Arquivo da categoria: Humanidade

O PROPÓSITO DA COMUNHÃO.

união

Um dos propósitos de Deus para a Sua Igreja é a comunhão. A Igreja é tratada na Bíblia como Edifício, onde cada crente é uma pedra viva (1 Pe 2:5). É tratada como família de Deus onde todos vivem ligados a Deus (Ef 2:19). Os irmãos de fé são considerados concidadãos, pois todos possuem a cidadania celestial (Ef 2:19 e Fp 3:20). Tais designações apontam para o propósito da harmonia e comunhão que Deus proporcionou aos santos.

A comunhão com Deus que o homem tinha foi quebrada por causa do pecado. Mas, Deus providenciou que em Cristo o homem se reconciliasse com Ele. Portanto, aquele que crê em Cristo volta a ter comunhão com Deus. O Batismo como ordenança testemunha que o homem que estava morto em seus delitos e pecados ressuscitou e passou a ter uma nova vida com Deus. Passando a viver para Ele. Porém o batismo não é somente uma representação e símbolo da salvação obtida pela fé em Cristo, mas também de comunhão com os irmãos da fé. Não significando somente uma nova vida em Cristo, mas também é a visualização da integração da pessoa no corpo de Cristo, que é a Igreja. Quando nos convertemos O Espírito Santo nos batizou, nos imergiu no Corpo de Cristo. Veja o que Paulo escreveu: Pois todos nós fomos batizados em um Espírito, formando um corpo, quer judeus, quer gregos, quer servos, quer livres e todos temos bebido de um Espírito (1 Co 12:13). O Batismo nas águas não significa somente a morte para o pecado, sepultamento e ressurreição para uma nova vida, mas também a imersão no corpo de Cristo que aconteceu no momento da conversão.

Tendo afirmado isto, percebemos a importância de que a igreja evangelize, mas também que trabalhe com as vidas no sentido de integrá-las na Igreja local, que é a parte visível do corpo de Cristo. A pregação do Evangelho é um chamamento a comunhão com Deus através de Cristo, mas ao aceita-Lo a pessoa passa a fazer parte do corpo de Cristo.  Devemos levar as pessoas evangelizadas a ter um maior compromisso com Cristo e com O Seu corpo. Cristo nos mandou pregar, fazer discípulos e batizar.   A Evangelização visa ganhar a vida inteira de uma pessoa e não parte dela. A pessoa que se converte a Cristo precisa ter relacionamentos sadios. Sei que problemas acontecem nas Igrejas, mas o espírito de pacificação e de perdão devem prevalecer. Na comunhão dos irmãos Deus promove o crescimento através do discipulado, da edificação, admoestações e exortações. O autor de Hebreus enfatiza: “Não deixando a nossa mútua congregação, como é costume de alguns, antes admoestando-nos uns aos outros, e tantos mais, quando vedes que vai se aproximando aquele dia”.

Podemos ainda destacar a estreita ligação da evangelização com a comunhão no sentido que havendo comunhão entre os irmãos há um ambiente propício a conversão e integração na Igreja local. Jesus falou que as pessoas seriam identificadas como discípulos dEle se amassem uns aos outros (Jo 13:35). A Igreja de Jerusalém em Atos tinha como uma das grades marcas a comunhão. Eram coesos na doutrina, partiam o pão juntos, temiam ao Senhor, estavam juntos, perseveravam, louvando a Deus e caindo na graça de todo o povo (At 2:42-47).

Na Palavra de Deus temos chamamentos, exortações e constatações de Deus ao Seu povo para que viva em comunhão como em  1 Coríntios 1:10 que está escrito: Rogo-vos, porém, irmãos, pelo nome de nosso Senhor Jesus Cristo, que digais todos uma mesma coisa, e que não haja entre vós dissensões; antes sejais unidos em um mesmo pensamento e em um mesmo parecer. A comunhão é algo tão inerente a fé cristã tanto que o  apóstolo João chega a afirmar que se vivermos praticando as obras da luz de Senhor e andamos na verdade estará demonstrado que temos comunhão com Ele e com o próximo. I João1: 6 e 7 – Se dissermos que temos comunhão com ele, e andamos em trevas, mentimos e não praticamos a verdade. Mas, se andarmos na luz, como ele na luz está, temos comunhão uns com os outros, e o sangue de Jesus Cristo, seu Filho nos purifica de todo o pecado.

A comunhão é um propósito Divino muito caro a Deus. Devemos valorizar e vivermos em união. O salmo de número 133 ressalta que: Oh! Quão bom e quão suave é que os irmãos vivam em união! Paulo aos Efésios no capítulo 4 versículo 3 exorta: Procurando guardar a unidade do Espírito pelo vínculo da paz. Portanto, irmãos vivamos a obra que Deus realizou de reconciliação com Ele expressando o vínculo de comunhão que temos uns com os outros.

Antes de Jesus havia separação entre judeus e gentios, entre o povo da aliança e povo que não era povo de Deus, “mas agora em Cristo Jesus, vós, que antes estáveis longe, já pelo sangue de Cristo chegastes perto. Porque ele é a nossa paz, o qual de ambos os povos fez um; e, derrubando a parede de separação que estava no meio, na sua carne desfez a inimizade, isto é, a lei dos mandamentos, que consistia em ordenanças, para criar em si mesmo dos dois um novo homem, fazendo a paz, e pela cruz reconciliar ambos com Deus em um corpo, matando com ela as inimizades. E vindo, ele evangelizou a paz, a vós que estáveis longe, e aos que estavam perto. Porque por ele ambos temos acesso ao Pai em um mesmo Espírito” (Efésios 2: 13-18). Tendo Deus derrubado a parede de separação temos que viver em comunhão e não podemos fomentar a discórdia e contenda.

As igrejas costumam realizar as Ceias seguindo a orientação de Jesus como a primeira Igreja a de Jerusalém fazia e as demais fizeram. Paulo ao escrever aos coríntios traz orientações importantes sobre esta celebração que aponta também para a comunhão com Deus e com Seu corpo porque todos partilham do pão e do vinho que são servidos a todos que integram a Igreja do Senhor. Paulo por orientação de Jesus orientou que para participarmos da mesa do Senhor precisamos discernir o seu significado, o corpo de Cristo e seu sangue foi dado por nós, e não participarmos indignamente. Jesus recomenda a reconciliação com seu irmão antes de apresentar uma oferta a Deus. Tais recomendações mostram o quão é importante para Deus a comunhão entre a família da fé porque as duas ordenanças de Jesus – o batismo e a ceia – mostram o sacrifício de Jesus para que fôssemos salvos e tivéssemos comunhão com Deus e com Sua família.

Diante do exposto é necessário celebrarmos a unidade que foi feita por Jesus na cruz. É necessário cultivar uma vida de devoção a Deus. É necessário renunciarmos aos desejos egoístas e pagarmos o preço para que a comunhão com nossos irmãos de fé permaneça. É na comunhão que O Senhor “ordena a benção e a vida para sempre” (Sl 133:3).

(O autor do artigo é o Pr. Eber Jamil, dono do blog).

