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INTEGRAÇÃO DE NOVOS MEMBROS.

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A evangelização da Igreja é de suma importância e não deve ser negligenciada. Mas e depois? Se a pessoa se converte o que fazemos? Será que existe uma equipe que cuide da integração do novo convertido? O novo convertido enfrenta uma série de dificuldades para prosseguir sua caminhada até ao batismo e depois a membresia da Igreja local.

Hoje, e sempre, existe a carência no corpo de Cristo de pessoas que apoiem os novos crentes na integração da Igreja. Muitos desses novos crentes sofrem preconceitos e encontram “grupos fechados” que impendem o seu ingresso na Igreja. Entretanto, se houver entre nós “Barnabés” a integração acontecerá com mais facilidade.

Barnabé significa “filho da consolação”. Como filhos de Deus, vocês, devem sê-lo também: instrumentos nas mãos de Deus para a consolação. Dentre muitas coisas que Barnabé fez, podemos destacar o apoio que ele deu a Paulo quando se converteu. Ele o ajudou a ser aceito pelos apóstolos. Seja um filho da Consolação, na verdade, já é, se creu em Jesus como Salvador, inserindo o novo crente na convivência com os irmãos da Igreja.

Alguns aspectos práticos são telefonemas, e-mails, cartas, literatura, visitas, que devem ser enviadas e feitas a pessoa que se decide por Cristo. No contato inicial deve se verificar se a pessoa entendeu a decisão que tomou ao lado de Cristo. Para isto um acompanhamento através do discipulado é fundamental e também o encaminhamento para a escola Bíblica Dominical para o novo crente. O discipulador precisa ser um crente amadurecido, que já foi discipulado, e ligado à Igreja local para que faça com eficiência e sem prejuízo ao corpo da Igreja.

No início é importante que o novo crente receba uma bíblia, indicação de livros e cds pertinentes ao início da carreira cristã para fortalecimento e descobrimento da nova vida com Deus. Outro recurso valioso é a realização de um retiro para os novos membros da Igreja. Onde se passará toda a visão bíblica acerca da Nova Vida com Cristo, da importância da Igreja Local e as doutrinas básicas da fé. Algo importante é que o Pastor da Igreja esteja presente neste trabalho de integração do novo membro e dele participe, pois o novo membro precisa entender e conhecer o pastor da Igreja.

O trabalho de integração é até que o membro seja um membro atuante, desenvolvendo seu ministério e ganhando outras pessoas para Cristo. O cuidado deve continuar até que o novo crente alcance esses objetivos. Ao membro se encaixar em um ministério local o líder de ministério e o ministério pastoral dará continuidade ao cuidado que será permanente.

(O autor do artigo é o Pr. Eber Jamil, dono do blog).

A ESCOLHA DE ABRAÃO

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Deus convocou Abraão: sai-te da tua terra, e da tua parentela. Ele saiu, mas levou consigo seu sobrinho Ló. Ambos adquiriram riquezas, o que criou a impossibilidade de continuarem juntos, pois a terra não poderia sustentá-los. Houve então uma grande contenda entre os pastores de Abraão e Ló.

Abraão que era o tio, o mais velho, enfim o responsável pela caravana, disse a seu sobrinho: NÃO HAJA CONTENDA ENTRE MIM E TI. SOMOS IRMÃOS! SE ESCOLHERDES A DIREITA, IREI PARA A ESQUERDA.

Naturalmente o direito de escolha seria de Abraão, mas este abriu mão em favor de Ló.

É de estranhar essa atitude de Abraão. O pai da fé teve um espírito “neotestamentário” tipo romanos capítulo 12 nesse episódio. A “coisa” poderia ter ficado feia. Poderia ter ocorrido um “fratricídio” como quase ocorreu em juízes à eliminação da tribo de Benjamim.

Nestes tempos de Teologia da Avareza, onde as pessoas veem Deus como O realizador dos desejos, alguém abrir mão de alguma coisa, soa estranho. Muitos entendem que a vontade de Deus só está relacionada à realização dos desejos pessoais. Não é a vontade de Deus que é buscada, mas a vontade daquele que pede com “fé”. O que se torna não fé em Deus, mas fé na fé. Portanto, uma fé idólatra.

