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FIÉIS, APESAR DA PRESSÃO.

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Quem crê em Cristo passa a ter um relacionamento com Deus. Torna-se filho de Deus por adoção. Ocorre uma transposição do domínio do pecado para um relacionamento espiritual exclusivo com Deus. Este relacionamento com Deus em amor chama-se santificação. Não é uma alienação da vida, mas é uma vida que se santifica na Palavra de Deus. É vida com Deus. A pessoa que crê em Jesus saiu das trevas e foi guindada para a maravilhosa luz do Senhor. Há um abandono das obras infrutíferas das trevas.

Fica entendido, que neste sistema mundano cujo o pecado domina fará pressão ao cristão para que se demova da posição de santificação e se contamine. Tal pressão nem sempre é explícita. Muitas vezes ela dá pequenos passos em direção a sua vontade que é nos afastar de Deus. Como diz o ditado de grão em grão a galinha enche o papo. Portanto, estejamos atentos a estratégia do inimigo que age sorrateiramente.  Dito isto, afirmo que não devemos baixar a guarda e nem aceitar os sofismas deste mundo. Fiquemos com a Palavra da Verdade e a utilizemos em nossa fé para vencermos as sutilezas deste mundo.

A Palavra de Deus alerta que aqueles que querem viver piamente a vida com Deus passarão por perseguições. Portanto, a mensagem de Jesus a Igreja de Esmirna ecoa até os dias de hoje. A Igreja de Esmirna ouviu de Jesus: “Se fiel até a morte, e dar-te-ei a coroa da vida”. Policarpo foi um dos bispos de Esmirna, e foi queimado vivo. Ofereceram-lhe a escolha: Cristo ou César. Se ele amaldiçoasse a Cristo estaria livre, mas ele respondeu: “Oitenta e seis anos faz que sirvo a Cristo e Ele só me tem feito bem; como podia eu, agora amaldiçoá-lo, sendo Ele meu Senhor e Salvador”. Seremos fiéis seja qual for a pressão que recebermos. Até mesmo se nossa vida for ameaçada.

A fidelidade é uma característica do fruto do Espírito em nós. Ela é acompanhada da perseverança que se apega a Cristo e não o deixa por nada. Como os apóstolos responderam a pressão dos religiosos do seu tempo nós devemos também responder. A resposta deles foi: “não podemos deixar de falar o que temos visto e ouvido”. Não podemos abafar a chama do Espírito em nós calando-nos e nos omitindo. A omissão nesta situação é pecado porque aquele que sabe fazer o bem e não o faz comete pecado. Martim Luther King tem uma frase interessante: “O que me preocupa não é o grito dos maus. É o silêncio dos bons”. Abramos a boca, pois O Senhor a encherá.

O Espírito Santo também nos dá poder para sermos testemunhas eficientes do Senhor Jesus Cristo. Muitos se apegam as manifestações dos dons esquecendo que o objetivo precípuo do Espírito em nós é nos dar ousadia para testemunhar. O evangelho é o poder de Deus para salvação daquele que crê. Portanto, não temos que nos envergonhar e testemunhar com ousadia. A nossa fidelidade precisa se manifestar até mesmo nos períodos mais difíceis. Até quando parece que nossa vida escapou das mãos de Deus que nos acolheu e nos protege. O fato de não estarmos com o controle não significa que Deus não está. Ele é Soberano!

Lembremos sempre que o nosso Deus é maior do que qualquer perseguição e afronta que recebemos. A nossa fidelidade não está baseada em nós mesmos, mas em Deus, que nos salvou e nos santificou para nos relacionarmos com Ele. O nosso alicerce é Jesus Cristo e a Sua Palavra. As tempestades acontecem, mas não nos destruirão porque O Senhor é conosco. Não devemos nos isentar de nossa responsabilidade como servos do Senhor. Na verdade, aqueles que optam em ficar em cima do muro escolhem o lado do inimigo de nossas almas. Quem é de Jesus é de Jesus. Não existe meio-termo. Cristo ou não Cristo. Muitos religiosos no tempo de Jesus por amarem mais a Glória dos homens do que a de Deus não assumiram a fé em Jesus. Não cometeremos o mesmo erro. Mesmo vivendo no mundo onde o sistema dominante é contrário a Deus nós escolheremos seguir a Cristo com perseverança enfrentando a pressão que é contrária aos valores espirituais ensinados por Cristo. Maior é aquele que está em nós do que aquele que está no mundo.

