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A FELICIDADE DOS PACIFICADORES.

pacificadores

É tão chamativo o fato de Jesus ter dito que os pacificadores seriam chamados filhos de Deus. Mostrando que a paz é algo tão intrínseco a Deus e que seus filhos carregariam esta marca mesmo o homem sendo suscetível a violência até entre seus familiares como foi o caso do primeiro homicídio entre os dois irmãos Caim e Abel.
A pessoa se torna filho de Deus por adoção quando recebe a Jesus e nasce de novo (Jo 1;12). Deixa de contender contra Deus (Os 4:1) e passa ter paz com Deus (Rm 5:1). Portanto, o pacificador é aquele que é nascido de novo e deseja paz estando disposto a fazer tudo quanto for verdadeiro para que esta paz esteja presente em todos os níveis. Digo isto, porque muitos pensam que pela paz se pode fazer qualquer “coisa”, mas não deve ser assim. O pacificador procura a paz e segue-a (Sl 34:14 e Rm 14:19). Seguindo-a ele não tem a vida contaminada pela amargura (Hb 12:14 e 15).
A personagem Jack Bauer da série 24 horas retrata bem o pensamento de muitos. Ele fez muitas coisas de forma arbitrária para manter a paz e usou de métodos controvertidos e até torturas. O pacificador não vê a paz como apenas uma finalidade, mas como o modo de conduzir a própria vida. Portanto, não usará de meios arbitrários.
Por mais que tentemos fazer a paz com determinadas pessoas, elas se recusaram a viver em paz conosco, porque somos de Cristo, e nosso estilo de vida cristão revela a inimizade já existente contra Deus, A nossa parte é seguir a recomendação: “se for possível, quando estiverdes em vós, tendes paz com todos os homens”. Como filhos de Deus desejaremos a paz indo contra o fluxo de ódio, rancoroso deste mundo. Teremos a disposição para pedir perdão e perdoar. Buscando a reconciliação para que possamos cultuar a Deus sem empecilhos (Mt 5:23 e 24).
Não devemos nos assombrar, e nem nos maravilhar, quando tais coisas acontecem, porque primeiro aconteceu com Cristo. Como Jesus alertou aos seus discípulos primeiro odiaram a Ele. Somos seguidores de Cristo e como tais, receberemos retaliações e perseguições. Quando isto acontecer pela causa de Cristo devemos: “exultar e nos alegrar porque grande é o nosso galardão no céu”. Estamos tão identificados com Cristo e Sua causa que a animosidade a Ele vira antagonismo a nós.
Diante das situações de oposição o pacificador também tem que lidar com a forma de reagir aos enfrentamentos oposicionistas. Portanto, é importante saber reagir positivamente ao mal combatendo-o com o bem (Rm 12:18-21). Não podemos nos esconder em desculpas e reagirmos de forma destrambelhada ao ódio deste mundo. Quando se combate o mal com o mal se está sendo derrotado. O pacificador é aquele que responde a palavra dura com brandura (Pv 15:1), tardio no falar e pronto a ouvir (Tg 1:19). Como Paulo escreveu aos Coríntios: “as armas da nossa milícia não são carnais, mas sim poderosas em Deus para destruir fortalezas” (II Co 10:4). Portanto, como pacificadores nos utilizaremos destas armas disponíveis em Cristo que habita em nós pela pessoa do Espírito Santo.
Concluindo, podemos afirmar que o pacificador será levará a mensagem do evangelho, que são as boas-novas da Paz com Deus, que é refletida em paz nos relacionamentos. Como parte da armadura cristã estão os pés do crente calçados dos na preparação do evangelho da paz (Ef 6:15). Jesus na cruz desfez a inimizade que havia entre gentios e o povo de Deus mostrando que o caráter do cristianismo é a pacificação. Como Paulo falou a respeito de Cristo: E, vindo, ele evangelizou a paz, a vós que estáveis longe, e aos que estavam perto (Ef 2:17). Unindo aqueles povos que eram antagônicos em um único povo, que é a família de Deus, a saber os que creem em Jesus. A mensagem que o crente proclama é da reconciliação, mas somos mais do que arautos, somos embaixadores da reconciliação. “Portanto, somos embaixadores de Cristo, como se Deus estivesse fazendo o seu apelo por nosso intermédio. Por amor a Cristo lhes suplicamos: Reconciliem-se com Deus” (2 Co 5:20).
Felizes são vocês os pacificadores!

