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O QUE O PROFETA PRECISA?

ezequiel

Leia:  Ez  2:1-3:10.

Amo falar e escrever sobre os chamados na Bíblia. Temos muitos na Bíblia como o de Moisés, Gideão, Jeremias, Paulo e muito mais. Quero me debruçar neste pequeno artigo sobre o chamado de Ezequiel. Nesse chamado vejo algumas características que o profeta precisa ter. Vejamos algumas características em forma de esboço:

I) O PROFETA PRECISA DE REVESTIMENTO DE PODER.

2: 2 Então entrou em mim o Espírito, quando ele falava comigo, e me pôs em pé, e ouvi o que me falava.

O profeta estava prostrado por causa da visão anterior que tinha tido. Deus mandou que ele ficasse de pé e o capacitou a fazê-lo pelo Espírito Santo. O profeta precisa de revestimento do poder de Deus para fazer a obra de Deus de forma adequada e valente.

II) O PROFETA NÃO PODE SER VENCIDO PELO MEDO.

2: 6 E tu, ó filho do homem, não os temas, nem temas as suas palavras; ainda que estejam contigo sarças e espinhos, e tu habites entre escorpiões, não temas as suas palavras, nem te assustes com os seus semblantes, porque são casa rebelde.

O profeta não pode se acovardar. Precisa ter força e coragem. As palavras a Ezequiel lembram as palavras de Paulo a Timóteo que disse para ele desenvolver o dom que havia nele sem receios.

III) O PROFETA PRECISA SER FIEL PORTA-VOZ DA PALAVRA DE DEUS INDEPENDEMENTE DA REAÇÃO DOS OUVINTES.

2:7 Mas tu lhes dirás as minhas palavras, quer ouçam quer deixem de ouvir, pois são rebeldes.

O profeta é responsável pela transmissão da palavra de Deus e deve fazê-lo fielmente sem falsificações. Não pode buscar aprovação dos ouvintes e sim de Deus. Deve preocupar-se em transmitir a palavra fielmente.

IV) O PROFETA PRECISA SER DIFERENTE DOS OUVINTES.

2. 8 Mas tu, ó filho do homem, ouve o que eu te falo, não sejas rebelde como a casa rebelde; abre a tua boca, e come o que eu te dou.

Ezequiel não podia ser rebelde como o povo era. O profeta precisa ser sal da terra e luz do mundo, ou seja, fazer a diferença e ser diferente. O profeta deve ser um referencial para o povo.

V) O PROFETA ANTES DE FALAR PRECISA SE ALIMENTAR DA PALAVRA DE DEUS.

3. 1 DEPOIS me disse: Filho do homem, come o que achares; come este rolo, e vai, fala à casa de Israel.

O profeta para falar a Palavra de Deus precisa receber primeiro. Aqui Ezequiel se alimentou primeiro do rolo, que representa a Palavra de Deus, para poder proclamar a Palavra. O profeta precisa meditar e se alimentar da palavra para si primeiro para depois proclamá-la.

VI) O PROFETA PRECISA ENCHER SEU INTERIOR E VIDA DA PALAVRA DE DEUS.

3.3 E disse-me: Filho do homem, dá de comer ao teu ventre, e enche as tuas entranhas deste rolo que eu te dou. Então o comi, e era na minha boca doce como o mel.

A Palavra precisa envolver todo o interior do profeta de tal forma que ele viva a Palavra que prega. Mesmo que a Palavra que ele pregue seja dura o viver e o pregar para o profeta será doce.

VII) O PROFETA PRECISA SER RESISTENTE COMO UMA PEDRA DIANTE DA OPOSIÇÃO.

3.8 E 9 – Eis que fiz duro o teu rosto contra os seus rostos, e forte a tua fronte contra a sua fronte. Fiz como diamante a tua fronte, mais forte do que a pederneira; não os temas, pois, nem te assombres com os seus rostos, porque são casa rebelde.

O profeta de Deus precisa ser firme. Sempre haverá oposição, mas ele tem que resistir. Não deve ser grosseiro ou indelicado, mas firme quanto às posições essenciais do Evangelho.

O profeta no Novo testamento é aquele que profere a Palavra de Deus ou um discurso inspirado por Deus. Muitas vezes será necessário proclamar a Palavra, quando assim for, lembre-se do exemplo de Ezequiel. Deus te abençoe!

(O autor do artigo é o Pr. Eber Jamil, dono do blog).

A BARBA DO PASTOR.

barba

O texto abaixo é de autoria desconhecida por mim. Recebi um email com essa história do Pr. Eduardo Macedo Colaço. Gostei da história e de sua aplicação por isto coloquei no blog. O texto é assim:

Cansado de ver seus sermões caírem no vazio, um pastor resolveu dar uma lição inesquecível aos seus ouvintes.

Num dos cultos semanais mais concorridos, ele subiu ao púlpito com seu aparelho de barbear, bacia, água, espuma, caneca, espelho e toalha.

Nem sequer cumprimentou a igreja e, tranqüilamente, colocou água na bacia, testou a temperatura, ajeitou o espelho, pegou uma caneca, fez espuma, passou na cara, e começou a se barbear.

