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JUSTIFICAÇÃO EM CRISTO!

 

justificação

Muitos vivem como se estivessem num tribunal sendo julgados ou como juízes condenando.  Tais fatos acontecem porque todos nós lidamos com o problema da culpa por isto, muitas vezes, procuramos ser absolvidos como réus pelo outro, ou ainda lançamos a nossa culpa no outro e condenamos como se fôssemos juízes. Costumo dizer que a culpa é uma batata quente que ninguém quer segurar. Por isto, o homem cria mecanismos de livrar-se dela sem alcançar seu intento. Tal verdade é mostrada pela atitude da personagem Homer Simpson que afirmou: a culpa é minha eu boto em quem eu quiser”. O que esta frase mostra é o engano dos homens, pois acham que conseguem se livrar da culpa por si mesmos, mas não conseguem. Podem até encobrir, mas a culpa não é resolvida e o dia da prestação de contas acontecerá.

A Bíblia é bem clara quando afirma que todos os homens são pecadores. Não há nenhum justo sequer. Já nascemos pecadores com concupiscência que é a inclinação para o pecado. Portanto, a culpa é um problema universal, pois todos são pecadores e todos são culpados. Esclarecido isto fica a pergunta como o homem pode ter sua culpa retirada?

Algumas pessoas esperam a absolvição da culpa através de outras pessoas como ela. Tomaram para si a posição de réu e diante das pessoas esperam ouvir a sentença: inocente ou culpado. Quando são elogiadas a sentença soa como: inocente. Quando criticadas a sentença soa como: culpado. Essas pessoas acreditam emocionalmente que o elogio é sinônimo de absolvição, e a crítica de condenação.  Deve ser insuportável viver assim! Porque a pessoa fica oscilando entre inocência e culpa constantemente.

Percebemos também a tendência de se fazer uma leitura da vida baseada nas circunstâncias. Se algo bom acontece é porque sou merecedor. Se atravessa por dificuldade é porque em algum momento pecou e causou a adversidade. Tal leitura não resolve a culpa mesmo que o momento seja favorável porque a vida com suas oscilações poderá fazer com que aquele que se acha absolvido sentir-se culpado novamente.

Tem outro grupo de pessoas que lidam com a culpa se colocando como juízes sobre os outros. Para seus próprios pecados querem a misericórdia e para os pecados dos outros são juízes togados prontos para dar a sentença. Quando condenam sentem de alguma forma livre de seus próprios pecados, que não são confessados e nem há arrependimento e mudança, pois tentam resolver escondendo seus erros através da condenação de outros. Condenam de muitas formas: interiormente e externamente, mas não encontram paz porque ao apontar o cisco no olho do outro não tira a trave que está no seu.

O pecado não pode ser resolvido por estes mecanismos emocionais criados pelo próprio homem. O perdão só pode vir de Deus. Quando Ele enviou Jesus foi com esta finalidade de redimir o homem do pecado e tirar a culpa do homem. Cristo, na cruz, se fez justiça por nós. Pagou o preço. Expiou a culpa.  Quem crê em Jesus recebe a sentença: JUSTIFICADO, que é uma declaração Divina que não há mais condenação para quem crê em Jesus. Deus é o teu juiz! E se você está em Cristo não há mais condenação sobre você. Mesmo que enfrentes as consequências do pecado, as quais nós enfrentamos, mas diante de Deus os que creem em Cristo como O cordeiro de Deus são perdoados e justificados. Portanto, nada de viver na mendicância por absolvição por parte de outros homens e nada de vestir a toga de juiz para condenar. Quem está em Cristo está justificado.

(O autor do artigo é o Pr. Eber Jamil, dono do blog).

 

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A FELICIDADE DOS QUE CHORAM.

choro

Bem-aventurados os que choram porque serão consolados.  Esta bem-aventurança de Jesus afirma que na Vida Cristã a felicidade passa pelo choro. Nós imaginamos, muitas vezes, que só existe o sorriso na vida cristã, mas existem lágrimas, e por sinal, especificamente essas lágrimas são poucas derramadas. Muita gente que serve a Deus esquece ou não sabe que estas lágrimas são necessárias e vitais para a vida com Deus. Se não sentirmos esse tipo de tristeza não seremos realmente felizes. Parece uma afirmação paradoxal, mas conforme eu for expondo você entenderá o significado.

