QUEM É QUE ALCANÇA O PRAZER ESPIRITUAL? 

salmo 1

Creio que é para o crente em Jesus o prazer espiritual é uma descoberta. Fui criado no evangelho e aceitei Jesus aos sete anos de idade e me tornei afiado no manuseio da Bíblia. Mas confesso que só na maturidade entendi o que é ter prazer na lei do Senhor. Por isto afirmo que o prazer espiritual na meditação da Bíblia, na oração e jejum é uma descoberta que o crente faz. Muitas vezes os crentes praticam as disciplinas espirituais sem experimentarem a alegria do prazer espiritual. Praticam por obrigação, por costume, por causa das demandas ou por religiosidade. Tendo até experiências, mas sem o deslumbramento da prática. Sem descobrir as maravilhas da lei. Sem recreia-se na presença de Deus. Trataremos neste pequeno artigo baseando-nos no salmo capítulo um quem são as pessoas que encontram o prazer espiritual. 

A pessoa que encontra o prazer espiritual é aquela que não é influenciada pela impiedade dos homens. Segundo o salmista o bem-aventurado é aquele que não anda segundo o conselho dos ímpios. Sem dúvida, o frescor da vida espiritual não é compatível com uma vida influenciada pelo mau caminho. A intimidade com Deus é para aqueles que o temem. A Palavra de Deus tem tudo que o homem necessita para guiar a sua vida pelo caminho de Deus. Portanto, o homem que tem o prazer nela não aceitará a impiedade e os conselhos do mal. 

A pessoa que encontra o prazer espiritual é aquela que não peca de forma recorrente. Segundo o salmista o bem-aventurado é aquele que não se detêm no caminho dos pecadores. Acontece eventualmente de pecar, mas é algo ocasional. Ele não se detém, não se fixa na prática do pecado. Segundo o apóstolo João “sabemos que todo aquele que é nascido de Deus não vive em pecado; antes, Aquele que nasceu de Deus o guarda, e o Maligno não lhe toca” (1 Jo 5:18). Portanto, quem tem o prazer espiritual é alguém que nasceu de novo, arrependeu-se dos seus pecados e tem segurança em Deus. 

Andando pelo salmo um percebemos que aquele que encontra prazer espiritual é aquele que não se alegra no escarnecimento. O escarnecedor é aquele que profana e zomba das coisas sagradas. Usa de linguagem chula para tratar o alvo do escárnio. Sem dúvida, se alguém senta na roda dos escarnecedores também não se sentará aos pés de Jesus para receber sua instrução. São incompatíveis tais posturas. Não se encontra na mesma fonte o amargo ou o doce. Quem tem prazer do Senhor bebe da fonte doce então não beberá também da fonte amarga. 

Pode até parecer que estou ensinando um estilo de vida espiritual ermitão. Ensinado que só aqueles que se isolam alcança o prazer pela Palavra. Mas, o salmo um fala que há uma congregação dos justos. Portanto, aquele que tem prazer espiritual na Palavra será uma pessoa que tem comunhão com os irmãos de fé. Será a pessoa que não abandona a congregação apesar de meditar na Palavra. Não é autêntica a vida com Deus se o próximo não estiver incluído. O salmista afirma que os maus não congregarão com os servos de Deus no céu. Os servos que congregam aqui também congregarão no ceú, mas os pecadores não arrependidos serão condenados.  

A vida de quem tem prazer na lei do Senhor não será descuidada. Ele sabe que Deus conhece o caminho dos justos e ele vive sobre esta perspectiva. O caminho dos ímpios é de condenação, mas o caminho dos justos é de temor, prosperidade e prazer espiritual. Eles sabem que a Palavra de Deus não é somente para o deleite espiritual, mas é a orientação de Deus para que eles possam caminhar no caminho que é Jesus e por isto ser aprovado por Deus. Quando o salmista fala que Deus conhece o caminho dos justos está como que dizendo que Deus aprova o caminho que eles seguem porque a Palavra de Deus é a bússola que o orienta no caminho que é Jesus. 

Portanto, chegamos à conclusão que o prazer espiritual que a pessoa sente na Palavra de Deus não é um emocionalíssimo barato e passageiro, mas é algo em consonância a vontade de Deus. As emoções desta pessoa estão submissas a vontade boa, perfeita e agradável de Deus. Por isto, devemos cultivar cada vez mais a nossa comunhão com Deus para que nossas vidas se deleitem em Suas Palavras e Vontade todos os dias e assim seremos bem-aventurados. Deus quer que tenhamos vida em abundância e ela necessariamente passa pelo prazer espiritual. A alma que descobriu o prazer da presença de Deus anseia por mais de Deus todos os dias. 

(O autor do artigo é o Pr. Eber Jamil, dono do blog).

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JESUS E O SUMO SACERDOTE.

