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O QUE EU PRECISO SABER QUANDO PADECER PELA CAUSA DE CRISTO?

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É quase estranho falar de padecimento numa ambiência onde a teologia da prosperidade campeia. Entretanto, o padecimento pela causa de Cristo é inerente a vida cristã. Andamos e vivemos numa contra cultura, num mundo que jaz no maligno e padecemos perseguições. A primeira carta de Pedro foi escrita durante a perseguição neroniana e tem muito a nos ensinar sobre o assunto. Como Pedro mesmo escreveu, ele não tratou do sofrimento causado pelos próprios pecados, mas sim sobre o padecimento pela causa de Cristo. Pedro na sua saudação final disse:

E o Deus de toda graça, que em Cristo Jesus vos chamou à sua eterna glória, depois de haverdes padecido um pouco, ele mesmo vos aperfeiçoará, confirmará, fortificará e fortalecera. (1 Pedro 5:10).

Nesta saudação de Pedro vejo elementos que precisamos saber quando padecemos perseguições. Vejamos os elementos em oito lições.

Primeira lição, Deus é o Deus de toda graça. Ele permite o padecimento, mas temos a certeza que o fim é gracioso. Ele administra toda a nossa existência baseando-se na Graça. A Sua Graça nos basta e seu Poder se aperfeiçoa em nossa fraqueza.

Segunda lição, nós estamos intimamente ligados a Deus através de Cristo. Portanto, se Cristo sofreu também sofreremos. Se Cristo foi glorificado seremos também glorificados. Estar em Cristo significa que nos alimentamos da seiva que vem Cristo, que nos fortalece durante o padecimento. Paulo usou a expressão “em Cristo” cento e sessenta e quatro vezes mostrando a significação desta posição.

Terceira lição, o objetivo final de Deus é que compartilhemos da Sua glória. O sofrimento não é sem propósito. Deus em Sua Graça conduz o crente, que muitas vezes passa por perseguições, ao propósito de glorificação. Uma vez, verdadeiramente, em Cristo nosso caminho será até a perfeição, ou seja, glorificação.

Quarta lição, o padecimento é relativo e passageiro em comparação a eterna glória reservada para nós. O padecimento dura pouco, a eterna glória é eterna. Pedro relativizou o sofrimento, mas muitas vezes temos a tendência de colocá-lo em nível absoluto. Entretanto, pela Graça de Deus o padecimento dura apenas um pouco. Ele é breve e passageiro.

Quinta lição, Deus usa o sofrimento para nos aperfeiçoar. Até se chegar à perfeição existe um caminho e tal caminho, muitas vezes, passa pela perseguição e afronta pela causa de Cristo. Quando isto acontecer saiba que Deus está promovendo seu crescimento e amadurecimento em nós.

Sexta lição, Deus confirmará seu propósito escatólogico em nossas vidas. As promessas de Deus serão cumpridas em nossas vidas. O projeto divino não ficará incompleto. Ele cumprirá seu propósito em nós.

Sétima lição, Deus nos fortalece e fortificará de tal forma que nunca iremos descair da posição que ocuparmos na glória celeste. A força de Deus nos envolverá.

Oitava lição, a Igreja será um edifíco concluído, perfeito, que estará alicerçado de tal forma que nada abalará e mudará seu estado de glória. Nesse edifício somos pedras vivas cujo alicerce é inabalável.

Resumindo, Pedro trata na sua epístola sobre o sofrimento pela causa de Cristo. Aprendemos que devemos relativizar o sofrimento causado pela fé em Jesus. Por mais que doa e seja agudo, não deve ser absolutizado por nós. A Graça dEle sempre será dispensada em nosso favor. As coisas nos contribuem para um propósito maior e eterno – a Glória dEle. Estamos ligados em Jesus e temos comunhão com Deus através dEle. Deus usa o sofrimento para nos aperfeiçoar e todo seu propósito será confirmado em nós, assim seremos fortes e teremos um alicerce seguro e inabalável.

(O autor do artigo é o Pr. Eber Jamil, dono do blog).

PREGANDO AOS SAMARITANOS.

A SAMARITANA

Creio que a inimizade entre judeus e samaritanos nos tempos bíblicos seja, em boa parte, o reflexo do pecado de Israel. Os samaritanos foram fruto da divisão ocorrida no reino de Israel. Foi o produto duma mistura de raças, levado a efeito pelo rei da Assíria, Sargão II, que ao conquistar o Reino do Norte (chamado de Israel) em 722 a.C. levou o povo de Israel para o cativeiro. Os demais que ficaram na terra foram misturados com outros povos, pois o Rei estrategicamente enviou-os para a região a fim de enfraquecer a identidade do povo de Israel (2 Rs 17:24). Esses povos de descendência mista acabaram sendo chamados de Samaritanos. O preconceito e a inimizade ficaram latentes entre esses povos. Quando Neemias retornou a Jerusalém para reconstruir os muros da cidade, os samaritanos tentaram de diversas formas impedir a sua reconstrução.

Flávio Josefo conta que no período interbíblico (entre os dois Testamentos), os samaritanos invadiram o templo de Jerusalém e jogaram ossos, cometendo um tremendo ato de sacrilégio na perspectiva dos judeus. Como vingança, os judeus passaram proferir maldições com as mãos direcionadas à região dos samaritanos.

