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O QUE PRECISAMOS SABER QUANDO ESTIVERMOS ENCURRALADOS?

MONTE SIÃI

O salmo 125 é muito conhecido. Ele suscita muitas idéias e lições. A idéia que tenho é de um cerco. Os inimigos estão em volta cercando Jerusalém. Por isto o tema: o que precisamos saber quando estivermos encurralados? Na Bíblia observamos algumas ocasiões em que o povo foi cercado. Entretanto, quero lembrar o cerco da Assíria em Jerusalém durante o reinado de Ezequias. O cerco e a vitória do Reino de Judá estão registrados em três passagens bíblicas: 2 Rs 18:17-19:37; 2 Cr 32 e Is 36 e 37. Muitas vezes nos sentimos assim: encurralados, sem saída. Parece que o mal triunfará causando a nossa derrota fatal. Pode ser a enfermidade, falência, oposição, que nos cerca, mas o que preciso saber quando isto acontece?

I – Saber que vale confiar no Senhor.

v. 1 OS que confiam no SENHOR serão como o monte de Sião, que não se abala, mas permanece para sempre.

Sião é o nome poético de Jerusalém. No monte Sião ficava o templo. Ali era realizada a cerimônia de unção e coroação dos reis e Jerusalém era a capital de onde o Rei governava. Os que confiam no Senhor são como o monte de Sião, inabalável, pois Deus governa a história. Aqueles que confiam no Senhor vencerão até mesmo a morte e desfrutarão de uma vida eterna com Deus.

II – Saber onde Deus está.

v. 2 Assim como estão os montes à roda de Jerusalém, assim o SENHOR está em volta do seu povo desde agora e para sempre.

Quando estamos encurralados Deus nos deixa sozinhos? Ficamos à mercê dos inimigos? Deus tira férias? Não. Deus está em volta do seu povo protegendo-o. Entre os inimigos e você está Deus em sua volta. O inimigo anda em derredor, mas ao redor está O Senhor. A presença de Deus é constante, desde agora e para sempre. Ele sempre está em volta do seu povo.

III – Saber que a injustiça passará.

v. 3 Porque o cetro da impiedade não permanecerá sobre a sorte dos justos(…)

O mal não triunfa para sempre contra os justos. O governo do mal terá sua derrocada. O cerco dele e seu governo são temporários. Confie no Senhor. O mal terá o seu fim, e Deus sempre vencerá. Mesmo que seja grande o governo do mal como foi o da Assíria, Deus deu vitória ao seu povo que se arrependeu e confiou nEle.

IV – Saber que podemos suportar a tentação de combater o mal com as armas da maldade.

v.3 (…) para que o justo não estenda as suas mãos para a iniqüidade.

Quando o mal parece triunfar ficamos tentados em usar as armas da maldade para combatê-los. Temos a tendência em pagar na mesma moeda. Porém, o mal não deve ser combatido com o mal. O salmista diz que o governo do mal tem um fim porque se assim não fosse o justo pecaria. Portanto, Deus sempre nos dá o escape para não combatermos o mal com o mal. Este é o ensino do Novo testamento. A vingança pertence a Deus. Deus cuidará dos seus opositores. Você usará as armas espirituais e meios legais, se for o caso, com muita oração, para vencer a oposição. Entre no escape que Deus dá e não combata o mal com o mal. Mesmo Deus dando o escape, não se esqueça que é de sua responsabilidade pessoal não combater o mal com atitudes pecaminosas e vingativas.

V – Saber que temos o recurso da oração para que a justiça seja feita.

vs4 e 5 – Faze bem, ó SENHOR, aos bons e aos que são retos de coração. Quanto àqueles que se desviam para os seus caminhos tortuosos, levá-los-á o SENHOR com os que praticam a maldade; paz haverá sobre Israel.

No final do salmo observamos a oração do salmista pedindo que a justiça seja feita. A oração é um recurso de extremo valor onde podemos expor as nossas dores e frustrações. A súplica do justo pode muito em seus efeitos. Não deixe de orar. Ezequias orou durante o cerco e também orou na enfermidade, nas duas situações Deus lhes atendeu. Maior ó que está em nós do que aquele que está no mundo.

(O autor do artigo é o Pr. Eber Jamil, dono do blog).

CONSIDERAÇÕES DURANTE O SOFRIMENTO.

sofrimento

Leia II Coríntios 1: 3 – 11.

Paulo descreve a Igreja de Corinto sua aflição aguda na Àsia (Província Romana no oeste da Àsia Menor – atualmente território da Turquia). Ele descreve com uma aflição pela causa de Cristo que fez sua vida “desesperar”. Aquela sensação da vida escorregar entre os dedos, fugir, e a morte se aproximar com força. É quase uma mensagem estranha, hoje em dia, em que só se fala em prosperidade. Paulo descreve intenso sofrimento pela causa de Cristo. Nesta mesma epístola no capítulo 11 ele lista uma série de situações pelas quais ele passou:

23 (…) trabalhos, muito mais; em açoites, mais do que eles; em prisões, muito mais; em perigo de morte, muitas vezes.

