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A FELICIDADE DOS PACIFICADORES.

pacificadores

É tão chamativo o fato de Jesus ter dito que os pacificadores seriam chamados filhos de Deus. Mostrando que a paz é algo tão intrínseco a Deus e que seus filhos carregariam esta marca mesmo o homem sendo suscetível a violência até entre seus familiares como foi o caso do primeiro homicídio entre os dois irmãos Caim e Abel.
A pessoa se torna filho de Deus por adoção quando recebe a Jesus e nasce de novo (Jo 1;12). Deixa de contender contra Deus (Os 4:1) e passa ter paz com Deus (Rm 5:1). Portanto, o pacificador é aquele que é nascido de novo e deseja paz estando disposto a fazer tudo quanto for verdadeiro para que esta paz esteja presente em todos os níveis. Digo isto, porque muitos pensam que pela paz se pode fazer qualquer “coisa”, mas não deve ser assim. O pacificador procura a paz e segue-a (Sl 34:14 e Rm 14:19). Seguindo-a ele não tem a vida contaminada pela amargura (Hb 12:14 e 15).
A personagem Jack Bauer da série 24 horas retrata bem o pensamento de muitos. Ele fez muitas coisas de forma arbitrária para manter a paz e usou de métodos controvertidos e até torturas. O pacificador não vê a paz como apenas uma finalidade, mas como o modo de conduzir a própria vida. Portanto, não usará de meios arbitrários.
Por mais que tentemos fazer a paz com determinadas pessoas, elas se recusaram a viver em paz conosco, porque somos de Cristo, e nosso estilo de vida cristão revela a inimizade já existente contra Deus, A nossa parte é seguir a recomendação: “se for possível, quando estiverdes em vós, tendes paz com todos os homens”. Como filhos de Deus desejaremos a paz indo contra o fluxo de ódio, rancoroso deste mundo. Teremos a disposição para pedir perdão e perdoar. Buscando a reconciliação para que possamos cultuar a Deus sem empecilhos (Mt 5:23 e 24).
Não devemos nos assombrar, e nem nos maravilhar, quando tais coisas acontecem, porque primeiro aconteceu com Cristo. Como Jesus alertou aos seus discípulos primeiro odiaram a Ele. Somos seguidores de Cristo e como tais, receberemos retaliações e perseguições. Quando isto acontecer pela causa de Cristo devemos: “exultar e nos alegrar porque grande é o nosso galardão no céu”. Estamos tão identificados com Cristo e Sua causa que a animosidade a Ele vira antagonismo a nós.
Diante das situações de oposição o pacificador também tem que lidar com a forma de reagir aos enfrentamentos oposicionistas. Portanto, é importante saber reagir positivamente ao mal combatendo-o com o bem (Rm 12:18-21). Não podemos nos esconder em desculpas e reagirmos de forma destrambelhada ao ódio deste mundo. Quando se combate o mal com o mal se está sendo derrotado. O pacificador é aquele que responde a palavra dura com brandura (Pv 15:1), tardio no falar e pronto a ouvir (Tg 1:19). Como Paulo escreveu aos Coríntios: “as armas da nossa milícia não são carnais, mas sim poderosas em Deus para destruir fortalezas” (II Co 10:4). Portanto, como pacificadores nos utilizaremos destas armas disponíveis em Cristo que habita em nós pela pessoa do Espírito Santo.
Concluindo, podemos afirmar que o pacificador será levará a mensagem do evangelho, que são as boas-novas da Paz com Deus, que é refletida em paz nos relacionamentos. Como parte da armadura cristã estão os pés do crente calçados dos na preparação do evangelho da paz (Ef 6:15). Jesus na cruz desfez a inimizade que havia entre gentios e o povo de Deus mostrando que o caráter do cristianismo é a pacificação. Como Paulo falou a respeito de Cristo: E, vindo, ele evangelizou a paz, a vós que estáveis longe, e aos que estavam perto (Ef 2:17). Unindo aqueles povos que eram antagônicos em um único povo, que é a família de Deus, a saber os que creem em Jesus. A mensagem que o crente proclama é da reconciliação, mas somos mais do que arautos, somos embaixadores da reconciliação. “Portanto, somos embaixadores de Cristo, como se Deus estivesse fazendo o seu apelo por nosso intermédio. Por amor a Cristo lhes suplicamos: Reconciliem-se com Deus” (2 Co 5:20).
Felizes são vocês os pacificadores!

