Arquivo da categoria: Solidariedade

CONSOLADOS PARA CONSOLAR.

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II Coríntios 1:v.4: … para que também possamos consolar os que estiverem em alguma tribulação, com a consolação com que nós mesmos somos consolados por Deus.

A consolação recebida nos habilita consolar a outros. O passar pelo sofrimento e o consolo recebido de Deus fazem com que possamos ajudar outros que passam pela mesma coisa. Note bem que o sofrimento sofrido não foi despropositado, mas teve o propósito de nos fazer instrumentos de consolação. Há um propósito – consolarmos outros. Esse senso de propósito e de missão permeiam toda a Bíblia com relação aos servos de Deus. Quantas vezes achamos que as intempéries da existência são tufões sem controle e despropositados. Entretanto, aquele que serve a Deus pode ter certeza que há um propósito em tudo.

Na situação de Paulo ele cita o propósito de consolar outros com a mesma consolação recebida. O fato de termos passado pela tribulação, pela peleja, por causa da justiça, faz com que possamos estimular outros em igual situação. Paulo disse aos Galátas que uma das coisas que lhe davam autoridade eram as marcas de Cristo em seu próprio corpo. As marcas, experiências, pela causa de Cristo são marcas e experiências de conforto que Deus nos outorga. Deus é o Deus da providência.

A providência divina é patente na história de José do Egito. Deus revelou os detalhes dessa história, assim enxergamos a providência com clareza. Entretanto, existem outras histórias, existem outras pessoas, existem as nossas histórias pessoais: será que a providência divina é aplicável? Quando lemos a Bíblia percebemos que sim. Deus é o Deus Provedor, e não foi só com José, mas foi com Abraão, com Jacó, com Judá, com o Copeiro, etc. Deus de fato mostra desde o início, que a história da humanidade não está entregue a si mesma, mas aos Seus cuidados.

José mostrou no final compreender o designer do tapeceiro divino, que costurou a história dele de forma magnânima, assim ele conseguiu perdoar os irmãos. Como nos livraremos da amargura, da frustração, se cremos na providência divina! A sensação que temos é que temos peças de um grande quebra-cabeça, as quais não nos são possíveis encaixar. Porém, Deus encaixa.

Segundo o texto estudado a providência também se manifesta em consolação ao servo de Deus. Ele sai consolado para consolar. Deus tem um propósito. Lembro do meu pai em seu programa de rádio que depois de dar o noticiário cristão sempre dizia: Deus tem um plano! A história tem um maestro. Grande é o mistério. Apesar de o homem exercer sua volição, Deus é soberano. Nunca, nós homens, conseguiríamos encaixar a volição humana e a soberania de Deus, mas Deus encaixa e nenhum dos seus propósitos é frustrado. A teologia sempre pende para um dos lados: volição humana ou soberania de Deus. Eu creio no encaixe por causa do prévio conhecimento de Deus sobre tudo. Para Deus não há passado, presente ou futuro, tudo é uma coisa só. Ele não está preso ao tempo e nem no espaço. Ele é Livre.

(O autor do artigo é o Pr. Eber Jamil, dono do blog).

DEUS É O PAI DAS MISERICÓRDIAS E DE TODA CONSOLAÇÃO.

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II Coríntios 1:3: … o Pai das misericórdias e o Deus de toda a consolação.

A fonte da misericórdia e consolação é Deus. No sofrimento não devemos nos esquecer que Ele é O Pai das misericórdias e de toda consolação. Quando Paulo disse “toda consolação” é porque Deus pode consolar qualquer sofrimento. Não há algo tão doído que Deus não possa consolar. Nele há consolação e Misericórdia.

Deus consola através de Sua Palavra. A Bíblia é um verdadeiro bálsamo para a alma humana. São tantas passagens que apaziguam a alma e confortam em momentos difíceis. Muitas vezes preguei em sepultamentos palavras de consolo baseadas na Palavra. Outras tantas vezes pessoas encontraram orientação para tomar decisões acertadas na Palavra.

