Arquivo da categoria: Milagres de Jesus

JESUS: O TODO-PODEROSO.

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Jesus se apresenta a João em Apocalipse como O Todo-Poderoso. Título que é aplicado a Ele oito vezes neste livro, quase sempre associado com o louvor. O Sentido básico da expressão é que Jesus governa tudo e que Sua vontade se imporá sobre o mal em todas as suas expressões. O título claramente mostra a deidade de Cristo. Ele é o princípio e o fim.

João estava preso quando ouviu isto. Ele foi banido para a Ilha de Patmos por ordem do Imperador Domiciano. Foi muito importante para um prisioneiro por causa de Cristo ouvir que Jesus é Todo-Poderoso. Ao invés de deter o evangelho esta prisão cooperou para o crescimento do cristianismo, pois foi em Patmos que ele recebeu a revelação do Apocalipse.

Somos afligidos por muitos poderes na Terra, mas Cristo é Todo-Poderoso. Mesmo vivendo dias difíceis a nossa confiança precisa ser apoiada na Onipotência de Cristo, que governa sobre todos. Poderes terrenos e espirituais da maldade confrontam o poder de Jesus, mas O Senhor está assentado a direita de Deus e Seu trono está firme desde a eternidade.

O apóstolo João já tinha enfrentado a perseguição do Imperador Nero, que foi mais localizada em Roma e agora a perseguição vinha de Domiciano. Na história bíblica o povo de Deus já tinha enfrentado Impérios despóticos como o do Egito, Assírio e Babilônico. Mas, Deus sempre governou e tais impérios não conseguiram aniquilar o povo dEle. O profeta Isaías diz que o Rei da Assíria seria como uma navalha alugada que raparia em parte o povo de Deus. Nabucodonosor rei da Babilônia é chamado de meu servo por Deus segundo profecia de Jeremias quando o rei conquistou o Egito. Paulo falando das autoridades afirma que Deus é que constituí uma autoridade, e que ela é um ministro de Deus para executar seus planos na história. Quando enfrentarmos arbitrariedades por parte das autoridades lembremos que Deus está acima deles e que Ele põe e depõe conforme a Sua vontade.

Em nossa humanidade enfrentamos muitas situações que nos fazem questionar a Soberania de Deus em nossa vida como é o caso da enfermidade. Diante de um diagnóstico difícil sentimos a nossa fragilidade e perguntamos o porquê Jesus permitiu. Ele em seu ministério realizou milagres estupendos que testemunharam acerca da vida que Ele confere ao que crê.

Em certa ocasião Ele foi procurado por um homem importante chamado Jairo que estava com sua filha à beira da morte. Jesus mostrou interesse em agir e se dirigiu a casa de Jairo juntamente com ele. A caminhada até a casa de Jairo foi difícil, pois Jesus estava cercado por uma multidão, que fez Jesus andar a passos curtos. Durante a caminhada uma mulher hemorrágica toca com fé em Jesus e é curada. Ele ao invés de prosseguir sem interrupções ele se detêm e instiga a mulher a se manifestar para que ela fosse salva e suas emoções também fossem curadas. A mulher se manifestou e Jesus a despediu dizendo: Filha, a tua fé te salvou; vai-te em paz e fica livre do teu mal.

Vemos que Jesus é o Senhor do tempo. Ele parecia demorar, mas tinha o poder sobre a situação. Jesus prosseguiu em direção a casa de Jairo, mas homens procuraram Jairo para falar que não adiantaria mais Jesus se dirigir para a casa dele porque a sua filha já havia morrido. Jesus ouve isto e diz a Jairo: não temas crê somente. Jesus mostra que precisamos sempre crer nEle mesmo que o impossível pareça ter se estabelecido. Jesus ao chegar em casa de Jairo ressuscita a filha dele.  Se a enfermidade acontecer na tua vida creia sempre na Onipotência de Cristo sobre o poder da enfermidade. Ele é O Senhor que cura.

Algo que nos confronta e grande poder é a língua. Como Tiago escreveu ela é um membro pequeno do corpo, mas como uma fagulha incendeia uma grande floresta assim a língua pode fazer grandes estragos. Vidas tem sofrido ataques devastadores por palavras mentirosas e acusadoras. Muitas vezes os servos de Deus são confrontados por ameaças e prognósticos funestos, mas O Senhor Jesus está acima de qualquer impropério. Pode você ser acusado falsamente ou tentar se recuperar e alguém proferir uma sentença contra você. Seja qual for a palavra proferida contra você a Palavra de Deus será a última palavra na tua vida.  Jesus afirmou que no dia do juízo prestaremos contas de toda a palavra ociosa proferida. O justo Juiz Jesus está acima de todas as palavras e pesa os espíritos.

Algo que enfrentamos também é o sofrimento. Jesus disse que no mundo teríamos aflições, mas nenhuma dificuldade ou luta nos separará do amor de Cristo. Uma união com Cristo foi estabelecida pela fé. Portanto, não será a tribulação, ou angústia, ou perseguição, ou fome, ou nudez, ou perigo, ou espada que fará Jesus deixar de nos amar. A tribulação em Cristo produz perseverança que produz experiência e a experiência, esperança, que não nos confunde. As provações sendo vivenciadas em Cristo produzem um peso de Glória. Não vivamos atentado as que nossos olhos veem, pois são temporais, mas atentemos para aquelas que não vemos, pois são eternas. O Todo-Poderoso está acima do nosso sofrimento.

Jesus já conquistou a vitória sobre o adversário, Satanás, que é tentador e acusador. Nós servos de Deus precisamos sempre lembrar que O Senhor se manifestou para desfazer a obra de Satanás. O inimigo costuma usar a estratégia de parecer maior do que é, mas ninguém é maior que O nosso Senhor. Foi na cruz que O Senhor despojou satanás e nós os que cremos em Jesus recebemos também a vitória pelo sacrifício vicário de Cristo. Ele quando falou acerca da Igreja disse que as portas do inferno não resistirão a ela. O inimigo tenta nos deter, mas nos triunfamos. Deus não nos deu um espírito de covardia. Portanto, avancemos e não temamos o inimigo que busca nos devorar, porque O Senhor é maior. O inimigo já foi derrotado e agora aguarda a sentença contra ele ser executada.

