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CONSOLADOS PARA CONSOLAR.

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II Coríntios 1:v.4: … para que também possamos consolar os que estiverem em alguma tribulação, com a consolação com que nós mesmos somos consolados por Deus.

A consolação recebida nos habilita consolar a outros. O passar pelo sofrimento e o consolo recebido de Deus fazem com que possamos ajudar outros que passam pela mesma coisa. Note bem que o sofrimento sofrido não foi despropositado, mas teve o propósito de nos fazer instrumentos de consolação. Há um propósito – consolarmos outros. Esse senso de propósito e de missão permeiam toda a Bíblia com relação aos servos de Deus. Quantas vezes achamos que as intempéries da existência são tufões sem controle e despropositados. Entretanto, aquele que serve a Deus pode ter certeza que há um propósito em tudo.

Na situação de Paulo ele cita o propósito de consolar outros com a mesma consolação recebida. O fato de termos passado pela tribulação, pela peleja, por causa da justiça, faz com que possamos estimular outros em igual situação. Paulo disse aos Galátas que uma das coisas que lhe davam autoridade eram as marcas de Cristo em seu próprio corpo. As marcas, experiências, pela causa de Cristo são marcas e experiências de conforto que Deus nos outorga. Deus é o Deus da providência.

A providência divina é patente na história de José do Egito. Deus revelou os detalhes dessa história, assim enxergamos a providência com clareza. Entretanto, existem outras histórias, existem outras pessoas, existem as nossas histórias pessoais: será que a providência divina é aplicável? Quando lemos a Bíblia percebemos que sim. Deus é o Deus Provedor, e não foi só com José, mas foi com Abraão, com Jacó, com Judá, com o Copeiro, etc. Deus de fato mostra desde o início, que a história da humanidade não está entregue a si mesma, mas aos Seus cuidados.

José mostrou no final compreender o designer do tapeceiro divino, que costurou a história dele de forma magnânima, assim ele conseguiu perdoar os irmãos. Como nos livraremos da amargura, da frustração, se cremos na providência divina! A sensação que temos é que temos peças de um grande quebra-cabeça, as quais não nos são possíveis encaixar. Porém, Deus encaixa.

Segundo o texto estudado a providência também se manifesta em consolação ao servo de Deus. Ele sai consolado para consolar. Deus tem um propósito. Lembro do meu pai em seu programa de rádio que depois de dar o noticiário cristão sempre dizia: Deus tem um plano! A história tem um maestro. Grande é o mistério. Apesar de o homem exercer sua volição, Deus é soberano. Nunca, nós homens, conseguiríamos encaixar a volição humana e a soberania de Deus, mas Deus encaixa e nenhum dos seus propósitos é frustrado. A teologia sempre pende para um dos lados: volição humana ou soberania de Deus. Eu creio no encaixe por causa do prévio conhecimento de Deus sobre tudo. Para Deus não há passado, presente ou futuro, tudo é uma coisa só. Ele não está preso ao tempo e nem no espaço. Ele é Livre.

(O autor do artigo é o Pr. Eber Jamil, dono do blog).

DEUS É O PAI DAS MISERICÓRDIAS E DE TODA CONSOLAÇÃO.

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II Coríntios 1:3: … o Pai das misericórdias e o Deus de toda a consolação.

A fonte da misericórdia e consolação é Deus. No sofrimento não devemos nos esquecer que Ele é O Pai das misericórdias e de toda consolação. Quando Paulo disse “toda consolação” é porque Deus pode consolar qualquer sofrimento. Não há algo tão doído que Deus não possa consolar. Nele há consolação e Misericórdia.

Deus consola através de Sua Palavra. A Bíblia é um verdadeiro bálsamo para a alma humana. São tantas passagens que apaziguam a alma e confortam em momentos difíceis. Muitas vezes preguei em sepultamentos palavras de consolo baseadas na Palavra. Outras tantas vezes pessoas encontraram orientação para tomar decisões acertadas na Palavra.

As orações são recursos de Deus para consolo. Foi o caso de Ana e de tantas outras pessoas em todas as gerações que tiveram seu semblante mudado depois que oraram. O próprio Espírito intercede por nós enquanto oramos para que haja consolo em nós.