(O autor do artigo é o Pr. Eber Jamil, dono do blog).

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A FELICIDADE DOS QUE TÊM FOME E SEDE DE JUSTIÇA.

 

fome e sede

Jesus não disse que a felicidade vem como resultado da fome e sede da felicidade. Isto é um verdadeiro desmonte no conceito moderno sobre a felicidade. Certamente, muitos pensam assim, que a felicidade é alcançada quando colocada como alvo principal. A mídia e as artes de uma forma geral instigam em nós esse tipo de pensamento. Aqueles que entram nesta onda, muitas vezes, entram pelo caminho onde os fins justificam os meios e ao invés de encontrarem a felicidade trazem para si muitas dores. Outros projetam a felicidade nas realizações dos sonhos de forma idolátrica, quando realizam não encontram a satisfação e ficam insatisfeitos com aquilo que almejavam e alcançaram.

Algo que fica claro nesta bem-aventurança é que se a pessoa tem fome e sede de justiça ela sabe que é desprovida de justiça própria. Ela não se considera autossuficiente na questão da justiça. O que é um posicionamento diferente da maioria dos religiosos no tempo de Cristo e de hoje que consideram o cumprimento dos ritos e dos preceitos como suficientes para alcançar a justificação pelos próprios méritos. No sermão do monte Jesus mostra que a justiça é mais do que uma conduta exterior adequada, mas que envolve um posicionamento como um todo o qual começa no interior. Não adiante ser “certinho” por fora e “corrompido” por dentro. Jesus disse neste sermão que a nossa justiça deveria exceder a dos fariseus, que se achavam autossuficientes. Portanto, ter fome e sede de justiça é ir além de si mesmo, esperar e receber a justiça que vem de Deus.

Cristo nos ensina que os felizes são os que têm fome e sede de justiça. São os que tem desejo de cortar relações com a injustiça tão presente na vida moderna. A Bíblia faz distinção entre o caminho do justo e o caminho do ímpio. Aquele que tem esta fome anda distintamente no caminho da justiça diferentemente dos ímpios. Muitos associam a felicidade a transgressão e a quebra de princípios. Para Jesus não é assim, a injustiça é caminho que leva a destruição e a justiça é o caminho daqueles que desfrutarão a eternidade. Caminhar sem alianças espúrias e injustas e desvencilhar-se das injustas é uma forma de manifestação desta fome e sede.

A fome também é sinal de apetite que é necessária para o crescimento. A falta de fome e sede pela justiça é sinal de problema espiritual. Mostra uma acomodação com o raquitismo e a pequenez da injustiça praticada na sociedade, que é dominada pelo sistema de pensamento mundano dominado pelo maligno. O bem-aventurado rompe com esse padrão e busca a justiça na prática e nos relacionamentos.

Esta fome que estamos tratando só pode ser satisfeita em Jesus, pois a justiça do homem, segundo o profeta, é trapo da imundícia. A fé em Cristo é o meio da pessoa ser justificada e tornar-se justa. Não são obras, sacrifícios, rituais que justificam, mas é por meio da fé na Obra de redenção feita por Jesus Cristo. Os felizes são aqueles que creem na justificação pela fé. Portanto, não vivem no autoengano confiando numa justiça própria que não justifica e só faz a pessoa se achar melhor que os outros.

A promessa para aqueles que têm este tipo de fome é que serão fartos. O caminho do cristão, aqui e agora, é uma busca constante pela santificação e comprometimento com a justiça, sendo uma pessoa justa, pois ele é justificado. Tal justificação traz pacificação interior e saciedade quanto a salvação. O cristão sabe que chegará o dia em que a justiça será plena e cabal quando estiver na Presença de Deus. Não havendo mais este tipo de fome no céu, pois lá haverá a perfeição.

(O autor do artigo é o Pr. Eber Jamil, dono do blog).