Nos tempos de Jesus havia uma ambiência hostil entre os dois povos. Entretanto, Jesus quebrou a barreira de inimizade passando por Samaria durante seu ministério. Pediu ajuda a uma samaritana e conversou com ela (Jo 4); ficou dois dias em Samaria ganhando seguidores; criou e contou a parábola do “bom samaritano” (Lc 10:30); curou dez leprosos, sendo que um deles era samaritano (Lc 17:12-18); repreendeu a Tiago e João, que queriam pedir fogo do céu para queimar os samaritanos (Lc 9:51-56). Ao fazer a promessa do derramamento do Espírito, Jesus diz que a Igreja receberia poder para testemunhar também em Samaria (At 1:8). Era o último lugar que o judeu gostaria de ir, mas Jesus incluiu os samaritanos na missão da Igreja. No começo do cristianismo muitos samaritanos foram convertidos pelo ministério de Felipe (At 8:4-25).

Quem para nós é como um samaritano? Temos pregado para eles? Para quem desejamos o fogo divino e não o perdão divino? Desejamos sobre eles a benção de Deus? Ou o juízo? O poder o Espírito é também poder para perdoar os desafetos. Somos embaixadores da reconciliação, e Deus quer a reconciliação com Ele e com o próximo também. Façamos um exame pessoal e vejamos quem é para nós como samaritanos. Quem são eles para nós? O desejo de Deus é que alcancemos também a Samaria. Vençamos a hostilidade, a inimizade e alcancemos o campo missionário que, muitas vezes, está inalcançável por causa da nossa hostilidade e porfia. “Mas recebereis a virtude do Espírito Santo, que há de vir sobre vós; e ser-me-eis testemunhas, tanto em (…) Samaria, como até aos confins da terra”.

(O autor do artigo é o Pr. Eber Jamil, dono do blog).

MODELO PARA OS FIÉIS.

 

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Leia I Tessalonicenses 1

Introdução:

O nome da cidade Tessalônica foi dado por Cassandro em homenagem à sua esposa Thessalonique, irmã de Alexandre O Grande. Cassandro ampliou uma vila existe no local thermai. Era uma cidade comercial de grande interesse no seu tempo pelo porto que possuía. O número de judeus em Tessalônica era enorme.

A Igreja foi fundada por Paulo e Silas cerca de 50 d.C. Na segunda viagem missionária após a fundação de Filipenses

At 17.1-9:

Tendo passado por Anfípolis e Apolônia, chegaram a Tessalônica, onde havia uma sinagoga de judeus. Paulo, segundo o seu costume, foi procurá-los e, por três sábados, arrazoou com eles acerca das Escrituras, expondo e demonstrando ter sido necessário que o Cristo padecesse e ressurgisse dentre os mortos; e este, dizia ele, é o Cristo, Jesus, que eu vos anuncio. Alguns deles foram persuadidos e unidos a Paulo e Silas, bem como numerosa multidão de gregos piedosos e muitas distintas mulheres. Os judeus, porém, movidos de inveja, trazendo consigo alguns homens maus dentre a malandragem, ajuntando a turba, alvoroçaram a cidade e, assaltando a casa de Jasom, procuravam trazê-los para o meio do povo. Porém, não os encontrando, arrastaram Jasom e alguns irmãos perante as autoridades, clamando: Estes que têm transtornado o mundo chegaram também aqui, os quais Jasom hospedou. Todos estes procedem contra os decretos de César, afirmando ser Jesus outro rei. Tanto a multidão como as autoridades ficaram agitadas ao ouvirem estas palavras; contudo, soltaram Jasom e os mais, após terem recebido deles a fiança estipulada.

Paulo e Silas se dirigiram a sinagoga local e lá pregaram o evangelho (At 17.1 e 2). Em conseqüência, muitos aceitaram o evangelho (At 17.3 e 4). Isto despertou o ciúme dos judeus que alvoroçaram a cidade contra Paulo. Estes judeus invadiram a casa de Jason (At 17.5-9). A expressão usada acerca dos cristãos foi: “Estes que tem alvoroçado o mundo chegaram até aqui”.

O nosso tema é: Modelo para os fiéis. Paulo fala acerca da Igreja de Tessalônica que eles se tornaram modelo para os fiéis. Quais são as características desta Igreja que os fez ser considerados modelo para os fiéis? Vamos ver isso.

Mas, antes, o que é ser modelo?

I – O que é ser modelo?

Modelo é a tradução do vocábulo grego “tupos” que significa marca vísivel, cópia, imagem, padrão. A forma verbal é tupto – bater – daí a idéia de marca. Ser modelo então é deixar marcas, imagens na vida de alguém.

II – Por que eles se tornaram modelos?

a) Por que eles receberam o verdadeiro evangelho:

“ porque o nosso evangelho não chegou até vós tão-somente em palavra, mas, sobretudo, em poder, no Espírito Santo e em plena convicção, assim como sabeis ter sido o nosso procedimento entre vós e por amor de vós” (1 Ts 1. v.5).

O evangelho não é a apresentação de uma filosofia vã, mas a operação de um poder (Rm 1.16). Quando o evangelho é pregado, o poder de Deus está em operação para a salvação dos homens. Quando escrevo sobre o poder, refiro-me ao poder transformador de Deus, operado pelo Espírito Santo, e não por artifícios humanos. A convicção pode ser traduzida melhor por “certeza” (plena certeza). O apóstolo e seus ajudantes tinham plena certeza de que no Espírito Santo o evangelho era um poder transformador.

b) O verdadeiro evangelho foi traduzido em ações na vida deles:

“recordando-nos, diante do nosso Deus e Pai, da operosidade da vossa fé…” (1 Ts 1. v.3).

A grande ênfase de Paulo era na salvação pela graça, por meio da fé, sem obras (Rm 4). Entretanto, era uma fé que produzia obras (Ef 2.8-20). Não existe conflito entre Paulo e Tiago (2.14 e ss). Uma fé que salva produzirá boas obras como evidência da salvação. É esta espécie de fé que salva. De fato, Paulo fala da fé que opera pelo amor (Gl 5.6).