Dentre muitos confrontos que enfrentamos a morte é o último inimigo que enfrentamos e será destruída por Cristo. Servimos a Jesus que ressuscitou ao terceiro dia e nós o que cremos nele também ressuscitaremos no momento da sua volta. Não temos que viver com medo da morte. Jesus é a ressurreição e vida, quem crê nEle ainda que esteja morto, viverá. Paulo tinha tanta certeza da vida eterna ao lado de Deus que proferiu sobre a morte como um lucro, pois seu viver era Cristo e ao morrer estaria sempre com Ele. O crente em Jesus não sofre mais uma separação de Deus. Vive com Deus e ao morrer estará para sempre com Ele.

Talvez você esteja enfrentando uma situação maior do que suas forças. Entregue sua causa impossível ao Senhor que pode todas as coisas. Enfrentamos em nossa vida a carga que vem pela as oposições que trabalham no sentido de nos desanimar e nos desencorajar. Mas, a Palavra de Deus que vem até você é que Jesus é Soberano e seja qual for a sua situação Ele pode modificar. Como João foi contemplado pelo Senhor num momento de prisão Deus pode te animar com a Revelação de que Ele é Todo-Poderoso.

(O autor do artigo é o Pr. Eber Jamil, dono do blog).

FÉ ADMIRÁVEIS

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Jesus como homem tinha reações humanas normais como a admiração, pois como Deus tinha tomado a forma e natureza humana. E o interessante que Sua admiração não foi causada por um religioso, e nem por um israelita, nem por um discípulo, mas por um centurião romano.  Jesus admirou-se da fé do centurião, que é um exemplo que a fé em Cristo pode surgir nos lugares mais distantes e inesperados. Apesar de viver numa cultura pagã nele havia uma fé admirável. Outra fé que chamou a atenção de Jesus foi da mulher Cananéia que rogou com insistência por sua filha.

Os pagãos eram acostumados a rituais com tentativas de se manipular o divino. O centurião não teve uma fé deste tipo, pelo contrário. Ser descendente de ancestrais cristãos ou de uma cultura religiosa fortíssima não faz a pessoa um homem de fé como ilustra o fato acontecido com esse homem, que não tinha nada disto, mas era um homem de fé. A mulher Cananéia não se aproximou de Cristo cheia de “maneirismos” ou “superstições”, mas se aproximou com fé e perseverança.

O centurião preocupou-se com um criado que estimava muito. E apesar das ótimas recomendações dos judeus sobre ele, que o consideravam digno, não se achou digno de prerrogativas Divinas especiais. Ele havia contribuído com a construção de uma sinagoga mesmo pertencendo ao Império Romano que dominava os judeus. Agiu na petição pela cura do servo com uma humildade e fé tocantes. Uma fé desprovida de “muletas”, pois para ele bastava Jesus dizer uma palavra para o criado ser curado. A forma como reconheceu a Autoridade Espiritual de Cristo mostra o quanto ele entendia que Jesus tinha a chancela Divina. Ele acreditava que os anjos obedeceriam prontamente às ordens de Cristo como seus soldados lhe obedeciam. Uma humildade sem a prepotência de pertencer ao Império mais poderoso da época. Uma humildade que reconhecia quando estava diante de alguém maior do que ele. Este homem mostrou que uma fé genuína deve ser acompanhada da humildade. Hoje em dia muitos “homens de fé” estão cheios de si não lidando bem com nenhuma autoridade e também tratando Deus como um ser ao seu serviço só porque tem fé. O centurião não andou por este caminho.

A história da mulher Cananéia lembra a história do centurião porque também tinha origem pagã, mas teve uma fé notável. A filha dela estava bem doente por causa da ação de demônios e Jesus passando pela região onde ela morava ouviu seu clamor veemente pela filha. O que vemos na história dessa mulher é uma prova de fé notável. Diferentemente da história do centurião que Jesus mostrou prontamente boa vontade em curar o servo com essa mulher Jesus proporcionou provas difíceis, mas que a mulher com fé perseverou.

Jesus a princípio não lhe respondeu palavra alguma submetendo-a ao teste do silêncio Divino. Os discípulos incomodados com ela pedem a Jesus para despedi-la. Como se isto não bastasse Jesus disse que realmente os estrangeiros não eram prioridade em sua agenda ministerial e certamente a mulher ouviu isto. Jesus estava submetendo-a uma difícil prova de fé. Mas, ela não desistiu, pelo contrário ajoelhou-se diante de Jesus e aos pés dele pediu novamente ajuda. Jesus continua provando agora de forma mais contundente afirmando: Não está certo tirar o pão dos filhos e jogá-lo aos cachorrinhos. Usar a expressão cachorrinhos era um modo depreciativo de tratar os não judeus. Mas ela com fé respondeu a Jesus: Sim, Senhor, mas até mesmo os cachorrinhos comem as migalhas que caem debaixo da mesa dos seus donos. Jesus em sua humanidade admirou-se afirmando que grande era a fé desta mulher e libertou a filha dela da enfermidade e dos demônios. É evidente que Jesus sabia que a mulher responderia assim as duras provas, mas desejou submetê-la aos testes para que ela, seus discípulos e a posteridade entendesse que Deus deseja que respondamos as duras provas da vida com fé.

A admiração e o elogio a fé dessas pessoas são de chamar a nossa atenção porque foram sentidos e dados por Jesus a duas pessoas que não faziam parte do povo de Deus e nem do corpo de discípulos de Cristo. Mostra como não podemos limitar a Deus a determinados quadrantes. O Espírito de Deus é livre de onde menos se espera pode surgir alguém de fé verdadeira e genuína a Cristo. A nossa missão é pregar enquanto o convencimento é por conta de Jesus.

