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PERSEVERANÇA: MARCA DO CRISTÃO

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A palavra perseverar, quer dizer, conservar-se firme e constante, ir até o fim; sem se deixar demover ou abalar. Um dos grandes segredos de uma vida vitoriosa é a perseverança. Ela é uma característica do nascido de novo que eventualmente até tropeça, mas volta a perseverar.

Bartimeu é um bom exemplo, pois foi desestimulado e repreendido a desistir de clamar a Cristo na estrada, mas ele perseverou no clamor. Como aconteceu com ele também somos desestimulados e sofremos pressão para que deixemos o caminho de Cristo, mas sendo a nossa fé verdadeira teremos a marca da perseverança. A história de Bartimeu nos mostra algumas áreas da nossa vida com Deus que devemos perseverar. Veremos neste pequeno texto algumas dessas áreas.

Uma das áreas que precisamos cultivar a perseverança é a oração. Bartimeu foi repreendido por muitos para que se calasse no seu clamor a Cristo. Por nossa vez, o mundo produz muitas vozes que nos desanimam e trazem ansiedades que podem prejudicar nossa vida de oração, mas perseveremos. Os discípulos de Jesus depois da ascensão de Cristo ficaram em Jerusalém conforme orientação de Jesus perseverando em oração esperando a promessa do Pai.  Depois da promessa cumprida, que foi O Espírito sendo derramado, a Igreja de Jerusalém, a primeira Igreja, mostrou a marca da perseverança na oração. Muitas bençãos nos esperam! Basta-nos perseverar em oração.

Ainda na história de Bartimeu percebemos que também precisamos perseverar na fé. Quando Bartimeu soube que Jesus o chamava ele se desfez da capa que fazia parte de sua indumentária de mendicância. Ele mostrou crer que Jesus o curaria e ele não precisaria mais usar a capa. A perseverança na fé está ligada a perseverança na oração, pois quando se continua orando mostra-se que a fé está em ação perseverante.

A carreira cristã é uma carreira de fé, que do início ao fim foca no autor e consumador da fé. O desejo de Deus é que sejamos como Paulo que chegou ao final da vida guardando a fé. A fé que tem o início em Jesus é consumada nEle também.

O animo é outra área que devemos perseverar. Bartimeu ouviu muitas palavras de desestímulo. Nós também somos bombardeados por más notícias. Depois de muitos desestímulos Bartimeu ouviu de alguém: tenha bom ânimo o Mestre te chama. Ele levantou com entusiasmo e foi até Jesus. É neste bom ânimo que devemos perseverar.

Há um louvor que afirma que na cruz não estava somente seus braços ou pernas de Jesus, mas Ele estava por inteiro. Deus quer que o sirvamos de todo coração. Ele quer a nossa vida por inteiro. No mundo passamos por aflições, mas não deixemos que isto faça servirmos ao Senhor em parte. Tenhamos bom ânimo. Vivamos prestando um culto a Deus racional onde apresentamos nossos corpos como sacrifícios vivos, santos e agradáveis a Deus.

Na história de Bartimeu percebemos que em outra área devemos perseverar que é a perseverança nas prioridades acertadas. Quando Jesus perguntou a Bartimeu o que ele queria que Jesus o fizesse ele não pediu riqueza ou vingança aos desafetos. Ele pediu que voltasse a ver. Ele priorizou a sua visão acertadamente. Em nossa vida precisamos ter as prioridades acertadas. Gasta-se muita energia com trivialidades e não se foca no essencial.

Muitos estão ansiosos quanto ao comer, beber e vestir esquecendo-se do Reino de Deus. Igrejas lotam suas agendas com eventos que não priorizam as prioridades que Jesus deixou. As prioridades foram reveladas por Jesus nos dois grandes mandamentos e na grande comissão de Mateus. Precisamos amar a Deus sobre todas as coisas, servir ao próximo, comungar com os irmãos na fé, discipular e evangelizar. Façamos uma revisão das coisas que priorizamos e foquemos nos propósitos que Jesus nos deixou.