(O autor do artigo é o Pr. Eber Jamil, dono do blog).

PERSEVERANÇA: MARCA DO CRISTÃO

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A palavra perseverar, quer dizer, conservar-se firme e constante, ir até o fim; sem se deixar demover ou abalar. Um dos grandes segredos de uma vida vitoriosa é a perseverança. Ela é uma característica do nascido de novo que eventualmente até tropeça, mas volta a perseverar.

Bartimeu é um bom exemplo, pois foi desestimulado e repreendido a desistir de clamar a Cristo na estrada, mas ele perseverou no clamor. Como aconteceu com ele também somos desestimulados e sofremos pressão para que deixemos o caminho de Cristo, mas sendo a nossa fé verdadeira teremos a marca da perseverança. A história de Bartimeu nos mostra algumas áreas da nossa vida com Deus que devemos perseverar. Veremos neste pequeno texto algumas dessas áreas.

Uma das áreas que precisamos cultivar a perseverança é a oração. Bartimeu foi repreendido por muitos para que se calasse no seu clamor a Cristo. Por nossa vez, o mundo produz muitas vozes que nos desanimam e trazem ansiedades que podem prejudicar nossa vida de oração, mas perseveremos. Os discípulos de Jesus depois da ascensão de Cristo ficaram em Jerusalém conforme orientação de Jesus perseverando em oração esperando a promessa do Pai.  Depois da promessa cumprida, que foi O Espírito sendo derramado, a Igreja de Jerusalém, a primeira Igreja, mostrou a marca da perseverança na oração. Muitas bençãos nos esperam! Basta-nos perseverar em oração.

Ainda na história de Bartimeu percebemos que também precisamos perseverar na fé. Quando Bartimeu soube que Jesus o chamava ele se desfez da capa que fazia parte de sua indumentária de mendicância. Ele mostrou crer que Jesus o curaria e ele não precisaria mais usar a capa. A perseverança na fé está ligada a perseverança na oração, pois quando se continua orando mostra-se que a fé está em ação perseverante.

A carreira cristã é uma carreira de fé, que do início ao fim foca no autor e consumador da fé. O desejo de Deus é que sejamos como Paulo que chegou ao final da vida guardando a fé. A fé que tem o início em Jesus é consumada nEle também.

O animo é outra área que devemos perseverar. Bartimeu ouviu muitas palavras de desestímulo. Nós também somos bombardeados por más notícias. Depois de muitos desestímulos Bartimeu ouviu de alguém: tenha bom ânimo o Mestre te chama. Ele levantou com entusiasmo e foi até Jesus. É neste bom ânimo que devemos perseverar.

Há um louvor que afirma que na cruz não estava somente seus braços ou pernas de Jesus, mas Ele estava por inteiro. Deus quer que o sirvamos de todo coração. Ele quer a nossa vida por inteiro. No mundo passamos por aflições, mas não deixemos que isto faça servirmos ao Senhor em parte. Tenhamos bom ânimo. Vivamos prestando um culto a Deus racional onde apresentamos nossos corpos como sacrifícios vivos, santos e agradáveis a Deus.

Na história de Bartimeu percebemos que em outra área devemos perseverar que é a perseverança nas prioridades acertadas. Quando Jesus perguntou a Bartimeu o que ele queria que Jesus o fizesse ele não pediu riqueza ou vingança aos desafetos. Ele pediu que voltasse a ver. Ele priorizou a sua visão acertadamente. Em nossa vida precisamos ter as prioridades acertadas. Gasta-se muita energia com trivialidades e não se foca no essencial.

Muitos estão ansiosos quanto ao comer, beber e vestir esquecendo-se do Reino de Deus. Igrejas lotam suas agendas com eventos que não priorizam as prioridades que Jesus deixou. As prioridades foram reveladas por Jesus nos dois grandes mandamentos e na grande comissão de Mateus. Precisamos amar a Deus sobre todas as coisas, servir ao próximo, comungar com os irmãos na fé, discipular e evangelizar. Façamos uma revisão das coisas que priorizamos e foquemos nos propósitos que Jesus nos deixou.

A história de Bartimeu ainda nos ensina que depois dele ser curado ele passou a seguir Jesus pelo caminho. Quem segue a Jesus deve segui-lo com perseverança. Jesus nos alertou que ele é uma porta estreita e que a maioria das pessoas preferem a porta larga do mundo. Jesus ainda disse que aquele que o seguir tem que renunciar a si e tomar a sua cruz e segui-lo. Afinal, aquele que diz que está em Jesus deve andar como Ele andou. Escrito isto, fica claro que a virtude da perseverança é necessária para aqueles que seguem realmente a Cristo.