O interessante é que Abraão parecia estar perdendo com essa atitude e na verdade teve a Promessa de Deus confirmada. Enquanto Ló, que escolheu primeiro, parecia levar vantagem, encaminhou-se para Sodoma de onde teve que sair fugido.

Ló escolheu. Deus escolheu para Abraão. Escolher a Vontade de Deus pode na aparência ser prejuízo, mas é a melhor coisa que podemos fazer na vida. O caminho da renúncia. A escolha pela Vontade de Deus. A escolha do amor fraternal. São as melhores escolhas.

Escolha é algo que tem de fazer quando se enfrenta uma contenda. Na maioria das vezes tomamos decisões no “calor da hora” e somos precipitados. Aprendo com Abraão a esperar, esperar a vontade de Deus ser nítida, clarificada. Tomar decisão baseada somente naquilo que os olhos veem é tomar decisão superficial. Deus pediu para Abraão levantar os olhos, assim ele teve a visão do que Deus queria.

Humildade. Espera. Paz. São caminhos de Deus para nós.

Os filhos de Deus são pacificadores. Sejamos como Abraão, pacificadores. Ló seria ajudado por Abraão em ocasiões posteriores. Não ficou mágoa no coração, nem rancor, ou amargura. A “contenda” foi bem resolvida, não ficou resquício negativo para o futuro na vida de Abraão.

Enquanto Ló teve uma semeadura ruim porque escolheu pela aparência, foi altivo na sua decisão, e buscou seus próprios interesses. Ló foi alguém com o “jeitinho brasileiro”, “esperto”. Tornou-se prisioneiro de guerra, teve que sair fugido, perdeu a esposa etc.

Pois é, aprendo com o Pai da fé, Abraão, um bom exemplo na hora da contenda. Oro a Deus para que eu possa seguir seus passos.

Paz!!!

(O autor do artigo é o Pr. Eber Jamil, dono do blog)

BOA OU MÁ INFLUÊNCIA?

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Há uma frase muito conhecida que afirma “você se torna eternamente responsável pela pessoa que cativas”. Por que se torna responsável? Porque a pessoa que é cativada por você é também influenciada por você. Nós somos responsáveis pela influência que exercermos sobre os outros. Não somos responsáveis pelas atitudes dos outros, mas temos que ser boa influência, pois podemos cooperar para o bem ou mal de alguém.

Uma figura bíblica para o poder da influência é o fermento. Na Bíblia o fermento é usado como uma figura para a boa influência e também como uma má influência.

Vejamos como um exemplo de má influência:

1 Coríntios 5 –

6 Não é boa a vossa jactância. Não sabeis que um pouco de fermento faz levedar toda a massa?

7 Alimpai-vos, pois, do fermento velho, para que sejais uma nova massa, assim como estais sem fermento. Porque Cristo, nossa páscoa, foi sacrificado por nós.

8 Por isso façamos a festa, não com o fermento velho, nem com o fermento da maldade e da malícia, mas com os ázimos da sinceridade e da verdade.

Aqui o fermento é uma figura de impureza. Devemos ser uma massa nova sem fermento. Na Páscoa tinha que se jogar fora todo o fermento velho. Influenciamos negativamente as pessoas através dos escândalos (Lc 17:1 e 2), ou por atitudes perniciosas como Himineu e Fileto (II Tm 2:17 e 18).

Já como uma figura positiva o Reino de Deus é comparado ao fermento. Veja:

Mateus 13

33 Outra parábola lhes disse: O reino dos céus é semelhante ao fermento, que uma mulher toma e introduz em três medidas de farinha, até que tudo esteja levedado.

Jesus foi como um fermento que influenciou toda a história da humanidade. Abel e seu sacrifício deixaram marcas profundas (Hb 11:4). Tabita com seu trabalho social abençoou toda uma cidade (At 9:36-39). Temos que influenciar positivamente a nossa família, igreja, trabalho e sociedade.

Fica a pergunta: você é uma boa ou má influência?

(O autor do artigo é o Pr. Eber Jamil, dono do blog).

DEUS É O PAI DAS MISERICÓRDIAS E DE TODA CONSOLAÇÃO.