O PROPÓSITO DO SERVIÇO.

servir

Um dos propósitos da Igreja é o serviço que pode também ser chamado de ministério. No mundo a palavra serviço tem sentido desagradável, mas Cristo alertou “não será assim entre vós” (Mc 10:43). A Igreja foi chamada para servir como Jesus veio para servir (Mc 10:45). O mundo precisa ver nossas obras porque a fé em Cristo é visibilizada pelas obras. No sermão do Monte Jesus disse acerca dos seus seguidores: “Assim resplandeça a vossa luz diante dos homens, para que vejam as vossas boas obras e glorifiquem a vosso Pai, que está nos céus” (Mt 5:16).

O crente foi salvo e criado para servir. Um exemplo prático desta verdade se dá com a sogra de Pedro que teve uma febre alta, mas foi curada por Jesus e passou a servir a todos (Mc 1:30 e 31). Paulo aos Efésios diz que: “(…) somos feitura sua, criados em Cristo Jesus para as boas obras, as quais Deus preparou para que andássemos nelas” (Ef 2:10). A nova criatura que somos em Cristo Jesus recebe pela fé a habilidade de realizar obras que abençoarão vidas. Aos Romanos Paulo diz que: “Mas graças a Deus que, tendo sido servos do pecado, obedecestes de coração à forma de doutrina a que fostes entregues. E, libertos do pecado, fostes feitos servos da justiça” (Rm 6:17 e 18). Quando Moisés pediu a Faraó para libertar o povo de Israel foi para que o povo servisse a Deus. A libertação que recebemos em Jesus é para que O sirvamos. Veja: Ex 7:16 – “(…) O Senhor Deus dos hebreus me tem enviado a ti, dizendo: Deixa ir o meu povo, para que me sirva no deserto; porém eis que até agora não me tens ouvido” disse Moisés a Faraó.

Servir para o servo de Deus é uma ordem de Deus. Através das nossas obras as pessoas veem o testemunho do Poder do Evangelho em ação. Dentre as leis que Deus deu através de Moisés destaca-se o serviço: “E servireis ao Senhor vosso Deus” (Ex 23:25). Jesus ensinou os seus discípulos um estilo de liderança servidora cujo exemplo ele demonstrou de muitas formas inclusive lavando os pés dos seus discípulos (Jo 13: 4 e 5) e recomendando que eles seguissem Seu exemplo de serviço (Jo 13:14). Num mundo onde as pessoas gostam e buscam a primazia sobre os outros Jesus ensinou que no Reino dEle era diferente. Sendo Jesus, Senhor dos Senhores, digno de ser adorado e de ser servido, mostrou que seja qual for a posição que ocupemos sirvamos uns aos outros como que prestando um serviço a Deus (Cl 3:23). Afinal, a grandeza do Reino de Deus é servir (Lc 22:26).

Servir a Deus podemos fazê-lo com habilidades naturais e espirituais. Deus ao ordenar a construção do tabernáculo escolheu operários especializados como Bezalel e o encheu do Espírito Santo com inteligência, competência e habilidade para fazer projetos, e trabalhar em ouro, em prata, em cobre,  lapidar pedras e engastar madeiras. Pensamos muitas vezes que o serviço a Deus só envolve habilidades espirituais, elas estão incluídas, mas Bezalel é um exemplo de homem cheio do Espírito que realizou trabalhos artísticos (Ex 34:1-4). Os dons espirituais que Deus confere a Igreja (1 Co 12:11) são habilidades espirituais que devemos abundar para a edificação da Igreja (1 Co 14:12). Os dons não são para nos enfatuar, mas para servir. Os ministérios, serviços que prestamos é para o aperfeiçoamento dos santos para que todos cheguem ao conhecimento do Filho de Deus, sendo maduros e cheguem a estatura completa de Cristo (Ef 4: 11 – 13).

Algo importante é que sirvamos a Deus com alegria como recomenda o Salmo 100: “servi ao Senhor com alegria”. Algumas razões o salmista nos dá para assim fazermos assim: 1) Ele é Senhor de toda terra; 2) Nosso criador; 3) Nosso Pastor; 4) Bom e misericordioso; 5) Sua verdade é experimentada de geração a geração. O serviço do Senhor pode nos causar até tristeza, mas devemos nos ater em quem Deus é. Confiando que se chorarmos na semeadura voltaremos trazendo os molhos com alegria (Sl 126:6). A dimensão do privilégio de ser de Deus e fazer a Sua obra não pode ser esquecido por nós mesmo nos momentos difíceis. Sendo assim, realizaremos a obra do Senhor com alegria.

Neste propósito do serviço não podemos fazê-lo com o coração dividido. Amando a Deus sobre todas coisas o serviço que prestaremos não será meia-boca, pela metade. Falando aos Rubenitas, e os Gaditas e a meia tribo de Manassés, Josué repetiu as palavras de Moisés: “ameis ao Senhor vosso Deus, e andeis em todos os seus caminhos, e guardeis os seus mandamentos, e vos achegueis a Ele, e o sirvais com todo o vosso coração, e como toda a vossa alma” (Js 22:5). O povo de Israel ficou oscilando durante muito tempo a sua adoração e serviço a Deus. Josué já havia os desafiados: “escolhei hoje a quem sirvais, se aos deuses a quem serviram vossos pais, que estavam além do rio, ou aos deuses dos amorreus em cuja terra habitais” (Js 24:15). Mas, Josué falou de si e de sua família: “eu e a minha casa serviremos ao Senhor”. O povo lhe respondeu: “nunca nos aconteça que deixemos ao Senhor para servirmos aos outros deuses” (Js 24:16). Sabemos que os israelitas em sua história durante muito tempo não permaneceram no propósito de coração inteiro. Como Igreja do Senhor precisamos sempre nos guardar para que não incorramos no mesmo erro servindo a Deus de coração dividido. Sirvamos ao Senhor de todo o coração.

(O autor do artigo é o Pr. Eber Jamil, dono do blog).

VIDA PALATÁVEL.

vida palatável

O primeiro cântico da Bíblia está em Êxodo 15 composto por Moisés. Foi fruto da estupenda vitória de Israel sobre o Exército de Faraó que sucumbiu no mar. Moisés cantou com o povo. Miriã, irmã de Moisés, responde-lhes cantando e tomando o tamboril juntamente com um coro de mulheres que saíram atrás dela com danças e repetiam o versículo 21 b como um refrão. Talvez, em vários intervalos durante o cântico. Foi um momento jubiloso.

Depois o povo fez uma caminhada de três dias no deserto e não achou água. Após aquela grande vitória houve um momento de debilidade. Eles ficaram sedentos. Não é uma regra, mas muitas vezes depois de vitórias estupendas sobrevêm sobre os servos de Deus períodos de crise. Aconteceu com Elias, que depois da vitória sobre os profetas de Baal, que deixou claro para o povo que o Deus de Israel era o único Deus, fugiu da rainha Jezabel que o perseguiu. Elias havia sido usado por Deus tanto que o fogo desceu do céu e consumiu o holocausto, mas perseguido por Jezabel teve receio, depressão e pediu a morte a Deus. O próprio Cristo depois de um momento do seu batismo em que Espírito Santo apareceu em forma de pomba, Deus Pai disse que Ele era seu Filho amado em que tinha prazer foi levado pelo mesmo Espírito ao deserto onde foi tentado pelo diabo. Os momentos de debilidades ocorrem em nós, muitas vezes, para dependermos de Deus, somos provados para amadurecermos e para que as vitórias não nos elevem a ponto de ficarmos embriagados por um triunfalismo que leva a confiar em si mesmo e não em Deus. O apóstolo Paulo afirmou bem que: todas as coisas contribuem juntamente para o bem daqueles que são chamados por seu decreto. Portanto, quando depois das vitórias atravessares crises, confie em Deus!