A história de Bartimeu ainda nos ensina que depois dele ser curado ele passou a seguir Jesus pelo caminho. Quem segue a Jesus deve segui-lo com perseverança. Jesus nos alertou que ele é uma porta estreita e que a maioria das pessoas preferem a porta larga do mundo. Jesus ainda disse que aquele que o seguir tem que renunciar a si e tomar a sua cruz e segui-lo. Afinal, aquele que diz que está em Jesus deve andar como Ele andou. Escrito isto, fica claro que a virtude da perseverança é necessária para aqueles que seguem realmente a Cristo.

Jesus ao falar para a Igreja de Esmirna, que sofreria perseguição exortou-a pedindo fidelidade e prometeu como recompensa a coroa da vida. A perseverança é uma expressão de fidelidade. O Deus que nos chamou é poderoso para nos fortalecer e para cumprir o que nos prometeu. Persevere! Na caminhada deixe o pecado, não seja envolvido pelos embaraços e corra com perseverança a carreira que nos está proposta.

(O autor do artigo é o Pr. Eber Jamil, dono do blog).

JESUS: O TODO-PODEROSO.

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Jesus se apresenta a João em Apocalipse como O Todo-Poderoso. Título que é aplicado a Ele oito vezes neste livro, quase sempre associado com o louvor. O Sentido básico da expressão é que Jesus governa tudo e que Sua vontade se imporá sobre o mal em todas as suas expressões. O título claramente mostra a deidade de Cristo. Ele é o princípio e o fim.

João estava preso quando ouviu isto. Ele foi banido para a Ilha de Patmos por ordem do Imperador Domiciano. Foi muito importante para um prisioneiro por causa de Cristo ouvir que Jesus é Todo-Poderoso. Ao invés de deter o evangelho esta prisão cooperou para o crescimento do cristianismo, pois foi em Patmos que ele recebeu a revelação do Apocalipse.

Somos afligidos por muitos poderes na Terra, mas Cristo é Todo-Poderoso. Mesmo vivendo dias difíceis a nossa confiança precisa ser apoiada na Onipotência de Cristo, que governa sobre todos. Poderes terrenos e espirituais da maldade confrontam o poder de Jesus, mas O Senhor está assentado a direita de Deus e Seu trono está firme desde a eternidade.

O apóstolo João já tinha enfrentado a perseguição do Imperador Nero, que foi mais localizada em Roma e agora a perseguição vinha de Domiciano. Na história bíblica o povo de Deus já tinha enfrentado Impérios despóticos como o do Egito, Assírio e Babilônico. Mas, Deus sempre governou e tais impérios não conseguiram aniquilar o povo dEle. O profeta Isaías diz que o Rei da Assíria seria como uma navalha alugada que raparia em parte o povo de Deus. Nabucodonosor rei da Babilônia é chamado de meu servo por Deus segundo profecia de Jeremias quando o rei conquistou o Egito. Paulo falando das autoridades afirma que Deus é que constituí uma autoridade, e que ela é um ministro de Deus para executar seus planos na história. Quando enfrentarmos arbitrariedades por parte das autoridades lembremos que Deus está acima deles e que Ele põe e depõe conforme a Sua vontade.

Em nossa humanidade enfrentamos muitas situações que nos fazem questionar a Soberania de Deus em nossa vida como é o caso da enfermidade. Diante de um diagnóstico difícil sentimos a nossa fragilidade e perguntamos o porquê Jesus permitiu. Ele em seu ministério realizou milagres estupendos que testemunharam acerca da vida que Ele confere ao que crê.

Em certa ocasião Ele foi procurado por um homem importante chamado Jairo que estava com sua filha à beira da morte. Jesus mostrou interesse em agir e se dirigiu a casa de Jairo juntamente com ele. A caminhada até a casa de Jairo foi difícil, pois Jesus estava cercado por uma multidão, que fez Jesus andar a passos curtos. Durante a caminhada uma mulher hemorrágica toca com fé em Jesus e é curada. Ele ao invés de prosseguir sem interrupções ele se detêm e instiga a mulher a se manifestar para que ela fosse salva e suas emoções também fossem curadas. A mulher se manifestou e Jesus a despediu dizendo: Filha, a tua fé te salvou; vai-te em paz e fica livre do teu mal.

