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QUEM É QUE ALCANÇA O PRAZER ESPIRITUAL? 

salmo 1

Creio que é para o crente em Jesus o prazer espiritual é uma descoberta. Fui criado no evangelho e aceitei Jesus aos sete anos de idade e me tornei afiado no manuseio da Bíblia. Mas confesso que só na maturidade entendi o que é ter prazer na lei do Senhor. Por isto afirmo que o prazer espiritual na meditação da Bíblia, na oração e jejum é uma descoberta que o crente faz. Muitas vezes os crentes praticam as disciplinas espirituais sem experimentarem a alegria do prazer espiritual. Praticam por obrigação, por costume, por causa das demandas ou por religiosidade. Tendo até experiências, mas sem o deslumbramento da prática. Sem descobrir as maravilhas da lei. Sem recreia-se na presença de Deus. Trataremos neste pequeno artigo baseando-nos no salmo capítulo um quem são as pessoas que encontram o prazer espiritual. 

A pessoa que encontra o prazer espiritual é aquela que não é influenciada pela impiedade dos homens. Segundo o salmista o bem-aventurado é aquele que não anda segundo o conselho dos ímpios. Sem dúvida, o frescor da vida espiritual não é compatível com uma vida influenciada pelo mau caminho. A intimidade com Deus é para aqueles que o temem. A Palavra de Deus tem tudo que o homem necessita para guiar a sua vida pelo caminho de Deus. Portanto, o homem que tem o prazer nela não aceitará a impiedade e os conselhos do mal. 

A pessoa que encontra o prazer espiritual é aquela que não peca de forma recorrente. Segundo o salmista o bem-aventurado é aquele que não se detêm no caminho dos pecadores. Acontece eventualmente de pecar, mas é algo ocasional. Ele não se detém, não se fixa na prática do pecado. Segundo o apóstolo João “sabemos que todo aquele que é nascido de Deus não vive em pecado; antes, Aquele que nasceu de Deus o guarda, e o Maligno não lhe toca” (1 Jo 5:18). Portanto, quem tem o prazer espiritual é alguém que nasceu de novo, arrependeu-se dos seus pecados e tem segurança em Deus. 

Andando pelo salmo um percebemos que aquele que encontra prazer espiritual é aquele que não se alegra no escarnecimento. O escarnecedor é aquele que profana e zomba das coisas sagradas. Usa de linguagem chula para tratar o alvo do escárnio. Sem dúvida, se alguém senta na roda dos escarnecedores também não se sentará aos pés de Jesus para receber sua instrução. São incompatíveis tais posturas. Não se encontra na mesma fonte o amargo ou o doce. Quem tem prazer do Senhor bebe da fonte doce então não beberá também da fonte amarga. 

Pode até parecer que estou ensinando um estilo de vida espiritual ermitão. Ensinado que só aqueles que se isolam alcança o prazer pela Palavra. Mas, o salmo um fala que há uma congregação dos justos. Portanto, aquele que tem prazer espiritual na Palavra será uma pessoa que tem comunhão com os irmãos de fé. Será a pessoa que não abandona a congregação apesar de meditar na Palavra. Não é autêntica a vida com Deus se o próximo não estiver incluído. O salmista afirma que os maus não congregarão com os servos de Deus no céu. Os servos que congregam aqui também congregarão no ceú, mas os pecadores não arrependidos serão condenados.  

A vida de quem tem prazer na lei do Senhor não será descuidada. Ele sabe que Deus conhece o caminho dos justos e ele vive sobre esta perspectiva. O caminho dos ímpios é de condenação, mas o caminho dos justos é de temor, prosperidade e prazer espiritual. Eles sabem que a Palavra de Deus não é somente para o deleite espiritual, mas é a orientação de Deus para que eles possam caminhar no caminho que é Jesus e por isto ser aprovado por Deus. Quando o salmista fala que Deus conhece o caminho dos justos está como que dizendo que Deus aprova o caminho que eles seguem porque a Palavra de Deus é a bússola que o orienta no caminho que é Jesus. 

Portanto, chegamos à conclusão que o prazer espiritual que a pessoa sente na Palavra de Deus não é um emocionalíssimo barato e passageiro, mas é algo em consonância a vontade de Deus. As emoções desta pessoa estão submissas a vontade boa, perfeita e agradável de Deus. Por isto, devemos cultivar cada vez mais a nossa comunhão com Deus para que nossas vidas se deleitem em Suas Palavras e Vontade todos os dias e assim seremos bem-aventurados. Deus quer que tenhamos vida em abundância e ela necessariamente passa pelo prazer espiritual. A alma que descobriu o prazer da presença de Deus anseia por mais de Deus todos os dias. 

(O autor do artigo é o Pr. Eber Jamil, dono do blog).

