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O QUE O PROFETA PRECISA?

ezequiel

Leia:  Ez  2:1-3:10.

Amo falar e escrever sobre os chamados na Bíblia. Temos muitos na Bíblia como o de Moisés, Gideão, Jeremias, Paulo e muito mais. Quero me debruçar neste pequeno artigo sobre o chamado de Ezequiel. Nesse chamado vejo algumas características que o profeta precisa ter. Vejamos algumas características em forma de esboço:

I) O PROFETA PRECISA DE REVESTIMENTO DE PODER.

2: 2 Então entrou em mim o Espírito, quando ele falava comigo, e me pôs em pé, e ouvi o que me falava.

O profeta estava prostrado por causa da visão anterior que tinha tido. Deus mandou que ele ficasse de pé e o capacitou a fazê-lo pelo Espírito Santo. O profeta precisa de revestimento do poder de Deus para fazer a obra de Deus de forma adequada e valente.

II) O PROFETA NÃO PODE SER VENCIDO PELO MEDO.

2: 6 E tu, ó filho do homem, não os temas, nem temas as suas palavras; ainda que estejam contigo sarças e espinhos, e tu habites entre escorpiões, não temas as suas palavras, nem te assustes com os seus semblantes, porque são casa rebelde.

O profeta não pode se acovardar. Precisa ter força e coragem. As palavras a Ezequiel lembram as palavras de Paulo a Timóteo que disse para ele desenvolver o dom que havia nele sem receios.

III) O PROFETA PRECISA SER FIEL PORTA-VOZ DA PALAVRA DE DEUS INDEPENDEMENTE DA REAÇÃO DOS OUVINTES.

2:7 Mas tu lhes dirás as minhas palavras, quer ouçam quer deixem de ouvir, pois são rebeldes.

O profeta é responsável pela transmissão da palavra de Deus e deve fazê-lo fielmente sem falsificações. Não pode buscar aprovação dos ouvintes e sim de Deus. Deve preocupar-se em transmitir a palavra fielmente.

IV) O PROFETA PRECISA SER DIFERENTE DOS OUVINTES.

2. 8 Mas tu, ó filho do homem, ouve o que eu te falo, não sejas rebelde como a casa rebelde; abre a tua boca, e come o que eu te dou.

Ezequiel não podia ser rebelde como o povo era. O profeta precisa ser sal da terra e luz do mundo, ou seja, fazer a diferença e ser diferente. O profeta deve ser um referencial para o povo.

V) O PROFETA ANTES DE FALAR PRECISA SE ALIMENTAR DA PALAVRA DE DEUS.

3. 1 DEPOIS me disse: Filho do homem, come o que achares; come este rolo, e vai, fala à casa de Israel.

O profeta para falar a Palavra de Deus precisa receber primeiro. Aqui Ezequiel se alimentou primeiro do rolo, que representa a Palavra de Deus, para poder proclamar a Palavra. O profeta precisa meditar e se alimentar da palavra para si primeiro para depois proclamá-la.

VI) O PROFETA PRECISA ENCHER SEU INTERIOR E VIDA DA PALAVRA DE DEUS.

3.3 E disse-me: Filho do homem, dá de comer ao teu ventre, e enche as tuas entranhas deste rolo que eu te dou. Então o comi, e era na minha boca doce como o mel.

A Palavra precisa envolver todo o interior do profeta de tal forma que ele viva a Palavra que prega. Mesmo que a Palavra que ele pregue seja dura o viver e o pregar para o profeta será doce.

VII) O PROFETA PRECISA SER RESISTENTE COMO UMA PEDRA DIANTE DA OPOSIÇÃO.

3.8 E 9 – Eis que fiz duro o teu rosto contra os seus rostos, e forte a tua fronte contra a sua fronte. Fiz como diamante a tua fronte, mais forte do que a pederneira; não os temas, pois, nem te assombres com os seus rostos, porque são casa rebelde.

O profeta de Deus precisa ser firme. Sempre haverá oposição, mas ele tem que resistir. Não deve ser grosseiro ou indelicado, mas firme quanto às posições essenciais do Evangelho.

O profeta no Novo testamento é aquele que profere a Palavra de Deus ou um discurso inspirado por Deus. Muitas vezes será necessário proclamar a Palavra, quando assim for, lembre-se do exemplo de Ezequiel. Deus te abençoe!

(O autor do artigo é o Pr. Eber Jamil, dono do blog).

O QUE EU PRECISO SABER QUANDO PADECER PELA CAUSA DE CRISTO?

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É quase estranho falar de padecimento numa ambiência onde a teologia da prosperidade campeia. Entretanto, o padecimento pela causa de Cristo é inerente a vida cristã. Andamos e vivemos numa contra cultura, num mundo que jaz no maligno e padecemos perseguições. A primeira carta de Pedro foi escrita durante a perseguição neroniana e tem muito a nos ensinar sobre o assunto. Como Pedro mesmo escreveu, ele não tratou do sofrimento causado pelos próprios pecados, mas sim sobre o padecimento pela causa de Cristo. Pedro na sua saudação final disse:

E o Deus de toda graça, que em Cristo Jesus vos chamou à sua eterna glória, depois de haverdes padecido um pouco, ele mesmo vos aperfeiçoará, confirmará, fortificará e fortalecera. (1 Pedro 5:10).

Nesta saudação de Pedro vejo elementos que precisamos saber quando padecemos perseguições. Vejamos os elementos em oito lições.

