Arquivo da categoria: Avivamento

AS OBRAS E O PRIMEIRO AMOR.

primeiro amor

A cidade de Éfeso era o centro comercial principal da Ásia. O nome quer dizer “desejado”. Na cidade havia o culto a deusa Diana, cujo templo era naquele tempo considerado uma das sete maravilhas do mundo. Ocorriam orgias no templo, sendo as sacerdotisas verdadeiras prostitutas.

A Igreja em Éfeso, apesar do contexto da cidade, era uma igreja operosa, paciente, que colocava seus obreiros à prova e reprovava os heréticos. Eles eram criteriosos e não se associaram aos maus e aos falsos apóstolos. Trabalhadores incansáveis aborreceram a obra dos Nicolaítas que tentavam seduzir os cristãos a participar das festas pagãs. Por lá passou pastores como Paulo, Timóteo e João.

Entretanto, Jesus disse que eles abandonaram o primeiro amor. A palavra abandonar no grego quer dizer: partir; ir-se embora. Essa mesma palavra era usada para repúdio e divórcio. O que indica uma ação consciente, não acidental. Faltava o anseio em agradar a Deus com devoção. Eles eram operosos, mas tinham o coração divorciado. Deus não estava mais em primeiro lugar e Ele não observa somente as nossas obras, mas também a nossa motivação. Qual tem sido sua motivação no serviço do Rei Jesus?

O apóstolo Paulo tratando da Igreja como corpo de Cristo onde os dons espirituais se manifestam escreve sobre a essencialidade do amor de Deus na prática cristã. Não adianta somente haver trabalho e carisma é necessário o amor. Paulo cita uma série de habilidades e ações que seriam como um barulho de sino vazio que retine. Não adiante saber falar as línguas dos homens e de anjos. Não adiantaria o dom da profecia e o conhecimento de todos os mistérios de Deus. Não adiantaria ter uma fé que transportasse montes. Não adiantaria distribuir todos os bens para os pobres e nem se entregar em sacrifício. Sem amor nenhuma atitude destas valeria.

Deus sabe se não amamos a Ele como antes, se Ele não está em primeiro lugar. Trabalhe, mas não deixe de amá-lo. Não adianta ortodoxia com o coração frio. Não adianta ativismo sem amor. É preciso o viço do amor. É necessário a cola que une todas as virtudes – o amor, que é o vínculo da perfeição.

Um fato ocorrido com Jesus ao ser recepcionado na casa de Marta e Maria ilustra tal princípio. Marta preocupou-se o tempo todo em servir a Jesus e por isto ficou distraída com muitas coisas. Já Maria assentou-se aos pés de Jesus para ouvir suas palavras. Marta ao perceber a postura da irmã instigou a Jesus a chamar a atenção dela por não a ajudar nas tarefas. Jesus disse a Marta que ela estava muito ansiosa acerca das tarefas e que apenas uma coisa seria necessária. Ele ressaltou que Maria tinha escolhido a melhor parte, que foi se colocar junto a seus pés para usufruir da sua companhia. Muitos servem como Marta, mas se esquecem da intimidade com Jesus e Sua Palavra de Maria e por isto são consumidos por suas agendas num ativismo sem devoção e adoração.

Jesus ao falar para a Igreja de Éfeso diz que seriam três atitudes para que o primeiro amor fosse restaurado. A primeira atitude é lembrar onde caiu. Fazer um autoexame e ponderar sobre onde começou a separação entre o fazer e a motivação, entre o amor e o trabalho. Não se pode tapar o sol com a peneira. É preciso reconhecer o início da queda. A segunda atitude seria o arrependimento, uma mudança de mente. O arrependimento envolve quatro passos. Primeiro, sentir a tristeza pelo pecado. Em Segundo, a confissão do pecado. Terceiro, o abandono do pecado. O quarto, são novos hábitos, que aponta para terceira atitude de restauração, que seria a prática das primeiras obras, voltar ao início, e agora trabalhar com amor.

A restauração do primeiro amor é um avivamento espiritual na vida espiritual. Ocorre o casamento entre a motivação correta (o amor a Deus) e as obras. A partir da restauração do primeiro amor as obras são feitas com o coração envolvido. Não há mais a separação. As partes se reencontram. O servo reencontrou o seu Senhor. E agora tudo que faz o faz de coração. Deus quer que você o sirva, mas que primeiro esteja com Ele, pois é o discipulado do Senhor que nos habilita para o Seu serviço.