 

sumo sacerdote

O tema de Hebreus é: Jesus é melhor. Melhor do que Moisés, Josué, Arão, anjos etc. Quero analisar aqui que Jesus é superior ao sumo-sacerdote. A função essencial do sacerdote era a de mediador entre Deus e o homem e exercia três funções básicas: Primeiro, ministrar no santuário diante de Deus. Em segundo, ensinar a lei. Terceiro, tomar conhecimento e revelar a vontade divina.

O sumo-sacerdote no antigo testamento ocupava um lugar de destaque entre os sacerdotes, pois era o único que anualmente, poderia entrar no lugar santíssimo do tabernáculo ou do templo, para oferecer sacrifício pelo pecado do povo e pelos próprios pecados.

Vejamos algumas diferenças entre Jesus e o sumo-sacerdote do Antigo Testamento:

  1. O valor do sacrifício dos sumo-sacerdotes era temporário e sempre era repetido anualmente (Hb 9:7) no dia da expiação (Yom Kippur). Os sacrifícios oficiais feitos pelos sacerdotes prescritos pela lei chegam a ser mais de mil sacrifícios por ano. Já o Cristo se sacrificou uma vez conseguindo uma eterna redenção (Hb 9:12 e 25). O sacrifício de Jesus é suficiente. Não havendo necessidade de Jesus morrer novamente. Aquele que crê nEle recebe a salvação que não tem necessidade de ser completada porque já está consumada em Cristo.
  2. O sacerdote entrava num Templo feito pelas mãos dos homens (Hb 9:11), mas o tabernáculo de Cristo não era dessa criação. Depois de Cristo o povo de Deus ganhou o entendimento que Deus não está confinado ao Templo, mas é maior do que ele. Portanto, é possível se viver em Cristo na presença de Deus em qualquer lugar.
  3. O sacerdote oferecia sangue alheio de um animal irracional e (Hb 9:12-14 e 25). Cristo ofereceu seu próprio sangue. Os animais não se doavam para o sacrifício, mas eram sacrificados compulsoriamente. Mas, Jesus se entregou. Ele poderia ter descido da cruz, mas lá permaneceu porque era a vontade de Deus que assim ele morresse para toda humanidade.
  4. O sacerdote tinha que oferecer sacrifício pelos seus próprios pecados (Hb 9:7 e 5:1-3). Cristo foi tentado em tudo, mas não pecou (Hb 4:15). Nenhum homem até Cristo e nem depois dele conseguiu cumprir toda lei. Jesus conseguiu. Não houve pecado em Jesus. Ele teve toda condição de religar os homens a Deus, por ter tomado a natureza humana sendo Deus e por ter obedecido a Deus até a morte de cruz sem pecado algum.

Hoje não temos mais necessidade de sumo-sacerdotes, porque pela fé em Jesus obtemos o perdão dos nossos pecados. Cristo é superior e mediador de uma nova aliança. Havia três personagens no ato do sacrifício: o animal, o sacerdote e o homem. Hoje passou a ser dois Jesus Cristo (sacerdote e animal) e o homem. Havia um véu no templo que separava o santuário do santíssimo lugar onde o sumo-sacerdote entrava na ocasião apropriada. Quando Cristo morreu esse véu foi rasgado de alto a baixo (Mt 27:51).

Jesus é o caminho para se achegar a Deus. Hoje podemos adorar a Deus além do véu porque Jesus abriu este caminho. A perfeição da mediação de Cristo (1 Tm 2:5) nos purifica a consciência (Hb 9;14) e assim podemos prestar verdadeira adoração sem intermediários e sem rituais. O sumo sacerdócio, o tabernáculo e outras características da Antiga Aliança apontam para o advento de Cristo que abriu o acesso a Deus por intermédio dEle. Percebemos as vezes os homens confiarem em suas estratégias para provocarem a manifestação de Deus nos cultos e cerimônias etc. Tudo isto é arrogância. Se não for por intermédio da mediação de Cristo mediante a fé não chegaremos a presença de Deus. Ele e o único caminho.

( O autor do artigo é o Pr. Eber Jamil, dono do blog).

VENDO A FACE DE DEUS NO IRMÃO.

jaco e esau

Jacó estava temeroso de se reencontrar com Esaú, seu irmão, depois de vinte anos, tanto que faz planos especiais para o reencontro com ele. Quando ele saiu de casa, anos atrás, seu irmão pretendia mata-lo porque ele seguiu o conselho de sua mãe Rebeca e recebeu a benção de seu pai que deveria ser dado a Esaú, mas através do engano Jacó tomou a benção do irmão. Esaú já havia numa ocasião antes trocado o direito da primogenitura com Jacó por um prato de lentilhas, mas tinha esperança de receber a benção da primazia pelo pai, mas Jacó foi astuto e enganou seu pai Isaque recebendo a benção de Esaú.

Numa tentativa de aplacar a possível ira do irmão, que vinha ao seu encontro juntamente com 400 homens, e se proteger, ele divide sua família e toda caravana que ia com ele em grupos, pensando que, se um grupo fosse atacado, o outro poderia escapar. Também separou muitos animais para dar de presentes a Esaú e enviou em grupos para ele.