De que choro Jesus falou? O choro de arrependimento pelos nossos pecados. Paulo escrevendo aos coríntios fala deste tipo de tristeza como uma tristeza segundo Deus e quando escreveu sobre esta tristeza contrastou com a tristeza segundo o mundo que leva a morte. Na Bíblia há muitos exemplos destes dois tipos de tristezas. Pedro por ter negado a Jesus sentiu a tristeza segundo Deus e se arrependeu. Judas por ter traído a Jesus sentiu a tristeza segundo o mundo e enforcou-se. Davi diante dos pecados que não saiam diante dele ele sentiu a tristeza segundo Deus e se arrependeu. Saul não sentiu a tristeza segundo Deus e de derrocada em derrocada acabou tirando a própria vida.

A tristeza segundo Deus nos põe cara a cara com a nossa concupiscência, que é a nossa inclinação para o pecado, e nos põe cara a cara com a incapacidade de solucionar o problema do pecado, o que nos leva a Deus pelo Espírito Santo como único que pode nos perdoar através de Jesus. O choro segundo o mundo nos faz cometer antropofagia em nós mesmos porque quando não buscarmos Deus como solução violentamos a nós mesmos com o sentimento de remorso.

Podemos entender o tipo de choro que Jesus se referiu quando observarmos quando próprio Jesus chorou e uma das duas vezes foi quando Jesus viu o choro das irmãs de Lázaro pela morte dele e pela comoção da multidão em torno do acontecimento. Jesus viveu assim o que Paulo mais tarde recomendaria: chorai com os que choram. Jesus sentiu a dor do outro. Percebeu o drama que é para o ser humano perder alguém. Mesmo sabendo que haveria de ressuscitar Lázaro não deixou se conturbar pelo dor alheia. Bem-aventurados são os que choram com os que choram.

A outra vez que Jesus chorou somente Lucas relata o fato. Aproximando-se de Jerusalém Ele chora afirmando que Jerusalém seria destruída pelos inimigos o que aconteceu em 70 d.C., quando as tropas romanas cercaram e destruíram a cidade. Jesus chorou pela falta de senso de oportunidade que Jerusalém teve com a sua entrada triunfal e desperdiçando a oportunidade de arrependimento. O choro foi pela calamidade, pelo desperdício, pela obstinação da cidade.

Voltando ao entendimento sobre a tristeza segundo Deus creio que a temos quando choramos pelos nossos pecados, dos outros e pela obstinação para o mal do próximo. Temos os exemplos da situação de Jesus acerca de Jerusalém e a comoção que Daniel teve registrada no seu livro com seu nome e autoria no capítulo 9. Daniel faz uma oração e confessa a Deus seus pecados e os do seu povo. Ele estava preocupado com a profecia de Jeremias acerca do cativeiro que duraria 70 anos, que já chegava ao fim, e pediu a restauração do Templo e do Povo a Deus. Chorar pelos pecados dos outros também é uma tristeza segundo Deus e por isto bem-aventurada.

A bem-aventurança inclui uma promessa: eles serão consolados. A consolação do choro dentre os significados podemos destacar seu caráter fisiológico. Ao chorar fisicamente depois sentimos um certo alívio. O choro é no seu aspecto fisiológico um certo escape para a dor do corpo ou da alma. A tristeza segundo Deus, que pode nos levar o choro, é a primeira etapa do arrependimento e havendo-o há depois a confissão, o abandono e novo conduta, ou seja, o penitente é consolado. O Resultado será o consolo e a felicidade de ser perdoado. O perdão não acontece por causa do choro, mas por causa do sacrifício de Jesus. Entretanto, o arrependimento, muitas vezes, manifesta-se através das lágrimas. Agora quando a tristeza segundo Deus é pelo dor alheia habilita a apoiar o triste no seu momento de aflição recebendo a consolação ao ver o outro de alguma forma sendo ajudado. Quanto aos que choram pelos pecados alheios estes tornam-se verdadeiros intercessores que não oram com formalidade, mas com amor e entrega, encontrando o consolo no amor de Deus que está compartilhando pelo próximo.

Concluindo podemos afirmar que a Bem-aventurança deixa implícita que quando os que choram segundo Deus estão em sintonia com Deus e por isto são consolados. Este choro é sinal de inquietude no relacionamento com Deus, com relação a si mesmo ou com o próximo e este é bem-aventurado. No futuro próximo a bem-aventurança também se refere ao estado final de Glória no céu, onde o consolo de Cristo será completo, pois o pecado não existirá mais. O choro segundo Deus pode ser incialmente de tristeza, mas a promessa para os que choram assim é consolação, ou seja, a felicidade segundo Deus passa pelo choro.