(O autor do artigo é o Pr. Eber Jamil, dono do blog).

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QUANTAS MAIS VASILHAS MELHOR

vasilha e o azeite

2 Rs 4:1-7

Quando pensamos em avivamento lembramos de grandes manifestações do poder de Deus, grande número de conversões e principalmente muitas pessoas se arrependendo. De fato, o avivamento que acontece na Igreja influencia a sociedade em que ela está inserida. Ele não fica recluso as quatro paredes do templo, mas se expande atingindo a sociedade.

O texto escolhido para nossa meditação se dá num contexto de crise onde uma viúva procura o auxílio do Sea o auxnhor através do profeta Eliseu. Os credores lhe batiam a porta e seus filhos eram amaçados de escravidão. Eles estavam sendo cobrados pelos credores e não tinham como pagar as dívidas. Posso afirmar que antes do avivamento o contexto será sempre de crise e decadência. Pois, o avivamento é quando a Igreja volta a viver o padrão espiritual de Deus. Antes do avivamento a Igreja necessariamente precisa reconhecer que está aquém da vontade de Deus. A casa da viúva era uma casa de servos de Deus, mas estavam vivendo uma crise e para solucionar o problema buscam a Deus através do profeta.

O profeta Eliseu fala a viúva: “Declara-me que é o que tens em casa” e ela responde que só tinha uma botija de azeite. Deus quer saber se o pouco que você tem está disponível para ele. Não despreze o pouco que você tem porque nas mãos de Deus se torna muito. Jesus fala da Igreja que a Igreja de Filadélfia tinha pouca força, mas havia guardado a Palavra de Deus e que Ele colocou uma porta aberta nesta Igreja que ninguém poderia fechar. A fidelidade no pouco é algo que Deus deseja. Quando se pensa em avivamento se imagina algo vindo de fora e mudando a nossa história, pois se valoriza mais o que é de fora, mas Deus pode começar o avivamento a partir de nós. Deus, muitas vezes, se utiliza do pouco que temos e somos, para a realização de Sua provisão e avivamento.

O azeite é um símbolo bíblico do Espírito Santo. Aquela família só tinha uma botija de azeite. Todos os que creem têm O Espírito Santo de Deus. A crise pode estar batendo a porta, mas O Espírito Santo está com a Igreja do Senhor. Você pode estar vivendo uma crise, mas você tem o azeite? Você tem o Espírito Santo de Deus? O avivamento se dá entre os nascidos de novo, entre o povo de Deus e se expande alcançando outras vidas.

Eliseu orientou que a viúva pedisse vasos vazios emprestado aos seus vizinhos. Ela certamente tinha um bom convívio com eles e houve cooperação dando-lhe vasos para colocar o azeite. As vasilhas eram vazias ilustrando as pessoas que ainda não se converteram e eram de todos os tamanhos não importando a aparência que tinham como é assim com o evangelho que deve ser pregado a todas as pessoas que estão vazias de Deus independemente das suas origens e condições sociais. Deus queria multiplicar o azeite daquela mulher como deseja alcançar outras vidas que ainda não estão no Seu aprisco.

Os vasos vinham vazios e ela os enchia. As vidas que se convertem recebem O Espírito Santo. Esta mulher é um exemplo de fé e obediência. Creia e obedeça ao Senhor sempre, inclusive na crise porque assim Deus derramará a Sua provisão. Vidas vão se converter. O azeite se multiplicará. Tragamos vasilhas vazias e O Senhor encherá com O Seu Espírito.  Operemos a nossa fé através da busca de vidas para O Reino de Deus! Obedeçamos ao Senhor! Quantas mais vasilhas melhor!

A viúva e os filhos encheram todas as vasilhas que conseguiram. Depois de terminarem o profeta pediu mais uma vasilha, porém lhe responderam que não havia mais nenhuma e o azeite parou de se multiplicar. Se houvesse mais vasilhas o azeite continuaria se multiplicando. Assim como O Espírito Santo encherá vidas que creem em Jesus tantas quantas crerem nEle. Quantas mais vidas melhor! A obra do Espírito no mundo é convencê-lo do pecado, da justiça e do juízo. O poder do Espírito Santo foi derramado na Igreja para fazê-la testemunha até os confins da terra. “A Igreja que não evangeliza se fossiliza”. Não queremos que o azeite pare então buscaremos mais vasilhas. O fogo precisa sempre arder no altar e o trabalho do Espírito visa a edificação, mas também a salvação de vidas. O Senhor encherá os vasos! A nossa missão é trazer vasilhas vazias e parte de Deus é enchê-las com o Seu azeite.