VENDO A FACE DE DEUS NO IRMÃO.

jaco e esau

Jacó estava temeroso de se reencontrar com Esaú, seu irmão, depois de vinte anos, tanto que faz planos especiais para o reencontro com ele. Quando ele saiu de casa, anos atrás, seu irmão pretendia mata-lo porque ele seguiu o conselho de sua mãe Rebeca e recebeu a benção de seu pai que deveria ser dado a Esaú, mas através do engano Jacó tomou a benção do irmão. Esaú já havia numa ocasião antes trocado o direito da primogenitura com Jacó por um prato de lentilhas, mas tinha esperança de receber a benção da primazia pelo pai, mas Jacó foi astuto e enganou seu pai Isaque recebendo a benção de Esaú.

Numa tentativa de aplacar a possível ira do irmão, que vinha ao seu encontro juntamente com 400 homens, e se proteger, ele divide sua família e toda caravana que ia com ele em grupos, pensando que, se um grupo fosse atacado, o outro poderia escapar. Também separou muitos animais para dar de presentes a Esaú e enviou em grupos para ele.

Depois de atravessar sua família e seus bens pelo vau de Jaboque ele fica só e um homem da parte de Deus, que é o próprio Senhor, trava uma luta corporal com ele mudando sua vida e seu nome. Depois deste encontro, ele não foi chamado mais de Jacó, o suplantador, mas Israel, aquele que luta com Deus. Jacó chamou aquele lugar de Peniel, que quer dizer face a face com Deus. Ele disse: Eu vi Deus face a face, mas ainda fiquei vivo.

Muitos quando pensam no encontro de Jacó com O Senhor ressaltam apenas este momento divisor na vida dele onde viu Deus face a face. Mas, me inspirou o fato de que no reencontro com Esaú seu irmão lhe trata bem como um querido e Jacó exclama que ver o rosto de Esaú é como ver o rosto de Deus. Jacó sabia o que era ver Deus. Ele tinha tido a experiência. Ele não usou de lisonja quando falou isto com Esaú. Ele foi verdadeiro. Portanto, ele viu o agir de Deus naquela reconciliação com o irmão. A vida com Deus não tem apenas o sentido vertical, ou seja, com Ele, mas inclui o próximo, que é o aspecto horizontal da vida com Deus. O homem que havia visto Deus face a face estava dizendo que ver o rosto do seu irmão era como ver o rosto de Deus. Tal fato lembra o apóstolo João que afirmou: Se alguém diz: Eu amo a Deus, e odeia a seu irmão, é mentiroso. Pois quem não ama a seu irmão, ao qual viu, como pode amar a Deus, a quem não viu? (1 João 4:20).

Quantos dizem servir a Deus, mas seus relacionamentos interpessoais estão dominados pela mágoa, rancor, vingança, amargura e outros sentimentos nocivos.  Muitos que já tiveram o encontro com Deus precisam reconciliar-se com o irmão e assim ver a face de Deus também no irmão. Jesus ao responder sobre o questionamento sobre qual seria o maior dos mandamentos resume toda a lei em dois mandamentos. Veja Mateus 22:34-40: E os fariseus, ouvindo que ele fizera emudecer os saduceus, reuniram-se no mesmo lugar. E um deles, doutor da lei, interrogou-o para o experimentar, dizendo: Mestre, qual é o grande mandamento na lei? E Jesus disse-lhe: Amarás o Senhor teu Deus de todo o teu coração, e de toda a tua alma, e de todo o teu pensamento. Este é o primeiro e grande mandamento. E o segundo, semelhante a este, é: Amarás o teu próximo como a ti mesmo. Destes dois mandamentos dependem toda a lei e os profetas. Ele ensinando aos discípulos disse que deixava um novo mandamento que esclarece que o amor ao próximo deveria ter como base o amor que Ele nos amou em João 13:34: Um novo mandamento vos dou: que vos ameis uns aos outros; como eu vos amei a vós, que também vós uns aos outros vos ameis. Ele continuando a falar disse que se amassem seriam reconhecidos por causa do amor. “Nisto conhecerão que sois meus discípulos, se vos amardes uns aos outros” (João 13:35).

Quando Jacó afirmou que ver a face de Esaú era como ver a face de Deus não estava se referindo ao caráter piedoso de Esaú, ou sua santificação, mas o que ele via era o significado daquele encontro depois de 20 anos onde os irmãos se abraçaram e tiveram um momento de reconciliação. Nós que fomos reconciliados com Deus por meio de Cristo temos também a mensagem da reconciliação por meio de Cristo (2 Co 5: 17 – 20). Portanto, não devemos ter os relacionamentos interpessoais em frangalhos, destroçados. Deus é visto em nós quando nos reconciliamos com aqueles que nos magoaram e nos ofenderam. O amor é a principal marca identificadora do crente. Jesus no sermão do monte ensina que se algum irmão tiver algo contra nós antes de entregar a oferta no altar deveríamos ir até para que houvesse reconciliação (Mateus 5:23-26). A reconciliação com Deus é a base para que busquemos o concerto com o irmão também.