Gastou vários minutos nisso, que pareceram uma eternidade para os presentes.

Ao final, quando todos esperavam que o pastor fosse fazer um desfecho maravilhoso, fosse lhes apontar o "moral da história", ele simplesmente enxugou o rosto com a toalha, encerrou o culto e despediu o povo de volta para as suas casas.

Aquela semana foi atípica.

O povo comentou o fato todos os dias, tentado adivinhar o significado de tudo aquilo:

“Que mensagem ele quer nos passar?”

“Qual é o simbolismo espiritual da água, do sabão, do barbear-se?”

Dias depois, quando ele subiu novamente àquele púlpito, a igreja estava cheia. O pastor olhou para a congregação e disse-lhes:

Sei que vocês querem saber o significado do que fiz aqui neste púlpito na semana passada. Bem, eu vou lhes dizer: não há significado algum! Nenhum simbolismo. Nenhum desfecho maravilhoso. Nenhuma mensagem. Nenhum "moral da história".  No entanto, se podemos tirar alguma lição disto tudo, é a seguinte: Há anos eu venho apresentando para vocês a mensagem bíblica, mas não tenho visto nenhuma mudança em suas vidas. Minhas mensagens têm caído no esquecimento, tão logo vocês saem do templo. Eu gostaria que vocês comentassem meus sermões durante a semana, do mesmo modo que se dispuseram a comentar o meu barbear nestes últimos dias, ou será que a minha barba é mais importante para vocês que a Palavra de Deus?

Como disse Rick Warren, o fato de se estar em uma garagem, não faz de você um carro.

O fato de você estar constantemente na igreja, não faz de você um cristão.

A bíblia diz que a fé vem pelo ouvir e ouvir a Palavra de Deus.

O que você faz com aquilo que você ouve da parte de Deus?

Somente as Palavras guardadas em teu coração pode fazer você não pecar.

A Palavra de Deus é nosso maior alimento e deve ser o motivo de nossas conversas durante a semana.

Somente fica gravado em nossa mente aquilo que repetimos algumas vezes.

Aprecie a Palavra de Deus e faça uso dela em sua vida diária, em vez de passar seus dias comentando aquilo que não edifica.

Desconheço o Autor

A LIDERANÇA NECESSÁRIA NOS DIAS DE HOJE.

diasdehoje

A segunda epístola de Paulo a Timóteo é cheia de recomendações ao pastor Timóteo e mostra profeticamente tempos angustiosos que nós estamos vivendo. O tempo que Paulo profetiza seria “trabalhoso”, "desagradável", "árduo", "malévolo", "difícil de levar" e a dor deste tempo, cada vez mais, se intensifica nos nossos dias. Portanto para falar sobre a liderança neste tempo, esta epístola é pertinente e atual. Busquei os princípios encontrados nesta epístola e apliquei como recomendações para a Liderança.

1) O Líder precisa de uma fé sincera (2 Tm 1.5).

“pela recordação que guardo de tua fé sem fingimento, a mesma que, primeiramente, habitou em tua avó Lóide e em tua mãe Eunice, e estou certo de que também, em ti.”

Ao contrário dos homens que têm somente uma aparência de piedade, o líder precisa de uma fé sem hipocrisia, sem máscara. Autenticidade é uma palavra chave para a liderança neste tempo.

2) O Líder precisa de coragem para desenvolver o dom, que Deus concedeu, diante da oposição enfrentada (2 Tm 1.6 e 7).

“ Por esta razão, pois, te admoesto que reavives o dom de Deus que há em ti pela imposição das minhas mãos. Porque Deus não nos tem dado espírito de covardia, mas de poder, de amor e de moderação.

Os tempos trabalhosos não podem nos fazer retroceder quanto ao desenvolvimento do dom recebido de Deus. Precisamos da coragem para enfrentar as oposições usando plenamente a capacidade que o Senhor nos outorgou. O líder precisa nadar prá gente e avante.

3) O Líder precisa ser solidário (2 Tm 1.8).

“Não te envergonhes, portanto, do testemunho de nosso Senhor, nem do seu encarcerado, que sou eu; pelo contrário, participa comigo dos sofrimentos, a favor do evangelho, segundo o poder de Deus”.

Paulo pede a Timóteo sua participação nos sofrimentos dele. Paulo, em sua aflição, sentia falta dos seus companheiros. O Líder precisa ser alguém empático, que saiba apoiar outros em suas aflições e ser participante das aflições inerentes ao ministério, sem envergonhar-se do testemunho do nosso Senhor.

4) O Líder precisa perseverar na sã doutrina (2 Tm 1.13).

Mantém o padrão das sãs palavras que de mim ouviste com fé e com o amor que está em Cristo Jesus”.

No meio desta babel religiosa devemos nos manter na sã doutrina que recebemos de homens e mulheres de Deus. Os falsos mestres penetravam nos lares dos crentes tentando dissuadi-los da sã doutrina. Cabe a liderança manter-se no padrão da Palavra de Deus.

5) O Líder precisa fortificar-se em Deus (2 Tm 2.1)

“Tu, pois, filho meu, fortifica-te na graça que está em Cristo Jesus”.