As orações são recursos de Deus para consolo. Foi o caso de Ana e de tantas outras pessoas em todas as gerações que tiveram seu semblante mudado depois que oraram. O próprio Espírito intercede por nós enquanto oramos para que haja consolo em nós.

Às vezes o consolo divino se manifesta através do próximo, palavra de aconselhamento, abraços, uma boa música. Na maioria dos casos é Deus manifestando sua consolação através do próximo. Eu sempre olho aquele versículo que fala que se meu pai, ou minha mãe me abandonar, Deus me acolherá, de forma horizontal. Afinal Deus vai acolher como? Através de alguém é a resposta.

O consolo de Deus se manifesta até fisiologicamente. O choro é um escape fisiológico dado por Deus ao homem. A expressão “Bem-aventurados os que choram porque serão consolados” tem muitas aplicações, mas expõe também a natureza fisiológica do choro que após ser derramado proporciona certo alívio para aquele que chora.

A Bíblia toda conta a história de Deus sendo o consolador da humanidade. Jesus ao falar do Espírito Santo o chamou de consolador e alertou: não vos deixarei órfãos, ou seja, inconsoláveis, enviarei do meu Espírito e Ele será o consolador de vocês.

Precisamos fazer esta consideração durante o sofrimento. Deus é a fonte da verdadeira consolação. Tão preciosas foram as palavras de Cristo: Não se turbe o vosso coração, credes no Pai, credes também em mim. A fé neste Deus consolador apazigua a alma e consola.

(O autor do artigo é o Pr. Eber Jamil, dono do blog).

CONSIDERAÇÕES DURANTE O SOFRIMENTO.

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Leia II Coríntios 1: 3 – 11.

Paulo descreve a Igreja de Corinto sua aflição aguda na Àsia (Província Romana no oeste da Àsia Menor – atualmente território da Turquia). Ele descreve com uma aflição pela causa de Cristo que fez sua vida “desesperar”. Aquela sensação da vida escorregar entre os dedos, fugir, e a morte se aproximar com força. É quase uma mensagem estranha, hoje em dia, em que só se fala em prosperidade. Paulo descreve intenso sofrimento pela causa de Cristo. Nesta mesma epístola no capítulo 11 ele lista uma série de situações pelas quais ele passou:

23 (…) trabalhos, muito mais; em açoites, mais do que eles; em prisões, muito mais; em perigo de morte, muitas vezes.

24 Recebi dos judeus cinco quarentenas de açoites menos um.

25 Três vezes fui açoitado com varas, uma vez fui apedrejado, três vezes sofri naufrágio, uma noite e um dia passei no abismo;

26 Em viagens muitas vezes, em perigos de rios, em perigos de salteadores, em perigos dos da minha nação, em perigos dos gentios, em perigos na cidade, em perigos no deserto, em perigos no mar, em perigos entre os falsos irmãos;

27 Em trabalhos e fadiga, em vigílias muitas vezes, em fome e sede, em jejum muitas vezes, em frio e nudez.

28 Além das coisas exteriores, me oprime cada dia o cuidado de todas as igrejas.

Apesar do intenso sofrimento, Paulo não sucumbe, não se entrega. Vejo em sua palavra o seguinte tema: Considerações durante o sofrimento. Na sua carta ele mostra que devemos aprender durante a “peleja” e “angústia”.

Primeira consideração, Deus é O Pai das misericórdias e de toda consolação.

v. 3: … o Pai das misericórdias e o Deus de toda a consolação.

A fonte da misericórdia e consolação é Deus. No sofrimento não devemos nos esquecer que Ele é O Pai das misericórdias e de toda consolação. Quando Paulo disse “toda consolação” é porque Deus pode consolar qualquer sofrimento sofrido. Não há algo tão doído que Deus não possa consolar. Nele há consolação e Misericórdia.

Segunda consideração, a consolação nos é dada para que também possamos consolar os que estiverem em alguma tribulação.

v.4: … para que também possamos consolar os que estiverem em alguma tribulação, com a consolação com que nós mesmos somos consolados por Deus.

