cristo. Quando vezes não ficamos sobressaltadas pelas intempéries da vida? Pensamos que as circunstâncias não foram permitidas por Deus e que Deus se esqueceu de nós ou nos abandonou. Porém, o Supremo tapeceiro, Deus, tem tecido seus propósitos eternos em nossas vidas. Jesus é o Amém de Deus em todas as promessas feitas e nele não houve o “não”, mas o “sim” de Deus (2 Co 1:20).

(O autor do artigo é o Pr. Eber Jamil, dono do blog).

SALOMÃO: A OSTENTAÇÃO OFUSCA A SABEDORIA.

Vivemos sob um sistema plenamente consumista, a obtenção de riquezas tem se traduzido como o alvo das pessoas. Temos muitos exemplos de que o alcançar as riquezas não satisfazem plenamente o homem. Salomão teve tudo o que quis, mas isto não lhe trouxe felicidade, pelo contrário trouxe frustração, um sentimento de vazio. Salomão em Eclesiastes capítulo 2 afirma que:

. O prazer não lhe trouxe satisfação (2.1).

. A bebida não lhe trouxe satisfação (2.3).

. Grandes obras para si não lhe trouxeram satisfação (2.4-6).

. As riquezas não lhe trouxeram satisfação (2.7 e 8).

. O alcance de tudo que desejava não lhe trouxe satisfação (2.9 e 10).

. Tudo isto foi como correr atrás do vento (2.11).

Salomão teve um começo admirável. Ele era filho de Davi com Bate-seba. Seu nome significa pacífico. O profeta Natã o chamou de Jedidas, que quer dizer “amável” do Senhor (II Sm 12:25). Ele foi escolhido por Davi para reinar no lugar dele e começou a reinar com 20 anos. Certa ocasião Deus lhe apareceu em sonho perguntando-lhe o que desejava. Salomão pediu sabedoria e recebeu um coração sábio e entendido.

O seu reinado foi de paz e progresso. Estabeleceu uma paz que duraram quarenta anos de seu reinado. Foi um verdadeiro diplomata. Ele edificou o templo de Jerusalém que Davi desejou construir. (Foi Davi que havia ajuntado o material em grande quantidade e até mesmo deixado a planta do templo para a construção). O templo foi construído em sete anos. Ele também edificou palácios. O palácio que edificou para si levou 13 anos para ser concluído. (Mais tempo que a construção do templo). Também construiu um palácio no bosque do Líbano, tudo com muito luxo. A fama de Salomão alcançou o mundo da época fazendo com que a rainha de Sabá viajasse milhares de quilômetros para conhecê-lo. As suas diversas alianças com os povos vizinhos o levaram a inúmeros casamentos, o que acabou prejudicando muitíssimo o seu reinado. Ele começou a trazer os costumes religiosos dessas mulheres, e seu coração se deixou seduzir pela idolatria – idolatrando outros deuses e até construindo edificações pagãs. A sabedoria foi eclipsada pela luxúria e ostentação. Salomão semeou a divisão do povo de Israel. Uma das causas foram os juros abusivos que cobrava do povo.

A riqueza é um dom de Deus. Alguns conseguem alcançá-la, mas muitos naufragam neste “teste do muito”. Muitos se desviam da fé por amar ao dinheiro e trazem para si muitos males. Mesmo que alcancemos tesouros nesta terra, que de fato, e em verdade, o nosso tesouro seja o celestial. O nosso coração não pode deificar bens, propriedades ou pessoas. Eclesiastes, que foi escrito por Salomão, afirma que tudo é vaidade. Só podemos usufruir do sentimento de plenitude em Deus e não nos bens e pessoas desta terra. Depois de inquirir sobre a existência em Eclesiastes, Salomão chega à seguinte conclusão:

“ De tudo o que se tem ouvido, o fim é: Teme a Deus, e guarda os seus mandamentos; porque isto é o dever de todo o homem. Porque Deus há de trazer a juízo toda a obra, e até tudo o que está encoberto, quer seja bom, quer seja mau.” Eclesiastes 12: 13 e 14.

(O autor do artigo é o Pr. Eber Jamil, dono do blog).

PREGANDO AOS SAMARITANOS.

A SAMARITANA

Creio que a inimizade entre judeus e samaritanos nos tempos bíblicos seja, em boa parte, o reflexo do pecado de Israel. Os samaritanos foram fruto da divisão ocorrida no reino de Israel. Foi o produto duma mistura de raças, levado a efeito pelo rei da Assíria, Sargão II, que ao conquistar o Reino do Norte (chamado de Israel) em 722 a.C. levou o povo de Israel para o cativeiro. Os demais que ficaram na terra foram misturados com outros povos, pois o Rei estrategicamente enviou-os para a região a fim de enfraquecer a identidade do povo de Israel (2 Rs 17:24). Esses povos de descendência mista acabaram sendo chamados de Samaritanos. O preconceito e a inimizade ficaram latentes entre esses povos. Quando Neemias retornou a Jerusalém para reconstruir os muros da cidade, os samaritanos tentaram de diversas formas impedir a sua reconstrução.