(O autor do artigo é o Pr. Eber Jamil, dono do blog).

A NECESSIDADE NÚMERO UM.

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A maior necessidade na vida cotidiana da Igreja é o amor. Não o amor banalizado pelo mundo, mas o amor de Deus. Paulo descrevendo o amor escreve que podemos ter as atitudes mais radicais, mais sábias, mais “generosas”, mas que sem o amor não teria valor. O versículo áureo da Bíblia é João 3:16 mostrando o imenso amor como atributo de Deus, com relação ao povo de Deus João 13:35 mostra o que nos identifica como discípulos de Cristo é o amor. Por isto, afirmo que o amor é a necessidade número um.

Certo homem chamado José passou a ser chamado de Barnabé (Filho  da Consolação) por causa da sua conduta e caráter cristão. Ele foi um homem solidário e fraterno. Compartilhou seus bens, apoiou Paulo apresentando-o aos apóstolos e investiu no vacilante João Marcos. Jesus chamou um dos seus discípulos (João) de Boanerges, quer dizer, filho do Trovão, por causa do seu temperamento tempestuoso e irascível. Depois da transformação que passou, João, ficou conhecido na história como o apóstolo do Amor. Na sua velhice a sua ênfase foi o amor ao próximo. Deus transforma pessoas belicosas em pessoas fraternas e pacificadoras. Estes são alguns exemplos de pessoas transformadas pelo Espírito Santo e por isto viveram o amor no seu real sentido. Eles são o exemplo de que o amor cristão praticado é um diferencial diante do mundo onde a vida é egocentralizada e necessário no convívio com os irmãos de fé. Barnabé, João e muitos outros trilharam por este caminho e mostram que na família de Deus as vidas que foram transformadas passam a amar como resultado do novo nascimento oriundo do amor de Deus.

O amor de Deus também possibilita a termos uma vida de real adoração a Deus. Pois, Jesus alertou-nos que o amor a Deus deve ser em primeiro lugar, pois se Ele não for o primeiro, o amor estará desfocado e com as prioridades invertidas, o que faz errar todo o caminho. A adoração é a manifestação do amor a Deus em todos os aspectos da vida não apenas no momento do louvor, mas no cotidiano como um todo. A adoração é mais do que um ato. É uma questão de ser adorador. Envolve a vida toda. Não é setorizada em departamentos, envolve o todo.

Creio que a grande questão é que a palavra amor perdeu e ganhou muitos sentidos que não são o seu real significado. As pessoas falam até com facilidade sobre o amor, mas sem consonância com a prática diária. O egoísmo tem preponderado e até no amor quando se pensa amar ama-se egoisticamente, que na verdade não pode ser chamado de amor. Segundo Langston a essência do pecado é o egoísmo. Pecamos por causa do nosso egocentrismo e falhamos tremendamente no amor. O pecado é viver girando em torno de si fazendo escolhas contrárias a vontade de Deus e que prejudica o próximo. Pensando assim, percebemos que essa visão distorcida do amor contaminada pelo egoísmo é utilizada como desculpas para atos arbitrários. Então a pessoa peca é dá a desculpa que foi por amor, mas como vimos esse tipo de amor não é o amor vindo de Deus e nem o amor que a Bíblia ensina.

Quem ama pratica a lei – afirma a Palavra. O amor a Deus leva a obediência. O amor é a motivação correta para a realização da Obra de Deus. É por causa do amor que evangelizamos. É por causa do amor que adoramos. É por causa do amor que nós perdoamos. Algo diferente disto não tem sustentabilidade. Tendo o amor de Deus temos o motor propulsor necessário par avançarmos e alcançarmos os propósitos de Deus para a Igreja. Se não houver amor é como uma grande máquina sem lubrificação. Acaba enferrujando e encrencando. A Igreja de Jerusalém nos inspira até hoje porque eles tinham comunhão perseverante uns com os outros propiciando um ambiente evangelizador onde O Senhor acrescentava pessoas todos os dias. Não que não houvessem falhas nela, mas O Espírito do Senhor atuava poderosamente e a virtude primordial do Seu fruto é o amor.