(O autor do artigo é o Pr. Eber Jamil, dono do blog).

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NÃO SEJA DOMINADO PELA ANSIEDADE.

ansiedade

Jesus no sermão do monte trata de vários assuntos sendo um deles a ansiedade. A ansiedade é algo comportamental que foi adquirida pela pessoa através da convivência, da educação e das experiências de vida. Uma em quatro pessoas do mundo tem algum problema relacionado a ansiedade. Segundo Billy Graham ela é o resultado natural de centralizarmos as nossas esperanças em qualquer coisa menor que Deus e que Sua vontade para nós.

Muitos pensam que a ansiedade é sentida ou não da mesma forma como ligamos ou desligamos a luz no interruptor. Se quisermos nos livrar dela basta nos desligarmos dela desejando e desligando-a. A ansiedade não é tão simples assim e suas ramificações são surpreendentes para a pessoa que sente e muitas vezes para o ciclo de relacionamento da pessoa ansiosa. Certos comportamentos atípicos e fora do eixo são resultados da exacerbação da ansiedade.

Jesus mostrou que uma das razões para a ansiedade é a falta de noção do homem daquilo realmente importa. Se não valorarmos a nossa vida, a criação e o Reino de Deus de forma acertada seremos dominados pela ansiedade que consome as forças e a própria vida.

O alimento, a bebida e o vestuário para muitos representam a totalidade da vida humana. Por assim muitos sofrem ansiedade com estas coisas. Jesus, porém, advertiu que a vida vale mais do que estas coisas. O ser humano tem valor superior e não pode ser medido pelo que possui. Deus mostrou o quanto se importa com o homem enviando O Seu Filho para morrer por ele. A vida vale mais do que mantimento. O corpo vale mais do que as vestes.

Jesus também ao tratar o assunto faz uma comparação do homem quanto ao seu valor com a natureza. Afirmando que a vida vale mais do que os pássaros. Eles têm sua alimentação por causa da Provisão Divina, pois o nosso Pai Celestial é criador e sustentador da criação incluindo dos pássaros. Não será assim com o homem? A ansiedade do homem não trará uma duração maior da sua vida. Jesus também mostrou que a vida do homem vale mais do que os lírios, que não trabalham nem fiam mas se vestem melhor do que Salomão em toda a sua glória. Se o homem tiver uma ansiedade exacerbada, que não seja por motivo de doença, mostrará que sua uma fé não está amadurecida.

Ainda relacionando a ansiedade com a valoração, Jesus ensina que O Reino de Deus vale mais do que as coisas materiais. Os pagãos é que priorizam estas coisas. Deus sabe o que necessitamos. Portanto, confiemos nEle a cada dia. Priorizemos o Reino de Deus, Sua justiça e as outras coisas serão acrescentadas. Deus vale mais do que tudo. Não podemos deixar que os bens ocupemos o primeiro lugar em nossa vida. O nosso maior tesouro precisa ser o celestial. Não dividamos o nosso coração com os bens. O primeiro lugar precisa ser O Senhor.

Não se deixe dominado pela ansiedade. O Reino de Deus vale mais. A sua comunhão com Deus é mais preciosa do que as coisas. Deus cuida de você e sabe o que você necessita. Busque a Ele, O Seu Reino e Ele te acrescentará o que você necessita. Faça sua parte para obter o sustento, mas sempre coloque e sirva a Deus como o primeiro.

(O autor do artigo é o Pr. Eber Jamil, dono do blog).

JUSTIFICAÇÃO EM CRISTO!

 

justificação

Muitos vivem como se estivessem num tribunal sendo julgados ou como juízes condenando.  Tais fatos acontecem porque todos nós lidamos com o problema da culpa por isto, muitas vezes, procuramos ser absolvidos como réus pelo outro, ou ainda lançamos a nossa culpa no outro e condenamos como se fôssemos juízes. Costumo dizer que a culpa é uma batata quente que ninguém quer segurar. Por isto, o homem cria mecanismos de livrar-se dela sem alcançar seu intento. Tal verdade é mostrada pela atitude da personagem Homer Simpson que afirmou: a culpa é minha eu boto em quem eu quiser”. O que esta frase mostra é o engano dos homens, pois acham que conseguem se livrar da culpa por si mesmos, mas não conseguem. Podem até encobrir, mas a culpa não é resolvida e o dia da prestação de contas acontecerá.

