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A VONTADE DO AMOR.

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Ct 2.7 – Conjuro-vos, ó filhas de Jerusalém, pelas gazelas e cervas do campo, que não acordeis nem desperteis o meu amor, até que queira. Ct 3.5 e 8.4.

O amor é muitas vezes visto como um sentimento, mas o amor na visão bíblica é também a decisão de amar. O amor tem o seu desenvolvimento. Tem o tempo de amadurecimento. Tem vontade e é sobre a vontade do amor que quero escrever. Aquele que nasceu de novo tem a experiência do derramamento do amor de Deus no coração, que aperfeiçoa o amor natural e sentimental que a pessoa possui. Vejamos a vontade do amor tendo como referência o amor de Deus por nós.

I – A VONTADE DO AMOR É DAR-SE PARA A PESSOA AMADA.

“Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito…” Jo 3.16.

O amor tem a marca da entrega, da doação. Quem ama verdadeiramente deseja se desvendar, se revelar para o amado. As delícias do jardim interior da alma são reveladas para a pessoa amada. Os recônditos e antecâmaras são conhecidos pelo amado.

II – A VONTADE DO AMOR É CUIDAR E PROTEGER A PESSOA AMADA.

“…para que todo aquele que nele crê não pereça…” Jo 3.16.

Quando amamos queremos poupar a pessoa amada do sofrimento despropositado, sem sentido, poupar da violência gratuita e fortuita. Queremos cuidar dela e vê-la desenvolver-se e ser feliz.

III – A VONTADE DO AMOR É TER UM RELACIONAMENTO DURADOURO E DE QUALIDADE.

“…mas tenha a vida eterna.” Jo 3.16

Não é como poeta disse que seja eterno enquanto dure. O desejo e a vontade é que seja eterno mesmo, que dure para sempre, cheios de qualidade e vivacidade.

IV – A VONTADE DO AMOR É MANIFESTAR-SE DE FORMA CONCRETA.

“Mas Deus prova o seu amor para conosco em que Cristo morreu por nós, sendo nós ainda pecadores.” – Rm 5.8.

O amor não é verborrágico. Não fica no discurso. Manifesta-se na concretude da existência. Quantas declarações de amor não são condizentes com a prática. Entretanto, o amor é vida, é prática. Não é algo que fica apenas no imaginário (platônico), é real e verdadeiro.

V – A VONTADE DO AMOR É A FIDELIDADE.

“Jesus respondeu e disse-lhe: Se alguém me ama, guardará a minha palavra, e meu Pai o amará, e viremos para ele e faremos nele morada.” – Jo 14.23.

O amor é o vínculo da perfeição, portanto envolverá fidelidade, honestidade, verdade e obediência. A fidelidade não é apenas algo físico, corporal, mas algo que vem do interior, dos subterrâneos da alma.

VI – A VONTADE DO AMOR É PERSEVERAR

“Ora, antes da festa da Páscoa, sabendo Jesus que já era chegada a sua hora de passar deste mundo para o Pai, como havia amado os seus que estavam no mundo, amou-os até ao fim.” – Jo 13.1

O amor é resistente. É um cordão de três dobras. Persevera. Continua. Insiste. Vai em frente. As circunstâncias da vida são alternantes, mas quem ama continua amando.

VII – A VONTADE DO AMOR É PERDOAR.

“Por isso, te digo que os seus muitos pecados lhe são perdoados, porque muito amou; mas aquele a quem pouco é perdoado pouco ama.” – Lc 7.47.

Relacionamento é uma arte que sempre seremos alunos. Sempre aprenderemos. O que é capaz de triunfar sobre o pecado, o deslize, é o perdão. A restauração e a reaproximação são feitas por causa do perdão. Setenta vezes sete – disse Jesus. O amor não se torna transigente com  o pecado, pois é fiel, como já escrevemos, porém tem vontade de perdoar, escrever uma nova história.

O amor de Deus derramado em seus corações solidifique as vontades do amor em suas vidas.

(O autor do artigo é o Pr. Eber Jamil, dono do blog).

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AS BODAS DO FILHO.

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Leia Mateus 22:1-14.

A festa de Bodas registrada por Mateus era dada por um rei para celebrar o casamento do filho. O pai apresentado como “um rei” é Deus Pai.