Primeira lição, Deus é o Deus de toda graça. Ele permite o padecimento, mas temos a certeza que o fim é gracioso. Ele administra toda a nossa existência baseando-se na Graça. A Sua Graça nos basta e seu Poder se aperfeiçoa em nossa fraqueza.

Segunda lição, nós estamos intimamente ligados a Deus através de Cristo. Portanto, se Cristo sofreu também sofreremos. Se Cristo foi glorificado seremos também glorificados. Estar em Cristo significa que nos alimentamos da seiva que vem Cristo, que nos fortalece durante o padecimento. Paulo usou a expressão “em Cristo” cento e sessenta e quatro vezes mostrando a significação desta posição.

Terceira lição, o objetivo final de Deus é que compartilhemos da Sua glória. O sofrimento não é sem propósito. Deus em Sua Graça conduz o crente, que muitas vezes passa por perseguições, ao propósito de glorificação. Uma vez, verdadeiramente, em Cristo nosso caminho será até a perfeição, ou seja, glorificação.

Quarta lição, o padecimento é relativo e passageiro em comparação a eterna glória reservada para nós. O padecimento dura pouco, a eterna glória é eterna. Pedro relativizou o sofrimento, mas muitas vezes temos a tendência de colocá-lo em nível absoluto. Entretanto, pela Graça de Deus o padecimento dura apenas um pouco. Ele é breve e passageiro.

Quinta lição, Deus usa o sofrimento para nos aperfeiçoar. Até se chegar à perfeição existe um caminho e tal caminho, muitas vezes, passa pela perseguição e afronta pela causa de Cristo. Quando isto acontecer saiba que Deus está promovendo seu crescimento e amadurecimento em nós.

Sexta lição, Deus confirmará seu propósito escatólogico em nossas vidas. As promessas de Deus serão cumpridas em nossas vidas. O projeto divino não ficará incompleto. Ele cumprirá seu propósito em nós.

Sétima lição, Deus nos fortalece e fortificará de tal forma que nunca iremos descair da posição que ocuparmos na glória celeste. A força de Deus nos envolverá.

Oitava lição, a Igreja será um edifíco concluído, perfeito, que estará alicerçado de tal forma que nada abalará e mudará seu estado de glória. Nesse edifício somos pedras vivas cujo alicerce é inabalável.

Resumindo, Pedro trata na sua epístola sobre o sofrimento pela causa de Cristo. Aprendemos que devemos relativizar o sofrimento causado pela fé em Jesus. Por mais que doa e seja agudo, não deve ser absolutizado por nós. A Graça dEle sempre será dispensada em nosso favor. As coisas nos contribuem para um propósito maior e eterno – a Glória dEle. Estamos ligados em Jesus e temos comunhão com Deus através dEle. Deus usa o sofrimento para nos aperfeiçoar e todo seu propósito será confirmado em nós, assim seremos fortes e teremos um alicerce seguro e inabalável.

(O autor do artigo é o Pr. Eber Jamil, dono do blog).

A BARBA DO PASTOR.

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O texto abaixo é de autoria desconhecida por mim. Recebi um email com essa história do Pr. Eduardo Macedo Colaço. Gostei da história e de sua aplicação por isto coloquei no blog. O texto é assim:

Cansado de ver seus sermões caírem no vazio, um pastor resolveu dar uma lição inesquecível aos seus ouvintes.

Num dos cultos semanais mais concorridos, ele subiu ao púlpito com seu aparelho de barbear, bacia, água, espuma, caneca, espelho e toalha.

Nem sequer cumprimentou a igreja e, tranqüilamente, colocou água na bacia, testou a temperatura, ajeitou o espelho, pegou uma caneca, fez espuma, passou na cara, e começou a se barbear.

Gastou vários minutos nisso, que pareceram uma eternidade para os presentes.

Ao final, quando todos esperavam que o pastor fosse fazer um desfecho maravilhoso, fosse lhes apontar o "moral da história", ele simplesmente enxugou o rosto com a toalha, encerrou o culto e despediu o povo de volta para as suas casas.

Aquela semana foi atípica.

O povo comentou o fato todos os dias, tentado adivinhar o significado de tudo aquilo:

“Que mensagem ele quer nos passar?”

“Qual é o simbolismo espiritual da água, do sabão, do barbear-se?”

Dias depois, quando ele subiu novamente àquele púlpito, a igreja estava cheia. O pastor olhou para a congregação e disse-lhes:

Sei que vocês querem saber o significado do que fiz aqui neste púlpito na semana passada. Bem, eu vou lhes dizer: não há significado algum! Nenhum simbolismo. Nenhum desfecho maravilhoso. Nenhuma mensagem. Nenhum "moral da história".  No entanto, se podemos tirar alguma lição disto tudo, é a seguinte: Há anos eu venho apresentando para vocês a mensagem bíblica, mas não tenho visto nenhuma mudança em suas vidas. Minhas mensagens têm caído no esquecimento, tão logo vocês saem do templo. Eu gostaria que vocês comentassem meus sermões durante a semana, do mesmo modo que se dispuseram a comentar o meu barbear nestes últimos dias, ou será que a minha barba é mais importante para vocês que a Palavra de Deus?

Como disse Rick Warren, o fato de se estar em uma garagem, não faz de você um carro.

O fato de você estar constantemente na igreja, não faz de você um cristão.

A bíblia diz que a fé vem pelo ouvir e ouvir a Palavra de Deus.

O que você faz com aquilo que você ouve da parte de Deus?

Somente as Palavras guardadas em teu coração pode fazer você não pecar.

A Palavra de Deus é nosso maior alimento e deve ser o motivo de nossas conversas durante a semana.