Às vezes o consolo divino se manifesta através do próximo, palavra de aconselhamento, abraços, uma boa música. Na maioria dos casos é Deus manifestando sua consolação através do próximo. Eu sempre olho aquele versículo que fala que se meu pai, ou minha mãe me abandonar, Deus me acolherá, de forma horizontal. Afinal Deus vai acolher como? Através de alguém é a resposta.

O consolo de Deus se manifesta até fisiologicamente. O choro é um escape fisiológico dado por Deus ao homem. A expressão “Bem-aventurados os que choram porque serão consolados” tem muitas aplicações, mas expõe também a natureza fisiológica do choro que após ser derramado proporciona certo alívio para aquele que chora.

A Bíblia toda conta a história de Deus sendo o consolador da humanidade. Jesus ao falar do Espírito Santo o chamou de consolador e alertou: não vos deixarei órfãos, ou seja, inconsoláveis, enviarei do meu Espírito e Ele será o consolador de vocês.

Precisamos fazer esta consideração durante o sofrimento. Deus é a fonte da verdadeira consolação. Tão preciosas foram as palavras de Cristo: Não se turbe o vosso coração, credes no Pai, credes também em mim. A fé neste Deus consolador apazigua a alma e consola.

(O autor do artigo é o Pr. Eber Jamil, dono do blog).

PERSEVERANDO NA COMUNHÃO.

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At 2:42 – E perseveravam na doutrina dos apóstolos, e na comunhão, e no partir do pão, e nas orações.

A palavra perseverar, quer dizer, conservar-se firme e constante; ir até o fim; sem se deixar demover ou abalar. A igreja muitas vezes fala em perseverar na doutrina, na prática da ceia e nas orações. Entretanto, o versículo também coloca a necessidade de se perseverar na comunhão (koinonia), que é um grande desafio! Viver em comunidade e relacionar-se interpessoalmente traz muitos desafios. Vejamos alguns exemplos bíblicos de perseverança na comunhão e no amor.

O exemplo de Jesus – Jo 13:1 – ORA, antes da festa da páscoa, sabendo Jesus que já era chegada a sua hora de passar deste mundo para o Pai, como havia amado os seus, que estavam no mundo, amou-os até o fim.

O exemplo de Deus nosso Pai – Hb 13:5 – Sejam vossos costumes sem avareza, contentando-vos com o que tendes; porque ele disse: Não te deixarei, nem te desampararei.

. Onesíforo – II Tm 1:16 – O SENHOR conceda misericórdia à casa de Onesíforo, porque muitas vezes me recreou, e não se envergonhou das minhas cadeias. (Paulo foi abandonado por muitos enquanto esteve preso, mas Onesíforo esteve ao lado dele).

Fica claro até aqui que devemos seguir esses exemplos e perseverar na comunhão. Entretanto, surge naturalmente a pergunta: como perseverar na comunhão?

Primeiro, tendo disposição para perdoar.

Mt 18: 21 e 22 – 21 Então Pedro, aproximando-se dele, disse: Senhor, até quantas vezes pecará meu irmão contra mim, e eu lhe perdoarei? Até sete? Jesus lhe disse: Não te digo que até sete; mas, até setenta vezes sete.

Ef 4:31 e 32 – Toda a amargura, e ira, e cólera, e gritaria, e blasfêmia e toda a malícia sejam tiradas dentre vós, Antes sede uns para com os outros benignos, misericordiosos, perdoando-vos uns aos outros, como também Deus vos perdoou em Cristo.

Segundo, tendo o mesmo sentimento que houve em Cristo Jesus – a humildade.

Fp 2: 4 e 5 – 4 Não atente cada um para o que é propriamente seu, mas cada qual também para o que é dos outros. De sorte que haja em vós o mesmo sentimento que houve também em Cristo Jesus.

Rm 12:16 – Sede unânimes entre vós; não ambicioneis coisas altas, mas acomodai-vos às humildes; não sejais sábios em vós mesmos;

Terceiro, sendo promotores da paz.

Efésios 4:3 – Procurando guardar a unidade do Espírito pelo vínculo da paz.

Rm 12:18 – Se for possível, quanto estiver em vós, tende paz com todos os homens.

Hb 12:14 – Segui a paz com todos, e a santificação, sem a qual ninguém verá o Senhor.