24 Recebi dos judeus cinco quarentenas de açoites menos um.

25 Três vezes fui açoitado com varas, uma vez fui apedrejado, três vezes sofri naufrágio, uma noite e um dia passei no abismo;

26 Em viagens muitas vezes, em perigos de rios, em perigos de salteadores, em perigos dos da minha nação, em perigos dos gentios, em perigos na cidade, em perigos no deserto, em perigos no mar, em perigos entre os falsos irmãos;

27 Em trabalhos e fadiga, em vigílias muitas vezes, em fome e sede, em jejum muitas vezes, em frio e nudez.

28 Além das coisas exteriores, me oprime cada dia o cuidado de todas as igrejas.

Apesar do intenso sofrimento, Paulo não sucumbe, não se entrega. Vejo em sua palavra o seguinte tema: Considerações durante o sofrimento. Na sua carta ele mostra que devemos aprender durante a “peleja” e “angústia”.

Primeira consideração, Deus é O Pai das misericórdias e de toda consolação.

v. 3: … o Pai das misericórdias e o Deus de toda a consolação.

A fonte da misericórdia e consolação é Deus. No sofrimento não devemos nos esquecer que Ele é O Pai das misericórdias e de toda consolação. Quando Paulo disse “toda consolação” é porque Deus pode consolar qualquer sofrimento sofrido. Não há algo tão doído que Deus não possa consolar. Nele há consolação e Misericórdia.

Segunda consideração, a consolação nos é dada para que também possamos consolar os que estiverem em alguma tribulação.

v.4: … para que também possamos consolar os que estiverem em alguma tribulação, com a consolação com que nós mesmos somos consolados por Deus.

A consolação recebida nos habilita consolar a outros. O passar pelo sofrimento e o consolo recebido de Deus faz com que possamos ajudar outros que passam pela mesma coisa. Note bem que o sofrimento sofrido não foi despropositado, mas teve o propósito de nos fazer instrumentos de consolação. Há um propósito – consolarmos outros.

Terceira consideração, A consolação não está aquém ao sofrimento acontecido.

v.5: Porque, como as aflições de Cristo são abundantes em nós, assim também é abundante a nossa consolação por meio de Cristo.

A consolação não é inferior ao sofrimento. Se o sofrimento for abundante a consolação de Deus será abundante. Se o sofrimento for transbordante a consolação também será. Deus não dá paliativo. Deus dá o remédio certo para a dor correspondente.

Quarta consideração, o sofrimento e a consolação se refletem na Igreja, que é o corpo de Cristo.

v.6: Mas, se somos atribulados, é para vossa consolação e salvação; ou, se somos consolados, para vossa consolação e salvação é…

Paulo disse que o seu sofrimento era para a consolação da Igreja. Em outras palavras, a igreja sofre quando um membro sofre, mas também é consolada quando um irmão é consolado. Há um compartilhamento entre os irmãos no sofrimento e consolação. Paulo vai além e diz que era atribulado para que o povo de Deus fosse consolado. Sendo assim, ele mostra que se vê como um membro deste imenso corpo de Cristo. Na “peleja” temos tendência ao egocentrismo, mas a “peleja” é tempo de compartilhamento e união com os irmãos.

Quinta consideração, a intercessão dos santos e a gratidão pelas respostas recebidas.

v. 11: Ajudando-nos também vós com orações por nós

v.11: para que pela mercê, que por muitas pessoas nos foi feita, por muitas também sejam dadas graças a nosso respeito.

Todo tempo é de oração. O tempo de sofrimento é tempo de intercessão também. Levemos as cargas uns dos outros através da intercessão. A consequência é que haverá ações de graças pelas respostas das orações. Sem dúvida a passagem do sofrimento para a consolação passa pelas orações constantes a Deus. Louvado seja o Senhor!

(O autor do artigo é o Pr. Eber Jamil, dono do blog).

LIÇÕES DO GETSÊMANE.

Jesus orando no Getsêmani

Leia: Mc 14:32-42.

Depois de instituir a Ceia do Senhor, Jesus foi para o jardim de Getsêmane (o nome significa “prensa do óleo” ou “lagar de azeite”), também chamado de Jardim das Oliveiras, onde levou Tiago, João e Pedro para um lugar mais reservado. Distanciou-se deles para orar cerca de trinta metros (um tiro de pedra). Suou gotas de sangue, vivendo o significado do nome daquele lugar, e mostrou sua submissão à vontade do Pai. Ele mostrou claramente a sua humanidade, sofrendo de angústia por aquilo que sobreviria mais tarde.