A consolação recebida nos habilita consolar a outros. O passar pelo sofrimento e o consolo recebido de Deus faz com que possamos ajudar outros que passam pela mesma coisa. Note bem que o sofrimento sofrido não foi despropositado, mas teve o propósito de nos fazer instrumentos de consolação. Há um propósito – consolarmos outros.

Terceira consideração, A consolação não está aquém ao sofrimento acontecido.

v.5: Porque, como as aflições de Cristo são abundantes em nós, assim também é abundante a nossa consolação por meio de Cristo.

A consolação não é inferior ao sofrimento. Se o sofrimento for abundante a consolação de Deus será abundante. Se o sofrimento for transbordante a consolação também será. Deus não dá paliativo. Deus dá o remédio certo para a dor correspondente.

Quarta consideração, o sofrimento e a consolação se refletem na Igreja, que é o corpo de Cristo.

v.6: Mas, se somos atribulados, é para vossa consolação e salvação; ou, se somos consolados, para vossa consolação e salvação é…

Paulo disse que o seu sofrimento era para a consolação da Igreja. Em outras palavras, a igreja sofre quando um membro sofre, mas também é consolada quando um irmão é consolado. Há um compartilhamento entre os irmãos no sofrimento e consolação. Paulo vai além e diz que era atribulado para que o povo de Deus fosse consolado. Sendo assim, ele mostra que se vê como um membro deste imenso corpo de Cristo. Na “peleja” temos tendência ao egocentrismo, mas a “peleja” é tempo de compartilhamento e união com os irmãos.

Quinta consideração, a intercessão dos santos e a gratidão pelas respostas recebidas.

v. 11: Ajudando-nos também vós com orações por nós

v.11: para que pela mercê, que por muitas pessoas nos foi feita, por muitas também sejam dadas graças a nosso respeito.

Todo tempo é de oração. O tempo de sofrimento é tempo de intercessão também. Levemos as cargas uns dos outros através da intercessão. A consequência é que haverá ações de graças pelas respostas das orações. Sem dúvida a passagem do sofrimento para a consolação passa pelas orações constantes a Deus. Louvado seja o Senhor!

(O autor do artigo é o Pr. Eber Jamil, dono do blog).

APRENDENDO COM OS SAMARITANOS.

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Neste artigo quero escrever sobre o aprendizado que podemos ter com os samaritanos. Os samaritanos eram considerados estrangeiros e sincréticos pelos judeus. Entretanto, quando tiveram contato com a Graça de Deus através de Jesus, a maioria das vezes, responderam positivamente. Podemos aprender com eles nos evangelhos. Tanto que Jesus para ensinar a um doutor da lei, quem era seu próximo, contou uma parábola usando como referência um samaritano.

Observemos, primeiramente, a atitude da mulher samaritana (João 4) quando teve contato com Jesus e descobriu que Ele era o Messias. Ela era uma mulher marginalizada na sociedade, pois teve cinco maridos e vivia num concubinato, quando encontrou com Jesus. Ela tinha ido buscar água no poço com seu cântaro quando se encontrou com Ele. Ao descobrir quem era Jesus abandonou seu cântaro e foi divulgar aos seus conterrâneos sobre o Messias. Testemunhou com ardor apesar da sua má fama. Não se calou diante da primeira pessoa. Deu seu testemunho pessoal. Conduziu pessoas a Jesus de tal forma que Ele teve que ficar dois dias em Samaria. Aprendemos com essa mulher sobre o impulso primaz do novo convertido – falar de Jesus e testemunhar  o nome dEle. Muitas vezes os crentes antigos estão envolvidos por calotas de gorduras do seu próprio eu e arrefecem no ardor da evangelização. O passado obscuro e sombrio dessa mulher não a fez se intimidar diante da urgência da mensagem da salvação.