O amor é também necessário na vida da Igreja para que as vidas doentes espiritualmente possam ser tratadas e curadas pelo poder do Evangelho. No ministério de Jesus havia uma acessibilidade dos marginalizados pela religião da época que precisa também ser vista no Seu corpo, que é a Igreja. A maioria dos religiosos nos tempos de Cristo amavam a si mesmos e buscavam a glória dos homens. Usavam a religião para desfilarem suas vidas espirituais falsas para alcançarem um reconhecimento e respeitabilidade do povo. Assim havia um ciclo vicioso: aqueles que não se enquadravam em suas tradições não eram aceitos por eles e não tinham lugar para serem curados espiritualmente e continuavam enfermos espiritualmente. Jesus foi no caminho contrário dessa religião hipócrita que eram belos por fora, mas por dentro mortos. Jesus recebia aqueles que se reconheciam pecadores e arrependidos que queriam uma nova chance. Jesus comia com os publicanos e pecadores e chegou até mesmo ter um discípulo publicano que arrependido deixou tudo e seguiu a Cristo. Jesus foi como médico que procurava curar os doentes e os que se achavam sãos, mas não eram, Jesus confrontava-os com o verdadeiro Evangelho. A Igreja vivendo este amor restaurador de Jesus será um instrumento nas mãos de Deus para pessoas que verdadeiramente não conhecem a cura para a doença, que já identificaram em si, que é o pecado. A Igreja pregando e vivendo o evangelho será a mensageira das boas novas do Evangelho.

Em suma, podemos afirmar que a vida cristã não se resume no desempenho, no ativismo, na aparência.  O “ainda que” de Paulo ecoam até os dias de hoje. Antes da ação vem a motivação. Antes da ação vem o pensamento. Antes da boa ação tem que haver o bom coração. Portanto, o amor é a necessidade número um porque se antes de tudo o amor a Deus não nos mover de nada nos adiantará fazer obra alguma. O amor seja a nossa motivação. É da natureza do amor manifestar-se e provar de fato sua existência.

As três maiores virtudes cristãs são: Fé, Amor e Esperança, mas a maior delas é o Amor.solidonduta e car

(O autor do artigo é o Pr. Eber Jamil, dono do blog).

FÉ ADMIRÁVEIS

fé

Jesus como homem tinha reações humanas normais como a admiração, pois como Deus tinha tomado a forma e natureza humana. E o interessante que Sua admiração não foi causada por um religioso, e nem por um israelita, nem por um discípulo, mas por um centurião romano.  Jesus admirou-se da fé do centurião, que é um exemplo que a fé em Cristo pode surgir nos lugares mais distantes e inesperados. Apesar de viver numa cultura pagã nele havia uma fé admirável. Outra fé que chamou a atenção de Jesus foi da mulher Cananéia que rogou com insistência por sua filha.

Os pagãos eram acostumados a rituais com tentativas de se manipular o divino. O centurião não teve uma fé deste tipo, pelo contrário. Ser descendente de ancestrais cristãos ou de uma cultura religiosa fortíssima não faz a pessoa um homem de fé como ilustra o fato acontecido com esse homem, que não tinha nada disto, mas era um homem de fé. A mulher Cananéia não se aproximou de Cristo cheia de “maneirismos” ou “superstições”, mas se aproximou com fé e perseverança.

O centurião preocupou-se com um criado que estimava muito. E apesar das ótimas recomendações dos judeus sobre ele, que o consideravam digno, não se achou digno de prerrogativas Divinas especiais. Ele havia contribuído com a construção de uma sinagoga mesmo pertencendo ao Império Romano que dominava os judeus. Agiu na petição pela cura do servo com uma humildade e fé tocantes. Uma fé desprovida de “muletas”, pois para ele bastava Jesus dizer uma palavra para o criado ser curado. A forma como reconheceu a Autoridade Espiritual de Cristo mostra o quanto ele entendia que Jesus tinha a chancela Divina. Ele acreditava que os anjos obedeceriam prontamente às ordens de Cristo como seus soldados lhe obedeciam. Uma humildade sem a prepotência de pertencer ao Império mais poderoso da época. Uma humildade que reconhecia quando estava diante de alguém maior do que ele. Este homem mostrou que uma fé genuína deve ser acompanhada da humildade. Hoje em dia muitos “homens de fé” estão cheios de si não lidando bem com nenhuma autoridade e também tratando Deus como um ser ao seu serviço só porque tem fé. O centurião não andou por este caminho.

A história da mulher Cananéia lembra a história do centurião porque também tinha origem pagã, mas teve uma fé notável. A filha dela estava bem doente por causa da ação de demônios e Jesus passando pela região onde ela morava ouviu seu clamor veemente pela filha. O que vemos na história dessa mulher é uma prova de fé notável. Diferentemente da história do centurião que Jesus mostrou prontamente boa vontade em curar o servo com essa mulher Jesus proporcionou provas difíceis, mas que a mulher com fé perseverou.

