TOMÉ: UM DE NÓS.

tome

Fala-se muito mal de Tomé, por ter passado pela crise da dúvida. De vez em quando alguém diz: “Tá parecendo Tomé: quer ver para crer!”. O homem critica, quase sempre, quando se vê no alvo criticado. Agostinho tem uma frase interessante: Tomé duvidou para que crêssemos. A verdade, é que a dúvida de Tomé, se tornou uma das grandes provas da ressurreição de Jesus, quando Jesus ofereceu-se para ser tocado. A Bíblia não esconde as fragilidades de seus historiados. Conhecemos as virtudes e defeitos das pessoas através das narrativas bíblicas. Tomé é um desses casos. Temos muito a aprender com suas virtudes e crises.

Aprendemos com o duvidoso Tomé, que devemos: Crer para ver e não ao contrário. A fé deve sobrepor aos sentidos. A experiência vem depois da fé e não ao contrário. Os sinais seguem aos que creem. São bem-aventurados os que não viram, mas creram, como a nossa geração, que crer sem ter visto Jesus e como resultado o Poder de Deus se manifesta.

Também aprendemos com Tomé a termos coragem e perseverança. Quando Jesus desejou ver Lázaro o clima era de forte oposição. Jesus assim mesmo desejou ir a Betânia ver Lázaro. Os discípulos tentaram Jesus a demover-se da ideia, Jesus persistiu. Então Tomé disse que iria com Jesus mesmo que fosse necessário morrer por isto. Tomé foi corajoso e assertivo. Jesus foi, e encontrou Lázaro morto, o ressuscitou mesmo depois de quatro dias de sepultado. Tomé e outros discípulos também foram e viram o milagre acontecer.

Dias depois, Jesus conversa com os discípulos acerca da sua futura morte. Fala da casa do Pai e disse que iria preparar uma morada para eles. Tomé pergunta para onde Jesus iria e qual era o caminho. Ele teve coragem de perguntar. Queria saber mais. E foi por causa da pergunta de Tomé que Jesus disse uma das mais belas palavras a seu próprio respeito: “Eu sou o caminho, A Verdade e A Vida. Ninguém vem ao Pai senão por mim”. Tomé não ficou preocupado em parecer lento no aprendizado, ele desejou entender, e perguntou.

As ambiguidades de Tomé são o retrato da humanidade, do ser humano. Nós somos como ele e ele como nós – humanos. Não estou querendo justificar a dificuldade de crer em Tomé. Entretanto, o que Tomé teve foi uma crise e muitos como ele duvidam na hora da crise. A crise da dúvida diante da perda. Entretanto, as outras passagens referentes a ele mostram a sua coragem e pertinência.

Tudo que está registrado nas Escrituras é para o nosso proveito. As atitudes corretas devem ser imitadas. As atitudes erradas devem ser evitadas. Tomé é um dos discípulos de Jesus em que aprendemos com suas virtudes e crises. O fato que Jesus se voltou para Tomé e curou-o da crise da dúvida. Ele saiu dessa. Como você também pode sair e voltar a Crer com vivacidade e coragem de enfrentar tudo por amor a Cristo. Entrar na crise é uma coisa e permanecer é outra. Jesus teve um interesse em tirar Tomé da crise e ofereceu a possibilidade de ser tocado. Se Tomé tocou ou não, não sabemos. O que sabemos é que Tomé exclamou: Senhor meu e Deus meu. Jesus é Deus, e Tomé considerava assim. Nós também consideramos Jesus como ele. Tomé era um dos nossos, e nós como Tomé. Se você entrou na crise saiba que Jesus quer tirá-lo dela. Nada de permanecer na crise da dúvida. Jesus é O Senhor, é Deus.

(O artigo é de autoria do Pr. Eber Jamil, dono do blog).

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Uma resposta para “TOMÉ: UM DE NÓS.

  1. Ricardo Leite

    Interessante notar que Jesus não criticou Tomé severamente por necessitar tocá-lo. Acredito que Tomé perdeu o galardão de crer para ver, mas creio na graça plena, em que para um grupo de pessoas e em certas circunstâncias, Deus permite ser tocado, provado, não excluindo o indivíduo que não conseguiu crer imediatamente. Creio que a partir daquele momento, Tomé foi finalmente curado de sua incredulidade. Jesus ao permitir ser tocado revelava mais uma expressão de Seu grande amor pela humanidade, não querendo que nenhum se perca mas que todos cheguem à salvação.

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