Outro exemplo foi quando Jesus curou dez leprosos (Lucas 17) e só o que voltou para agradecer era samaritano. A cura não foi imediata. Jesus recomendou que eles fossem ao sacerdote conforme a lei. Era uma obrigação legal ir ao sacerdote, pois somente os sacerdotes podiam liberar o convívio social dos leprosos. Entretanto, quando Jesus os mandou, eles ainda não estavam curados. Foram curados no caminho. Os dez leprosos cumpriram a ordem e a obrigação de ir ao sacerdote. O samaritano foi além da obrigação e voltou a Jesus para agradecer. Foi além do dever. Foi grato. Adorou a Jesus. Por isto foi o único dos dez ex-leprosos que ouviu: a tua fé te salvou. Aprendemos com esse samaritano a gratidão e a fazer mais do que a obrigação. Ir além da obediência movido pela adoração e gratidão.

O último exemplo que quero citar não vem de um fato histórico, mas vem da parábola que Jesus contou (Lucas 10). Jesus usou um samaritano como referência para um doutor da lei. Jesus foi mais além, usou as figuras intocáveis dos sacerdotes e levitas como exemplos negativos em detrimento de um samaritano que age com bondade. Contou a história de um homem assaltado e caído numa estrada que foi visto por um sacerdote e um levita, que passaram de largo. O samaritano, que não tinha obrigação de ajudar por causa do contexto hostil entre judeus e samaritanos, foi o que parou e socorreu o ferido. O samaritano teve compaixão. Tratou das feridas do homem com azeite e vinho, que são símbolos do Espírito Santo e do sangue de Jesus, respectivamente. Levou-o a estalagem. Pagou a hospedagem e disse que quando voltasse pagaria o que faltasse. O samaritano foi o próximo para com o próximo. O doutor da lei havia indagado: quem é o meu próximo? Jesus numa santa estocada usa como exemplo um samaritano.

Aprendemos com o exemplo dos samaritanos que a Graça de Deus pode atingir aos sincréticos, aos nossos desafetos e fazê-los instrumentos poderosos nas mãos de Deus. Cabe a mim e você pregar o evangelho aos nossos samaritanos, aos nossos desafetos, sabendo que Deus é poderoso para regenerá-los.

(O autor do artigo é o Pr. Eber Jamil, dono do blog).

PREGANDO AOS SAMARITANOS.

A SAMARITANA

Creio que a inimizade entre judeus e samaritanos nos tempos bíblicos seja, em boa parte, o reflexo do pecado de Israel. Os samaritanos foram fruto da divisão ocorrida no reino de Israel. Foi o produto duma mistura de raças, levado a efeito pelo rei da Assíria, Sargão II, que ao conquistar o Reino do Norte (chamado de Israel) em 722 a.C. levou o povo de Israel para o cativeiro. Os demais que ficaram na terra foram misturados com outros povos, pois o Rei estrategicamente enviou-os para a região a fim de enfraquecer a identidade do povo de Israel (2 Rs 17:24). Esses povos de descendência mista acabaram sendo chamados de Samaritanos. O preconceito e a inimizade ficaram latentes entre esses povos. Quando Neemias retornou a Jerusalém para reconstruir os muros da cidade, os samaritanos tentaram de diversas formas impedir a sua reconstrução.

Flávio Josefo conta que no período interbíblico (entre os dois Testamentos), os samaritanos invadiram o templo de Jerusalém e jogaram ossos, cometendo um tremendo ato de sacrilégio na perspectiva dos judeus. Como vingança, os judeus passaram proferir maldições com as mãos direcionadas à região dos samaritanos.

Nos tempos de Jesus havia uma ambiência hostil entre os dois povos. Entretanto, Jesus quebrou a barreira de inimizade passando por Samaria durante seu ministério. Pediu ajuda a uma samaritana e conversou com ela (Jo 4); ficou dois dias em Samaria ganhando seguidores; criou e contou a parábola do “bom samaritano” (Lc 10:30); curou dez leprosos, sendo que um deles era samaritano (Lc 17:12-18); repreendeu a Tiago e João, que queriam pedir fogo do céu para queimar os samaritanos (Lc 9:51-56). Ao fazer a promessa do derramamento do Espírito, Jesus diz que a Igreja receberia poder para testemunhar também em Samaria (At 1:8). Era o último lugar que o judeu gostaria de ir, mas Jesus incluiu os samaritanos na missão da Igreja. No começo do cristianismo muitos samaritanos foram convertidos pelo ministério de Felipe (At 8:4-25).