Jesus a princípio não lhe respondeu palavra alguma submetendo-a ao teste do silêncio Divino. Os discípulos incomodados com ela pedem a Jesus para despedi-la. Como se isto não bastasse Jesus disse que realmente os estrangeiros não eram prioridade em sua agenda ministerial e certamente a mulher ouviu isto. Jesus estava submetendo-a uma difícil prova de fé. Mas, ela não desistiu, pelo contrário ajoelhou-se diante de Jesus e aos pés dele pediu novamente ajuda. Jesus continua provando agora de forma mais contundente afirmando: Não está certo tirar o pão dos filhos e jogá-lo aos cachorrinhos. Usar a expressão cachorrinhos era um modo depreciativo de tratar os não judeus. Mas ela com fé respondeu a Jesus: Sim, Senhor, mas até mesmo os cachorrinhos comem as migalhas que caem debaixo da mesa dos seus donos. Jesus em sua humanidade admirou-se afirmando que grande era a fé desta mulher e libertou a filha dela da enfermidade e dos demônios. É evidente que Jesus sabia que a mulher responderia assim as duras provas, mas desejou submetê-la aos testes para que ela, seus discípulos e a posteridade entendesse que Deus deseja que respondamos as duras provas da vida com fé.

A admiração e o elogio a fé dessas pessoas são de chamar a nossa atenção porque foram sentidos e dados por Jesus a duas pessoas que não faziam parte do povo de Deus e nem do corpo de discípulos de Cristo. Mostra como não podemos limitar a Deus a determinados quadrantes. O Espírito de Deus é livre de onde menos se espera pode surgir alguém de fé verdadeira e genuína a Cristo. A nossa missão é pregar enquanto o convencimento é por conta de Jesus.

Depreendemos destes exemplos de fé também o fato da fé ser acompanhadas de virtudes e atitudes coerentes com ela. Não basta dizer que se tem fé. Se houver tempo hábil a fé será acompanhada de obras dignas do arrependimento. O centurião teve a fé acompanhada da humildade e a mulher Cananéia teve a fé acompanhada da perseverança. Pedro nos deixou a seguinte recomendação:

Visto como o seu divino poder nos deu tudo o que diz respeito à vida e piedade, pelo conhecimento daquele que nos chamou pela sua glória e virtude; pelas quais ele nos tem dado grandíssimas e preciosas promessas, para que por elas fiqueis participantes da natureza divina, havendo escapado da corrupção, que pela concupiscência há no mundo. E vós também, pondo nisto mesmo toda a diligência, acrescentai à vossa fé a virtude, e à virtude a ciência, E à ciência a temperança, e à temperança a paciência, e à paciência a piedade, E à piedade o amor fraternal, e ao amor fraternal a caridade. Porque, se em vós houver e abundarem estas coisas, não vos deixarão ociosos nem estéreis no conhecimento de nosso Senhor Jesus Cristo” (2 Pe 1:3-8)

A fé que O Senhor deseja é uma fé acompanhada de ações e virtudes coerentes com quem Ele é porque cremos em Jesus e não num “arremedo” e “numa invencionice religiosa” que não mostram um Jesus que não é Ele mesmo. Jesus certa feita disse: antes de Abraão existir EU SOU. A fé admirável é que crê em Jesus como Deus, como Salvador, como Autor e Consumador da fé, é a fé que caminha para a semelhança de Cristo e por isto é acrescida de virtudes de Cristo a cada dia.

(O autor do artigo é o Pr. Eber Jamil, dono do blog).

TOME UMA ATITUDE!

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Gn 42:1 e 2 – Vendo então Jacó que havia mantimento no Egito, disse a seus filhos: Por que estais olhando uns para os outros? Disse mais: Eis que tenho ouvido que há mantimentos no Egito; descei para lá, e comprai-nos dali, para que vivamos e não morramos.

Jacó e sua família encontravam-se em situação difícil. Havia uma fome mundial que tinha atingido o mundo da época. Ele era um homem idoso e experimentado no sofrimento. Recebeu notícias anos atrás não verídicas que seu filho José havia morrido dadas pelos seus próprios filhos, irmãos de José. Agora com a fome ele sabia que havia comida no Egito, sem saber que José é que governava, perguntou aos filhos porque olhavam uns para os outros e não tomavam a atitude de ir ao Egito buscar alimento. Este momento é bem instrutivo porque passamos constantemente entre a tensão da espera e da atitude, mas aquele momento era a da atitude.