Jesus ao falar para a Igreja de Esmirna, que sofreria perseguição exortou-a pedindo fidelidade e prometeu como recompensa a coroa da vida. A perseverança é uma expressão de fidelidade. O Deus que nos chamou é poderoso para nos fortalecer e para cumprir o que nos prometeu. Persevere! Na caminhada deixe o pecado, não seja envolvido pelos embaraços e corra com perseverança a carreira que nos está proposta.

(O autor do artigo é o Pr. Eber Jamil, dono do blog).

O PROPÓSITO DA EVANGELIZAÇÃO.

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Um dos grandes propósitos da Igreja é a evangelização. Na grande comissão está como: “ide, fazei discípulos” no original grego o ide deve ser entendido “enquanto você está indo” dando a entender que já é algo natural da Igreja ir. Este propósito é tão importante que Deus nos deu cinco grandes comissões (Mt 28:19-20; Mc 16:15; Lc 24:47-49; Jo 20:21 e At 1:8) onde o Senhor ordena ir e pregar ao mundo a salvação. O que nos mostra que aquilo que chamamos de Missões está incluído no propósito da evangelização. Sendo um propósito que visa ganhar pessoas para Cristo.

A mensagem pregada pela Igreja é a do Evangelho que são as boas-novas de salvação para todo aquele que crê (Rm 1:16). A pregação visa que os ouvintes sintam uma tristeza segundo Deus que opera o arrependimento para a salvação (II Co 7:10) sendo possível por causa do convencimento do Espírito Santo (Jo 16: 8 – 11). O homem natural não compreende as coisas de Deus. É necessário que Deus abra o entendimento e O Espírito convença. Um exemplo desta obra de Deus é Lídia, vendedora de púrpura, que teve seu coração aberto para compreender as coisas de Deus (At 16:14). Quando pregamos dependemos do Espírito Santo para convencer.

Pedro explica em sua primeira epístola que nós não éramos (gentios)  Povo de Deus, mas ao crermos recebemos esta condição alcançando misericórdia e sendo adquiridos para anunciar as virtudes daquele que nos tirou das trevas para a Sua maravilhosa luz (1 Pe 2:9 e 10). Fica claro que o propósito de evangelização está entranhado na razão de ser e existir da própria Igreja, que não pode se omitir e nem fugir da sua missão de pregar o evangelho.

É um dever pregar o evangelho a toda criatura. Como alguém nos pregou nós devemos também fazer o mesmo.  É agir como Deus agiu conosco (Jo 20:21). Se não fosse Deus que enviasse Seu único Filho todos nós iriamos perecer (Jo 3:16), mas Seu amor agiu em nosso favor mesmo sem merecermos (Rm 5:8). Como alguém já disse: “ se a igreja não evangeliza ela se fossiliza”. Ao fazermos não devemos nos envaidecer porque é nosso dever e se não fizermos seremos dignos de um ai divino como afirmou Paulo  em 1 Co 9:16. Spurgeon disse que “todo cristão ou é um missionário ou é impostor”.

Cumprir este propósito é uma ordem para livrarmos pessoas da condenação e da morte eterna (Pv 24: 11 e 12). Deus tem ciência se fazemos ou nos omitimos. Precisamos lembrar que há pecados contra Deus por omissão como está em Tiago 4:17. Marthin Luther King disse bem: o que mais preocupa não é o grito dos violentos, nem dos corruptos, nem dos desonestos, nem dos sem ética. O que mais preocupa é o silêncio dos bons”. Reinhard Bonnke disse: “não pregar o Evangelho é o mesmo que esconder o remédio do doente”.