Quem para nós é como um samaritano? Temos pregado para eles? Para quem desejamos o fogo divino e não o perdão divino? Desejamos sobre eles a benção de Deus? Ou o juízo? O poder o Espírito é também poder para perdoar os desafetos. Somos embaixadores da reconciliação, e Deus quer a reconciliação com Ele e com o próximo também. Façamos um exame pessoal e vejamos quem é para nós como samaritanos. Quem são eles para nós? O desejo de Deus é que alcancemos também a Samaria. Vençamos a hostilidade, a inimizade e alcancemos o campo missionário que, muitas vezes, está inalcançável por causa da nossa hostilidade e porfia. “Mas recebereis a virtude do Espírito Santo, que há de vir sobre vós; e ser-me-eis testemunhas, tanto em (…) Samaria, como até aos confins da terra”.

(O autor do artigo é o Pr. Eber Jamil, dono do blog).

ORANDO SEM ESPERAR RECEBER.

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Leia: At 12:1-17.

O ser humano é um ser social que interage com a sociedade onde está inserido. Por sua vez, o mesmo acontece com a Igreja visível, que é suscetível aos acontecimentos que ocorrem a sua volta. A morte de um discípulo de Jesus, achegado, na época apóstolo, Tiago, irmão de João, filho de Zebedeu, atingiu a Igreja cristã cerca de dez anos após a ressurreição de Jesus. Tiago foi decapitado por ordem de Herodes Agripa I. Vendo que isso agradara aos judeus, continuou, e mandou prender também a Pedro. Tais acontecimentos foram fortíssimos para a Igreja emergente.

A resposta da igreja foi à oração por Pedro (At 12:5). Percebemos que eles foram solidários, perseverantes, fervorosos, e específicos em suas orações. A oração a Deus é um recurso poderoso em qualquer época, como em tempos difíceis. Pedro estava preso numa das torres da fortaleza de Antonia, que se situava na região noroeste do Templo.

Deus responde a oração de forma sobrenatural. Vejamos o relato registrado em Atos:

 

E quando Herodes estava para o fazer comparecer, nessa mesma noite estava Pedro dormindo entre dois soldados, ligado com duas cadeias, e os guardas diante da porta guardavam a prisão. E eis que sobreveio o anjo do Senhor, e resplandeceu uma luz na prisão; e, tocando a Pedro na ilharga, o despertou, dizendo: Levanta-te depressa. E caíram-lhe das mãos as cadeias. E disse-lhe o anjo: Cinge-te, e ata as tuas alparcas. E ele assim o fez. Disse-lhe mais: Lança às costas a tua capa, e segue-me. E, saindo, o seguia. E não sabia que era real o que estava sendo feito pelo anjo, mas cuidava que via alguma visão. E, quando passaram a primeira e segunda guardas, chegaram à porta de ferro, que dá para a cidade, a qual se lhes abriu por si mesma; e, tendo saído, percorreram uma rua, e logo o anjo se apartou dele. E Pedro, tornando a si, disse: Agora sei verdadeiramente que o Senhor enviou o seu anjo, e me livrou da mão de Herodes, e de tudo o que o povo dos judeus esperava.

Pedro, depois de liberto, dirige-se a casa de Maria, mãe de João Marcos, onde segundo a tradição, o Espírito Santo foi derramado no dia de Pentecostes. Pedro bate na porta da casa. Rode vai atende, escuta a voz de Pedro, e se emociona. Não consegue, por causa de tanta emoção, atender prontamente a porta. Anuncia a chegada de Pedro aos irmãos, então é desacreditada, chamada de louca, ainda é questionada com um argumento teológico de que seria o anjo de Pedro.

Percebemos que a Igreja orava pela libertação de Pedro, mas não creram no poder de Deus para responder. Como muitos pregam sem crer naquilo que prega. Como muitos cantam sem verdadeiramente louvar a Deus. Como muitos ensinam sem praticar. A Igreja orava sem crer na resposta de Deus.

