O PROPÓSITO DA ADORAÇÃO.

adorar

O primeiro propósito da Igreja é a adoração.  Em todas as Escrituras somos convidados a celebrar o nosso amor a Deus através da adoração. Podemos faze-lo individualmente (Mt 8:2) ou coletivamente (Mt 18:20). Ela deve ser feita de ambas as formas. São duas formas que não se substituem uma pela outra. Devemos adorar das duas.

A adoração a Deus não está restrita aos Templos e nem reduzida ao tempo do louvor. Paulo em Atenas afirmou: “O Deus que fez o mundo e tudo que nele há, sendo Senhor do céu e da terra, não habita em templos feitos por mãos dos homens” (At 17:24). A adoração é um estilo de vida que envolve todo o ser em todo o tempo. Paulo aos Coríntios afirmou: Portanto, quer comais, quer bebais, ou façais qualquer outra coisa, fazei tudo para a Glória de Deus (1 Co 10:31). Paulo aos Colossenses também escreve: A palavra de Cristo habite em vós abundantemente, em toda a sabedoria, ensinando-vos e admoestando-vos uns aos outros, com salmos, hinos e cânticos espirituais, cantando ao Senhor com graça em vosso coração. E, quanto fizerdes por palavras ou por obras, fazei tudo em nome do Senhor Jesus, dando por ele graças a Deus Pai” (Cl 3:16 e 17).

Somente aqueles que creem verdadeiramente em Deus podem adorá-lo. Jesus falando do contexto religioso do seu tempo afirmou: “Este povo se aproxima de mim com a sua boca e me honra com os seus lábios, mas o seu coração está longe de mim” (Mt 15:8). Tiago assertivamente afirma: Tu crês que há um só Deus; fazes bem. Também os demônios o creem, e estremecem (Tg 3:19). O contexto do que Tiago diz é que se uma pessoa tem realmente fé realizará obras coerentes com a fé que tem porque a fé que não realiza obras mostra não existir. Havendo tempo hábil quem tem fé realizará obras. Quem crê verdadeiramente adorará a Deus. A adoração é pela fé. Só pela fé adoraremos a Deus em Espírito. Muitos canalizam sua fé em objetos,  pessoas e limitam a adoração a espaços sagrados dependendo do material para crer. Entretanto, a verdadeira adoração é pela fé em Espírito. Tal adoração é desejada pelo Senhor.

A adoração e o conhecimento da Palavra devem andar juntos. Jesus ao conversar com a mulher samaritana disse que os samaritanos adoravam o que não conheciam (Jo 4:22) e disse que Deus deve ser adorado em verdade, ou seja, verdadeiramente conhecido. Mostrando que a adoração deve ser sincera, mas mais do que isto em consonância com que a Palavra revela, pois, a Palavra é a verdade (Jo 17:17). Em Deuteronômio Deus mostra que o amor a Ele, ou seja, a adoração, e a Sua Palavra devem estar em nosso coração: “Amarás, pois, o Senhor teu Deus de todo o coração, e de toda a tua alma, e de todas as tuas forças. E estas palavra que hoje te ordeno estarão no teu coração” (Dt 6: 5 e ¨6). Os Vs. 4 a 9 de Deuteronômio capítulo 6 é um trecho conhecido como shema (palavra hebraica que significa “ouça”). Veio a ser confissão da fé judaica, recitada diariamente. O shema consiste apenas nos versículo 4 em sua forma original, sendo expandido depois para incluir os versículos 5 – 9; Dt 11:13-21 e Nm 15:37-41. O shema, para o judeu praticante, deve ser recitado de manhã e de  noite. Ele mostra que quem ama a Deus procurará obedecer a Palavra. Guardará a Palavra no coração. Ensiná-la-á ao filho dentro da própria casa. Quando sair, acordar e dormir, a Palavra estará presente, suas ações serão norteadas pela mesma e sua vida será um verdadeiro outdoor das Escrituras.

A adoração e o serviço devem também andar juntos. A Bíblia diz: “Ao Senhor teu Deus adorarás, e só a Ele servirás” (Mt 4:10).  O crente amando a Deus sobre todas as coisas o seu serviço será também uma expressão de adoração. Há uma frase marcante que “o resultado do evangelismo não é quantos entram no templo para adorar, mas quantos saem para servir”. Maria Madalena exemplifica bem esta verdade quando ela reconheceu a Jesus ressuscitado segurou-o com devoção. Foi uma atitude de alegria e adoração. Mas Jesus falou para ela não o deter, mas ir anunciar aos seus discípulos a sua ressurreição. A contemplação deve estar unida a ação. A adoração e o serviço andam juntos. A adoração vem em primeiro porque sem amar a Deus o serviço não agradará a Deus. Será como o sino que tine.

Jesus falou que Deus procura adoradores que o adorem em espírito e em verdade. Mostrando que o que a adoração também tem relação com o evangelismo. O evangelismo é a missão de levar a Deus adoradores. Devemos ganhar vidas para o Senhor, pois assim se tornarão adoradores agradando o coração do Pai celestial. Claro que sem ação do Espírito Santo a Palavra de Deus pregada não convence. A ação do Espírito unida a oração e a adoração dos discípulos no cenáculo durante o Pentecoste chamou atenção de muitos que depois ouviram um sermão de Pedro e 3.000 almas se converteram. A Igreja de Jerusalém se formou tendo a adoração e a comunhão como algumas das marcas entre eles sendo um tremendo testemunho do poder de Jesus e cada dia Deus acrescentava pessoas a aquela Igreja.

A adoração é o primeiro grande mandamento que Jesus destacou. Nada que se faça na obra de Deus estará no lugar certo se não amarmos a Deus em primeiro lugar. A inversão das ordens espiritualmente falando alterará tudo. “Se Deus não for o primeiro Ele não aceitará ser o segundo”. A Igreja é tentada a priorizar-se, a enfatizar a personalidade humana de seu líder, mas se cair nesses erros tudo mais estará fora do seu lugar. Amemos o Senhor de Todo o nosso coração se não nada fará sentido.

 (O autor do artigo é o Pr. Eber Jamil, dono do blog).

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