Aqueles que receberam o dom da liderança por meio de Cristo devem se fortificar na Graça que há em Jesus. O amor incondicional de Deus por nós é a fonte que precisamos para suportar, enfrentar e perseverar em tempos de crise.

6) O Líder precisa fazer discípulos (2 Tm 2.2)

“E o que de minha parte ouviste através de muitas testemunhas, isso mesmo transmite a homens fiéis e também idôneos para instruir a outros”.

O papel do líder cristão é fazer com que a obra de Deus cresça com qualidade. Portanto, como ele um dia recebeu de mestres, ele deve passar a outros, que por sua vez, passarão a outros. É seguir o exemplo de Jesus que escolheu, inicialmente, doze para divulgar a sua mensagem.

7) O Líder precisa enfrentar as demandas da liderança como um soldado, atleta e lavrador sabendo que será recompensado (2 Tm 2.3-7).

“Participa dos meus sofrimentos como bom soldado de Cristo Jesus. Nenhum soldado em serviço se envolve em negócios desta vida, porque o seu objetivo é satisfazer àquele que o arregimentou. Igualmente, o atleta não é coroado se não lutar segundo as normas. O lavrador que trabalha deve ser o primeiro a participar dos frutos. Pondera o que acabo de dizer, porque o Senhor te dará compreensão em todas as coisas.”

Como soldado deveria suportar as dificuldades, evitar os embaraços da vida civil e desejar agradar a quem o chamou – Deus. Como atleta deveria obedecer a regra da competição, para depois ser coroado. Como lavrador deveria labutar e depois receber como recompensa os primeiros frutos da colheita. Cada uma destas analogias convoca Timóteo a participar do sofrimento de Paulo e fala sobre o prêmio escatológico que ele receberia.

8) O líder precisa ter Jesus Cristo como inspiração e exemplo de constância (2 Tm 2.8-13).

Lembra-te de Jesus Cristo, ressuscitado de entre os mortos, descendente de Davi, segundo o meu evangelho; pelo qual estou sofrendo até algemas, como malfeitor; contudo, a palavra de Deus não está algemada. Por esta razão, tudo suporto por causa dos eleitos, para que também eles obtenham a salvação que está em Cristo Jesus, com eterna glória. Fiel é esta palavra: Se já morremos com ele, também viveremos com ele; se perseveramos, também com ele reinaremos; se o negamos, ele, por sua vez, nos negará; se somos infiéis, ele permanece fiel, pois de maneira nenhuma pode negar-se a si mesmo.”

A imutabilidade de Cristo dá base para firmeza e constância do líder. Cristo deve ser a referência sempre presente em nossa liderança. Paulo estava suportando ser prisioneiro e tratado como malfeitor, porque Cristo assim suportou. Como Cristo triunfou, assim o líder triunfará: vivendo, perseverando, morrendo e depois reinando com Cristo.

9) O líder precisa manejar bem a Palavra da verdade (2 Tm 2. 14 e 15).

Recomenda estas coisas. Dá testemunho solene a todos perante Deus, para que evitem contendas de palavras que para nada aproveitam, exceto para a subversão dos ouvintes. Procura apresentar-te a Deus aprovado, como obreiro que não tem de que se envergonhar, que maneja bem a palavra da verdade.”

O líder não deve perder tempo com questões tolas e vãs, porém deve se aprimorar no conhecimento da verdade que a Palavra de Deus revela. Neste tempo difícil, a verdade da Palavra de Deus deve ser conhecida e divulgada por todos os líderes.

10) O líder deve evitar vãs disputas e controvérsias insensatas (2 Tm 2.16 – 18).

“Evita, igualmente, os falatórios inúteis e profanos, pois os que deles usam passarão a impiedade ainda maior. Além disso, a linguagem deles corrói como câncer; entre os quais se incluem Himeneu e Fileto. Estes se desviaram da verdade, asseverando que a ressurreição já se realizou, e estão pervertendo a fé a alguns.”

Tal advertência nos faz lembrar o alerta paulino: "As más conversações corrompem os bons costumes" (1 Co 15:33). Ainda que encontremos traduções que tragam a expressão "más companhias" em lugar de "más conversações", a idéia principal persiste: a comunicação verbal oriundas de companhias não recomendadas pode trazer sérios prejuízos aos nossos costumes e padrões morais, podendo perverter mesmo um excelente caráter. O líder não deve se ocupar com conversas que não trazem nenhum proveito. Himineu e Fileto estavam provavelmente ensinado que a ressurreição era apenas alegórica ou espiritual.

11) O líder deve evitar discussões inúteis que geram contendas, antes ele deve ser manso e apto para ensinar (2 Tm 2.23-26).

“E repele as questões insensatas e absurdas, pois sabes que só engendram contendas. Ora, é necessário que o servo do Senhor não viva a contender, e sim deve ser brando para com todos, apto para instruir, paciente, disciplinando com mansidão os que se opõem, na expectativa de que Deus lhes conceda não só o arrependimento para conhecerem plenamente a verdade, mas também o retorno à sensatez, livrando-se eles dos laços do diabo, tendo sido feitos cativos por ele para cumprirem a sua vontade.”

