PERDOADO QUE PERDOA.

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Perdão é uma palavra pequena, mas cuja a prática faz toda a diferença na vida de quem pratica, de quem recebe, tendo até implicações nas circunstâncias, pessoas que cercam, e gerações subsequentes.

A tradição rabínica dizia que devia se perdoar três vezes. Pedro quis ser generoso quando perguntou se deveria perdoar até sete vezes. Jesus mostrou que o perdão não pode ser mensurado pelo conta-gotas do homem e que deve ir além dos mesquinhos cálculos humanos.

O perdão indica que houve uma falta, dívida, pecado por parte de alguém. Mas, é bom que se escreva que ele não nasceu por causa do pecado. Já havia no coração de Deus o amor, a graça, e o conhecimento do futuro pecado do homem, portanto, Deus já havia providenciado ao futuro homem a maneira de redimi-lo através do Seu Filho, Jesus, como meio de perdão e justificação. “O cordeiro de Deus foi morto antes da fundação do mundo”. Aqueles que receberam a Jesus foram perdoados e justificados dos seus pecados. Foi o ato de Deus através de Cristo a maior manifestação da Graça de Deus. Quem recebeu o perdão também deve perdoar. O pecado do homem não poderia ser perdoado através de alguma ação humana só mesmo por Deus. Tal graça incomparável é o maior argumento para que o homem também perdoe seus ofensores.

O homem enfrenta muitos obstáculos para perdoar. Geralmente ele sofre com o impacto da decepção podendo passar até por um luto de si mesmo. Dentre os sentimentos que surgem o sentimento de vingança é um dos mais fortes. Mas, como escreveu Tiago a ira do homem não realiza a justiça de Deus. A vingança é alimentada pela mágoa, raiva ou até ódio, mas mesmo sendo realizada não encontra satisfação. O que pacifica o coração é o perdão, que é uma decisão de fé, e quando tomada o sentimento acompanha.

Como perdoar? O agente do perdão é a fé. Depois da palavra de Jesus sobre o perdão os discípulos pediram: Aumenta-nos a fé. Perdoar não é questão de sentir vontade de perdoar. Se os sentimentos conduzirem muitas outras atitudes poderão ser tomadas e algumas delas acirrarão mais a situação impossibilitando o perdão. O perdão é uma decisão de fé, e quanto tomada o sentimento acompanha e a pessoa ofendida é curada.

Porém, nós observamos que o perdão proporciona também ao ofensor um meio para Deus operar o arrependimento. Quando a pessoa ao invés de receber a retaliação recebe o bem, o perdão, se está utilizando o caminho de Deus para a restauração. A maneira de vencer o mal é o bem. Perdoar é uma atitude de Deus. Retaliação é humano. O melhor caminho é o perdão, pois é o caminho que de fato restaura podendo alcançar até o ofensor. Perdoar, reagir com o bem, é como colocar brasas vivas na consciência do ofensor. Queima, mas promove o quebrantamento da consciência do indivíduo que pode responder com o arrependimento.

Como Deus te perdoou, você também deve perdoar. Como Deus te restaurou, Ele pode restaurar suas emoções, relacionamentos. A vitória do crente passa pela renúncia, pelo enfrentamento da mágoa, passar pela dor, mas vencer tudo isto pela fé. Havendo a manifestação da prática da fé, se perdoa e havendo o perdão uma multidão de pecados é coberto. Deus enviou Jesus para que pagasse o preço da culpa do pecado. Tal sacrifício é a base de uma vida salva em Cristo Jesus. Tendo este fundamento a pessoa que recebeu a Graça de Deus pode também perdoar quem o ofendeu. Não cabe mais no coração do regenerado o ódio, agora o amor de Deus está derramado nos corações dos que creem Jesus, portanto perdoe como foi perdoado.

(O autor do artigo é o Pr. Eber Jamil, dono do blog).

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