JESUS, O SENHOR DA VERDADEIRA ALEGRIA

vinhoJoão 2.1-12.

            O ministério de Jesus não era enclausurado, confinado a algum ambiente, mas influenciador em todos os segmentos da sociedade. Jesus era tão presente em eventos sociais que foi chamado por seus acusadores de comilão e beberrão (Lc 7.34). Jesus se apresentou como a luz do mundo (Jo 8.12 e Jo 9.5) e chamou seus seguidores também de Luz do mundo (Mt 5.14) ou, como disse Paulo, somos luzeiros que refletimos a Luz do Senhor Jesus (Fp 2.15). A metáfora da luz mostra a imprescindibilidade do envolvimento diferenciador de Cristo e de sua Igreja na sociedade (Jo 3.19). A luz faz diferença nas trevas (Jo 1.5). Não se pode esconder uma cidade edificada no monte (Mt 5.14). Por isto Jesus não viveu enclausurado, fechado para a sociedade.

         Jesus principiou seus milagres numa festa de casamento para mostrar o caráter influenciador e quanto seria profundo seu ministério na terra. O milagre da transformação da água em vinho abençoou aquele ambiente como Cristo veio abençoar toda a humanidade. A promessa feita a Abraão que nele seriam abençoadas todas as famílias da terra (Gn 12.3) cumpriu-se em Cristo que abençoou aquela família incipiente e todas as famílias que crêem no seu nome (At 16.31).

         O vinho para os judeus era símbolo de alegria. E o seu ministério iniciando com este milagre mostra a alegria distintiva que Cristo oferecia em contraposição ao legalismo da religião outrora vigente  e em contraposição a alegria mundana.

 I – A ausência da alegria durante a existência:

         A festa de casamento naquela época durava cerca de uma semana. Antes da realização do casamento certamente era feito o cálculo e o planejamento daquilo que seria necessário para a festa. Nesse casamento o vinho faltou (v.3). E tal acontecimento aponta para a ausência de alegria e contentamento que acomete a nossa vida muitas vezes. Muitas vezes falta à alegria de viver (Jn 4.8), alegria de trabalhar (Ec 2.11 e 18), alegria da salvação (Sl 51.12), alegria do serviço a Deus (Sl 100.2), alegria conjugal (1 Pe 3.7) etc. E esta ausência se dá, muitas vezes no decorrer da existência, no transcorrer de nossas tarefas, no meio da festa e nós temos que continuar a existir e desenvolver nossas tarefas diárias, agora, porém, sem alegria. A alegria é a força motriz da existência (Ne 8.10) e sem ela podemos até continuar a viver, porém a vida fica  sem cor e sabor, torna-se semelhante às águas que Jesus usou para o milagre.

         Não quero dizer com isto que com Cristo nunca iremos chorar, ficar triste, deprimidos por causas interiores (Sl 32.1-5), exteriores (2 Co 1.8) ou até por desequilíbrio químico. O choro ocorre (Sl 30.5), e alguns choros são até virtuosos (Mt 5.4). Entretanto em Cristo, podemos aprender a ter contentamento (Fp 4.11-13), satisfação (Pv 19.23)  e esperança (1 Pe 1.3), fazendo assim que a tristeza nunca se instale de forma definitiva em nossas vidas.

II – O Senhorio de Cristo

 Muitos têm enfatizado o fato de Jesus ter sido convidado para o casamento e este fato é que possibilitou a transformação daquelas águas em vinho. Se Jesus não estivesse presente não teria ocorrido o milagre. Quero olhar esse convite sob um prisma espiritual e afirmar que, se alguém convida a Jesus Cristo para a sua vida, para o seu coração é porque foi tocado pelo Espírito de Deus. É o Espírito que convence (Jo 16.7-11). Só amamos a Deus hoje porque ele nos amou primeiro (1 Jo 4.19). Fomos atraídos pelos seus laços de benignidade (Jr 31.3). E esta verdade já aponta para um princípio que vejo neste texto: que Jesus não pode ser tratado como um mero convidado para que recebamos a alegria e o contentamento verdadeiro, que só ele tem para oferecer. Jesus precisa ser O Senhor de nossas vidas. Muitos querem tratar Jesus como um hóspede, convidado de luxo. Só chamá-lo, quando há uma necessidade. Entretanto, as atitudes de Cristo neste trecho bíblico mostram que ele quer ser O Senhor das nossas vidas. Vejamos:

  1. A resposta que Ele dá a Maria:

 Maria, quando sabe que o vinho tinha acabado, procurou a Jesus para comunicá-lo sobre a falta (v.3). Jesus, de forma cortês, lhe responde que ele tinha um modo e a hora própria de agir, ou seja, Jesus disse que ele tinha uma agenda própria estabelecida pelo Pai Celestial para cumprir. Reafirmando, assim, o seu Senhorio sobre o que fazer, como fazer, naquele momento e em todos os outros momentos. Jesus deve 

  1. A resposta que Ele dá a Maria:

 Maria, quando sabe que o vinho tinha acabado, procurou a Jesus para comunicá-lo sobre a falta (v.3). Jesus, de forma cortês, lhe responde que ele tinha um modo e a hora própria de agir, ou seja, Jesus disse que ele tinha uma agenda própria estabelecida pelo Pai Celestial para cumprir. Reafirmando, assim, o seu Senhorio sobre o que fazer, como fazer, naquele momento e em todos os outros momentos. Jesus deve ser procurado na hora da necessidade, mas a hora de agir, como agir, e se agir, é uma questão da sua soberania decidir.