“recordando-nos… da abnegação (trabalho) do vosso amor”(1 Ts 1. v.3)

Trabalho significa labuta árdua e estafante. É o labor cansativo feito por amor. A palavra traduzida como amor (ágape) dá a entender o amor que caracteriza a natureza de Deus (I Jo 4.8). Basicamente, significa um estado de absoluta lealdade ao seu objeto (Rm 5.8). Aqui ela tem a conotação de amor cristão, acima de todos os tipos de amor. É um amor que tem origem na natureza de Deus. Em resposta a ele, o homem também o ama. E, em Cristo, o crente abre-se para amar todos os homens. Este amor tem uma dimensão horizontal, bem como vertical. Ele é resumido de maneira mais perfeita na cruz. Tendo-se entregado desta forma ao amor de Deus, os cristãos de Tessalônica se davam aos outros em um labor árduo, caracterizado e inspirado pelo amor.

“recordando-nos… firmeza da vossa esperança em nosso Senhor Jesus Cristo. (1 Ts 1 v.3)

A firmeza (paciência) não tem a conotação de uma aquiescência negativa, passiva. Ela consiste em uma persistência positiva, ativa, viril. Esta palavra é encontrada nos papiros para designar um atleta ou soldado que podia suportar o ataque do seu oponente, possuindo, contudo, forças de reserva com que contra-atacar, até alcançar a vitória. Na vida militar, referia-se a uma citação como uma medalha de honra. Esta paciência era caracterizada pela esperança. Ela persistia em esperança ou certeza de vitória. Isto era especialmente significativo na situação existência em Tessalônica (v.5 e ss.)

Notam-se as três virtudes cristãs: fé, amor e esperança (I Co 13.13).

c) Seguiram bons modelos:

Os tessalonicenses seguiram bons modelos apesar das aflições estarem presentes. Veja:

Com efeito, vos tornastes imitadores nossos e do Senhor, tendo recebido a palavra, posto que em meio de muita tribulação, com alegria do Espírito Santo (v.6).

Só o Espírito é capaz de dar alegria no meio do sofrimento. Cristo suportou em alegria (Hb 12.2) o sofrimento da cruz. Citarei alguns exemplos que temos na epístola aos filipenses que nos inspiram.

Seguindo o exemplo de Cristo.

Fp 2.5-11: Tende em vós o mesmo sentimento que houve também em Cristo Jesus, pois ele, subsistindo em forma de Deus, não julgou como usurpação o ser igual a Deus; antes, a si mesmo se esvaziou, assumindo a forma de servo, tornando-se em semelhança de homens; e, reconhecido em figura humana, a si mesmo se humilhou, tornando-se obediente até a morte e morte de cruz. Pelo que também Deus o exaltou sobremaneira e lhe deu o nome que está acima de todo nome, para que ao nome de Jesus se dobre todo joelho, nos céus, na terra e debaixo da terra, e toda língua confesse que Jesus Cristo é Senhor, para glória de Deus Pai.

Seguindo o exemplo de Paulo:

Fp 1.12- 21: Quero ainda, irmãos, cientificar-vos de que as coisas que me aconteceram têm, antes, contribuído para o progresso do evangelho; de maneira que as minhas cadeias, em Cristo, se tornaram conhecidas de toda a guarda pretoriana e de todos os demais; e a maioria dos irmãos, estimulados no Senhor por minhas algemas, ousam falar com mais desassombro a palavra de Deus. Alguns, efetivamente, proclamam a Cristo por inveja e porfia; outros, porém, o fazem de boa vontade; estes, por amor, sabendo que estou incumbido da defesa do evangelho; aqueles, contudo, pregam a Cristo, por discórdia, insinceramente, julgando suscitar tribulação às minhas cadeias. Todavia, que importa? Uma vez que Cristo, de qualquer modo, está sendo pregado, quer por pretexto, quer por verdade, também com isto me regozijo, sim, sempre me regozijarei. Porque estou certo de que isto mesmo, pela vossa súplica e pela provisão do Espírito de Jesus Cristo, me redundará em libertação, segundo a minha ardente expectativa e esperança de que em nada serei envergonhado; antes, com toda a ousadia, como sempre, também agora, será Cristo engrandecido no meu corpo, quer pela vida, quer pela morte. Porquanto, para mim, o viver é Cristo, e o morrer é lucro.

Seguindo exemplo de Timóteo:

Fp 2.19-22: Espero, porém, no Senhor Jesus, mandar-vos Timóteo, o mais breve possível, a fim de que eu me sinta animado também, tendo conhecimento da vossa situação. Porque a ninguém tenho de igual sentimento que, sinceramente, cuide dos vossos interesses; pois todos eles buscam o que é seu próprio, não o que é de Cristo Jesus. E conheceis o seu caráter provado, pois serviu ao evangelho, junto comigo, como filho ao pai.

Seguindo exemplo de Epafrodito:

Fp 2.25-30: Julguei, todavia, necessário mandar até vós Epafrodito, por um lado, meu irmão, cooperador e companheiro de lutas; e, por outro, vosso mensageiro e vosso auxiliar nas minhas necessidades; visto que ele tinha saudade de todos vós e estava angustiado porque ouvistes que adoeceu. Com efeito, adoeceu mortalmente; Deus, porém, se compadeceu dele e não somente dele, mas também de mim, para que eu não tivesse tristeza sobre tristeza. Por isso, tanto mais me apresso em mandá-lo, para que, vendo-o novamente, vos alegreis, e eu tenha menos tristeza. Recebei-o, pois, no Senhor, com toda a alegria, e honrai sempre a homens como esse; visto que, por causa da obra de Cristo, chegou ele às portas da morte e se dispôs a dar a própria vida, para suprir a vossa carência de socorro para comigo.