Depreendemos destes exemplos de fé também o fato da fé ser acompanhadas de virtudes e atitudes coerentes com ela. Não basta dizer que se tem fé. Se houver tempo hábil a fé será acompanhada de obras dignas do arrependimento. O centurião teve a fé acompanhada da humildade e a mulher Cananéia teve a fé acompanhada da perseverança. Pedro nos deixou a seguinte recomendação:

Visto como o seu divino poder nos deu tudo o que diz respeito à vida e piedade, pelo conhecimento daquele que nos chamou pela sua glória e virtude; pelas quais ele nos tem dado grandíssimas e preciosas promessas, para que por elas fiqueis participantes da natureza divina, havendo escapado da corrupção, que pela concupiscência há no mundo. E vós também, pondo nisto mesmo toda a diligência, acrescentai à vossa fé a virtude, e à virtude a ciência, E à ciência a temperança, e à temperança a paciência, e à paciência a piedade, E à piedade o amor fraternal, e ao amor fraternal a caridade. Porque, se em vós houver e abundarem estas coisas, não vos deixarão ociosos nem estéreis no conhecimento de nosso Senhor Jesus Cristo” (2 Pe 1:3-8)

A fé que O Senhor deseja é uma fé acompanhada de ações e virtudes coerentes com quem Ele é porque cremos em Jesus e não num “arremedo” e “numa invencionice religiosa” que não mostram um Jesus que não é Ele mesmo. Jesus certa feita disse: antes de Abraão existir EU SOU. A fé admirável é que crê em Jesus como Deus, como Salvador, como Autor e Consumador da fé, é a fé que caminha para a semelhança de Cristo e por isto é acrescida de virtudes de Cristo a cada dia.

(O autor do artigo é o Pr. Eber Jamil, dono do blog).

NOVA VIDA.

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Em nossa vida cristã precisamos aprender que precisamos desaprender. Quando nascemos de novo o antigo modo de viver é abandonado. Passamos a viver de uma nova maneira. O pensamento muda. Tal mudança é resultado do Novo Nascimento, que é espiritual, que ocorreu quando se ouviu a Palavra de Deus, e creu, assim O Espírito Santo nos fez nascer de novo.

É uma nova vida que como uma criança precisará de alimento para desenvolver-se e crescer, tendo a garantia de segurança eterna, pois é vida eterna. Uma nova vida que se desenvolverá com o processo da santificação dia após dia. Vivendo um dia de cada vez antevendo a Glória prometida.

Só aprenderá a desaprender a pessoa humilde. É preciso reconhecer que os pensamentos da velha vida que nos dominavam não são mais por quais devemos ser guiados. Portanto, a carreira cristã deve ser vivenciada com humildade e submissão a Deus e a Sua Palavra. Sempre dispostas a avançar para as coisas de Deus e deixar as coisas que não são. O pensamento secular que graça nesse mundo não dita mais a nossa conduta. São os princípios da Palavra de Deus que são nossos parâmetros.

Agora se vive num mundo visível, atentando para um mundo invisível, pois se vive agora pela fé. A realidade espiritual outrora obscurecida nos foi revelada através de Cristo, que nos deu capacidade de aprender a Sua Palavra, a doutrina que deve conduzir a nossa vida. A Palavra não só é um manual de vida prático, mas também a revelação do que há no mundo espiritual que os nossos olhos não veem. Proporcionando-os uma vida esclarecida em todos aspectos. Portanto, a nossa mente precisa ter sido transformada e disposta a passar por uma renovação constante.

Outra importante questão é o que valorizamos, o que somos apegados, o que consideramos como princípios da vida. Sem dúvida antes de Cristo no nosso pensamento entenebrecido não tínhamos a clareza da Vontade de Deus, pois éramos dominados pela ditadura da nossa própria alma. Com a conversão a ditadura acabou, mas se tornou necessário aprender a viver com a prevalência e influência do espírito sobre a alma. A vida com Deus prepondera sobre os aos desejos da alma.

Portanto, a vida que agora se vida é pela fé, Fé em Jesus, e em Sua Palavra, que revela O Seus Triúno. Num mundo onde as circunstâncias são tão alternantes a fé em Jesus traz estabilidade como também a âncora da esperança. A fé está fundamentada, pois é alicerçada na Palavra de Deus que tem sido comprovada por várias gerações. Não vivemos mais pelas emoções, circunstância, mas pelo que cremos.

Uma vida que entende que o Temor a Deus deve nortear todos os passos. Pois, todos os salvos prestarão contas de suas obras. Sendo salvos pela Graça, mas galardoados ou não pelas obras. O temor é o princípio da sabedoria e fará com que a vida trilhe caminhos certos em meio a tanta incerteza nesse mundo. O temor leva a prática de uma vida sábia que precisamos. Saber discernir por onde anda, saber para onde vai, andar em passo seguros, é tudo o que precisamos.

Rejeite uma vida sincrética que mistura o antigo modo de viver secular com a nova vida em Cristo. Você é nova criatura. Portanto, viva o novo e seja transformado pelo Espírito Santo a cada dia numa pessoa mais parecida com Jesus abandonando as velhas coisas e vivendo as novas. Precisamos desaprender a cada dia o velho modo de pensar e ser santificado pelos pensamentos de Deus que estão na Palavra.

(O autor do artigo é o Pr. Eber Jamil, dono do blog).

FRASES POSTADAS NO TWITTER 55.

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21 de set de 2015

Uma vez na nova vida não se deve olhar para trás como que ainda amando as coisas que ficaram para trás. Arrependimento é mudança de pensamento.

22 de set de 2015

O Bom Pastor, Jesus, cuida de cada ovelha individualmente e as identifica, considerando cada uma relevante, sem descartar nenhuma delas.

23 de set de 2015

O amor de Deus em nós pode se manifestar de muitas formas, uma delas é que passamos a ter o desejo de falar de Cristo para outras pessoas.

24 de set de 2015

A vida que Jesus dá para aqueles que creem nEle é vida abundante, que vai além da sobrevivência. É uma vida de qualidade, que tem a verdadeira liberdade.

25 de set de 2015

A Igreja não pode ter somente o fim de manter-se, mas também de expandir.