FELICIDADE DOS MANSOS.

mansidão

Ser manso é ser gentil, humilde e cortês. Traz a ideia de um animal selvagem que foi domesticado, que passou a ser manso e obediente ao seu dono. Não é o tipo de pessoa que faz o perfil do herói, do mocinho nos filmes. Não é o perfil esperado de alguém que consiga conquistar algo na vida, pois o que se pensa do manso é que ele é sempre passado para trás e ultrapassado. Entretanto, essa visão é mundana, conforme o homem vê. Deus vê de forma diferente. Jesus incluiu os mansos nas bem-aventuranças mostrando ser uma característica desejável e uma postura na vida em consonância com a verdadeira felicidade sendo diferente da visão do que é ser manso no mundo.

Ser manso segundo Cristo é tratar bem as pessoas independemente do trato dessas pessoas em relação a nós. Não é pagar com as mesmas moedas. Não é pagar mal com mal. O manso utiliza-se das ferramentas espirituais e corretas para enfrentar a animosidade. Pode parecer uma atitude que levará a derrota, mas é uma forma vencedora, porque combater mal com o mal é ser derrotado, mas vencer com o bem, com ações que agem segundo os valores e princípios de Deus é vencer verdadeiramente.

Ser manso é ser ensinável e submisso a vontade de Deus. Eles se deixam guiar. O caráter de quem ensina deve ser manso, e, por conseguinte, daquele que aprende também. A arrogância não combina com a mansidão porque o arrogante não aceita ceder aos seus pretensos direitos segundo sua mentalidade arrogante. Jesus quando convidou aos cansados e oprimidos, que reconhecem suas necessidades, diferentemente dos arrogantes, convidou-os também a aprender com Ele que afirmou ser manso e humilde de coração.

A mansidão é a disposição de entregar-se a Deus que julga todas coisas justamente. O manso é capaz de abrir mão em benefício da paz. Não faz valer seus direitos atropelando princípios e qualquer um que venha pela frente. Não é ser um trator no jardim das margaridas. É alguém que constrói e edifica. Creio que na contenda em Abraão e Ló vemos um exemplo de mansidão em Abraão, que deixou Ló escolher primeiro, mesmo sendo o patriarca da família. A consequência é que Deus mostrou para ele o seu caminho e a terra que sua descendência possuiria.

Ser manso não é ser passivo, é mostrar uma santa indignação quando os valores do Reino de Deus são atingidos. Jesus sendo manso, humilde de coração entrou em Jerusalém montado num jumentinho e foi recebido com honra.  Ao chegar no templo indignou-se com o comércio e expulsou os vendilhões. Moisés que deparou com a festa idolátrica do povo depois de estar na Presença de Deus. Ficou indignado, quebrou as Tábuas da Lei e não foi censurado por Deus pois sua ira foi legítima.

A nossa sociedade prega que ser “bom” é coisa de “trouxa”, pois sempre fica no prejuízo. Cristo afirma que os mansos são felizes porque herdarão a terra, que tem um sentido presente pela forma de conquistar uma qualidade de vida pacificada e num sentido futuro as mansões celestes. Ser manso não é coisa de bobão, mas de gente corajosa, gente que recebeu O Espírito Santo de Fortaleza, de Amor e de Moderação.

Mansidão no Novo Testamento é descrito como uma das características do Fruto do Espírito, ou seja, característica de Cristo que pelo Espírito Santo é dado ao crente desenvolvendo-se com o amadurecimento. Para tanto é preciso viver uma vida submissa a Vontade de Deus. Cada vez que andarmos em Espírito seremos influenciados pelo mesmo em nosso modo de ser e ficaremos cada vez mais semelhante a Cristo tendo as características do fruto do Espírito evidenciados em nós e consequentemente seremos felizes.

(O autor do artigo é o Pr. Eber Jamil, dono do blog).

A FELICIDADE DOS QUE CHORAM.

choro

Bem-aventurados os que choram porque serão consolados.  Esta bem-aventurança de Jesus afirma que na Vida Cristã a felicidade passa pelo choro. Nós imaginamos, muitas vezes, que só existe o sorriso na vida cristã, mas existem lágrimas, e por sinal, especificamente essas lágrimas são poucas derramadas. Muita gente que serve a Deus esquece ou não sabe que estas lágrimas são necessárias e vitais para a vida com Deus. Se não sentirmos esse tipo de tristeza não seremos realmente felizes. Parece uma afirmação paradoxal, mas conforme eu for expondo você entenderá o significado.