A Bíblia é bem clara quando afirma que todos os homens são pecadores. Não há nenhum justo sequer. Já nascemos pecadores com concupiscência que é a inclinação para o pecado. Portanto, a culpa é um problema universal, pois todos são pecadores e todos são culpados. Esclarecido isto fica a pergunta como o homem pode ter sua culpa retirada?

Algumas pessoas esperam a absolvição da culpa através de outras pessoas como ela. Tomaram para si a posição de réu e diante das pessoas esperam ouvir a sentença: inocente ou culpado. Quando são elogiadas a sentença soa como: inocente. Quando criticadas a sentença soa como: culpado. Essas pessoas acreditam emocionalmente que o elogio é sinônimo de absolvição, e a crítica de condenação.  Deve ser insuportável viver assim! Porque a pessoa fica oscilando entre inocência e culpa constantemente.

Percebemos também a tendência de se fazer uma leitura da vida baseada nas circunstâncias. Se algo bom acontece é porque sou merecedor. Se atravessa por dificuldade é porque em algum momento pecou e causou a adversidade. Tal leitura não resolve a culpa mesmo que o momento seja favorável porque a vida com suas oscilações poderá fazer com que aquele que se acha absolvido sentir-se culpado novamente.

Tem outro grupo de pessoas que lidam com a culpa se colocando como juízes sobre os outros. Para seus próprios pecados querem a misericórdia e para os pecados dos outros são juízes togados prontos para dar a sentença. Quando condenam sentem de alguma forma livre de seus próprios pecados, que não são confessados e nem há arrependimento e mudança, pois tentam resolver escondendo seus erros através da condenação de outros. Condenam de muitas formas: interiormente e externamente, mas não encontram paz porque ao apontar o cisco no olho do outro não tira a trave que está no seu.

O pecado não pode ser resolvido por estes mecanismos emocionais criados pelo próprio homem. O perdão só pode vir de Deus. Quando Ele enviou Jesus foi com esta finalidade de redimir o homem do pecado e tirar a culpa do homem. Cristo, na cruz, se fez justiça por nós. Pagou o preço. Expiou a culpa.  Quem crê em Jesus recebe a sentença: JUSTIFICADO, que é uma declaração Divina que não há mais condenação para quem crê em Jesus. Deus é o teu juiz! E se você está em Cristo não há mais condenação sobre você. Mesmo que enfrentes as consequências do pecado, as quais nós enfrentamos, mas diante de Deus os que creem em Cristo como O cordeiro de Deus são perdoados e justificados. Portanto, nada de viver na mendicância por absolvição por parte de outros homens e nada de vestir a toga de juiz para condenar. Quem está em Cristo está justificado.

(O autor do artigo é o Pr. Eber Jamil, dono do blog).

 

A FELICIDADE DOS QUE CHORAM.

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Bem-aventurados os que choram porque serão consolados.  Esta bem-aventurança de Jesus afirma que na Vida Cristã a felicidade passa pelo choro. Nós imaginamos, muitas vezes, que só existe o sorriso na vida cristã, mas existem lágrimas, e por sinal, especificamente essas lágrimas são poucas derramadas. Muita gente que serve a Deus esquece ou não sabe que estas lágrimas são necessárias e vitais para a vida com Deus. Se não sentirmos esse tipo de tristeza não seremos realmente felizes. Parece uma afirmação paradoxal, mas conforme eu for expondo você entenderá o significado.

De que choro Jesus falou? O choro de arrependimento pelos nossos pecados. Paulo escrevendo aos coríntios fala deste tipo de tristeza como uma tristeza segundo Deus e quando escreveu sobre esta tristeza contrastou com a tristeza segundo o mundo que leva a morte. Na Bíblia há muitos exemplos destes dois tipos de tristezas. Pedro por ter negado a Jesus sentiu a tristeza segundo Deus e se arrependeu. Judas por ter traído a Jesus sentiu a tristeza segundo o mundo e enforcou-se. Davi diante dos pecados que não saiam diante dele ele sentiu a tristeza segundo Deus e se arrependeu. Saul não sentiu a tristeza segundo Deus e de derrocada em derrocada acabou tirando a própria vida.

A tristeza segundo Deus nos põe cara a cara com a nossa concupiscência, que é a nossa inclinação para o pecado, e nos põe cara a cara com a incapacidade de solucionar o problema do pecado, o que nos leva a Deus pelo Espírito Santo como único que pode nos perdoar através de Jesus. O choro segundo o mundo nos faz cometer antropofagia em nós mesmos porque quando não buscarmos Deus como solução violentamos a nós mesmos com o sentimento de remorso.