Depois de atravessar sua família e seus bens pelo vau de Jaboque ele fica só e um homem da parte de Deus, que é o próprio Senhor, trava uma luta corporal com ele mudando sua vida e seu nome. Depois deste encontro, ele não foi chamado mais de Jacó, o suplantador, mas Israel, aquele que luta com Deus. Jacó chamou aquele lugar de Peniel, que quer dizer face a face com Deus. Ele disse: Eu vi Deus face a face, mas ainda fiquei vivo.

Muitos quando pensam no encontro de Jacó com O Senhor ressaltam apenas este momento divisor na vida dele onde viu Deus face a face. Mas, me inspirou o fato de que no reencontro com Esaú seu irmão lhe trata bem como um querido e Jacó exclama que ver o rosto de Esaú é como ver o rosto de Deus. Jacó sabia o que era ver Deus. Ele tinha tido a experiência. Ele não usou de lisonja quando falou isto com Esaú. Ele foi verdadeiro. Portanto, ele viu o agir de Deus naquela reconciliação com o irmão. A vida com Deus não tem apenas o sentido vertical, ou seja, com Ele, mas inclui o próximo, que é o aspecto horizontal da vida com Deus. O homem que havia visto Deus face a face estava dizendo que ver o rosto do seu irmão era como ver o rosto de Deus. Tal fato lembra o apóstolo João que afirmou: Se alguém diz: Eu amo a Deus, e odeia a seu irmão, é mentiroso. Pois quem não ama a seu irmão, ao qual viu, como pode amar a Deus, a quem não viu? (1 João 4:20).

Quantos dizem servir a Deus, mas seus relacionamentos interpessoais estão dominados pela mágoa, rancor, vingança, amargura e outros sentimentos nocivos.  Muitos que já tiveram o encontro com Deus precisam reconciliar-se com o irmão e assim ver a face de Deus também no irmão. Jesus ao responder sobre o questionamento sobre qual seria o maior dos mandamentos resume toda a lei em dois mandamentos. Veja Mateus 22:34-40: E os fariseus, ouvindo que ele fizera emudecer os saduceus, reuniram-se no mesmo lugar. E um deles, doutor da lei, interrogou-o para o experimentar, dizendo: Mestre, qual é o grande mandamento na lei? E Jesus disse-lhe: Amarás o Senhor teu Deus de todo o teu coração, e de toda a tua alma, e de todo o teu pensamento. Este é o primeiro e grande mandamento. E o segundo, semelhante a este, é: Amarás o teu próximo como a ti mesmo. Destes dois mandamentos dependem toda a lei e os profetas. Ele ensinando aos discípulos disse que deixava um novo mandamento que esclarece que o amor ao próximo deveria ter como base o amor que Ele nos amou em João 13:34: Um novo mandamento vos dou: que vos ameis uns aos outros; como eu vos amei a vós, que também vós uns aos outros vos ameis. Ele continuando a falar disse que se amassem seriam reconhecidos por causa do amor. “Nisto conhecerão que sois meus discípulos, se vos amardes uns aos outros” (João 13:35).

Quando Jacó afirmou que ver a face de Esaú era como ver a face de Deus não estava se referindo ao caráter piedoso de Esaú, ou sua santificação, mas o que ele via era o significado daquele encontro depois de 20 anos onde os irmãos se abraçaram e tiveram um momento de reconciliação. Nós que fomos reconciliados com Deus por meio de Cristo temos também a mensagem da reconciliação por meio de Cristo (2 Co 5: 17 – 20). Portanto, não devemos ter os relacionamentos interpessoais em frangalhos, destroçados. Deus é visto em nós quando nos reconciliamos com aqueles que nos magoaram e nos ofenderam. O amor é a principal marca identificadora do crente. Jesus no sermão do monte ensina que se algum irmão tiver algo contra nós antes de entregar a oferta no altar deveríamos ir até para que houvesse reconciliação (Mateus 5:23-26). A reconciliação com Deus é a base para que busquemos o concerto com o irmão também.

A experiência de Jacó com o reencontro com Esaú também nos ensina que o relacionamento com Deus não é somente de grandes encontros, de grandes lutas, como foi em Peniel, mas também vemos Deus no reencontro com o próximo. Jesus falando sobre o juízo final disse que os seus escolhidos em vida deram de comer a Ele, deram de beber, o visitaram e vestiram-no. Falando mais, Jesus disse que os escolhidos perguntarão: quando fizemos estas coisas a Ti Jesus? E Jesus respondeu: “Eu afirmo a você que é verdade, quando vocês fizeram isso ao mais humilde dos meus irmãos, foi a mim que fizeram” (Mateus 25:31-46). Creio que você quer ver a face de Deus então ame a seu irmão, perdoe seu irmão e ajude ele em sua necessidade porque ao fazermos isto com os pequeninos estaremos fazendo ao próprio Cristo.