De que choro Jesus falou? O choro de arrependimento pelos nossos pecados. Paulo escrevendo aos coríntios fala deste tipo de tristeza como uma tristeza segundo Deus e quando escreveu sobre esta tristeza contrastou com a tristeza segundo o mundo que leva a morte. Na Bíblia há muitos exemplos destes dois tipos de tristezas. Pedro por ter negado a Jesus sentiu a tristeza segundo Deus e se arrependeu. Judas por ter traído a Jesus sentiu a tristeza segundo o mundo e enforcou-se. Davi diante dos pecados que não saiam diante dele ele sentiu a tristeza segundo Deus e se arrependeu. Saul não sentiu a tristeza segundo Deus e de derrocada em derrocada acabou tirando a própria vida.

A tristeza segundo Deus nos põe cara a cara com a nossa concupiscência, que é a nossa inclinação para o pecado, e nos põe cara a cara com a incapacidade de solucionar o problema do pecado, o que nos leva a Deus pelo Espírito Santo como único que pode nos perdoar através de Jesus. O choro segundo o mundo nos faz cometer antropofagia em nós mesmos porque quando não buscarmos Deus como solução violentamos a nós mesmos com o sentimento de remorso.

Podemos entender o tipo de choro que Jesus se referiu quando observarmos quando próprio Jesus chorou e uma das duas vezes foi quando Jesus viu o choro das irmãs de Lázaro pela morte dele e pela comoção da multidão em torno do acontecimento. Jesus viveu assim o que Paulo mais tarde recomendaria: chorai com os que choram. Jesus sentiu a dor do outro. Percebeu o drama que é para o ser humano perder alguém. Mesmo sabendo que haveria de ressuscitar Lázaro não deixou se conturbar pelo dor alheia. Bem-aventurados são os que choram com os que choram.

A outra vez que Jesus chorou somente Lucas relata o fato. Aproximando-se de Jerusalém Ele chora afirmando que Jerusalém seria destruída pelos inimigos o que aconteceu em 70 d.C., quando as tropas romanas cercaram e destruíram a cidade. Jesus chorou pela falta de senso de oportunidade que Jerusalém teve com a sua entrada triunfal e desperdiçando a oportunidade de arrependimento. O choro foi pela calamidade, pelo desperdício, pela obstinação da cidade.

Voltando ao entendimento sobre a tristeza segundo Deus creio que a temos quando choramos pelos nossos pecados, dos outros e pela obstinação para o mal do próximo. Temos os exemplos da situação de Jesus acerca de Jerusalém e a comoção que Daniel teve registrada no seu livro com seu nome e autoria no capítulo 9. Daniel faz uma oração e confessa a Deus seus pecados e os do seu povo. Ele estava preocupado com a profecia de Jeremias acerca do cativeiro que duraria 70 anos, que já chegava ao fim, e pediu a restauração do Templo e do Povo a Deus. Chorar pelos pecados dos outros também é uma tristeza segundo Deus e por isto bem-aventurada.

A bem-aventurança inclui uma promessa: eles serão consolados. A consolação do choro dentre os significados podemos destacar seu caráter fisiológico. Ao chorar fisicamente depois sentimos um certo alívio. O choro é no seu aspecto fisiológico um certo escape para a dor do corpo ou da alma. A tristeza segundo Deus, que pode nos levar o choro, é a primeira etapa do arrependimento e havendo-o há depois a confissão, o abandono e novo conduta, ou seja, o penitente é consolado. O Resultado será o consolo e a felicidade de ser perdoado. O perdão não acontece por causa do choro, mas por causa do sacrifício de Jesus. Entretanto, o arrependimento, muitas vezes, manifesta-se através das lágrimas. Agora quando a tristeza segundo Deus é pelo dor alheia habilita a apoiar o triste no seu momento de aflição recebendo a consolação ao ver o outro de alguma forma sendo ajudado. Quanto aos que choram pelos pecados alheios estes tornam-se verdadeiros intercessores que não oram com formalidade, mas com amor e entrega, encontrando o consolo no amor de Deus que está compartilhando pelo próximo.