Coloquei estes pontos juntos, pois eles são parecidos, com pequenas diferenças. Aqui Paulo orienta que o controverso deve ser ganho com mansidão evitando as discórdias, ou brigas. A correção terna e paciente visa restaurar o indivíduo conduzindo-o ao arrependimento; ao reconhecimento da verdade, por conseguinte, a sensatez e à libertação das armadilhas de satanás.

12) O líder deve buscar a santificação (2 Tm 2.19 e 21).

“Entretanto, o firme fundamento de Deus permanece, tendo este selo: O Senhor conhece os que lhe pertencem. E mais: Aparte-se da injustiça todo aquele que professa o nome do Senhor. Ora, numa grande casa não há somente utensílios de ouro e de prata; há também de madeira e de barro. Alguns, para honra; outros, porém, para desonra. Assim, pois, se alguém a si mesmo se purificar destes erros, será utensílio para honra, santificado e útil ao seu possuidor, estando preparado para toda boa obra.”

O líder deve ser ortodoxo, porém a ortodoxia deve ser acompanhada da busca da santificação. O pecado deve ser abandonado. O líder cristão dever ser vaso de honra.

13) O líder deve fugir das paixões carnais e apegar-se a justiça, fé, amor e paz tendo um coração puro (2 Tm 2.22).

“Foge, outrossim, das paixões da mocidade. Segue a justiça, a fé, o amor e a paz com os que, de coração puro, invocam o Senhor.”

As paixões carnais e avassaladoras têm derrubado muitos líderes. As paixões por questões irrelevantes também devem ser evitadas. O cristão foge da tentação mantendo-se afastado de tudo aquilo que o prejudica, seguindo o que é proveitoso e buscando a companhia de pessoas espirituais.

14) O líder precisa observar os caminhos trilhados pelos bons líderes antes de nós (2 Tm 3.10 e 11).

“Tu, porém, tens seguido, de perto, o meu ensino, procedimento, propósito, fé, longanimidade, amor, perseverança, as minhas perseguições e os meus sofrimentos, quais me aconteceram em Antioquia, Icônio e Listra, —que variadas perseguições tenho suportado! De todas, entretanto, me livrou o Senhor”.

Aqui o experiente líder fala para o líder mais jovem, que seus caminhos são conhecidos por ele. Quantas lideranças novas se esquecem de observar de perto os líderes mais experientes e por isto cometem erros. As boas lideranças deixam rastos, que devem ser observados por nós, e isto nos trará um bom aprendizado.

15) O líder deve pregar a palavra pura em todos os momentos, mesmo quando encontrar ouvintes com comichões nos ouvidos, que buscam palavras satisfatórias aos seus desejos carnais (2 Tm 4.1-4).

“Conjuro-te, perante Deus e Cristo Jesus, que há de julgar vivos e mortos, pela sua manifestação e pelo seu reino: prega a palavra, insta, quer seja oportuno, quer não, corrige, repreende, exorta com toda a longanimidade e doutrina. Pois haverá tempo em que não suportarão a sã doutrina; pelo contrário, cercar-se-ão de mestres segundo as suas próprias cobiças, como que sentindo coceira nos ouvidos; e se recusarão a dar ouvidos à verdade, entregando-se às fábulas”.

Paulo estava preste a morrer e tinha ciência disto e aqui estava dando as incumbências finais a Timóteo. Ele faz um juramento solene convocando a Timóteo pregar a Palavra a tempo e fora de tempo. A palavra deveria ser pregada em tempo oportuno ou não. Ele descreve pessoas que não mais se alegravam ao ouvir o ensino salutar das Escrituras, mas que andavam em busca de vários mestres que lhes apresentassem novidades, ainda que falsas. Porém o líder não deve se abster de pregar a palavra de Deus diante de um auditório adverso.

16) O líder deve fazer a obra de um evangelista e cumprir seu ministério (2 Tm 4.5).

“Tu, porém, sê sóbrio em todas as coisas, suporta as aflições, faze o trabalho de um evangelista, cumpre cabalmente o teu ministério.”

Nem todo o líder é um evangelista, porém deve fazer a obra de um evangelista. Muitos crentes repetem uma frase: ovelha gera ovelha. Dizendo assim que o rebanho espiritual deve buscar ganhar outras ovelhas, e assim deve ser feito. Porém, o pastor espiritual é uma ovelha do supremo pastor que é Jesus, portanto também deve gerar ovelhas. Todo líder deve evangelizar. Evangelizar é a missão de todos os nascidos de novo.

Paulo começa falando para Timóteo despertar o dom que havia nele, e concluiu que ele deveria cumprir cabalmente o seu ministério. Todo o líder deve chegar no final de carreira como Paulo em 2 Tm 4.7: Combati o bom combate, completei a carreira, guardei a fé.

A segunda epístola de Paulo a Timóteo é a sua última epístola. É a epístola de um pastor preparando seu sucessor. Paulo tem uma antevisão do futuro da Igreja nesta epístola e o que ela enfrentaria, principalmente, internamente. Portanto julguei pertinente tratar o tema deste tema: a liderança necessária para os dias de hoje, com tal magnânima epístola. Espero que os princípios aqui depreendidos sejam praticados por todos.

