OS PROPÓSITOS DOS MILAGRES DE JESUS

Jesus Texto Base:

Jo 20.30 e 31

30 Jesus, pois, operou também em presença de seus discípulos muitos outros sinais, que não estão escritos neste livro.

31 Estes, porém, foram escritos para que creais que Jesus é o Cristo, o Filho de Deus, e para que, crendo, tenhais vida em seu nome.

Introdução:

Existem nos evangelhos as narrativas de alguns milagres realizados por Cristo. Conforme está no texto base: nem todos os milagres foram escritos, mas os que foram escritos tiveram propósitos divinos.

Há três palavras gregas para designar um milagre:

  • Teras – coisa portentosa
  • Dunamis – poder maravilhoso
  • Seméion – um prova ou sinal sobrenatural.

Os milagres, no evangelho de João, são designados como “sinais”, e, em outra parte do NT, a palavra para “milagre” é regularmente ligada com o vocábulo que designa “sinal”. Isto nos ensina que os milagres não designam simplesmente a capacidade de Jesus fazer maravilhas, mas sim o messiado de Cristo. O objetivo do ministério de Cristo não era realizar milagres e sim buscar e salvar o que se havia perdido (Lc 19.10). Como observamos na cura do filho do oficial à distância, Jesus não quer que a fé nele se baseie nos sinais, mas sim naquilo que ele é: Deus, o caminho, a verdade e a vida (Jo 20.31 e 14.6). Vejamos alguns propóstitos dos milagres realizados por Cristo:

I – Manifestar a Sua Glória (Jo 2.11)

Veja Jo 2.11: Jesus principiou seus sinais em Caná da Galileia, e manifestou a sua glória; e os seus discípulos creram nele.

Segundo o dicionário da Bíblia de Estudo Almeida, a Glória é: auto-revelação da santidade, pureza e natureza de Deus (Sl 24.10). A nuvem luminosa (xequiná) que apareceu na tenda da congregação e no templo, no AT, manifestava a glória de Deus (Ex 15.11; 16.10; Nm 14.10; 16.19), a presença ativa de Deus para salvar o seu povo. No NT, a glória de Deus se manifesta em Jesus, Filho de Deus encarnado (Jo 1.14), e, particularmente, na sua morte, ressurreição e ascensão (Jo17.1; Hb 1.3).

A Glória de Deus é eterna; diferentemente do homem que é efêmera e passageira (Is 40.5-8); e uma das formas de Jesus manifestar a Glória de Deus que estava nele foi as realizações dos milagres (Jo 11.40).

II – Os milagres foram sinais de que o Messias havia chegado

Veja Is 35.5, 6; Is 61.1 e 2 e Lc 4.16-21 e compare com a resposta que Jesus enviou a João Batista, mostrando assim que os milagres que ele realizava atestavam que o Messias havia chegado (Mt 11.5). Observe como Mateus associa as realizações dos milagres realizados por Cristo como cumprimento do capítulo messiânico de Isaías 53. Compare Is 53.5 e Mt 8.16 e 17. Depois de ter acalmado a tempestade, os discípulos ficaram estupefatos com o domínio que Jesus tinha sobre a natureza. “Que homem é este, que até os ventos e o mar lhe obedecem?”, perguntaram os discípulos. (Mt 8.27). Depois da multiplicação dos pães e peixes muitos da multidão reconheceram que Jesus era o profeta prometido por Moisés (Jo 6.14; Dt 18.15).

III – Os milagres de Jesus apontavam para o fato que ele tem poder para perdoar pecados.

Tal verdade fica clara quando Jesus cura o paralítico de Cafarnaum. Jesus diz que, para mostrar que tinha autoridade para perdoar pecado, curaria o paralítico (Mc 2. 10 e 11). Aliás, este milagre mostra claramente que a maior necessidade do homem não é a solução dos seus problemas ou a cura de uma enfermidade, mas sim o seu relacionamento com Deus, onde o pecado é o principal obstáculo (Rm 3.23), depois de todo o esforço dos amigos do paralítico em levá-lo a Cristo. Jesus prioriza primeiramente o perdão dos pecados do paralítico, para depois curá-lo. Quantos querem uma cura física sem antes resolver o problema do pecado? O problema do pecado só é resolvido com a fé em Jesus como Salvador e Senhor.

IV – Os milagres mostram a divindade de Cristo

João escreve acerca dos milagres que ele mesmo narra: Estes, porém, foram escritos para que creais que Jesus é o Cristo, o Filho de Deus, e para que, crendo, tenhais vida em seu nome (Jo 21.31). Os evangelhos mostram 35 milagres específicos de Cristo, João escolheu apenas sete dos muitos milagres que Jesus operou. Vejamos os sete:

1. A transformação da água em vinho (Jo 2.1-11)

Mostra Jesus como o Senhor da qualidade. Tudo que ele faz supera as nossas expectativas. Seu poder transformador gera em nos uma verdadeira alegria que não se compara com nada que o mundo e a religião possa oferecer.

2. A cura do filho do oficial (Jo 4:46-54)

Jesus é O Senhor que vence as distâncias. O seu poder não está restrito a locais. A sua Palavra tem um longo alcance.

3. O paralítico do tanque de Betesda (Jo 5.1-9)

Jesus é O Senhor da misericórdia, que alcança os esquecidos e solitários vencidos pelo tempo.

4. A multiplicação dos pães e peixes (Jo 6.6-13)

Jesus é O Senhor da provisão que do escasso promove a multiplicação.

5. Jesus anda sobre as águas (Jo 6.19-21)

Jesus está acima das circunstâncias. É aquele que anda por terrenos inseguros e apazigua o vento contrário.

6. A Ressurreição de Lázaro (Jo 11.1-44).

Jesus é o Senhor da vida que nunca teve e nunca terá fobia da morte, pois ele venceu a morte, e com Jesus a morte já não existe, porque aquele que nele crê, ainda que esteja morto, viverá. A vida que ele nos dá é livre das faixas que nos impedem de caminhar livremente.

7. A Grande Pesca (Jo 21.1-8).

Jesus é o Senhor da produtividade que pode suprir, quando todo o nosso esforço é improdutivo. Quando lutamos e nada conseguimos, se ele mandar conseguiremos sob o poder de sua Palavra.

João escreveu estes milagres com o propósito de evidenciar a divindade de Cristo, e, uma vez isto crido, a pessoa teria a vida eterna.

Conclusão:

Percebemos que os milagres realizados por Cristo não eram um fim em si mesmo, mas tinham um propósito maior de manifestar sua glória; mostrar que ele era o Messias, que ele tinha autoridade para perdoar pecados e para ser crido como Deus.

(O autor do artigo é o Pr. Eber Jamil, dono do blog).

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