A ideia também da responsabilidade pessoal e a de prestar contas a Deus, o juiz soberano, é uma razão para a evangelização da Igreja. Com certeza todos iremos comparecer diante de Deus e prestaremos contas pela divulgação ou não do evangelho de Cristo. Paulo frisou: “Pelo que desejamos também ser-lhe agradáveis, quer presentes, quer ausentes. Porque todos devemos comparecer ante o tribunal de Cristo, para que cada um receba segundo o que tiver feito por meio do corpo, ou bem ou mal. Assim que, sabendo o temor que se deve ao Senhor, persuadimos os homens à fé…” (2 Co 5:9-11). Deus ao falar  da responsabilidade de Ezequiel como atalaia mostra o nosso dever de pregar o evangelho. O atalaia não pode afastar o inimigo, pode apenas dar o alarme. Se as pessoas não valorizarem o alarme, isto não é responsabilidade do atalaia. Mas, se o atalaia não avisar ele também será cobrado. “Se eu disser ao ímpio: O ímpio, certamente morrerás; e tu não falares para dissuadir o ímpio do seu caminho, morrerá esse ímpio na sua iniquidade, mas o seu sangue eu o requererei da tua mão. Todavia se advertires o ímpio do seu caminho, para que ele se converta, e ele não se converter do seu caminho, morrerá ele na sua iniquidade; tu, porém, terás livrado a tua alma.” (Ez 33:8,9). Fica claro que se a Igreja não cumprir o propósito da evangelização será cobrada por Deus.

Ao entendermos a evangelização como um propósito e um dever não podemos perder a dimensão do privilégio. Mesmo sendo uma ordem o ide como registra Marcos tem que se encarnado de tal forma que seja como o transpirar da Igreja e por isto o sentido no original de Mateus “enquanto você está indo”. O privilégio de pregar é tão grande que os anjos desejariam fazê-lo, mas não é dado a eles, mas sim a Igreja (1 Pe 1:12).

Ganhar almas para Cristo é uma sublime missão. Quantas igrejas estão fechadas em si cheias de atividades, mas não realizando a obra de evangelização e missionária que lhes cabe fazer. Deus em Sua longanimidade está dando oportunidade a outras ovelhas. Jesus disse: “Ainda tenho outras ovelhas que não são deste aprisco; também me convém agregar estas, e elas ouvirão a minha voz, e haverá um rebanho e um Pastor” (Jo 10:16).  Evangelização e Missões estão no coração de Deus e não pode estar fora do coração da Igreja. David Livingstone disse: “Deus tinha um único filho e fez dele um missionário”.

(O autor do artigo é o Pr. Eber Jamil, dono do blog).

JOGUE FORA O VELHO!

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Materialmente falando, jogamos fora objetos, roupas, que ficaram velhos, inutilizados e compramos coisas novas. Há exceções, quando se tratam de objetos de valor afetivo ou quando se trata de coisas recicláveis que guardamos ou reciclamos. Quando não ficamos com eles muitos bazares e brechós existem com a finalidade de negociar estas coisas que passam por um processo de restauração.

Transpondo para o espiritual aquilo que se relaciona com a vida dominada pelo pecado não podemos reciclar, mas lançar fora a prática pecaminosa e viver pela fé na vida nova que Cristo nos outorgou a salvação através de um ato em que possuímos imediatamente quando cremos em Jesus. Ao crermos nEle morremos, fomos sepultados e ressuscitamos com Ele. A partir daí fomos santificados para um relacionamento com Ele que é um ato e um processo também chamado de santificação. Vivendo uma nova vida não podemos agir da velha maneira. A nova criatura tem a mente renovada pela Palavra de Deus a cada dia. Paulo aos Colossenses no capítulo 3 falando sobre os resultados da nossa união com Cristo apela ao crente despojar-se, ou privar-se da posse da velha maneira de viver.

Espiritualmente falando devemos lançar fora da nossa vida coisas que ele cita como a ira, a cólera, malícia ligada a maldade, maledicência, palavras torpes e da mentira. Atitudes como esta são da velha vida sem Cristo por isto não devem ser abrigadas, mas abandonadas. Somos unidos a Cristo em sua morte e ressurreição então nos cabe jogar fora os hábitos da velha vida e não ficar cultivando aquilo que já não faz mais parte de nós. Coisas que já foram sepultadas com Cristo, que são os nossos pecados, eles não podem “dar as caras” novamente em nossas vidas, o que ocasionalmente acontece, mas não são recorrentes pois somos de Jesus.

Paulo usa uma linguagem batismal para mostrar a razão para abandonarmos as práticas antigas como as expressões: já vos despistes do velho homem e vos vestistes do novo. Referindo-se ao ato de despir-se para o batismo e o vestir-se com roupas apropriadas para a participação do batismo. Hoje em dia ao realizarmos os batismos tiramos as roupas usais e nos vestimos de roupas brancas e alvas para sermos batizados. Paulo se referiu a algo semelhante. Mostrando que o Novo Nascimento que o batismo testemunha e ilustra não é uma reforma da velha criatura, mas de fato uma Nova vida que se inicia pela fé em Jesus.

