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ANDAR EM JESUS.

andar com Jesus

ANDAR EM JESUS

Colossenses 2: 6 e 7

É possível que o Evangelho tenha chegado a Colossenses durante o ministério de Paulo em Éfeso (At 19:10), embora tenha cabido a Epafras o papel principal na evangelização desta igreja. Paulo não conhecia pessoalmente os cristãos de Colossos (2:1), mas Epafras relatou as condições desta igreja.

A Igreja de Colossos estava sendo atingida por heresias sincréticas, que misturava legalismo judaico, com filosofia grega como um pré-gnosticismo e misticismo oriental. Dentre seus pontos específicos pode-se citar a observância do sábado e de leis alimentares, circuncisão, a adoração a anjos e a pratica do asceticismo derivada da crença de que o corpo era intrinsicamente mau.

A epístola enfatiza a Divindade de Cristo e a união íntima, espiritual e vital entre o crente e Cristo. Veremos nestes dois versículos citados no início o significado de andar e viver em Cristo. A pessoa que recebeu Jesus precisa saber o significado. Quando cremos em Jesus o recebemos pela fé e assim devemos andar e viver nEle conforme Paulo escreve aos Colossenses.

COMO, POIS, RECEBESTES O SENHOR JESUS CRISTO

Nós recebemos ao Senhor Jesus pela fé quando ouvimos a Palavra de Cristo (Romanos 10:17). Ao crermos assentimos a mensagem que foi pregada (Rm 10:9) e a temos como verdadeira. A fé é a condição básica e indispensável para se andar em Jesus. Zaqueu é exemplo de alguém que recebeu Jesus pela fé (Lc 19:1-10). Jesus mostrou interesse de estar com ele em sua casa e Zaqueu recebeu a Jesus, creu nEle e tornou-se uma pessoa generosa e honesta. Zaqueu era uma pessoa desprezada pelas autoridades religiosas, mas Jesus revelou-se a ele e Zaqueu recebeu-o pela fé com o coração aberto, assim houve salvação em sua vida e em sua casa.

ASSIM, TAMBÉM ANDAI NELE

A vida cristã não consiste em apenas receber Jesus pela fé, mas segui-lo, pois, Ele é o caminho que leva a Deus (Jo 14:6). Precisamos viver a vida que Ele nos deu pela fé seguindo os passos de Jesus cultivando a comunhão com Deus através da leitura, meditação bíblica, orando e jejuando. O apóstolo João que registrou as palavras de Jesus afirmando ser Ele o caminho era do círculo íntimo de Cristo e chegou a reclinar a cabeça no peito dEle. João escreveu em sua epístola que aquele que diz estar em Cristo deve andar como Ele andou (1 Jo 2:6). Andar nEle é um imperativo para aqueles que creem e o passo que se segue ao recebimento dEle pela fé. Quem anda nEle tem Ele como direção.

ENRAIZADOS

Andar em Jesus não é andar ao léu. Segundo esta palavra de Paulo o crente tem raízes. Sua vida é aprofundada em Cristo.  Ele é nutrido pela seiva da videira verdadeira que é Jesus (Jo 15:1).  O justo “é como uma árvore plantada junto ao ribeiro de águas, a qual dá seu fruto no seu tempo e tudo quanto fizer prosperará” (Sl 1:3). Ele não se deixa envolver pelas inúmeras influências que recebe e afastam da sua caminhada porque a sua vida é enraizada em Cristo.

E EDIFICADOS NELE

Nesta parte do versículo, a ideia não é mais da árvore enraizada em Cristo, mas sim de um edifício, uma construção. Andar em Jesus é construí a vida sobre Ele. Não se pode ter outro fundamento além de Jesus. Todo o crescimento é uma edificação nEle. A edificação da vida cristã tem como fundamento a Palavra de Deus que inclui os escritos proféticos e apostólicos, mas Jesus é a pedra principal. O servo de Deus é como a casa edificada na rocha. Vem a chuva, os rios, os ventos, e combatem contra ela, mas ela permanece de pé porque está bem fundamentada (Mt 7:24 e 25)

E CONFIRMADOS NA FÉ, ASSIM COMO FOSTES ENSINADO

Andar em Jesus é demonstrar que a fé inicial nEle foi verdadeira. Portanto, a pessoa permanecerá naquilo que aprendeu. A prática e o crescimento na fé terão como base aquilo que o conhecimento que recebeu de Jesus no início da caminhada e que se confirmou na trajetória. Jesus ao falar a Igreja de Filadélfia recomendou que ela guardasse o que tem para que ninguém tomasse sua coroa (Ap3:11). É importante na vida cristã que se conserve o que recebeu verdadeiramente do Senhor porque assim a pessoa receberá a recompensa do Senhor pela fidelidade.