A festa é relevante porque o principal propósito de Cristo era ilustrar os benefícios plenos do seu evangelho por meio da semelhança com um banquete. Pois, o banquete traz a idéia de comunhão entre os convidados e o Rei, que no caso é Deus, o Criador. Portanto, o convite para participar das Bodas é um convite para adentrar no Reino de Deus e ter comunhão com Ele. Lembra muito o convite de Cristo a Igreja de Laodicéia:

Eis que estou à porta, e bato; se alguém ouvir a minha voz, e abrir a porta, entrarei em sua casa, e com ele cearei, e ele comigo (Ap 3:20).

Observamos que o Rei (Deus) comissiona servos (profetas) para fazer os convites.

No primeiro convite (Mt 22:1-3) os convidados simplesmente “não quiseram vir”. O segundo convite foi mais explícito e urgente (Mt 22:4-7). O jantar estava preparado e tudo estava pronto para a celebração do casamento. E dessa vez a insistente bondade do Rei foi recebida com a atitude de desdém. “Porém eles, não fazendo caso, foram, um para o seu campo, outro para o seu negócio”. Os seus interesses comerciais significam mais para eles do que qualquer dever de estarem presentes a uma festa de casamento, como convidados do rei. Outros foram muito além do desdém, partiram para violência ferindo e matando os servos que tipificam os profetas. Como está no texto: “o restante, apoderando-se dos servos, os maltrataram e mataram”.

O rei ficou indignado. Enviou o seu exército e destruiu aqueles homicidas e incendiou a sua cidade. O aspecto profético dessa parábola foi cumprido na destruição de Jerusalém no ano 70 d.C., quando os exércitos de Tito pilharam e queimaram a cidade (Mt 23:34; Lc 21:20-24).

Estes dois convites tipificam a tentativa do Senhor de atrair a Israel para as Bodas do Filho.

O terceiro convite foi aberto a todos: “bons ou maus”. Em cada camada da sociedade encontram-se duas classes de pessoas que podem ser distinguidas pelo seu caráter moral, o que vale dizer, em linguagem comum, os bons e os maus. No caso os servos não deviam fazer nenhum tipo de pré-seleção, deveriam convidar a todos, quer fossem bons os maus. Tal convite mostra que Deus deseja que todos se salvem, todos tenham comunhão com Ele. Deus não faz acepção de pessoas.

A festa nupcial foi cheia de convidados. E o rei, entrando para ver os convidados, viu ali um homem que não estava trajado com veste de núpcias. O homem sem a veste nupcial parece dizer: “Abrirei o meu próprio caminho para o céu”. Vir à festa sem as vestes era uma marca definitiva de deslealdade. Apesar de ter aparentemente ter aceitado o convite, o convidado sem as vestes de núpcias, frontalmente rejeitou o convite com sua atitude. Desejou participar da festa à sua maneira. Só há um caminho para o Céu, para o reino de Deus – Jesus, e não adianta inventar outro.

As vestes de núpcias representam a justiça de Deus, a justificação que Deus outorga aqueles que crêem em Jesus. O convidado vestido adequadamente como que dizia: “Eu não pertenço a mim mesmo, fui comprado por preço; minha justiça própria é como trapo de imundícia, mas o Senhor é a minha justiça”. Vestir as vestes de núpcias implicava em deixar de lado a vestimenta do pecado e da justiça própria e vestir-se de coração arrependido e da justiça divina.

Os homens que morrerem sem essas vestes jamais poderão participar das “bodas do Cordeiro”, preparada somente para os santos, os pecadores remidos. Para todos que morrem sem Cristo há a condenação para o lugar onde há pranto e ranger de dentes.

Ao concluir a sua parábola, Jesus disse: “Pois muitos são chamados, mas poucos escolhidos” (Mt 20:16;22:14). Os que são chamados e recebem a Jesus tornam-se a sua escolha e fazem parte dos convidados. Os escolhidos de Deus são aqueles que receberam o seu Filho como Salvador e foram justificados por ele.

(O autor do artigo é o Pr. Eber Jamil, dono do blog).

RESULTADOS DA NOSSA UNIÃO COM CRISTO (4).

 

QUARTO RESULTADO:

RELAÇÕES CRISTÃS NO LAR E NO TRABALHO

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Colossenses 3.18-4.1.

18 Vós, mulheres, estai sujeitas a vossos próprios maridos, como convém no Senhor.

19 Vós, maridos, amai a vossas mulheres, e não vos irriteis contra elas.

20 Vós, filhos, obedecei em tudo a vossos pais, porque isto é agradável ao Senhor.

21 Vós, pais, não irriteis a vossos filhos, para que não percam o ânimo.

22 Vós, servos, obedecei em tudo a vossos senhores segundo a carne, não servindo só na aparência, como para agradar aos homens, mas em simplicidade de coração, temendo a Deus.