26 de set de 2015

Não lute contra o arrependimento. O caminho de volta é sempre difícil, mas é o melhor caminho. Por mais fundo que tenha chegado, volte.

27 de set de 2015

O que Jesus falou acerca de si mesmo foi comprovado pelo seu caráter, por sua vida e milagres. O seu caráter não contradizia suas afirmações.

28 de set de 2015

É bom que sejamos realistas. Encaremos o problema de frente. Porém, a mente tem que estar olhando para o céu.

29 de set de 2015

Olhar para o alvo, que é Cristo, é o meio de não ficarmos assombrados pelas dificuldades. A recompensa proposta é maior do que as dificuldades

30 de set de 2015

Quando oramos a Deus em nome de Jesus devemos nos lembrar que somos entendidos por Deus. Não deve haver da nossa parte reservas.

(O autor das frases é o Pr. Eber Jamil, dono do blog).

O QUERO DE DEUS.

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Um dos questionamentos que o servo de Deus faz em relação a Deus é a respeito da vontade dEle. Cremos no poder do Deus, mas em algumas ocasiões não sabemos a vontade específica de Deus sobre a nossa situação. A cura do Leproso por Jesus nos mostra lições preciosas sobre o assunto.

Segundo a orientação da lei o Leproso teria que habitar fora dos limites da cidade e ainda se identificar, a quem se aproximasse, gritando: imundo, imundo. O leproso teve fé, ousadia, e aproximou-se de Jesus, adorou-o, e falou para Jesus que se Ele quisesse poderia curá-lo. Ele mostrou que a fé dele estava na direção certa, pois foi em direção a Jesus. Hoje em dia muitos focam em alvos errados: pessoas erradas, meios equivocados, lugares. A fé que se apropria da salvação é a fé em Jesus. Se houver um desvio da fé para alguma outra pessoa, ser ou objeto será pecado, o pecado da idolatria.

A ousadia de se aproximar foi tocante por parte dele. A situação dele era calamitosa. Estava impedido de se aproximar, mas ele entendeu que não podia deixar passar aquela oportunidade e buscou-a. A fé faz com que tomemos ações que ultrapassam barreiras. A mulher com fluxo enfrentou a multidão. Zaqueu enfrentou a pequenez. Bartimeu enfrentou a repreensão dos discípulos. O leproso enfrentou seus próprios limites e se aproximou de Jesus.

Ao deparar-se com Jesus adorou-o. Reconhecendo a divindade de Jesus, que mostra, outra vez, a fé dele. Antes mesmo de pedir, teve uma atitude de rendição e adoração. Não foi uma adoração interesseira, mas o reconhecimento verdadeiro da sublimidade de Cristo. Pela maneira que ele pediu a cura, ele mostrou crer que Jesus poderia curá-lo. Portanto, ele cria no poder incomparável de Jesus.

A questão é que mesmo tendo todas estas atitudes o Leproso não sabia se Jesus queria curá-lo. A lepra é uma doença que aponta para o pecado, pois segrega, isola e torna a pessoa impura. Jesus respondeu para o leproso: quero. Mostrando assim, que Jesus sempre deseja a purificação de alguém do seu viver pecaminoso. Jesus foi além disso e tocou no leproso com sua mão, o que não poderia ser feito, pois ficaria contaminado. Entretanto, ao invés de ser contaminado Jesus purificou o leproso.

Muitos chegam ao fundo do poço por causa do pecado. Sentem-se atraídos pela sedução do pecado achando que as consequências serão pequenas e até nenhuma. Entretanto, uma vez mordida a isca da tentação se sente o efeito letal do pecado trazendo desesperança. Nesse ponto pode se pesar que não há mais jeito e que não se tem como vencer a situação porque o pecado traz consigo a morte. A cura do leproso nos responde com um grande sim. Deus quer nos livrar da escravidão do pecado e nos purificar. Deus ao ver o pecado da humanidade não desistiu dela. Enviou Seu Filho para que Ele desse a vida pelos homens. Deus tocou na humanidade leprosa através de Cristo. Mesmo sendo Deus Santo, Jesus viveu como nós, passando pelas nossas experiências humanas também dizendo para os homens: quero.

Paulo escrevendo aos coríntios disse que Jesus não é sim e não ao mesmo tempo. Não é dúbio. Jesus é o Amém e o Sim de todas as promessas de Deus. Jesus é o Quero de Deus para humanidade. Jesus é o toque de Deus na ferida do homem para curá-lo e libertá-lo da escravidão. Como leproso devemos crer em Deus, nos aproximar, ousar, adorar, mas não duvidar que a vontade de Deus é nos livrar dos grilhões do pecado. Não duvidar que Deus quer nos redimir a tal ponto que possamos nos relacionar com Ele e com as pessoas de forma desembaraçada. Jesus é a Palavra de Deus que se fez carne e podemos ouvir de Deus através de Jesus: Quero. Glórias a Deus!

(O autor do artigo é o Pr. Eber Jamil, dono do blog).

FRASES POSTADAS NO TWITTER 16

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7 de mai

Jesus realizou muitos milagres e solucionou problemas, mas não queria ser conhecido como um milagreiro ou um mero solucionador de problemas

9 de mai

A vida cristã é mais do que evitar os males deste mundo, mas uma luta pelo avanço do Reino de Deus na terra.

11 de mai

A avareza,segundo a Bíblia, é idolatria. Leva ao desvio da fé e traz muitos males.Jesus deve ser O Senhor das nossas vidas e não o dinheiro.

12 de mai

A Vida Eterna que temos em Cristo é superior a vida que o homem conhece. Jesus se referiu a ela como Vida Abundante.

13 de mai

No coração do nascido de novo não cabe o ódio. Quem odeia perece. Não frutifica. Recebe o ódio de volta.

14 de mai

Quando a adversidade vier, que nos encontre com uma fé sólida, alicerçada e verdadeira no Senhor Jesus. A religião sem fé é crença.

15 de mai

Muitos precisam de avivamento a nível ministerial. Às vezes o desânimo tomou conta e o obreiro encontra-se sem vigor e motivação.