Somente fica gravado em nossa mente aquilo que repetimos algumas vezes.

Aprecie a Palavra de Deus e faça uso dela em sua vida diária, em vez de passar seus dias comentando aquilo que não edifica.

Desconheço o Autor

A LIDERANÇA NECESSÁRIA NOS DIAS DE HOJE.

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A segunda epístola de Paulo a Timóteo é cheia de recomendações ao pastor Timóteo e mostra profeticamente tempos angustiosos que nós estamos vivendo. O tempo que Paulo profetiza seria “trabalhoso”, "desagradável", "árduo", "malévolo", "difícil de levar" e a dor deste tempo, cada vez mais, se intensifica nos nossos dias. Portanto para falar sobre a liderança neste tempo, esta epístola é pertinente e atual. Busquei os princípios encontrados nesta epístola e apliquei como recomendações para a Liderança.

1) O Líder precisa de uma fé sincera (2 Tm 1.5).

“pela recordação que guardo de tua fé sem fingimento, a mesma que, primeiramente, habitou em tua avó Lóide e em tua mãe Eunice, e estou certo de que também, em ti.”

Ao contrário dos homens que têm somente uma aparência de piedade, o líder precisa de uma fé sem hipocrisia, sem máscara. Autenticidade é uma palavra chave para a liderança neste tempo.

2) O Líder precisa de coragem para desenvolver o dom, que Deus concedeu, diante da oposição enfrentada (2 Tm 1.6 e 7).

“ Por esta razão, pois, te admoesto que reavives o dom de Deus que há em ti pela imposição das minhas mãos. Porque Deus não nos tem dado espírito de covardia, mas de poder, de amor e de moderação.

Os tempos trabalhosos não podem nos fazer retroceder quanto ao desenvolvimento do dom recebido de Deus. Precisamos da coragem para enfrentar as oposições usando plenamente a capacidade que o Senhor nos outorgou. O líder precisa nadar prá gente e avante.

3) O Líder precisa ser solidário (2 Tm 1.8).

“Não te envergonhes, portanto, do testemunho de nosso Senhor, nem do seu encarcerado, que sou eu; pelo contrário, participa comigo dos sofrimentos, a favor do evangelho, segundo o poder de Deus”.

Paulo pede a Timóteo sua participação nos sofrimentos dele. Paulo, em sua aflição, sentia falta dos seus companheiros. O Líder precisa ser alguém empático, que saiba apoiar outros em suas aflições e ser participante das aflições inerentes ao ministério, sem envergonhar-se do testemunho do nosso Senhor.

4) O Líder precisa perseverar na sã doutrina (2 Tm 1.13).

Mantém o padrão das sãs palavras que de mim ouviste com fé e com o amor que está em Cristo Jesus”.

No meio desta babel religiosa devemos nos manter na sã doutrina que recebemos de homens e mulheres de Deus. Os falsos mestres penetravam nos lares dos crentes tentando dissuadi-los da sã doutrina. Cabe a liderança manter-se no padrão da Palavra de Deus.

5) O Líder precisa fortificar-se em Deus (2 Tm 2.1)

“Tu, pois, filho meu, fortifica-te na graça que está em Cristo Jesus”.

Aqueles que receberam o dom da liderança por meio de Cristo devem se fortificar na Graça que há em Jesus. O amor incondicional de Deus por nós é a fonte que precisamos para suportar, enfrentar e perseverar em tempos de crise.

6) O Líder precisa fazer discípulos (2 Tm 2.2)

“E o que de minha parte ouviste através de muitas testemunhas, isso mesmo transmite a homens fiéis e também idôneos para instruir a outros”.

O papel do líder cristão é fazer com que a obra de Deus cresça com qualidade. Portanto, como ele um dia recebeu de mestres, ele deve passar a outros, que por sua vez, passarão a outros. É seguir o exemplo de Jesus que escolheu, inicialmente, doze para divulgar a sua mensagem.

7) O Líder precisa enfrentar as demandas da liderança como um soldado, atleta e lavrador sabendo que será recompensado (2 Tm 2.3-7).

“Participa dos meus sofrimentos como bom soldado de Cristo Jesus. Nenhum soldado em serviço se envolve em negócios desta vida, porque o seu objetivo é satisfazer àquele que o arregimentou. Igualmente, o atleta não é coroado se não lutar segundo as normas. O lavrador que trabalha deve ser o primeiro a participar dos frutos. Pondera o que acabo de dizer, porque o Senhor te dará compreensão em todas as coisas.”

Como soldado deveria suportar as dificuldades, evitar os embaraços da vida civil e desejar agradar a quem o chamou – Deus. Como atleta deveria obedecer a regra da competição, para depois ser coroado. Como lavrador deveria labutar e depois receber como recompensa os primeiros frutos da colheita. Cada uma destas analogias convoca Timóteo a participar do sofrimento de Paulo e fala sobre o prêmio escatológico que ele receberia.

8) O líder precisa ter Jesus Cristo como inspiração e exemplo de constância (2 Tm 2.8-13).

Lembra-te de Jesus Cristo, ressuscitado de entre os mortos, descendente de Davi, segundo o meu evangelho; pelo qual estou sofrendo até algemas, como malfeitor; contudo, a palavra de Deus não está algemada. Por esta razão, tudo suporto por causa dos eleitos, para que também eles obtenham a salvação que está em Cristo Jesus, com eterna glória. Fiel é esta palavra: Se já morremos com ele, também viveremos com ele; se perseveramos, também com ele reinaremos; se o negamos, ele, por sua vez, nos negará; se somos infiéis, ele permanece fiel, pois de maneira nenhuma pode negar-se a si mesmo.”