Podemos extrair algumas lições desse acontecimento histórico ocorrido com Jesus. Vejamos cinco lições:

1) Primeira lição: a oração é o recurso que devemos praticar em todos os momentos. Jesus orou três vezes ao Pai com as mesmas palavras: “Aba, Pai, todas as coisas te são possíveis; afasta de mim este cálice; não seja, porém, o que eu quero, mas o que tu queres.”

A angustia não deve ser “curtida” ou “alimentada”, mas vencida através da oração. Quantos sofrem, mas não oram? A oração é para os bons e maus momentos. A oração é sem cessar como escreveu Paulo, ou seja, em todas circunstâncias.

2) Segunda lição: a oração deve ser acompanhada da vigilância. Vigiai e orai – disse Jesus. Devemos ter o discernimento aguçado. O espírito precisa estar de prontidão, acordado. Precisamos estar antenados com que ocorre a nossa volta, assim oraremos melhor.

3) Terceira lição: a resposta da oração que devemos desejar é a vontade de Deus em nossas vidas. Jesus orou de forma submissa. Não estava querendo impor ou determinar a resposta de Deus. Bem longe do “espírito” da Teologia da confissão positiva, Jesus queria a consumação da vontade de Deus em sua vida.

4) Quarta lição: Nós devemos ter autodeterminação em fazer a vontade do Pai. Jesus não determinou a Deus que o livrasse do cálice do sofrimento. Pelo contrário, Ele determinou-se em fazer a vontade do Pai. No Jardim de Getsêmane Ele como que lançou um marco espiritual – vou cumprir cabalmente a vontade do Pai. – Seja feita a tua vontade e não a minha. Estamos com esta autodeterminação?

5) Quinta lição: a solidariedade deve ser desperta e vigilante. Jesus levou com Ele: Pedro, Tiago e João para que tivessem solidários em oração naquele grave momento. Entretanto, as três vezes que Jesus os procurou, estavam dormindo. Não basta estar perto de alguém na hora da aflição, é preciso estar atento e vigilante ao que ocorre com a pessoa. Atentos aos detalhes para ajuda-lo melhor. Precisamos compartilhar e não estar apenas de “corpo presente”, e uma das formas de fazer isto são com as orações.

6) Sexta lição: devemos superar os limites e ir mais adiante. O texto descreve que Jesus foi um pouco mais adiante dos três discípulos para orar. Esse “ir mais adiante” aponta para a superação de limites. Jesus para superar a angústia foi mais adiante. Devemos ir um mais adiante na adoração a Deus; no serviço a Cristo e na vida pessoal. Devemos superar nossos limites.

7) Sétima lição: Quando tivermos a sensação da distância divina devemos responder com oração e vigilância. Na perspectiva dos discípulos esse “ir mais adiante” representa a sensação da distância divina que muitas vezes nos acomete. Superaremos esse período de “sensação da distância divina” com oração e vigilância conforme a recomendação de Cristo. Certamente a pequena distância que Cristo tomou provocou nos discípulos um relaxamento. A sensação de sono e de tristeza foi grande nos discípulos  que adormeceram. Quando “sentirmos” Deus “distante” não durmamos, mas fiquemos atentos em oração, porque Jesus, na verdade, já não está mais limitado por um corpo físico. Ele é Onipresente e está conosco sem distanciamentos, sem ausências.

Ocorreu no jardim de Getsêmani uma “batalha”, uma “luta intensa” entre a alma e o espírito. A angústia e a tristeza cresceram naquele ambiente, os discípulos foram atingidos, mas principalmente Jesus. Ele sabia o que aconteceria nos próximos dias, todo o abandono e traição que sofreria. Entretanto, Jesus não foi derrotado no Getsêmane. Ele fincou uma estaca espiritual naquele lugar e se decidiu pela vontade de Deus. Aceitou o cálice. Jesus disse certa ocasião que venceu o mundo. Venceu mesmo. Todas as angústias e circunstâncias foram vencidas por Ele. Como vencedor deixou a lição para os discípulos: vigiai e orai para que não entreis em tentação. Vamos seguir a recomendação de Cristo?

(O autor do artigo é o Pr. Eber Jamil, dono do blog).

ORANDO SEM ESPERAR RECEBER.

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Leia: At 12:1-17.

O ser humano é um ser social que interage com a sociedade onde está inserido. Por sua vez, o mesmo acontece com a Igreja visível, que é suscetível aos acontecimentos que ocorrem a sua volta. A morte de um discípulo de Jesus, achegado, na época apóstolo, Tiago, irmão de João, filho de Zebedeu, atingiu a Igreja cristã cerca de dez anos após a ressurreição de Jesus. Tiago foi decapitado por ordem de Herodes Agripa I. Vendo que isso agradara aos judeus, continuou, e mandou prender também a Pedro. Tais acontecimentos foram fortíssimos para a Igreja emergente.