16 de mai

Procrastinar pode ser definitivo. Adiar algo pode ocasionar a perda da oportunidade. É preciso ponderar se é melhor adiar ou não.

17 de mai

A vida cristã não é isenta de decepções, mas precisamos ter sempre como alvo a Glória de Deus. Se Deus é glorificado, fiquemos satisfeitos.

18 de mai

A maioria dos homens pensam que todo o sofrimento é causado diretamente pelo pecado. Já a Bíblia mostra que não é assim.

(O autor das frases é o Pr. Eber Jamil, dono do blog).

DINHEIRO CURTO.

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O milagre da multiplicação dos pães e peixes é o único milagre narrado nos quatro evangelhos. Numa época de dinheiro curto este milagre traz algumas lições práticas sobre o assunto. Não havia dinheiro suficiente para comprar pães e peixes para tantos.

Ainda assim, Jesus perguntou: onde compraremos pão, para estes comerem? Ele disse isto para experimentar os discípulos, porque ele sabia o que haveria de fazer. Os problemas financeiros, às vezes, podem ser uma prova divina. Exerça sua fé, não deixe de honrar ao Senhor, obedeça mesmo no pouco. Sem dúvida, o problema financeiro é uma ocasião rica para exercemos a fé.

Felipe faz uma espécie de levantamento para saber por alto a quantia necessária que precisaria para alimentar a multidão. Ter uma noção da dívida e da quantia que se tem é uma parte que podemos fazer para avaliarmos a situação. André constatou que na multidão só havia cinco pães e dois peixes.

Porém, André achou a quantidade insuficiente e exclamou incredulamente: o que é isso para tantos? A fé é necessária numa crise financeira. Temos que confiar em Deus. O pouco com Ele pode virar muito. Ele é o Deus da provisão.

Pela lógica os cinco pães e dois peixes eram pouco para uma multidão de quinze mil pessoas. Mas Jesus recebeu os cinco pães e dois peixes. Deus deseja o que temos, mesmo que seja pouco, que esteja disponível para Ele. Os cinco pães e dois peixes foram entregues nas mãos de Jesus. Seja qual for a quantia disponível por mês que você tenha verifique se os seus recursos estão sob o Senhorio de Deus. Se o que você tem está nas mãos de Jesus você está exercendo bem a mordomia cristã.

Jesus ao pegar os pães e peixes deu graças. Gratidão. Azedume não. Ser grato pelo que tem é uma forma de preparar o ambiente para a vitória financeira. Sempre olhamos para o que falta e não enxergamos o que temos. Mude o olhar. O que temos é uma plataforma para Deus operar o milagre. Deus, muita vezes, se utiliza do que temos.

A organização é outra chave do texto. Jesus mandou o povo se assentar em grupos para que todos pudessem ser beneficiados com os pães e peixes. Ninguém ficou de fora. Organize-se para que a benção de Deus alcance a sua vida financeira como um todo. Relacione as suas dívidas e comece a pagar o possível e confie em Deus que suprirá o restante.

É muito importante que tudo aquilo que é supérfluo e desperdício seja cortado. Jesus se preocupou em recolher o que sobrou para que nada fosse desperdiçado. O profeta Isaías escreveu sobre gastar dinheiro com aquilo que não é pão. Numa crise é importante que se gaste só com o essencial.

Igualmente importante é ter uma compreensão espiritual acerca do problema e uma vida devocional constante. Depois do milagre a multidão quis aclamar Jesus como Rei, ou seja, entenderam o milagre numa perspectiva terrena e política. Jesus supriu aquela necessidade material, mas depois instruiu sobre o fato dele ser O Pão da Vida. O espiritual não pode ser ofuscado pela visão materialista. A Vida espiritual estando em ordem as prioridades serão acertadas e Deus nos abençoará materialmente falando porque quem busca o Reino de Deus em primeiro lugar as outras coisas serão acrescentadas.

(O autor do artigo é o Pr. Eber Jamil, dono do blog).

OS PROPÓSITOS DOS MILAGRES DE JESUS

Jesus Texto Base:

Jo 20.30 e 31

30 Jesus, pois, operou também em presença de seus discípulos muitos outros sinais, que não estão escritos neste livro.

31 Estes, porém, foram escritos para que creais que Jesus é o Cristo, o Filho de Deus, e para que, crendo, tenhais vida em seu nome.

Introdução:

Existem nos evangelhos as narrativas de alguns milagres realizados por Cristo. Conforme está no texto base: nem todos os milagres foram escritos, mas os que foram escritos tiveram propósitos divinos.

Há três palavras gregas para designar um milagre:

  • Teras – coisa portentosa
  • Dunamis – poder maravilhoso
  • Seméion – um prova ou sinal sobrenatural.

Os milagres, no evangelho de João, são designados como “sinais”, e, em outra parte do NT, a palavra para “milagre” é regularmente ligada com o vocábulo que designa “sinal”. Isto nos ensina que os milagres não designam simplesmente a capacidade de Jesus fazer maravilhas, mas sim o messiado de Cristo. O objetivo do ministério de Cristo não era realizar milagres e sim buscar e salvar o que se havia perdido (Lc 19.10). Como observamos na cura do filho do oficial à distância, Jesus não quer que a fé nele se baseie nos sinais, mas sim naquilo que ele é: Deus, o caminho, a verdade e a vida (Jo 20.31 e 14.6). Vejamos alguns propóstitos dos milagres realizados por Cristo:

I – Manifestar a Sua Glória (Jo 2.11)

Veja Jo 2.11: Jesus principiou seus sinais em Caná da Galileia, e manifestou a sua glória; e os seus discípulos creram nele.

Segundo o dicionário da Bíblia de Estudo Almeida, a Glória é: auto-revelação da santidade, pureza e natureza de Deus (Sl 24.10). A nuvem luminosa (xequiná) que apareceu na tenda da congregação e no templo, no AT, manifestava a glória de Deus (Ex 15.11; 16.10; Nm 14.10; 16.19), a presença ativa de Deus para salvar o seu povo. No NT, a glória de Deus se manifesta em Jesus, Filho de Deus encarnado (Jo 1.14), e, particularmente, na sua morte, ressurreição e ascensão (Jo17.1; Hb 1.3).