Quarto, falando palavras edificantes.

Ef 4:29 – Não saia da vossa boca nenhuma palavra torpe, mas só a que for boa para promover a edificação, para que dê graça aos que a ouvem.

Ef 5: 3 e 4 – Mas a prostituição, e toda a impureza ou avareza, nem ainda se nomeie entre vós, como convém a santos; Nem torpezas, nem parvoíces, nem chocarrices, que não convêm; mas antes, ações de graças.

Ef 5:19 – Falando entre vós em salmos, e hinos, e cânticos espirituais; cantando e salmodiando ao Senhor no vosso coração;

Você sabe a necessidade de perseverar na doutrina, na celebração na ceia do Senhor e nas orações. Entretanto, persevere também na comunhão com o irmão: perdoando, sendo humilde, sendo um pacificador e falando palavras edificantes. Vamos perseverar?

(O autor do artigo é o Pr. Eber Jamil, dono do blog).

CONFIA NO SENHOR DE TODO O CORAÇÃO.

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Pv 3: 5 “ Confia no SENHOR de todo o teu coração (…)”.

Estamos diante de um apelo feito por um sábio. Ele nos apela a confiarmos no Senhor sem restrições, totalmente. Vivemos numa sociedade sem confiança, que vive em paranóia, com o sentimento de que todas as pessoas conspiram contra ela. Entretanto, o caminho do justo deve ser o da confiança em Deus.

A primeira vez que o verbo confiar aparece na Bíblia mostra Faraó afligindo o povo de Israel para que este não confiasse nas palavras de Deus.

Êxodo 5:9 – Agrave-se o serviço sobre estes homens, para que se ocupem nele e não confiem em palavras mentirosas.

Jesus, depois de contar uma parábola, fez uma pergunta: “ quando vier o Filho do homem, porventura achará fé na terra?” (Lc 18.8). Jesus mostrou que a tendência do mundo é apostasia, e que muitos deixarão de confiar no Senhor. Entretanto, o salmista fala que é melhor confiar no Senhor.

Sl 118. 8 e 9 – É melhor confiar no SENHOR do que confiar no homem. É melhor confiar no SENHOR do que confiar nos príncipes.

Aquele que confia no Senhor persevera, resiste e supera as intempéries da existência.

Salmos 125: 1 – OS que confiam no SENHOR serão como o monte de Sião, que não se abala, mas permanece para sempre. (A palavra Sião significa “colina ressecada pelo sol”).

Aquele que confia no Senhor põe Deus como seu refúgio e por isto estará seguro.

Provérbios 29:25 – O temor do homem armará laços, mas o que confia no SENHOR será posto em alto retiro.

Aquele que confia no Senhor será bem sucedido. Suas obras encontrarão bom termo.

Provérbios 16:3 – Confia ao SENHOR as tuas obras, e teus pensamentos serão estabelecidos.

Aquele que confia no Senhor terá contentamento, paz e será feliz.

Provérbios 16:20 – O que atenta prudentemente para o assunto achará o bem, e o que confia no SENHOR será bem-aventurado.

Diante dessas afirmações percebemos que é uma atitude sábia escolher confiar no Senhor. Muitos vão pelo caminho da autoconfiança exagerada e agem com imprudência.

Provérbios 28:6 – O que confia no seu próprio coração é insensato, mas o que anda em sabedoria, será salvo.

Outros ainda confiam de maneira exagerada em pessoas que se mostram infiéis e por isto ficam desconjuntados.

Provérbios 25:19 – Como dente quebrado, e pé desconjuntado, é a confiança no desleal, no tempo da angústia.

A melhor conclusão que podemos chegar está em salmos 37:5 – Entrega o teu caminho ao SENHOR; confia nele, e ele o fará.

Qual o caminho que você escolherá? O caminho da Confiança em Deus? Ou o caminho da ansiedade, nervosismo e intranqüilidade?

(O autor do artigo é o Pr. Eber Jamil, dono do blog).

APRENDENDO COM OS SAMARITANOS.