Voltando a narrativa de Êxodo 15 depois dos israelitas não acharem água chegaram a um lugar chamado Mara, mas não puderam beber as águas de lá porque eram amargas. Então o povo murmurou. Na crise vamos murmurar? Ou confiar? Eles tiveram uma frustração. As águas que encontraram eram amargas e não era potável. Os especialistas dizem que as maiores frustrações para o homem acontecem em torno da não realização dos seus objetivos, planejamentos e sonhos. Para as mulheres as maiores frustrações estão relacionadas aos relacionamentos não resolvidos onde as expectativas delas não são realizadas. Diante da frustração vamos murmurar? Ou confiar? A falta de reflexão sobre o modo que Deus atuou em nosso passado, atua no presente e atuará no futuro geram as murmurações. Eles tinham saído de uma grande vitória, mas agora estavam murmurando diante da crise e da frustração. Moisés teve uma atitude diferente. Ele clamou ao Senhor. A oração é o caminho de enfrentamento das crises e frustrações. Paulo aos Filipenses orientou: Não estejais inquietos por coisa alguma (do tipo por crises ou frustrações), antes as vossas petições sejam em tudo conhecidas diante de Deus pela oração e súplica, com ações de graças (o negrito é do autor) (Fp 4:6). Foi através da oração que Moisés teve a orientação para resolver o problema das águas amargas.

O Senhor mostrou a Moisés uma árvore e orientou-lhe lançar sobre as águas. As árvores são de madeira e madeira lembra o madeiro da cruz. Esta árvore representa a cruz de Cristo onde Ele levou toda a maldição da lei. Crer no sacrifício de Jesus nos traz a vida de Deus que é palatável e abundante diferentemente da vida que o mundo oferece que promete muito, mas na verdade seu fim sem Cristo é amargo. Paulo foi um homem antes de Cristo muito zeloso com relação ao judaísmo, mas ao crer em Jesus e no seu sacrifício escreveu aos Gálatas afirmando: Já estou crucificado com Cristo; e vivo, não mais eu, mas Cristo vive em mim; e a vida que agora vivo na carne, vivo-a pela fé do Filho de Deus, o qual me amou, e se entregou a si mesmo por mim (Gálatas 2:20).. Para ele, e para os que creem, crer em Jesus é identificar-se com o sacrifício de Jesus na cruz. Ao escrever aos Coríntios Paulo afirmou que a mensagem da cruz era a mais importante de todas: E eu, irmãos, quando fui ter convosco, anunciando-vos o testemunho de Deus, não fui com sublimidade de palavras ou de sabedoria. Porque nada me propus saber entre vós, senão a Jesus Cristo, e este crucificado (1 Coríntios 2:1e 2). Ao cremos na mensagem da cruz seremos curados da amargura da condenação como aquelas águas de Mara foram curadas e se tornaram potáveis.

Deus neste lugar provou Seu povo, deu seus estatutos e exortou-os a obedecerem a seus mandamentos alertando que se obedecessem não seriam atingidos por nenhum das enfermidades que os egípcios sofreram. Mostrando-nos que o caminho da obediência é um caminho saudável. As ordens de Deus são expressões do Seu caráter. Seus mandamentos são puros e bons. A Sua vontade é boa, perfeita e agradável. Portanto obedecer a vontade de Deus é bom. Vivemos na Nova aliança temos O Espírito Santo habitando em nós, andamos em Espírito não atendendo as concupiscências da carne, colocamos a fé em ação e praticamos o amor obedecendo a Deus.  A vida abundante de Cristo que temos é guiada pelo Supremo Pastor Jesus que nos dirige em todos os momentos o que inclui os momentos de retumbantes vitórias e os momentos de crises e frustações.

Depois de atravessarem a crise das águas amargas e provarem as águas saradas o povo caminhou até Elim, onde havia doze fontes de água e setenta palmeiras e ali acamparam. Percebemos assim a lição de que a tribulação, a provação dura um só momento. Não temos que eternizar os momentos de dificuldades. Como a Palavra promete: “…tenho por certo que as aflições do presente não são para comparar com a Glória que em nós há de ser revelada” (Rm 8:18). O que é eterno na vida do crente é a vida que Ele recebeu de Deus e não as frustações e dificuldades. Com Jesus o amargor não prevalece, pois, uma dia cremos na loucura da mensagem da cruz, que para os que creem é salvação e para os que não creem perdição. A vida sem fé em Jesus a amargura prevalece. Já com Cristo a vida é palatável.

(O autor do artigo é o Pr. Eber Jamil, dono do blog).

A DIFERENÇA QUE A FÉ FAZ.

moises

Todos nós estamos envolvidos com outras pessoas, incluídos numa família, num grupo ou em uma comunidade. Porém, somos pessoas diferentes, ímpares, que de alguma forma evidenciará suas características particulares. Dentre as virtudes que fazem diferença a fé se destaca. A presença dela ou sua ausência é realmente perceptível. Uma vida de fé em Jesus será um referencial para os demais que são regidos pelo que se vê, mas aquele que crê caminha vendo o que os olhos não podem ver de forma segura e direcionada por causa do Seu alvo – Jesus e adentra nas maravilhas espirituais contidas nEle.

O capítulo 11 de Hebreus destaca vários homens que creram por isto fizeram diferença em suas gerações cujas histórias são contadas até os dias de hoje e exemplos para nós. Dentre as pessoas citadas está Moisés cuja importância para a história da fé é vital. O autor enfatiza que Moisés teve uma vida de fé e que seus pais que lhe antecederam mostraram também ter e por isto ele foi um poderoso instrumento nas mãos de Deus de uma revolução na história da humanidade. Um povo escravizado foi liberto e Deus lhes outorgou uma lei que se tornou o maior referencial ético comportamental da história. Tudo isto aconteceu com Moisés porque ele creu no Eu sou o que Sou.

A fé na vida de Moisés foi um diferencial nas suas escolhas. Ele recusou ser chamado filho da filha de faraó e desfrutar dos prazeres do Império Egípcio para escolher ser maltratado com o povo de Deus. Ele escolheu as coisas eternas e não temporárias. Certamente se optasse pelo seu status de filho da filha de Faraó teria muito prestígio. O mundo tem um certo prazer a oferecer, mas como Moisés devemos preferir os valores eternos e não os temporais. A fé enxerga além da nossa visão terrena. Moisés tinha visto a Glória do Egito, mas preferiu se unir aos escravos. Quantos não fazem a opção contrária e escolhem os que os olhos podem ver, as mãos podem tocar, os sentidos podem perceber, mas Moisés mesmo sabendo do sofrimento optou pelo Povo de Deus do qual ele fazia parte e também atender o chamando de Deus para uma grande obra. Muitos hoje em dia preferem viver o momento, dar vazão ao sentimento e não optam pelo desconforto de renunciar em favor de algo mais duradouro, permanente. Moisés pela fé fez o caminho contrário e nós devemos fazer também. A fé faz diferença nos tipos de escolhas que fazemos.