Os irmãos de José e Jacó não sabiam da história toda. Eles não sabiam que a venda de José como escravo, que para o Pai havia morrido, cooperou para que José estivesse na posição de Governador do Egito e que ele seria instrumento de Deus para salvar a própria família. Enquanto os irmãos perplexos olhavam uns para os outros Deus já havia providenciado o socorro naquela fome mundial. O assombramento, a perplexidade podem ser fatores impeditivos de uma atitude da nossa parte. Porém, Jacó despertou seus filhos para a realidade e instigou-os a tomarem uma atitude e buscarem ajuda no Egito.

Outro fato bíblico trata da tensão entre a espera e a atitude. Foi quando o povo de Israel saiu liberto do Egito, mas um movimento de reação do Império Egípcio se iniciou. Os Egípcios seguiram e caçaram a Israel que se viu diante do Mar Vermelho ladeado pelos montes não tendo com escapar do cerco. O povo de Israel ficou estacionado e apavorado clamando a Deus sem tomar uma atitude. E o Senhor disse a Moisés: “Por que clamas a mim? Dize aos Filhos de Israel que marchem”. A oração é vital, mas aquele momento era o momento da ação.

Creio que muitos estão assim com relação a sua salvação. Já ouviram falar de Cristo. Sabem que são pecadores. Mas se acomodam numa posição de meio lá e de meio cá. Sabem que é preciso tomar uma decisão acerca de Cristo, mas estão esperando. São bons observadores. Até pedem ajuda a Deus! Mas, não tomaram uma posição firme em relação a Cristo. Dão desculpas do tipo: ainda não estou preparado! Deixa eu envelhecer um pouco mais! Tal atitude se chama procrastinação e pode ser fatal quando relacionada a vida eterna. A Palavra de Deus diz:  Portanto, como diz o Espírito Santo: Se ouvirdes hoje a sua voz, Não endureçais os vossos corações, Como na provocação, no dia da tentação no desertoHebreus 3:7,8

Nas duas histórias em questão a vida estava em xeque. No tempo de Jacó uma fome mundial e só havia haveres no Egito. Diante do Mar Vermelho o povo de Israel estava cercado ameaçado de morte e escravidão. Assim, é a questão da Eternidade, é vital e não se pode postergar uma decisão. Aquele que não crê em Jesus já está condenado e só sai da condenação se crer em Jesus. Enquanto fica pensando numa decisão continua condenado eternamente podendo a morte chegar e não haver mais possibilidade de reversão. Observe o que o texto abaixo diz:

Porque Deus enviou o seu Filho ao mundo, não para que condenasse o mundo, mas para que o mundo fosse salvo por ele. Quem crê nele não é condenado; mas quem não crê já está condenado, porquanto não crê no nome do unigênito Filho de Deus. E a condenação é esta: Que a luz veio ao mundo, e os homens amaram mais as trevas do que a luz, porque as suas obras eram más.
Porque todo aquele que faz o mal odeia a luz, e não vem para a luz, para que as suas obras não sejam reprovadas. João 3:17-20

Certa vez vi uma exposição com obras de Rodin e fiquei muito admirado com O pensador e descobri que ele está em outra obra de Rodin a porta do Inferno baseada na obra de Dante Alighieri a Divina Comédia. É interessante pensar que O Pensador está incrustado na Porta do Inferno juntamente com outros personagens. Mostra bem que se alguém fica pensando, sobressaltado, pasmado, sobre a eternidade, mas não toma uma decisão acabará no inferno. A obra de arte acaba sugerindo o que verdadeiramente acontece.

A fé é a atitude a ser tomada. A separação de Deus e a condenação causada pelo pecado somente em Jesus pode ser resolvida. Deus que amou o Mundo enviou Jesus com este propósito. Quem crê tem seus pecados perdoados, a comunhão com Deus estabelecida e recebe a Vida Eterna, que é a vida de Deus. A fé são as mãos que nos utilizamos para receber a salvação, conforme ensina Langston. Não há mérito pessoal quanto a salvação por receber Jesus mediante a fé. A fé vem pelo ouvir a Palavra de Deus e a pessoa só passa a crer que foi convencida pelo Espírito Santo, mas na fé há volição, há uma entrega, há uma não resistência ao Espírito, a fé é atitude que devemos tomar diante da Providência de Deus, que é Seu Filho Jesus, o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo. “Creia no Senhor Jesus e serás salvo!” Não fique pasmado existencialmente e nem substitua a fé por alguma atitude religiosa que fica no meio do caminho! Creia!