NELA ABUNDANDO COM AÇÃO DE GRAÇAS

Andar em Jesus é andar em fé aliada com a gratidão. È ser grato por esta união com Cristo, que resulta a Vida dEle em nós e em nosso crescimento espiritual nEle. Há sempre motivos para agradecer porque estamos em Cristo Jesus. Esta é a vontade de Deus em Cristo Jesus que sejamos gratos (1 Ts 5:18). A vida com Deus é vida com o coração pacificado e nutrido pela vida de Cristo.

Chegamos a conclusão que quem anda em Jesus anda pela fé como no início. Tendo Jesus como sua direção. Alimentando-se dEle. Sustentado por Ele. Aprovado por Ele. Conforme aprendeu no início sempre com muita gratidão.

(O autor do artigo é o Pr. Eber Jamil, dono do blog).

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O PROPÓSITO DA COMUNHÃO.

união

Um dos propósitos de Deus para a Sua Igreja é a comunhão. A Igreja é tratada na Bíblia como Edifício, onde cada crente é uma pedra viva (1 Pe 2:5). É tratada como família de Deus onde todos vivem ligados a Deus (Ef 2:19). Os irmãos de fé são considerados concidadãos, pois todos possuem a cidadania celestial (Ef 2:19 e Fp 3:20). Tais designações apontam para o propósito da harmonia e comunhão que Deus proporcionou aos santos.

A comunhão com Deus que o homem tinha foi quebrada por causa do pecado. Mas, Deus providenciou que em Cristo o homem se reconciliasse com Ele. Portanto, aquele que crê em Cristo volta a ter comunhão com Deus. O Batismo como ordenança testemunha que o homem que estava morto em seus delitos e pecados ressuscitou e passou a ter uma nova vida com Deus. Passando a viver para Ele. Porém o batismo não é somente uma representação e símbolo da salvação obtida pela fé em Cristo, mas também de comunhão com os irmãos da fé. Não significando somente uma nova vida em Cristo, mas também é a visualização da integração da pessoa no corpo de Cristo, que é a Igreja. Quando nos convertemos O Espírito Santo nos batizou, nos imergiu no Corpo de Cristo. Veja o que Paulo escreveu: Pois todos nós fomos batizados em um Espírito, formando um corpo, quer judeus, quer gregos, quer servos, quer livres e todos temos bebido de um Espírito (1 Co 12:13). O Batismo nas águas não significa somente a morte para o pecado, sepultamento e ressurreição para uma nova vida, mas também a imersão no corpo de Cristo que aconteceu no momento da conversão.

Tendo afirmado isto, percebemos a importância de que a igreja evangelize, mas também que trabalhe com as vidas no sentido de integrá-las na Igreja local, que é a parte visível do corpo de Cristo. A pregação do Evangelho é um chamamento a comunhão com Deus através de Cristo, mas ao aceita-Lo a pessoa passa a fazer parte do corpo de Cristo.  Devemos levar as pessoas evangelizadas a ter um maior compromisso com Cristo e com O Seu corpo. Cristo nos mandou pregar, fazer discípulos e batizar.   A Evangelização visa ganhar a vida inteira de uma pessoa e não parte dela. A pessoa que se converte a Cristo precisa ter relacionamentos sadios. Sei que problemas acontecem nas Igrejas, mas o espírito de pacificação e de perdão devem prevalecer. Na comunhão dos irmãos Deus promove o crescimento através do discipulado, da edificação, admoestações e exortações. O autor de Hebreus enfatiza: “Não deixando a nossa mútua congregação, como é costume de alguns, antes admoestando-nos uns aos outros, e tantos mais, quando vedes que vai se aproximando aquele dia”.

Podemos ainda destacar a estreita ligação da evangelização com a comunhão no sentido que havendo comunhão entre os irmãos há um ambiente propício a conversão e integração na Igreja local. Jesus falou que as pessoas seriam identificadas como discípulos dEle se amassem uns aos outros (Jo 13:35). A Igreja de Jerusalém em Atos tinha como uma das grades marcas a comunhão. Eram coesos na doutrina, partiam o pão juntos, temiam ao Senhor, estavam juntos, perseveravam, louvando a Deus e caindo na graça de todo o povo (At 2:42-47).

Na Palavra de Deus temos chamamentos, exortações e constatações de Deus ao Seu povo para que viva em comunhão como em  1 Coríntios 1:10 que está escrito: Rogo-vos, porém, irmãos, pelo nome de nosso Senhor Jesus Cristo, que digais todos uma mesma coisa, e que não haja entre vós dissensões; antes sejais unidos em um mesmo pensamento e em um mesmo parecer. A comunhão é algo tão inerente a fé cristã tanto que o  apóstolo João chega a afirmar que se vivermos praticando as obras da luz de Senhor e andamos na verdade estará demonstrado que temos comunhão com Ele e com o próximo. I João1: 6 e 7 – Se dissermos que temos comunhão com ele, e andamos em trevas, mentimos e não praticamos a verdade. Mas, se andarmos na luz, como ele na luz está, temos comunhão uns com os outros, e o sangue de Jesus Cristo, seu Filho nos purifica de todo o pecado.