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Neste artigo quero escrever sobre o aprendizado que podemos ter com os samaritanos. Os samaritanos eram considerados estrangeiros e sincréticos pelos judeus. Entretanto, quando tiveram contato com a Graça de Deus através de Jesus, a maioria das vezes, responderam positivamente. Podemos aprender com eles nos evangelhos. Tanto que Jesus para ensinar a um doutor da lei, quem era seu próximo, contou uma parábola usando como referência um samaritano.

Observemos, primeiramente, a atitude da mulher samaritana (João 4) quando teve contato com Jesus e descobriu que Ele era o Messias. Ela era uma mulher marginalizada na sociedade, pois teve cinco maridos e vivia num concubinato, quando encontrou com Jesus. Ela tinha ido buscar água no poço com seu cântaro quando se encontrou com Ele. Ao descobrir quem era Jesus abandonou seu cântaro e foi divulgar aos seus conterrâneos sobre o Messias. Testemunhou com ardor apesar da sua má fama. Não se calou diante da primeira pessoa. Deu seu testemunho pessoal. Conduziu pessoas a Jesus de tal forma que Ele teve que ficar dois dias em Samaria. Aprendemos com essa mulher sobre o impulso primaz do novo convertido – falar de Jesus e testemunhar  o nome dEle. Muitas vezes os crentes antigos estão envolvidos por calotas de gorduras do seu próprio eu e arrefecem no ardor da evangelização. O passado obscuro e sombrio dessa mulher não a fez se intimidar diante da urgência da mensagem da salvação.

Outro exemplo foi quando Jesus curou dez leprosos (Lucas 17) e só o que voltou para agradecer era samaritano. A cura não foi imediata. Jesus recomendou que eles fossem ao sacerdote conforme a lei. Era uma obrigação legal ir ao sacerdote, pois somente os sacerdotes podiam liberar o convívio social dos leprosos. Entretanto, quando Jesus os mandou, eles ainda não estavam curados. Foram curados no caminho. Os dez leprosos cumpriram a ordem e a obrigação de ir ao sacerdote. O samaritano foi além da obrigação e voltou a Jesus para agradecer. Foi além do dever. Foi grato. Adorou a Jesus. Por isto foi o único dos dez ex-leprosos que ouviu: a tua fé te salvou. Aprendemos com esse samaritano a gratidão e a fazer mais do que a obrigação. Ir além da obediência movido pela adoração e gratidão.

O último exemplo que quero citar não vem de um fato histórico, mas vem da parábola que Jesus contou (Lucas 10). Jesus usou um samaritano como referência para um doutor da lei. Jesus foi mais além, usou as figuras intocáveis dos sacerdotes e levitas como exemplos negativos em detrimento de um samaritano que age com bondade. Contou a história de um homem assaltado e caído numa estrada que foi visto por um sacerdote e um levita, que passaram de largo. O samaritano, que não tinha obrigação de ajudar por causa do contexto hostil entre judeus e samaritanos, foi o que parou e socorreu o ferido. O samaritano teve compaixão. Tratou das feridas do homem com azeite e vinho, que são símbolos do Espírito Santo e do sangue de Jesus, respectivamente. Levou-o a estalagem. Pagou a hospedagem e disse que quando voltasse pagaria o que faltasse. O samaritano foi o próximo para com o próximo. O doutor da lei havia indagado: quem é o meu próximo? Jesus numa santa estocada usa como exemplo um samaritano.

Aprendemos com o exemplo dos samaritanos que a Graça de Deus pode atingir aos sincréticos, aos nossos desafetos e fazê-los instrumentos poderosos nas mãos de Deus. Cabe a mim e você pregar o evangelho aos nossos samaritanos, aos nossos desafetos, sabendo que Deus é poderoso para regenerá-los.

(O autor do artigo é o Pr. Eber Jamil, dono do blog).

O GRANDE AMIGO

jesus-e-o-meu-amigo Penso que jamais se sofre tanto e tão íntimo do coração, como quando se percebe que o amigo deixa de ser amigo, quando se constata a perda desse tesouro.

Aquela pessoa a quem ontem se confiavam os problemas, hoje nada mais se pode falar. Aquela pessoa, que ontem se interessava por minhas preocupações, hoje não tem mais nenhum sorriso de apoio. Aquela pessoa que ontem ajudava aliviar as cargas, hoje ri do meu fracasso. Aquela pessoa que sorria ao me encontrar, hoje nem sequer me olha. Aquela pessoa que ontem era alegria e conforto, hoje é tristeza e dor. Aquela pessoa que ontem ensinava o caminho reto, hoje fecha as portas ao me ver passar. Aquela pessoa que me consolava, hoje me faz chorar. Aquela pessoa que ontem era compreensão, hoje é indiferença.