Creio que seja oportuno em falarmos sobre este assunto porque estamos acostumados a ouvir sempre sobre as experiências com Deus, que são imprescindíveis, inesquecíveis, mas esta experiência de Jacó abre o nosso entendimento de que se queremos uma vida abundante em todas as áreas o próximo precisa ser incluído. Não podemos ser daqueles que dizem: eu quero Deus e o próximo é que exploda, não é assim. Se amarmos o irmão, se nos reconciliarmos com os desafetos teremos a experiência de ver a face de Deus no irmão.

(O autor do artigo é o Pr. Eber Jamil, dono do blog).

O SENHOR PRECISA DE VOCÊ.

entrada triunfal

Jesus estava se dirigindo a Jerusalém para celebração da Páscoa, quando se aproximava de Betfagé, enviou dois dos seus discípulos para trazer um jumentinho que estaria preso. Esse jumentinho não havia sido montado por ninguém. Cristo recomendou: “soltai-o, trazei-mo e se o dono perguntar por que vocês estão fazendo isto? Dizei-lhe que O SENHOR PRECISA DELE”. Ele queria entrar em Jerusalém montando naquele animal e para isto precisava dele. Esta frase é muito interessante, pois sendo Jesus, o Filho de Deus, dono de tudo, disse que precisava de algo. Tal fato foi o cumprimento da profecia de Zacarias 9:9. Onde está escrito que O Messias entraria em Jerusalém montando num jumentinho. Muitos estenderam suas vestes pelo caminho, e outros cortaram ramos das árvores para que Jesus passasse e clamaram em alta voz: “hosana, bendito o que vem em nome do Senhor”!

A primeira lição que destaco é que O senhor é dono de tudo. Ele pode dispor do que deseja. Ao encontrar um jumentinho amarrado os discípulos deveriam desamarrá-lo e trazê-lo para Cristo. Será que estamos disponíveis a Deus a ponto de atendermos aquilo que Ele deseja? Será que vivemos sobre está ótica que Jesus é dono de tudo e que na verdade somos administradores (1 Co 4:1 e 2) do que temos? O que se requer dos mordomos é a fidelidade, que inclui a disponibilidade para o uso de Jesus tudo o que nós temos. A resposta de Isaías ao chamado de Deus deve ser a nossa: Eis-me-aqui, envia-me a mim (Isaías 6:8). Se respondermos assim devemos estar dispostos a abrir mão do que O Senhor quiser em nossas vidas.

A segunda lição é que O Senhor dono de tudo precisou do jumentinho conforme Ele disse. Colocaram as vestes de Jesus sobre ele e Jesus assentou-se sobre o animal. Já vi em algumas situações líderes que queriam ensinar aos seus liderados a obediência usarem a expressão: ninguém é insubstituível, o que é uma verdade, mas devemos considerar algumas coisas sobre isto. A nossa posição pode ser ocupada por outro, mas ninguém será como nós. Somos ímpares. O fato de Jesus dizer precisar daquele jumentinho mostra o quanto O Senhor precisa de cada um de nós. Quem somos, somente nós seremos.

Quando pensamos nesta passagem pensamos somente no jumentinho, mas a jumenta mãe do jumentinho também foi trazida (Mt 21: 2 e 3). Jesus precisou dela também. Nela foi colocada parte das vestes de Jesus também. Em geral, a jumenta seguia de perto o filhote. Ela também foi necessária como são necessários aquele que apoiam e auxiliam os pregadores e professores da mensagem do Evangelho. Todos os membros do corpo de Cristo são úteis e todos precisam estar envolvidos com a missão da Igreja. A Igreja não é composta só daqueles que divulgam diretamente o Evangelho, mas também daqueles que apoiam, contribuem, oram, e assim como um corpo a Igreja cumpre o ide de Jesus.

Ele escolheu precisar de nós. Ele escolheu precisar dos seus servos aqui na terra para pregar o evangelho, e alcançar o mundo inteiro com a Sua Palavra. A missão que temos não foi dada aos anjos, ou aos animais, mas a nós como parte do corpo de Cristo.  Na maioria das vezes os chamados por Deus diante de tal sublime missão se acham indignos e incapazes, mas a escolha de Deus é baseada na Graça que também nos capacita. Moisés ao ser chamado apresentou cinco desculpas para não aceitar, mas diante da persistência Divina entendeu e aceitou o seu chamado (Ex 3 e 4). Gideão era de família pobre e se considerava o menor da família, mas foi usado por Deus para vencer os amalequitas (Jz 6:15). Isaías reconheceu que era um homem de lábios impuros, mas o Senhor o purificou e ele aceitou o chamado (Is 6:5). Jeremias alegou que não sabia falar e que era muito Jovem, mas O Senhor usou-o poderosamente (Jr 1:6). Como O Senhor precisou destes homens também precisa de você mesmo você se achando inadequado ao chamado. Ele capacita.