Podemos entender o tipo de choro que Jesus se referiu quando observarmos quando próprio Jesus chorou e uma das duas vezes foi quando Jesus viu o choro das irmãs de Lázaro pela morte dele e pela comoção da multidão em torno do acontecimento. Jesus viveu assim o que Paulo mais tarde recomendaria: chorai com os que choram. Jesus sentiu a dor do outro. Percebeu o drama que é para o ser humano perder alguém. Mesmo sabendo que haveria de ressuscitar Lázaro não deixou se conturbar pelo dor alheia. Bem-aventurados são os que choram com os que choram.

A outra vez que Jesus chorou somente Lucas relata o fato. Aproximando-se de Jerusalém Ele chora afirmando que Jerusalém seria destruída pelos inimigos o que aconteceu em 70 d.C., quando as tropas romanas cercaram e destruíram a cidade. Jesus chorou pela falta de senso de oportunidade que Jerusalém teve com a sua entrada triunfal e desperdiçando a oportunidade de arrependimento. O choro foi pela calamidade, pelo desperdício, pela obstinação da cidade.

Voltando ao entendimento sobre a tristeza segundo Deus creio que a temos quando choramos pelos nossos pecados, dos outros e pela obstinação para o mal do próximo. Temos os exemplos da situação de Jesus acerca de Jerusalém e a comoção que Daniel teve registrada no seu livro com seu nome e autoria no capítulo 9. Daniel faz uma oração e confessa a Deus seus pecados e os do seu povo. Ele estava preocupado com a profecia de Jeremias acerca do cativeiro que duraria 70 anos, que já chegava ao fim, e pediu a restauração do Templo e do Povo a Deus. Chorar pelos pecados dos outros também é uma tristeza segundo Deus e por isto bem-aventurada.

A bem-aventurança inclui uma promessa: eles serão consolados. A consolação do choro dentre os significados podemos destacar seu caráter fisiológico. Ao chorar fisicamente depois sentimos um certo alívio. O choro é no seu aspecto fisiológico um certo escape para a dor do corpo ou da alma. A tristeza segundo Deus, que pode nos levar o choro, é a primeira etapa do arrependimento e havendo-o há depois a confissão, o abandono e novo conduta, ou seja, o penitente é consolado. O Resultado será o consolo e a felicidade de ser perdoado. O perdão não acontece por causa do choro, mas por causa do sacrifício de Jesus. Entretanto, o arrependimento, muitas vezes, manifesta-se através das lágrimas. Agora quando a tristeza segundo Deus é pelo dor alheia habilita a apoiar o triste no seu momento de aflição recebendo a consolação ao ver o outro de alguma forma sendo ajudado. Quanto aos que choram pelos pecados alheios estes tornam-se verdadeiros intercessores que não oram com formalidade, mas com amor e entrega, encontrando o consolo no amor de Deus que está compartilhando pelo próximo.

Concluindo podemos afirmar que a Bem-aventurança deixa implícita que quando os que choram segundo Deus estão em sintonia com Deus e por isto são consolados. Este choro é sinal de inquietude no relacionamento com Deus, com relação a si mesmo ou com o próximo e este é bem-aventurado. No futuro próximo a bem-aventurança também se refere ao estado final de Glória no céu, onde o consolo de Cristo será completo, pois o pecado não existirá mais. O choro segundo Deus pode ser incialmente de tristeza, mas a promessa para os que choram assim é consolação, ou seja, a felicidade segundo Deus passa pelo choro.

(O autor do artigo é o Pr. Eber Jamil, dono do blog).

NÃO É BOM O ISOLAMENTO!

isolamento

Gn 2:18 -E disse o Senhor Deus: Não é bom que o homem esteja só; far-lhe-ei uma ajudadora idônea para ele.

Não é bom o isolamento porque Deus nos mostra que para vivermos com mais qualidade é necessário que não sejamos apenas verticais pensando somente no nosso relacionamento com Deus, mas também horizontais pensando no nosso relacionamento com o próximo. O resumo que Jesus fez dos 613 mandamentos em dois mandamentos é coerente com que a palavra que Deus proferiu a respeito de Adão que estava só sem ninguém ao seu lado, alguém que lhe fosse correspondente.