Vemos que Jesus é o Senhor do tempo. Ele parecia demorar, mas tinha o poder sobre a situação. Jesus prosseguiu em direção a casa de Jairo, mas homens procuraram Jairo para falar que não adiantaria mais Jesus se dirigir para a casa dele porque a sua filha já havia morrido. Jesus ouve isto e diz a Jairo: não temas crê somente. Jesus mostra que precisamos sempre crer nEle mesmo que o impossível pareça ter se estabelecido. Jesus ao chegar em casa de Jairo ressuscita a filha dele.  Se a enfermidade acontecer na tua vida creia sempre na Onipotência de Cristo sobre o poder da enfermidade. Ele é O Senhor que cura.

Algo que nos confronta e grande poder é a língua. Como Tiago escreveu ela é um membro pequeno do corpo, mas como uma fagulha incendeia uma grande floresta assim a língua pode fazer grandes estragos. Vidas tem sofrido ataques devastadores por palavras mentirosas e acusadoras. Muitas vezes os servos de Deus são confrontados por ameaças e prognósticos funestos, mas O Senhor Jesus está acima de qualquer impropério. Pode você ser acusado falsamente ou tentar se recuperar e alguém proferir uma sentença contra você. Seja qual for a palavra proferida contra você a Palavra de Deus será a última palavra na tua vida.  Jesus afirmou que no dia do juízo prestaremos contas de toda a palavra ociosa proferida. O justo Juiz Jesus está acima de todas as palavras e pesa os espíritos.

Algo que enfrentamos também é o sofrimento. Jesus disse que no mundo teríamos aflições, mas nenhuma dificuldade ou luta nos separará do amor de Cristo. Uma união com Cristo foi estabelecida pela fé. Portanto, não será a tribulação, ou angústia, ou perseguição, ou fome, ou nudez, ou perigo, ou espada que fará Jesus deixar de nos amar. A tribulação em Cristo produz perseverança que produz experiência e a experiência, esperança, que não nos confunde. As provações sendo vivenciadas em Cristo produzem um peso de Glória. Não vivamos atentado as que nossos olhos veem, pois são temporais, mas atentemos para aquelas que não vemos, pois são eternas. O Todo-Poderoso está acima do nosso sofrimento.

Jesus já conquistou a vitória sobre o adversário, Satanás, que é tentador e acusador. Nós servos de Deus precisamos sempre lembrar que O Senhor se manifestou para desfazer a obra de Satanás. O inimigo costuma usar a estratégia de parecer maior do que é, mas ninguém é maior que O nosso Senhor. Foi na cruz que O Senhor despojou satanás e nós os que cremos em Jesus recebemos também a vitória pelo sacrifício vicário de Cristo. Ele quando falou acerca da Igreja disse que as portas do inferno não resistirão a ela. O inimigo tenta nos deter, mas nos triunfamos. Deus não nos deu um espírito de covardia. Portanto, avancemos e não temamos o inimigo que busca nos devorar, porque O Senhor é maior. O inimigo já foi derrotado e agora aguarda a sentença contra ele ser executada.

Dentre muitos confrontos que enfrentamos a morte é o último inimigo que enfrentamos e será destruída por Cristo. Servimos a Jesus que ressuscitou ao terceiro dia e nós o que cremos nele também ressuscitaremos no momento da sua volta. Não temos que viver com medo da morte. Jesus é a ressurreição e vida, quem crê nEle ainda que esteja morto, viverá. Paulo tinha tanta certeza da vida eterna ao lado de Deus que proferiu sobre a morte como um lucro, pois seu viver era Cristo e ao morrer estaria sempre com Ele. O crente em Jesus não sofre mais uma separação de Deus. Vive com Deus e ao morrer estará para sempre com Ele.

Talvez você esteja enfrentando uma situação maior do que suas forças. Entregue sua causa impossível ao Senhor que pode todas as coisas. Enfrentamos em nossa vida a carga que vem pela as oposições que trabalham no sentido de nos desanimar e nos desencorajar. Mas, a Palavra de Deus que vem até você é que Jesus é Soberano e seja qual for a sua situação Ele pode modificar. Como João foi contemplado pelo Senhor num momento de prisão Deus pode te animar com a Revelação de que Ele é Todo-Poderoso.