Deus multiplicou o azeite da viúva e ela pagou a dívida. A história desta viúva começa com a escassez e termina com abundância. Como acontece num avivamento que começa com uma crise e depois têm abundância em conversões de vidas. O azeite se multiplica. Como a viúva buscou o homem de Deus nós devemos clamar ao Senhor durante a crise. O avivamento é algo vindo de Deus para o Seu povo. Ela e toda a casa foram abençoados. Da mesma forma Deus quando manda o avivamento seus efeitos não atingem somente o povo dEle, mas a sociedade onde se está inserido.

(O autor do artigo é o Pr. Eber Jamil, dono do blog).

INTIMIDADE COM O SENHOR.

intimidade

“O segredo do Senhor é com aqueles que o temem; e ele lhes mostrará a sua aliança” (Salmos 25:14).

Para vivermos precisamos de sabedoria. Ela nos dá possibilidade de discernimos melhor e caminharmos acertadamente. É mais do que ter conhecimento. Mais do que ser culto. A sabedoria tem haver mais com a aplicabilidade daquilo que se conhece. Tem mais haver em ter soluções para os embates que demandam da vida. Moisés que foi um homem sábio compôs um salmo em que ele fala da eternidade de Deus e a brevidade da vida humana onde pede a Deus: “Ensina-nos a contar os nossos dias, de tal maneira que alcancemos corações sábios” (Sl 90:12). Mostrando que para ele a sabedoria era necessária para se viver todas as fases da vida e que Deus é a fonte. A vida sendo preciosa é necessária uma valorização dela e a sabedoria é parte desta valorização porque quem a tem pondera os passos.

Salomão é tido como um dos homens mais sábios que existiram e de fato foi. Deus deu sabedoria a ele depois dele pedir. Porém, conforme foi envelhecendo Salomão deixou-se levar pela luxúria, ostentação o que levou a adorar outros deuses. A sabedoria dele foi empalidecida porque ele deixou de aplicá-la em sua vida. Diferentemente, Jesus teve como alimento a vontade de Deus e não cedeu as tentações sempre aplicando a Sua sabedoria nas questões que lhe aconteciam. Ele foi maior do que Salomão. O seu sermão do monte termina como que explicando a sabedoria de Deus quando compara o homem que ouve e pratica a Palavra de Deus com um construtor que constrói sua casa na rocha que depois sofre uma tempestade, mas se mantém de pé porque aplicou tudo o que aprendeu.  A sabedoria não é para acúmulo e soberba, mas para viver.

Salomão já idoso retorna ao bom senso. O livro de Eclesiastes mostra uma busca pessoal dele pelo sentido da vida. Ele faz um exame considerando as coisas debaixo do sol pela razão da existência e chega a conclusão que não é o prazer, o conhecimento, o trabalho e as riquezas que dão o sentido das coisas, mas sim desfrutar da vida temendo a Deus e lhe sendo sujeito porque um dia prestará contas a Deus de tudo. “ De tudo o que se tem ouvido, o fim é: teme a Deus, e guarda os seus mandamentos; porque isto é o dever de todo o homem. Porque Deus há de trazer a juízo a toda a obra e até tudo o que está encoberto, quer seja bom, quer seja mau” escreveu Salomão em Eclesiastes 12: 13 e 14.

O temor a Deus é resultado do entendimento que Deus está em todos os lugares e por isto se tem uma vida de reverência e respeito aliada a adoração. O entendimento da Onisciência, Onipresença e Onipotência Divina na prática traz a consciência de que ninguém consegue esconder-se de Deus o que trará respeito e reverência para vida. Em Sl 139:7 está escrito: “Para onde me irei do teu Espírito, ou para onde fugirei da tua face?” Os livros de sabedoria e poéticos da Bíblia ressaltam o temor como o princípio da sabedoria, pois a pessoa com o temor aparta-se do mal (Pv 1:7; Jó 28:28; Pv 8:13).