Ainda pensando no exemplo de Moisés percebemos que a fé faz uma diferença em nossas escalas de valores. Consideramos as coisas espirituais mais importantes porque temos fé. Moisés preferiu a vergonha e a humilhação que Cristo passaria do que os tesouros do Egito, porque olhava para o galardão. Esaú trocou a primogenitura por um prato de lentilhas, mas Moisés preferiu as humilhações por ser servo de Deus porque ansiava as recompensas celestiais que lhe seriam dadas. Aquilo que nós preferimos revela muito do que somos. Vemos que Moisés era uma pessoa de fé porque a sua preferência estava em algo que ele tinha convicção que receberia, ele preferiu aquilo que seus olhos espirituais enxergavam do que todas as riquezas do Egito que ele conheceu e viu com seus olhos carnais. Jesus sofreu a humilhação da cruz e do martírio, foi considerado pelos homens maldito. A preferência de Moisés foi ficar com a profecia que havia recebido sobre o sofrimento de Cristo identificando-se com seus vitupérios do que as riquezas que poderia possuir sendo filho da filha de Faraó. Na vida também renunciamos muitas coisas porque pela fé preferimos os valores espirituais advindos de Deus porque temos a convicção que receberemos a recompensa, que é o galardão, das mãos de Deus.

A fé faz diferença também no modo como enfrentamos a oposição, a ameaça e o medo por fazermos a Obra de Deus. Moisés confrontou o maior império do seu tempo com todo o seu poderio militar porque olhava para o invisível, para O Deus que ele servia, e não foi vencido pelo medo. A fé fez ele resistir, não temer, avançar para a conquista do objetivo de Deus. O mundo cujo sistema pecaminoso é dominado por satanás persegue, ameaça aqueles que servem a Jesus, mas não o viram, porém creem. Olhando para Jesus precisamos resistir as ameaças e a oposições em diversos níveis que o mundo nos faz com a convicção que O Deus que não vemos com os olhos carnais está conosco, que Ele é o nosso refúgio. A firmeza da fé de Moisés fez ele olhar o Deus invisível e ter resistência não temendo a o ódio de Faraó que desejava manter o povo escravo de todas as formas que lhe fosse possível. Nas duras provas da vida a fé faz uma diferença essencial. Quem crê no Senhor é revestido de força e ânimo para enfrentar as dificuldades.

Ainda pensando na diferença que a fé fez na vida de Moisés percebemos que a fé fez diferença na vida de obediência a Deus por parte dele. Depois de nove pragas enviadas ao Egito Deus anuncia a décima praga a Moisés que seria a pior e última praga. Nenhuma família egípcia iria escapar. Haveria a morte do todos os primogênitos. Deus orientou a Moisés a conduzir ao povo de Deus celebrar pela primeira vez a Páscoa, uma das festas mais importante para os judeus, que comemoraria a libertação do povo de Israel do Egito e livraria o povo Deus da morte dos primogênitos. A celebração envolvia a refeição de um cordeiro e aspersão do seu sangue nos umbrais das portas. Moisés obedeceu e orientou o povo a celebração conforme Deus lhe orientara. Quem tem fé vence o mundo. Quem tem fé obedece. A morte dos primogênitos foi uma grande praga, mas o povo de Deus não perdeu nenhum dos primogênitos porque obedeceu celebrando a Páscoa. Para nós cristãos, a Páscoa aponta para a obra redentora de Cristo, o Cordeiro de Deus que tira o pecado no mundo, quando celebramos a ceia do Senhor estamos comemorando a vitória de Cristo sobre a morte e a vida eterna de comunhão que temos com Deus. Celebremos a ceia também pela fé que temos na obra de Cristo e obedeçamos a sua observância por ser uma ordenança de Cristo.

Diante do exemplo da fé de Moisés podemos ressaltar como a fé em Deus faz diferença. Jesus afirmou que Seu povo é o sal da terra e luz do mundo. As duas metáforas mostram o poder outorgado por Deus ao Seu povo para influenciar e combater as trevas. O povo de Deus dentre suas características é um povo de fé. Portanto, diante de tudo que temos afirmado nos apeguemos e meditemos na Palavra de Deus pois a fé vem pelo ouvir a Palavra de Deus. Quanto mais a Palavra tiver acesso as nossas vidas mais fé teremos e faremos assim mais diferença. As nossas escolhas, escalas de valores, resistência e obediência serão influenciadas pela fé fazendo diferença no mundo insosso e em trevas. “Porque todo o que é nascido de Deus vence o mundo; e esta é a vitória que vence o mundo, a nossa fé (1 João 5:14)

(O autor do artigo é o Pr. Eber Jamil, dono do blog).

CORRENDO BEM A CARREIRA CRISTÃ.

corrida do cristao

A vida cristã por vezes é comparada a uma corrida. Usando esta comparação Paulo pergunta aos Gálatas: vós corríeis bem; quem vos impediu de continuardes a obedecer à verdade? (Gl 5:7) Ele fez esta pergunta porque havia um pequeno grupo de judaizantes que estava persuadindo aos gálatas a praticar a cerimônia da circuncisão que na verdade deveria ser somente para os judeus, pois para os gentios que tinham aceitado o evangelho da Graça de Deus seria retroceder ao legalismo judaico, pois a circuncisão era um sinal visível da aliança que Deus tinha feito com os judeus e não com os gentios. Para os gentios seria colocar-se debaixo da servidão da lei a qual ninguém consegue cumprir cabalmente, pois todos são pecadores. Paulo asseverou, portanto: “Estai, pois, firmes na liberdade com que Cristo nos libertou, e não torneis a meter debaixo do jugo da servidão” (Gl 5:1).

É preciso empenho e abstenção de tudo que possa embaraçar a corrida da carreira cristã. O inimigo tenta atrapalhar, o mundo é antagônico, a carne deseja o pecado, empecilhos aparecem, variados obstáculos surgem, que podem comprometer a nossa caminhada, mas devemos seguir a carreira de forma resoluta. Quem começou a corrida tem que ter como objetivo chegar ao final, mas até lá muitas águas correm debaixo da ponte e obstáculos precisam ser vencidos.

Pretendo discorrer algumas observações sobre esta carreira que todo o crente participa que começou no início da fé findando na consumação dela.

Como atletas de Cristo é necessário empenho, abstenção e disciplina na carreira cristã que não são atitudes isoladas, mas na força e na companhia do Espírito Santo dispensadas por Jesus, o autor e consumador da fé. São os valores e bens eternos que motivam a carreira. O atleta visa uma coroa corruptível, mas o servo do Senhor a incorruptível. O crente em Jesus tem propósito. Não é alguém que não sabe para onde está indo e para alcançar seu objetivo apresenta seu corpo como sacrifício vivo, santo e agradável a Deus prestando um culto racional ao Senhor e sendo aprovado durante a carreira. O servo do Senhor não participa da carreira como se fosse um treino, mas encara como de fato é, a carreira cristã viva e real (1 Co 9:24 – 27; Rm 12: 1 e 2 e Jo 14: 16 – 18).