A experiência de Jacó com o reencontro com Esaú também nos ensina que o relacionamento com Deus não é somente de grandes encontros, de grandes lutas, como foi em Peniel, mas também vemos Deus no reencontro com o próximo. Jesus falando sobre o juízo final disse que os seus escolhidos em vida deram de comer a Ele, deram de beber, o visitaram e vestiram-no. Falando mais, Jesus disse que os escolhidos perguntarão: quando fizemos estas coisas a Ti Jesus? E Jesus respondeu: “Eu afirmo a você que é verdade, quando vocês fizeram isso ao mais humilde dos meus irmãos, foi a mim que fizeram” (Mateus 25:31-46). Creio que você quer ver a face de Deus então ame a seu irmão, perdoe seu irmão e ajude ele em sua necessidade porque ao fazermos isto com os pequeninos estaremos fazendo ao próprio Cristo.

Creio que seja oportuno em falarmos sobre este assunto porque estamos acostumados a ouvir sempre sobre as experiências com Deus, que são imprescindíveis, inesquecíveis, mas esta experiência de Jacó abre o nosso entendimento de que se queremos uma vida abundante em todas as áreas o próximo precisa ser incluído. Não podemos ser daqueles que dizem: eu quero Deus e o próximo é que exploda, não é assim. Se amarmos o irmão, se nos reconciliarmos com os desafetos teremos a experiência de ver a face de Deus no irmão.

(O autor do artigo é o Pr. Eber Jamil, dono do blog).

ENXERGANDO, APESAR DO SOFRIMENTO.

maria e joão

Jesus estava sendo crucificado. Seu sofrimento e humilhação estavam no ápice. Mesmo estando nesta situação as frases que ele proferiu durante sua crucificação não foram palavras de amargura, auto piedade, de vingança e nem de desespero. Pelo contrário, foram frases que mostram e muito o sentido da sua crucificação. Ele proferiu sete frases na cruz, sendo a segunda para a sua mãe e seu discípulo amado que repito o que está escrito em Jo 19:26 e 27: Ora Jesus, vendo ali sua mãe, e que o discípulo a quem ele amava estava presente, disse a sua mãe: Mulher, eis aí o teu filho. Depois disse ao discípulo: Eis aí tua mãe, E desde aquela hora o discípulo a recebeu em sua casa.

“Ora Jesus, vendo ali sua mãe “. Quantas vezes na angústia deixamos de ver o outro, mas com Jesus não foi assim. Muitos deixam de ver a mãe, a esposa, o esposo, o filho, o amigo e outros.  Ele viu Maria, sua mãe e João, o discípulo a quem amava. Além de vê-los Jesus viu a necessidade de sua mãe, que necessitaria de apoio. Jesus havia mostrado este olhar diferenciado em seu ministério. Quando procurava um lugar para descansar um pouco, viu a multidão que o seguia parecendo como ovelhas sem pastor e ele não lhes deixou de dar o alimento espiritual ensinando-os. Percebeu nesta mesma multidão a fome também por alimento físico e por isto multiplicou cinco pães, dois peixes alimentando a multidão. O olhar de Jesus foi de compaixão pela multidão. Muitos enxergariam o assédio da multidão como sinal de “popularidade”, como “poder político” conquistado, mas Jesus viu na multidão a necessidade espiritual e material daquelas pessoas (Mc 6:30-44).

Voltando a segunda frase de Cristo na cruz constatamos que Ele não girava em torno de si mesmo. Somos essencialmente egoístas. Mas, quando sofremos somos muito mais egocentralizados. Jesus sempre andou no caminho contrário ao egoísmo e se preocupou com a dor alheia. Até neste momento de sua própria morte preocupou-se com que aconteceria com Maria, sua mãe terrena. A capacidade de ter empatia é admirável e quando se está sofrendo mostrar este sentimento é notável. Jesus falando no sermão do monte sobre um dos sentimentos mais perturbadores do ser humano que é a ansiedade e exemplifica o cuidado de Deus com os passarinhos e com os lírios do campo. Este olhar de Jesus para fora de si diante do sofrimento humano e do seu próprio sofrimento é digno de ser admirado e buscado. Sendo Deus, Jesus via mais do que ninguém, mas como homem, que também era, poderia ter rateado e ter caído na autocomiseração, mas o que ele fez foi cuidar de sua mãe.

O cuidado de Jesus com ela mostra a todas as famílias que não devemos descuidar dos nossos familiares. Na vida moderna onde poucos param para observar a dor do outro Jesus mostrou não esquecer daquela que o acompanhou até a cruz. Daquela que gerou por obra do Espírito Santo a Ele, Jesus homem. Paulo ao orientar sobre o cuidado das viúvas (1 Tm 5:3-6) ressaltou que se a viúva tivesse parentes deveria ser cuidada por eles porque não fazer isto é negar a fé e agir pior do que um incrédulo (1 Tm 5:8). Jesus nem em seu agudo sofrimento não esqueceu da sua mãe terrena. É um dever do cristão suprir as necessidades dos seus familiares especialmente dos mais próximos.