Outro aspecto que observamos neste trecho é que Deus faz escolhas humildes para que a Glória não seja dada aos homens, mas a Ele. Jesus não escolheu um corcel negro, ou um cavalo romano, mas um jumentinho, que era um símbolo de humildade (Zc 9:9). Paulo esclarece bem aos coríntios o critério diferenciado de Deus que deixa os homens boquiabertos. “Mas Deus escolheu as coisas loucas deste mundo para confundir as sábias; e Deus escolheu as coisas fracas deste mundo para confundir as fortes; E Deus escolheu as coisas vis deste mundo, e as desprezíveis, e as que não são, para aniquilar as que são; Para que nenhuma carne se glorie perante ele” ( 1 Coríntios 1:27 -29).

Vemos que O Senhor é dono de tudo. Porém, Ele escolheu precisar de nós. A sua escolha foge dos padrões humanos. Ele escolheu os humildes e mesmo você se sentindo incapaz Ele pode te usar para entrar na vida de alguém, na vida de uma família, cidade ou nação.

(O autor do artigo é o Pr. Eber Jamil, dono do blog).

CONVERSÃO.

 

mulher samaritana

A mulher samaritana é o retrato do homem moderno que possuído pelo vazio sorve da vida todas suas possibilidades, mas apesar disso continua vazio. No caso dela, ela usufruiu dos relacionamentos que não lhe trouxeram satisfação. Ela teve cinco casamentos e estava com alguém que não era seu marido e o vazio continuava. Suas prioridades giravam em torno da busca pela satisfação, mas não conseguia obtê-la. Ela tinha um posicionamento religioso, era samaritana, mas sua visão de deus era territorial, que lhe intrigava e não a completava.

João narra o encontro dela com Jesus depois que narrou anteriormente a conversa de Jesus com um dos líderes dos judeus, o que faz um contraste e mostra como Jesus apesar em primeira instância procurar alcançar os judeus desejava também pessoas de outras origens, neste caso, antagônica aos judeus. Os samaritanos não se davam bem com os judeus e vice-versa. Para os judeus os samaritanos eram sincréticos e tinham um contexto histórico com eles bem tumultuado.

Creio que a inimizade entre judeus e samaritanos nos tempos bíblicos seja, em boa parte, o reflexo do pecado de Israel. Os samaritanos de certa forma mostravam o fracasso do povo. Os samaritanos foram fruto da divisão ocorrida no reino de Israel. Foi o produto duma mistura de raças, levado a efeito pelo rei da Assíria, Sargão II, que ao conquistar o Reino do Norte (chamado de Israel) em 722 a.C. levou o povo de Israel para o cativeiro. Os demais que ficaram na terra foram misturados com outros povos, pois o Rei estrategicamente enviou-os para a região a fim de enfraquecer a identidade do povo de Israel (2 Rs 17:24). Esses povos de descendência mistas acabaram sendo chamados de Samaritanos. O preconceito e a inimizade ficaram latentes entre esses povos. Quando Neemias retornou a Jerusalém para reconstruir os muros da cidade, os samaritanos tentaram de diversas formas impedir a sua reconstrução. Flávio Josefo conta que no período interbíblico (entre os dois Testamentos), os samaritanos invadiram o templo de Jerusalém e jogaram ossos, cometendo um tremendo ato de sacrilégio na perspectiva dos judeus. Como vingança, os judeus passaram proferir maldições com as mãos direcionadas à região dos samaritanos.

Este contexto era conhecido por Jesus, mas era necessário Ele passar por Samaria. Sentou-se perto do poço de Jacó onde a mulher samaritana foi buscar água e pediu água a mulher vencendo o contexto de preconceito e animosidade que havia entre os povos causando estranheza a samaritana por ser ele judeu e homem. Entre tantas diferenças Jesus puxa a conversa com ela por algo em comum naquele momento – a água. Aquela mulher solitária, devido a sua má reputação, deixou para tirar água numa hora mais inóspita para não encontrar com ninguém, mas Jesus viu naquela mulher o vazio e sede de algo que Ele poderia suprir e lhe falou da Água Viva referindo-se ao espiritual que era na verdade a maior necessidade daquela mulher acostumada a beber água daquele poço. A Água Viva é Jesus, Ela é a fonte, que faz fluir águas do interior de quem crê que é a presença do Espírito Santo (Jo 7:37 – 39). Jesus falou que quem bebesse da água do poço tornaria a ter sede, mas aquele que bebesse da Água que ele tinha não teria mais sede. O que Jesus ofereceu foi saciedade do vazio de Deus que aquela mulher tinha e que todos tem e que só pode ser saciada através dEle.