III – A conseqüência de serem bons modelos:

Porque de vós repercutiu a palavra do Senhor não só na Macedônia e Acaia, mas também por toda parte se divulgou a vossa fé para com Deus, a tal ponto de não termos necessidade de acrescentar coisa alguma; pois eles mesmos, no tocante a nós, proclamam que repercussão teve o nosso ingresso no vosso meio, e como, deixando os ídolos, vos convertestes a Deus, para servirdes o Deus vivo e verdadeiro e para aguardardes dos céus o seu Filho, a quem ele ressuscitou dentre os mortos, Jesus, que nos livra da ira vindoura (1 Ts 1.8-10).

A fé resoou ou repercutiu no grego é eksechetai que fala e proclama em voz alta deriva-se de eksecho que signifca fazer ressoar como um sino forte ou trovoada. Veja Mt 17.20:

E ele lhes respondeu: Por causa da pequenez da vossa fé. Pois em verdade vos digo que, se tiverdes fé como um grão de mostarda, direis a este monte: Passa daqui para acolá, e ele passará. Nada vos será impossível.

E veja Mt 13.31 e 32: -

Outra parábola lhes propôs, dizendo: O reino dos céus é semelhante a um grão de mostarda, que um homem tomou e plantou no seu campo; o qual é, na verdade, a menor de todas as sementes, e, crescida, é maior do que as hortaliças, e se faz árvore, de modo que as aves do céu vêm aninhar-se nos seus ramos.

Mostraram o cristianismo real e verdadeiro:

1) Deixaram os ídolos e converteram-se a Deus.

2) Serviram ao Deus verdadeiro.

3) Aguardando dos céus O Filho.

Conclusão:

Há uma carência de modelos em nossos tempos. Muitos dizem: não olhe para mim, olhe para Jesus! Entretanto, esquecem que a Bíblia, que o nosso vizinho lê, somos nós. A igreja de Tessalônica foi modelo para sua geração de modo que a fé deles repercutiu por toda vizinhança.

(O autor do artigo é o Pr. Eber Jamil, dono do blog).

A PRÁTICA DE DISTRIBUIR FOLHETOS.

 

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Sete rápidas sugestões para quem distribui folhetos evangelísticos.

1α – Ande sempre com folhetos – Você deve criar o hábito de ter folhetos sempre consigo. Desta forma aproveitará com mais eficiência as oportunidades.

2α – Ore antes, durante e depois da distribuição – Lembre-se que neste momento ocorre uma batalha espiritual que sempre será vencida em nome de Jesus.

3α – Olhe nos olhos – Evite ficar de cabeça baixa porque a mensagem da qual você é portador tem poder. O olhar firme, cheio de paz, fala muito.

4α – Demonstre interesse real pelas pessoas – “Uma alma vale mais do que o mundo inteiro”. Se não houver entusiasmo, interesse, a pessoa evangelizada percebe e se desinteressa.

5α – Tenha expectativa – Sempre devemos esperar grandes coisas de Deus. Durante a distribuição temos o Espírito santo, ao nosso lado, convencendo as pessoas do pecado, da justiça e do juízo. Será que podemos dizer que conhecemos o caminho que um folheto evangelístico irá fazer? É evidente que não podemos! Um folheto pode percorrer caminhos desconhecidos de cada um de nós. Já soube de pessoas que pegaram um folheto amassado no chão e converteram-se ao Senhor. De pessoas que, ao chegarem em casa, colocaram um folheto dentro de um livro e anos depois o acharam e converteram-se. Portanto, tenha expecatativa!

6α – Semeie abundantemente – Quantos mais folhetos distribuirmos mais resultados terá. “O que semeia pouco, pouco também ceifará; e o que semeia em abundância, em abundância ceifará”.

7α – Evite discussões – Sempre encontramos pessoas que gostam de polemizar e discutir. Não devemos permitir que a conversa evangelística termine em discussão. Não é pela força dos nossos argumentos que convenceremos ninguém. “Não por força nem por violência, mas pelo meu Espírito, diz o Senhor dos Exércitos.”

(O autor do artigo é o Pr Eber Jamil, dono do blog).

VAIDADE : UM OBSTÁCULO.

 

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Quando tinha cerca de noventa anos, o apóstolo João escreveu a sua terceira epístola. Embora seja uma epístola curta de apenas quinze versículos, o seu valor é imenso para todos aqueles que amam missões. O assunto básico da epístola é a hospitalidade de missionários. Três pessoas são citadas: Gaio, Diótrefes e Demétrio. A Gaio e Demétrio, João tece elogios, mas a Diótrefes repreende. Diótrefes estava sendo um empecilho à obra missionária por causa da sua vaidade. João escreveu: “Diótrefes, que gosta de exercer a primazia, não nos recebe”. Este homem tinha o ego inflado.

Ele se rebelou contra a autoridade apostólica de João, proferindo palavras maliciosas, impedia os irmãos de receberem os missionários e ainda expulsava os membros da igreja que recebiam os missionários.

A vaidade e a ambição de Diótrefes faziam que este olhasse os missionários como concorrentes ao primado, ou seja, ao primeiro lugar na igreja.

John Stot escreveu: “A vaidade pessoal ainda está na raiz da maioria das dissensões em toda igreja local”. Sim, a vaidade é um obstáculo à realização da obra de Deus. Quantos estão no Reino de Deus buscando seus próprios interesses!

