A CONVERSÃO DO EU.

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Quando giramos em torno de nós mesmos e dos nossos interesses, não buscamos o Reino de Deus, e nem intercedemos pelo próximo. Não pense que isto é pouca coisa, apenas um “erro básico”. Afinal a essência do pecado é o egoísmo. Quando somos egoístas priorizamos o nosso reino pessoal e nossos interesses.

Observe o que diz Tiago com relação a isto:

Tg 4: 3 Pedis, e não recebeis, porque pedis mal, para o gastardes em vossos deleites.

Não dê vazão ao egoísmo, busque sempre a vontade de Deus em suas orações. Há obstáculos que impedem uma vida de oração eficaz. Temos que transpô-los, superá-los, como o egoísmo, por exemplo.

O egoísmo também rompe, e quebra relacionamentos. Um relacionamento é sempre de mão-dupla, é uma troca, precisa haver reciprocidade. O egoísmo sempre pende para seu próprio lado e vê o outro como um meio para alcançar algo, sem se importar com seus sentimentos.

O egoísmo é uma forma distorcida do viver, do existir. Jesus disse certa vez que quem quiser salvar a sua vida tem que perdê-la. O egoísmo contraria frontalmente a verdade de Cristo. Porque o egoísta é o indivíduo cujo centro é si mesmo e ele pensa que se salvará e encontrará a satisfação na vida vivendo desta forma, mas é um desvio, um desencontro da vontade de Deus para ele.

O ego precisa sair do centro. O umbigo precisa deixar de ser o nosso mundo. Precisamos encontrar em Cristo o centro, o alvo, da existência. “Tudo foi criado por Ele e para Ele e nada do que foi feito, foi feito sem Ele”. Portanto, Cristo é o centro. Viver é Cristo vivendo em nós. Viver é a caminhada para a estatura de Cristo. O egoísmo, por sua vez, pode se tornar uma manifestação idólatra de si mesmo. O indivíduo põe seus desejos e alvos em primeiro lugar e pode até buscar Deus para alcançá-los, mas o seu fim, não é Deus, e sim a realização dos seus desejos.

A conversão é deixar de viver para si mesmo e viver para Cristo. Não é que o ego seja eliminado, mas o ego fica descentralizado e focado em Cristo. É Cristo vivendo em sua vida. É a busca pela vontade de Deus de tal forma que a sua vontade entra em consonância com a vontade de Deus. Assim a vida será harmoniosa com Deus e gerará consequências positivas em todas as áreas da vida. Tudo isto é desencadeado pela manifestação da fé em Cristo. Quando se crê em Jesus, se crê nEle como Senhor, portanto Ele se torna o centro, o alvo, para aonde se corre e se alcança. Jesus é o Autor e Consumador da Fé.

A conversão a Jesus começa de dentro. Há uma mudança interior, que depois fica visível. Antes de Cristo o viver era de si para si mesmo. Algo semelhante ao mar morto que só recebe a fluência de outros rios e não compartilha. Depois de Cristo, é Cristo vivendo em nós frutificando assim para a Glória de Deus, o Pai. Não mais egocentralizado, mas agora cristocentralizado. A conversão muda o “eixo”, o “vértice” da existência, não mais o “Eu”, mas agora Cristo, a Esperança e Certeza da Glória. Jesus é a certeza de uma vida no sentido certo.

(O autor do artigo é o Pr. Eber Jamil, dono do blog)

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Uma resposta para “A CONVERSÃO DO EU.

  1. Juntando com a pregação do pastor Paulo… Somos como uma semente que para florescer devemos morrer. Vai doer, vai deixar de ter vontade própria? Vai! Mas com o nosso morrer diário é que começa a ser visível o fruto de nossa conversão.

    Hoje o mundo corre atrás de bençãos, até no meio cristão está cada vez mais frequente terem este mesmo pensamento, deixando Cristo de lado para alcançar o prêmio que perece.

    Temos que esmurrar nosso corpo para que alcancemos a plenitude de Cristo.

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