Nesta carreira muitos já correram e concluíram. Os que estão percorrendo o fazem como que rodeados de uma grande nuvem de testemunhas que lhes antecederam. Devem evitar os embaraços que podem ser até coisas lícitas, mas que atrapalham o bom desenvolvimento da corrida quando em demasia. Os soldados alistados pelo Senhor não devem se embaraçar com a vida civil, mas cumprir a vocação de combatentes agradando ao Senhor que alistou. O pecado que nos rodeia é outro que maleficamente atrapalha a carreira e por isto deve ser também evitado. Alguns tropeçam e caem por causa dele trazendo sobre si prejuízos e sofrimentos. Quem corre pelo Senhor deve sempre olhar para o exemplo de Cristo que tudo suportou e superou para cumprir a carreira proposta pelo Seu Pai (Hb 12:1-4; 2 Tm 2:4 e 5). Assim devemos fazê-lo olhando para Jesus.

Uma vez iniciado a carreira cristã o servo de Deus tem como objetivo terminá-la, ou seja, chegar ao final. Deus não deixa a Sua Boa obra em nós pela metade. O que Ele começa, conclui. É nosso dever ter certeza que estamos lutando o bom combate do Senhor e combatê-lo até o fim guardando a fé que surgiu da audição da Palavra de Deus e permanece conosco (II Tm 4:7 e 8).

A igreja da Galácia havia começado a carreira, mas recebeu influências que minaram a caminhada de fé fazendo com que deixassem de correr bem. Da nossa parte o foco deve ser o mesmo do início – Jesus, perseverando, nos abstendo como atletas disciplinados, deixando os embaraços, o pecado que atrapalha e concluir a boa corrida cristã.

Paulo alcançou em sua própria vida aquilo que recomendou aos gálatas. Ele combateu o bom combate, acabou a carreira e guardou a fé. A nossa vida seja inspiradora também, pois muitos enfrentam dificuldades na carreira cristã e eles precisam ver em nós exemplos de boas caminhadas e bons combates, que não ficam paralisados no meio do caminho ou embaraçam-se chegando a conclusão da carreira como servo bom e fiel.

(O autor do artigo é o Pr Eber Jamil, dono do blog).

IGREJA: FAMÍLIA DE DEUS

 

família

Havia um clima de animosidade e ódio entre os gentios e judeus. Vindo Cristo “evangelizou a paz aos que estavam longe (gentios) e aos que estavam perto (judeus)” formando-os uma única família espiritual. Hoje temos este entendimento na maioria das vezes resolvido, mas quando Paulo explicou a obra que Cristo fez tal ideia era revolucionária e muito difícil ser compreendida. As pessoas estavam acostumadas a divisões por questões religiosas e políticas, tais divisões eram verdadeiros muros intransponíveis cujas culturas eram assim há séculos, mas Jesus inaugurou um novo tempo onde os que criam nEle seriam unidos em uma só família espiritual. As dificuldades foram de ambos os lados, mas Deus usou pessoas como o apóstolo Paulo para esclarecer o significado da vinda de Jesus.

Paulo usa a palavra oikeoi que vem de oikos (casa) para falar da Igreja, significando que ele a chama de Família de Deus, onde as pessoas vivem na mesma casa. Entramos na família de Deus por meio de Cristo conforme está escrito em João 1:12: Mas, a todos quantos o receberam (Cristo) deu-lhes o poder de serem feitos filhos de Deus, aos que creem no Seu nome. Foi com este objetivo que Jesus entrou na história humana – fazer que os que creem nEle pudessem ser adotados como filhos. Veja Gálatas 4:4 e 5 – Mas, vindo a plenitude dos tempos, Deus enviou Seu Filho, nascido de mulher, nascido sob a lei, para remir os que estavam debaixo da lei, a fim de recebermos a adoção de filhos.

Sendo a Igreja do Senhor Jesus Cristo a Família de Deus discorreremos algumas marcas desta família:

  1. Unidade – Gl 3:26 – 28: Porque todos sois filhos de Deus pela fé em Cristo Jesus. Porque todos quantos fostes batizados em Cristo já vos revestistes de Cristo. Nisto não há judeu nem grego; não há sevo nem livre; não há macho nem fêmea; porque todos vós sois um em Cristo Jesus. Em outras palavras a obra que Cristo realizou unificou as pessoas e os grupos apesar das distinções étnicas e sociais fazendo que pessoas comungassem apesar das origens distintas. Jesus em sua oração sacerdotal pediu por esta unidade e afirmou ser ela uma forma eficiente de testemunho. Jo 17:21 – Para que todos seja um, como tu, é Pai, o és em mim, e eu em ti. Que também eles sejam um em nós, para que o mundo creia que tu me enviaste.
  2. Acolhimento – A Igreja como família de Deus é o lugar que recebe pessoas que não encontram aconchego, fraternidade e reciprocidade neste mundo tão desconexo, mas ao adentrarem na comunhão com Deus através de Jesus passam a pertencer ao corpo de Cristo e são recebidas como parte da família de Deus. Em Sl 84:3 e 4 está escrito: Até o pardal encontrou casa e a andorinha ninho para si, até mesmo nos teus altares, Senhor dos Exércitos, Rei meu e Deus meu. Bem-aventurados os que habitam em tua casa; louvar-te-ão continuamente.
  3. Amor – A marca identificadora do discipulado cristão é o amor fraternal. Deus é amor e importa que seus filhos que foram amados também amem como foram amados por Deus. O apóstolo João, o apóstolo do amor, escreveu: Nisto são manifestos os filhos de Deus e os filhos do diabo. Qualquer que não pratica a justiça, e não ama a seu irmão, não é de Deus (I Jo 3:10). O ódio não cabe no coração do filho de Deus. Quando se converteu o crente teve o amor de Deus derramado no coração através do Espírito Santo.
  4. Semelhança com O Pai – Quem pertence a família de Deus mostrará em sua vida características da filiação Divina. Seus atos se assemelharão ao Pai que os diferenciarão do mundo que jaz do maligno. Jesus ao falar sobre o amor usou como razão a semelhança que os filhos de Deus devem ter dEle. Mt 5:44 e 45 – Eu, porém, vos digo: Amai a vossos inimigos, bendizei os que vos maldizem, fazei bem aos que vos odeiam, e orai pelos que vos maltratam e vos perseguem; para que sejais filhos do vosso Pai que está nós céus; porque faz que o seu sol se levante sobre maus e bons, e a chuva desça sobre justos e injustos.
  5. Cumprem a vontade do Pai – Quem é membro da família de Deus terá compromisso com a vontade Deus. Um membro da família de Deus não pode ser desconectado do Seu Pai por adoção, que deixou a Sua Palavra como orientação de conduta e fé. Jesus alertou: Porque, qualquer que fizer a vontade de meu Pai que está nos céus, este é meu irmão, e irmã e mãe (Mt 12:50).
  6. Direito a herança – Como membros da família de Deus recebemos direitos a herança de filhos, somos co-herdeiros com Cristo. A Graça de Deus não apenas nos tirou do império das trevas, mas no colocou no Reino de Deus assentados nas regiões celestes em Cristo Jesus. Foi que Paulo afirmou: Assim que já não és mais servo, mas filho; e, se és filho, és também herdeiro de Deus por Cristo (Gl 4: 7).