A resposta da igreja foi à oração por Pedro (At 12:5). Percebemos que eles foram solidários, perseverantes, fervorosos, e específicos em suas orações. A oração a Deus é um recurso poderoso em qualquer época, como em tempos difíceis. Pedro estava preso numa das torres da fortaleza de Antonia, que se situava na região noroeste do Templo.

Deus responde a oração de forma sobrenatural. Vejamos o relato registrado em Atos:

 

E quando Herodes estava para o fazer comparecer, nessa mesma noite estava Pedro dormindo entre dois soldados, ligado com duas cadeias, e os guardas diante da porta guardavam a prisão. E eis que sobreveio o anjo do Senhor, e resplandeceu uma luz na prisão; e, tocando a Pedro na ilharga, o despertou, dizendo: Levanta-te depressa. E caíram-lhe das mãos as cadeias. E disse-lhe o anjo: Cinge-te, e ata as tuas alparcas. E ele assim o fez. Disse-lhe mais: Lança às costas a tua capa, e segue-me. E, saindo, o seguia. E não sabia que era real o que estava sendo feito pelo anjo, mas cuidava que via alguma visão. E, quando passaram a primeira e segunda guardas, chegaram à porta de ferro, que dá para a cidade, a qual se lhes abriu por si mesma; e, tendo saído, percorreram uma rua, e logo o anjo se apartou dele. E Pedro, tornando a si, disse: Agora sei verdadeiramente que o Senhor enviou o seu anjo, e me livrou da mão de Herodes, e de tudo o que o povo dos judeus esperava.

Pedro, depois de liberto, dirige-se a casa de Maria, mãe de João Marcos, onde segundo a tradição, o Espírito Santo foi derramado no dia de Pentecostes. Pedro bate na porta da casa. Rode vai atende, escuta a voz de Pedro, e se emociona. Não consegue, por causa de tanta emoção, atender prontamente a porta. Anuncia a chegada de Pedro aos irmãos, então é desacreditada, chamada de louca, ainda é questionada com um argumento teológico de que seria o anjo de Pedro.

Percebemos que a Igreja orava pela libertação de Pedro, mas não creram no poder de Deus para responder. Como muitos pregam sem crer naquilo que prega. Como muitos cantam sem verdadeiramente louvar a Deus. Como muitos ensinam sem praticar. A Igreja orava sem crer na resposta de Deus.

Rode creu simplesmente. Entretanto, os irmãos mostraram um rebuscamento teológico, ao pensarem que era o anjo de Pedro, sem crer que Deus respondeu. Contradição. Devemos ter a fé simples de Rode e não buscarmos saídas rebuscadas para a nossa incredulidade. É preferível ser como o pai do menino epilético, que confessou a Jesus a sua dificuldade de crer, a orar com fervor sem crer que Deus pode responder. A oração tem que ser mais do que um rito fraterno, precisa ser verdadeira.

Pedro encontrou mais facilidade para sair da prisão (que era impossível) do que entrar na casa onde se faziam orações. Ele ficou algum tempo batendo na porta para depois entrar. Os irmãos efetivamente creram que era Pedro, quando a porta foi aberta. Pedro acenou-lhes com a mão e contou-lhe como se deu a libertação. A oração é para ser feita com expectativas. Não é para ser vista como uma formalidade que enverniza a incredulidade de quem ora.

(O autor do artigo é o Pr. Eber Jamil, dono do blog).

QUE DAREI EU AO SENHOR ?

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Sl 116

12 Que darei eu ao SENHOR, por todos os benefícios que me tem feito?

O salmista tem um coração agradecido a Deus pelos benefícios que Deus lhe concedeu. Benefício é favor, graça. Deus lhe abençoou, então ele faz a pergunta: que darei eu ao Senhor? Talvez certa mentalidade de “barganha com Deus” tenha passado pela mente do salmista, porém percebemos que o sentimento de barganha cedeu o espaço para o espírito de gratidão. Ele estava grato a Deus por isto compôs este salmo. Mas por que ele estava grato? Ao lermos o salmo 116 percebemos algumas razões.

Ele estava agradecido a Deus pelas repetidas respostas as suas orações:

1 AMO ao SENHOR, porque ele ouviu a minha voz e a minha súplica.

2 Porque inclinou a mim os seus ouvidos; portanto, o invocarei enquanto viver.

Ele estava agradecido pelos livramentos de morte:

3 Os cordéis da morte me cercaram, e angústias do inferno se apoderaram de mim; encontrei aperto e tristeza.

4 Então invoquei o nome do SENHOR, dizendo: Ó SENHOR, livra a minha alma.

8 Porque tu livraste a minha alma da morte (…).

Ele estava grato pelo livramento do abatimento emocional.