A nova pessoa que somos segundo Paulo explica ela se renova para o conhecimento. Há uma transformação na mente e uma conformação com a boa, perfeita e agradável vontade de Deus. O modelo pela qual esta renovação segue é o de Jesus. Somos renovados para o conhecimento segundo a imagem dEle. O supremo alvo de Deus na vida do crente é fazê-lo semelhante a Jesus e uma vez em Cristo o alvo é certamente alcançado. Deus não deixa obra inconclusa.

Paulo diz em Efésios que formos criados por Deus para a realização de boas obras que Deus preparou para nós. A nova criatura que somos recebeu a capacitação de mostrar a transformação interior e a renovação que aconteceu é visibilizada na conduta do crente que ao crescer espiritualmente mostra que as coisas velhas já foram lançadas para fora e que tudo se fez novo. Como novas criaturas nos vestimos do novo porque não podemos usar mais roupas velhas e imprestáveis. A nova criatura tem a sua mente renovada pela Palavra de Deus a cada dia. Lugar de lixo é no lixo. A velha vida não cabe mais na vida do cristão. Jesus certa ocasião retratou a vida com Ele como uma grande ceia e nesta grande festa havia alguém não vestido adequadamente, que foi convidado a retirar-se. Tal parábola mostra que aquele que tem comunhão com Deus vestirá espiritualmente vestes novas e adequadas, pois o novo de Deus chegou para aquele que crê nEle!

(O autor do artigo é o Pr. Eber Jamil, dono do blog).

A FELICIDADE DOS PACIFICADORES.

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É tão chamativo o fato de Jesus ter dito que os pacificadores seriam chamados filhos de Deus. Mostrando que a paz é algo tão intrínseco a Deus e que seus filhos carregariam esta marca mesmo o homem sendo suscetível a violência até entre seus familiares como foi o caso do primeiro homicídio entre os dois irmãos Caim e Abel.
A pessoa se torna filho de Deus por adoção quando recebe a Jesus e nasce de novo (Jo 1;12). Deixa de contender contra Deus (Os 4:1) e passa ter paz com Deus (Rm 5:1). Portanto, o pacificador é aquele que é nascido de novo e deseja paz estando disposto a fazer tudo quanto for verdadeiro para que esta paz esteja presente em todos os níveis. Digo isto, porque muitos pensam que pela paz se pode fazer qualquer “coisa”, mas não deve ser assim. O pacificador procura a paz e segue-a (Sl 34:14 e Rm 14:19). Seguindo-a ele não tem a vida contaminada pela amargura (Hb 12:14 e 15).
A personagem Jack Bauer da série 24 horas retrata bem o pensamento de muitos. Ele fez muitas coisas de forma arbitrária para manter a paz e usou de métodos controvertidos e até torturas. O pacificador não vê a paz como apenas uma finalidade, mas como o modo de conduzir a própria vida. Portanto, não usará de meios arbitrários.
Por mais que tentemos fazer a paz com determinadas pessoas, elas se recusam a viver em paz conosco, porque somos de Cristo, e nosso estilo de vida cristão revela a inimizade já existente contra Deus, A nossa parte é seguir a recomendação: “se for possível, quando estiverdes em vós, tendes paz com todos os homens”. Como filhos de Deus desejaremos a paz indo contra o fluxo de ódio, rancoroso deste mundo. Teremos a disposição para pedir perdão e perdoar. Buscando a reconciliação para que possamos cultuar a Deus sem empecilhos (Mt 5:23 e 24).
Não devemos nos assombrar, e nem nos maravilhar, quando tais coisas acontecem, porque primeiro aconteceu com Cristo. Como Jesus alertou aos seus discípulos primeiro odiaram a Ele. Somos seguidores de Cristo e como tais, receberemos retaliações e perseguições. Quando isto acontecer pela causa de Cristo devemos: “exultar e nos alegrar porque grande é o nosso galardão no céu”. Estamos tão identificados com Cristo e Sua causa que a animosidade a Ele vira antagonismo a nós.
Diante das situações de oposição o pacificador também tem que lidar com a forma de reagir aos enfrentamentos oposicionistas. Portanto, é importante saber reagir positivamente ao mal combatendo-o com o bem (Rm 12:18-21). Não podemos nos esconder em desculpas e reagirmos de forma destrambelhada ao ódio deste mundo. Quando se combate o mal com o mal se está sendo derrotado. O pacificador é aquele que responde a palavra dura com brandura (Pv 15:1), tardio no falar e pronto a ouvir (Tg 1:19). Como Paulo escreveu aos Coríntios: “as armas da nossa milícia não são carnais, mas sim poderosas em Deus para destruir fortalezas” (II Co 10:4). Portanto, como pacificadores nos utilizaremos destas armas disponíveis em Cristo que habita em nós pela pessoa do Espírito Santo.
Concluindo, podemos afirmar que o pacificador levará a mensagem do evangelho, que são as boas-novas da Paz com Deus, que é refletida em paz nos relacionamentos. Como parte da armadura cristã estão os pés do crente calçados dos na preparação do evangelho da paz (Ef 6:15). Jesus na cruz desfez a inimizade que havia entre gentios e o povo de Deus mostrando que o caráter do cristianismo é a pacificação. Como Paulo falou a respeito de Cristo: E, vindo, ele evangelizou a paz, a vós que estáveis longe, e aos que estavam perto (Ef 2:17). Unindo aqueles povos que eram antagônicos em um único povo, que é a família de Deus, a saber os que creem em Jesus. A mensagem que o crente proclama é da reconciliação, mas somos mais do que arautos, somos embaixadores da reconciliação. “Portanto, somos embaixadores de Cristo, como se Deus estivesse fazendo o seu apelo por nosso intermédio. Por amor a Cristo lhes suplicamos: Reconciliem-se com Deus” (2 Co 5:20).
Felizes são vocês os pacificadores!