Os nossos olhos devem estar na cruz. Quando Cristo morreu o nosso “eu” morreu também. Paulo, o grande missionário, deixou o exemplo para seguirmos: ego crucificado. “Já estou crucificado com Cristo e vivo, não mais eu, mas Cristo vive em mim; e a vida que agora vivo na carne vivo-a na fé do Filho de Deus, o qual me amou, e se entregou a si mesmo por mim” (Gl 2.20). Aquele que em seu viver mostra a Cristo não será um obstáculo, pelo contrário fará a obra como convém. O discípulo de Cristo busca a Glória de Cristo e não a sua própria glória. Entende que os primeiros lugares são ocasiões para se servir a Deus e ao próximo, e não para se servir da posição que ocupa.

Concluo com a sábia petição de Davi: Também da soberba guarda o teu servo, para que se não assenhoreie de mim; então, serei sincero e ficarei limpo de grande transgressão (Sl 19.13).

(O autor do artigo é o Pr. Eber Jamil, dono do blog).

MATEUS: O REI QUE VEIO, VOLTARÁ!

 

RESUMO~1

Desde muito cedo aprendi que o evangelho de Mateus é enfático acerca do Reino de Deus. Mostra Jesus como Rei, como o leão de Judá, o descendente de Davi que ocuparia o trono deixado por ele. E de fato, assim é. Foi escrito tendo como público alvo os judeus, porém é caracterizado por incluir pessoas fora do judaísmo, como a mulher Cananéia e o Centurião.

Jesus é adorado pelos magos com ouro, incenso e mirra. Apresenta as beatitudes dos cidadãos do Reino e diz que seus seguidores passam por tempestades, mas permanecem de pé. Ele escolhe seus discípulos, comissiona, capacita, outorgando sua presença com eles até a consumação dos séculos. Mostra nas parábolas as características do Reino e aspectos da sua volta. Faz uma reprimenda séria aos religiosos que vivem de aparência e são ocos por dentro.

Uma questão central do livro de Mateus é mostrar que Jesus é o cumprimento das profecias messiânicas do Antigo Testamento.

Como toda a Bíblia ao lermos o evangelho de Mateus, penetramos em uma história densa e profunda. Começa com a genealogia de Cristo e termina com a Grande Comissão. Ao entendermos a centralidade da encarnação de Cristo na história assumiremos com maior empenho a missão que Jesus nos deixou: fazer discípulos de todas as nações, porque o Rei que veio, voltará!

(O autor do artigo é o Pr. Eber Jamil, dono do blog).

ANO ACEITÁVEL.

 

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Lucas 4

16 E, chegando a Nazaré, onde fora criado, entrou num dia de sábado, segundo o seu costume, na sinagoga, e levantou-se para ler.

17 E foi-lhe dado o livro do profeta Isaías; e, quando abriu o livro, achou o lugar em que estava escrito:

18 O Espírito do Senhor é sobre mim, Pois que me ungiu para evangelizar os pobres. Enviou-me a curar os quebrantados do coração,

19 A pregar liberdade aos cativos, E restauração da vista aos cegos, A pór em liberdade os oprimidos, A anunciar o ano aceitável do Senhor.

20 E, cerrando o livro, e tornando-o a dar ao ministro, assentou-se; e os olhos de todos na sinagoga estavam fitos nele.

21 Então começou a dizer-lhes: Hoje se cumpriu esta Escritura em vossos ouvidos.

28 E todos, na sinagoga, ouvindo estas coisas, se encheram de ira.

29 E, levantando-se, o expulsaram da cidade, e o levaram até ao cume do monte em que a cidade deles estava edificada, para dali o precipitarem.

30 Ele, porém, passando pelo meio deles, retirou-se.

31 E desceu a Cafarnaum, cidade da Galiléia, e os ensinava nos sábados.

32 E admiravam a sua doutrina porque a sua palavra era com autoridade.

O que é realmente ter um feliz ano novo? Jesus na sinagoga disse que veio proclamar o ano aceitável do Senhor. O que seria isto? Ano aceitável é o ano da aceitação, do acolhimento, do bom recebimento ao Senhor. E isto não deve ser só na virada do ano, ou nos primeiros dias do ano, mas por toda vida.

Quando falou sobre o ano aceitável, Jesus falou sobre sua agenda messiânica. O ano será aceitável para nós se seguirmos as pistas desta agenda de Jesus. Pois Jesus nos disse:

“Assim como Pai me enviou, também eu vos envio” (Jo 20.21).

“O filho do homem veio buscar e salvar o que se havia perdido” (Lc 19.10).

Percebemos assim, um ano cujo centro não seja nós mesmos.

1) Proclamar o evangelho no poder do Espírito. “O Espírito do Senhor é sobre mim. “

O ano aceitável é um ano comprometido com a proclamação do evangelho sob o poder do Espírito. Busca-se o poder do Espírito pelo poder em si. Enquanto, a palavra diz que o fim da virtude do Espírito é capacitar testemunhas e proclamadores de Cristo (At 1.8).

2) Evangelizar os pobres. “Pois que me ungiu para evangelizar os pobres”.

Na nossa agenda os necessitados, carentes e marginalizados precisam ser incluídos. Jesus atraía as pessoas que não conseguiam se encontrar em nenhum lugar, mas em Jesus encontravam aceitação e acolhimento.

3) Levar a cura aos quebrantados de coração. “Enviou-me a curar os quebrantados do coração”

Os feridos de alma devem ser alvos da nossa atenção. Devemos proclamar a Palavra de Deus que é poderosa para salvar as almas do inferno, mas também das demandas da existência. Os feridos, os magoados, os frustrados encontrarão a cura em Cristo.

4) Proclamar liberdade aos cativos. “A pregar liberdade aos cativos”.

Aos algemados pelo pecado, vícios e paixões, devemos pregar a libertação que só O Senhor pode trazer.

5) Restaurar a vista aos cegos. “E restauração da vista aos cegos”.