       b. A compreensão de Maria acerca da resposta de Cristo:

Maria compreendeu a resposta de Cristo. Compreendeu que Jesus tinha um modo próprio de agir e tinha uma agenda estabelecida pelo Pai Celestial. Então, chega aos serventes e diz: Fazei tudo quanto ele vos disser (v.5). Agora quem reafirma o Senhorio de Cristo é Maria. A palavra de Maria ecoa até os dias de hoje. Temos que fazer tudo o que Jesus mandar. Observe que o texto que afirma que Jesus foi convidado, afirma também que Jesus precisa ser O Senhor de nossas vidas. Ele deixou de agir na festa como um mero convidado, mas aqui como Senhor.

III – O fruto da obediência ao  Senhorio de Cristo é a alegria.

 Os serventes receberam a ordem de encher com água as seis talhas que serviam para purificação – lavar as mãos antes das refeições e diversos outros banhos cerimoniais. Em cada talha cabia entre oitenta e cento e vinte litros de água. Por tanto, foram, no mínimo, quatrocentos e oitenta litros de água, que os serventes encheram até em cima as seis talhas. Os serventes encheram abundantemente até as bordas das talhas. E a segunda ordem foi: Levai ao mestre-sala. O resultado foi a transformação da água numa qualidade de vinho ainda não conhecida pelos homens. Um bom vinho, disse o mestre-sala. O melhor dos vinhos.

Fica a lição que o fruto da obediência é alegria. Muitos “acham” que obedecer é algo pesado e difícil (1 Jo 5.3), mas sendo a motivação o amor, a obediência não se torna pesada (Jo 14.21). Certa vez escreveu Martyn LLoyd Jones: Nossos maiores sacrifícios não contam pontos com Deus, se não estivermos guardando seus mandamentos e obedecendo a Ele “. É só lembrarmos do caso de Saul (1 Sm 15.22).  Se você, por algum motivo, está de tristeza em tristeza não deixe de obedecer a Deus, nesse período, porque o resultado da obediência é o contentamento, satisfação, esperança. É no Senhorio de Cristo que encontramos a alegria da Salvação (Is 12.3).

IV – A alegria que O Senhor oferece é maior do que a religião e o mundo podem oferecer.

 Nesse milagre percebemos que as alegrias que o mundo e a religião podem oferecer são limitadas. O mundo  está representado pelo vinho que é um produto secular deste mundo. Nessa festa o vinho (a alegria) que o mundo pode oferecer acabou. A religião está representada pelas talhas que serviam para as purificações cerimoniais (Jo 3.25; Mt 23.25-26 e Mc 7. 3-4), as quais se encontravam vazias tanto que foi necessário enchê-las.

A religião sem o Senhorio de Cristo é vazia. É sino que retine. Viver no máximo que o mundo pode oferecer (Mt 16.26), ou até mesmo no máximo que a religião oferece não traz a satisfação (Mt 6.5). Só debaixo do Senhorio de Cristo encontramos a alegria e a paz distintiva que Deus tem para oferecer (Jo 14.27)

 Conclusão:

 Ao aceitarmos o convite de Cristo para salvação, não o estamos o aceitando como um convidado de luxo, mas o aceitamos para fazer tudo o que ele nos ordenar. O resultado deste Senhorio é o contentamento, satisfação, esperança e alegria, mesmo diante das grandes ausências da vida (Fp 4.4).

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4 Respostas para “JESUS, O SENHOR DA VERDADEIRA ALEGRIA

  1. Ricardo Mercês

    O Senhor da verdadeira alegria !

    O texto de Jo 2:1-12 nos traz grandes ensinamentos referentes a verdadeira alegria.

    No texto, o vinho aponta para alegria assim como a festa de casamento aponta para nossa vida. A grande questão é quando as tribulações, desilusões e demais acontecimentos tentam minar o nosso caminhar. Devemos lembrar o que nosso Senhor disse em Jo 16:33 “Tenho-vos dito isto, para que em mim tenhais paz; no mundo tereis aflições, mas tende bom ânimo, eu venci o mundo.”

    O segredo do texto de Jo 16:33 assim como em Jo 2:12 é termos Jesus como Senhor da nossa vida. Durante o início da festa de casamento Ele passou grande parte do tempo como convidado, somente quando Jesus passou a ser o Senhor “Fazei tudo quanto ele vos disser” a festa teve um novo rumo, todos se espantaram com a qualidade do novo vinho providenciado por Jesus. “Todo o homem põe primeiro o vinho bom e, quando já têm bebido bem, então o inferior; mas tu guardaste até agora o bom vinho.”

    Este é o Segredo da verdadeira alegria, precisamos dar lugar ao Senhorio de Cristo, ele não pode ser apenas um convidado de luxo, Ele precisa ser o Senhor das nossas vidas, pois somente assim iremos desfrutar de tudo aquilo que já foi preparado para nós.

    Graça e Paz !

  2. muito bom! precisava ler um texto que falasse de alegria.

  3. Olá pastor, é com grande alegria que vi o novo visual do seu site. Ficou com as cores mais suaves e bem combinadas, sem contar com a consistência do conteúdo. Parabéns!

    um abraço

    Adejovane

  4. Maravilhoso texto. Alegrou o meu coração

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