(…) fui abatido, mas ele me livrou (v.6).

(…) os meus olhos das lágrimas (v.8).

Ele estava grato pelo poder de Deus que o capacitou a superar as tentações:

(…) os meus pés da queda (v.8).

Diante desses feitos de Deus em sua vida o salmista pergunta: Que darei eu ao SENHOR, por todos os benefícios que me tem feito? Vejamos as três respostas que o salmista encontrou:

Primeira resposta: tomarei o cálice da salvação.

13 Tomarei o cálice da salvação (…)

Ele faz referência ao copo de vinho, que faz parte da celebração da Páscoa, que por sua vez, relembra o dia no qual os israelitas foram salvos da escravidão do Egito, o qual para com o crente é o dia em que Cristo nos salvou da escravidão pela Sua morte expiatória na cruz. Portanto, o coração grato deve sorver, entranhar-se da salvação concedida por Deus através de Jesus Cristo.

Segunda resposta: invocarei o nome do Senhor.

V. 13 (…) invocarei o nome do SENHOR.

Percebemos que a oração que ele se refere é toda gratidão a Deus. A gratidão para ele não era um adendo, um corpo estranho que é enxertado na oração no finalzinho, mas a razão de ser daquela oração é a gratidão pelos favores de Deus.

Terceira resposta: pagarei os meus votos de forma pública.

14 Pagarei os meus votos ao SENHOR, agora, na presença de todo o seu povo.

Nota-se que anteriormente, enquanto passava pelo aperto, ele prometeu algumas ofertas para Deus. Portanto, havia nele anteriormente uma mentalidade de “barganha” com Deus, do tipo: “se me abençoares farei isto ou aquilo”. Entretanto, ele entendeu que Deus lhe concedeu um favor, ou seja, uma graça. Assim, ele não cumpriria mais os votos por causa do “espírito de barganha”, mas por gratidão. É por que somos gratos a Deus que devemos cumprir os votos. É por gratidão a Deus que ofertamos. A gratidão tem que vencer o “espírito de barganha”, de amargura e murmuração.

Seja você grato a Deus todos os dias e pergunte-se a si mesmo: Que darei eu ao SENHOR, por todos os benefícios que me tem feito? Sabendo que por mais que você retribua não chegará à altura do favor de Deus, que nos abençoa por graça. O que importará a Deus é a gratidão como força motivadora para as suas ações em prol do reino de Deus e do próximo.

(O autor do artigo é o Pr. Eber Jamil, dono do blog).

PARA O MELHOR, DAREI O MELHOR!

Monte Moriá Leia 2 Samuel 24:19-25.

Satanás incitou a Davi realizar um censo em Israel. Deus não aprovou tal censo, pois foi uma atitude orgulhosa de Davi que passou a colocar sua confiança em suas forças armadas. O profeta Gade apresentou a Davi três castigos: três anos de fome, três meses de guerra e três dias de peste. Davi preferiu cair nas mãos de Deus e e houve três dias de peste. Setenta mil homens caíram sob o castigo de Deus. Gade orientou a Davi comprar um terreno de Araúna em Moriá e assim ele foi. Quando Araúna viu o rei subindo o monte perguntou-lhe: “Por que vem o meu senhor ao seu servo?”. Respondeu Davi: “Para comprar de ti esta eira a fim de edificar nela um altar ao Senhor” (Vs.21). Araúna ofereceu-lhe gratuitamente a eira e tudo mais que fosse preciso para o altar e o sacrifício, mas Davi alega que não iria oferecer ao Senhor holocaustos que não lhe custassem nada.

O local comprado chama-se monte Moriá (Gênesis 22). Onde Abraão ofereceu em sacrifício seu próprio filho Isaque e onde anos mais tarde Salomão construiu o templo e ofereceu sacrifícios a Deus (II Crônicas 3:1).

Aprendemos com Davi duas coisas básicas:

A primeira é que no reino de Deus deve haver renúncia e esforço. A salvação é pela graça, sem méritos ou ações do homem para se conquistar, mas uma vez dentro do reino de Deus, requer-se do seguidor de Jesus esforço e renúncia.

Mt 11:12 “E, desde os dias de João o Batista até agora, se faz violência ao reino dos céus, e pela força se apoderam dele”.

Mt 16:24 “Então disse Jesus aos seus discípulos: Se alguém quiser vir após mim, renuncie-se a si mesmo, tome sobre si a sua cruz, e siga-me”.

Josué 1: 9 “Não to mandei eu? Esforça-te, e tem bom ânimo; não temas, nem te espantes; porque o SENHOR teu Deus é contigo, por onde quer que andares.”