No ministério de Jesus houve uma aplicação literal desta obra miraculosa. Jesus curou muitos cegos. E Jesus ainda cura em nosso tempo. Porém, podemos usar esta verdade como metáfora para aqueles que não conseguem enxergar a realidade celestial, espiritual e estão nas trevas. Jesus transporta o indivíduo das trevas para a luz.

6) Pôr em liberdade os oprimidos. “A pôr em liberdade os oprimidos”.

Os oprimidos são aqueles que estão entre duas forças, entre dois pólos, tencionados e sobrecarregados. Precisamos pregar o alivio que Jesus traz a quem o busca.

7) Anunciar que Jesus é o cumprimento das escrituras. “Então começou a dizer-lhes: Hoje se cumpriu esta Escritura em vossos ouvidos”.

Para as almas ansiosas que estão sem norte e direção, precisamos anunciar que as profecias se cumprem em Cristo. Quando Jesus leu aquela profecia, ele disse que era o próprio cumprimento. Muitos “buscadores” de profecias teriam a alma aquietada se entendessem que Jesus é o cumprimento.

Queres ter um ano aceitável? Receba com alegria a Jesus. Queres ter um ano aceitável? Tenha a mesma agenda de Jesus. Proclame no poder do espírito o evangelho aos pobres, libertação dos cativos, restauração dos cegos, libertação dos oprimidos e ensine que Jesus é o cumprimento das Escrituras.

(O artigo foi escrito pelo Pr. Eber Jamil, dono do blog).

O CHAMADO DE MARIA.

 

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26 E, no sexto mês, foi o anjo Gabriel enviado por Deus a uma cidade da Galiléia, chamada Nazaré, 27 A uma virgem desposada com um homem, cujo nome era José, da casa de Davi; e o nome da virgem era Maria. 28 E, entrando o anjo aonde ela estava, disse: Salve, agraciada; o Senhor é contigo; bendita és tu entre as mulheres. 29 E, vendo-o ela, turbou-se muito com aquelas palavras, e considerava que saudação seria esta. 30 Disse-lhe, então, o anjo: Maria, não temas, porque achaste graça diante de Deus. 31 E eis que em teu ventre conceberás e darás à luz um filho, e pór-lhe-ás o nome de Jesus. 32 Este será grande, e será chamado filho do Altíssimo; e o Senhor Deus lhe dará o trono de Davi, seu pai; 33 E reinará eternamente na casa de Jacó, e o seu reino não terá fim. 34 E disse Maria ao anjo: Como se fará isto, visto que não conheço homem algum? 35 E, respondendo o anjo, disse-lhe: Descerá sobre ti o Espírito Santo, e a virtude do Altíssimo te cobrirá com a sua sombra; por isso também o Santo, que de ti há de nascer, será chamado Filho de Deus. 36 E eis que também Isabel, tua prima, concebeu um filho em sua velhice; e é este o sexto mês para aquela que era chamada estéril; 37 Porque para Deus nada é impossível. 38 Disse então Maria: Eis aqui a serva do Senhor; cumpra-se em mim segundo a tua palavra. E o anjo ausentou-se dela.

Se eu fosse chamado para pregar sobre o chamado ministerial, pensaria logo em Moisés, Jeremias, Isaías e Gideão. Em minha opinião são as passagens mais clássicas de chamada ministerial. Entretanto, fiz uma leitura de Lucas sobre o Natal, e me deparei com a passagem acima, onde o anjo Gabriel fala a Maria sobre a sua missão. Encontrei neste diálogo também uma chamada ministerial, que no caso de Maria envolvia a maternidade. Elementos que encontramos na chamada de Moisés, Jeremias, Isaías e Gideão, encontramos na chamada de Maria. Quero em forma de esboço, destacar as principais características do chamamento de Maria.

1◦) Maria foi escolhida por Deus.Salve, agraciada; o Senhor é contigo; bendita és tu entre as mulheres.”

Dentre as mulheres da terra, Maria foi “pinçada” por Deus e escolhida para ser a mãe de Jesus. Assim todo aquele que é chamado por Deus também é um escolhido. O critério para a escolha é a Graça de Deus (agraciada), ou seja, um favor imerecido. O vocacionado por Deus precisa ser humilde. Precisa reconhecer que Deus por sua graça o escolheu.

2◦) O receio de não corresponder ao chamado. E, vendo-o ela, turbou-se muito com aquelas palavras, e considerava que saudação seria esta. Disse-lhe, então, o anjo: Maria, não temas, porque achaste graça diante de Deus.”

Maria estranhou as palavras do anjo e teve receio. Na Bíblia vemos que os vocacionados olham para suas habilidades e não se acham a altura da missão. Moisés, Jeremias, Isaías e Gideão também acharam isto. Entretanto, como Gabriel disse a Maria é uma escolha da Graça de Deus. O chamamento não é meritório, mas sim, uma escolha deliberada da Graça de Deus.

3◦) A missão terá repercussões abrangentes e eternas. E eis que em teu ventre conceberás e darás à luz um filho, e pór-lhe-ás o nome de Jesus. Este será grande, e será chamado filho do Altíssimo; e o Senhor Deus lhe dará o trono de Davi, seu pai; E reinará eternamente na casa de Jacó, e o seu reino não terá fim.”.

A tarefa dada a Maria tinha implicações abrangentes e eternas. Às vezes achamos que o nosso chamado está restrito a certo “gueto” e “viela”, porém aquilo que se sucederia em Belém, atingiu todo planeta. Não podemos restringir o poder de Deus a certos espaços. Quando ganhamos uma vida para Jesus isto tem repercussões abrangentes e eternas.