Concluindo podemos afirmar que a Bem-aventurança deixa implícita que quando os que choram segundo Deus estão em sintonia com Deus e por isto são consolados. Este choro é sinal de inquietude no relacionamento com Deus, com relação a si mesmo ou com o próximo e este é bem-aventurado. No futuro próximo a bem-aventurança também se refere ao estado final de Glória no céu, onde o consolo de Cristo será completo, pois o pecado não existirá mais. O choro segundo Deus pode ser incialmente de tristeza, mas a promessa para os que choram assim é consolação, ou seja, a felicidade segundo Deus passa pelo choro.

(O autor do artigo é o Pr. Eber Jamil, dono do blog).

TOME UMA ATITUDE!

atitude (1)

Gn 42:1 e 2 – Vendo então Jacó que havia mantimento no Egito, disse a seus filhos: Por que estais olhando uns para os outros? Disse mais: Eis que tenho ouvido que há mantimentos no Egito; descei para lá, e comprai-nos dali, para que vivamos e não morramos.

Jacó e sua família encontravam-se em situação difícil. Havia uma fome mundial que tinha atingido o mundo da época. Ele era um homem idoso e experimentado no sofrimento. Recebeu notícias anos atrás não verídicas que seu filho José havia morrido dadas pelos seus próprios filhos, irmãos de José. Agora com a fome ele sabia que havia comida no Egito, sem saber que José é que governava, perguntou aos filhos porque olhavam uns para os outros e não tomavam a atitude de ir ao Egito buscar alimento. Este momento é bem instrutivo porque passamos constantemente entre a tensão da espera e da atitude, mas aquele momento era a da atitude.

Os irmãos de José e Jacó não sabiam da história toda. Eles não sabiam que a venda de José como escravo, que para o Pai havia morrido, cooperou para que José estivesse na posição de Governador do Egito e que ele seria instrumento de Deus para salvar a própria família. Enquanto os irmãos perplexos olhavam uns para os outros Deus já havia providenciado o socorro naquela fome mundial. O assombramento, a perplexidade podem ser fatores impeditivos de uma atitude da nossa parte. Porém, Jacó despertou seus filhos para a realidade e instigou-os a tomarem uma atitude e buscarem ajuda no Egito.

Outro fato bíblico trata da tensão entre a espera e a atitude. Foi quando o povo de Israel saiu liberto do Egito, mas um movimento de reação do Império Egípcio se iniciou. Os Egípcios seguiram e caçaram a Israel que se viu diante do Mar Vermelho ladeado pelos montes não tendo com escapar do cerco. O povo de Israel ficou estacionado e apavorado clamando a Deus sem tomar uma atitude. E o Senhor disse a Moisés: “Por que clamas a mim? Dize aos Filhos de Israel que marchem”. A oração é vital, mas aquele momento era o momento da ação.

Creio que muitos estão assim com relação a sua salvação. Já ouviram falar de Cristo. Sabem que são pecadores. Mas se acomodam numa posição de meio lá e de meio cá. Sabem que é preciso tomar uma decisão acerca de Cristo, mas estão esperando. São bons observadores. Até pedem ajuda a Deus! Mas, não tomaram uma posição firme em relação a Cristo. Dão desculpas do tipo: ainda não estou preparado! Deixa eu envelhecer um pouco mais! Tal atitude se chama procrastinação e pode ser fatal quando relacionada a vida eterna. A Palavra de Deus diz:  Portanto, como diz o Espírito Santo: Se ouvirdes hoje a sua voz, Não endureçais os vossos corações, Como na provocação, no dia da tentação no desertoHebreus 3:7,8

Nas duas histórias em questão a vida estava em xeque. No tempo de Jacó uma fome mundial e só havia haveres no Egito. Diante do Mar Vermelho o povo de Israel estava cercado ameaçado de morte e escravidão. Assim, é a questão da Eternidade, é vital e não se pode postergar uma decisão. Aquele que não crê em Jesus já está condenado e só sai da condenação se crer em Jesus. Enquanto fica pensando numa decisão continua condenado eternamente podendo a morte chegar e não haver mais possibilidade de reversão. Observe o que o texto abaixo diz:

Porque Deus enviou o seu Filho ao mundo, não para que condenasse o mundo, mas para que o mundo fosse salvo por ele. Quem crê nele não é condenado; mas quem não crê já está condenado, porquanto não crê no nome do unigênito Filho de Deus. E a condenação é esta: Que a luz veio ao mundo, e os homens amaram mais as trevas do que a luz, porque as suas obras eram más.
Porque todo aquele que faz o mal odeia a luz, e não vem para a luz, para que as suas obras não sejam reprovadas. João 3:17-20

Certa vez vi uma exposição com obras de Rodin e fiquei muito admirado com O pensador e descobri que ele está em outra obra de Rodin a porta do Inferno baseada na obra de Dante Alighieri a Divina Comédia. É interessante pensar que O Pensador está incrustado na Porta do Inferno juntamente com outros personagens. Mostra bem que se alguém fica pensando, sobressaltado, pasmado, sobre a eternidade, mas não toma uma decisão acabará no inferno. A obra de arte acaba sugerindo o que verdadeiramente acontece.

A fé é a atitude a ser tomada. A separação de Deus e a condenação causada pelo pecado somente em Jesus pode ser resolvida. Deus que amou o Mundo enviou Jesus com este propósito. Quem crê tem seus pecados perdoados, a comunhão com Deus estabelecida e recebe a Vida Eterna, que é a vida de Deus. A fé são as mãos que nos utilizamos para receber a salvação, conforme ensina Langston. Não há mérito pessoal quanto a salvação por receber Jesus mediante a fé. A fé vem pelo ouvir a Palavra de Deus e a pessoa só passa a crer que foi convencida pelo Espírito Santo, mas na fé há volição, há uma entrega, há uma não resistência ao Espírito, a fé é atitude que devemos tomar diante da Providência de Deus, que é Seu Filho Jesus, o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo. “Creia no Senhor Jesus e serás salvo!” Não fique pasmado existencialmente e nem substitua a fé por alguma atitude religiosa que fica no meio do caminho! Creia!

(O autor do artigo é o Pr. Eber Jamil, dono do blog).

SENTIMENTO DE URGÊNCIA.

urgente

Jo 9: 4 – Convém que eu faça as obras daquele que me enviou, enquanto é dia; a noite vem, quando ninguém pode trabalhar.

Queiramos ou não temos que lidar com a questão do tempo. Ele passa de forma inexorável. Quando nascemos, nascemos num determinado dia e crescemos vivenciando o tempo que nos é dado. Creio que a sabedoria é imprescindível para que lidemos adequadamente com o tempo. Moisés pediu a Deus para ensiná-lo a contar os dias até que ele adquirisse um coração mais sábio. Mostrando a essencialidade de se viver discernindo, fazendo as escolhas adequadas aproveitando bem e com sabedoria o tempo que se vive.

O ditado popular afirma que a pressa é inimiga da perfeição. Mostrando que o povo entende que para se fazer bem feito e organizado é preciso fazê-lo no tempo adequado. Porém, podemos afirmar que este ditado não é uma verdade absoluta. A pressa pode ser muitas vezes precipitação, ansiedade e ausência de maturação. Todavia, o versículo escolhido desta mostra que para fazermos a obra de Deus neste mundo precisamos ter sentimento de urgência quando o assunto é pregar o evangelho para tirar as vidas das trevas, da cegueira espiritual.

A imprevisibilidade da vida é um aspecto importante para que consideremos a decisão acerca da eternidade urgente. Não sabemos quando a morte chega. Sabemos pela Palavra de Deus que depois da morte segue o juízo, ou seja, já não há mais nada a ser feito. Colheremos a eternidade com Deus ou sem Deus. É na vida que devemos tomar a decisão. A palavra de Cristo alerta que a noite chegará e não se poderá fazer mais nada quanto a questão da eternidade. Portanto, a Igreja precisa ter um sentimento de urgência quanto a pregação do evangelho porque alguém só pode ser salvo enquanto tiver vida.