(O autor do artigo é o Pr. Eber Jamil, dono do blog).

O PROPÓSITO DA EVANGELIZAÇÃO.

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Um dos grandes propósitos da Igreja é a evangelização. Na grande comissão está como: “ide, fazei discípulos” no original grego o ide deve ser entendido “enquanto você está indo” dando a entender que já é algo natural da Igreja ir. Este propósito é tão importante que Deus nos deu cinco grandes comissões (Mt 28:19-20; Mc 16:15; Lc 24:47-49; Jo 20:21 e At 1:8) onde o Senhor ordena ir e pregar ao mundo a salvação. O que nos mostra que aquilo que chamamos de Missões está incluído no propósito da evangelização. Sendo um propósito que visa ganhar pessoas para Cristo.

A mensagem pregada pela Igreja é a do Evangelho que são as boas-novas de salvação para todo aquele que crê (Rm 1:16). A pregação visa que os ouvintes sintam uma tristeza segundo Deus que opera o arrependimento para a salvação (II Co 7:10) sendo possível por causa do convencimento do Espírito Santo (Jo 16: 8 – 11). O homem natural não compreende as coisas de Deus. É necessário que Deus abra o entendimento e O Espírito convença. Um exemplo desta obra de Deus é Lídia, vendedora de púrpura, que teve seu coração aberto para compreender as coisas de Deus (At 16:14). Quando pregamos dependemos do Espírito Santo para convencer.

Pedro explica em sua primeira epístola que nós não éramos (gentios)  Povo de Deus, mas ao crermos recebemos esta condição alcançando misericórdia e sendo adquiridos para anunciar as virtudes daquele que nos tirou das trevas para a Sua maravilhosa luz (1 Pe 2:9 e 10). Fica claro que o propósito de evangelização está entranhado na razão de ser e existir da própria Igreja, que não pode se omitir e nem fugir da sua missão de pregar o evangelho.

É um dever pregar o evangelho a toda criatura. Como alguém nos pregou nós devemos também fazer o mesmo.  É agir como Deus agiu conosco (Jo 20:21). Se não fosse Deus que enviasse Seu único Filho todos nós iriamos perecer (Jo 3:16), mas Seu amor agiu em nosso favor mesmo sem merecermos (Rm 5:8). Como alguém já disse: “ se a igreja não evangeliza ela se fossiliza”. Ao fazermos não devemos nos envaidecer porque é nosso dever e se não fizermos seremos dignos de um ai divino como afirmou Paulo  em 1 Co 9:16. Spurgeon disse que “todo cristão ou é um missionário ou é impostor”.

Cumprir este propósito é uma ordem para livrarmos pessoas da condenação e da morte eterna (Pv 24: 11 e 12). Deus tem ciência se fazemos ou nos omitimos. Precisamos lembrar que há pecados contra Deus por omissão como está em Tiago 4:17. Marthin Luther King disse bem: o que mais preocupa não é o grito dos violentos, nem dos corruptos, nem dos desonestos, nem dos sem ética. O que mais preocupa é o silêncio dos bons”. Reinhard Bonnke disse: “não pregar o Evangelho é o mesmo que esconder o remédio do doente”.

A ideia também da responsabilidade pessoal e a de prestar contas a Deus, o juiz soberano, é uma razão para a evangelização da Igreja. Com certeza todos iremos comparecer diante de Deus e prestaremos contas pela divulgação ou não do evangelho de Cristo. Paulo frisou: “Pelo que desejamos também ser-lhe agradáveis, quer presentes, quer ausentes. Porque todos devemos comparecer ante o tribunal de Cristo, para que cada um receba segundo o que tiver feito por meio do corpo, ou bem ou mal. Assim que, sabendo o temor que se deve ao Senhor, persuadimos os homens à fé…” (2 Co 5:9-11). Deus ao falar  da responsabilidade de Ezequiel como atalaia mostra o nosso dever de pregar o evangelho. O atalaia não pode afastar o inimigo, pode apenas dar o alarme. Se as pessoas não valorizarem o alarme, isto não é responsabilidade do atalaia. Mas, se o atalaia não avisar ele também será cobrado. “Se eu disser ao ímpio: O ímpio, certamente morrerás; e tu não falares para dissuadir o ímpio do seu caminho, morrerá esse ímpio na sua iniquidade, mas o seu sangue eu o requererei da tua mão. Todavia se advertires o ímpio do seu caminho, para que ele se converta, e ele não se converter do seu caminho, morrerá ele na sua iniquidade; tu, porém, terás livrado a tua alma.” (Ez 33:8,9). Fica claro que se a Igreja não cumprir o propósito da evangelização será cobrada por Deus.