A comunhão é um propósito Divino muito caro a Deus. Devemos valorizar e vivermos em união. O salmo de número 133 ressalta que: Oh! Quão bom e quão suave é que os irmãos vivam em união! Paulo aos Efésios no capítulo 4 versículo 3 exorta: Procurando guardar a unidade do Espírito pelo vínculo da paz. Portanto, irmãos vivamos a obra que Deus realizou de reconciliação com Ele expressando o vínculo de comunhão que temos uns com os outros.

Antes de Jesus havia separação entre judeus e gentios, entre o povo da aliança e povo que não era povo de Deus, “mas agora em Cristo Jesus, vós, que antes estáveis longe, já pelo sangue de Cristo chegastes perto. Porque ele é a nossa paz, o qual de ambos os povos fez um; e, derrubando a parede de separação que estava no meio, na sua carne desfez a inimizade, isto é, a lei dos mandamentos, que consistia em ordenanças, para criar em si mesmo dos dois um novo homem, fazendo a paz, e pela cruz reconciliar ambos com Deus em um corpo, matando com ela as inimizades. E vindo, ele evangelizou a paz, a vós que estáveis longe, e aos que estavam perto. Porque por ele ambos temos acesso ao Pai em um mesmo Espírito” (Efésios 2: 13-18). Tendo Deus derrubado a parede de separação temos que viver em comunhão e não podemos fomentar a discórdia e contenda.

As igrejas costumam realizar as Ceias seguindo a orientação de Jesus como a primeira Igreja a de Jerusalém fazia e as demais fizeram. Paulo ao escrever aos coríntios traz orientações importantes sobre esta celebração que aponta também para a comunhão com Deus e com Seu corpo porque todos partilham do pão e do vinho que são servidos a todos que integram a Igreja do Senhor. Paulo por orientação de Jesus orientou que para participarmos da mesa do Senhor precisamos discernir o seu significado, o corpo de Cristo e seu sangue foi dado por nós, e não participarmos indignamente. Jesus recomenda a reconciliação com seu irmão antes de apresentar uma oferta a Deus. Tais recomendações mostram o quão é importante para Deus a comunhão entre a família da fé porque as duas ordenanças de Jesus – o batismo e a ceia – mostram o sacrifício de Jesus para que fôssemos salvos e tivéssemos comunhão com Deus e com Sua família.

Diante do exposto é necessário celebrarmos a unidade que foi feita por Jesus na cruz. É necessário cultivar uma vida de devoção a Deus. É necessário renunciarmos aos desejos egoístas e pagarmos o preço para que a comunhão com nossos irmãos de fé permaneça. É na comunhão que O Senhor “ordena a benção e a vida para sempre” (Sl 133:3).

(O autor do artigo é o Pr. Eber Jamil, dono do blog).

O PROPÓSITO DO SERVIÇO.

servir

Um dos propósitos da Igreja é o serviço que pode também ser chamado de ministério. No mundo a palavra serviço tem sentido desagradável, mas Cristo alertou “não será assim entre vós” (Mc 10:43). A Igreja foi chamada para servir como Jesus veio para servir (Mc 10:45). O mundo precisa ver nossas obras porque a fé em Cristo é visibilizada pelas obras. No sermão do Monte Jesus disse acerca dos seus seguidores: “Assim resplandeça a vossa luz diante dos homens, para que vejam as vossas boas obras e glorifiquem a vosso Pai, que está nos céus” (Mt 5:16).

O crente foi salvo e criado para servir. Um exemplo prático desta verdade se dá com a sogra de Pedro que teve uma febre alta, mas foi curada por Jesus e passou a servir a todos (Mc 1:30 e 31). Paulo aos Efésios diz que: “(…) somos feitura sua, criados em Cristo Jesus para as boas obras, as quais Deus preparou para que andássemos nelas” (Ef 2:10). A nova criatura que somos em Cristo Jesus recebe pela fé a habilidade de realizar obras que abençoarão vidas. Aos Romanos Paulo diz que: “Mas graças a Deus que, tendo sido servos do pecado, obedecestes de coração à forma de doutrina a que fostes entregues. E, libertos do pecado, fostes feitos servos da justiça” (Rm 6:17 e 18). Quando Moisés pediu a Faraó para libertar o povo de Israel foi para que o povo servisse a Deus. A libertação que recebemos em Jesus é para que O sirvamos. Veja: Ex 7:16 – “(…) O Senhor Deus dos hebreus me tem enviado a ti, dizendo: Deixa ir o meu povo, para que me sirva no deserto; porém eis que até agora não me tens ouvido” disse Moisés a Faraó.