Flávio Josefo conta que no período interbíblico (entre os dois Testamentos), os samaritanos invadiram o templo de Jerusalém e jogaram ossos, cometendo um tremendo ato de sacrilégio na perspectiva dos judeus. Como vingança, os judeus passaram proferir maldições com as mãos direcionadas à região dos samaritanos.

Nos tempos de Jesus havia uma ambiência hostil entre os dois povos. Entretanto, Jesus quebrou a barreira de inimizade passando por Samaria durante seu ministério. Pediu ajuda a uma samaritana e conversou com ela (Jo 4); ficou dois dias em Samaria ganhando seguidores; criou e contou a parábola do “bom samaritano” (Lc 10:30); curou dez leprosos, sendo que um deles era samaritano (Lc 17:12-18); repreendeu a Tiago e João, que queriam pedir fogo do céu para queimar os samaritanos (Lc 9:51-56). Ao fazer a promessa do derramamento do Espírito, Jesus diz que a Igreja receberia poder para testemunhar também em Samaria (At 1:8). Era o último lugar que o judeu gostaria de ir, mas Jesus incluiu os samaritanos na missão da Igreja. No começo do cristianismo muitos samaritanos foram convertidos pelo ministério de Felipe (At 8:4-25).

Quem para nós é como um samaritano? Temos pregado para eles? Para quem desejamos o fogo divino e não o perdão divino? Desejamos sobre eles a benção de Deus? Ou o juízo? O poder o Espírito é também poder para perdoar os desafetos. Somos embaixadores da reconciliação, e Deus quer a reconciliação com Ele e com o próximo também. Façamos um exame pessoal e vejamos quem é para nós como samaritanos. Quem são eles para nós? O desejo de Deus é que alcancemos também a Samaria. Vençamos a hostilidade, a inimizade e alcancemos o campo missionário que, muitas vezes, está inalcançável por causa da nossa hostilidade e porfia. “Mas recebereis a virtude do Espírito Santo, que há de vir sobre vós; e ser-me-eis testemunhas, tanto em (…) Samaria, como até aos confins da terra”.

(O autor do artigo é o Pr. Eber Jamil, dono do blog).

VIVA O HOJE, CONSTRUA O AMANHÃ E NÃO DESPREZE O PASSADO.

idosos-mulher-jovem-idoso-pessoas-ler-41865

             Na ânsia trazida pela virada do ano muitas vezes desprezamos as coisas passadas como elas se tornassem obsoletas. Será? A vida que estamos vivendo é o resultado daquilo que vivenciamos. Sei que o passado não pode ser mudado. Porém, devemos encará-lo como uma base para alcançarmos o futuro. O dia de hoje em muito é resultado do nosso passado. Sei também que não devemos viver do passado, matando o hoje e comprometendo o futuro. Devemos deixar as coisas que para trás ficam e avançar para as coisas que estão diante de nós. Entretanto, avançamos, por causa daquilo que passou. Só avançamos porque antes estávamos em algum ponto. O que se passou é o ponto de partida para novas conquistas. A conquista do hoje é possível por causa do trabalho feito anteriormente.

          Qual deve ser a nossa postura acerca do passado? Saudosismo? Idolatria? Não. Creio que devemos extrair as lições, que com o tempo vão se renovando. Hoje posso analisar um fato ocorrido de uma forma, mas amanhã de outra. O passado sofre reinterpretações e aplicações em diferentes épocas de nossa vida. Não me refiro as Escrituras Sagradas que trazem verdades absolutas, tendo a sua aplicação sempre renovada em nós. Escrevo sobre as nossas experiências que passam por mutações em nossas almas. As mágoas do passado podem se tornar em atitudes de misericórdia. As perdas podem se tornar em grandes descobertas de nós mesmos. Os traumas podem se tornar em marcas de sabedoria. O passado não deve ser venerado, porém só temos o presente e o futuro à frente porque existe um passado. Então não despreze o passado, aprenda com ele. As lições do professor de história, os registros dos livros antigos, as descobertas arqueológicas, os acervos dos museus, os “causos” dos anciãos, registram o caminho que percorremos até aqui, nos ajudando na compreensão do hoje e na construção do amanhã. Sei que com certeza o novo virá, novas conquistas e novas realizações acontecerão, e que no mergulhar do novo ano as experiências e lições do passado moldarão o nosso modo de enxergar este novo tempo. Viva o hoje, construa o amanhã e não despreze o passado.

(O autor do artigo é o Pr. Eber Jamil, dono do blog).

O QUE É RELIGIÃO?

religiãoII O homem é um ser religioso por natureza. Deus já o fez assim, e aonde quer que se encontrem seres humanos, encontram-se vestígios de religião. A palavra religião vem do latim religare e, na sua essência, significa “ligar-se novamente”; por isso, em si mesma já transmite a idéia de que o homem está separado.