Sim, é um grande dor constar que não se tem mais a confiança de um bom amigo. Mesmo nesta hora, não devemos desanimar. Cristo também foi abandonado por seus melhores amigos. Pedro afirmou “morrer por Cristo” e na hora “H” sustentou não conhecê-lo. Quantas vezes nós também fazemos o mesmo papel de Pedro? Decepcionando a quem confia em nós.

O que podemos fazer? Precisamos firmar nossa amizade com o Amigo Supremo, Jesus, que não decepciona ninguém. Jesus deve ser o companheiro inseparável de nossa vida. Nele podemos sempre sorrir e cantar. Nele sentimos o doce sabor da vida. Nele podemos ser e ter bons amigos. Ele é o amigo que devemos abrir o coração. Você que já sofreu a perda de uma amizade, a quebra de um relacionamento, saiba que a amizade com Cristo é para sempre. Cristo não quebrará a amizade com você. Mas se eu quebrar a amizade com Cristo? – Talvez você pergunte. Basta você se arrepender, confessar e correr para os braços de Jesus, que Ele te receberá de volta. Como diz o cântico que o Rebanhão cantava:

“Conheci um grande amigo. Ele é Filho de Deus Pai. O seu nome é Jesus Cristo. Nele a gente pode confiar”.

VOCÊ QUER A PAZ DE DEUS?

paz soldado Paulo escrevendo aos Filipenses (Capítulo 4) mostra sete recomendações de como desfrutar a paz de Deus.

v. 9 “O que também aprendestes, e recebestes, e ouvistes, e vistes em mim, isso fazei; e o Deus de paz será convosco”.

Paulo condiciona o desfrutar da paz de Deus àquilo que ele ensinou, ou seja, a prática dos seus ensinos e a imitação de sua vida. Portanto nós que temos paz com Deus, adquirida pela justificação dos nossos pecados na cruz, devemos praticar certas atitudes cristãs para desfrutarmos da paz de Deus.

Vejamos as sete recomendações paulinas:

Primeira recomendação: tenha o mesmo sentimento que houve em Cristo Jesus:

v. 2 “Rogo a Evódia, e rogo a Síntique, que sintam o mesmo no SENHOR”.

v. 3 “E peço-te também a ti, meu verdadeiro companheiro, que ajudes essas mulheres que trabalharam comigo no evangelho, e com Clemente, e com os outros cooperadores, cujos nomes estão no livro da vida”.

A unidade da Igreja estava ameaçada pelo conflito entre duas mulheres operosas na Igreja – Evódia e Síntique, cooperadoras de Paulo, cujos nomes estavam escritos no livro da vida. Paulo recomendou: sintam o mesmo, ou, tenham o mesmo modo de pensar. Ele deu esta mesma recomendação em Fp 2:1-8 nos exortando a ser humildes como Jesus foi. Por detrás das contendas, muitas vezes, se está instalado o sentimento de superioridade. O remédio é a humildade.

Segunda recomendação: alegra-te no Senhor:

v. 4 “Regozijai-vos sempre no Senhor; outra vez digo, regozijai-vos”.

Quatorze vezes em forma nominal ou verbal Paulo menciona a alegria que existe na vida cristã. (Ele estava preso). Ele mostra que o Senhor é o principal motivo da nossa alegria. Alegrar-se no Senhor significa a existência de alegria em se viver com o Senhor. Ele é fonte de alegria. Fomos inseridos e mergulhados em Cristo pelo Espírito Santo, portanto devemos nos alegrar nEle.

Terceira recomendação: seja moderado:

v. 5 “Seja a vossa eqüidade notória a todos os homens. “

O texto fala de moderação, amabilidade, equidade. É a atitude de abrir mão dos seus direitos em prol da paz. É fazer como Jesus que se doou para que os homens tivessem paz, ou ainda, como Abraão que na contenda com Ló cedeu o melhor lugar para ele. Sejamos conhecidos pela moderação, e não pelo pavio curto, e não pelo espírito briguento.

