A CONSOLAÇÃO E A IGREJA

solidariedade

2 Co 1:v.6: Mas, se somos atribulados, é para vossa consolação e salvação; ou, se somos consolados, para vossa consolação e salvação é…

Paulo disse que o seu sofrimento era para a consolação da Igreja. Em outras palavras, a igreja sofre quando um membro sofre, mas também é consolada quando um irmão é consolado. Há um compartilhamento entre os irmãos do sofrimento e consolação. Paulo vai além e diz que era atribulado para que o povo de Deus fosse consolado. Sendo assim, ele mostra que se vê como um membro deste imenso corpo de Cristo. A metáfora do Corpo de Cristo retrata com profundidade as relações entre as pessoas da mesma fé. Somos membros uns dos outros. O que acontece com um acontece com todos. Uma topada no dedão do pé tem reflexos no corpo todo. Uma unha encravada causa desconforto e dor para o corpo. Assim é quando alguém passa por tribulações, a membresia sente e quando vem a consolação todos são consolados. Isto não é mera teoria. Quando aceitamos a Jesus fomos imersos espiritualmente no corpo de Cristo (1 Co 12:12-26) nos fazendo membros um dos outros e Cristo sendo a cabeça.

Na “peleja” temos tendência ao egocentrismo, mas a “peleja” é tempo de compartilhamento e união com os irmãos. Sentir o mesmo. Jesus no ápice do seu sofrimento na cruz preocupou-se em dar atenção ao ladrão arrependido e ao futuro de Maria. O sofrimento é usado como desculpa para o “isolamento”, “encaramujamento”, entretanto, é um tempo oportuno para a fraternidade e solidariedade. “Chorar com os que choram”. “Levar as cargas um dos outros”. “Orar uns pelos outros”. Muitos mandamentos da mutualidade podem ser cumpridos neste momento de tribulação.

O isolamento é uma atitude que retrata aquele que está se sentindo só como no caso de Elias. Achou-se o único adorador do Deus Vivo, mas Deus disse para ele que ainda havia sete mil joelhos e bocas que não haviam se dobrado e beijado a Baal. O isolamento de Elias levou-o a tristeza e depressão. Deus cuidou particularmente de Elias para tirá-lo desta situação.

O Salmo que talvez mais celebre a unidade é o salmo de número 133. Este salmo mostra o movimento e a fluidez que a comunhão entre os irmãos traz. A unção que recebo deve ser compartilhada, como a benção e vida também. Tudo que recebo de Deus deve fluir na vida do meu irmão. Escreveu Tiago que a verdadeira religião é cuidar dos órfãos e das viúvas. A vida com Deus se manifesta necessariamente na nossa relação com o próximo e aquilo que não se encarna desta forma é papo-furado.

Fica implícito que uma vez consolado a pessoa se torna um instrumento de consolação. Portanto a Igreja é uma agência usada por Deus para levar a consolação as pessoas.

Leva a consolação proclamando a Palavra da Salvação. Leva consolação quando age e pratica o evangelho de forma prática. Através de ações que se solidarizam e que se identificam com o sofrimento humano. Um dos critérios do juízo de Deus sobre o homem será a maneira como ele trata o próximo.

Mateus 25:34-40:

34 Então dirá o Rei aos que estiverem à sua direita: Vinde, benditos de meu Pai, possuí por herança o reino que vos está preparado desde a fundação do mundo;

35 Porque tive fome, e destes-me de comer; tive sede, e destes-me de beber; era estrangeiro, e hospedastes-me;

36 Estava nu, e vestistes-me; adoeci, e visitastes-me; estive na prisão, e fostes ver-me.

37 Então os justos lhe responderão, dizendo: Senhor, quando te vimos com fome, e te demos de comer? ou com sede, e te demos de beber?

38 E quando te vimos estrangeiro, e te hospedamos? ou nu, e te vestimos?

39 E quando te vimos enfermo, ou na prisão, e fomos ver-te?

40 E, respondendo o Rei, lhes dirá: Em verdade vos digo que quando o fizestes a um destes meus pequeninos irmãos, a mim o fizestes.

A palavra Igreja tem o significado no grego “chamados para fora”. Não se pode esquecer essa vocação da Igreja de ser sal e luz para esse mundo. Portanto, a Igreja é um instrumento de consolação para seus membros, mas também para os de fora. A Igreja é essencialmente diferente do mundo e nessa diferença reside o potencial consolador da Igreja.

Nesta consideração também está latente o ardor evangelístico. A tribulação sofrida redundaria em salvação de vidas. A causa era justa. Estava lutando pelo cumprimento da missão. Saber que se está cumprindo a vontade de Deus faz com que possamos enfrentar melhor as tribulações e superá-las. Uma consciência tranquila que se ocupa com a causa certa será consolada nas adversidades. A mensagem de salvação é consoladora. “Consolai o meu povo” bradou o profeta Isaías no capítulo 40. Neste capítulo tem a profecia acerca de João Batista que preparou o caminho para Jesus. Jesus é a Consolação de Deus para toda humanidade. Pregar a Jesus é pregar a consolação divina.

A essência do pecado é o egoísmo segundo Langston. Já tendemos em nossa natureza humana para o egoísmo. Quando sofremos a tendência é maior ainda. Achamo-nos o “umbigo do mundo”. É como se tudo girasse em torno de nós, mas em Cristo estamos ligados a um corpo. Somos membros uns dos outros. Além disso, existe a nossa responsabilidade com a evangelização da terra que deve ser feita em todas as circunstâncias no sofrimento ou não.

(O autor do artigo é o Pr. Eber Jamil, dono do blog).

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2 Respostas para “A CONSOLAÇÃO E A IGREJA

  1. Quando as palestras que vocs daro? Na Paz de Jesus. La

  2. Quando so………………..

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