Aprendemos com Ele que mesmo sofrendo devemos estar abertos ao próximo, pois podemos ser usados por Deus durante o nosso sofrimento na vida de alguém. A atitude dele foi registrada e ecoou até aos nossos dias mostrando-nos que mesmo na luta não devemos nos encaramujar, ou nos recolhemos em nós mesmo como faz a tartaruga no seu casco, mas abrimos a possiblidade de ser benção na vida de alguém que também sofre como estamos sofrendo. Foi esta a atitude de Cristo em relação a Maria. A cana quando é esmagada dá um caldo doce porque é o que tem dentro dela. O servo de Deus deve amar mesmo quando sofre porque O Espírito Santo derramou em seu coração o amor de Deus  (Rm 5:5), que não é um amor externalizado somente pelas palavras, mas em ações concretas (1 João 3:18).

Observemos que a Igreja de Laodicéia não estava enxergando a si mesma, sua nudez espiritual e pobreza. Jesus recomendou-a que ungisse seus olhos com colírio. Algumas perguntas são pertinentes. Como você enxerga quando sofre? Você só vê a si mesmo? Você vê o seu próximo? Você vê somente a sua necessidade? E do próximo você enxerga? Você tem empatia com o outro quando sofre? Você ajuda o outro mesmo sofrendo? Peça a Deus para ungir sua visão para que vejas mesmo quando sofreres o outro. Jesus disse: “A candeia do corpo são os olhos; de sorte que, se os teus olhos forem bons, todo o teu corpo terá luz; Se, porém, os teus olhos forem maus, o teu corpo será tenebroso. Se, portanto, a luz que em ti há são trevas, quão grandes serão tais trevas!” (Mt 6:22 e 23)

(O autor do artigo é o Pr. Eber Jamil, dono do blog).

ANDAR EM JESUS.

andar com Jesus

ANDAR EM JESUS

Colossenses 2: 6 e 7

É possível que o Evangelho tenha chegado a Colossenses durante o ministério de Paulo em Éfeso (At 19:10), embora tenha cabido a Epafras o papel principal na evangelização desta igreja. Paulo não conhecia pessoalmente os cristãos de Colossos (2:1), mas Epafras relatou as condições desta igreja.

A Igreja de Colossos estava sendo atingida por heresias sincréticas, que misturava legalismo judaico, com filosofia grega como um pré-gnosticismo e misticismo oriental. Dentre seus pontos específicos pode-se citar a observância do sábado e de leis alimentares, circuncisão, a adoração a anjos e a pratica do asceticismo derivada da crença de que o corpo era intrinsicamente mau.

A epístola enfatiza a Divindade de Cristo e a união íntima, espiritual e vital entre o crente e Cristo. Veremos nestes dois versículos citados no início o significado de andar e viver em Cristo. A pessoa que recebeu Jesus precisa saber o significado. Quando cremos em Jesus o recebemos pela fé e assim devemos andar e viver nEle conforme Paulo escreve aos Colossenses.

COMO, POIS, RECEBESTES O SENHOR JESUS CRISTO

Nós recebemos ao Senhor Jesus pela fé quando ouvimos a Palavra de Cristo (Romanos 10:17). Ao crermos assentimos a mensagem que foi pregada (Rm 10:9) e a temos como verdadeira. A fé é a condição básica e indispensável para se andar em Jesus. Zaqueu é exemplo de alguém que recebeu Jesus pela fé (Lc 19:1-10). Jesus mostrou interesse de estar com ele em sua casa e Zaqueu recebeu a Jesus, creu nEle e tornou-se uma pessoa generosa e honesta. Zaqueu era uma pessoa desprezada pelas autoridades religiosas, mas Jesus revelou-se a ele e Zaqueu recebeu-o pela fé com o coração aberto, assim houve salvação em sua vida e em sua casa.

ASSIM, TAMBÉM ANDAI NELE

A vida cristã não consiste em apenas receber Jesus pela fé, mas segui-lo, pois, Ele é o caminho que leva a Deus (Jo 14:6). Precisamos viver a vida que Ele nos deu pela fé seguindo os passos de Jesus cultivando a comunhão com Deus através da leitura, meditação bíblica, orando e jejuando. O apóstolo João que registrou as palavras de Jesus afirmando ser Ele o caminho era do círculo íntimo de Cristo e chegou a reclinar a cabeça no peito dEle. João escreveu em sua epístola que aquele que diz estar em Cristo deve andar como Ele andou (1 Jo 2:6). Andar nEle é um imperativo para aqueles que creem e o passo que se segue ao recebimento dEle pela fé. Quem anda nEle tem Ele como direção.

ENRAIZADOS

Andar em Jesus não é andar ao léu. Segundo esta palavra de Paulo o crente tem raízes. Sua vida é aprofundada em Cristo.  Ele é nutrido pela seiva da videira verdadeira que é Jesus (Jo 15:1).  O justo “é como uma árvore plantada junto ao ribeiro de águas, a qual dá seu fruto no seu tempo e tudo quanto fizer prosperará” (Sl 1:3). Ele não se deixa envolver pelas inúmeras influências que recebe e afastam da sua caminhada porque a sua vida é enraizada em Cristo.