(O autor do estudo é o Pr. Eber Jamil, dono do blog).

PREGANDO AOS SAMARITANOS.

A SAMARITANA

Creio que a inimizade entre judeus e samaritanos nos tempos bíblicos seja, em boa parte, o reflexo do pecado de Israel. Os samaritanos foram fruto da divisão ocorrida no reino de Israel. Foi o produto duma mistura de raças, levado a efeito pelo rei da Assíria, Sargão II, que ao conquistar o Reino do Norte (chamado de Israel) em 722 a.C. levou o povo de Israel para o cativeiro. Os demais que ficaram na terra foram misturados com outros povos, pois o Rei estrategicamente enviou-os para a região a fim de enfraquecer a identidade do povo de Israel (2 Rs 17:24). Esses povos de descendência mista acabaram sendo chamados de Samaritanos. O preconceito e a inimizade ficaram latentes entre esses povos. Quando Neemias retornou a Jerusalém para reconstruir os muros da cidade, os samaritanos tentaram de diversas formas impedir a sua reconstrução.

Flávio Josefo conta que no período interbíblico (entre os dois Testamentos), os samaritanos invadiram o templo de Jerusalém e jogaram ossos, cometendo um tremendo ato de sacrilégio na perspectiva dos judeus. Como vingança, os judeus passaram proferir maldições com as mãos direcionadas à região dos samaritanos.

Nos tempos de Jesus havia uma ambiência hostil entre os dois povos. Entretanto, Jesus quebrou a barreira de inimizade passando por Samaria durante seu ministério. Pediu ajuda a uma samaritana e conversou com ela (Jo 4); ficou dois dias em Samaria ganhando seguidores; criou e contou a parábola do “bom samaritano” (Lc 10:30); curou dez leprosos, sendo que um deles era samaritano (Lc 17:12-18); repreendeu a Tiago e João, que queriam pedir fogo do céu para queimar os samaritanos (Lc 9:51-56). Ao fazer a promessa do derramamento do Espírito, Jesus diz que a Igreja receberia poder para testemunhar também em Samaria (At 1:8). Era o último lugar que o judeu gostaria de ir, mas Jesus incluiu os samaritanos na missão da Igreja. No começo do cristianismo muitos samaritanos foram convertidos pelo ministério de Felipe (At 8:4-25).

Quem para nós é como um samaritano? Temos pregado para eles? Para quem desejamos o fogo divino e não o perdão divino? Desejamos sobre eles a benção de Deus? Ou o juízo? O poder o Espírito é também poder para perdoar os desafetos. Somos embaixadores da reconciliação, e Deus quer a reconciliação com Ele e com o próximo também. Façamos um exame pessoal e vejamos quem é para nós como samaritanos. Quem são eles para nós? O desejo de Deus é que alcancemos também a Samaria. Vençamos a hostilidade, a inimizade e alcancemos o campo missionário que, muitas vezes, está inalcançável por causa da nossa hostilidade e porfia. “Mas recebereis a virtude do Espírito Santo, que há de vir sobre vós; e ser-me-eis testemunhas, tanto em (…) Samaria, como até aos confins da terra”.

(O autor do artigo é o Pr. Eber Jamil, dono do blog).

METÁFORAS DA IGREJA.

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A palavra Igreja levanta sentimentos mistos, normalmente ocorrem polarizações quando ela é o assunto: uns amam, outros sentem aversão. Ao mesmo tempo em que a Igreja Evangélica Brasileira cresce, o número dos que não querem pisar em um templo também cresce. Por esta razão, convém, olharmos para algumas metáforas bíblicas acerca da Igreja, para discernimos melhor sua relação com Deus, sua relação consigo mesma e com a sociedade.

1 – Rebanho (I Pe 5:2).

Segundo Isaías 53:6 todos nós éramos como ovelhas desgarradas e cada um se desviava pelo seu próprio caminho. Éramos desconjuntados, desagregados e desviados do Criador. Entretanto, os que creram em Cristo foram reunidos, ajuntados, formando um rebanho sob o pastoreio do próprio Deus. Somos o rebanho de Deus e Jesus é o nosso Sumo Pastor.

A figura da ovelha mostra a docilidade e a amabilidade dessas ovelhas que pertencem ao rebanho de Deus. A ovelha é conduzida pelo Pastor, o pastor, por sua vez, protege, conduz, conhece e dá a vida pela ovelha.

Muitos membros da Igreja parecem ser comportar como bodes, dando cabeçadas, chifradas uns nos outros. Será que entendemos a metáfora do rebanho?

2 – Corpo (1 Co 12:27).

Esta metáfora é muito citada entre nós – somos o corpo de Cristo. Indica a unidade que existe entre os membros. Os membros são diferentes, cada um tem o seu papel, mas formam um corpo, uma unidade. Há a unidade de ação: quando alguém se abaixa para pegar uma caneta no chão, por exemplo, várias partes do corpo se movimentam para conseguir tal feito. Há também harmonia. Se houvesse uma desproporcionalidade entre os membros, ou um membro ferisse o outro, seria necessário encaminhar tal pessoa para um tratamento médico. Cada membro tem uma função no corpo e o comando pertence à cabeça, que no caso da Igreja, é Cristo.