O nosso versículo escolhido ressalta que “O segredo do Senhor é com aqueles que o temem”, ou seja, “a intimidade do Senhor é com aqueles que o temem”. A devoção a Deus implica em respeitá-lo, honrá-lo com amor e fé. Havendo este temor a pessoa penetrará nas maravilhas de Deus tendo o entendimento do que é viver aliançado com Deus, pois o versículo acrescenta: “e ele lhes mostrará a sua aliança”. Para viver em aliança com Deus é preciso estar em acordo com Ele e discernir em vida as implicações do pacto (Am 3:3). A reverência, respeito e fé serão atitudes decorrentes e entendidas por aqueles que temem a Deus e tem uma aliança com Ele.

Percebemos pelo versículo a associação do temor a Deus com a adoração e a devoção a Deus. O temor não é ter medo. É respeitar e honrar, portanto está incluído o amor a Deus. O versículo  base deixa implícito que o amor também está presente porque Deus é amor e só terá intimidade com Ele quem o ama, quem o adora. Paulo ressalta que “o amor ´não folga com a injustiça. Mas, folga com a verdade” (1 Co 13:7). Quem ama procede bem, teme ao Senhor e anda na justiça. Quem ama a Deus o respeita o que é diferente do medo. João escreveu: “No amor não há medo antes o perfeito amor lança fora o medo; porque o medo envolve castigo; e quem tem medo não está aperfeiçoado no amor”(1 João4:18).

O versículo também afirma que a pessoa que teme ao Senhor não viverá na superficialidade com Deus, mas desfrutará de Sua intimidade, portanto, do Seu conhecimento compreendendo Sua Palavra pelo Espírito Santo. Terá uma vida de oração contínua que se entenderá as suas obras como pessoa. Fazendo isto porque ama ao Senhor. Conhecerá mais a Deus e terá uma vida profunda com Ele. Jesus disse: “Vós sereis meus amigos, se fizerdes o que eu vos mando. Já vos não chamarei servos, porque o servo não sabe o que faz o seu senhor; mas tenho-vos chamados amigos, porque tudo quanto ouvi de meu Pai vos tenho feito conhecer” (Jo 15: 14 e 15). Mostrando que aqueles que creem, amam, temem a Deus também o obedecem e assim terão um relacionamento dinâmico, revelador e profundo com Deus.

(O autor do artigo é o Pr. Eber Jamil, dono do blog).

O INCONFORMISMO QUE É DE DEUS.

sede de deus

O inconformismo pode ser desagradável de sentir, mas a consciência de que não se está bem pode ser o resultado do trabalho do Espírito Santo na pessoa que está sendo convencida a ter uma mudança de vida. O pecado tem no início um efeito letárgico. Há um lapso de tempo até o indivíduo ter uma exata noção da gravidade do seu ato. No início do arrependimento ocorre a melhor das quedas quando a pessoa “cai em si” e percebe a sua real condição que estava nebulosa pelo efeito do pecado cometido. Ele sente sua pecaminosidade e inadequação que leva ao inconformismo consigo mesma. É a tristeza segundo Deus que leva ao arrependimento, que é sentida pela ação do Espírito Santo.

Alguns por sua jactância e endurecimento resistem a ação do Espírito e enfrentam a situação do pecado com saídas que enganam a si mesmo, tais como o viés ritualístico religioso ou por ações e sentimentos autopunitivos. Piorando seu estado pois se alastram na alma e até no corpo físico.

O homem não consegue resolver o problema do pecado. Seu estado é incapaz de fazê-lo e incapaz de senti-lo por meios próprios o arrependimento, o inconformismo, que leva a Jesus. Se Deus não convencer não lhe é possível.

Além do arrependimento o inconformismo pode anteceder um avivamento. O povo antes do avivamento tem a consciência de que seu estado é aquém da vontade de Deus e não fica satisfeito com isto. Junto com o quebrantamento, o inconformismo diante da crise são terrenos, que O Senhor está preparando para avivar e renovar.

No meio cristão o inconformismo na maioria das vezes é associado a rebeldia e murmuração, e pode ser assim. Entretanto, como tenho mostrado ele pode anteceder ao arrependimento, ao avivamento e a uma vida mais plena.