E EDIFICADOS NELE

Nesta parte do versículo, a ideia não é mais da árvore enraizada em Cristo, mas sim de um edifício, uma construção. Andar em Jesus é construí a vida sobre Ele. Não se pode ter outro fundamento além de Jesus. Todo o crescimento é uma edificação nEle. A edificação da vida cristã tem como fundamento a Palavra de Deus que inclui os escritos proféticos e apostólicos, mas Jesus é a pedra principal. O servo de Deus é como a casa edificada na rocha. Vem a chuva, os rios, os ventos, e combatem contra ela, mas ela permanece de pé porque está bem fundamentada (Mt 7:24 e 25)

E CONFIRMADOS NA FÉ, ASSIM COMO FOSTES ENSINADO

Andar em Jesus é demonstrar que a fé inicial nEle foi verdadeira. Portanto, a pessoa permanecerá naquilo que aprendeu. A prática e o crescimento na fé terão como base aquilo que o conhecimento que recebeu de Jesus no início da caminhada e que se confirmou na trajetória. Jesus ao falar a Igreja de Filadélfia recomendou que ela guardasse o que tem para que ninguém tomasse sua coroa (Ap3:11). É importante na vida cristã que se conserve o que recebeu verdadeiramente do Senhor porque assim a pessoa receberá a recompensa do Senhor pela fidelidade.

NELA ABUNDANDO COM AÇÃO DE GRAÇAS

Andar em Jesus é andar em fé aliada com a gratidão. È ser grato por esta união com Cristo, que resulta a Vida dEle em nós e em nosso crescimento espiritual nEle. Há sempre motivos para agradecer porque estamos em Cristo Jesus. Esta é a vontade de Deus em Cristo Jesus que sejamos gratos (1 Ts 5:18). A vida com Deus é vida com o coração pacificado e nutrido pela vida de Cristo.

Chegamos a conclusão que quem anda em Jesus anda pela fé como no início. Tendo Jesus como sua direção. Alimentando-se dEle. Sustentado por Ele. Aprovado por Ele. Conforme aprendeu no início sempre com muita gratidão.

(O autor do artigo é o Pr. Eber Jamil, dono do blog).

O PROPÓSITO DO DISCIPULADO.

discipulado

Um dos propósitos da Igreja é o discipulado. É orientado em várias passagens bíblicas, mas tem um destaque na grande comissão com as ordens: “fazei discípulos” e “ensinando os a guardar todas as coisas que eu vos tenho mandado”. O discipulado é algo que começa quando uma pessoa nasce de novo e continua pelo resto da vida buscando que ele seja cada vez mais parecido com Cristo. Paulo em Colossenses 1: 28 diz: “A quem anunciamos, admoestando a todo o homem, e ensinando a todo o homem em toda a sabedoria. Para que apresentemos todo o homem perfeito em Cristo Jesus”. Não basta ganhar uma alma para Cristo e leva-la ao batismo, mas é preciso levá-la também a maturidade espiritual. O discipulado é uma caminhada compartilhada onde os cristãos maduros avançam, mas levam outros com eles. É responsabilidade da Igreja desenvolver a maturidade dos crentes. Paulo aos Efésios escreveu: “Querendo o aperfeiçoamento dos santos, para a obra do ministério, para edificação do corpo de Cristo; até que todos cheguemos à unidade da fé, e ao conhecimento do Filho de Deus, a homem perfeito, à medida da estatura completa de Cristo” (Ef 4:12 e 13).

A Igreja tem a Palavra de Deus como instrumento usado pelo Espírito Santo para levar seus membros ao crescimento espiritual, a semelhança de Cristo e a habilitação dos seus ministérios. Paulo a Timóteo escreveu: “Toda a Escritura é divinamente inspirada, e proveitosa para ensinar, para repreender, para corrigir, para instruir em justiça; para que o homem de Deus seja perfeito, e perfeitamente instruído para toda a boa obra” (2 Tm 3: 16 e 17). Ser discípulo é seguir a disciplina do mestre. Portanto, a Igreja pela Palavra de Deus ensina ao crente aquilo que Deus revelou para a sua caminhada. Jesus disse; “”(…) Se vós permanecerdes na minha palavra, verdadeiramente sereis meus discípulos”.

O modelo da Igreja para discipular é dado pelo próprio Cristo que discipulou seus seguidores mais próximos lado a lado (Mc 3:13-15). Ao chamá-los deu primeiramente como ordem que eles tivessem com Ele. Antes de pregar e expulsar demônios os discípulos precisavam estar com Jesus e assim foi feito. O discípulo é aquele que permite que Cristo viva sua vida através dele (Gl 2:20). Se os crentes precisam crescer a imagem de Jesus, como precisam de fato, a Igreja discipula para que Cristo seja evidenciado nos crentes em suas caminhadas de fé. A união com Cristo é frutífera porque o crente permanece nEle. Jesus disse; “Estai em mim, e eu em vós; como a vara de si mesma não pode dar fruto, se não estiver na videira, assim também vós, se não estiverdes em mim. Eu sou a videira, vós as varas, quem está em mim, e eu nele, esse dá muito fruto; porque sem mim nada podeis fazer” (Jo 15: 4 e 5).