A Igreja deve ser conhecida como lugar do acolhimento, onde os órfãos, viúvas e solitários existenciais encontram, verdadeiramente, um ambiente familiar. Aprecio muito a recomendação do experiente apóstolo Paulo ao jovem pastor Timóteo para que ele lide com as pessoas da Igreja como membros da sua família.  Veja o que ele escreve: Não repreendas asperamente o ancião, mas admoesta-o como a pai; aos moços como irmãos; as mulheres idosas, como as mães, às moças, como a irmãs, em toda a pureza. (ITm 5:1 e 2) Andemos pelo caminho da fraternidade. O mundo terá visibilizado o amor de Deus entre os irmãos de fé se amarmos uns aos outros como Cristo nos amou. Foi este o novo mandamento que Cristo nos deixou (Jo 13:34).

(O autor do artigo é o Pr. Eber Jamil, dono do blog).

JOGUE FORA O VELHO!

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Materialmente falando, jogamos fora objetos, roupas, que ficaram velhos, inutilizados e compramos coisas novas. Há exceções, quando se tratam de objetos de valor afetivo ou quando se trata de coisas recicláveis que guardamos ou reciclamos. Quando não ficamos com eles muitos bazares e brechós existem com a finalidade de negociar estas coisas que passam por um processo de restauração.

Transpondo para o espiritual aquilo que se relaciona com a vida dominada pelo pecado não podemos reciclar, mas lançar fora a prática pecaminosa e viver pela fé na vida nova que Cristo nos outorgou a salvação através de um ato em que possuímos imediatamente quando cremos em Jesus. Ao crermos nEle morremos, fomos sepultados e ressuscitamos com Ele. A partir daí fomos santificados para um relacionamento com Ele que é um ato e um processo também chamado de santificação. Vivendo uma nova vida não podemos agir da velha maneira. A nova criatura tem a mente renovada pela Palavra de Deus a cada dia. Paulo aos Colossenses no capítulo 3 falando sobre os resultados da nossa união com Cristo apela ao crente despojar-se, ou privar-se da posse da velha maneira de viver.

Espiritualmente falando devemos lançar fora da nossa vida coisas que ele cita como a ira, a cólera, malícia ligada a maldade, maledicência, palavras torpes e da mentira. Atitudes como esta são da velha vida sem Cristo por isto não devem ser abrigadas, mas abandonadas. Somos unidos a Cristo em sua morte e ressurreição então nos cabe jogar fora os hábitos da velha vida e não ficar cultivando aquilo que já não faz mais parte de nós. Coisas que já foram sepultadas com Cristo, que são os nossos pecados, eles não podem “dar as caras” novamente em nossas vidas, o que ocasionalmente acontece, mas não são recorrentes pois somos de Jesus.

Paulo usa uma linguagem batismal para mostrar a razão para abandonarmos as práticas antigas como as expressões: já vos despistes do velho homem e vos vestistes do novo. Referindo-se ao ato de despir-se para o batismo e o vestir-se com roupas apropriadas para a participação do batismo. Hoje em dia ao realizarmos os batismos tiramos as roupas usais e nos vestimos de roupas brancas e alvas para sermos batizados. Paulo se referiu a algo semelhante. Mostrando que o Novo Nascimento que o batismo testemunha e ilustra não é uma reforma da velha criatura, mas de fato uma Nova vida que se inicia pela fé em Jesus.

A nova pessoa que somos segundo Paulo explica ela se renova para o conhecimento. Há uma transformação na mente e uma conformação com a boa, perfeita e agradável vontade de Deus. O modelo pela qual esta renovação segue é o de Jesus. Somos renovados para o conhecimento segundo a imagem dEle. O supremo alvo de Deus na vida do crente é fazê-lo semelhante a Jesus e uma vez em Cristo o alvo é certamente alcançado. Deus não deixa obra inconclusa.

Paulo diz em Efésios que formos criados por Deus para a realização de boas obras que Deus preparou para nós. A nova criatura que somos recebeu a capacitação de mostrar a transformação interior e a renovação que aconteceu é visibilizada na conduta do crente que ao crescer espiritualmente mostra que as coisas velhas já foram lançadas para fora e que tudo se fez novo. Como novas criaturas nos vestimos do novo porque não podemos usar mais roupas velhas e imprestáveis. A nova criatura tem a sua mente renovada pela Palavra de Deus a cada dia. Lugar de lixo é no lixo. A velha vida não cabe mais na vida do cristão. Jesus certa ocasião retratou a vida com Ele como uma grande ceia e nesta grande festa havia alguém não vestido adequadamente, que foi convidado a retirar-se. Tal parábola mostra que aquele que tem comunhão com Deus vestirá espiritualmente vestes novas e adequadas, pois o novo de Deus chegou para aquele que crê nEle!

(O autor do artigo é o Pr. Eber Jamil, dono do blog).

AH, SE NÃO FOSSE O SENHOR!

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Se hoje tivéssemos a oportunidade de contemplar a vida de Davi esse herói bíblico, músico, estadista, profeta, poeta e guerreiro acharíamos que era um herói sem temores. Os feitos de Davi estão em nossas mentes. Grande guerreiro. A vitória sobre Golias é sempre recordada.  Em sua época as mulheres cantavam e dançavam a seguinte música: Saul feriu os milhares, porém Davi dez milhares. Mas como Eugene Peterson escreveu que se quiséssemos conhecer a história de Davi deveríamos ler primeiro e segundo livro de Samuel, mas se quiséssemos conhecer o coração de Davi deveríamos ler os salmos. Nos salmos vemos as angústias e alegrias de Davi.

No Salmo 124 especificamente vemos Davi mostrar seus temores e reconhecer que: “Ah, se não fosse o Senhor” teria sido destruído. Diante das vitórias da vida não devemos nos ufanar, e envaidecer, mas sempre reconhecer que se não fosse o Senhor não teríamos alcançado como fez Davi. Humildade sempre.

A maneira como Davi descreve seus inimigos mostram seus temores o que nos escaparia se não fosse ele mesmo abrir o seu interior através da composição de salmos como este. Ele evoca o testemunho do povo de Israel porque toda história do povo de Israel é marcada por estes confrontos e como parte importante do povo Davi também enfrentou estes adversários. Os temores e os medos se manifestam dentro de Davi e na coletividade do Povo de Deus de formas diferentes dependendo da própria subjetividade individual de Davi e coletiva do povo em suas percepções.

No versículo 3 ele retrata seus adversários e do povo de Deus como um mostro voraz, que seria capaz de engoli-los vivos. Nos versículos 4 e 5 seus inimigos e do povo são descritos como um dilúvio que quase cobriram todo o povo de Israel afogando-os. No versículo 6 o adversário é como uma fera correndo atrás da presa com seus dentes afiados. No versículo 7 o adversário é como um caçador que lança armadilhas como uma cova e aqui especificamente como um laço do passarinheiro que chegou a pegar o povo como se pega um pássaro, mas o laço quebrou-se.