Quarta recomendação: creia que o Senhor está perto.

v. 5 “(…) Perto está o SENHOR”.

Podem ter dois significados a expressão “perto está o Senhor”. Primeiro significado, a volta de Jesus esta próxima. Segundo, o Senhor está perto de nós cumprindo a promessa de estar conosco todos os dias. Os dois entendimentos devem relativizar a falta de paz no coração do crente. “O choro dura uma noite, mas a alegria vem pelo amanhecer”. Perto está o Senhor.

Quinta recomendação: não vivas ansioso.

v. 6 “Não estejais inquietos por coisa alguma; (…) “.

Devemos desaprender a ansiedade e viver confiando em Deus. Lancemos sobre Deus toda nossa ansiedade, porque ele tem cuidado de nós (I Pe 5:7). Lançar é entregar. Entregar-se é confiar, se confiamos, descansamos, e não vivemos mais ansiosos.

Sexta recomendação: ore com ações de graças.

v. 6 “ (…) antes as vossas petições sejam em tudo conhecidas diante de Deus pela oração e súplica, com ação de graças”.

A oração é o antídoto para a ansiedade. A disciplina da oração feita a Deus aquieta o ser. A oração não pode ser um fim em si mesmo, mas um diálogo sincero e perscrutador com Deus.

Sétima recomendação: santifique sua mente.

v.8 “Quanto ao mais, irmãos, tudo o que é verdadeiro, tudo o que é honesto, tudo o que é justo, tudo o que é puro, tudo o que é amável, tudo o que é de boa fama, se há alguma virtude, e se há algum louvor, nisso pensai”.

Sem dúvida, grande parte da ausência de paz se dá por causa dos pensamentos que dominam nossas mentes. São necessários bons e santos pensamentos para que haja saúde mental e espiritual.

Se você vivenciar essas e outras práticas cristãs, a paz de Deus será desfrutada. Não se trata de uma fórmula, mas vida. A paz de Deus é disponível para os que vivem em Deus. Viva estas recomendações de Deus através de Paulo. Talvez você pergunte: qual é o resultado da paz de Deus no coração de alguém? A resposta está no texto:

v. 7 “E a paz de Deus, que excede todo o entendimento, guardará os vossos corações e os vossos sentimentos em Cristo Jesus”.

(O autor do artigo é o Pr. Eber Jamil, dono do blog).

PERDOA-NOS AS NOSSAS DÍVIDAS.

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O pecado é descrito nesta oração como dívida. O homem deve a Deus a guarda dos seus mandamentos; todo pecado cometido é contração de dívida. Incapaz de pagá-la, a única esperança do homem é ser perdoado por Deus.

A Bíblia afirma em Romanos 3:23 que todos nós somos pecadores, portanto todos somos devedores:

Porque todos pecaram e destituídos estão da glória de Deus.

Jesus nos ensina confessar os nossos pecados a Deus. Conforme está escrito em 1 João 1:9 – Se confessarmos os nossos pecados, ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados, e nos purificar de toda a injustiça.

A religiosidade pode promover no homem um auto-engano com relação ao perdão dos seus pecados. Muitos pensam que os cumprimentos das normas religiosas adquirem o perdão dos pecados, mas não é assim. Era comum, como ainda é, o homem se revestir de uma justiça própria confiado na sua própria obra para a remissão dos pecados. Porém o exibicionismo na oração ou as meras repetições não conseguem tal feito.

O verdadeiro pedido de perdão dos pecados a Deus deve envolver o arrependimento e ele envolve a pessoa toda, todo o seu ser, toda a sua personalidade. O arrependimento é uma mudança na maneira de pensarmos em Deus, em nosso pecado e em nossas relações com o nosso próximo. Posso dizer que no arrependimento existem três fases: Primeiro, uma tristeza segundo Deus em relação ao pecado cometido. Segundo, uma confissão dos pecados a Deus através da oração. E terceiro, o abandono da prática do pecado.