Este discipulado tem início na caminhada do crente assim que ele se converte. Pedro ressalta que o nascido de novo deseja o alimento vindo de Deus porque assim com esta alimentação pode ir crescendo e a Igreja tem esta missão de alimentar o novo através do discipulado (1 Pe 2:2). A Igreja também é um lugar onde os discípulos de Cristo mais maduros terão como marca identificadora o amor (Jo 13:35) recebendo assim também os novos que se chegam amando-os como Cristo os amou (Jo 15:12). Como parte do discipulado a Igreja cuida dos novos protegendo-os com acompanhamento e oração (1 Pe 5:8) ensinando-os com a doutrina e com o exemplo (Fp 4:9).

O discipulado começa com o novo nascimento, passa pelos batismo, age também no envolvimento do crente no desenvolvimento dos seus  dons e talentos na Igreja, na evangelização do mundo e também no desenvolvimento como discipulador de outro que se achega a Igreja depois dele. É preciso ganhar a alma, edificando lhe a vida em Cristo, acompanhando-a com o ensino da Palavra até que ela possa ganhar uma outra alma levando a essa pessoa ganha a ganhar outra também  (Dt 6: 1 e 2 e II Tm 2:2).

O discipulado foi o modus operandi de Jesus e a Igreja deve fazer o mesmo tanto que Jesus o inclui em suas comissões como um dos propósitos da Igreja. No corpo de Cristo não pode haver membro inativo, mas todos precisam estar imbuídos em busca dos cumprimentos dos propósitos deixados por Jesus nos dois grandes mandamentos e na Grande comissão.

(O autor do artigo é o Pr. Eber Jamil, dono do blog).

O PROPÓSITO DA COMUNHÃO.

união

Um dos propósitos de Deus para a Sua Igreja é a comunhão. A Igreja é tratada na Bíblia como Edifício, onde cada crente é uma pedra viva (1 Pe 2:5). É tratada como família de Deus onde todos vivem ligados a Deus (Ef 2:19). Os irmãos de fé são considerados concidadãos, pois todos possuem a cidadania celestial (Ef 2:19 e Fp 3:20). Tais designações apontam para o propósito da harmonia e comunhão que Deus proporcionou aos santos.

A comunhão com Deus que o homem tinha foi quebrada por causa do pecado. Mas, Deus providenciou que em Cristo o homem se reconciliasse com Ele. Portanto, aquele que crê em Cristo volta a ter comunhão com Deus. O Batismo como ordenança testemunha que o homem que estava morto em seus delitos e pecados ressuscitou e passou a ter uma nova vida com Deus. Passando a viver para Ele. Porém o batismo não é somente uma representação e símbolo da salvação obtida pela fé em Cristo, mas também de comunhão com os irmãos da fé. Não significando somente uma nova vida em Cristo, mas também é a visualização da integração da pessoa no corpo de Cristo, que é a Igreja. Quando nos convertemos O Espírito Santo nos batizou, nos imergiu no Corpo de Cristo. Veja o que Paulo escreveu: Pois todos nós fomos batizados em um Espírito, formando um corpo, quer judeus, quer gregos, quer servos, quer livres e todos temos bebido de um Espírito (1 Co 12:13). O Batismo nas águas não significa somente a morte para o pecado, sepultamento e ressurreição para uma nova vida, mas também a imersão no corpo de Cristo que aconteceu no momento da conversão.

Tendo afirmado isto, percebemos a importância de que a igreja evangelize, mas também que trabalhe com as vidas no sentido de integrá-las na Igreja local, que é a parte visível do corpo de Cristo. A pregação do Evangelho é um chamamento a comunhão com Deus através de Cristo, mas ao aceita-Lo a pessoa passa a fazer parte do corpo de Cristo.  Devemos levar as pessoas evangelizadas a ter um maior compromisso com Cristo e com O Seu corpo. Cristo nos mandou pregar, fazer discípulos e batizar.   A Evangelização visa ganhar a vida inteira de uma pessoa e não parte dela. A pessoa que se converte a Cristo precisa ter relacionamentos sadios. Sei que problemas acontecem nas Igrejas, mas o espírito de pacificação e de perdão devem prevalecer. Na comunhão dos irmãos Deus promove o crescimento através do discipulado, da edificação, admoestações e exortações. O autor de Hebreus enfatiza: “Não deixando a nossa mútua congregação, como é costume de alguns, antes admoestando-nos uns aos outros, e tantos mais, quando vedes que vai se aproximando aquele dia”.