Rode creu simplesmente. Entretanto, os irmãos mostraram um rebuscamento teológico, ao pensarem que era o anjo de Pedro, sem crer que Deus respondeu. Contradição. Devemos ter a fé simples de Rode e não buscarmos saídas rebuscadas para a nossa incredulidade. É preferível ser como o pai do menino epilético, que confessou a Jesus a sua dificuldade de crer, a orar com fervor sem crer que Deus pode responder. A oração tem que ser mais do que um rito fraterno, precisa ser verdadeira.

Pedro encontrou mais facilidade para sair da prisão (que era impossível) do que entrar na casa onde se faziam orações. Ele ficou algum tempo batendo na porta para depois entrar. Os irmãos efetivamente creram que era Pedro, quando a porta foi aberta. Pedro acenou-lhes com a mão e contou-lhe como se deu a libertação. A oração é para ser feita com expectativas. Não é para ser vista como uma formalidade que enverniza a incredulidade de quem ora.

(O autor do artigo é o Pr. Eber Jamil, dono do blog).

TUDO BEM ?

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- Tudo bem?

- Não, nada bem!

- Por que?

- Porque ninguém me quer bem!

- Quem te disse?

- A vida.

- Mas não há saída?

- Para mim não.

- Tenho algo a te dizer.

- Diga!

- Jesus é a Avenida!

- Avenida?

- Sim. Jesus é a Avenida para quem está num beco sem saída!

- Deus? Ele se esqueceu de mim!

- De forma nenhuma!

- Você está gravado nas mãos dEle!

- Sério?

- Sincero!

- O que faço?

- Crê no Senhor Jesus e serás salvo!

- Creio de todo o coração!

- Pois bem, descanse nas mãos de Deus!

O jovem que esteve atribulado cochilou na poltrona do avião.

O ancião olhando pela janela , sorriu.

E um pensamento o lampejou: Tudo bem?

E ele respondeu: Sim Jesus, tudo bem!

(O autor é o Pr. Eber Jamil, dono do blog).

O GRANDE AMIGO

jesus-e-o-meu-amigo Penso que jamais se sofre tanto e tão íntimo do coração, como quando se percebe que o amigo deixa de ser amigo, quando se constata a perda desse tesouro.

Aquela pessoa a quem ontem se confiavam os problemas, hoje nada mais se pode falar. Aquela pessoa, que ontem se interessava por minhas preocupações, hoje não tem mais nenhum sorriso de apoio. Aquela pessoa que ontem ajudava aliviar as cargas, hoje ri do meu fracasso. Aquela pessoa que sorria ao me encontrar, hoje nem sequer me olha. Aquela pessoa que ontem era alegria e conforto, hoje é tristeza e dor. Aquela pessoa que ontem ensinava o caminho reto, hoje fecha as portas ao me ver passar. Aquela pessoa que me consolava, hoje me faz chorar. Aquela pessoa que ontem era compreensão, hoje é indiferença.

Sim, é um grande dor constar que não se tem mais a confiança de um bom amigo. Mesmo nesta hora, não devemos desanimar. Cristo também foi abandonado por seus melhores amigos. Pedro afirmou “morrer por Cristo” e na hora “H” sustentou não conhecê-lo. Quantas vezes nós também fazemos o mesmo papel de Pedro? Decepcionando a quem confia em nós.

O que podemos fazer? Precisamos firmar nossa amizade com o Amigo Supremo, Jesus, que não decepciona ninguém. Jesus deve ser o companheiro inseparável de nossa vida. Nele podemos sempre sorrir e cantar. Nele sentimos o doce sabor da vida. Nele podemos ser e ter bons amigos. Ele é o amigo que devemos abrir o coração. Você que já sofreu a perda de uma amizade, a quebra de um relacionamento, saiba que a amizade com Cristo é para sempre. Cristo não quebrará a amizade com você. Mas se eu quebrar a amizade com Cristo? – Talvez você pergunte. Basta você se arrepender, confessar e correr para os braços de Jesus, que Ele te receberá de volta. Como diz o cântico que o Rebanhão cantava:

“Conheci um grande amigo. Ele é Filho de Deus Pai. O seu nome é Jesus Cristo. Nele a gente pode confiar”.