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II Coríntios 1:3: … o Pai das misericórdias e o Deus de toda a consolação.

A fonte da misericórdia e consolação é Deus. No sofrimento não devemos nos esquecer que Ele é O Pai das misericórdias e de toda consolação. Quando Paulo disse “toda consolação” é porque Deus pode consolar qualquer sofrimento. Não há algo tão doído que Deus não possa consolar. Nele há consolação e Misericórdia.

Deus consola através de Sua Palavra. A Bíblia é um verdadeiro bálsamo para a alma humana. São tantas passagens que apaziguam a alma e confortam em momentos difíceis. Muitas vezes preguei em sepultamentos palavras de consolo baseadas na Palavra. Outras tantas vezes pessoas encontraram orientação para tomar decisões acertadas na Palavra.

As orações são recursos de Deus para consolo. Foi o caso de Ana e de tantas outras pessoas em todas as gerações que tiveram seu semblante mudado depois que oraram. O próprio Espírito intercede por nós enquanto oramos para que haja consolo em nós.

Às vezes o consolo divino se manifesta através do próximo, palavra de aconselhamento, abraços, uma boa música. Na maioria dos casos é Deus manifestando sua consolação através do próximo. Eu sempre olho aquele versículo que fala que se meu pai, ou minha mãe me abandonar, Deus me acolherá, de forma horizontal. Afinal Deus vai acolher como? Através de alguém é a resposta.

O consolo de Deus se manifesta até fisiologicamente. O choro é um escape fisiológico dado por Deus ao homem. A expressão “Bem-aventurados os que choram porque serão consolados” tem muitas aplicações, mas expõe também a natureza fisiológica do choro que após ser derramado proporciona certo alívio para aquele que chora.

A Bíblia toda conta a história de Deus sendo o consolador da humanidade. Jesus ao falar do Espírito Santo o chamou de consolador e alertou: não vos deixarei órfãos, ou seja, inconsoláveis, enviarei do meu Espírito e Ele será o consolador de vocês.

Precisamos fazer esta consideração durante o sofrimento. Deus é a fonte da verdadeira consolação. Tão preciosas foram as palavras de Cristo: Não se turbe o vosso coração, credes no Pai, credes também em mim. A fé neste Deus consolador apazigua a alma e consola.

(O autor do artigo é o Pr. Eber Jamil, dono do blog).

PERSEVERANDO NA COMUNHÃO.

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At 2:42 – E perseveravam na doutrina dos apóstolos, e na comunhão, e no partir do pão, e nas orações.

A palavra perseverar, quer dizer, conservar-se firme e constante; ir até o fim; sem se deixar demover ou abalar. A igreja muitas vezes fala em perseverar na doutrina, na prática da ceia e nas orações. Entretanto, o versículo também coloca a necessidade de se perseverar na comunhão (koinonia), que é um grande desafio! Viver em comunidade e relacionar-se interpessoalmente traz muitos desafios. Vejamos alguns exemplos bíblicos de perseverança na comunhão e no amor.

O exemplo de Jesus – Jo 13:1 – ORA, antes da festa da páscoa, sabendo Jesus que já era chegada a sua hora de passar deste mundo para o Pai, como havia amado os seus, que estavam no mundo, amou-os até o fim.

O exemplo de Deus nosso Pai – Hb 13:5 – Sejam vossos costumes sem avareza, contentando-vos com o que tendes; porque ele disse: Não te deixarei, nem te desampararei.

. Onesíforo – II Tm 1:16 – O SENHOR conceda misericórdia à casa de Onesíforo, porque muitas vezes me recreou, e não se envergonhou das minhas cadeias. (Paulo foi abandonado por muitos enquanto esteve preso, mas Onesíforo esteve ao lado dele).

Fica claro até aqui que devemos seguir esses exemplos e perseverar na comunhão. Entretanto, surge naturalmente a pergunta: como perseverar na comunhão?

Primeiro, tendo disposição para perdoar.

Mt 18: 21 e 22 – 21 Então Pedro, aproximando-se dele, disse: Senhor, até quantas vezes pecará meu irmão contra mim, e eu lhe perdoarei? Até sete? Jesus lhe disse: Não te digo que até sete; mas, até setenta vezes sete.