Ao entendermos a evangelização como um propósito e um dever não podemos perder a dimensão do privilégio. Mesmo sendo uma ordem o ide como registra Marcos tem que se encarnado de tal forma que seja como o transpirar da Igreja e por isto o sentido no original de Mateus “enquanto você está indo”. O privilégio de pregar é tão grande que os anjos desejariam fazê-lo, mas não é dado a eles, mas sim a Igreja (1 Pe 1:12).

Ganhar almas para Cristo é uma sublime missão. Quantas igrejas estão fechadas em si cheias de atividades, mas não realizando a obra de evangelização e missionária que lhes cabe fazer. Deus em Sua longanimidade está dando oportunidade a outras ovelhas. Jesus disse: “Ainda tenho outras ovelhas que não são deste aprisco; também me convém agregar estas, e elas ouvirão a minha voz, e haverá um rebanho e um Pastor” (Jo 10:16).  Evangelização e Missões estão no coração de Deus e não pode estar fora do coração da Igreja. David Livingstone disse: “Deus tinha um único filho e fez dele um missionário”.

(O autor do artigo é o Pr. Eber Jamil, dono do blog).

OS TRÊS TIPOS DE CORAÇÕES.

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Jesus realizou milagres extraordinários e provocou em alguns religiosos forte oposição. Uma certa ocasião Jesus libertou um endemoninhado e foi acusado de expulsar demônios pelo poder do diabo. Jesus na sua contra argumentação usou a figura da casa para ilustrar as situações espirituais das pessoas apresentando-lhes três possíveis estados do coração. Podemos dizer que há três tipos depreendendo do que Ele disse: o coração dominado pelo mal o que inclui os ídolos e cuidados deste mundo, o coração vazio que recebe uma libertação, mas não o ocupa prontamente, e o coração habitado por Cristo.

O coração dominado é quando uma pessoa está sob as ações do despotismo do pecado. Ela está morta espiritualmente em seus delitos e pecados estando debaixo de condenação. Como o seu entendimento está cego não necessariamente a pessoa tem noção do seu real estado. Muitas vezes está como envolvida pelo “auto engano” que o pecado faz não tendo consciência do seu estado de rebeldia. A pessoa nessa condição nem sempre terá uma manifestação de possessão demoníaca, mas a pessoa que Jesus libertou tinha, mas mesmo não tendo, não significa que não esteja agrilhoada ao pecado. Aquele que comete pecado é escravo do pecado – afirma a Palavra. O pecado nessa pessoa é algo que aprisiona. A pessoa em si não tem recursos pessoais que possa lhe livrar dessa condição. Não há nada que faça como boa obra que a liberte. As boas obras não salvam e nem libertam.

O coração vazio é aquele que ocorreu uma batalha com o Poder de Jesus, o mais Valente, ficando liberta. Seu coração outrora ocupado por uma possessão demoníaca fica vazio. Tal condição é temporária. O coração não fica para sempre vazio. Não existe zona neutra na questão espiritual: ou é de Jesus, ou não é. O vazio ainda não é de Jesus, portanto ainda está sob condenação, só não está mais possuído por demônios porque foi liberta. Agora nesse estado ela precisa tomar uma decisão por Cristo crendo nEle, se tomar, O Espírito passa a habitar na pessoa através do Espírito Santo e deixará de ficar vazio. Se não tomar o espírito que possuía volta com outros sete e seu estado fica pior do que o primeiro.