Principalmente nos primeiros séculos da história da Igreja muitos buscaram o isolamento porque pensaram que era a melhor maneira de não se misturar com o mundo. O cristianismo começava a deixar de ser perseguido e passou a ser favorecido pelo Império Romano. O que foi visto como favor de Deus por alguns, mas para muitos outros, era o mundo entrando na Igreja e por isto alguns começaram a buscar viver isolados da sociedade para a maior consagração a Deus.

O problema do estilo de vida “ermitão”, urbano, em áreas desérticas, rurais ou não, é a falta de influência positiva que deixa de acontecer na sociedade por causa do isolamento. As comissões deixadas por Jesus nos incentivam pregar o arrependimento, discipular, batizar, ir até os confins da terra para tanto é necessário a vivência em sociedade. Jesus na oração sacerdotal foi claro: Não peço que os tires do mundo, mas que os livres do mal” (17:15). Temos que viver no mundo, mas de uma forma que não nos comuniquemos com as obras infrutuosas das trevas, ou seja, vivermos no mundo sem nos envolver com a malignidade.

O tempo “a sós” tem o seu valor e devemos cultivá-lo, mas que seja para a renovação das forças físicas, espirituais, da devocionalidade para com Deus, mas não podemos nos isolar do convívio com a família, irmãos de fé, colegas de trabalho e da sociedade como um todo. Não é bom que o homem esteja só. O contexto do versículo é a vida a dois, o casamento, porém, podemos estender o entendimento do versículo para a necessidade humana de se relacionar com o próximo. Em Eclesiastes o pregador afirma: “que é melhor serem dois do que um”. Precisamos do momento a sós com Deus, mas também precisamos salgar e iluminar esse mundo como luzeiros de Cristo. Se não salgarmos perderemos a relevância no mundo, não exerceremos a vocação dada pelo Senhor e não seremos respeitados. Nosso chamado é para evangelizar, edificar o Corpo de Cristo, servir a Deus e ao próximo. Não busque o isolamento. Tenha sempre seu momento a sós com Deus, tenha o seu lugar de oração e meditação na Palavra, tenha seus horários regulares para a devoção, mas também viva uma vida influente com todos os seus riscos lembrando-se sempre que quem está com Deus é maioria e que temos uma família, que é a Igreja do Senhor, que coopera com os dons para o desenvolvimento da nossa carreira cristã.

Quando acontece a conversão de alguém a pessoa é inserida pelo Espírito Santo no corpo de Cristo, que é a família de Deus, mostrando que o chamamento é para comunhão com Deus e com o próximo. O novo convertido deve ser acompanhado até que ele possa também acompanhar outros e assim a Igreja do Senhor se multiplica e cumpre o seu chamado.

Jesus se retirou algumas vezes para orar sozinho, mas no Getsemâni quando deixou seus discípulos a sós para orar desejou que eles tivessem acordados enquanto ele orava e repreendeu-os quando encontrou Pedro, Tiago e João dormindo. Jesus sentiu a falta de companheirismo deles, a falta de vigilância.

Nas artes nós vemos também está necessidade ser retratada quando o cavaleiro solitário tem como companheiro um índio chamado Tonto. Quando o Robison Crusoé encontra e tem como amigo o índio Sexta-feira. No filme Náufrago com Tom Hanks, que interpreta o personagem Chuck, o qual após a queda do avião onde viajava, encontra-se preso numa ilha, privado de tudo que o homem moderno precisa, faz amizade com uma bola de volei da marca Wilson que se torna seu amigo imaginário na ilha desértica. Tem um momento emocionante do filme quando ele perde no mar o seu amigo imaginário, o que levou algumas pessoas sensíveis às lágrimas. Tais obras mostram claramente a necessidade do homem do próximo. O homem é um ser social.

A solitude, a meditação é necessária durante um tempo, mas o isolamento não pode ser uma filosofia de vida. Sempre precisamos de alguém! Ninguém basta a si mesmo! A constatação Divina foi que não é bom que o homem esteja só. Talvez você tenha se fechado para o outro por causa das decepções, desilusões, mas o remédio não é encaramujar-se, mas perdoar o abandono, a decepção e viver uma vida saudável, produtiva, e relacional com Deus e com o próximo.  Abra-te! Primeiramente para Deus, e quando isto verdadeiramente acontece, abrimo-nos para o próximo também.

(O autor do artigo é o Pr. Eber Jamil, dono do blog).