4◦) A capacitação vem do Espírito de Deus. E disse Maria ao anjo: Como se fará isto, visto que não conheço homem algum? E, respondendo o anjo, disse-lhe: Descerá sobre ti o Espírito Santo, e a virtude do Altíssimo te cobrirá com a sua sombra; por isso também o Santo, que de ti há de nascer, será chamado Filho de Deus. E eis que também Isabel, tua prima, concebeu um filho em sua velhice; e é este o sexto mês para aquela que era chamada estéril; Porque para Deus nada é impossível.”

Maria era virgem, como ela poderia gerar? O anjo responde: o Espírito do Senhor fará isto. A capacitação do vocacionado vem do Espírito. Os receios e os sentimentos de inadequação do vocacionado são vencidos pela capacitação sobrenatural do Espírito. Para Deus não há impossível.

5◦) O vocacionado precisa ser disponível e pronto para cumprir a missão. Disse então Maria: Eis aqui a serva do Senhor; cumpra-se em mim segundo a tua palavra. E o anjo ausentou-se dela.”

Maria se dispôs como serva. Entendeu sua vocação e mostrou disposição em cumprir cabalmente o seu ministério. Mostrou ser obediente e disse: eis me aqui. Você, meu irmão e irmã, deixem os receios de lado e obedeça. O Senhor será contigo e O Espírito Santo te capacitará.

(O autor do texto é o Pr Eber Jamil, dono do blog).

DIMENSÕES DA ESPIRITUALIDADE SADIA: O QUE UM BANHEIRO LIMPO TEM HAVER COM ISSO?

 

By Missionária Denize.

banheirosujo Morando com colegas de ministério no Campo, percebi que minha parceira da África do Sul não gostava muito do serviço doméstico, decidi então não entrar em um embate com ela. Após algumas semanas de companheirismo, conversamos sobre o assunto e disse-lhe que limparia tudo sozinha, mas, apenas uma parte da casa seria serviço dela: o banheiro. Toda semana limpava nosso apartamento de três quartos (exceto o quarto dela e o banheiro).

Achei que tudo estava perfeitamente resolvido ali, entretanto nosso diálogo anterior não adiantou muito, toda semana eu faxinava a casa e o banheiro continuava sujo. Aquilo começou a me incomodar profundamente, mas tomei a decisão de não reclamar e só observar, afinal até quando iria aquela situação? Imaginem duas mulheres morando juntas e o banheiro, mesmo com ladrilhos escuros, tornando-se cada vez mais imundo! Após dois meses de desespero total de minha parte lavei o bendito banheiro! Quando novamente sentei-me para uma conversa com ela ouvi a seguinte frase: “Por que você lavou o banheiro, essa era minha parte no nosso acordo, eu ia lavar.” E acrescentou: “Você se precipitou!” Imaginem o tamanho do meu espanto ao ouvir essa justificativa após dois longos meses de espera!

Fiquei pensando no nível de nossa espiritualidade no trato das pequenas coisas diárias. Será que Deus realmente se preocupava com meu banheiro sujo?! Tenho percebido que muitos cristãos, mesmo em minha cultura acham que Deus está apenas interessado em grandes temas. Que Deus não se importa com as pequenas coisas da vida, como aquele lixo que há semanas se acumula do canto do quintal incomodando os vizinhos com mau cheiro e atraindo mosquitos. Afinal, “Deus é poderoso para nos livrar da dengue!” É lamentável que muitos de nós não percebamos as dimensões de uma espiritualidade sadia, não avaliamos que em tudo, absolutamente tudo, Cristo deve ser glorificado. Minha pergunta é: Você receberia Jesus em seu banheiro sujo, por lavar há dois meses? Incrivelmente não percebemos que Ele está lá todo este tempo! Nossa espiritualidade fraca e deficiente não nos faz perceber que Deus está interessado em todas as dimensões da vida humana. É por isso que no outro dia fui a uma certa Comunidade carente no Rio de Janeiro, e vi uma montanha de lixo no canto da rua não asfaltada e os moradores queimando todo este material altamente nocivo e tóxico sem que as Igrejas ao redor fizessem nada.

Nossos padrões de espiritualidade nos fazem achar que isso não tem importância! Queimar lixo na rua poluindo a natureza, trazendo doenças para as pessoas, destruindo o meio ambiente não tem nada haver com a Bíblia. As Igrejas estão lotadas, pregamos, “gritamos”, oramos e dormimos! Um povo no meio do povo, que não tem a menor relevância na sociedade em que está inserida! A sensação que tenho é que não entendemos nada! Evangelho é transformação de vida! Deus se importa com nosso banheiro, com nosso lixo tóxico na calçada, com nossa falta de senso de justiça para com os menos favorecidos, os doentes. Mas poucos de nossa liderança entendem isso.

Lembro-me de certa ocasião, no auge do surto da dengue no Rio, fiquei comovida com uma mãe que pela TV chorava desesperadamente por ter perdido seu filhinho. Confesso que chorei junto com ela, como se a criança fosse meu parente próximo. Levantei da sala, sentei no computador e escrevi um Projeto para as Igrejas se envolverem ajudando a amenizar a situação, que naquele momento era gravíssima. Fiz contato com a Defesa Civil e com a Secretaria Municipal de Saúde, em nome dos evangélicos apresentei meu Projeto, muito bem acolhido por eles. Procurei os pastores e fiz o mesmo. Ninguém estaria vinculado à mim, exceto pelo suporte que lhes forneceria caso necessitassem e todo material que consegui era gratuito, era apenas as Igrejas se posicionarem atuando nesta hora de crise. Cada Igreja daria assistência onde e quando pudessem, mas teria que ser urgente. Apresentei-me numa reunião de pastores na área mais crítica da cidade e mostrei o Projeto, o pastor que me recebeu disse-me as gargalhadas que nada mais precisaria ser feito, pois do jeito que eu já estava engajada para eliminar a dengue, não sobraria nenhum mosquito pra eles, eu sozinha mataria todos! Os demais pastores, para minha surpresa, acompanharam-no nessas infames gargalhadas. Naquele verão morreu várias pessoas, a maioria crianças. Compreendi que do ponto de vista destes pastores servir a população não é assunto “espiritual”.