Quando a pessoa crê em Jesus ela tem o vazio preenchido e recebe segurança e paz. Não tendo possibilidade do inimigo voltar, porque, O Mais Valente, que é Ele, Jesus, está no seu coração e é passa a Ser Senhor da vida da pessoa. Ela recebe O Selo do Espírito Santo mostrando a autenticidade da sua salvação e a segurança que tem, pois  não é mais dominada e muito menos possuída por outros espíritos que não são de Deus. O Espírito Santo passa a habitá-la, pois Jesus pagou o preço na cruz para que assim fizesse.

Dando destaque aos três tipos de corações percebemos a importância do coração. O coração para o homem é um órgão vital. Ela na Bíblia tem a representatividade da sede da alma do homem, ou seja, representa a essência do ser humano, onde se formula os pensamentos, sentimentos e onde tomamos as nossas decisões. O sábio chegou a advertir que sobretudo devemos guardar o nosso coração porque dele saem as decisões da vida.

Jesus falou que não é o que entra no homem que o contamina, mas o que sai. Falando acerca do interior, ou seja, do coração. Se o homem for bom tirará bons tesouros, se for mau tirará maus tesouros. Como Jesus mostrou quando comparou o coração com uma casa é no coração que as grandes batalhas da vida acontecem. Por isto é imprescindível que o mais valente, que é Jesus, esteja residindo em nós pelo Espírito Santo para que todas estejamos seguros espiritualmente e dispostos a fazer a Vontade de Deus. Está escrito na Palavra: Dá-me, filho meu, o teu coração, e os teus olhos observem os meus caminhos.

É muito necessário que os nossos pensamentos, sentimentos e decisões estejam sobre a direção de Deus. É necessário que os nossos olhos sejam fixados em Jesus, o Autor e Consumador da fé, para que sigamos seus passos. Assim é certo que estaremos em segurança. Não mais dominado pelo pecado e nem apenas com algum contato com o poder libertador de Jesus. Mas tendo Jesus como Senhor, portanto não mais escravo do pecado, mas servo do Senhor Jesus.

(O autor do artigo é o Pr. Eber Jamil, dono do blog).

PERSEVERANÇA DOS SALVOS.

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Uma das grandes marcas de uma Igreja cheia do Espírito Santo é a perseverança, constância na comunhão, no partir do pão, na doutrina dos apóstolos, na prática da evangelização etc.

 
Enquanto a marca do mundo é a inconstância, volubilidade, a Igreja anda na contramão dessa tendência, pois está fundamentada na rocha imutável que é Cristo.  A Igreja é composta por homens que nasceram de novo, que podem eventualmente cair, mas se acontecer, serão levantados e perseverarão no final.

Em suas fileiras também há pessoas não genuínas, que não tiveram a experiência do novo nascimento. Vivem no engano. Não passarão no dia do juízo. Mas, aquele que realmente faz parte da igreja persevera apesar do contrafluxo do mundo.

A perseverança por parte do salvo acontece porque o crente em Jesus nasceu de novo, ou seja, o maior milagre aconteceu na vida dele. Ele deixou de ser escravo do pecado para ser servo de Cristo. Por isto o seu coração regenerado responde com arrependimento os pecados cometidos. Pode até ocorrer uma demora em fazê-lo, mas ocorrerá. Tudo isto pelo poder transformador de Deus realizado na vida da pessoa que creu nEle.

O justo tem sua vida iniciada pela fé e toda sua carreira que tem transcorre em fé. Alguns abandonam a carreira, desistem, mas na verdade não tiverem de fato um início genuíno. Muitos se aproximam do corpo de Cristo sem de fato um dia pertencê-lo. Podem até ser batizados, mas não se converteram.  A membresia em uma igreja local não faz ninguém salvo. Só aqueles que nascem da Palavra de Deus e do Espírito de fato se converteram e terão como fruto a perseverança.

Depois da conversão a posição espiritual mudou. Deixou-se de estar sob o domínio de satanás e passou a viver em Cristo. Uma vez em Cristo sempre será de Cristo. Agora habita-se, espiritualmente falando, nas regiões celestes em Cristo Jesus. Como disse Pr. Adriano de Castro Magalhães não se fica dançando minueto no céu: entrando e saíndo de lá. Se está em Cristo e no céu, estará de forma definitiva. Portanto, os salvos perseveram, apesar de às vezes acontecer problemas na caminhada.

