DUAS ATITUDES QUE NOS DESUMANAM.

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Porque Deus sabe que no dia em que dele comerdes, se abrirão os vossos olhos, e sereis como Deus, sabendo o bem e o mal.(Gn 3.5 – ACF)

Tomando um café expresso num shopping, tive a inspiração deste tema. Pensei no chamado “pecado original” e observei elementos desumanos daquele episódio. Elementos que estão presentes hoje. Vejamos as duas atitudes que nos desumanam.

1)    A primeira é o pecado. Observe que muitos desculpam seu pecado usando a desculpa de serem humanos. “Peco por causa da minha humanidade”, muitos dizem. “Errar é humano”, dizem outros. Porém, o homem foi criado antes do pecado. Foi ser humano antes do pecado. Foi criado à imagem e semelhança de Deus. Portanto ser humano é vivenciar a imagem e semelhança de Deus. Quanto mais próximos de Deus, tanto mais nós seremos humanos. Já o pecado nos desumana, pois nos afasta do propósito do Criador, que nos criou sem pecado. Como os teólogos dizem:  “Pecar é errar o alvo”. É um desvio. O pecado é a transgressão do propósito dado pelo Criador. Portanto o pecado é desumano e nos afasta do Criador.

2)    A segunda atitude é a deificação do homem, a qual também é um pecado. Porém é um pecado com uma especificidade; por isto destaco como uma outra atitude. Satanás incitou o homem ao pecado usando o argumento que se o homem pecasse, seria como Deus (deificação). O ser humano que deseja ser além do projeto de Deus desumana-se. A soberba, o orgulho são desumanos. O indivíduo,  que se acha mais do que é,  e age como se todos os outros seres humanos fossem inferiores a ele, está  desumanado. Não se importa com o próximo. O homem, que entroniza a si mesmo no altar do seu coração, está menos humano e mais desumanado.

            Observemos alguns exemplos bíblicos, como por exemplo, a construção da torre de babel. O objetivo da construção era que o cume chegasse até o céu, e assim construir também para o homem um nome poderoso (Gn 11.4). Vemos um projeto baseado na autossuficiência humana. Eles fizeram da sua carne o seu braço, como diz o profeta (Jr 17.5). Tal tentativa foi um projeto de entronização humana, ou seja, de deificação do homem. O resultado foi a “confusão”, a “desagregação”, ou seja, a desumanação.

A parábola do fariseu e o publicano (Lc 18.9-14) mostra um religioso auto-suficiente confiado em sua justiça própria. Uma pessoa desumanizada que olhava para o publicano como uma escória, como um resto da sociedade. Já o publicano reconheceu a sua pecaminosidade, a sua desumanidade, e por isto tornou-se justificado e mais humanado.

      Em Romanos capítulo um,  percebemos a desumanação, a           bestialização  do homem  quando se entroniza e se diviniza.

22 Dizendo-se sábios, tornaram-se loucos.

23 E mudaram a glória do Deus incorruptível em semelhança da imagem de homem corruptível, e de aves, e de quadrúpedes, e de répteis.

24 Por isso também Deus os entregou às concupiscências de seus corações, à imundícia, para desonrarem seus corpos entre si;

25 Pois mudaram a verdade de Deus em mentira, e honraram e serviram mais a criatura do que o Criador, que é bendito eternamente. Amém.

26 Por isso Deus os abandonou às paixões infames. Porque até as suas mulheres mudaram o uso natural, no contrário à natureza.

(ACF. Leia até o v.32).

 O homem que retrata estas duas atitudes é Davi. Quando ele adulterou e planejou a morte de Urias, pecou. Quando incitado por Satanás e realizou o censo do povo de Israel,  tentou divinizar-se, contabilizando seu poderio, o que foi também um pecado. Porém depois dessas atitudes desumanas, Davi teve dois arrependimentos genuínos que o fizeram voltar novamente ao propósito do Criador.

 Talvez você me pergunte: depois do pecado original o homem não teve sua natureza corrompida e não adquiriu a velha natureza dominada pela concupiscência? Sim, respondo eu. Porém, quando cedemos a essas inclinações,  cedemos aos desejos das nossas concupiscências, estamos indo contra ao projeto original do Criador que nos criou para louvor e honra do seu nome.            

Portanto, sejamos mais humanos e menos desumanos. Sigamos o exemplo daquele que é, era, e sempre será Deus; que não teve por usurpação ser igual a Deus, e foi o ser humano mais humano da face da terra, não errando o alvo do propósito de sua vinda aqui na terra – Jesus Cristo. Quando a natureza desumana e pecaminosa aflorar em você, lembre-se do que o apóstolo João disse:  “Meus filhinhos, estas coisas vos escrevo para que não pequeis; e, se alguém pecar, temos um Advogado para com o Pai, Jesus Cristo, o Justo.” (I Jo 2.1).

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2 Respostas para “DUAS ATITUDES QUE NOS DESUMANAM.

  1. INALDO MEDEIROS

    GOSTARIA DE RECEBER ESTE ARTIGO DUAS ATITUDES QUE NOS DESUMANAM.

  2. Rafael Araújo

    Ótimo artigo. Vejo várias pessoas falando de Adão e Eva, colocando seus pecados até hoje na conta deles, e essas pessoas mal se enxergam. Adão e Eva comeram o fruto e pecaram pela desobediência, e quantos frutos temos comido em nossas vidas . . . todos os DIAS! Sejamos honestos e responsáveis pelos nossos atos. A vida é feita de escolhas. Em nossas orações Deus não quer justificativas para o pecado e sim arrependimento. Lembremos do sacrifício de Jesus e busquemos a santificação para honra e glória de Deus. Sejamos humanos, sejamos imagem e semelhança de Deus!

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