A Glória de Deus é eterna; diferentemente do homem que é efêmera e passageira (Is 40.5-8); e uma das formas de Jesus manifestar a Glória de Deus que estava nele foi as realizações dos milagres (Jo 11.40).

II – Os milagres foram sinais de que o Messias havia chegado

Veja Is 35.5, 6; Is 61.1 e 2 e Lc 4.16-21 e compare com a resposta que Jesus enviou a João Batista, mostrando assim que os milagres que ele realizava atestavam que o Messias havia chegado (Mt 11.5). Observe como Mateus associa as realizações dos milagres realizados por Cristo como cumprimento do capítulo messiânico de Isaías 53. Compare Is 53.5 e Mt 8.16 e 17. Depois de ter acalmado a tempestade, os discípulos ficaram estupefatos com o domínio que Jesus tinha sobre a natureza. “Que homem é este, que até os ventos e o mar lhe obedecem?”, perguntaram os discípulos. (Mt 8.27). Depois da multiplicação dos pães e peixes muitos da multidão reconheceram que Jesus era o profeta prometido por Moisés (Jo 6.14; Dt 18.15).

III – Os milagres de Jesus apontavam para o fato que ele tem poder para perdoar pecados.

Tal verdade fica clara quando Jesus cura o paralítico de Cafarnaum. Jesus diz que, para mostrar que tinha autoridade para perdoar pecado, curaria o paralítico (Mc 2. 10 e 11). Aliás, este milagre mostra claramente que a maior necessidade do homem não é a solução dos seus problemas ou a cura de uma enfermidade, mas sim o seu relacionamento com Deus, onde o pecado é o principal obstáculo (Rm 3.23), depois de todo o esforço dos amigos do paralítico em levá-lo a Cristo. Jesus prioriza primeiramente o perdão dos pecados do paralítico, para depois curá-lo. Quantos querem uma cura física sem antes resolver o problema do pecado? O problema do pecado só é resolvido com a fé em Jesus como Salvador e Senhor.

IV – Os milagres mostram a divindade de Cristo

João escreve acerca dos milagres que ele mesmo narra: Estes, porém, foram escritos para que creais que Jesus é o Cristo, o Filho de Deus, e para que, crendo, tenhais vida em seu nome (Jo 21.31). Os evangelhos mostram 35 milagres específicos de Cristo, João escolheu apenas sete dos muitos milagres que Jesus operou. Vejamos os sete:

1. A transformação da água em vinho (Jo 2.1-11)

Mostra Jesus como o Senhor da qualidade. Tudo que ele faz supera as nossas expectativas. Seu poder transformador gera em nos uma verdadeira alegria que não se compara com nada que o mundo e a religião possa oferecer.

2. A cura do filho do oficial (Jo 4:46-54)

Jesus é O Senhor que vence as distâncias. O seu poder não está restrito a locais. A sua Palavra tem um longo alcance.

3. O paralítico do tanque de Betesda (Jo 5.1-9)

Jesus é O Senhor da misericórdia, que alcança os esquecidos e solitários vencidos pelo tempo.

4. A multiplicação dos pães e peixes (Jo 6.6-13)

Jesus é O Senhor da provisão que do escasso promove a multiplicação.

5. Jesus anda sobre as águas (Jo 6.19-21)

Jesus está acima das circunstâncias. É aquele que anda por terrenos inseguros e apazigua o vento contrário.

6. A Ressurreição de Lázaro (Jo 11.1-44).

Jesus é o Senhor da vida que nunca teve e nunca terá fobia da morte, pois ele venceu a morte, e com Jesus a morte já não existe, porque aquele que nele crê, ainda que esteja morto, viverá. A vida que ele nos dá é livre das faixas que nos impedem de caminhar livremente.

7. A Grande Pesca (Jo 21.1-8).

Jesus é o Senhor da produtividade que pode suprir, quando todo o nosso esforço é improdutivo. Quando lutamos e nada conseguimos, se ele mandar conseguiremos sob o poder de sua Palavra.

João escreveu estes milagres com o propósito de evidenciar a divindade de Cristo, e, uma vez isto crido, a pessoa teria a vida eterna.

Conclusão:

Percebemos que os milagres realizados por Cristo não eram um fim em si mesmo, mas tinham um propósito maior de manifestar sua glória; mostrar que ele era o Messias, que ele tinha autoridade para perdoar pecados e para ser crido como Deus.

(O autor do artigo é o Pr. Eber Jamil, dono do blog).

O MAIOR SINAL DE TODOS OS SÉCULOS.

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Texto Base:

Mt 12.38-41.

38 Então alguns dos escribas e dos fariseus tomaram a palavra, dizendo: Mestre, quiséramos ver da tua parte algum sinal.

39 Mas ele lhes respondeu, e disse: Uma geração má e adúltera pede um sinal, porém, não se lhe dará o outro sinal senão o do profeta Jonas;

40 Pois, como Jonas esteve três dias e três noites no ventre da baleia, assim estará o Filho do homem três dias e três noites no seio da terra.

41 Os ninivitas ressurgirão no juízo com esta geração, e a condenarão, porque se arrependeram com a pregação de Jonas. E eis que está aqui quem é maior do que Jonas.

Introdução:

Existem nos evangelhos 35 milagres realizados por Cristo. Sabemos que Cristo realizou muito mais milagres. Por isto João escreveu: “Jesus fez muitas outras coisas. Se cada uma delas fosse escrita, cuido que nem ainda o mundo todo poderia conter os livros que seriam escritos” (Jo 21.25). Porém os milagres escritos e relatados tinham um objetivo, segundo João: “… foram escritos para que creais que Jesus é o Cristo, o Filho de Deus, e para que, crendo, tenhais vida em seu nome” (Jo 20.31).