A nova natureza recebida  é um novo coração espiritual que faz com que haja reprovação do pecado que se aprovava e aprovação do que rejeitava das coisas espirituais. Em Cristo de fato ocorre uma mudança interior, que se reflete na postura dainte da vida e no modo  como enxerga as coisas. A nova natureza é espiritual gerada pelo Espírito Santo na vida do que crê, que passa a ter a vida de Deus, e que agora se alimenta da Palavra de Deus.

O nascido de novo persevera e por isto pertence ao grupo daquele que conclui a carreira. O crente em Jesus não será uma obra inacabada. Chegará até a glorificação onde será semelhante a Jesus. Tal feito é obra de Deus, que operou a poderosa salvação naquele que crê. O salvo não é daqueles que se perde na jactância, mas é daqueles que caminham em humildade sabendo que o Poder de Deus é quem capacita caminhar e concluir.

(O autor do artigo é o Pr. Eber Jamil, dono do blog).

VERDADEIRO ABRIGO.

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Na iminência de sofrer um grande desastre o povo de Israel confiava que os seus sábios, fortes e ricos sobreviveriam. Muitas vezes nos refugiamos em falsos refúgios. Criamos em nossas mentes alvos, que nos tornarão inexpugnáveis. Pensamos ser intocáveis. Verdadeiramente fortes. Mas, pequenos detalhes podem nos fazer sucumbir dessas fortalezas imaginárias, pois são imaginárias.

Jeremias, o profeta, chorava de dia e de noite, quando pensava no que estava por vir. Avisou claramente que a sabedoria, a força e a riqueza humanas são limitadas e não poderiam resistir ao que estava para acontecer. Nada que se baseia no homem é invencível. Nem os mais poderosos e dominados por sua arrogância podem resistir o juízo divino.

Salomão foi o homem mais sábio que existiu depois de Jesus, mas foi vencido pela luxúria. Ninguém foi mais forte do que Sansão, mas o seu caráter o fez ser derrotado. O homem rico da parábola do rico insensato juntou dinheiro, mas acabou não deixando herdeiros para receber o que acumulou. Aquele que confia em si mesmo ou no que conquistou não tem alicerce sólido, pois mais se pense que tenha. É um embriagado de si mesmo, que o deixa desnorteado sujeito a grandes quedas.

Não podemos depositar a nossa confiança em nossas capacidades, pois são limitadas. Mas sim, no Deus que conhecemos, que age com Misericórdia, Justiça e Juízo em toda terra. As Misericórdias do Senhor são a causa de não sermos consumidos. Todo o poder pertence a Deus e é Ele que pode dar o homem o fundamento necessário para o enfrentamento das demandas da vida.

Conforme o profeta profetizou a essencialidade de uma vida bem fundamentada é o conhecimento que se tem de Deus. Quem tem Deus como sustento realmente terá um sustento, pois Deus não é uma criação da mente humana, mas a Origem de todos e Senhor da história, que provou em Jesus, que se é possível vencer o mundo com suas dificuldades e calamidades. Na vida de Jesus vemos o exemplo do que parece ser derrota na verdade ser vitória.

Percebemos que a obediência a Deus fortalece a estrutura da vida para que se persevere diante das dificuldades. Nada acontece sem a permissão Divina, que é bom, justo e julga o homem na sua integralidade. Conhecer o caráter de Deus fará diferença em meio as tribulações que enfrentamos. A fé no Deus que Jesus revelou e que as Escrituras registraram faz com que conheçamos e prossigamos em conhecer mais o Senhor.

Portanto, não nos ufanaremos, nos gloriaremos nas nossas falíveis capacidades. O nosso Deus é o nosso sustento e a Ele pertence toda a Glória. A arrogância não nos protege, mas nos ilude. Quem confia no Senhor é que estará seguro. Seja qual for a circunstância, louvaremos ao Senhor por aquilo que Ele é e sempre será: Misericordioso e governa todo o Universo. A glória humana que a sabedoria, a força e a riqueza trazem são passageiras. Acabam. Os que fazem a Vontade de Deus são os que permanecem. Portanto, se existe algo que devemos confiar e nos sustentar é em Deus, que é Soberano.