A segunda lição é que para O Melhor, que me deu o seu melhor, darei o melhor. Deus é o melhor, que nos deu o melhor, o seu filho unigênito para a nossa salvação (João 3:16). Davi não quis dar esmolas, nem sobras, mas deu uma fortuna. Comprou o terreno de Araúna por 600 siclos de ouro (1 Cr 21:25), que são cerca de 7 quilos de ouro, e pelos bois pagou 50 siclos de prata, que são cerca de  600 gramas de prata. Deus atentou para aquele sacrifício mandando fogo do céu para queimar o sacrifício no altar, que foi um sinal da aprovação divina. Para Deus devemos sempre oferecer o melhor e não algo despreparado e sem esmero.

(O autor do artigo é o Pr. Eber Jamil, dono do blog).

VOCÊ QUER A PAZ DE DEUS?

paz soldado Paulo escrevendo aos Filipenses (Capítulo 4) mostra sete recomendações de como desfrutar a paz de Deus.

v. 9 “O que também aprendestes, e recebestes, e ouvistes, e vistes em mim, isso fazei; e o Deus de paz será convosco”.

Paulo condiciona o desfrutar da paz de Deus àquilo que ele ensinou, ou seja, a prática dos seus ensinos e a imitação de sua vida. Portanto nós que temos paz com Deus, adquirida pela justificação dos nossos pecados na cruz, devemos praticar certas atitudes cristãs para desfrutarmos da paz de Deus.

Vejamos as sete recomendações paulinas:

Primeira recomendação: tenha o mesmo sentimento que houve em Cristo Jesus:

v. 2 “Rogo a Evódia, e rogo a Síntique, que sintam o mesmo no SENHOR”.

v. 3 “E peço-te também a ti, meu verdadeiro companheiro, que ajudes essas mulheres que trabalharam comigo no evangelho, e com Clemente, e com os outros cooperadores, cujos nomes estão no livro da vida”.

A unidade da Igreja estava ameaçada pelo conflito entre duas mulheres operosas na Igreja – Evódia e Síntique, cooperadoras de Paulo, cujos nomes estavam escritos no livro da vida. Paulo recomendou: sintam o mesmo, ou, tenham o mesmo modo de pensar. Ele deu esta mesma recomendação em Fp 2:1-8 nos exortando a ser humildes como Jesus foi. Por detrás das contendas, muitas vezes, se está instalado o sentimento de superioridade. O remédio é a humildade.

Segunda recomendação: alegra-te no Senhor:

v. 4 “Regozijai-vos sempre no Senhor; outra vez digo, regozijai-vos”.

Quatorze vezes em forma nominal ou verbal Paulo menciona a alegria que existe na vida cristã. (Ele estava preso). Ele mostra que o Senhor é o principal motivo da nossa alegria. Alegrar-se no Senhor significa a existência de alegria em se viver com o Senhor. Ele é fonte de alegria. Fomos inseridos e mergulhados em Cristo pelo Espírito Santo, portanto devemos nos alegrar nEle.

Terceira recomendação: seja moderado:

v. 5 “Seja a vossa eqüidade notória a todos os homens. “

O texto fala de moderação, amabilidade, equidade. É a atitude de abrir mão dos seus direitos em prol da paz. É fazer como Jesus que se doou para que os homens tivessem paz, ou ainda, como Abraão que na contenda com Ló cedeu o melhor lugar para ele. Sejamos conhecidos pela moderação, e não pelo pavio curto, e não pelo espírito briguento.

Quarta recomendação: creia que o Senhor está perto.

v. 5 “(…) Perto está o SENHOR”.

Podem ter dois significados a expressão “perto está o Senhor”. Primeiro significado, a volta de Jesus esta próxima. Segundo, o Senhor está perto de nós cumprindo a promessa de estar conosco todos os dias. Os dois entendimentos devem relativizar a falta de paz no coração do crente. “O choro dura uma noite, mas a alegria vem pelo amanhecer”. Perto está o Senhor.

Quinta recomendação: não vivas ansioso.

v. 6 “Não estejais inquietos por coisa alguma; (…) “.

Devemos desaprender a ansiedade e viver confiando em Deus. Lancemos sobre Deus toda nossa ansiedade, porque ele tem cuidado de nós (I Pe 5:7). Lançar é entregar. Entregar-se é confiar, se confiamos, descansamos, e não vivemos mais ansiosos.

Sexta recomendação: ore com ações de graças.

v. 6 “ (…) antes as vossas petições sejam em tudo conhecidas diante de Deus pela oração e súplica, com ação de graças”.

A oração é o antídoto para a ansiedade. A disciplina da oração feita a Deus aquieta o ser. A oração não pode ser um fim em si mesmo, mas um diálogo sincero e perscrutador com Deus.