Há Igrejas avessas a organização. Há outras que são tão organizadas que não se abrem para um direcionamento específico do Espírito Santo. Não podemos pender para os extremos. A direção do Espírito e a organização não são incompatíveis, ou excludentes. A forma como é descrita a criação no livro de Gênesis mostra claramente como Deus criou tudo harmonicamente e perfeito. A preocupação dos apóstolos em escolher um substituto para Judas Iscariotes mostra uma organização eclesiástica já em formação. Quando Jesus multiplicou os pães e peixes primeiramente agrupou as pessoas em pequenos grupos para que todos se alimentassem. Esses exemplos apontam para a necessidade da Igreja Local organizar-se segundo a direção do Espírito para que as prioridades da evangelização e de missões sejam realizadas urgentemente e eficientemente no Poder de Deus. Ter o sentimento de urgência não significa agir de forma desorganizada.

A inconformação não pode ser vista sempre como algo negativo. O inconformado não é necessariamente o rebelde. Romanos capítulo doze que todos conhecem bem exorta-nos a não aceitarmos a forma do mundo. Portanto, o sentimento de urgência está harmonizado com este princípio porque ao priorizarmos a pregação do Evangelho levaremos pessoas a serem libertas da “forma” e “prensa” humana que amolda a pessoa segundo a vontade do inimigo de nossas almas – Satanás.

O povo de Deus não pode ser “letárgico”. Viver como num “torpor”. Seu discernimento precisa estar aguçado. Portanto, o povo de Deus não pode ficar num “marasmo” quanto a obra de evangelização e missões. Paulo exclamou: “ai de mim se não anunciar o Evangelho”. Pregar é um imperativo que não pode ser realizado de forma secundária. A salvação das almas é prioridade. Façamo-nos com sentimento de urgência.

Satanás certamente trabalha através dos “secretários” formas de retardar o progresso da Igreja quanto a obra de evangelização. Ele se opõe de forma frontal, velada ou sutil, mas certamente trabalha para nos impedir de ganhar almas. A famosa palavra de Cristo de que as portas do Inferno não resistirão a Igreja do Senhor nos mostra que quando a Igreja avança pelo Poder de Deus vence a resistência e a oposição maligna. O inimigo de nossas almas põe uma lente de aumento em si mesmo para intimidar. Ele brame como um leão, mas não é, ele usa de falsidades. O verdadeiro leão, é o leão da tribo de Judá, Jesus Cristo que venceu e despojou os principados e potestades, e a Igreja como Seu corpo triunfa sobre as resistências e obras de satanás.

Portanto, sem receios façamos a Obra de Deus com empenho sabendo que a eternidade de muitos sobre condenação podem ser evitadas e isto só mudará se enquanto for dia as almas ouvirem e crerem no Evangelho.

(Oautor do artigo é o Pr. Eber jamil, dono do blog).

A SOMBRA DE UMA CRUZ NO NATAL.

sombra da cruz

Existe uma música natalina bem tocante onde se canta que havia na ocasião do nascimento de Jesus uma sombra de um cruz. Creio que a ideia não é apenas oriunda do compositor. É fato que Jesus ao nascer tinha o objetivo de entregar-se por amor a nós numa cruz como se entregou. Parte do cântico tem a seguinte letra:

Existe algo ali junto ao berço

Cuja a forma uma cruz faz lembrar

Junto ao berço ali

Vejo a sombra de uma cruz

É a cruz que meu Jesus vai levar

(…)

Na manjedoura onde está Jesus a repousar

Eu posso ver a sombra de uma cruz

Aquele que é luz em noite fria posso ver

Vejo a sombra, vejo a sombra de uma cruz

(…)

Deus, o Soberano, de antemão já havia providenciado em seu coração a solução para a escolha pecaminosa que o primeiro homem faria e que afetaria toda a humanidade. Em Ap 13:8 mostra que Jesus foi o cordeiro de Deus morto antes da fundação do mundo. Portanto, antes dele ter tomado a forma e natureza humana, nascendo de Maria, Deus já havia planejado que um dia O Eterno Jesus nasceria no ventre de uma mulher conforme Gênesis 3:15 para depois dar sua vida em favor de muitos. Então, figuradamente é como se existisse a sombra de uma cruz na manjedoura.

O versículo central da Bíblia que é João 3:16 mostra que Deus enviou propositadamente a Jesus, Seu filho, para que o homem que cresse nEle não vivesse mais sobre a condenação eterna: Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna.