Servir para o servo de Deus é uma ordem de Deus. Através das nossas obras as pessoas veem o testemunho do Poder do Evangelho em ação. Dentre as leis que Deus deu através de Moisés destaca-se o serviço: “E servireis ao Senhor vosso Deus” (Ex 23:25). Jesus ensinou os seus discípulos um estilo de liderança servidora cujo exemplo ele demonstrou de muitas formas inclusive lavando os pés dos seus discípulos (Jo 13: 4 e 5) e recomendando que eles seguissem Seu exemplo de serviço (Jo 13:14). Num mundo onde as pessoas gostam e buscam a primazia sobre os outros Jesus ensinou que no Reino dEle era diferente. Sendo Jesus, Senhor dos Senhores, digno de ser adorado e de ser servido, mostrou que seja qual for a posição que ocupemos sirvamos uns aos outros como que prestando um serviço a Deus (Cl 3:23). Afinal, a grandeza do Reino de Deus é servir (Lc 22:26).

Servir a Deus podemos fazê-lo com habilidades naturais e espirituais. Deus ao ordenar a construção do tabernáculo escolheu operários especializados como Bezalel e o encheu do Espírito Santo com inteligência, competência e habilidade para fazer projetos, e trabalhar em ouro, em prata, em cobre,  lapidar pedras e engastar madeiras. Pensamos muitas vezes que o serviço a Deus só envolve habilidades espirituais, elas estão incluídas, mas Bezalel é um exemplo de homem cheio do Espírito que realizou trabalhos artísticos (Ex 34:1-4). Os dons espirituais que Deus confere a Igreja (1 Co 12:11) são habilidades espirituais que devemos abundar para a edificação da Igreja (1 Co 14:12). Os dons não são para nos enfatuar, mas para servir. Os ministérios, serviços que prestamos é para o aperfeiçoamento dos santos para que todos cheguem ao conhecimento do Filho de Deus, sendo maduros e cheguem a estatura completa de Cristo (Ef 4: 11 – 13).

Algo importante é que sirvamos a Deus com alegria como recomenda o Salmo 100: “servi ao Senhor com alegria”. Algumas razões o salmista nos dá para assim fazermos assim: 1) Ele é Senhor de toda terra; 2) Nosso criador; 3) Nosso Pastor; 4) Bom e misericordioso; 5) Sua verdade é experimentada de geração a geração. O serviço do Senhor pode nos causar até tristeza, mas devemos nos ater em quem Deus é. Confiando que se chorarmos na semeadura voltaremos trazendo os molhos com alegria (Sl 126:6). A dimensão do privilégio de ser de Deus e fazer a Sua obra não pode ser esquecido por nós mesmo nos momentos difíceis. Sendo assim, realizaremos a obra do Senhor com alegria.

Neste propósito do serviço não podemos fazê-lo com o coração dividido. Amando a Deus sobre todas coisas o serviço que prestaremos não será meia-boca, pela metade. Falando aos Rubenitas, e os Gaditas e a meia tribo de Manassés, Josué repetiu as palavras de Moisés: “ameis ao Senhor vosso Deus, e andeis em todos os seus caminhos, e guardeis os seus mandamentos, e vos achegueis a Ele, e o sirvais com todo o vosso coração, e como toda a vossa alma” (Js 22:5). O povo de Israel ficou oscilando durante muito tempo a sua adoração e serviço a Deus. Josué já havia os desafiados: “escolhei hoje a quem sirvais, se aos deuses a quem serviram vossos pais, que estavam além do rio, ou aos deuses dos amorreus em cuja terra habitais” (Js 24:15). Mas, Josué falou de si e de sua família: “eu e a minha casa serviremos ao Senhor”. O povo lhe respondeu: “nunca nos aconteça que deixemos ao Senhor para servirmos aos outros deuses” (Js 24:16). Sabemos que os israelitas em sua história durante muito tempo não permaneceram no propósito de coração inteiro. Como Igreja do Senhor precisamos sempre nos guardar para que não incorramos no mesmo erro servindo a Deus de coração dividido. Sirvamos ao Senhor de todo o coração.

(O autor do artigo é o Pr. Eber Jamil, dono do blog).

AH, SE NÃO FOSSE O SENHOR!