Citarei a definição de Langston em seu livro: Esboço de Teologia Sistemática:

“A religião é a vida do homem nas suas relações sobre humanas, isto é, a vida do homem em relação ao Poder que o criou, à autoridade Suprema acima dele, e ao Ser invisível com que o homem é capaz de ter comunhão.

A religião é sempre a vida do homem como um ser dependente de um poder, responsável para com uma autoridade e adaptável a uma comunhão íntima com uma realidade invisível. Esta definição exclui a idéia que prevalece, de que a religião é um corpo de doutrinas. Quem assim define a religião confunde-a com a teologia, confusão que, se não justifica, não tem razão de ser: religião é vida; teologia é doutrina. E, como já dissemos, a religião precede a teologia. Ambas são distintas embora estejam intimamente ligadas.”

Geralmente as pessoas procuram na religião a resposta a certas perguntas do tipo: Por que existe o mundo? Quem criou o universo? Para que nascemos? Existe vida depois da morte? A religião é um meio da pessoa se relacionar com as coisas espirituais que não se vêem. Alguns sentem medo, outras vezes experimentam amor, adoração, emoção com algo invisível. As religiões também possuem princípios para uma vida melhor: solidariedade, amor ao próximo e outros.

Uma religião para ser denominada assim precisa ter antiguidade. Não pode ser um grupo emergente. O emergente é o que denominamos de seita, que geralmente surge como uma facção de uma Religião reconhecida como tal. A Religião precisa também de doutrina própria. O seu credo ou confissão de fé já está estabelecido e têm características próprias, distintas das demais. E por fim a Religião tem ortodoxia, ou seja, uma doutrina de consenso, considerada verdadeira entre os seus pares. Quando uma doutrina é contrária a ortodoxia da Religião é chamada de heresia, ou heterodoxia. Se um grupo se formar em torno da heresia torna-se uma seita, ou facção de tal Religião.

Há inúmeras religiões, mas Jesus disse que Ele é o único caminho para se chegar a Deus. Jesus é o caminho, a verdade e a vida (João 14:6). As religiões são tentativas humanas de se religar com Deus, porém Jesus é o único Mediador entre Deus é o Homem (1 Timóteo 2:5). Deus religa o homem a Ele através de Jesus somente. Jesus é maior que a religião!

(O texto é uma compilação de fontes diversas).

RETRATAÇÃO DE DAVI.

 

testeira_casadavi

Nos últimos dias divulgaram-se vídeos da retratação de Davi Silva ligado ao ministério casa de Davi. Confesso que antes não conhecia o ministério, somente alguns louvores, que tinha ouvido, sem saber o grupo que entoava. Davi Silva reconhece que contou alguns testemunhos mentirosos, inclusive que havia sido curado de síndrome de Down. A sua confissão tornou-se um dos vídeos mais vistos no youtube.

O nome dele é significativo, a sua retratação, e o fato dele participar do ministério casa de Davi, fez-me, obviamente me lembrar do Rei Davi e sua confissão nos Salmos 32 e 51. Um peso enorme se abate naquele que encara as conseqüências do seu pecado. Entretanto, a tristeza cede à alegria no coração do penitente arrependido. Todo aquele que é “esmagado” pelo peso do seu próprio pecado, e que confessa e deixa, receberá da parte do Senhor o alívio e a restauração. “Quem não tem pecado  atire a primeira pedra”. É tempo de orar e vigiar para que não entremos na tentação.

Se você quer saber mais sobre o assunto. Veja no blog da casa de Davi.

http://casadedavi.wordpress.com/retratacao-davi-silva/

CEM POR CENTO TRIGO.

8346trigo Uma das cartas do Novo testamento que mais geraram controvérsias foi a epístola de Tiago. Um dos críticos mais ferrenhos desta carta foi Martinho Lutero. Ele a considerava inspirada por Deus, parte do cânon sagrado, mas a tratava como uma carta inferior às outras. Chegou chamá-la de “epístola de palha”.

Em seu ardor e zelo pela redescoberta da doutrina da justificação pela fé, Lutero combateu a epístola de Tiago como se esta pregasse a justificação pelas obras.

Entretanto, não é nada disso! Tiago escreveu sobre a necessidade de se viver uma fé coerente. Escreveu sobre o dever de uma fé verdadeira gerar frutos, pois “…a fé sem obras é morta” (Tiago 2:17). Ele mesmo perguntou: “Meus irmãos, qual é o proveito se alguém disser que tem fé, mas não tiver obras?” (Tiago 2:14).

O que Tiago fez foi esclarecer a doutrina da justificação pela fé dizendo que o possuidor da fé em Cristo manifestará em sua vida frutos que nascem desta fé. Mostrando assim que de fato nasceu de novo, como foram os casos de Abraão e Raabe (Tiago 2:20-26).

A epístola de Tiago não é, e nunca será “epístola de palha”, mas é cem por cento trigo, alimento puro vindo de Deus para seu povo.

(O autor do artigo é o Pr. Eber Jamil, dono do blog).