A imutabilidade de Cristo dá base para firmeza e constância do líder. Cristo deve ser a referência sempre presente em nossa liderança. Paulo estava suportando ser prisioneiro e tratado como malfeitor, porque Cristo assim suportou. Como Cristo triunfou, assim o líder triunfará: vivendo, perseverando, morrendo e depois reinando com Cristo.

9) O líder precisa manejar bem a Palavra da verdade (2 Tm 2. 14 e 15).

Recomenda estas coisas. Dá testemunho solene a todos perante Deus, para que evitem contendas de palavras que para nada aproveitam, exceto para a subversão dos ouvintes. Procura apresentar-te a Deus aprovado, como obreiro que não tem de que se envergonhar, que maneja bem a palavra da verdade.”

O líder não deve perder tempo com questões tolas e vãs, porém deve se aprimorar no conhecimento da verdade que a Palavra de Deus revela. Neste tempo difícil, a verdade da Palavra de Deus deve ser conhecida e divulgada por todos os líderes.

10) O líder deve evitar vãs disputas e controvérsias insensatas (2 Tm 2.16 – 18).

“Evita, igualmente, os falatórios inúteis e profanos, pois os que deles usam passarão a impiedade ainda maior. Além disso, a linguagem deles corrói como câncer; entre os quais se incluem Himeneu e Fileto. Estes se desviaram da verdade, asseverando que a ressurreição já se realizou, e estão pervertendo a fé a alguns.”

Tal advertência nos faz lembrar o alerta paulino: "As más conversações corrompem os bons costumes" (1 Co 15:33). Ainda que encontremos traduções que tragam a expressão "más companhias" em lugar de "más conversações", a idéia principal persiste: a comunicação verbal oriundas de companhias não recomendadas pode trazer sérios prejuízos aos nossos costumes e padrões morais, podendo perverter mesmo um excelente caráter. O líder não deve se ocupar com conversas que não trazem nenhum proveito. Himineu e Fileto estavam provavelmente ensinado que a ressurreição era apenas alegórica ou espiritual.

11) O líder deve evitar discussões inúteis que geram contendas, antes ele deve ser manso e apto para ensinar (2 Tm 2.23-26).

“E repele as questões insensatas e absurdas, pois sabes que só engendram contendas. Ora, é necessário que o servo do Senhor não viva a contender, e sim deve ser brando para com todos, apto para instruir, paciente, disciplinando com mansidão os que se opõem, na expectativa de que Deus lhes conceda não só o arrependimento para conhecerem plenamente a verdade, mas também o retorno à sensatez, livrando-se eles dos laços do diabo, tendo sido feitos cativos por ele para cumprirem a sua vontade.”

Coloquei estes pontos juntos, pois eles são parecidos, com pequenas diferenças. Aqui Paulo orienta que o controverso deve ser ganho com mansidão evitando as discórdias, ou brigas. A correção terna e paciente visa restaurar o indivíduo conduzindo-o ao arrependimento; ao reconhecimento da verdade, por conseguinte, a sensatez e à libertação das armadilhas de satanás.

12) O líder deve buscar a santificação (2 Tm 2.19 e 21).

“Entretanto, o firme fundamento de Deus permanece, tendo este selo: O Senhor conhece os que lhe pertencem. E mais: Aparte-se da injustiça todo aquele que professa o nome do Senhor. Ora, numa grande casa não há somente utensílios de ouro e de prata; há também de madeira e de barro. Alguns, para honra; outros, porém, para desonra. Assim, pois, se alguém a si mesmo se purificar destes erros, será utensílio para honra, santificado e útil ao seu possuidor, estando preparado para toda boa obra.”

O líder deve ser ortodoxo, porém a ortodoxia deve ser acompanhada da busca da santificação. O pecado deve ser abandonado. O líder cristão dever ser vaso de honra.

13) O líder deve fugir das paixões carnais e apegar-se a justiça, fé, amor e paz tendo um coração puro (2 Tm 2.22).

“Foge, outrossim, das paixões da mocidade. Segue a justiça, a fé, o amor e a paz com os que, de coração puro, invocam o Senhor.”

As paixões carnais e avassaladoras têm derrubado muitos líderes. As paixões por questões irrelevantes também devem ser evitadas. O cristão foge da tentação mantendo-se afastado de tudo aquilo que o prejudica, seguindo o que é proveitoso e buscando a companhia de pessoas espirituais.

14) O líder precisa observar os caminhos trilhados pelos bons líderes antes de nós (2 Tm 3.10 e 11).

“Tu, porém, tens seguido, de perto, o meu ensino, procedimento, propósito, fé, longanimidade, amor, perseverança, as minhas perseguições e os meus sofrimentos, quais me aconteceram em Antioquia, Icônio e Listra, —que variadas perseguições tenho suportado! De todas, entretanto, me livrou o Senhor”.

Aqui o experiente líder fala para o líder mais jovem, que seus caminhos são conhecidos por ele. Quantas lideranças novas se esquecem de observar de perto os líderes mais experientes e por isto cometem erros. As boas lideranças deixam rastos, que devem ser observados por nós, e isto nos trará um bom aprendizado.

15) O líder deve pregar a palavra pura em todos os momentos, mesmo quando encontrar ouvintes com comichões nos ouvidos, que buscam palavras satisfatórias aos seus desejos carnais (2 Tm 4.1-4).