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Se hoje tivéssemos a oportunidade de contemplar a vida de Davi esse herói bíblico, músico, estadista, profeta, poeta e guerreiro acharíamos que era um herói sem temores. Os feitos de Davi estão em nossas mentes. Grande guerreiro. A vitória sobre Golias é sempre recordada.  Em sua época as mulheres cantavam e dançavam a seguinte música: Saul feriu os milhares, porém Davi dez milhares. Mas como Eugene Peterson escreveu que se quiséssemos conhecer a história de Davi deveríamos ler primeiro e segundo livro de Samuel, mas se quiséssemos conhecer o coração de Davi deveríamos ler os salmos. Nos salmos vemos as angústias e alegrias de Davi.

No Salmo 124 especificamente vemos Davi mostrar seus temores e reconhecer que: “Ah, se não fosse o Senhor” teria sido destruído. Diante das vitórias da vida não devemos nos ufanar, e envaidecer, mas sempre reconhecer que se não fosse o Senhor não teríamos alcançado como fez Davi. Humildade sempre.

A maneira como Davi descreve seus inimigos mostram seus temores o que nos escaparia se não fosse ele mesmo abrir o seu interior através da composição de salmos como este. Ele evoca o testemunho do povo de Israel porque toda história do povo de Israel é marcada por estes confrontos e como parte importante do povo Davi também enfrentou estes adversários. Os temores e os medos se manifestam dentro de Davi e na coletividade do Povo de Deus de formas diferentes dependendo da própria subjetividade individual de Davi e coletiva do povo em suas percepções.

No versículo 3 ele retrata seus adversários e do povo de Deus como um mostro voraz, que seria capaz de engoli-los vivos. Nos versículos 4 e 5 seus inimigos e do povo são descritos como um dilúvio que quase cobriram todo o povo de Israel afogando-os. No versículo 6 o adversário é como uma fera correndo atrás da presa com seus dentes afiados. No versículo 7 o adversário é como um caçador que lança armadilhas como uma cova e aqui especificamente como um laço do passarinheiro que chegou a pegar o povo como se pega um pássaro, mas o laço quebrou-se.

Davi descreve seus receios e do povo de Deus, mas o medo não o dominou. Ele confiava no Senhor. Ele teve uma visão de Deus durante os confrontos e perseguições. Houve temores, mas ele não foi enlaçado pelo medo. O sábio disse: O receio do homem armará laços, mas o que confia no Senhor será posto em alto retiro (Provérbios 29:25).  Quem está em alto retiro tem visão privilegiada e segurança.

Mesmo sendo um hábil guerreiro ele não atribui suas vitórias e do povo de Deus as suas habilidades e perícia. A humildade de Davi, sua visão correta de Deus, da sua história e do povo Deus são vistas neste salmo. Ele reconhece os benefícios dados por Deus e escreve: Ah, se não fora o Senhor! Não foi sem dúvida um recurso linguístico ou melódico foi de fato a percepção do agir de Deus nas adversidades. O sábio escreveu: Reconhece O Senhor em todos os teus caminhos, e Ele endireitará as tuas veredas. Davi também reconhece que o tempo todo Deus esteve ao lado deles. As vitórias e os livramentos foram alcançados porque Deus esta ao lado e decidiu livrar o povo de ser engolido (v.3), do dilúvio (v.5), dos dentes da fera (v.6) e quebrou o laço que os havia prendido (v.6). Davi termina afirmando que o socorro está no Nome do Senhor, que tem haver com quem Deus é, e sua supremacia sobre qualquer força do universo e da terra. O nome do Senhor é tão poderoso que é utilizado por pessoas que não o conhecem e o poder se manifesta, mas Davi fala constantemente como uma pessoa, como um povo que conhece a Deus. se relaciona com Ele e já discerniu seu agir na história. Ele diz que O Senhor é o nosso socorro, sempre esteve ao nosso lado, interviu, nos livrou e que Ele seja bendito. Portanto, Davi compôs o salmo mostrando um relacionamento próximo e de submissão a Deus.

Possamos olhar para nossa vida com gratidão e dizer: Ah, se não fosse o Senhor! Com certeza não chegaríamos até aqui e a certeza da nossa eterna morada no céu não seria uma forte convicção para nós.

(O autor do artigo é o Pr. Eber Jamil, dono do blog).

VERSÍCULOS PARA ANIVERSÁRIO.

ANIVERSÁRIO

Os versículos escolhidos para aniversário podem ser usados fora dos seus contextos, ou seja, você poderá usá-los para dar parabéns a alguém sem dificuldades. Como se trata da Palavra de Deus as aplicações dos versículos são variadas desde que orientadas pelo Espírito Santo de Deus.