(O autor do artigo é o Pr. Eber Jamil, dono do blog).

TRÊS PALAVRAS IMPORTANTES PARA O NOVO ANO.

ano novo

Estamos no início de um novo ano creio que três palavras são importantes nesta ocasião: REFLEXÃO, GRATIDÃO E ESPERANÇA.

A REFLEXÃO é importante porque final de ano é tempo de retrospectiva, de balanço, para avaliarmos como foi o nosso ano. Precisamos ponderar sobre os nossos erros e acertos para planejarmos as nossas ações para o ano que se inicia.

A GRATIDÃO é fundamental. Ser grato pela vida, por mais um ano que Deus concedeu, e mesmo que tenhamos atravessado tempos difíceis a gratidão é sinal de cura, de que apesar das lutas o nosso coração não foi azedado.

A ESPERANÇA é algo que sempre deve nos mover para frente. Teremos, se Deus quiser, mais um ano pela frente. Portanto, a esperança será uma mola propulsora para avançarmos e conquistarmos os propósitos de Deus para nossas vidas.

Minha oração é que nesta virada de ano não te falte REFLEXÃO, GRATIDÃO E ESPERANÇA. Pensemos nestas palavras:

A REFLEXÃO é sempre necessária! Deus quer que façamos um autoexame a respeito da nossa vida para avaliarmos como anda nossa caminhada. Assim é muito pertinente quando isto acontece no término de um ano e no início de outro. Paulo por orientação de Jesus nos disse que antes de participarmos da ceia do Senhor devemos nos examinar a nós mesmos para que possamos discernir o corpo do Senhor que é simbolizado na ceia.

Como o autoexame físico nos ajuda a descobrir certas doenças, por sua vez, a reflexão sobre a nossa vida nos ajuda a pensarmos sobre a qualidade com que vivemos. Como anda a sua vida com Deus e com o próximo? Como foi para você o ano que passou? Quais foram seus erros e acertos? Aonde você precisa melhorar? As perguntas podem se multiplicar!

Creio que datas como estas são momentos para pararmos e avaliarmos o que passou e projetarmos aquilo que virá. Projetarmos de forma sempre dependente de Deus sem arrogância, sem uma autoconfiança exacerbada, mas ciente que sem Deus nada podemos fazer. Faça um autoexame!

Comece outro ano buscando a sabedoria de Deus, pois Ele dá liberalmente e aplique ela em sua vida praticando a prudência, a singeleza e a fé diariamente em todos os seus passos.

A GRATIDÃO precisa ser algo sempre presente em nossas vidas. Ela, sem dúvida, revela muito como está a nossa vida e quem nós somos. Não pode ser coisa do momento, mas uma postura constante. No terminar e iniciar um novo ano temos que ser gratos mesmo que o ano tenha sido difícil e mesmo que as perspectivas para este ano não sejam tão alvissareiras. Paulo recomendou pelo Espírito Santo: Em tudo dai graças, ou seja, nós que estamos em Cristo precisamos em todas as circunstâncias não deixar de ser grato.

A gratidão de quem vive em Cristo mostra que interiormente ele está pacificado e sabe que Deus tem o comando da história. Por mais que enfrentemos as supressas da vida, o fato de estar vivo e mais saber que não vivemos numa solidão existencial porque Deus está conosco em Jesus são razões mais do que suficientes para agradecermos.

Sem dúvida entre ter nascido e não ter nunca existido é preferível ter nascido. Somado o fato de ter sido achado por Deus em Jesus Cristo onde se encontrou o sentido da vida faz com que a vida seja elevada em muito a sua qualidade.

Exercite a gratidão. Pratique-a porque agradará a Deus, beneficiará a si mesmo e abençoará seus relacionamentos. Ela adoça a vida. Mostra que internamente a alma está curada. Gratidão é uma grande palavra para o ano novo!

O calendário, a noção do tempo que temos faz com que muitas vezes naturalmente na virada do ano a nossa expectativa acerca do futuro seja potencializada como se algo acontecesse todas vezes que mudamos de ano. Entretanto, a ESPERANÇA que é esperança supera as datas especiais e persevera em meio aos embates. A figura bíblica da esperança é a âncora, que ajuda ao navio se fixar em meio as dificuldades do mar e aportar em lugar seguro. Sem a âncora o navio fica sujeito aos caprichos do mar, do vento e assim fica a pessoa que não tem esperança à mercê dos ventos e da instabilidade das circunstâncias.