Mas qual foi o maior sinal? Creio que o maior sinal foi a ressurreição de Cristo destacado neste texto como o sinal de Jonas. Sendo o milagre ocorrido com Jonas inferior a ressurreição de Cristo. Como disse Jesus: está aqui quem é maior do que Jonas.

I – Alguns religiosos pedem um sinal a Cristo

Jesus fala do sinal de Jonas em resposta ao pedido dos escribas e fariseus por um sinal. Eles fecharam os olhos para inúmeros milagres que Jesus já havia realizado. Não era suficiente para eles que Jesus tivesse curado os enfermos, purificado os leprosos, ressuscitado mortos e expulsado demônios. Eles ainda não criam e nem tinham, na verdade, o desejo de crer, mas desejavam “provar” a Cristo. Creio que os maiores incrédulos vivem num ambiente religioso. Cercados por ritos, normas, porém sem vida com Deus. Eles erravam, apesar de serem mestres da lei; mas, na verdade, não conheciam as escrituras, como deveriam, muito menos, o poder de Deus (Mt 22.29).

Esses religiosos queriam um sinal sem crer; só pela vista. Jesus disse, em certa ocasião: Bem-aventurados os que não viram, e creram (Jo 20.29). Os religiosos agiram com incredulidade, em oposição à fé que é a certeza das coisas que se esperam, e a prova das coisas que não se veem (Hb 11.1).

Jesus não respondeu como o esperado a esses homens, porque não queria provar a sua divindade através de “testes humanos” e nem ser conhecido como um milagreiro ou curandeiro. Em muitas ocasiões, Jesus pedia àqueles que eram curados por ele para que não divulgassem suas curas (Mc 7.36; Mt 8.4; Mt 9.30; Mc 5.43 e Lc 5.14). Jesus sabia que o povo tinha tendência de distorcer o caráter de sua missão aqui na terra. Jesus veio implantar o reino de Deus, espiritualmente falando, o qual tinha implicações terrenas (Mt 6.10; Mt 6.33; Mt 13.11; Mt 13.45 e Mt 18.3); porém as multidões esperavam um Messias, no sentindo político e terreno, o qual os libertasse do jugo romano (Jo 6.15; Jo 6.26 e 27). Jesus veio salvar e buscar o que se havia perdido (Lc 19.10).

Como a geração daqueles fariseus e escribas, vivemos numa geração má e adúltera sedenta por sinais, sem desejar o novo nascimento, a regeneração, a mudança de vida e sem uma fé legítima (At 8.9-25).

II – O maior de todos os sinais

Para confirmar a obra de Jesus, haveria o maior sinal de todos: Deus ressuscitaria seu Filho da sepultura. Maior sinal do que aquele que serviu para a conversão de toda a Nínive. Vários obstáculos foram vencidos para que a ressurreição de Cristo ocorresse. Vejamos alguns deles: A) A pedra enorme. A pedra pesava cerca de uma tonelada e meia e foi revolvida por um terremoto de origem divina (Mt 28.2). B) A guarda romana. Uma escolta de soldados romanos guardava o túmulo (Mt 28. 62 -66), mas foi vencida. C) O selo romano. Foi colocado sobre a pedra um selo romano para que ninguém violasse (Mt 27.66). Quem violasse o selo romano era passível de morte. D) A morte. A morte em si era o maior obstáculo para a ressurreição de Cristo, mas Jesus venceu a morte (Mt 28. 5 e 6).

Na ressurreição de Cristo o poder político e terreno do Império Romano foi vencido, foi vencido também o poder de Satanás e o poder da morte (1 Co 15.54-57).

III – Jesus maior do que Jonas:

O fato de Jonas ter sido lançado no mar e engolido por um grande peixe impactou os ninivitas, juntamente com a pregação dele, a tal ponto de todos se converterem, proclamarem um jejum onde até os animais jejuaram, e vestiram-se de pano de saco, desde o maior até o menor (Jn 3.5-10). “A população total de Nínive deveria ser, aproximadamente seiscentos mil habitantes, uma vez que havia 120 mil crianças e também muitos animais” (Jn 4.11) (Bíblia Anotada Expandida). Maior impacto deve causar a ressurreição de Cristo, porque ele é maior do que Jonas. Que tipo de impacto a ressurreição de Cristo deve nos causar?

  • Poder para se viver uma vida nova – Quando manifestamos a nossa fé em Jesus, identificamo-nos com sua morte e ressurreição. Morremos para o domínio do pecado e de Satanás, e recebemos o poder da ressurreição para viver uma vida nova (Rm 6.4-15).
  • Poder para enfrentar as lutas – Temos o poder da ressurreição de Cristo em nossas vidas que nos ajuda a enfrentar os percalços da vida (2 Co 1.8-11 e Rm 8.11).
  • Testemunho e pregação com mais autoridade – Jesus está vivo e nos outorga poder para ser suas testemunhas (Mt 28.19-20; Mc 16.15-19 e At 5.29-32).
  • Temos uma esperança viva – Porque o nosso Senhor está vivo (1 Pe 1.3-9).

Conclusão

Jesus deixou para aquela e para esta geração má e adúltera o maior se todos os sinais: a sua ressurreição. Venceu, com isto, o Império Romano, Satanás e a morte. Ninguém pode resisti-lo. Jesus chamou tal milagre de sinal de Jonas. Jonas sobreviveu dentro do ventre de um grande peixe e pregou a palavra de Deus, levando toda a Nínive ao arrependimento. Se Jonas, que é inferior a Cristo, impactou de tal forma, quanto mais a ressurreição de Cristo. Sejamos divulgadores e proclamadores da ressurreição de Cristo que continua a impactar todas as gerações. Sirvamos ao Senhor que está vivo e que nos prometeu buscar para estarmos com ele (Jo 14.1-3).

(O autor do artigo é o Pr. Eber Jamil, dono do blog).

TENDO OLHOS, NÃO VEDES?

AANM.JESUSHEALSTHEBLINDMAN

Leia Mc 8.10-26

Neste texto bíblico, objeto de nossa meditação, os verbos olhar e ver são empregados várias vezes; não só em conexão com a cura do cego de Betsaida, mas desde o pedido dos fariseus a Jesus: um sinal do céu. Na verdade, a cura do cego é o ponto culminante deste assunto.