1 – “O SENHOR te abençoe e te guarde; o SENHOR faça resplandecer o rosto sobre ti e tenha misericórdia de ti; o SENHOR sobre ti levante o rosto e te dê a paz.” (Números 6:24-26)

2 – “Os teus olhos me viram a substância ainda informe, e no teu livro foram escritos todos os meus dias, cada um deles escrito e determinado, quando nem um deles havia ainda.” (Salmos 139:16)

3 – “Agrada-te do SENHOR, e Ele satisfará os desejos do teu coração.” (Salmos 37:4)

4 – “Filho meu, não te esqueças dos meus ensinos, e o teu coração guarde os meus mandamentos; porque eles aumentarão os teus dias e te acrescentarão anos de vida e paz.” (Provérbios 3:1-2)

5 – “Uma coisa peço ao SENHOR, e a buscarei: que eu possa morar na Casa do SENHOR todos os dias da minha vida, para contemplar a beleza do SENHOR e meditar no seu templo.” (Salmos 27:4)

6 – “Este é o dia que o SENHOR fez; regozijemo-nos e alegremo-nos nele.” (Salmos 118:24)

7 – “A bênção do Senhor é que enriquece; e não traz consigo dores”. (Provérbios 10:22)

8 – “Entrega o teu caminho ao SENHOR, confia nele, e o mais ele fará.” (Salmos 37:5)

9 – “Pois tu formaste o meu interior tu me teceste no seio de minha mãe. Graças te dou, visto que por modo assombrosamente maravilhoso me formaste; as tuas obras são admiráveis, e a minha alma o sabe muito bem; os meus ossos não te foram encobertos, quando no oculto fui formado e entretecido como nas profundezas da terra. Os teus olhos me viram a substância ainda informe, e no teu livro foram escritos todos os meus dias, cada um deles escrito e determinado, quando nem um deles havia ainda. Que preciosos para mim, ó Deus, são os teus pensamentos! E como é grande a soma deles!” (Salmos 139:13-17)

10 – “Amado, acima de tudo, faço votos por tua prosperidade e saúde, assim como é próspera a tua alma.” (3 João 1:2)

11 –  “Ensina-nos a contar os nossos dias, de tal maneira que alcancemos corações sábios”. (Salmos 90:12)

12 – “Porque a mim se apegou com amor, eu o livrarei; pô-lo-ei a salvo, porque conhece o meu nome. Saciá-lo-ei com longevidade e lhe mostrarei a minha salvação. (Salmos 91:14;16)

A maioria dos versículos escolhidos foram extraídos da postagem https://www.jcnaveia.com.br/diversos/os-12-melhores-versiculos-para-aniversario/

   QUANDO CRISTO É TUDO EM TODOS.

cristo é tudo

É quase cair no comum dizer para o cristão que Cristo deve ser o centro da sua vida. Dizer que Cristo deve ocupar o primeiro lugar. Mas, pensemos o que aconteceria com uma Igreja local se Cristo fosse tudo para todos? Se na maioria de  uma Igreja local  fosse Cristo tudo para todos?  Se o tesouro de todos fosse Cristo? Como é importante que Cristo seja O centro da Igreja local. Quantas igrejas não estão focadas na personalidade humana de seu líder? Na epístola de Paulo aos Colossenses capítulo 3 a partir do versículo 10 até o 17 descobrimos as características de uma Igreja local se Cristo fosse tudo.

  1. Viveríamos de forma abundante e renovadora a vida que Cristo nos deu. A vida seguiria de forma mais plena o propósito de Deus de fazer seus servos semelhantes a Cristo. A promessa na Palavra é que as coisas contribuíam para o bem daqueles que amam Deus e que o propósito seja cumprido cabalmente. As coisas da velha vida serão substituídas cada vez mais por novos valores e virtudes da nova vida em Cristo  Jesus se Ele for tudo em todos (v.10, 12)
  2. Não haveria segregação na Igreja porque todos estão focados e caminhando para o alvo que é Cristo. Não haveriam divisões por questões étnicas, culturais e sociais. Prevaleceria a nova vida que Deus outorgou a todos em Cristo Jesus. No corpo de Cristo não há grego, nem judeu, circuncisão, nem incircuncisão, bárbaro (povo fora da cultura greco-romana), cita (povo rude), servo ou livre, mas há a família de Deus.
  3. Novas qualidades ficariam em evidência (v.12). Qualidades que brotariam de dentro pela obra e união com Cristo que temos. Qualidades como a misericórdia, benignidade, humildade, mansidão e longanimidade permeariam os relacionamentos. O fato de sermos filhos de Deus e vivenciarmos as virtudes do Espírito se destacariam em nossas vidas.
  4. Suporte e perdão existiriam nos relacionamentos (v.13). As novas qualidades permeariam os relacionamentos que teriam a fraternidade necessária para a convivência entre os irmãos de fé. Apoio aos que precisam de ajuda. O perdão seria dado por consciência do perdão que recebeu de Deus. Uma nova oportunidade seria dada aos que se arrependessem. A questão é que não haveria perfeição na Igreja, mas a Graça de Deus que se manifestou para com eles se manifestaria também entre eles.
  5. O amor seria o princípio norteador das virtudes (v.14). A nova vida que recebemos em Cristo foi acompanhada do Espírito Santo que derramou no coração dos filhos de Deus o amor de Deus. O amor é que une as virtudes existentes na vida do cristão, pois é a virtude primária do fruto do Espírito na Igreja. Sendo Cristo tudo em todos o amor que une as virtudes seria o norteador das ações e virtudes existentes, não a carne ou o intelecto, mas o amor de Deus derramado nos corações.
  6. A paz, a gratidão e a Palavra de Deus dominariam o nosso coração (vs. 15 e 16). Consequentemente haveria o apoio mútuo, o encorajamento uns dos outros e o ensino. O isolamento não predominaria, mas uma interdependência e fraternidade no corpo da Igreja local seriam marcas predominantes.
  7. Haveria verdadeira adoração (v.16) A ambiência dos cultos seria de hinos inspirados pelo Espírito onde a Graça de Deus se manifestaria nas variadas formas de se prestar culto. Os relacionamentos seriam nutridos pela adoração a Deus que incluiria o serviço ao Senhor ministrados uns aos outros como expressão de adoração e amor ao próximo através da edificação.
  8. Haveria a busca constante pela Glória de Cristo (v.17). Quer por palavras ou por obras a Igreja caminharia buscando a Glória de Deus se Cristo for tudo em todos. Não haveria distinção entre o “secular” e o “sagrado” tudo que se fizesse teria o intento da gratidão, serviço a Deus e ao próximo.