Se de alguma forma a esperança for fragilizada a vida também é. Se a esperança morre em vida é como uma morte em vida acontecesse também. Portanto, apegue-se em Deus e em Sua Palavra que consola e traz esperança. As promessas do Senhor são infalíveis! A partir do momento que cremos em Jesus nascemos de novo e ao nascermos espiritualmente é gerado em nós uma esperança viva porque Jesus Cristo ressuscitou dos mortos.

A esperança cristã não é vaga. Ela vem da fé, que veio da audição da Palavra de Deus, que é a Verdade. Portanto, podemos iniciar mais um ano nos sentindo seguros, pois os que creem em Cristo estão nas mãos dEle. Pode até “chover canivetes”, mas ninguém nos tirará das suas poderosas mãos. Seja bem-vindo Ano Novo!

(O autor do artigo é o Pr. Eber Jamil, dono do blog).

ANO NOVO: NOVAS OPORTUNIDADES.

Ano-Novo blog

O tempo passa de forma inexorável e não temos controle sobre ele. O que podemos fazer é administrá-lo da melhor forma possível durante o momento em que ele acontece, ou planejar o tempo que possa ainda acontecer de forma sábia.

Com certeza um novo dia traz novas oportunidades. Também podemos falar assim acerca de um novo ano. A virada do ano evidencia o que acontece todos os dias quando o sol se levanta é como se ouvíssemos nesta ocasião: você tem uma nova chance! Um novo ano costuma trazer novas oportunidades e nos inspirar desta forma.

Os pastores antigos costumam dizer que a oportunidade é como um careca de topete quando passa por você é o momento de você segurar o topete porque talvez você não tenha mais oportunidade. Paulo aos Efésios escreveu: Olhai, portanto, cuidadosamente como andais, não como insipientes, mas como sábios, remindo o tempo, porque os dias são maus (5: 15 e 16). A ideia de remissão lembra redenção, lembra salvação. Remir o tempo é aproveitar cada oportunidade.

Temos que tomar cuidado com a procrastinação. Tem pessoas que tem por hábito procrastinar. Nem tudo é para fazer imediatamente, mas nem tudo devemos deixar para depois. O equilíbrio e a sabedoria são importantes. Alguém já disse: “o adiamento é o ladrão do tempo e o ladrão do tempo é o assassino da oportunidade”. É preciso ponderação. Aproveitemos o início de novo ano e aproveitemos esta nova oportunidade.

O passar do tempo, se bem aproveitado, pode se tornar um aliado para uma vida bem vivida, porque somaremos as lições aprendidas das nossas experiências aos desafios que se apresentarem. Gosto muito do salmo de Moisés de número 90 em que ele pede a Deus para ensiná-lo a contar os dias. Aprendamos com o tempo. Os acertos e os erros nos ensinam. Deus em Sua Palavra registrou muitos exemplos de homens, que devem ser seguidos e outros não, quanto ao que fizeram em suas épocas. Na história do próprio Moisés percebemos que ele passou por três tempos de 40 anos: no palácio de faraó, no deserto como pastor e no deserto como líder de um povo. Deus se utilizou das experiências dele e lhe outorgou poder sobrenatural para fazer a obra de Deus. Moisés aprendeu de Deus durante o tempo que viveu.

Valorizemos cada minuto que Deus nos dá. Como era falado na Rádio Relógio Federal: cada minuto que passa é um milagre que não se repete. A valorização pode se dá através da gratidão a Deus. Através da doação de si mesmo a Deus e ao próximo sempre fazendo o melhor enquanto é tempo. A valorização pode se dar através da boa utilização do tempo e gastando-o com o prioritário, necessário e útil.

Consideremos os princípios da Palavra de Deus porque qualquer estilo de vida fora dela é um estilo sem alicerce sólido e eterno. Na vida as tempestades fazem parte, se observarmos das Escrituras teremos a segurança de estar no rumo certo com uma prática adequada. Sem dúvida, o aproveitamento das oportunidades não deve ser de qualquer forma. A Bíblia é o melhor dos manuais, mais eficiente que qualquer GPS e do que o Waze. Aproveitar as novas oportunidades é aproveitá-las com a sabedoria do alto, a sabedoria que Deus dá e revelou em Sua Palavra.

Que neste novo ano com as novas oportunidades seja uma grande ocasião para que nós nos envolvamos com a nossa família, igreja e sociedade de forma agradável a Deus e sábia diante dos homens.

( O autor do artigo é o Pr, Eber Jamil, dono do blog).