A mulher samaritana diante do oferecimento pediu a água que Jesus tinha para oferecer. Mas, Jesus lhe pediu para chamar o marido e ela disse que não tinha. Jesus ciente disto por ser Deus disse que ela falou a verdade porque ela tinha sido casada cinco vezes e agora vivia com alguém que não era seu marido. Diante da ciência de Jesus ela entendeu que Jesus era profeta. Para de fato receber Jesus como a fonte da Àgua viva a mulher tinha que entender a sua pecaminosidade e Jesus fê-la ao afirmar que ela vivia com alguém que não era seu marido. O pecado faz separação entre o homem e Deus (Rm 3:23) e aquela mulher estava vivendo até aquele momento com um vazio dentro de si por causa do seu afastamento de Deus, da sua vida de pecado. Para o vazio e o pecado ser resolvido é preciso como primeiro passo reconhecer que é pecador e que necessita de um Salvador. O pecado é o principal problema do homem. Até o vazio é decorrência dEle. Sendo o pecado só resolvido na vida da pessoa por meio da fé em Jesus (Ef 2:8 e 9).

A mulher samaritana depois de Jesus ter abordado a questão do pecado dela começa a tocar na questão polêmica para os samaritanos que era o lugar de adoração. Para os samaritanos o local era o monte Gerizim, mas para os judeus era Jerusalém. Percebemos que esta mulher além do pecado, do vazio tinha também uma visão acerca de Deus equivocada como um deus territorial e não um Deus Onipresente. Para verdadeiramente adorar a Deus é preciso conhece-lo. Jesus esclarece a mulher que Deus é Espírito, portanto, não estava restrito a um lugar e o que importava é que se adorasse a Deus em Espírito e em verdade. Sendo em Espírito entende-se que Deus não é limitado nem confinado pelo material. Sendo em verdade é que a adoração precisa ser sincera e conforme a orientação das Sagradas Escrituras e não no erro.

Diante do esclarecimento de Jesus a samaritana fala acerca da sua esperança messiânica e como Messias ensinaria acerca de todas as coisas. Então, Jesus apresenta-se como o Messias e ela crê em Jesus. Neste momento a mulher experimentou pela fé da Água Viva e teve o vazio do seu coração preenchido. Sabemos que Aqueles que se aproximam de Deus devem se aproximar com fé como foi o caso da samaritana quando Jesus se revelou a ela (Hb 11:6).A mulher samaritana teve seu vazio preenchido. Você também pode ser preenchido por Jesus, se você crer nEle.

Tendo o esclarecimento acerca de Jesus a Mulher deixou o cântaro e foi falar para os seus conterrâneos que tinha conhecido o Messias. Esta atitude mostra que houve uma conversão de valores nela que priorizava as suas necessidades emocionais e materiais demonstrada pelo seu interesse na água do poço e no seu relacionamento extraconjugal. Ao conhecer Jesus ela abandona o cântaro e considera como prioritário falar aos seus conterrâneos, que ela evitava por causa da sua condição, mas deixou de teme-los e mostrou priorizar o espiritual apresentando o Messias a eles. Seus valores foram convertidos e o cântaro abandonado mostrou isto. Muitos creram em Jesus por causa da mulher e depois de conhecerem a Jesus creram por conhecerem Ele.

Tendo havido fé a pessoa frutifica obras que demonstram ser ela existente. A mulher samaritana teve entendimento da sua pecaminosidade, do seu vazio, da sua concepção equivocada acerca de Deus e da sua prioridade as coisas materiais e afetivas e ao crer em Jesus teve uma conversão que envolveu todos estes aspectos. A conversão é um giro de 180 graus que acontece quando entregamos a nossa vida a Jesus e muda de forma contundente o sentido de nossa vida. Como aconteceu com a mulher samaritana também pode acontecer com você. Creia em Jesus e seus pecados serão perdoados, terá seu coração preenchido, conhecerá mais a Deus e priorizará o espiritual.

(O autor do artigo é o Pr. Eber Jamil, dono do blog).

ENXERGANDO, APESAR DO SOFRIMENTO.

maria e joão

Jesus estava sendo crucificado. Seu sofrimento e humilhação estavam no ápice. Mesmo estando nesta situação as frases que ele proferiu durante sua crucificação não foram palavras de amargura, auto piedade, de vingança e nem de desespero. Pelo contrário, foram frases que mostram e muito o sentido da sua crucificação. Ele proferiu sete frases na cruz, sendo a segunda para a sua mãe e seu discípulo amado que repito o que está escrito em Jo 19:26 e 27: Ora Jesus, vendo ali sua mãe, e que o discípulo a quem ele amava estava presente, disse a sua mãe: Mulher, eis aí o teu filho. Depois disse ao discípulo: Eis aí tua mãe, E desde aquela hora o discípulo a recebeu em sua casa.