Estas verdades nos alertam sobre a necessidade de vivenciarmos a comunhão com os santos pois temos comunhão com Deus. O avivamento e a renovação de uma pessoa influenciará ao outro ter experiência semelhante. Quando Cristo é tudo para ele esse será um instrumento para que outros tenham Jesus da mesma forma. Um verdadeiro avivamento fará que Cristo seja tudo para todos e que outros sejam acrescidos e convertidos nos corações a Cristo. Vamos aprofundar-nos na vida que Jesus nos deu. Como alguém já disse: “a nossa parte é aprofundar o nosso ministério e a extensão que ele alcançará pertence a Deus”, que nos mandou ir até aos confins da terra.

A parábola da grande pérola mostra a sublimidade que Cristo deve ter sobre todos. Conta a história de um negociante de pérolas, que representa um homem interessado nas coisas espirituais e que investiga as possibilidades, mas quando encontrou a pérola de grande valor, que representa o Reino de Deus, vende tudo o que tinha adquirido para obter a grande pérola. Jesus é Sublime, Incomparável, que Ele seja tudo em todos na tua Igreja local.

(O autor do artigo é o Pr. Eber Jamil, dono do blog).

PRESOS, PORÉM, LIVRES!

paulo e silas

Quando pensamos em prisões pensamos normalmente nas prisões tradicionais onde os criminosos estão detidos por causa dos seus crimes que foram julgados pela justiça, mas há outros tipos de prisões que podem deter e impedir pessoas de se movimentarem livremente e desembaraçadamente. O prisioneiro, escrevamos assim, é o indivíduo que está privado da sua liberdade de forma variadas.

A história acontecida com Paulo e Silas em Filipos mostram tipos de prisões diferentes e não somente aquela em que eles foram lançados injustamente. Há muitos tipos de prisões como as espirituais, a ganância, medo e há aqueles que estando presos são verdadeiramente livres.

A prisão espiritual é retratada nessa história em Filipos. Durante o seu trabalho de evangelização Paulo foi importunado por uma menina que era escrava e possessa por um espírito de adivinhação. Era uma pessoa explorada pelos seus senhores e possuída por espíritos demoníacos. Portanto, vivia numa prisão espiritual. A adivinhação dela não era um truque, ou uma superstição, mas eram espíritos do mal que faziam ela adivinhar. Especificamente o espírito que possuía era conhecido na religião grega como píton, que era uma cobra imensa, por isto ela era chamada de pitonisa. Como esta menina há muitas pessoas em prisões espirituais que pode até parecer trazer alguma vantagem, mas o inimigo dá para prender e impedir a pessoa de conhecer a Deus. O inimigo dá para depois aniquilar totalmente a pessoa. Na Bíblia vemos muitos exemplos destes tipos de prisão espiritual por possessão demoníaca. Essa menina foi liberta pelo poder de Deus e perdeu a capacidade demoníaca de adivinhar.