Ef 4:31 e 32 – Toda a amargura, e ira, e cólera, e gritaria, e blasfêmia e toda a malícia sejam tiradas dentre vós, Antes sede uns para com os outros benignos, misericordiosos, perdoando-vos uns aos outros, como também Deus vos perdoou em Cristo.

Segundo, tendo o mesmo sentimento que houve em Cristo Jesus – a humildade.

Fp 2: 4 e 5 – 4 Não atente cada um para o que é propriamente seu, mas cada qual também para o que é dos outros. De sorte que haja em vós o mesmo sentimento que houve também em Cristo Jesus.

Rm 12:16 – Sede unânimes entre vós; não ambicioneis coisas altas, mas acomodai-vos às humildes; não sejais sábios em vós mesmos;

Terceiro, sendo promotores da paz.

Efésios 4:3 – Procurando guardar a unidade do Espírito pelo vínculo da paz.

Rm 12:18 – Se for possível, quanto estiver em vós, tende paz com todos os homens.

Hb 12:14 – Segui a paz com todos, e a santificação, sem a qual ninguém verá o Senhor.

Quarto, falando palavras edificantes.

Ef 4:29 – Não saia da vossa boca nenhuma palavra torpe, mas só a que for boa para promover a edificação, para que dê graça aos que a ouvem.

Ef 5: 3 e 4 – Mas a prostituição, e toda a impureza ou avareza, nem ainda se nomeie entre vós, como convém a santos; Nem torpezas, nem parvoíces, nem chocarrices, que não convêm; mas antes, ações de graças.

Ef 5:19 – Falando entre vós em salmos, e hinos, e cânticos espirituais; cantando e salmodiando ao Senhor no vosso coração;

Você sabe a necessidade de perseverar na doutrina, na celebração na ceia do Senhor e nas orações. Entretanto, persevere também na comunhão com o irmão: perdoando, sendo humilde, sendo um pacificador e falando palavras edificantes. Vamos perseverar?

(O autor do artigo é o Pr. Eber Jamil, dono do blog).

O GRANDE AMIGO

jesus-e-o-meu-amigo Penso que jamais se sofre tanto e tão íntimo do coração, como quando se percebe que o amigo deixa de ser amigo, quando se constata a perda desse tesouro.

Aquela pessoa a quem ontem se confiavam os problemas, hoje nada mais se pode falar. Aquela pessoa, que ontem se interessava por minhas preocupações, hoje não tem mais nenhum sorriso de apoio. Aquela pessoa que ontem ajudava aliviar as cargas, hoje ri do meu fracasso. Aquela pessoa que sorria ao me encontrar, hoje nem sequer me olha. Aquela pessoa que ontem era alegria e conforto, hoje é tristeza e dor. Aquela pessoa que ontem ensinava o caminho reto, hoje fecha as portas ao me ver passar. Aquela pessoa que me consolava, hoje me faz chorar. Aquela pessoa que ontem era compreensão, hoje é indiferença.

Sim, é um grande dor constar que não se tem mais a confiança de um bom amigo. Mesmo nesta hora, não devemos desanimar. Cristo também foi abandonado por seus melhores amigos. Pedro afirmou “morrer por Cristo” e na hora “H” sustentou não conhecê-lo. Quantas vezes nós também fazemos o mesmo papel de Pedro? Decepcionando a quem confia em nós.

O que podemos fazer? Precisamos firmar nossa amizade com o Amigo Supremo, Jesus, que não decepciona ninguém. Jesus deve ser o companheiro inseparável de nossa vida. Nele podemos sempre sorrir e cantar. Nele sentimos o doce sabor da vida. Nele podemos ser e ter bons amigos. Ele é o amigo que devemos abrir o coração. Você que já sofreu a perda de uma amizade, a quebra de um relacionamento, saiba que a amizade com Cristo é para sempre. Cristo não quebrará a amizade com você. Mas se eu quebrar a amizade com Cristo? – Talvez você pergunte. Basta você se arrepender, confessar e correr para os braços de Jesus, que Ele te receberá de volta. Como diz o cântico que o Rebanhão cantava:

“Conheci um grande amigo. Ele é Filho de Deus Pai. O seu nome é Jesus Cristo. Nele a gente pode confiar”.