23 E tudo quando fizerdes, fazei-o de todo o coração, como ao Senhor, e não aos homens,

24 Sabendo que recebereis do Senhor o galardão da herança, porque a Cristo, o Senhor, servis.

15 Mas quem fizer agravo receberá o agravo que fizer; pois não há acepção de pessoas.

4.1 Vós, senhores, fazei o que for de justiça e equidade a vossos servos, sabendo que também tendes um Senhor nos céus.

Introdução:

À primeira vista, pode parecer não haver uma conexão lógica entre este parágrafo e os três anteriores. Porém, ao lermos o último versículo de parágrafo anterior: “e, quanto fizerdes por palavras ou por obras, fazei em tudo em nome do Senhor Jesus, dando por ele graças a Deus Pai” (v.17). Assim vemos um elo deste parágrafo com os outros. Um dos resultados da nossa união com Cristo é que as nossas relações tornam-se cristianizadas. Eu passo a me relacionar com as pessoas baseado-me na vontade de Cristo.

A palavra chave neste parágrafo é a palavra Senhor, que na tradução revista e corrigida está presente seis vezes e na revista atualizada sete vezes. Mostrando assim que as nossas relações devem ser submissas ao Senhorio de Cristo. A nossa união com Cristo não é unilateral, uma vida de mão única. Não é um “venha o teu reino, mas ao teu reino não entrego nada”. Se estamos unidos com Cristo seremos também submissos a Ele. Sendo assim nossos relacionamentos serão sob o Senhorio de Cristo. Quando penso nisto, lembro-me do banquete na casa de Levi. Depois de tomar a atitude de seguir a Jesus, ele deu um banquete para Jesus convidando seus amigos publicanos. A partir do momento que ele decidiu seguir a Jesus, o mesmo Jesus estaria presente nos seus relacionamentos. Ele chamou os amigos, porém agora sob a influência preponderante de Cristo. Seja qual for o relacionamento: fraternal, conjugal, paternal, profissional, porque estamos unidos com Cristo teremos o Senhor Jesus presente e governando nossos relacionamentos. Qualquer relacionamento precisa ser “como convém no Senhor”.

I – Relações cristãs ente o esposo e a esposa (v.18 e 19).

 

  • Esposa (v.18) – Esta pequena parte da frase: como convém no Senhor. É tremendamente significativa, mostra que a submissão é a maneira cristã da esposa ser. Paulo evoca um princípio já revelado em Gênesis. A mulher deve ser submissa a autoridade do marido, não porque são inferiores, mas porque é essa a vontade de Deus para a esposa. Veja Ef 5.23 e 24. Trata-se de uma atitude de respeito, valorização e apoio ao marido. Deus em sua infinita sabedoria estabeleceu para a família um princípio de autoridade, que quando não é seguido traz confusão e um referencial distorcido para os filhos.
  • Esposo (v.19) – Os maridos são lembrados da sua responsabilidade de amar as esposas. Veja Ef 5.25 e 28. A advertência não as trateis com amargura é uma lembrança salutar de como o amor cristão deve ser exercido, sem impaciência e resmungos. Os esposos não devem tratar as esposas com brutalidade. As palavras básicas como “obrigado”, “por favor”, bom dia, palavras que expressam admiração e afeto devem ser ditas pelo esposo no dia-a-dia. Para a sobrevivência do amor e do respeito mútuo, são necessárias as palavras de afeto e admiração. Como a planta precisa de água, o casamento precisa de afeto e da admiração. Observe algumas recomendações bíblicas: Ef 4.29, 31 e 32; Ef 5.2 e 3.

 

II – Relações cristãs entre pais e filhos (vs 20 e 21).

 

  • Filhos (v.20) – Os filhos no lar cristão são chamados para agirem de uma maneira que, acima de tudo, é aceitável e agradável ao Senhor. Em tudo – embora em caso extremos, um jovem possa precisar escolher entre a vontade de Cristo em oposição à dos pais que não são cristãos, essa atitude só deveria ser tomada depois de sóbria reflexão e aconselhamento cristão.
  • Pai (v.21) – A palavra irritar no grego sugere um desejo de irritar o filho provocando no mesmo um desânimo, uma desmotivação. A disciplina em excesso pode gerar desânimo.

III – Relações cristãs entre empregados e patrões (vs 22-4.1).

