RESULTADOS DA NOSSA UNIÃO COM CRISTO (4).

 

QUARTO RESULTADO:

RELAÇÕES CRISTÃS NO LAR E NO TRABALHO

270106_saude_servidor

Colossenses 3.18-4.1.

18 Vós, mulheres, estai sujeitas a vossos próprios maridos, como convém no Senhor.

19 Vós, maridos, amai a vossas mulheres, e não vos irriteis contra elas.

20 Vós, filhos, obedecei em tudo a vossos pais, porque isto é agradável ao Senhor.

21 Vós, pais, não irriteis a vossos filhos, para que não percam o ânimo.

22 Vós, servos, obedecei em tudo a vossos senhores segundo a carne, não servindo só na aparência, como para agradar aos homens, mas em simplicidade de coração, temendo a Deus.

23 E tudo quando fizerdes, fazei-o de todo o coração, como ao Senhor, e não aos homens,

24 Sabendo que recebereis do Senhor o galardão da herança, porque a Cristo, o Senhor, servis.

15 Mas quem fizer agravo receberá o agravo que fizer; pois não há acepção de pessoas.

4.1 Vós, senhores, fazei o que for de justiça e equidade a vossos servos, sabendo que também tendes um Senhor nos céus.

Introdução:

À primeira vista, pode parecer não haver uma conexão lógica entre este parágrafo e os três anteriores. Porém, ao lermos o último versículo de parágrafo anterior: “e, quanto fizerdes por palavras ou por obras, fazei em tudo em nome do Senhor Jesus, dando por ele graças a Deus Pai” (v.17). Assim vemos um elo deste parágrafo com os outros. Um dos resultados da nossa união com Cristo é que as nossas relações tornam-se cristianizadas. Eu passo a me relacionar com as pessoas baseado-me na vontade de Cristo.

A palavra chave neste parágrafo é a palavra Senhor, que na tradução revista e corrigida está presente seis vezes e na revista atualizada sete vezes. Mostrando assim que as nossas relações devem ser submissas ao Senhorio de Cristo. A nossa união com Cristo não é unilateral, uma vida de mão única. Não é um “venha o teu reino, mas ao teu reino não entrego nada”. Se estamos unidos com Cristo seremos também submissos a Ele. Sendo assim nossos relacionamentos serão sob o Senhorio de Cristo. Quando penso nisto, lembro-me do banquete na casa de Levi. Depois de tomar a atitude de seguir a Jesus, ele deu um banquete para Jesus convidando seus amigos publicanos. A partir do momento que ele decidiu seguir a Jesus, o mesmo Jesus estaria presente nos seus relacionamentos. Ele chamou os amigos, porém agora sob a influência preponderante de Cristo. Seja qual for o relacionamento: fraternal, conjugal, paternal, profissional, porque estamos unidos com Cristo teremos o Senhor Jesus presente e governando nossos relacionamentos. Qualquer relacionamento precisa ser “como convém no Senhor”.

I – Relações cristãs ente o esposo e a esposa (v.18 e 19).

 

  • Esposa (v.18) – Esta pequena parte da frase: como convém no Senhor. É tremendamente significativa, mostra que a submissão é a maneira cristã da esposa ser. Paulo evoca um princípio já revelado em Gênesis. A mulher deve ser submissa a autoridade do marido, não porque são inferiores, mas porque é essa a vontade de Deus para a esposa. Veja Ef 5.23 e 24. Trata-se de uma atitude de respeito, valorização e apoio ao marido. Deus em sua infinita sabedoria estabeleceu para a família um princípio de autoridade, que quando não é seguido traz confusão e um referencial distorcido para os filhos.
  • Esposo (v.19) – Os maridos são lembrados da sua responsabilidade de amar as esposas. Veja Ef 5.25 e 28. A advertência não as trateis com amargura é uma lembrança salutar de como o amor cristão deve ser exercido, sem impaciência e resmungos. Os esposos não devem tratar as esposas com brutalidade. As palavras básicas como “obrigado”, “por favor”, bom dia, palavras que expressam admiração e afeto devem ser ditas pelo esposo no dia-a-dia. Para a sobrevivência do amor e do respeito mútuo, são necessárias as palavras de afeto e admiração. Como a planta precisa de água, o casamento precisa de afeto e da admiração. Observe algumas recomendações bíblicas: Ef 4.29, 31 e 32; Ef 5.2 e 3.

 

II – Relações cristãs entre pais e filhos (vs 20 e 21).

 

  • Filhos (v.20) – Os filhos no lar cristão são chamados para agirem de uma maneira que, acima de tudo, é aceitável e agradável ao Senhor. Em tudo – embora em caso extremos, um jovem possa precisar escolher entre a vontade de Cristo em oposição à dos pais que não são cristãos, essa atitude só deveria ser tomada depois de sóbria reflexão e aconselhamento cristão.
  • Pai (v.21) – A palavra irritar no grego sugere um desejo de irritar o filho provocando no mesmo um desânimo, uma desmotivação. A disciplina em excesso pode gerar desânimo.

III – Relações cristãs entre empregados e patrões (vs 22-4.1).

 

A Igreja nasceu numa sociedade em que a escravidão humana era uma instituição aceita, sancionada pela lei. Paulo, portanto, sem apoiar ou criticar, define com os escravos e senhores devem agir.

  • Servos (vs 22-25). Não servindo só na aparência ou sob vigilância. O que Paulo fala é da verdadeira motivação no trabalho. O empregado deve ser diligente em suas tarefas, ainda que ninguém esteja ali para observá-lo e depois recompensá-lo por seu serviço esforçado. A palavra grega traz a idéia de não prestar um serviço de olhos só para ser visto.

O nosso trabalho será recompensado porque Deus é fiel. Ele nos dará recompensa. Segundo a lei romana, e escravo nunca poderia herdar coisa alguma. Mas fiel é Deus que te dará o galardão da herança porque no senhor servis. Como também dará o agravo a quem fizer agravo.

  • Patrões (v.4.1) – A palavra “senhores“ aqui se refere aos donos de escravos que podem ser referência para os “chefes” e patrões de hoje em dia. O patrão deve agir com justiça, como, por exemplo, pagar ao trabalhador o que ele merece. Lembrando que os patrões (senhores) têm um Senhor no céu. Portanto os patrões terão que prestar contas a Deus de como trataram seus empregados. Muitos possuem uma relativização ética quando o assunto envolve dinheiro, porém a Palavra de Deus mostra neste versículo que a justiça e a equidade não podem ser jamais relativizadas.

Conclusão:

Se em todas as relações, reconhecermos que devemos nos submeter ao Senhorio de Cristo, teremos o padrão verdadeiro para todas relações. A nossa união com Cristo implica em abandono de velhos hábitos, assimilação da conduta cristã e relacionamentos que tenham como referência o senhorio de Cristo em nós.

(O texto é de autoria do Pr Eber Jamil, dono do blog).

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s