“Conjuro-te, perante Deus e Cristo Jesus, que há de julgar vivos e mortos, pela sua manifestação e pelo seu reino: prega a palavra, insta, quer seja oportuno, quer não, corrige, repreende, exorta com toda a longanimidade e doutrina. Pois haverá tempo em que não suportarão a sã doutrina; pelo contrário, cercar-se-ão de mestres segundo as suas próprias cobiças, como que sentindo coceira nos ouvidos; e se recusarão a dar ouvidos à verdade, entregando-se às fábulas”.

Paulo estava preste a morrer e tinha ciência disto e aqui estava dando as incumbências finais a Timóteo. Ele faz um juramento solene convocando a Timóteo pregar a Palavra a tempo e fora de tempo. A palavra deveria ser pregada em tempo oportuno ou não. Ele descreve pessoas que não mais se alegravam ao ouvir o ensino salutar das Escrituras, mas que andavam em busca de vários mestres que lhes apresentassem novidades, ainda que falsas. Porém o líder não deve se abster de pregar a palavra de Deus diante de um auditório adverso.

16) O líder deve fazer a obra de um evangelista e cumprir seu ministério (2 Tm 4.5).

“Tu, porém, sê sóbrio em todas as coisas, suporta as aflições, faze o trabalho de um evangelista, cumpre cabalmente o teu ministério.”

Nem todo o líder é um evangelista, porém deve fazer a obra de um evangelista. Muitos crentes repetem uma frase: ovelha gera ovelha. Dizendo assim que o rebanho espiritual deve buscar ganhar outras ovelhas, e assim deve ser feito. Porém, o pastor espiritual é uma ovelha do supremo pastor que é Jesus, portanto também deve gerar ovelhas. Todo líder deve evangelizar. Evangelizar é a missão de todos os nascidos de novo.

Paulo começa falando para Timóteo despertar o dom que havia nele, e concluiu que ele deveria cumprir cabalmente o seu ministério. Todo o líder deve chegar no final de carreira como Paulo em 2 Tm 4.7: Combati o bom combate, completei a carreira, guardei a fé.

A segunda epístola de Paulo a Timóteo é a sua última epístola. É a epístola de um pastor preparando seu sucessor. Paulo tem uma antevisão do futuro da Igreja nesta epístola e o que ela enfrentaria, principalmente, internamente. Portanto julguei pertinente tratar o tema deste tema: a liderança necessária para os dias de hoje, com tal magnânima epístola. Espero que os princípios aqui depreendidos sejam praticados por todos.

(O autor do estudo é o Pr. Eber Jamil, dono do blog).

VENCENDO OS EMPECILHOS.

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Gl 5:7 – Corríeis bem; quem vos impediu, para que não obedeçais à verdade?

Um grupo de judaizantes estava persuadindo aos gálatas (que eram gentios) praticarem a cerimônia da circuncisão que na verdade era só para judeus. Para os gentios que tinham aceitado o evangelho da Graça de Deus seria um retrocesso. Paulo no v. 7 de Galátas 5 compara a vida cristã a uma corrida e pergunta aos gálatas quem foi que os impediu de continuar correndo. Quando entregamos a nossa vida a Jesus começamos a carreira cristã. Durante a carreira podemos enfrentar empecilhos que atravancam a nossa corrida, e até mesmo podem gerar em nós desistência ou retrocesso. Segundo Paulo os gálatas tinham ganhado a liberdade e estavam se colocando novamente em servidão.

Gl 5: 1 – ESTAI, pois, firmes na liberdade com que Cristo nos libertou, e não torneis a colocar-vos debaixo do jugo da servidão.

Voltando a metáfora da corrida e do atleta podemos extrair lições preciosas sobre a carreira cristã. Vejamos outros textos bíblicos que se utiliza desta figura.

1 Co 9: 24- 27. Na carreira cristã é necessário empenho e abstenção. Os atletas desta terra se esforçam para ganhar uma coroa corruptível, já os atletas espirituais ganharão uma coroa incorruptível, assim deve ser grande o empenho e renúncia dos crentes em Jesus. O corpo, os sentimentos precisam estar sobre o domínio do Espírito Santo no crente de tal maneira que o atleta espiritual não venha ser reprovado durante a carreira.

Segundo Hb 12: 1 e 2 na carreira cristã são necessários livrar-se dos embaraços e tropeços, e olhar sempre para a meta – Jesus Cristo. O embaraço não é o pecado. São coisas lícitas, permitidas, mas que em desequilíbrio na vida do crente o atrapalha na carreira. Pode ser uma amizade, um namoro, trabalho, hábitos, que, muitas vezes, ocupam um espaço demasiado de tal forma que causa uma sobrecarga, peso e embaraço ao crente. O tropeço é o pecado que causa queda e tombo no servo de Deus. Uma queda durante a corrida machuca e atrasa, podendo prejudicar seriamente o desempenho do atleta espiritual. O crente deve correr sabendo que tem uma meta: ser semelhante a Cristo. Um dia todo crente em Jesus se tornará semelhante a Ele.

Na carreira cristã é necessário chegar ao final para receber a coroa de grinalda (II Tm 4:7 e 8). O crente deve se lembrar que a carreira cristã aqui na terra tem como objetivo chegar ao final. Não se deve querer parar antes do final. A missão que Deus deu deve ser completada e para isto é preciso empenho e perseverança. Chegando ao final o crente em Jesus receberá a recompensa (galardão). Receberá a grinalda da vitória. Aleluia!