Sendo o pecado dívida, é o arrependimento que paga a dívida? Não. O arrependimento é conseqüência da obra do Espírito Santo no homem. O Espírito convence o homem do pecado, da justiça e do juízo, da justiça que Jesus executou em si próprio em favor da humanidade. Foi Jesus que pagou o débito da humanidade na Cruz. A justificação é, então, um ato declarativo de Deus, ele declara que não pode mais condenar o homem e o restaura à sua graça. O seu sacrifício foi vicário, ou seja, foi substitutivo. Ele tomou o lugar dos homens devedores para pagar o preço que nós homens merecíamos.

O “assim como perdoamos aos nossos devedores” mostra o caminho do regenerado e perdoado por Deus. Deus nos perdoou o imperdoável. A nossa dívida para com Deus era maior do que a dívida dos nossos devedores. Portanto, Deus pede para você, que recebeu uma graça incomensurável, perdoe aquele que deve menos do que você devia a Deus.

Ef 4: 31e 32: Toda a amargura, e ira, e cólera, e gritaria, e blasfêmia e toda a malícia sejam tiradas dentre vós, Antes sede uns para com os outros benignos, misericordiosos, perdoando-vos uns aos outros, como também Deus vos perdoou em Cristo.

Logo depois da oração do Pai Nosso está escrito (Mt 6:14 e 15):

Porque, se perdoardes aos homens as suas ofensas, também vosso Pai celestial vos perdoará a vós; Se, porém, não perdoardes aos homens as suas ofensas, também vosso Pai vos não perdoará as vossas ofensas.

O que Jesus quis dizer com isto? A ausência de perdão obstrui a nossa comunhão com Deus. Então perderei a salvação se não perdoar alguém? Não. Entretanto, a intimidade, o relacionamento fica obstruído. O sacrifício de Jesus foi o preço na cruz pagou o preço da sua dívida, e isto foi um favor imerecido, ou seja, Graça. Entretanto, Deus espera que você compartilhe da graça recebida e perdoe seus devedores como foi perdoado por Deus. Se não, suas orações não serão ouvidas por Deus e você não perderá a salvação, mas deixará de usufruir um relacionamento intimo com Deus.

(O autor do artigo é o Pr. Eber Jamil, dono do blog).

PÃO NOSSO DE CADA DIA.

 

pao2 Esta é a quarta petição da oração modelo. Sendo a primeira petição que envolve as necessidades pessoais. As três anteriores se relacionaram com o programa de Deus e nesse pedido com uma necessidade pessoal. Observemos que a prioridade da oração é o Reino de Deus e cabendo no seu bojo as nossas petições.

As petições acerca das coisas materiais não ofendem a Deus. Existem dois extremos nesse aspecto: aqueles que só pedem coisas materiais e em segundo aqueles que não pedem porque acham que Deus só quer dar coisas espirituais. Nenhum dos extremos é acertado. Creio que em Tiago (Aliás tem muita influência do sermão do monte) nós temos um esclarecimento sobre o assunto.

Temos o grupo de pessoas que não pedem por isto não recebe: Tg 4:2 “Nada tendes, porque não pedis”. No contexto o que faz calar acerca dos pedidos é o mundanismo, ou em outros casos, um conformismo, como se tudo estivesse determinado.

Outro grupo de pessoas são as que pedem, mas pedem mal: Tg 4:3 – “pedis, e não recebeis, porque pedis mal, para esbanjardes em vossos prazeres”.

Nenhum desses extremos é conveniente.

O “pão” é uma referência daquilo que é necessário e básico. Um teólogo do século XVI, Martin Chemnitz escreveu: “A palavra pão, presente nesta oração, engloba todas aquelas coisas necessárias para uma vida ordeira, honesta e pacífica. Isto se aplica à nação, à família, à produtividade da terra, ao bom tempo e assim por diante”. Este pedido nos faz lembrar a provisão para o povo de Israel no deserto do Maná (Ex 16). O Maná foi uma provisão necessária e diária semelhante ao “pão nosso de cada dia”.

A expressão “pão nosso” mostra que o Pai é nosso e o pão também é. Mostra a consciência comunitária que precisa haver entre os cristãos. Nessa oração o Pai é nosso e a petição é pelo “pão nosso de cada dia”. Deve haver um espírito solidário e altruísta entre nós. Não devo somente me preocupar com as minhas necessidades, mas com o do meu próximo também. Não só as minhas necessidades sejam supridas por Deus, mas a do meu irmão também. Tão diferente o pensamento que graça em nosso meio hoje: individualismo, egocentrismo e acumulação de bens sem generosidade.