Sétima recomendação: santifique sua mente.

v.8 “Quanto ao mais, irmãos, tudo o que é verdadeiro, tudo o que é honesto, tudo o que é justo, tudo o que é puro, tudo o que é amável, tudo o que é de boa fama, se há alguma virtude, e se há algum louvor, nisso pensai”.

Sem dúvida, grande parte da ausência de paz se dá por causa dos pensamentos que dominam nossas mentes. São necessários bons e santos pensamentos para que haja saúde mental e espiritual.

Se você vivenciar essas e outras práticas cristãs, a paz de Deus será desfrutada. Não se trata de uma fórmula, mas vida. A paz de Deus é disponível para os que vivem em Deus. Viva estas recomendações de Deus através de Paulo. Talvez você pergunte: qual é o resultado da paz de Deus no coração de alguém? A resposta está no texto:

v. 7 “E a paz de Deus, que excede todo o entendimento, guardará os vossos corações e os vossos sentimentos em Cristo Jesus”.

(O autor do artigo é o Pr. Eber Jamil, dono do blog).

ABRAÇANDO A FÉ

93 Habacuque quer dizer “abraço”. Foi o profeta que abraçou a fé e “desabraçou” a dúvida. O ministério de Habacuque ocorreu pouco antes da invasão de Judá por Nabucodonosor, em 605 a.C. Ele foi comissionado para anunciar a intenção do Senhor de castigar Judá com o futuro exílio para a Babilônia.

Ele apresenta duas questões a Deus através de suas profecias. Primeira, por que Deus permitia que o mal crescente em Judá permanecesse impune? Até quando? Perguntou o profeta. Deus responde que está preparando a nação dos caldeus para castigar o povo de Judá. Tal resposta o deixou pasmo! Então ele faz a segunda questão: como um Deus puro de olhos podia justificar o uso dos babilônios (caldeus), um povo ainda mais ímpio que os judeus para castigar Judá? Habacuque se coloca numa posição de vigilância para receber a resposta de Deus e Deus responde:

Eis que a sua alma está orgulhosa, não é reta nele; mas o justo pela sua fé viverá”.

Os babilônios, povo soberbo, colheria a violência de volta e seria julgado também. Enquanto o justo deveria se abraçar a fé sabendo da soberania de Deus, pois Deus executa a sua vontade na Terra.

Habacuque entendendo a magnânima e soberana vontade de Deus responde com um lindo salmo de fé. Pedindo que Deus avivasse sua obra na terra. Habacuque saiu da dúvida para a fé, conclui que, Deus é a sua força, fonte de alegria. Deus faria os seus pés como os das corças, capazes de andar nos lugares mais altos.

“Porque ainda que a figueira não floresça, nem haja fruto na vide; ainda que decepcione o produto da oliveira, e os campos não produzam mantimento; ainda que as ovelhas da malhada sejam arrebatadas, e nos currais não haja gado; Todavia eu me alegrarei no SENHOR; exultarei no Deus da minha salvação. O SENHOR Deus é a minha força, e fará os meus pés como os das cervas, e me fará andar sobre as minhas alturas”.

Seu coração está dominado por dúvidas? Muitos questionamentos? Coloque-se na posição de oração e Deus te responderá. Receba a resposta e responda abraçando a fé. Louve a Deus. Seus pés serão semelhantes aos das corças. Você será capaz de andar em terrenos acidentados e chegará a lugares altos. Glórias a Deus!

(O autor do artigo é o Pr. Eber Jamil, dono do blog).

ELEIÇÕES

urna eletronica

No próximo dia 3 de outubro exerceremos nosso direito e dever de cidadão votando nas eleições. O voto é o meio, dentro de um contexto democrático, que o cidadão tem de interferir na administração pública. (Quantas pessoas que vivem reclamando do governo votam com discernimento nas eleições?).

É hora de orarmos e buscarmos do Senhor discernimento para podermos votar bem e com sabedoria. Penso que não é hora de votarmos em branco ou nulo. Considero o voto em branco ou nulo, duas omissões. Não compartilho do pensamento de alguns que estimulam tais atitudes.

Como cristãos devemos votar com consciência, fazendo valer nosso direito de cidadão. Quem não se lembra de Paulo fazendo valer o seu direito de cidadão romano (At 16:36-40)?

Cabe ainda uma recomendação: não vote em uma pessoa só porque ela se diz cristão. O que tem gente por aí que para conseguir votos dos evangélicos, apresenta-se como cristão, sem o ser, não está no gibi. Nem todo aquele que diz “Senhor, Senhor” é de fato um cristão.

Vote em alguém que você conheça a origem, que já tenha demonstrado uma vida digna e um real interesse pela população. Neste ano específico tem se falado muito das leis que tramitam visando coibir e atravancar o avanço do evangelho. Portanto, procure informar-se e peça a orientação de Deus através da oração.