(O autor do artigo é o Pr. Eber Jamil, dono do blog).

A FELICIDADE DOS QUE TÊM FOME E SEDE DE JUSTIÇA.

 

fome e sede

Jesus não disse que a felicidade vem como resultado da fome e sede da felicidade. Isto é um verdadeiro desmonte no conceito moderno sobre a felicidade. Certamente, muitos pensam assim, que a felicidade é alcançada quando colocada como alvo principal. A mídia e as artes de uma forma geral instigam em nós esse tipo de pensamento. Aqueles que entram nesta onda, muitas vezes, entram pelo caminho onde os fins justificam os meios e ao invés de encontrarem a felicidade trazem para si muitas dores. Outros projetam a felicidade nas realizações dos sonhos de forma idolátrica, quando realizam não encontram a satisfação e ficam insatisfeitos com aquilo que almejavam e alcançaram.

Algo que fica claro nesta bem-aventurança é que se a pessoa tem fome e sede de justiça ela sabe que é desprovida de justiça própria. Ela não se considera autossuficiente na questão da justiça. O que é um posicionamento diferente da maioria dos religiosos no tempo de Cristo e de hoje que consideram o cumprimento dos ritos e dos preceitos como suficientes para alcançar a justificação pelos próprios méritos. No sermão do monte Jesus mostra que a justiça é mais do que uma conduta exterior adequada, mas que envolve um posicionamento como um todo o qual começa no interior. Não adiante ser “certinho” por fora e “corrompido” por dentro. Jesus disse neste sermão que a nossa justiça deveria exceder a dos fariseus, que se achavam autossuficientes. Portanto, ter fome e sede de justiça é ir além de si mesmo, esperar e receber a justiça que vem de Deus.

Cristo nos ensina que os felizes são os que têm fome e sede de justiça. São os que tem desejo de cortar relações com a injustiça tão presente na vida moderna. A Bíblia faz distinção entre o caminho do justo e o caminho do ímpio. Aquele que tem esta fome anda distintamente no caminho da justiça diferentemente dos ímpios. Muitos associam a felicidade a transgressão e a quebra de princípios. Para Jesus não é assim, a injustiça é caminho que leva a destruição e a justiça é o caminho daqueles que desfrutarão a eternidade. Caminhar sem alianças espúrias e injustas e desvencilhar-se das injustas é uma forma de manifestação desta fome e sede.

A fome também é sinal de apetite que é necessária para o crescimento. A falta de fome e sede pela justiça é sinal de problema espiritual. Mostra uma acomodação com o raquitismo e a pequenez da injustiça praticada na sociedade, que é dominada pelo sistema de pensamento mundano dominado pelo maligno. O bem-aventurado rompe com esse padrão e busca a justiça na prática e nos relacionamentos.