A GRANDEZA É SERVIR.

 

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Sobre aquele lugar pairava a sombra da traição, Jesus disse: em verdade vos digo um de vós há de me trair. Sobre aquele lugar pairava a sombra da cruz, quando partiu o pão, Jesus disse: tomai, comei, isto é o meu corpo. Sim, estamos falando sobre a última ceia de Jesus com seus discípulos. É o fim da ceia pascal, e o início da celebração da ceia do Senhor, a qual devemos celebrar até que Ele volte.

Neste momento solene e emocionante, registra o evangelista Lucas que: e houve também entre eles contenda, sobre qual deles parecia ser o maior (Lc 22.24). Parece incrível, mas é verdade. Entre os discípulos houve uma discussão, num momento como aquele para saber qual deles era o maior. Se fosse hoje, Pedro estaria dizendo: serei o ministro da Justiça. Judas, por sua vez, estaria dizendo: serei o ministro da economia. Discussão infeliz. O que sentiu Jesus diante de tal cena? Os discípulos, até aquele momento, não tinham compreendido que no reino do Senhor há uma inversão de valores – o maior não é aquele que governa, mas aquele que serve.

Jesus levanta-se da ceia, coloca uma toalha sobre os ombros, derrama água na bacia e começa a lavar os pés dos discípulos (Jo 13.3-8). Um gesto revolucionário! Um gesto que fala! Um serviço que cabia aos escravos fazerem (I Sm 25.41), Jesus fez. Pedro, de início rejeitou esta atitude, dizendo: nunca me lavarás os pés. Jesus respondeu: Se eu não te lavar, não tens parte comigo. A grandeza do Reino do Senhor é servir. Você compreende isto? “E quem quiser ser o primeiro deverá ser o servo, assim como o Filho do homem não veio para ser servido, mas para servir e dar a sua vida em resgate por muitos.” (Mt 20.27 e 28).

(O autor do artigo é o Pr Eber Jamil, dono do blog).

JÓ E ZILDA AIRNS.

 

0,,15536312,00 Coincidentemente enquanto lia Jó aconteceu à tragédia no Haiti. Na leitura refletia sobre a relação da integridade com a tragédia. Conclui que a integridade evita muitas dores, porém não isenta de adversidades, sobressaltos e tragédias. Terminei a leitura do livro e comecei receber muitas informações sobre a morte de Zilda Airns, assim fiz um link entre ela e Jó, pois foram duas pessoas íntegras. Jó se viu cercado pela tragédia de todos os lados, adoeceu seriamente, mas sobreviveu, e foi restaurado. Zilda morre prestando solidariedade ao próximo.

A pergunta que fica é: vale a pena ser integro, se a integridade não isenta a pessoa da tragédia?

As biografias de Jó e Zilda dizem que sim. Os legados que ambos deixaram ajudam aos sobreviventes caminharem de forma íntegra e positiva. A jornalista comentou que a história de Zilda dá esperança, pois ocorreu uma verdadeira multiplicação a partir do Paraná do trabalho dirigido por ela à pastoral da criança. Jó tem inspirado a literatura, a música, a arte e a vida espiritual de incontáveis pessoas.

Na história estamos cheios de exemplos de pessoas íntegras que foram vitimadas (como Abel) pelas tragédias. O que parece paradoxo, mas não é, é que as suas biografias nos inspiram, e deixam pisadas para serem seguidas. Jesus foi o mais íntegro de todos, e também passou pela tragédia usando-a para a Glória de Deus. Portanto, quando a tragédia acontece, devemos prosseguir avante, assimilando as lições que deixa, sem perder a esperança, pelo contrário, tendo a esperança renovada depois da catástrofe.

(O artigo é do Pr Eber Jamil, dono do blog).