Precisamos aprender com os atletas que se empenham, livram-se dos embaraços e chegam ao final da corrida. Assim o Senhor deseja que seja com a nossa carreira cristã. Continuemos a correr esta carreira até chegarmos lá!

(O autor do artigo é o Pr. Eber Jamil, dono do blog).

ATITUDES SÁBIAS.

Jesus falando

Pv 3: 7 e 8 – Não sejas sábio a teus próprios olhos; teme ao SENHOR e aparta-te do mal. Isto será saúde para o teu âmago, e medula para os teus ossos.

Nestes versículos encontramos três atitudes sábias: humildade, temor ao Senhor e afastar-se do mal. O resultado é saúde para o físico e para a alma. Sem dúvida, a sabedoria divina aplicada no cotidiano pelo homem trará bons resultados. Isto não significa que o sábio não passará por aflições, mas certamente evitará muitos males aplicando a sabedoria no seu cotidiano.

A primeira das atitudes recomendada é: não sejas sábios a teus próprios olhos. Expressão repetida por Paulo em Rm 12:16 e merecedora de um “Aí” pelo profeta Isaías em 5:21. Tal pessoa dispensa a sabedoria divina como os construtores da torre de Babel que tentaram criar seu próprio caminho ao céu (Gn 11:24). Acham que não aprenderão com o próximo (Pv 12:15) e por isto caem facilmente em armadilhas (Pv 14:16).

A segunda atitude é temer ao Senhor. O temor ao Senhor é uma expressão geralmente mal compreendida. O temor a Deus não é o medo de Deus e nem medo do Seu castigo. “O temor do SENHOR é odiar o mal; a soberba e a arrogância, o mau caminho e a boca perversa, eu odeio” (Pv 8:13).”

A terceira atitude é afastar-se do mal, ou seja, apartar-se e desunir-se do mal. Cortar relações com as trevas. Não viver numa zona de convergência entre a luz do Senhor e o mal, conforme 1 Jo 1:5 e 6 – “E esta é a mensagem que dele ouvimos, e vos anunciamos: que Deus é luz, e não há nele trevas nenhuma. Se dissermos que temos comunhão com ele, e andarmos em trevas, mentimos, e não praticamos a verdade”.

Os resultados das atitudes sábias será saúde para o físico e a alma. Muitas doenças são causadas pela nossa presunção, falta de temor e proximidade com o mal. Vivendo com sabedoria afugentaremos muitos males e teremos uma vida salutar.

(O autor do artigo é o Pr. Eber Jamil, dono do blog).

APRENDENDO COM OS SAMARITANOS.

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Neste artigo quero escrever sobre o aprendizado que podemos ter com os samaritanos. Os samaritanos eram considerados estrangeiros e sincréticos pelos judeus. Entretanto, quando tiveram contato com a Graça de Deus através de Jesus, a maioria das vezes, responderam positivamente. Podemos aprender com eles nos evangelhos. Tanto que Jesus para ensinar a um doutor da lei, quem era seu próximo, contou uma parábola usando como referência um samaritano.

Observemos, primeiramente, a atitude da mulher samaritana (João 4) quando teve contato com Jesus e descobriu que Ele era o Messias. Ela era uma mulher marginalizada na sociedade, pois teve cinco maridos e vivia num concubinato, quando encontrou com Jesus. Ela tinha ido buscar água no poço com seu cântaro quando se encontrou com Ele. Ao descobrir quem era Jesus abandonou seu cântaro e foi divulgar aos seus conterrâneos sobre o Messias. Testemunhou com ardor apesar da sua má fama. Não se calou diante da primeira pessoa. Deu seu testemunho pessoal. Conduziu pessoas a Jesus de tal forma que Ele teve que ficar dois dias em Samaria. Aprendemos com essa mulher sobre o impulso primaz do novo convertido – falar de Jesus e testemunhar  o nome dEle. Muitas vezes os crentes antigos estão envolvidos por calotas de gorduras do seu próprio eu e arrefecem no ardor da evangelização. O passado obscuro e sombrio dessa mulher não a fez se intimidar diante da urgência da mensagem da salvação.

Outro exemplo foi quando Jesus curou dez leprosos (Lucas 17) e só o que voltou para agradecer era samaritano. A cura não foi imediata. Jesus recomendou que eles fossem ao sacerdote conforme a lei. Era uma obrigação legal ir ao sacerdote, pois somente os sacerdotes podiam liberar o convívio social dos leprosos. Entretanto, quando Jesus os mandou, eles ainda não estavam curados. Foram curados no caminho. Os dez leprosos cumpriram a ordem e a obrigação de ir ao sacerdote. O samaritano foi além da obrigação e voltou a Jesus para agradecer. Foi além do dever. Foi grato. Adorou a Jesus. Por isto foi o único dos dez ex-leprosos que ouviu: a tua fé te salvou. Aprendemos com esse samaritano a gratidão e a fazer mais do que a obrigação. Ir além da obediência movido pela adoração e gratidão.

O último exemplo que quero citar não vem de um fato histórico, mas vem da parábola que Jesus contou (Lucas 10). Jesus usou um samaritano como referência para um doutor da lei. Jesus foi mais além, usou as figuras intocáveis dos sacerdotes e levitas como exemplos negativos em detrimento de um samaritano que age com bondade. Contou a história de um homem assaltado e caído numa estrada que foi visto por um sacerdote e um levita, que passaram de largo. O samaritano, que não tinha obrigação de ajudar por causa do contexto hostil entre judeus e samaritanos, foi o que parou e socorreu o ferido. O samaritano teve compaixão. Tratou das feridas do homem com azeite e vinho, que são símbolos do Espírito Santo e do sangue de Jesus, respectivamente. Levou-o a estalagem. Pagou a hospedagem e disse que quando voltasse pagaria o que faltasse. O samaritano foi o próximo para com o próximo. O doutor da lei havia indagado: quem é o meu próximo? Jesus numa santa estocada usa como exemplo um samaritano.