Sim, antecede a vida plena também. Pois, o desejar mais de Deus, mais do Seu Espírito pode ser fruto de uma consciência que há mais de Deus para receber e se aprofundar. É o desejo essencial de realizar a Vontade de Deus em sua vida de forma semelhante a fome que deseja o alimento. Deseja-se nada menos do que a vida abundante que Cristo conquistou: abundante de paz, contentamento e direção do Espírito.

A vida plena é quando se vive na plenitude do Espírito, quando a pessoa é cheia do Espírito, e chegou a maturidade espiritual, que é a amizade com Deus, que tem a marca da obediência, do temor e do companheirismo. A pessoa discerne as coisas espirituais com as espirituais não sendo levado pelos ventos das heresias que demovem os meninos na fé. Na amizade com Deus há um maior entendimento da vontade de Deus, pois a pessoa apresenta-se diante de Deus como sacrifício vivo, santo e agradável a Deus, não se conformando com este mundo e tendo a mente renovada pela Palavra de Deus.

Com estas afirmações chegamos a conclusão que Deus em Sua Soberania usa certas circunstâncias que parecem ser obtusas, não afinadas com nossa história para que o nosso coração venha ser transformado. Já para aqueles que conhecem a Jesus a crise, o inconformismo tira a pessoa de uma possível zona de conforto que leva a uma maior busca pela vontade de Deus, que é saciada em Cristo.

( O autor do artigo é o Pr. Eber Jamil, dono do blog).

FRASES POSTADAS NO TWITTER 61.

avivamento

Em todos os avivamentos haverá arrependimento porque O Espírito Santo desnuda a situação da Igreja e reascende a chama do primeiro amor. 19\03\2017

Se você reconhece que está aquém do que Deus gostaria e que precisa de uma renovação você já deu o primeiro passo em direção ao avivamento. 20\03\2017

A arrogância como base de um projeto de vida é maligna porque não dá glória a Deus, mas dá glória a si mesmo. 27\03\2017

Quando se está sofrendo admitir para Deus que está doendo é um passo para a cura. Não devemos recalcar, ficar sofrendo calado. Deus é nosso amigo. 05\04\2017

Entender que a criação manifesta a Glória de Deus e que o homem recebeu a posição honrosa de administrador leva-nos ao louvor e a adoração. 08\04\2017

Crer em Jesus não é crer ou viver de forma superficial. Crer em Jesus é mergulhar de cabeça. Deus não deseja nada menos do que tudo para Cristo. 10\04\2017

Perdão é uma atitude que desprende as emoções das situações. Não é que as lembranças deixarão de existir, mas não se terá o mesmo sentimento. 12\04\2017

Deus certamente “balançará” a vida do ortodoxo não praticante. Para que desperte da sua incoerência e venha viver uma vida mais condizente. 18\04\2017

Ao se deparar com pessoas fechadas, que parecem estar obtusas para o Evangelho lembre-se que para os homens é impossível, mas não para Deus. 19\04\2017

Temor a Deus, sim e sempre. Mas medo, não. O perfeito amor lança fora o medo. Quando a Bíblia fala em temor e tremor está falando de respeito. 20\04\2017

(O autor das frases é o Pr. Eber Jamil, dono do blog).

2017: CHEGA DE RELIGIOSIDADE EXTERIOR.

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Costumamos no final de ano e início de outro estabelecermos metas para alcançarmos. Não pensando somente nas metas naturais e materiais, alguns têm objetivos espirituais. Como por exemplo, o aprofundamento do relacionamento com Deus.

Quem pensar assim não poderá deixar de considerar a oração como prioridade. Os religiosos tendem a se apegar as formas esquecendo-se da essência. Assim, muitos oram em formas que eles pensam serem eficientes e deixam de orar em Espírito e em Verdade. Outros são capazes de orações pirotécnicas diante dos outros e quase manifestação nenhuma no particular.

Vamos dar um basta na religiosidade exterior sem vida por dentro. Rasgue seu coração rasgando as vestes ou não. Quebrante-se. É aquele que deseja a Deus e não os aplausos, quando ora crendo em Jesus, que recebe a recompensa do Pai que tudo vê. Tudo que está oculto será revelado. Religião sem vida por dentro será descoberta. Se a nossa oração só for fachada sem fundamento, um dia cairá.