“Ora Jesus, vendo ali sua mãe “. Quantas vezes na angústia deixamos de ver o outro, mas com Jesus não foi assim. Muitos deixam de ver a mãe, a esposa, o esposo, o filho, o amigo e outros.  Ele viu Maria, sua mãe e João, o discípulo a quem amava. Além de vê-los Jesus viu a necessidade de sua mãe, que necessitaria de apoio. Jesus havia mostrado este olhar diferenciado em seu ministério. Quando procurava um lugar para descansar um pouco, viu a multidão que o seguia parecendo como ovelhas sem pastor e ele não lhes deixou de dar o alimento espiritual ensinando-os. Percebeu nesta mesma multidão a fome também por alimento físico e por isto multiplicou cinco pães, dois peixes alimentando a multidão. O olhar de Jesus foi de compaixão pela multidão. Muitos enxergariam o assédio da multidão como sinal de “popularidade”, como “poder político” conquistado, mas Jesus viu na multidão a necessidade espiritual e material daquelas pessoas (Mc 6:30-44).

Voltando a segunda frase de Cristo na cruz constatamos que Ele não girava em torno de si mesmo. Somos essencialmente egoístas. Mas, quando sofremos somos muito mais egocentralizados. Jesus sempre andou no caminho contrário ao egoísmo e se preocupou com a dor alheia. Até neste momento de sua própria morte preocupou-se com que aconteceria com Maria, sua mãe terrena. A capacidade de ter empatia é admirável e quando se está sofrendo mostrar este sentimento é notável. Jesus falando no sermão do monte sobre um dos sentimentos mais perturbadores do ser humano que é a ansiedade e exemplifica o cuidado de Deus com os passarinhos e com os lírios do campo. Este olhar de Jesus para fora de si diante do sofrimento humano e do seu próprio sofrimento é digno de ser admirado e buscado. Sendo Deus, Jesus via mais do que ninguém, mas como homem, que também era, poderia ter rateado e ter caído na autocomiseração, mas o que ele fez foi cuidar de sua mãe.

O cuidado de Jesus com ela mostra a todas as famílias que não devemos descuidar dos nossos familiares. Na vida moderna onde poucos param para observar a dor do outro Jesus mostrou não esquecer daquela que o acompanhou até a cruz. Daquela que gerou por obra do Espírito Santo a Ele, Jesus homem. Paulo ao orientar sobre o cuidado das viúvas (1 Tm 5:3-6) ressaltou que se a viúva tivesse parentes deveria ser cuidada por eles porque não fazer isto é negar a fé e agir pior do que um incrédulo (1 Tm 5:8). Jesus nem em seu agudo sofrimento não esqueceu da sua mãe terrena. É um dever do cristão suprir as necessidades dos seus familiares especialmente dos mais próximos.

Aprendemos com Ele que mesmo sofrendo devemos estar abertos ao próximo, pois podemos ser usados por Deus durante o nosso sofrimento na vida de alguém. A atitude dele foi registrada e ecoou até aos nossos dias mostrando-nos que mesmo na luta não devemos nos encaramujar, ou nos recolhemos em nós mesmo como faz a tartaruga no seu casco, mas abrimos a possiblidade de ser benção na vida de alguém que também sofre como estamos sofrendo. Foi esta a atitude de Cristo em relação a Maria. A cana quando é esmagada dá um caldo doce porque é o que tem dentro dela. O servo de Deus deve amar mesmo quando sofre porque O Espírito Santo derramou em seu coração o amor de Deus  (Rm 5:5), que não é um amor externalizado somente pelas palavras, mas em ações concretas (1 João 3:18).

Observemos que a Igreja de Laodicéia não estava enxergando a si mesma, sua nudez espiritual e pobreza. Jesus recomendou-a que ungisse seus olhos com colírio. Algumas perguntas são pertinentes. Como você enxerga quando sofre? Você só vê a si mesmo? Você vê o seu próximo? Você vê somente a sua necessidade? E do próximo você enxerga? Você tem empatia com o outro quando sofre? Você ajuda o outro mesmo sofrendo? Peça a Deus para ungir sua visão para que vejas mesmo quando sofreres o outro. Jesus disse: “A candeia do corpo são os olhos; de sorte que, se os teus olhos forem bons, todo o teu corpo terá luz; Se, porém, os teus olhos forem maus, o teu corpo será tenebroso. Se, portanto, a luz que em ti há são trevas, quão grandes serão tais trevas!” (Mt 6:22 e 23)

(O autor do artigo é o Pr. Eber Jamil, dono do blog).

INTIMIDADE COM O SENHOR.

intimidade

“O segredo do Senhor é com aqueles que o temem; e ele lhes mostrará a sua aliança” (Salmos 25:14).

Para vivermos precisamos de sabedoria. Ela nos dá possibilidade de discernimos melhor e caminharmos acertadamente. É mais do que ter conhecimento. Mais do que ser culto. A sabedoria tem haver mais com a aplicabilidade daquilo que se conhece. Tem mais haver em ter soluções para os embates que demandam da vida. Moisés que foi um homem sábio compôs um salmo em que ele fala da eternidade de Deus e a brevidade da vida humana onde pede a Deus: “Ensina-nos a contar os nossos dias, de tal maneira que alcancemos corações sábios” (Sl 90:12). Mostrando que para ele a sabedoria era necessária para se viver todas as fases da vida e que Deus é a fonte. A vida sendo preciosa é necessária uma valorização dela e a sabedoria é parte desta valorização porque quem a tem pondera os passos.