Podemos ainda destacar a estreita ligação da evangelização com a comunhão no sentido que havendo comunhão entre os irmãos há um ambiente propício a conversão e integração na Igreja local. Jesus falou que as pessoas seriam identificadas como discípulos dEle se amassem uns aos outros (Jo 13:35). A Igreja de Jerusalém em Atos tinha como uma das grades marcas a comunhão. Eram coesos na doutrina, partiam o pão juntos, temiam ao Senhor, estavam juntos, perseveravam, louvando a Deus e caindo na graça de todo o povo (At 2:42-47).

Na Palavra de Deus temos chamamentos, exortações e constatações de Deus ao Seu povo para que viva em comunhão como em  1 Coríntios 1:10 que está escrito: Rogo-vos, porém, irmãos, pelo nome de nosso Senhor Jesus Cristo, que digais todos uma mesma coisa, e que não haja entre vós dissensões; antes sejais unidos em um mesmo pensamento e em um mesmo parecer. A comunhão é algo tão inerente a fé cristã tanto que o  apóstolo João chega a afirmar que se vivermos praticando as obras da luz de Senhor e andamos na verdade estará demonstrado que temos comunhão com Ele e com o próximo. I João1: 6 e 7 – Se dissermos que temos comunhão com ele, e andamos em trevas, mentimos e não praticamos a verdade. Mas, se andarmos na luz, como ele na luz está, temos comunhão uns com os outros, e o sangue de Jesus Cristo, seu Filho nos purifica de todo o pecado.

A comunhão é um propósito Divino muito caro a Deus. Devemos valorizar e vivermos em união. O salmo de número 133 ressalta que: Oh! Quão bom e quão suave é que os irmãos vivam em união! Paulo aos Efésios no capítulo 4 versículo 3 exorta: Procurando guardar a unidade do Espírito pelo vínculo da paz. Portanto, irmãos vivamos a obra que Deus realizou de reconciliação com Ele expressando o vínculo de comunhão que temos uns com os outros.

Antes de Jesus havia separação entre judeus e gentios, entre o povo da aliança e povo que não era povo de Deus, “mas agora em Cristo Jesus, vós, que antes estáveis longe, já pelo sangue de Cristo chegastes perto. Porque ele é a nossa paz, o qual de ambos os povos fez um; e, derrubando a parede de separação que estava no meio, na sua carne desfez a inimizade, isto é, a lei dos mandamentos, que consistia em ordenanças, para criar em si mesmo dos dois um novo homem, fazendo a paz, e pela cruz reconciliar ambos com Deus em um corpo, matando com ela as inimizades. E vindo, ele evangelizou a paz, a vós que estáveis longe, e aos que estavam perto. Porque por ele ambos temos acesso ao Pai em um mesmo Espírito” (Efésios 2: 13-18). Tendo Deus derrubado a parede de separação temos que viver em comunhão e não podemos fomentar a discórdia e contenda.

As igrejas costumam realizar as Ceias seguindo a orientação de Jesus como a primeira Igreja a de Jerusalém fazia e as demais fizeram. Paulo ao escrever aos coríntios traz orientações importantes sobre esta celebração que aponta também para a comunhão com Deus e com Seu corpo porque todos partilham do pão e do vinho que são servidos a todos que integram a Igreja do Senhor. Paulo por orientação de Jesus orientou que para participarmos da mesa do Senhor precisamos discernir o seu significado, o corpo de Cristo e seu sangue foi dado por nós, e não participarmos indignamente. Jesus recomenda a reconciliação com seu irmão antes de apresentar uma oferta a Deus. Tais recomendações mostram o quão é importante para Deus a comunhão entre a família da fé porque as duas ordenanças de Jesus – o batismo e a ceia – mostram o sacrifício de Jesus para que fôssemos salvos e tivéssemos comunhão com Deus e com Sua família.

Diante do exposto é necessário celebrarmos a unidade que foi feita por Jesus na cruz. É necessário cultivar uma vida de devoção a Deus. É necessário renunciarmos aos desejos egoístas e pagarmos o preço para que a comunhão com nossos irmãos de fé permaneça. É na comunhão que O Senhor “ordena a benção e a vida para sempre” (Sl 133:3).

(O autor do artigo é o Pr. Eber Jamil, dono do blog).

O PROPÓSITO DO SERVIÇO.

servir

Um dos propósitos da Igreja é o serviço que pode também ser chamado de ministério. No mundo a palavra serviço tem sentido desagradável, mas Cristo alertou “não será assim entre vós” (Mc 10:43). A Igreja foi chamada para servir como Jesus veio para servir (Mc 10:45). O mundo precisa ver nossas obras porque a fé em Cristo é visibilizada pelas obras. No sermão do Monte Jesus disse acerca dos seus seguidores: “Assim resplandeça a vossa luz diante dos homens, para que vejam as vossas boas obras e glorifiquem a vosso Pai, que está nos céus” (Mt 5:16).