Percebi também que somos um povo estranho: a violência assolando nossa cidade, o povo ao redor de nossas Igrejas queimando seus lixos, crianças morrendo diariamente com epidemias diversas, e nós achamos que somos espirituais porque temos um Deus que tudo pode! Nesta linha de raciocínio, a maioria de nós acha mesmo que Ele não se importa com as coisas “triviais” do dia a dia, que Ele nunca se incomodará com nossos banheiros constantemente sujos! Chego à triste conclusão de que precisamos de uma reformulação do real conceito de cristianismo. Minha oração é que Deus tenha piedade de nossa parca espiritualidade e transforme nosso entendimento sobre a verdadeira dimensão da espiritualidade sadia!

Denize/2009.

DESCULPAS QUE NÃO DESCULPAM

Deus quer que todo o crente seja um ganhador de almas. Ide e pregai o evangelho a toda criatura – foi uma das últimas palavras de Cristo. Apesar deste desejo de  Deus, muitos crentes dão desculpas para não evangelizar. Evangelizar é mais que um dever: é um gigantesco privilégio. Privilégio que não foi dado aos anjos. Privilégio que Cristo enfatizou em cinco comissões: Mt 28.19 e 20; Mc 16.15: Lc 24.47-49; Jo 20.21 e At 1.8. Privilégio de responder afirmativamente à grande pergunta de Deus: “A quem enviarei, e quem há de ir por nós?” (Is 6.8). Desfrutar deste privilégio é uma atitude sábia: “O que ganha almas é sábio” (Pv 11.30). Apesar disso, muitos têm dado desculpas. São desculpas que não desculpam.

Citarei algumas:

1.    Não tenho dom. Essa é uma das desculpas mais usadas. Não se pode confundir o dom ministerial do evangelista (Ef 4.11) que é só para alguns, com a responsabilidade que cada crente tem de falar de Cristo. Para falar de Cristo é necessário ser nascido de novo. Um exemplo clássico é o da mulher samaritana que ao conhecer a Cristo correu para falar aos seus sobre Jesus. Quem teve uma experiência pessoal com Cristo já tem algo para transmitir.

2.    Sou tímido. Paulo escreveu: Porque Deus não nos deu o espírito de temor, mas de fortaleza, e de amor, e de moderação (2Tm 1.7). Tais pessoas se escusam por causa do temperamento alegando que não são aptas para isto. Falar do evangelho não passa sempre pela proclamação pública, muitas vezes é na conversa particular em pequenas citações que a evangelização acontece. O Espírito Santo dá a pessoa ousadia para falar de Cristo. Portanto, vença a timidez e fale de Cristo!

3.    Já tenho cargo na Igreja. Nenhum cargo na Igreja tira a sua responsabilidade de resgatar uma vida do inferno. O que você vai dizer quando chegar diante do tribunal de Cristo? Deixei de falar de Cristo por causa do meu cargo?…“ Quando eu disser ao ímpio: Certamente morrerás; e tu não o avisares, nem falares para avisar o ímpio acerca do seu mau caminho, para salvar a sua vida, aquele ímpio morrerá na sua iniqüidade, mas o seu sangue, da tua mão o requererei” (Ez 3.18).

4.    Não tenho tempo. Quem dá essa desculpa provavelmente pensa que a única maneira de evangelizar é participando da evangelização organizada pela Igreja local. Estando ocupada, pensa estar eximida da responsabilidade de evangelizar. E os seus parentes, vizinhos, amigos, colegas de trabalho…? Quem quer realmente evangelizar não fica somente esperando as oportunidades aparecerem, mas cria as oportunidades de evangelização. “Pregue a palavra, instes a tempo e fora de tempo” (2 Tm 4.2).

5.    Sou dizimista. São aqueles que dizem: meu dízimo evangeliza por mim. Sem dúvida alguma, as contribuições ajudam a expandir o Reino de Deus na terra. Apesar disto, aquele que contribui continua com a responsabilidade e privilégio de falar de Cristo. Quem dá esta desculpa está como que dizendo – eu pago para outro fazer por mim. Observe o grito de Pv 24.11: “Livra os que estão destinados à morte, e os que são levados para a matança, se os puderes retirar”. Não dê desculpas, evangelize!

6.    Não sei falar. Esta foi a mesma desculpa que Moisés deu (Ex 4.10). Existe uma linda promessa bíblica que destrói essa desculpa: “Mas quando vos entregarem, não vos dê cuidado como, ou o que haveis de falar, porque naquela mesma hora vos será ministrado o que haveis de dizer. Porque não sois vós quem falará, mas o Espírito de vosso Pai é que fala em vós” (Mt 10.19 e 20).

O que fazer? Continuar dando desculpas? Ou realizar a maior de todas as tarefas: Evangelizar. Lembre-se que quando Jesus deu o Seu Ide também disse que estaria conosco todos os dias até a consumação dos séculos. Portanto temos o conforto, habilidade, poder do Espírito para juntos com Ele realizar esta magna tarefa. Vamos lá!  “Convém que eu faça as obras daquele que me enviou, enquanto é dia; a noite vem, quando ninguém pode trabalhar” (Jo 9. 4).

Este texto é de autoria do Pr Eber Jamil).