Nessa história vemos outro tipo de prisão que é a ganância, a ânsia exagerada pelo ganho. A menina pitonisa era escrava de determinados senhores que lucravam com sua adivinhação. Quando ela foi livre do espírito de adivinhação parou de dar lucro para seus senhores que se sentiram atingidos profundamente pela perda. Eles eram prisioneiros da ganância tanto que não se alegraram com a libertação espiritual da moça, pelo contrário sentiram se prejudicados com tal libertação. Para eles a moça era uma mercadoria. O objetivo deles era lucrar. Quando viram perder o lucro prenderam Paulo e Silas, e os levaram à praça, à presença dos magistrados que juntamente com a multidão acoitou-lhes depois de rasgar suas vestes. Não houve um cuidado na hora de apurar com justiça o que Paulo e Silas fizeram. A ânsia de puni-los pela perda do lucro foi tão grande que negligenciaram a cidadania romana deles e os açoitaram sem um julgamento. Paulo em outra ocasião ao escrever a Timóteo afirmou que o amor ao dinheiro é a raiz de todos os males. Esses senhores envolvidos pela ganância cometeram injustiças e arbitrariedades.

Ainda vendo alguns tipos de prisões vemos aqui que havia outros prisioneiros na prisão em que Paulo e Silvas foram lançados, que estavam ali trancafiados pela justiça dos homens por causa dos crimes cometidos. Esses eram pessoas que normalmente classificamos como prisioneiros. Hoje em nosso País temos uma população carcerária maior do que as nossas prisões comportam e os prisioneiros estão em condição sub-humana sujeitos há vários tipos de males. O indivíduo que paga pelo seu crime encara os efeitos dos seus atos cometidos e muitos desses não se reabilitam voltando depois para a sociedade piores do que entraram com algumas exceções, é claro. Podemos dizer que estes tipos de prisioneiros são aqueles tipicamente que vemos como tais. Homens e mulheres continuam sendo presos por cometerem crimes que agridem a sociedade e a Deus.

Neste acontecimento há também o prisioneiro pelo medo, que foi o carcereiro, que era responsável por manter os prisioneiros trancafiados e acorrentados. Apesar de parecer que ele tinha liberdade ele estava agrilhoado pelo medo. Como carcereiro ele era responsável pela manutenção dos prisioneiros em seus cárceres podendo pagar com a vida se algum deles fugissem. Percebemos pela história que ele vivia em tensão sabendo dos riscos que ele corria e temia sobremaneira a fuga de algum prisioneiro. Ele temia a punição de seus superiores que seria possivelmente a morte. Quando ele notou que depois do terremoto acontecido na prisão porque Paulo e Silas cantavam e os prisioneiros tiveram seus grilhões quebrados, cadeias abertas e eles poderiam fugir, ele tentou o suicídio. Mas, foi interpelado por Paulo e Silas que impediram a ele cometer o mal contra si mesmo. Paulo gritou: não te faças nenhum mal, que todos aqui estamos. O carcereiro cônscio de que estava acontecendo pediu ajuda a Paulo e Silas dizendo: Senhor, que é necessário que eu faça para me salvar? Paulo respondeu: Crê no Senhor Jesus Cristo e serás salvo, tu e tua casa. O carcereiro creu e foi liberto da prisão do medo pois levou Paulo e Silas para sua casa, lavou as feridas deles, foi batizado, pôs a mesa para eles e alegrou-se com todos da sua casa que creram em Jesus e foram batizados.

Enquanto, Paulo e Silas em parte do acontecimento estiveram presos de fato e em verdade nunca deixaram de ser livres. Mesmo açoitados e com os pés no tronco que era um instrumento de tortura, construído de tal modo que forçava as pernas ficarem bem separadas uma da outra e causando assim grandes sofrimentos estavam espiritualmente livres. Em Cristo, podemos passar situações imobilizantes, porém, seremos verdadeiramente livres. Podemos ser limitados na saúde, nas finanças, socialmente, nos relacionamentos, mas em Cristo seremos livres.  Como Paulo dizia, preso pela justiça, por pregar o evangelho, se dizia livre e prisioneiro de Cristo. Quem está ligado a Jesus está verdadeiramente livre. É servo de Cristo, mas é uma servidão voluntária onde há verdadeira liberdade. Paulo e Silas presos injustamente cantaram a meia noite. Mesmo nesta condição e feridos impediram o carcereiro de cometer o suicídio. Aceitaram ir em sua casa, e tiverem suas feridas lavadas por ele sem ressentimentos, pregaram o evangelho para todos da casa e ainda batizaram o carcereiro e os familiares porque apesar de tudo sempre foram livres em Cristo Jesus mesmo que passando por uma situação limitante certa vez falou: Se, pois, o Filho vos libertar, verdadeiramente sereis livres (João 8:36). Paulo e Silas foram presos, porém, eram verdadeiramente livres.

Talvez você que está em Cristo possa estar passando por uma situação limitante, mas é verdadeiramente livre.

(O autor do artigo é o Pr. Eber Jamil, dono do blog).