 

A Igreja nasceu numa sociedade em que a escravidão humana era uma instituição aceita, sancionada pela lei. Paulo, portanto, sem apoiar ou criticar, define com os escravos e senhores devem agir.

  • Servos (vs 22-25). Não servindo só na aparência ou sob vigilância. O que Paulo fala é da verdadeira motivação no trabalho. O empregado deve ser diligente em suas tarefas, ainda que ninguém esteja ali para observá-lo e depois recompensá-lo por seu serviço esforçado. A palavra grega traz a idéia de não prestar um serviço de olhos só para ser visto.

O nosso trabalho será recompensado porque Deus é fiel. Ele nos dará recompensa. Segundo a lei romana, e escravo nunca poderia herdar coisa alguma. Mas fiel é Deus que te dará o galardão da herança porque no senhor servis. Como também dará o agravo a quem fizer agravo.

  • Patrões (v.4.1) – A palavra “senhores“ aqui se refere aos donos de escravos que podem ser referência para os “chefes” e patrões de hoje em dia. O patrão deve agir com justiça, como, por exemplo, pagar ao trabalhador o que ele merece. Lembrando que os patrões (senhores) têm um Senhor no céu. Portanto os patrões terão que prestar contas a Deus de como trataram seus empregados. Muitos possuem uma relativização ética quando o assunto envolve dinheiro, porém a Palavra de Deus mostra neste versículo que a justiça e a equidade não podem ser jamais relativizadas.

Conclusão:

Se em todas as relações, reconhecermos que devemos nos submeter ao Senhorio de Cristo, teremos o padrão verdadeiro para todas relações. A nossa união com Cristo implica em abandono de velhos hábitos, assimilação da conduta cristã e relacionamentos que tenham como referência o senhorio de Cristo em nós.

(O texto é de autoria do Pr Eber Jamil, dono do blog).

O SEXO É UMA DÁDIVA DIVINA.

aliancasO sexo é uma dádiva divina. Foi algo que o senhor deu aos homens com o fim primário da procriação, porém dotou ao homem com capacidade de ter prazer no sexo. Muitas vezes  pessoas casadas possuem uma sensação interior que o sexo é algo impuro. Entretanto, dentro do casamento não é. É bom que se diga que o sexo é uma dádiva divina e prazerosa para ser desfrutada no casamento. Atente para Gênesis 2.24:  

               Por isso, deixa o homem pai e mãe e se une à sua mulher, tornando-se os dois uma só carne.     

     A união sexual entre o casal transforma-os em uma só carne. Porém, observe que antes de ser uma só carne precisa haver o deixar e unir-se . O sexo é o terceiro passo para o casal e não o primeiro. O homem não deve inverter esses passos porque tais passos foram estabelecidos por Deus.      

   Depois que o homem deixou seus passos e uniu- se a sua esposa pode e deve desfrutar da benção do sexo. Vejamos alguns textos bíblicos:       

   Ec 9. 9: Goza a vida com a mulher que amas, todos os dias de tua vida fugaz, os quais Deus te deu debaixo do sol; porque esta é a tua porção nesta vida pelo trabalho com que te afadigaste debaixo do sol.        

 Pv 5.18: Seja bendito o teu manancial, e alegra-te com a mulher da tua mocidade,         

Existe um pensamento antibíblico e que traz muita culpa é de que o pecado original do homem foi o sexo, e que o fruto foi a maça, dando a este uma conotação sexual. O pecado original foi a desobediência de Adão e Eva em comerem o fruto da árvore do conhecimento do bem e do mal, e não o sexo.        

 A primeira ordem que Deus deu ao primeiro casal foi: frutificai e multiplicai-vos; enchei a terra (Gn 1.28). Esta ordem foi dada antes do pecado entrar no mundo, portanto, o sexo e a reprodução foram ordenados ao casal em seu estado original de inocência. Depois de criar o homem e a mulher com suas capacidades sexuais, Deus observou e disse: que tudo era muito bom (Gn 1.31). O clima de santidade e pureza que havia em Adão e Eva, em relação ao sexo era tão grande, que logo depois da ordem do Senhor deles se tornarem uma só carne, a Bíblia registra: Ora, um e outro, o homem e sua mulher, estavam nus e não se envergonhavam. (Gn 2.25).         

 Para encerrar este comentário, quero citar as palavras do Dr Gaye Wheat (in: sexo e intimidade): Você tem permissão de Deus para desfrutar do sexo dentro do casamento. Foi ele que inventou o sexo; foi Ele quem teve a idéia em primeiro lugar”.

 (Este texto é da autoria do Pr Eber Jamil).