Será que estamos vivendo como corpo de Cristo?

3 – Edifício (I Co 3:9-17).

Paulo usa a metáfora de uma edificação para falar da Igreja. Ele afirma que ela tem um único fundamento que é Cristo e que não se deve, de maneira nenhuma, colocar outro tipo de fundamento. Paulo também fala que a edificação da Igreja é realizada por seus próprios membros e por Deus. Devemos observar quais tipos de materiais usamos por cima do alicerce. Se usarmos madeira, palha ou feno teremos nossas obras queimadas e destruídas no Tribunal de Cristo. Se usarmos ouro ou pedras preciosas nossas obras permanecerão. Temos que vigiar, e muito, a forma como edificamos a Igreja do Senhor. Somos pedras vivas, como diz Pedro, (1 Pe 2:5) desse edifício espiritual. Participamos da construção da Grande Catedral Espiritual de Deus.

4) Coluna (I Tm 3:15).

A Igreja é a coluna da verdade, sustentáculo da verdade neste mundo relativista. A cada dia mais, o mundo descamba para o relativismo ético e moral. Jesus é a verdade. A Palavra de Deus é a verdade. Cabe à Igreja do Senhor ser um arauto proclamador da verdade do Senhor aqui na Terra. Deus usa a Igreja com um “front” da verdade na terra. Quando o mundo afirma que tudo é relativo, a Igreja afirma que Jesus é a verdade e que a Palavra de Deus é a verdade absoluta.

5) Noiva (Ap. 19.7; Ef. 5:23-27).

A Igreja é a Noiva de Jesus, sua futura esposa. O noivado nos tempos de Maria e José era um compromisso que somente poderia ser quebrado com o divórcio. Portanto, a figura da Igreja como uma noiva mostra o compromisso que devemos ter com Jesus. Compromisso com a pureza, pois a noiva se resguarda para o casamento, sendo fiel ao compromisso que tem com o noivo. Pureza, Santificação, Fidelidade, são atributos que a Noiva de Cristo (Igreja) deve ter.

6) Família (Ef.2:19).

A Igreja é a Família de Deus. Tal figura mostra o caráter acolhedor, aconchegante da Igreja. Os órfãos existenciais, os filhos pródigos, as criaturas de Deus, que estão afastados do Criador, encontram em Cristo o meio de aproximação a Deus de tal forma que passam a fazer parte da família de Deus. Recuperam a semelhança com Pai (Deus), desfrutam do amor d’Ele e tornam-se co-herdeiros com Cristo.

Você já é membro da família de Deus? Certa vez Jesus falou que Sua mãe e Seus irmãos são aqueles que fazem a vontade de Deus.

7) Candelabro (Ap. 1:20).

O candelabro é uma luminária. Mostra que a Igreja é a luz do mundo. O candelabro era de ouro batido, mostrando o valor apurado da Igreja. O candelabro também tinha sete hastes, o que indica a permanência dos “sete espíritos” (sete características do Espírito de Deus) na Igreja. O Espírito Santo habita na Igreja e é responsável por espalhar a luz de Deus que é irradiada através da Igreja.

Estas sete figuras mostram o relacionamento de Deus com a Igreja, afinal, a Igreja é o Corpo de Cristo, Sua Noiva e pertence à Sua família. De igual modo, mostram como se compõe a Igreja e como seus membros se relacionam entre si. Estes se edificam (Edifício) uns aos outros, formam um Corpo e são uma família. Aquelas figuras também mostram a relevância da Igreja para com a sociedade, pois Ela é a luz do mundo (candelabro) e sustentáculo (coluna) da verdade na terra.

(O autor do artigo é o Pr. Eber Jamil, dono do blog).

AS BODAS DO FILHO.

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Leia Mateus 22:1-14.

A festa de Bodas registrada por Mateus era dada por um rei para celebrar o casamento do filho. O pai apresentado como “um rei” é Deus Pai.

A festa é relevante porque o principal propósito de Cristo era ilustrar os benefícios plenos do seu evangelho por meio da semelhança com um banquete. Pois, o banquete traz a idéia de comunhão entre os convidados e o Rei, que no caso é Deus, o Criador. Portanto, o convite para participar das Bodas é um convite para adentrar no Reino de Deus e ter comunhão com Ele. Lembra muito o convite de Cristo a Igreja de Laodicéia:

Eis que estou à porta, e bato; se alguém ouvir a minha voz, e abrir a porta, entrarei em sua casa, e com ele cearei, e ele comigo (Ap 3:20).

Observamos que o Rei (Deus) comissiona servos (profetas) para fazer os convites.

No primeiro convite (Mt 22:1-3) os convidados simplesmente “não quiseram vir”. O segundo convite foi mais explícito e urgente (Mt 22:4-7). O jantar estava preparado e tudo estava pronto para a celebração do casamento. E dessa vez a insistente bondade do Rei foi recebida com a atitude de desdém. “Porém eles, não fazendo caso, foram, um para o seu campo, outro para o seu negócio”. Os seus interesses comerciais significam mais para eles do que qualquer dever de estarem presentes a uma festa de casamento, como convidados do rei. Outros foram muito além do desdém, partiram para violência ferindo e matando os servos que tipificam os profetas. Como está no texto: “o restante, apoderando-se dos servos, os maltrataram e mataram”.