O conhecimento que Deus dá e recebemos pela fé não são elucubrações da nossa mente, mas revelação de Deus. Portanto, são verdadeiras. Experimentáveis. Praticáveis mesmo numa vida cheia de sobressaltos. Viverá pacificado quem encontrou o verdadeiro abrigo da vida, onde as lutas são enfrentadas com esperança, tendo consciência que a Vontade de Deus sempre triunfará. Aleluia!

(O autor do artigo é o Pr. Eber Jamil, dono do blog).

LEVANTAI-VOS!

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O profeta Isaías alerta às mulheres de Jerusalém com relação há um tempo que estava por chegar de provação, quando haveria grandes necessidades. Ocorreria o cerco do Exército de Senaqueribe a Jerusalém. Elas estavam despercebidas deste tempo, acomodadas, por isto a palavra foi: – Levantai-vos. A prostração e a acomodação podem ter várias causas: autossuficiência, desânimo, tristeza, mágoa, perda etc. Precisamos ouvir a Palavra de Deus: Levantai-vos.

A falta de percepção da visão de Deus sobre a nossa real situação pode nos fazer acomodar como foi o caso dessas mulheres. Um exame aguçado a nossa volta nos trará o senso de necessidade que nos cerca. Podemos até não perceber a nível pessoal, mas o mundo em que estamos inseridos tem necessidades prementes e situações por acontecer que devem nos tirar da acomodação. O Deus que nos manda levantar tem poder para tirar aquilo que nos deixa prostrados. Ele mandou aquelas mulheres ficarem de pé tirando-as da inércia em que estavam e não percebiam o perigo iminente.

Deus também disse para elas: Ouvi a minha voz. A fé vem pelo ouvir a Palavra de Deus. A instrução e o conhecimento são adquiridos se ouvirmos atentamente a Deus. É da natureza dos filhos de Deus reconhecerem a voz do Seu Senhor. Para que ouçamos a Palavra ela vem acompanhada do poder de Deus assim compreendemos o que é dito. Lutero disse que os ouvidos eram os únicos órgãos do cristão, pois em decorrência da audição e fé na Palavra de Deus vem o resto.

Ao ouvirmos o ouvido não pode ser de mercador. Entrar por um lado e sair pelo outro. A Palavra de Deus foi: inclinai os ouvidos. Em outras palavras: obedecei. Sem dúvida a obediência ao Deus que nos manda agir deve ser praticada. Nenhuma das ordens de Deus é despropositada. São bênçãos para nós. É o melhor caminho. Deus não é um ser tirânico que se embriaga com o próprio poder e não pensa nos seus súditos. Deus ama seus servos e suas ordens são bênçãos para nossas vidas. Ouvir e não praticar é autoengano como disse Tiago.

Outra atitude que as mulheres deveriam ter é a da semeadura. Deviam semear. O profeta fala da felicidade de se semear junto as águas e de ter pasto para os bois e jumentos. O tempo de bonança é tempo de semeadura. O tempo de escassez e provação também. Deus fala através do profeta que depois da assolação viria a restauração. O deserto se tornaria um bosque. Para tanto, Deus nos chama para sermos cooperadores através da semeadura. Por mais difícil que seja temos que crer que o nosso trabalho em Deus não é em vão e que a semeadura trará resultados eternos pelo Poder do Espírito Santo.

Agostinho tem uma frase: “A esperança tem duas filhas lindas: a indignação e a coragem. A indignação nos ensina a não aceitar as coisas como estão; a coragem, a mudá-las”.

Reavive a tua esperança. Sair da acomodação é um imperativo. Os campos estão brancos para ceifa. Poucos são os obreiros dispostos e sem avareza. Você que está em repouso: levanta-te, ouça a voz do Senhor e inclina-se a voz obedecendo a Deus e semeie enquanto é dia. Assim serás bem-aventurado e verás o deserto ser reputado como bosque. O profeta afirma que depois da provação vivida pela cidade haveria um tempo de prosperidade. A conclamação Divina para sair do comodismo indica que Deus nos dá o privilégio de sermos cooperadores da Sua Obra para que as situações desoladoras sejam transformadas. Levantai-vos.

(O autor do artigo é o Pr. Eber Jamil, dono do blog).