Salomão é tido como um dos homens mais sábios que existiram e de fato foi. Deus deu sabedoria a ele depois dele pedir. Porém, conforme foi envelhecendo Salomão deixou-se levar pela luxúria, ostentação o que levou a adorar outros deuses. A sabedoria dele foi empalidecida porque ele deixou de aplicá-la em sua vida. Diferentemente, Jesus teve como alimento a vontade de Deus e não cedeu as tentações sempre aplicando a Sua sabedoria nas questões que lhe aconteciam. Ele foi maior do que Salomão. O seu sermão do monte termina como que explicando a sabedoria de Deus quando compara o homem que ouve e pratica a Palavra de Deus com um construtor que constrói sua casa na rocha que depois sofre uma tempestade, mas se mantém de pé porque aplicou tudo o que aprendeu.  A sabedoria não é para acúmulo e soberba, mas para viver.

Salomão já idoso retorna ao bom senso. O livro de Eclesiastes mostra uma busca pessoal dele pelo sentido da vida. Ele faz um exame considerando as coisas debaixo do sol pela razão da existência e chega a conclusão que não é o prazer, o conhecimento, o trabalho e as riquezas que dão o sentido das coisas, mas sim desfrutar da vida temendo a Deus e lhe sendo sujeito porque um dia prestará contas a Deus de tudo. “ De tudo o que se tem ouvido, o fim é: teme a Deus, e guarda os seus mandamentos; porque isto é o dever de todo o homem. Porque Deus há de trazer a juízo a toda a obra e até tudo o que está encoberto, quer seja bom, quer seja mau” escreveu Salomão em Eclesiastes 12: 13 e 14.

O temor a Deus é resultado do entendimento que Deus está em todos os lugares e por isto se tem uma vida de reverência e respeito aliada a adoração. O entendimento da Onisciência, Onipresença e Onipotência Divina na prática traz a consciência de que ninguém consegue esconder-se de Deus o que trará respeito e reverência para vida. Em Sl 139:7 está escrito: “Para onde me irei do teu Espírito, ou para onde fugirei da tua face?” Os livros de sabedoria e poéticos da Bíblia ressaltam o temor como o princípio da sabedoria, pois a pessoa com o temor aparta-se do mal (Pv 1:7; Jó 28:28; Pv 8:13).

O nosso versículo escolhido ressalta que “O segredo do Senhor é com aqueles que o temem”, ou seja, “a intimidade do Senhor é com aqueles que o temem”. A devoção a Deus implica em respeitá-lo, honrá-lo com amor e fé. Havendo este temor a pessoa penetrará nas maravilhas de Deus tendo o entendimento do que é viver aliançado com Deus, pois o versículo acrescenta: “e ele lhes mostrará a sua aliança”. Para viver em aliança com Deus é preciso estar em acordo com Ele e discernir em vida as implicações do pacto (Am 3:3). A reverência, respeito e fé serão atitudes decorrentes e entendidas por aqueles que temem a Deus e tem uma aliança com Ele.

Percebemos pelo versículo a associação do temor a Deus com a adoração e a devoção a Deus. O temor não é ter medo. É respeitar e honrar, portanto está incluído o amor a Deus. O versículo  base deixa implícito que o amor também está presente porque Deus é amor e só terá intimidade com Ele quem o ama, quem o adora. Paulo ressalta que “o amor ´não folga com a injustiça. Mas, folga com a verdade” (1 Co 13:7). Quem ama procede bem, teme ao Senhor e anda na justiça. Quem ama a Deus o respeita o que é diferente do medo. João escreveu: “No amor não há medo antes o perfeito amor lança fora o medo; porque o medo envolve castigo; e quem tem medo não está aperfeiçoado no amor”(1 João4:18).

O versículo também afirma que a pessoa que teme ao Senhor não viverá na superficialidade com Deus, mas desfrutará de Sua intimidade, portanto, do Seu conhecimento compreendendo Sua Palavra pelo Espírito Santo. Terá uma vida de oração contínua que se entenderá as suas obras como pessoa. Fazendo isto porque ama ao Senhor. Conhecerá mais a Deus e terá uma vida profunda com Ele. Jesus disse: “Vós sereis meus amigos, se fizerdes o que eu vos mando. Já vos não chamarei servos, porque o servo não sabe o que faz o seu senhor; mas tenho-vos chamados amigos, porque tudo quanto ouvi de meu Pai vos tenho feito conhecer” (Jo 15: 14 e 15). Mostrando que aqueles que creem, amam, temem a Deus também o obedecem e assim terão um relacionamento dinâmico, revelador e profundo com Deus.

(O autor do artigo é o Pr. Eber Jamil, dono do blog).