O rei ficou indignado. Enviou o seu exército e destruiu aqueles homicidas e incendiou a sua cidade. O aspecto profético dessa parábola foi cumprido na destruição de Jerusalém no ano 70 d.C., quando os exércitos de Tito pilharam e queimaram a cidade (Mt 23:34; Lc 21:20-24).

Estes dois convites tipificam a tentativa do Senhor de atrair a Israel para as Bodas do Filho.

O terceiro convite foi aberto a todos: “bons ou maus”. Em cada camada da sociedade encontram-se duas classes de pessoas que podem ser distinguidas pelo seu caráter moral, o que vale dizer, em linguagem comum, os bons e os maus. No caso os servos não deviam fazer nenhum tipo de pré-seleção, deveriam convidar a todos, quer fossem bons os maus. Tal convite mostra que Deus deseja que todos se salvem, todos tenham comunhão com Ele. Deus não faz acepção de pessoas.

A festa nupcial foi cheia de convidados. E o rei, entrando para ver os convidados, viu ali um homem que não estava trajado com veste de núpcias. O homem sem a veste nupcial parece dizer: “Abrirei o meu próprio caminho para o céu”. Vir à festa sem as vestes era uma marca definitiva de deslealdade. Apesar de ter aparentemente ter aceitado o convite, o convidado sem as vestes de núpcias, frontalmente rejeitou o convite com sua atitude. Desejou participar da festa à sua maneira. Só há um caminho para o Céu, para o reino de Deus – Jesus, e não adianta inventar outro.

As vestes de núpcias representam a justiça de Deus, a justificação que Deus outorga aqueles que crêem em Jesus. O convidado vestido adequadamente como que dizia: “Eu não pertenço a mim mesmo, fui comprado por preço; minha justiça própria é como trapo de imundícia, mas o Senhor é a minha justiça”. Vestir as vestes de núpcias implicava em deixar de lado a vestimenta do pecado e da justiça própria e vestir-se de coração arrependido e da justiça divina.

Os homens que morrerem sem essas vestes jamais poderão participar das “bodas do Cordeiro”, preparada somente para os santos, os pecadores remidos. Para todos que morrem sem Cristo há a condenação para o lugar onde há pranto e ranger de dentes.

Ao concluir a sua parábola, Jesus disse: “Pois muitos são chamados, mas poucos escolhidos” (Mt 20:16;22:14). Os que são chamados e recebem a Jesus tornam-se a sua escolha e fazem parte dos convidados. Os escolhidos de Deus são aqueles que receberam o seu Filho como Salvador e foram justificados por ele.

(O autor do artigo é o Pr. Eber Jamil, dono do blog).

A IGREJA EM BERÉIA

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O cristianismo foi implantado em Beréia na segunda viagem missionária de Paulo. Logo depois de Paulo e Silas saírem secretamente de Tessalônica  para escaparem da perseguição.

Lucas chamou-os de nobres porque receberam os missionários e as palavras proferidas por eles com avidez e receptividade diferentemente de Tessalônica, que recebeu com muita tribulação. Os bereianos liam, ouviam e guardavam a Palavra por isto eram bem-aventurados (Ap 1:3). Examinavam a cada dia as Escrituras e conferiam a doutrina ensinada por Paulo com as Escrituras. O verbo examinar era usado na lei pelos advogados para ver se um processo podia ou não ser sustentado por um tribunal, e assim os Bereianos examinavam as Escrituras para confirmar o que estava sendo ensinado.

A Igreja de Beréia deve ser uma referência nesta época de “Babel” teológica. Não devemos ser “céticos”, não crendo em nada, e nem “crédulos”, crendo em tudo. Devemos ter a Bíblia em nossas mãos e em nossos corações verificando tudo que chega aos nossos ouvidos para se verificar a coerência ou não com as Escrituras. Vamos todos nós sermos Bereianos? Espero que com a Graça de Deus todos nós sejamos.

“ AMADOS, não creiais a todo o espírito, mas provai se os espíritos são de Deus, porque já muitos falsos profetas se têm levantado no mundo” (1 João 4:1).

A CEIA DO SENHOR.

 

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O artigo de hoje visa à instrução acerca de uma das ordenanças (assim os batistas chamam) de Jesus – a ceia do Senhor. A ceia do Senhor deve ser celebrada até que Jesus volte (1 Co 11:26). Os elementos desta ceia são o pão e o vinho. O pão representa o corpo de Cristo e o vinho, o sangue de Jesus. Há três posturas básicas acerca da  natureza da ceia do Senhor.

1) TRANSUBSTANCIAÇÃO – È a idéia de que depois dos elementos serem abençoados se transformam no corpo e sangue de Jesus.

2) CONSUBSTANCIAÇÃO – É a idéia de que o corpo de Cristo está presente de forma mísitca nos elementos. Fazendo assim, a ceia de um sacramento, que nesse caso traria uma benção especial para o participante.