ANO NOVO: NOVAS OPORTUNIDADES.

Ano-Novo blog

O tempo passa de forma inexorável e não temos controle sobre ele. O que podemos fazer é administrá-lo da melhor forma possível durante o momento em que ele acontece, ou planejar o tempo que possa ainda acontecer de forma sábia.

Com certeza um novo dia traz novas oportunidades. Também podemos falar assim acerca de um novo ano. A virada do ano evidencia o que acontece todos os dias quando o sol se levanta é como se ouvíssemos nesta ocasião: você tem uma nova chance! Um novo ano costuma trazer novas oportunidades e nos inspirar desta forma.

Os pastores antigos costumam dizer que a oportunidade é como um careca de topete quando passa por você é o momento de você segurar o topete porque talvez você não tenha mais oportunidade. Paulo aos Efésios escreveu: Olhai, portanto, cuidadosamente como andais, não como insipientes, mas como sábios, remindo o tempo, porque os dias são maus (5: 15 e 16). A ideia de remissão lembra redenção, lembra salvação. Remir o tempo é aproveitar cada oportunidade.

Temos que tomar cuidado com a procrastinação. Tem pessoas que tem por hábito procrastinar. Nem tudo é para fazer imediatamente, mas nem tudo devemos deixar para depois. O equilíbrio e a sabedoria são importantes. Alguém já disse: “o adiamento é o ladrão do tempo e o ladrão do tempo é o assassino da oportunidade”. É preciso ponderação. Aproveitemos o início de novo ano e aproveitemos esta nova oportunidade.

O passar do tempo, se bem aproveitado, pode se tornar um aliado para uma vida bem vivida, porque somaremos as lições aprendidas das nossas experiências aos desafios que se apresentarem. Gosto muito do salmo de Moisés de número 90 em que ele pede a Deus para ensiná-lo a contar os dias. Aprendamos com o tempo. Os acertos e os erros nos ensinam. Deus em Sua Palavra registrou muitos exemplos de homens, que devem ser seguidos e outros não, quanto ao que fizeram em suas épocas. Na história do próprio Moisés percebemos que ele passou por três tempos de 40 anos: no palácio de faraó, no deserto como pastor e no deserto como líder de um povo. Deus se utilizou das experiências dele e lhe outorgou poder sobrenatural para fazer a obra de Deus. Moisés aprendeu de Deus durante o tempo que viveu.

Valorizemos cada minuto que Deus nos dá. Como era falado na Rádio Relógio Federal: cada minuto que passa é um milagre que não se repete. A valorização pode se dá através da gratidão a Deus. Através da doação de si mesmo a Deus e ao próximo sempre fazendo o melhor enquanto é tempo. A valorização pode se dar através da boa utilização do tempo e gastando-o com o prioritário, necessário e útil.

Consideremos os princípios da Palavra de Deus porque qualquer estilo de vida fora dela é um estilo sem alicerce sólido e eterno. Na vida as tempestades fazem parte, se observarmos das Escrituras teremos a segurança de estar no rumo certo com uma prática adequada. Sem dúvida, o aproveitamento das oportunidades não deve ser de qualquer forma. A Bíblia é o melhor dos manuais, mais eficiente que qualquer GPS e do que o Waze. Aproveitar as novas oportunidades é aproveitá-las com a sabedoria do alto, a sabedoria que Deus dá e revelou em Sua Palavra.

Que neste novo ano com as novas oportunidades seja uma grande ocasião para que nós nos envolvamos com a nossa família, igreja e sociedade de forma agradável a Deus e sábia diante dos homens.

( O autor do artigo é o Pr, Eber Jamil, dono do blog).

NATAL PERMANENTE.

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Por ocasião do natal conceitos vitais como que despertam de um sono de onze meses: família, amor, ajuda ao próximo, fraternidade etc. As pessoas se abraçam, visitam umas às outras, trocam cartões, presentes e refletem sobre o nascimento de Cristo.

Bom seria se o natal não fosse somente nos dias 24 e 25 de dezembro, mas durasse para sempre. Será isto possível? O natal permanente não é papai Noel nos 365 dias do ano, duendes e outros mitos. Não são árvores enfeitadas o ano inteiro, nem comilança e nem ostentação o ano todo. O Natal permanente é:

I – A compreensão do desejo Divino de se aproximar do homem. Mateus falando do nascimento de Jesus cita a profecia de Isaías de que nasceria de uma virgem um menino que se chamaria EMANUEL, que traduzido é Deus conosco. O nascimento de Cristo, que foi a encarnação de Cristo, Deus tomando a forma e a natureza humana, foi o modo de Deus aproximar-se do homem que estava morto em delitos e pecados. O natal permanente é ter o entendimento que Deus enviou Seu Filho Jesus para religar o homem a Ele. Para tanto Jesus precisou ser concebido no ventre de Maria ser crucificado, mas a morte não venceu, Ele ressuscitou ao terceiro dia.