A parábola do fariseu e o publicano ilustra este tipo de mentalidade. O fariseu orava a Deus, mas o foco era si mesmo, Deus para ele era um meio e não o propósito. Já o publicano consciente de quem era, nem olhou para o céu, bateu no peito e pediu misericórdia, pois não justificava a si próprio. Quem foi aceito na oração por Deus foi o publicano.

Se vives como o fariseu, ainda tens tempo de se arrepender. Confesse a Deus seu autoengano e peça a Ele para que em 2017 sejas um autêntico adorador que o adore em Espírito e em Verdade, sem a falsa religião da mera aparência exterior.

 (O autor do artigo é o Pr. Eber Jamil, dono do blog).

MERGULHO EM DEUS.

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A oração é uma das grandes práticas cristãs, mas é mais do que isto. Oração é sinal de vida. Oração é oxigênio. A oração é relacionamento com Deus. É um dos momentos mais sublimes da vida porque é um diálogo entre o servo de Deus e seu Pai Celestial, criador de todas as coisas. A oração é como um mar sem fim em nossa frente ou nadamos, ou ficamos anelando sem nunca de fato experimentarmos.

A oração deve ser feita a Deus através do nome de Jesus movida pelo Espírito Santo. A Deus porque Ele é O Pai, que governa todas as coisas, e é sua vontade que buscamos. Em nome do Filho porque Jesus é o mediador, sem Ele não chegamos a Deus. Movidos pelo Espírito porque Ele de fato nos ajuda a orar de forma mais eficiente. A oração para ser oração tem que ser a Deus (Pai) e por Deus (Jesus) e pela vontade de Deus (O Espírito intercede).

Precisa ser feita com fé, porque aquele que dúvida é levado pelos ventos das circunstâncias. A fé é o modo de enxergar o invisível, tendo convicção da resposta segundo a Vontade de Deus. A fé são as mãos que estendemos para receber as respostas das nossas orações. A fé precisa ser constantemente alimentada pela Palavra, porque a fé vem pelo ouvir a Palavra de Cristo. Quando isto acontece a oração não é baseada em meras conjecturas, mas naquilo que Deus revelou. A nossa fé não se baseia no visível, mas é a certeza das coisas que se esperam e a prova das coisas que não se veem. A nossa fé está fundamentada na Palavra de Deus. Se alguém tem dificuldade de crer confesse ao Senhor a sua incredulidade e apegue-se a Palavra de Deus porque nela está registrado aquilo que devemos crer. A Palavra descortina o mundo espiritual, que é alcançado por meio da fé em Jesus. Peça com fé, sem duvidar, como está escrito em Tiago, e Deus te atenderá sem te lançar em rosto.

A questão também é se o que pedimos está de acordo com a vontade de Deus. Hoje em dia os pedidos são pragmáticos e não visam o reino de Deus na terra. São voltados para o aqui e agora e não se lançam sementes para a eternidade. Esses tipos de orações revelam que temos muitos ídolos e que giramos a nossa vida espiritual em torno deles. Tem aparência de piedade, mas são orações a si mesmo. A oração verdadeira é aquela que tendo entendimento da Soberania de Deus busca depositar nas suas mãos a própria vida para que a Vontade de Deus seja feita.

A oração não é um desencargo de consciência. Não é uma fuga da realidade. Ela precisa ser verdadeira e acompanhada de uma vida que é uma oração também. A própria palavra indica que oração é a ação de orar. Então a prática de uma vida cristã é fundamental e nela está incluída a oração. Aquele que desobedece a Palavra de Deus frontalmente tem sua oração considerada abominação. Não pense que receberá de Deus alguma coisa. A oração precisa estar alinhada com uma vida que segue a Palavra de Deus, pois ama a Deus e guardará a sua palavra. E a medida que guarda as Suas palavras e nela medita pede segundo a Vontade de Deus e é atendido.

A vida de oração não pode ser procrastinada. Ela precisa ser o combustível que faz uma vida crescer na intimidade com Deus e que faz diferença onde está inserido. É algo que não é apenas um ideal que não se alcança, mas uma prática cotidiana. É preciso mergulhar em Deus. Ir fundo. A oração é o meio para isto sempre tendo a Palavra como prática de uma vida genuína com Deus. Não seja daqueles que aspiram, desejam e não praticam. Não seja daqueles que sonham, mas não alcançam. Mergulhe em Deus. Mergulhe na oração.

(O autor do artigo é o Pr. Eber Jamil, dono do blog).