3) MEMORIAL – Os elementos são representativos, simbólicos, eles não se transformam no corpo e sangue de Jesus, e não possuem uma presença mística de Cristo. Das três posições, creio eu, a correta é a memorial.

A ceia do Senhor anuncia que Jesus morreu, mas que ressuscitou e voltará. Deve se participar da ceia dignamente (1 Co 11:27), examinando-se a si mesmo (1 Co 11:28) e discernindo o corpo de Cristo (1 Co 11:29).

(o autor do artigo é o Pr. Eber Jamil, dono do blog).

AMANDO A VINDA DO SENHOR.

 

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A segunda carta de Paulo a Timóteo é uma carta de despedida. Paulo tinha o entendimento que sua morte aconteceria a qualquer momento. Porém não vemos nesta carta, amargura, desespero e frustração. Pelo contrário, vemos um homem com uma esperança: “já agora a coroa da justiça me está guardada, a qual o Senhor, reto Juiz, me dará naquele dia (…) (2 Tm 4:8). Ele tinha a certeza que O Senhor voltaria e que ele ressuscitaria neste dia. Ele ainda complementa “…e não somente a mim, mas também a todos que amam a sua vinda” (2 Tm 4:8).

Aquele que ama a volta de Jesus possui esta esperança. A esperança de estar para sempre com Cristo e Dele receber o galardão. Você tem amado ardentemente à volta de Jesus?

Há um adormecimento escatológico na Igreja evangélica brasileira. Prega-se pouco sobre a volta de Jesus nos púlpitos, na TV, nas rádios etc. A ênfase da mensagem está voltada para a aquisição das bênçãos de Deus. É o que chamamos de Teologia da Prosperidade. A Igreja não clama, mas por Maranata (Ora, vem Senhor Jesus!), mas está como que dizendo: “Jesus não volta agora não, pois tenho muito para aproveitar aqui embaixo”. Por sua vez, os sinais da volta de Cristo se intensificam, nação contra nação, fome, falsos profetas, terremotos, a multiplicação da iniqüidade, falsos Cristos (Mt 24.5, 7, 11 e 12) e muitos outros sinais.

Paulo cita um ex-cooperador dele, Demas, que o abandonou porque amou o presente século (II Tm 4:10). Veja a diferença: alguns amam a volta de Jesus, outros amam o presente século (Mundo). Aqueles que amam a volta de Jesus possuem uma esperança. Aqueles que amam o mundo abandonam as fileiras do evangelho porque sucumbem as pressões. Aqueles de amam a volta do Senhor não temem a morte. Já aqueles que amam o presente século são fóbicos com relação à morte.

A quem você tem amado? À volta de Jesus? Ou ao presente século?

(O autor do artigo é o Pr. Eber Jamil, dono do blog).

IGREJA ALEGRE.

 

alegria-guri Uma igreja alegre transpira vida, vigor e entusiasmo. Já o oposto, uma igreja que perde a alegria, murcha a cada dia. Por que isto acontece? Por que a apatia às vezes sobrepuja a alegria? Afinal Deus não deseja que nossa alegria seja completa? (1 Jo 1:4; Jo 16:24). Afinal a salvação não é fonte de alegria? (Is 12:3) Sim, é verdade.

A salvação em Cristo é fonte de alegria e o desejo divino para sua igreja é que haja alegria completa. Entretanto, por que algumas igrejas perdem a capacidade de celebrar, murcham a cada dia, e os cultos parecem perder o entusiasmo e a vida?

Creio que a primeira razão seja a ausência de uma vida devocional com Deus. A Palavra diz: “Na tua presença há plenitude de alegria” (Sl 16.1). O contrário só trará a perda do viço e da seiva. A intimidade com Deus através da oração e da palavra nutre no crente a capacidade de celebrar e festejar diante de Deus. Diz a Palavra que “Bem aventurado o povo que conhece os vivas de júbilo; que anda, ó Senhor, na luz de tua presença. Em teu nome de contínuo se alegra, e na tua justiça se exalta” (Sl 89.15 e 16).

Creio que uma segunda razão seja a ausência da evangelização. Como alguém já disse, “a igreja que não evangeliza se fossiliza”. É tremendo quando a igreja sai de mãos unidas para distribuir folhetos ou para realizar um culto em praça pública. É tremendo observar na hora do apelo vidas se entregando a Jesus. São momentos festivos. “Eu vos afirmo que, de igual modo há jubilo diante dos anjos de Deus por um pecador que se arrepende” (Lc 15:10). Já ouvi muitos pregadores citarem este versículo para afirmarem que os anjos se alegram, mas não é isto o que o versículo diz, mas que “há júbilo diante dos anjos”. Quem está diante dos anjos? O próprio Deus. Os anjos contemplam o sorriso de Deus quando um pecador se arrepende. Quando você se arrependeu, Deus sorriu! Aleluia! Se o céu se alegra, a igreja aqui na terra também se alegrará. “Aquele que leva a preciosa semente, andando e chorando, voltará com cânticos de alegria trazendo consigo os seus molhos” (Sl 126:6).

(O autor do texto é o Pr. Eber Jamil, dono do blog).