Davi descreve seus receios e do povo de Deus, mas o medo não o dominou. Ele confiava no Senhor. Ele teve uma visão de Deus durante os confrontos e perseguições. Houve temores, mas ele não foi enlaçado pelo medo. O sábio disse: O receio do homem armará laços, mas o que confia no Senhor será posto em alto retiro (Provérbios 29:25).  Quem está em alto retiro tem visão privilegiada e segurança.

Mesmo sendo um hábil guerreiro ele não atribui suas vitórias e do povo de Deus as suas habilidades e perícia. A humildade de Davi, sua visão correta de Deus, da sua história e do povo Deus são vistas neste salmo. Ele reconhece os benefícios dados por Deus e escreve: Ah, se não fora o Senhor! Não foi sem dúvida um recurso linguístico ou melódico foi de fato a percepção do agir de Deus nas adversidades. O sábio escreveu: Reconhece O Senhor em todos os teus caminhos, e Ele endireitará as tuas veredas. Davi também reconhece que o tempo todo Deus esteve ao lado deles. As vitórias e os livramentos foram alcançados porque Deus esta ao lado e decidiu livrar o povo de ser engolido (v.3), do dilúvio (v.5), dos dentes da fera (v.6) e quebrou o laço que os havia prendido (v.6). Davi termina afirmando que o socorro está no Nome do Senhor, que tem haver com quem Deus é, e sua supremacia sobre qualquer força do universo e da terra. O nome do Senhor é tão poderoso que é utilizado por pessoas que não o conhecem e o poder se manifesta, mas Davi fala constantemente como uma pessoa, como um povo que conhece a Deus. se relaciona com Ele e já discerniu seu agir na história. Ele diz que O Senhor é o nosso socorro, sempre esteve ao nosso lado, interviu, nos livrou e que Ele seja bendito. Portanto, Davi compôs o salmo mostrando um relacionamento próximo e de submissão a Deus.

Possamos olhar para nossa vida com gratidão e dizer: Ah, se não fosse o Senhor! Com certeza não chegaríamos até aqui e a certeza da nossa eterna morada no céu não seria uma forte convicção para nós.

(O autor do artigo é o Pr. Eber Jamil, dono do blog).

   QUANDO CRISTO É TUDO EM TODOS.

cristo é tudo

É quase cair no comum dizer para o cristão que Cristo deve ser o centro da sua vida. Dizer que Cristo deve ocupar o primeiro lugar. Mas, pensemos o que aconteceria com uma Igreja local se Cristo fosse tudo para todos? Se na maioria de  uma Igreja local  fosse Cristo tudo para todos?  Se o tesouro de todos fosse Cristo? Como é importante que Cristo seja O centro da Igreja local. Quantas igrejas não estão focadas na personalidade humana de seu líder? Na epístola de Paulo aos Colossenses capítulo 3 a partir do versículo 10 até o 17 descobrimos as características de uma Igreja local se Cristo fosse tudo.

  1. Viveríamos de forma abundante e renovadora a vida que Cristo nos deu. A vida seguiria de forma mais plena o propósito de Deus de fazer seus servos semelhantes a Cristo. A promessa na Palavra é que as coisas contribuíam para o bem daqueles que amam Deus e que o propósito seja cumprido cabalmente. As coisas da velha vida serão substituídas cada vez mais por novos valores e virtudes da nova vida em Cristo  Jesus se Ele for tudo em todos (v.10, 12)
  2. Não haveria segregação na Igreja porque todos estão focados e caminhando para o alvo que é Cristo. Não haveriam divisões por questões étnicas, culturais e sociais. Prevaleceria a nova vida que Deus outorgou a todos em Cristo Jesus. No corpo de Cristo não há grego, nem judeu, circuncisão, nem incircuncisão, bárbaro (povo fora da cultura greco-romana), cita (povo rude), servo ou livre, mas há a família de Deus.
  3. Novas qualidades ficariam em evidência (v.12). Qualidades que brotariam de dentro pela obra e união com Cristo que temos. Qualidades como a misericórdia, benignidade, humildade, mansidão e longanimidade permeariam os relacionamentos. O fato de sermos filhos de Deus e vivenciarmos as virtudes do Espírito se destacariam em nossas vidas.
  4. Suporte e perdão existiriam nos relacionamentos (v.13). As novas qualidades permeariam os relacionamentos que teriam a fraternidade necessária para a convivência entre os irmãos de fé. Apoio aos que precisam de ajuda. O perdão seria dado por consciência do perdão que recebeu de Deus. Uma nova oportunidade seria dada aos que se arrependessem. A questão é que não haveria perfeição na Igreja, mas a Graça de Deus que se manifestou para com eles se manifestaria também entre eles.
  5. O amor seria o princípio norteador das virtudes (v.14). A nova vida que recebemos em Cristo foi acompanhada do Espírito Santo que derramou no coração dos filhos de Deus o amor de Deus. O amor é que une as virtudes existentes na vida do cristão, pois é a virtude primária do fruto do Espírito na Igreja. Sendo Cristo tudo em todos o amor que une as virtudes seria o norteador das ações e virtudes existentes, não a carne ou o intelecto, mas o amor de Deus derramado nos corações.
  6. A paz, a gratidão e a Palavra de Deus dominariam o nosso coração (vs. 15 e 16). Consequentemente haveria o apoio mútuo, o encorajamento uns dos outros e o ensino. O isolamento não predominaria, mas uma interdependência e fraternidade no corpo da Igreja local seriam marcas predominantes.
  7. Haveria verdadeira adoração (v.16) A ambiência dos cultos seria de hinos inspirados pelo Espírito onde a Graça de Deus se manifestaria nas variadas formas de se prestar culto. Os relacionamentos seriam nutridos pela adoração a Deus que incluiria o serviço ao Senhor ministrados uns aos outros como expressão de adoração e amor ao próximo através da edificação.
  8. Haveria a busca constante pela Glória de Cristo (v.17). Quer por palavras ou por obras a Igreja caminharia buscando a Glória de Deus se Cristo for tudo em todos. Não haveria distinção entre o “secular” e o “sagrado” tudo que se fizesse teria o intento da gratidão, serviço a Deus e ao próximo.

Estas verdades nos alertam sobre a necessidade de vivenciarmos a comunhão com os santos pois temos comunhão com Deus. O avivamento e a renovação de uma pessoa influenciará ao outro ter experiência semelhante. Quando Cristo é tudo para ele esse será um instrumento para que outros tenham Jesus da mesma forma. Um verdadeiro avivamento fará que Cristo seja tudo para todos e que outros sejam acrescidos e convertidos nos corações a Cristo. Vamos aprofundar-nos na vida que Jesus nos deu. Como alguém já disse: “a nossa parte é aprofundar o nosso ministério e a extensão que ele alcançará pertence a Deus”, que nos mandou ir até aos confins da terra.