A oração do Pai Nosso é uma oração feita no sentido vertical, mas que nos alerta o espírito para o sentido horizontal, isto é: para o relacionamento fraternal com todos os nossos semelhantes. Com o mesmo espírito fraternal que oramos “Pai nosso”, também devemos orar pelo “pão nosso”.

Jesus contou a parábola do Rico Insensato que conquistou uma grande colheita que garantiria sustento para a vida toda. Entretanto, naquela noite a sua alma foi pedida e ele não tinha ninguém para deixar sua fortuna. Foi um projeto de vida solitário e não solidário. Foi um projeto de vida egoísta e não fraternal. Não foi no espírito do “Pai nosso e pão também é”.

A expressão a “cada dia” mostra a dependência que devemos ter de Deus. Deus quer que dependamos dEle durante toda a nossa vida. A nossa existência na terra é composta de dias, Ele deseja que dependamos da providência diariamente.

Esta petição também nos lembra que Deus nos sustenta materialmente e espiritualmente. A providência diária de Deus não se restringe ao físico e material, mas também no espiritual. Todas as vezes que participamos da Ceia do Senhor somos lembrados que Jesus é “o pão que desceu do céu”, somos lembrados que Ele é o pão da vida. Jesus não é apenas o Provedor, mas também é a provisão.

(O autor do artigo é o Pr Eber Jamil, dono do blog).

ORANDO AO PAI CELESTIAL.

orao_11Quando advertiu sobre o problema das vãs repetições, Jesus disse que não era necessário, porque o Pai sabia e sabe qual é a necessidade de seus filhos. No sermão do monte percebemos esse pilar: a oração deve ser baseada na paternidade divina. Não devemos fazer da oração uma plataforma para a fama, para a aclamação pública e nem fazer da oração uma “mantra” onde as repetições das palavras dão uma falsa certeza da resposta. Quando recomendou um modelo de oração, Jesus iniciou com “Pai nosso que estás nos céus”.

A nossa oração deve ser dirigida a Deus, e Deus que é Pai. Não devemos clamar a anjos, a santos, a espíritos de pessoas que faleceram, mas ao Deus Pai. A nossa súplica está baseada na paternidade de Deus. Deus é o nosso refúgio (Sl 46.1), disse o Salmista. A sua paternidade é o nosso refúgio, abrigo, e sobre sua sombra descansaremos (Sl 91). Ele não é um Deus a qual temos que atrair a atenção para nós, pois Ele é Pai. É Pai de todos, que o receberam e creram no seu nome (João 1.12). Mas será que Jesus estava excluindo nesta oração aqueles que ainda não o receberam e creram no seu nome? Não. Na verdade, esta oração é um convite ao entendimento que Deus tem um coração de Pai e que deseja abrigar todos que queiram este abrigo. Deus enviou Jesus para reconciliar a humanidade a Ele.

2 Coríntios 5: 18 E tudo isto provém de Deus, que nos reconciliou consigo mesmo por Jesus Cristo, e nos deu o ministério da reconciliação; 19 Isto é, Deus estava em Cristo reconciliando consigo o mundo, não lhes imputando os seus pecados; e pôs em nós a palavra da reconciliação. 20 De sorte que somos embaixadores da parte de Cristo, como se Deus por nós rogasse. Rogamo-vos, pois, da parte de Cristo, que vos reconcilieis com Deus.  21 Àquele que não conheceu pecado, o fez pecado por nós; para que nele fôssemos feitos justiça de Deus.

Deus enviou seu filho Jesus pra nos fazer co-herdeiros com Ele.

Romanos 8: 17: E, se nós somos filhos, somos logo herdeiros também, herdeiros de Deus, e co-herdeiros de Cristo: se é certo que com ele padecemos, para que também com ele sejamos glorificados.

Portanto, quando orarmos não devemos usar “máscaras de desempenho” e nem crermos na “magia” das palavras, mas sim orar como filho ao seu Pai.

Repita comigo: “Pai nosso que está nos céus (…)”.

(O autor do artigo é o Pr. Eber Jamil, dono do blog).