Esta fome que estamos tratando só pode ser satisfeita em Jesus, pois a justiça do homem, segundo o profeta, é trapo da imundícia. A fé em Cristo é o meio da pessoa ser justificada e tornar-se justa. Não são obras, sacrifícios, rituais que justificam, mas é por meio da fé na Obra de redenção feita por Jesus Cristo. Os felizes são aqueles que creem na justificação pela fé. Portanto, não vivem no autoengano confiando numa justiça própria que não justifica e só faz a pessoa se achar melhor que os outros.

A promessa para aqueles que têm este tipo de fome é que serão fartos. O caminho do cristão, aqui e agora, é uma busca constante pela santificação e comprometimento com a justiça, sendo uma pessoa justa, pois ele é justificado. Tal justificação traz pacificação interior e saciedade quanto a salvação. O cristão sabe que chegará o dia em que a justiça será plena e cabal quando estiver na Presença de Deus. Não havendo mais este tipo de fome no céu, pois lá haverá a perfeição.

(O autor do artigo é o Pr. Eber Jamil, dono do blog).

FELICIDADE DOS MANSOS.

mansidão

Ser manso é ser gentil, humilde e cortês. Traz a ideia de um animal selvagem que foi domesticado, que passou a ser manso e obediente ao seu dono. Não é o tipo de pessoa que faz o perfil do herói, do mocinho nos filmes. Não é o perfil esperado de alguém que consiga conquistar algo na vida, pois o que se pensa do manso é que ele é sempre passado para trás e ultrapassado. Entretanto, essa visão é mundana, conforme o homem vê. Deus vê de forma diferente. Jesus incluiu os mansos nas bem-aventuranças mostrando ser uma característica desejável e uma postura na vida em consonância com a verdadeira felicidade sendo diferente da visão do que é ser manso no mundo.

Ser manso segundo Cristo é tratar bem as pessoas independemente do trato dessas pessoas em relação a nós. Não é pagar com as mesmas moedas. Não é pagar mal com mal. O manso utiliza-se das ferramentas espirituais e corretas para enfrentar a animosidade. Pode parecer uma atitude que levará a derrota, mas é uma forma vencedora, porque combater mal com o mal é ser derrotado, mas vencer com o bem, com ações que agem segundo os valores e princípios de Deus é vencer verdadeiramente.

Ser manso é ser ensinável e submisso a vontade de Deus. Eles se deixam guiar. O caráter de quem ensina deve ser manso, e, por conseguinte, daquele que aprende também. A arrogância não combina com a mansidão porque o arrogante não aceita ceder aos seus pretensos direitos segundo sua mentalidade arrogante. Jesus quando convidou aos cansados e oprimidos, que reconhecem suas necessidades, diferentemente dos arrogantes, convidou-os também a aprender com Ele que afirmou ser manso e humilde de coração.

A mansidão é a disposição de entregar-se a Deus que julga todas coisas justamente. O manso é capaz de abrir mão em benefício da paz. Não faz valer seus direitos atropelando princípios e qualquer um que venha pela frente. Não é ser um trator no jardim das margaridas. É alguém que constrói e edifica. Creio que na contenda em Abraão e Ló vemos um exemplo de mansidão em Abraão, que deixou Ló escolher primeiro, mesmo sendo o patriarca da família. A consequência é que Deus mostrou para ele o seu caminho e a terra que sua descendência possuiria.

Ser manso não é ser passivo, é mostrar uma santa indignação quando os valores do Reino de Deus são atingidos. Jesus sendo manso, humilde de coração entrou em Jerusalém montado num jumentinho e foi recebido com honra.  Ao chegar no templo indignou-se com o comércio e expulsou os vendilhões. Moisés que deparou com a festa idolátrica do povo depois de estar na Presença de Deus. Ficou indignado, quebrou as Tábuas da Lei e não foi censurado por Deus pois sua ira foi legítima.

A nossa sociedade prega que ser “bom” é coisa de “trouxa”, pois sempre fica no prejuízo. Cristo afirma que os mansos são felizes porque herdarão a terra, que tem um sentido presente pela forma de conquistar uma qualidade de vida pacificada e num sentido futuro as mansões celestes. Ser manso não é coisa de bobão, mas de gente corajosa, gente que recebeu O Espírito Santo de Fortaleza, de Amor e de Moderação.