A história da humanidade sobre o domínio de Deus caminhou para que na Plenitude dos tempos Jesus viesse nascido de mulher (Gl 4:4) e depois fosse crucificado para a salvação dos homens. O nome dado por Deus a Jesus no seu nascimento é a forma grega do nome hebraico “Yeshua” que quer dizer “o Senhor Salva”, que no antigo testamento em português aparece como Josué, e no novo Testamento como Jesus. O nome Jesus foi aquele que o anjo do Senhor ordenou a José a dar ao filho de Maria, sua noiva, que nasceria (1:21). Portanto, o nome foi escolhido por Deus, em nome de quem o anjo falou. O nome descreve o que Jesus estava destinado a fazer: “Ele salvará o seu povo dos seus pecados” (1:21). Havia realmente como que uma sombra de cruz no nascimento de Jesus.

Na Bíblia percebemos que já aos doze anos de idade Jesus sabia que veio para cuidar dos “negócios” do Pai Celestial. Quando seus pais terrenos o acharam, pois haviam perdido ele de vista, conversando com os doutores em Jerusalém, Jesus falou para eles: “Por que é que me procuráveis? Não sabeis que me convém tratar dos negócios de meu Pai?”. Numa ocasião Jesus afirmou que seu alimento era realizar a vontade do Pai: A minha comida é fazer a vontade daquele que me enviou, e realizar a sua obra (Jo 4:34). Ele sabia a sua missão e sabia que tinha uma hora certa para que acontecesse. No seu primeiro milagre Maria lhe informou que estava faltando vinho no casamento e Jesus respondeu a ela que ainda não era a hora dele cumprir totalmente a vontade de Deus, mas na cruz Ele cumpriu e disse: Está tudo consumado!

Na semana que Ele seria crucificado uma comissão de gregos desejou falar com Ele e procuram Felipe dizendo: Queremos ver a Jesus. Muitos pregadores por inferência entendem que os gregos queriam convidar Jesus para ir a região da Grécia para apresentar seus ensinos. Se Jesus tivesse aceitado hoje o cristianismo seria hoje mais uma escola filosófica e não o evangelho de Deus. Jesus fala sobre a necessidade da sua morte e disse que tinha vindo do céu para este fim. Observe a narrativa de João nos versículos 22 a 27 do capítulo 12:

Filipe foi dizê-lo a André, e então André e Filipe o disseram a Jesus. E Jesus lhes respondeu, dizendo: É chegada a hora em que o Filho do homem há de ser glorificado. Na verdade, na verdade vos digo que, se o grão de trigo, caindo na terra, não morrer, fica ele só; mas se morrer, dá muito fruto. Quem ama a sua vida perdê-la-á, e quem neste mundo odeia a sua vida, guardá-la-á para a vida eterna. Se alguém me serve, siga-me, e onde eu estiver, ali estará também o meu servo. E, se alguém me servir, meu Pai o honrará. Agora a minha alma está perturbada; e que direi eu? Pai, salva-me desta hora; mas para isto vim a esta hora.

Esta sombra da cruz figuradamente na manjedoura mostra que desde os tempos eternos já estava ordenado por Deus que Jesus, Seu Filho, se entregasse por nós. A forma como Jesus perseverou neste propósito durante todo seu tempo na terra e fê-lo suportar a vergonha, o sofrimento da cruz é citada como exemplar na carta aos Hebreus. O autor diz que como servos de Deus estamos numa corrida para alcançar a semelhança de Cristo e devemos correr olhando para Jesus, o Autor e Consumador da fé, que cumpriu seu objetivo e hoje está à direita de Deus intercedendo por nós. Assim, acontecerá conosco – concluiremos a carreira, que deve ser desembaraçada, e alcançaremos pela fé do início ao fim o supremo alvo do cristianismo: ser semelhante a Jesus, pois é assim que o veremos. Que a sombra da cruz no natal seja uma inspiração para você continuar seguindo de perto a Jesus, renunciando a si mesmo, tomando sua cruz até por uma coroa trocar. Aleluia!

(O autor do artigo é o Pr. Eber Jamil, dono do blog).