II – É crer que Jesus é o único mediador entre Deus e os homens. O natal permanente acontece quando o homem crê na obra do amor de Deus ao enviar Jesus, Seu filho, para religar o homem com Ele, e que Seu Filho Jesus é o único meio desta religação acontecer. Jesus disse: “Eu sou o caminho, a verdade e a vida; ninguém vem ao Pai, senão por mim”. Quem crê em Jesus como Salvador, como único caminho para Deus torna-se filho de Deus por adoção, portanto tendo comunhão com Deus. Vivendo um natal permanente.

III– É quando o nascimento de Cristo deixa de ser um acontecimento histórico e passa a ser uma experiência pessoal. Meu pai na época do natal quando atendia o telefone falava: Jesus nasceu em Belém e nasce na gente também. Quando a pessoa crê em Jesus como Salvador, Cristo deixa de ser apenas uma tradição recebida e passa se relacionar com Ele de forma real e pessoal. É o que a Bíblia chama de Novo Nascimento. A pessoa quando crê em Jesus nasce de novo, nasce espiritualmente tornando-se uma nova criatura havendo um natal permanente.

IV– É ter O Espírito Santo habitando porque crê em Jesus. A partir do momento em que se crê em Jesus a pessoa recebe O Espírito Santo, se assim não fosse não seria de Cristo. O Espírito Santo passa habitar no corpo e tal fato acontece conforme Jesus prometeu que voltaria ao Pai, mas não deixaria seu povo só, e que enviaria O Espírito Santo Consolador para estar com eles. O natal é permanente com O Espírito habitando.

V– É quando a pessoa passa a ter um relacionamento próximo e íntimo de Cristo. A pessoa pela fé uniu-se a Cristo e passa ter Jesus como Seu Supremo Pastor. Onde ela conhecerá voz do Pastor que já conhece sua voz A pessoa cultivará a meditação na Palavra de Deus e a oração fazendo que sua vida sempre seja renovada e sempre tenha uma celebração da comunhão com Deus. O salmo 23 termina prometendo que na vida das ovelhas a bondade e a misericórdia do Senhor as seguirão por todos os dias das suas vidas. Isto é natal permanente!

VI– É quando se vive todos os dias as prioridades que Cristo deixou. Jesus nos disse para irmos em busca de ovelhas que não estão no aprisco dele. Mandou-nos fazer discípulos e integrá-los pelo Batismo nas águas promovendo o amadurecimento dessas pessoas para que possam ir, discipular e integrar outras pessoas também no corpo. Ao dar estas prioridades Jesus prometeu estar conosco todos os dias até a consumação dos séculos, ou seja, nos prometeu um natal permanente. Com as prioridades acertadas teremos um natal permanente.

VII– É crer que o relacionamento com Cristo é eterno.  Aquele que crê em Jesus recebe a Vida Eterna e de maneira nenhuma Ele o lançará fora. A vida que começou na fé em Jesus não fica inconclusa, porque Deus não deixa nada pela metade. Uma vez em Cristo sempre em Cristo. O Relacionamento com Ele é eterno, portanto o natal é permanente.

Quero concluir colocando a letra de um cântico antigo que fala sobre o natal permanente que vive aquele que crê em Jesus:

Sempre é natal para mim (2 x)

A minha vida é uma festa sem fim

Sempre é natal para mim

 

A cada momento meu Jesus meu Senhor

No meu coração bate com esplendor

Oh! Que alegria e que gozo sem fim

Sempre é natal para mim

 

Sempre é natal para mim (2 x)

A minha vida é uma festa sem fim

Sempre é natal para mim

 

Sim, Jesus nasce a todo instante

Quando o crente é fiel e constante

Glórias a Deus pois eu sinto assim

Sempre é natal para mim

 

Sempre é natal para mim (2 x)

A minha vida é uma festa sem fim

Sempre é natal para mim

(O autor do artigo é o Pr. Eber Jamil, dono do blog).