Aprendemos com o exemplo dos samaritanos que a Graça de Deus pode atingir aos sincréticos, aos nossos desafetos e fazê-los instrumentos poderosos nas mãos de Deus. Cabe a mim e você pregar o evangelho aos nossos samaritanos, aos nossos desafetos, sabendo que Deus é poderoso para regenerá-los.

(O autor do artigo é o Pr. Eber Jamil, dono do blog).

PREGANDO AOS SAMARITANOS.

A SAMARITANA

Creio que a inimizade entre judeus e samaritanos nos tempos bíblicos seja, em boa parte, o reflexo do pecado de Israel. Os samaritanos foram fruto da divisão ocorrida no reino de Israel. Foi o produto duma mistura de raças, levado a efeito pelo rei da Assíria, Sargão II, que ao conquistar o Reino do Norte (chamado de Israel) em 722 a.C. levou o povo de Israel para o cativeiro. Os demais que ficaram na terra foram misturados com outros povos, pois o Rei estrategicamente enviou-os para a região a fim de enfraquecer a identidade do povo de Israel (2 Rs 17:24). Esses povos de descendência mista acabaram sendo chamados de Samaritanos. O preconceito e a inimizade ficaram latentes entre esses povos. Quando Neemias retornou a Jerusalém para reconstruir os muros da cidade, os samaritanos tentaram de diversas formas impedir a sua reconstrução.

Flávio Josefo conta que no período interbíblico (entre os dois Testamentos), os samaritanos invadiram o templo de Jerusalém e jogaram ossos, cometendo um tremendo ato de sacrilégio na perspectiva dos judeus. Como vingança, os judeus passaram proferir maldições com as mãos direcionadas à região dos samaritanos.

Nos tempos de Jesus havia uma ambiência hostil entre os dois povos. Entretanto, Jesus quebrou a barreira de inimizade passando por Samaria durante seu ministério. Pediu ajuda a uma samaritana e conversou com ela (Jo 4); ficou dois dias em Samaria ganhando seguidores; criou e contou a parábola do “bom samaritano” (Lc 10:30); curou dez leprosos, sendo que um deles era samaritano (Lc 17:12-18); repreendeu a Tiago e João, que queriam pedir fogo do céu para queimar os samaritanos (Lc 9:51-56). Ao fazer a promessa do derramamento do Espírito, Jesus diz que a Igreja receberia poder para testemunhar também em Samaria (At 1:8). Era o último lugar que o judeu gostaria de ir, mas Jesus incluiu os samaritanos na missão da Igreja. No começo do cristianismo muitos samaritanos foram convertidos pelo ministério de Felipe (At 8:4-25).

Quem para nós é como um samaritano? Temos pregado para eles? Para quem desejamos o fogo divino e não o perdão divino? Desejamos sobre eles a benção de Deus? Ou o juízo? O poder o Espírito é também poder para perdoar os desafetos. Somos embaixadores da reconciliação, e Deus quer a reconciliação com Ele e com o próximo também. Façamos um exame pessoal e vejamos quem é para nós como samaritanos. Quem são eles para nós? O desejo de Deus é que alcancemos também a Samaria. Vençamos a hostilidade, a inimizade e alcancemos o campo missionário que, muitas vezes, está inalcançável por causa da nossa hostilidade e porfia. “Mas recebereis a virtude do Espírito Santo, que há de vir sobre vós; e ser-me-eis testemunhas, tanto em (…) Samaria, como até aos confins da terra”.

(O autor do artigo é o Pr. Eber Jamil, dono do blog).

AMAR A DEUS: O QUE É?

Deuteronômio 6: 4 a 9.

worshiping1Os Vs. 4 a 9 de Deuteronômio capítulo 6 é um trecho conhecido como shema (palavra hebraica que significa “ouça”). Veio a ser confissão da fé judaica, recitada diariamente. O shema consiste apenas nos versículo 4 em sua forma original, sendo expandido depois para incluir os versículos 5 – 9; Dt 11:13-21 e Nm 15:37-41. O shema, para o judeu praticante, deve ser recitado de manhã e de  noite. Nele encontro o seguinte tema: amar a Deus – o que é? Vejamos o tema em partes:

Primeiro, ter uma adoração exclusiva a Deus (v.4). “Ouve, Israel, o SENHOR nosso Deus é o único SENHOR”. Quem ama de fato a Deus não tem seu coração dividido por outros ídolos. O ídolo não é necessariamente de ouro ou barro, pode ser uma pessoa, um objeto como dinheiro, ou algo relacionado à vanglória como a fama. Jesus disse que não é possível servir a dois senhores, assim aquele que ama a Deus, não dividirá seu coração com outrem.

Segundo, ama a Deus integralmente (v.5). “Amarás, pois, o SENHOR teu Deus de todo o teu coração, e de toda a tua alma, e de todas as tuas forças”. Não basta não dividir o coração com ídolos, temos que amar a Deus com todo nosso ser e capacidade. Usando todas as nossas energias para a Glória de Deus.