O fato de Jesus curar esse cego em duas etapas tinha o propósito de mostrar aos díscipulos que eles ainda enxergavam as coisas espirituais de forma turbada. Já enxergavam espiritualmente, porém, não enxergavam de forma nítida como o cego de Betsaida, antes do segundo toque. Veja as perguntas que Jesus fez aos díscipulos: “Tendo olhos, não vedes? E tendo ouvidos, não ouvis?”

I – A cegueira dos fariseus:

Logo depois da multiplicação dos pães pela segunda vez, os fariseus incrédulos se aproximam de Jesus para o “tentar”, pedindo um sinal do céu. Eles não desejavam crer, mas sim “provar” a Cristo. Jesus havia acabado de multiplicar os pães pela segunda vez (Mc 8.1-10); mesmo assim os fariseus pediam outro sinal. Segundo a narrativa de Marcos, Jesus respondeu que não daria nenhum sinal àquela geração. Segundo a narrativa de Mateus (16.1-4), o único sinal dado seria o do profeta Jonas, o qual se refere ao fato de Jonas ter ficado três dias e três noites no ventre do peixe, assim como Jesus ficaria no coração da terra três dias e três noites e depois ressuscitaria, como de fato aconteceu (Mt 12.38-41). Jesus, ao se referi aos fariseus, chamou-os de guias cegos (Mt 23.16, 17, 19, 23, 24 e 26). Os fariseus eram cegos por sua incredulidade, jactância e justiça própria. Jesus não cede à provocação dos fariseus, pois ele não veio para aqueles que se acham sãos, mas para aqueles que reconhecem as suas enfermidades (Lc 5.31 e 32).

II – A visão turbada dos discípulos

Por sua vez, os discípulos que já enxergavam espiritualmente falando, mostram ter ainda uma visão turbada das coisas espirituais. Durante a travessia no barco Jesus faz uma advertência para que eles se guardassem do fermento dos fariseus e de Herodes. “Os judeus, seguindo o mandamento de Deus (Ex 13.7), evitam o uso de toda levedura na semana imediatamente após a Páscoa. Na época de Cristo, a levedura simbolizava a má inclinação do homem. Jesus aplica o símbolo da levedura à corrupção espiritual daqueles que procuram derrotar seu Messias” (in: Bíblia Vida Nova). “O fermento dos fariseus era a hipocrisia (Lc 12.1), e o fermento de Herodes era o secularismo e o mundanismo”. (in: Bíblia Anotada Expandida).

Jesus trata com seus discípulos de algo espiritual, porém eles têm uma compreensão materialista da advertência, e começaram a discutir entre si, dizendo que Jesus tinha falado isto, porque eles não tinham trazido pão (Mc 8.16). Tal compreensão materialista de algo espiritual é um dos aspectos da visão espiritual turbada dos discípulos. Um segundo aspecto é a incredulidade deles. Eles discutiram entre si, porque não tinham trazido pão, só que o texto informa que eles tinham um pão (v.14) o qual consideraram como um nada. Jesus faz uma série de advertências a eles:

Para que arrazoais que não tendes pão? Não considerastes nem compreendeis ainda? Tendes ainda o vosso coração endurecido? Tendo olhos, não vedes?

Eles estavam discutido entre si, porque só tinham um pão, e ainda consideravam esse único pão um nada, depois de Cristo ter realizado as duas multiplicações de pães e peixes (Mc 8.19 e 20). E aí está o terceiro aspecto da visão turbada dos discípulos: a memória curta. Quando digo: memória curta, não estou dizendo que eles tinham esquecido da primeira e da segunda multiplicação dos pães; porém, refiro-me ao fato de que eles não aplicavam as experiências anteriores ao presente da vida deles. Os discípulos discutiram, porque tinham um só pão, quando Jesus já havia alimentado, com poucos pães, cinco mil pessoas, na primeira multiplicação, e quatro mil, na segunda multiplicação.

III – A cura do cego de Betsaida

Depois do pedido dos fariseus, e depois do diálogo, acontece a cura gradual desse cego de Betsaida; tal fato é o ápice da narrativa. Este milagre é narrado por Marcos somente. Percebemos que os fatos estão interligados: os fariseus queriam ver, porém eram cegos espirituais. Os discípulos viam espiritualmente, porém de forma turbada. Agora Jesus encontra com um cego, no sentido físico, que passa por um processo para ter uma visão completa.

Jesus tomou o cego pelas mãos para levá-lo para fora da aldeia. Cuspiu em seus olhos e perguntou-lhe se via alguma coisa. O cego respondeu:

Vejo os homens; pois os vejo como árvores que andam.

Jesus dá um segundo toque. Observemos que Jesus não desejava que o homem apenas enxergasse, mas que enxergasse bem. Era o mesmo desejo que ele tinha em relação aos discípulos que enxergassem as coisas espiritualmente falando de forma clara.

Temos nessa cura gradual do cego uma ilustração vívida do modo pelo qual o Espírito Santo continua a operar na transformação das almas, através da santificação. Aquele que foi salvo por Jesus passa a enxergar cada vez mais pelo processo da santificação. Não basta a recuperação parcial da vista. Na santificação o crente não pode ficar no meio do caminho. “A vereda dos justos é como a luz da aurora que vai brilhando mais e mais até ser dia perfeito” (Pv 4.18). Nós que fomos guindados para o reino da Luz do Senhor, precisamos enxergar, de forma clara, questões como sexualidade, dinheiro, vida familiar, o próximo e outras.

Conclusão

Neste milagre fica patente que, quando Jesus realizava um milagre, muitas vezes, ele não apenas objetivava a cura e salvação do indivíduo, mas também o crescimento espiritual dos seus discípulos e das multidões que o cercavam. Os milagres de Cristo são pedagógicos, cheios de lições preciosas que devem ser guardadas em nosso coração.

(O autor do artigo é o Pr. Eber Jamil, dono do blog).