O tempo de votar é tempo da ação conjugada a oração e sabedoria. Lembre-se que neste ano para votar precisa-se de dois documentos: o título de eleitor e um documento com foto.

Saudações em Cristo,

Pr. Eber Jamil.

TEU É O REINO, O PODER E A GLÓRIA PARA SEMPRE.

coroa-2 Em algumas versões bíblicas não tem esta expressão final: teu é o reino, o poder e a glória para sempre. Pois alguns a consideram uma interpolação e que não está nos melhores manuscritos originais. A minha postura é confiar em Deus que zela por sua palavra, portanto não tenho dificuldades em aceitar este lindo final. É maravilhoso reafirmar a magestade e o poder de Deus.

Este final é um verdadeiro ponto culminante que carrega toda a ambiência dessa oração modelo. Parece ter sido influenciado pela passagem de I Crônicas 29: 11 – 13, que é uma oração de Davi:

Tua é, SENHOR, a magnificência, e o poder, e a honra, e a vitória, e a majestade; porque teu é tudo quanto há nos céus e na terra; teu é, SENHOR, o reino, e tu te exaltaste por cabeça sobre todos. E riquezas e glória vêm de diante de ti, e tu dominas sobre tudo, e na tua mão há força e poder; e na tua mão está o engrandecer e o dar força a tudo. Agora, pois, ó Deus nosso, graças te damos, e louvamos o nome da tua glória.”

O reino é dEle.

Deus é o Senhor da história: o Rei dos reis. Reina agora sobre todos e mantém uma posição superior a qualquer autoridade espiritual e terrena.

Jesus ensinou nessa oração a pedir: venha o teu reino. Tal pedido é um ato de rendição ao Senhorio de Deus. Tal pedido não é passivo, mas um compromisso de participação da concretização do reino de Deus aqui na terra. Sem dúvida esta petição é uma atitude de comprometimento com os valores do reino de Deus. Nós como filhos de Deus vivendo nesta terra enfrentamos as seduções dos valores mundanos que nos cercam. Porém Jesus nos ensina que os valores do Seu reino devem ser a nossa prioridade.

O outro pedido: faça-se a tua vontade, assim na terra como no céu mostra que a nossa vida terrena deve se aproximar o máximo da vida no céu. Ambos pedidos reafirmam que o reino pertence a Deus para todo sempre. O “seja feita a tua vontade” não é apenas em relação aos nossos pedidos, mas também em relação a nossa vida. Jesus nos ensina a alinhar-nos ao longo da vida aos propósitos de Deus.

O poder é dEle.

A Deus pertence toda a autoridade sobre o universo físico e sobre o reino espiritual. Ele criou o universo físico e também o espiritual, não havendo nada, em nossa vida ou nas circunstâncias, que escape do poder divino.

Jesus ensinou nesta oração a pedir pelo pão de cada dia mostrando que Deus tem o poder da provisão. Deus quer que dependamos dEle durante toda a nossa vida. A nossa existência na terra é composta de dias, Ele deseja que dependamos da providência diariamente.

O pedido: perdoa-nos as nossas dívidas, assim como nós temos perdoado aos nossos devedores mostra o poder exclusivo de Deus de perdoar o homem e de livrar o homem da condenação eterna. Deus perdoa somente arrependido, e uma evidência do arrependimento é um espírito perdoador.

O pedido: e não nos deixes cair em tentação; mas livra-nos do mal mostra o poder de proteger e defender contra o maligno que Deus tem. Jesus deixou claro que a vitória está disponível para quem ora e vigia (Mt 26:41 e 1 Co 10:13).

Nós devemos depender do poder divino nos aspectos materiais (pão), espirituais (perdão), morais (tentação) e demais áreas da existência.

A glória é dEle.

Deus é glorioso, digno de Glória e louvor. Toda a honra e a glória pertencem a Deus.

No início da oração modelo Jesus afirmou que Deus é Pai e está nos céus. Ao se referir aos céus Jesus mostrou que o Pai está numa esfera superior e muito mais excelente que a da terrena. Ele é digno de glória.

Ao pedir pela santificação do nome divino mostrou que o nome de Deus é venerável e digno de honra e glória. O pedido não é para que Deus seja santificado, mas é pedido pela própria santificação do suplicante. O crente em Jesus deve buscar a santificação através do comprometimento com a prática da Palavra. Ouvir, praticar a Palavra, orar, jejuar, evitar o mal e sua aparência são atitudes de quem busca a santificação.

Apesar de muitos considerarem a expressão final da oração modelo um apêndice litúrgico a sua expressão está presente em toda oração. Devemos sempre vivenciar os poderes humanos como sendo relativos. O único poder absoluto é o de Deus. A Deus seja o reino, o poder e a glória para sempre. Amém.

(O autor do artigo é o Pr Eber Jamil, dono do blog).