Terceiro, amará a Palavra de Deus (VS.6-9). “E estas palavras, que hoje te ordeno, estarão no teu coração; E as ensinarás a teus filhos e delas falarás assentado em tua casa, e andando pelo caminho, e deitando-te e levantando-te. Também as atarás por sinal na tua mão, e te serão por frontais entre os teus olhos. E as escreverás nos umbrais de tua casa, e nas tuas portas.” Quem ama a Deus procurará obedecer a Palavra. Guardará a Palavra no coração. Ensiná-la-á ao filho dentro da própria casa. Quando sair, acordar e dormir, a Palavra estará presente, suas ações serão norteadas pela mesma e sua vida será um verdadeiro outdoor das Escrituras.

O tema escolhido é muito vasto. Limitei-o ao texto escolhido. Portanto, encontrei essas três características do amor verdadeiro a Deus. Deus o abençoe.

(O autor do artigo é o Pr. Eber Jamil, dono do blog).

NÃO NOS DEIXE CAIR EM TENTAÇÃO.

                                                                  

tentacao1 Entramos nas últimas petições da oração do Pai nosso as quais vamos analisar: não nos deixe cair em tentação e nos livra do mal. Jesus nos ensina a orar contra o pecado e contra Satanás. As três primeiras petições concernem a Deus: Seu nome, Seu reino e Sua vontade. A quarta e quinta referem-se as necessidade de alimento e perdão. Nestas duas últimas petições Jesus nos ensina orar defensivamente.

Deve ser o nosso interesse orarmos para sermos livres de pecar no futuro. No pedido anterior Jesus ensina pedirmos para Deus nos perdoar dos pecados como nosso perdoamos aos nossos devedores. Depois viveríamos uma vida descompromissa com Deus? De forma nenhuma. Há um teor de vigilância, de temor a Deus e uma busca pela prontidão nestes pedidos. Jesus advertiria mais tarde seus discípulos:

Vigiai e orai, para que não entreis em tentação; na verdade, o espírito está pronto, mas a carne é fraca (Mt 26.41).

A oração a Deus é um meio poderoso para não sucumbirmos às tentações. “AQUELE que habita no esconderijo do Altíssimo, à sombra do Onipotente descansará (…)”. (Salmos 91). Leia o salmo todo.

A palavra “tentar”, peirazo no grego, significa “provar”. O objetivo de tal prova pode ser para o bem, quando vinda de Deus, ou para o mal, quando vinda do Diabo. Tentação é indução para o mal por sugestões do diabo ou da sensualidade (Pequena enciclopédia bíblica O. S. Boyer). Tentação é impulso forte para agir mal (Bíblia de recursos para o ministério com crianças).

Toda humanidade é passível de tentações. Não há pessoa que não seja tentada. Todas as pessoas são tentadas. Jesus disse: “e não nos deixe cair em tentação”. Jesus já partiu da idéia de que todos são tentados. Ele orou para que não fossemos seduzidos pelas tentações. Tiago também em 1.13 disse: “ninguém ao ser tentado, diga…”. Ele não disse: se alguém for tentado… Ele disse “quando for tentado”.

A tentação não é pecado. Ser tentado não é a mesma coisa que pecar. Pecado é a tentação concebida, aceita. É o que aquela famosa frase de Lutero que afirma que não somos culpados quando o passarinho sobrevoa a nossa cabeça. Entretanto, seremos culpados se o passarinho pousar e fazer um ninho nela.

Quando Jesus também nos ensinar a orar: “mas livra-nos do mal” está pedindo para sermos livres do maligno. O fato é que o inimigo é o “tentador” (Mt 4.3) esse nome, ainda que raro, descreve de modo literal a atividade satânica natural de tentar induzir os justos a pecar ou abandonar a fé. Ele tenta macular e desviar a nossa fidelidade a Deus.

Sabemos que as nossas concupisciências são atraídas pelas iscas que muitas vezes Satanás lança. O inimigo “não brinca em serviço”. Ele tem objetivos bem claros: roubar, matar e destruir (Jo 10.10). E para cumprir seu objetivo ele lança mão de estratégias. Ele tenta engodar o indivíduo na cobiça da carne, na cobiça dos olhos e na soberba da vida. Vejamos o que diz 1 Jo 2.16: “Pois tudo que há no mundo, a concupiscência da carne, a concupiscência dos olhos e a soberba da vida, não é do Pai, mas do mundo”.

De que maneira podemos resistir o inimigo?

“Sujeitai-vos, pois, a Deus, resisti ao diabo, e ele fugirá de vós” (Tiago 4:7). O segredo é uma completa submissão ao Senhor Jesus. Submissão é obediência. Submissão é dependência de Deus.

De que maneira podemos resistir o inimigo?

Paulo aos escrever aos efésios afirmou que para enfrentar Satanás precisamos nos revestir da armadura de Deus.

“No demais, irmãos meus, fortalecei-vos no Senhor e na força do seu poder. Revesti-vos de toda a armadura de Deus, para que possais estar firmes contra as astutas ciladas do diabo” (Efésios 6: 10 e 11).

De que maneira podemos resistir o inimigo?

Orando em todo tempo. “Orando em todo o tempo com toda a oração e súplica no Espírito, e vigiando nisto com toda a perseverança e súplica por todos os santos” (Efésios 6:18).

Sujeitando-se ao Senhor, revestindo-se da armadura de e orando em todo tempo na cobertura do poder divino, resistiremos o inimigo e ele fugirá de nós.

Devemos desejar como servos perdoados por Deus que não venhamos a pecar. Porém tal desejo não deve estar firmado no poder da nossa vontade. A oração é um dos meios pelos quais buscamos a força de Deus e o seu poder.

(O autor do artigo é o Pr. Eber Jamil, dono do blog).