O crente foi salvo e criado para servir. Um exemplo prático desta verdade se dá com a sogra de Pedro que teve uma febre alta, mas foi curada por Jesus e passou a servir a todos (Mc 1:30 e 31). Paulo aos Efésios diz que: “(…) somos feitura sua, criados em Cristo Jesus para as boas obras, as quais Deus preparou para que andássemos nelas” (Ef 2:10). A nova criatura que somos em Cristo Jesus recebe pela fé a habilidade de realizar obras que abençoarão vidas. Aos Romanos Paulo diz que: “Mas graças a Deus que, tendo sido servos do pecado, obedecestes de coração à forma de doutrina a que fostes entregues. E, libertos do pecado, fostes feitos servos da justiça” (Rm 6:17 e 18). Quando Moisés pediu a Faraó para libertar o povo de Israel foi para que o povo servisse a Deus. A libertação que recebemos em Jesus é para que O sirvamos. Veja: Ex 7:16 – “(…) O Senhor Deus dos hebreus me tem enviado a ti, dizendo: Deixa ir o meu povo, para que me sirva no deserto; porém eis que até agora não me tens ouvido” disse Moisés a Faraó.

Servir para o servo de Deus é uma ordem de Deus. Através das nossas obras as pessoas veem o testemunho do Poder do Evangelho em ação. Dentre as leis que Deus deu através de Moisés destaca-se o serviço: “E servireis ao Senhor vosso Deus” (Ex 23:25). Jesus ensinou os seus discípulos um estilo de liderança servidora cujo exemplo ele demonstrou de muitas formas inclusive lavando os pés dos seus discípulos (Jo 13: 4 e 5) e recomendando que eles seguissem Seu exemplo de serviço (Jo 13:14). Num mundo onde as pessoas gostam e buscam a primazia sobre os outros Jesus ensinou que no Reino dEle era diferente. Sendo Jesus, Senhor dos Senhores, digno de ser adorado e de ser servido, mostrou que seja qual for a posição que ocupemos sirvamos uns aos outros como que prestando um serviço a Deus (Cl 3:23). Afinal, a grandeza do Reino de Deus é servir (Lc 22:26).

Servir a Deus podemos fazê-lo com habilidades naturais e espirituais. Deus ao ordenar a construção do tabernáculo escolheu operários especializados como Bezalel e o encheu do Espírito Santo com inteligência, competência e habilidade para fazer projetos, e trabalhar em ouro, em prata, em cobre,  lapidar pedras e engastar madeiras. Pensamos muitas vezes que o serviço a Deus só envolve habilidades espirituais, elas estão incluídas, mas Bezalel é um exemplo de homem cheio do Espírito que realizou trabalhos artísticos (Ex 34:1-4). Os dons espirituais que Deus confere a Igreja (1 Co 12:11) são habilidades espirituais que devemos abundar para a edificação da Igreja (1 Co 14:12). Os dons não são para nos enfatuar, mas para servir. Os ministérios, serviços que prestamos é para o aperfeiçoamento dos santos para que todos cheguem ao conhecimento do Filho de Deus, sendo maduros e cheguem a estatura completa de Cristo (Ef 4: 11 – 13).

Algo importante é que sirvamos a Deus com alegria como recomenda o Salmo 100: “servi ao Senhor com alegria”. Algumas razões o salmista nos dá para assim fazermos assim: 1) Ele é Senhor de toda terra; 2) Nosso criador; 3) Nosso Pastor; 4) Bom e misericordioso; 5) Sua verdade é experimentada de geração a geração. O serviço do Senhor pode nos causar até tristeza, mas devemos nos ater em quem Deus é. Confiando que se chorarmos na semeadura voltaremos trazendo os molhos com alegria (Sl 126:6). A dimensão do privilégio de ser de Deus e fazer a Sua obra não pode ser esquecido por nós mesmo nos momentos difíceis. Sendo assim, realizaremos a obra do Senhor com alegria.

Neste propósito do serviço não podemos fazê-lo com o coração dividido. Amando a Deus sobre todas coisas o serviço que prestaremos não será meia-boca, pela metade. Falando aos Rubenitas, e os Gaditas e a meia tribo de Manassés, Josué repetiu as palavras de Moisés: “ameis ao Senhor vosso Deus, e andeis em todos os seus caminhos, e guardeis os seus mandamentos, e vos achegueis a Ele, e o sirvais com todo o vosso coração, e como toda a vossa alma” (Js 22:5). O povo de Israel ficou oscilando durante muito tempo a sua adoração e serviço a Deus. Josué já havia os desafiados: “escolhei hoje a quem sirvais, se aos deuses a quem serviram vossos pais, que estavam além do rio, ou aos deuses dos amorreus em cuja terra habitais” (Js 24:15). Mas, Josué falou de si e de sua família: “eu e a minha casa serviremos ao Senhor”. O povo lhe respondeu: “nunca nos aconteça que deixemos ao Senhor para servirmos aos outros deuses” (Js 24:16). Sabemos que os israelitas em sua história durante muito tempo não permaneceram no propósito de coração inteiro. Como Igreja do Senhor precisamos sempre nos guardar para que não incorramos no mesmo erro servindo a Deus de coração dividido. Sirvamos ao Senhor de todo o coração.

(O autor do artigo é o Pr. Eber Jamil, dono do blog).