A parábola da grande pérola mostra a sublimidade que Cristo deve ter sobre todos. Conta a história de um negociante de pérolas, que representa um homem interessado nas coisas espirituais e que investiga as possibilidades, mas quando encontrou a pérola de grande valor, que representa o Reino de Deus, vende tudo o que tinha adquirido para obter a grande pérola. Jesus é Sublime, Incomparável, que Ele seja tudo em todos na tua Igreja local.

(O autor do artigo é o Pr. Eber Jamil, dono do blog).

PRESOS, PORÉM, LIVRES!

paulo e silas

Quando pensamos em prisões pensamos normalmente nas prisões tradicionais onde os criminosos estão detidos por causa dos seus crimes que foram julgados pela justiça, mas há outros tipos de prisões que podem deter e impedir pessoas de se movimentarem livremente e desembaraçadamente. O prisioneiro, escrevamos assim, é o indivíduo que está privado da sua liberdade de forma variadas.

A história acontecida com Paulo e Silas em Filipos mostram tipos de prisões diferentes e não somente aquela em que eles foram lançados injustamente. Há muitos tipos de prisões como as espirituais, a ganância, medo e há aqueles que estando presos são verdadeiramente livres.

A prisão espiritual é retratada nessa história em Filipos. Durante o seu trabalho de evangelização Paulo foi importunado por uma menina que era escrava e possessa por um espírito de adivinhação. Era uma pessoa explorada pelos seus senhores e possuída por espíritos demoníacos. Portanto, vivia numa prisão espiritual. A adivinhação dela não era um truque, ou uma superstição, mas eram espíritos do mal que faziam ela adivinhar. Especificamente o espírito que possuía era conhecido na religião grega como píton, que era uma cobra imensa, por isto ela era chamada de pitonisa. Como esta menina há muitas pessoas em prisões espirituais que pode até parecer trazer alguma vantagem, mas o inimigo dá para prender e impedir a pessoa de conhecer a Deus. O inimigo dá para depois aniquilar totalmente a pessoa. Na Bíblia vemos muitos exemplos destes tipos de prisão espiritual por possessão demoníaca. Essa menina foi liberta pelo poder de Deus e perdeu a capacidade demoníaca de adivinhar.

Nessa história vemos outro tipo de prisão que é a ganância, a ânsia exagerada pelo ganho. A menina pitonisa era escrava de determinados senhores que lucravam com sua adivinhação. Quando ela foi livre do espírito de adivinhação parou de dar lucro para seus senhores que se sentiram atingidos profundamente pela perda. Eles eram prisioneiros da ganância tanto que não se alegraram com a libertação espiritual da moça, pelo contrário sentiram se prejudicados com tal libertação. Para eles a moça era uma mercadoria. O objetivo deles era lucrar. Quando viram perder o lucro prenderam Paulo e Silas, e os levaram à praça, à presença dos magistrados que juntamente com a multidão acoitou-lhes depois de rasgar suas vestes. Não houve um cuidado na hora de apurar com justiça o que Paulo e Silas fizeram. A ânsia de puni-los pela perda do lucro foi tão grande que negligenciaram a cidadania romana deles e os açoitaram sem um julgamento. Paulo em outra ocasião ao escrever a Timóteo afirmou que o amor ao dinheiro é a raiz de todos os males. Esses senhores envolvidos pela ganância cometeram injustiças e arbitrariedades.

Ainda vendo alguns tipos de prisões vemos aqui que havia outros prisioneiros na prisão em que Paulo e Silvas foram lançados, que estavam ali trancafiados pela justiça dos homens por causa dos crimes cometidos. Esses eram pessoas que normalmente classificamos como prisioneiros. Hoje em nosso País temos uma população carcerária maior do que as nossas prisões comportam e os prisioneiros estão em condição sub-humana sujeitos há vários tipos de males. O indivíduo que paga pelo seu crime encara os efeitos dos seus atos cometidos e muitos desses não se reabilitam voltando depois para a sociedade piores do que entraram com algumas exceções, é claro. Podemos dizer que estes tipos de prisioneiros são aqueles tipicamente que vemos como tais. Homens e mulheres continuam sendo presos por cometerem crimes que agridem a sociedade e a Deus.

Neste acontecimento há também o prisioneiro pelo medo, que foi o carcereiro, que era responsável por manter os prisioneiros trancafiados e acorrentados. Apesar de parecer que ele tinha liberdade ele estava agrilhoado pelo medo. Como carcereiro ele era responsável pela manutenção dos prisioneiros em seus cárceres podendo pagar com a vida se algum deles fugissem. Percebemos pela história que ele vivia em tensão sabendo dos riscos que ele corria e temia sobremaneira a fuga de algum prisioneiro. Ele temia a punição de seus superiores que seria possivelmente a morte. Quando ele notou que depois do terremoto acontecido na prisão porque Paulo e Silas cantavam e os prisioneiros tiveram seus grilhões quebrados, cadeias abertas e eles poderiam fugir, ele tentou o suicídio. Mas, foi interpelado por Paulo e Silas que impediram a ele cometer o mal contra si mesmo. Paulo gritou: não te faças nenhum mal, que todos aqui estamos. O carcereiro cônscio de que estava acontecendo pediu ajuda a Paulo e Silas dizendo: Senhor, que é necessário que eu faça para me salvar? Paulo respondeu: Crê no Senhor Jesus Cristo e serás salvo, tu e tua casa. O carcereiro creu e foi liberto da prisão do medo pois levou Paulo e Silas para sua casa, lavou as feridas deles, foi batizado, pôs a mesa para eles e alegrou-se com todos da sua casa que creram em Jesus e foram batizados.

Enquanto, Paulo e Silas em parte do acontecimento estiveram presos de fato e em verdade nunca deixaram de ser livres. Mesmo açoitados e com os pés no tronco que era um instrumento de tortura, construído de tal modo que forçava as pernas ficarem bem separadas uma da outra e causando assim grandes sofrimentos estavam espiritualmente livres. Em Cristo, podemos passar situações imobilizantes, porém, seremos verdadeiramente livres. Podemos ser limitados na saúde, nas finanças, socialmente, nos relacionamentos, mas em Cristo seremos livres.  Como Paulo dizia, preso pela justiça, por pregar o evangelho, se dizia livre e prisioneiro de Cristo. Quem está ligado a Jesus está verdadeiramente livre. É servo de Cristo, mas é uma servidão voluntária onde há verdadeira liberdade. Paulo e Silas presos injustamente cantaram a meia noite. Mesmo nesta condição e feridos impediram o carcereiro de cometer o suicídio. Aceitaram ir em sua casa, e tiverem suas feridas lavadas por ele sem ressentimentos, pregaram o evangelho para todos da casa e ainda batizaram o carcereiro e os familiares porque apesar de tudo sempre foram livres em Cristo Jesus mesmo que passando por uma situação limitante certa vez falou: Se, pois, o Filho vos libertar, verdadeiramente sereis livres (João 8:36). Paulo e Silas foram presos, porém, eram verdadeiramente livres.

Talvez você que está em Cristo possa estar passando por uma situação limitante, mas é verdadeiramente livre.

(O autor do artigo é o Pr. Eber Jamil, dono do blog).