Mansidão no Novo Testamento é descrito como uma das características do Fruto do Espírito, ou seja, característica de Cristo que pelo Espírito Santo é dado ao crente desenvolvendo-se com o amadurecimento. Para tanto é preciso viver uma vida submissa a Vontade de Deus. Cada vez que andarmos em Espírito seremos influenciados pelo mesmo em nosso modo de ser e ficaremos cada vez mais semelhante a Cristo tendo as características do fruto do Espírito evidenciados em nós e consequentemente seremos felizes.

(O autor do artigo é o Pr. Eber Jamil, dono do blog).

A FELICIDADE DOS QUE CHORAM.

choro

Bem-aventurados os que choram porque serão consolados.  Esta bem-aventurança de Jesus afirma que na Vida Cristã a felicidade passa pelo choro. Nós imaginamos, muitas vezes, que só existe o sorriso na vida cristã, mas existem lágrimas, e por sinal, especificamente essas lágrimas são poucas derramadas. Muita gente que serve a Deus esquece ou não sabe que estas lágrimas são necessárias e vitais para a vida com Deus. Se não sentirmos esse tipo de tristeza não seremos realmente felizes. Parece uma afirmação paradoxal, mas conforme eu for expondo você entenderá o significado.

De que choro Jesus falou? O choro de arrependimento pelos nossos pecados. Paulo escrevendo aos coríntios fala deste tipo de tristeza como uma tristeza segundo Deus e quando escreveu sobre esta tristeza contrastou com a tristeza segundo o mundo que leva a morte. Na Bíblia há muitos exemplos destes dois tipos de tristezas. Pedro por ter negado a Jesus sentiu a tristeza segundo Deus e se arrependeu. Judas por ter traído a Jesus sentiu a tristeza segundo o mundo e enforcou-se. Davi diante dos pecados que não saiam diante dele ele sentiu a tristeza segundo Deus e se arrependeu. Saul não sentiu a tristeza segundo Deus e de derrocada em derrocada acabou tirando a própria vida.

A tristeza segundo Deus nos põe cara a cara com a nossa concupiscência, que é a nossa inclinação para o pecado, e nos põe cara a cara com a incapacidade de solucionar o problema do pecado, o que nos leva a Deus pelo Espírito Santo como único que pode nos perdoar através de Jesus. O choro segundo o mundo nos faz cometer antropofagia em nós mesmos porque quando não buscarmos Deus como solução violentamos a nós mesmos com o sentimento de remorso.

Podemos entender o tipo de choro que Jesus se referiu quando observarmos quando próprio Jesus chorou e uma das duas vezes foi quando Jesus viu o choro das irmãs de Lázaro pela morte dele e pela comoção da multidão em torno do acontecimento. Jesus viveu assim o que Paulo mais tarde recomendaria: chorai com os que choram. Jesus sentiu a dor do outro. Percebeu o drama que é para o ser humano perder alguém. Mesmo sabendo que haveria de ressuscitar Lázaro não deixou se conturbar pelo dor alheia. Bem-aventurados são os que choram com os que choram.

A outra vez que Jesus chorou somente Lucas relata o fato. Aproximando-se de Jerusalém Ele chora afirmando que Jerusalém seria destruída pelos inimigos o que aconteceu em 70 d.C., quando as tropas romanas cercaram e destruíram a cidade. Jesus chorou pela falta de senso de oportunidade que Jerusalém teve com a sua entrada triunfal e desperdiçando a oportunidade de arrependimento. O choro foi pela calamidade, pelo desperdício, pela obstinação da cidade.

Voltando ao entendimento sobre a tristeza segundo Deus creio que a temos quando choramos pelos nossos pecados, dos outros e pela obstinação para o mal do próximo. Temos os exemplos da situação de Jesus acerca de Jerusalém e a comoção que Daniel teve registrada no seu livro com seu nome e autoria no capítulo 9. Daniel faz uma oração e confessa a Deus seus pecados e os do seu povo. Ele estava preocupado com a profecia de Jeremias acerca do cativeiro que duraria 70 anos, que já chegava ao fim, e pediu a restauração do Templo e do Povo a Deus. Chorar pelos pecados dos outros também é uma tristeza segundo Deus e por isto bem-aventurada.

A bem-aventurança inclui uma promessa: eles serão consolados. A consolação do choro dentre os significados podemos destacar seu caráter fisiológico. Ao chorar fisicamente depois sentimos um certo alívio. O choro é no seu aspecto fisiológico um certo escape para a dor do corpo ou da alma. A tristeza segundo Deus, que pode nos levar o choro, é a primeira etapa do arrependimento e havendo-o há depois a confissão, o abandono e novo conduta, ou seja, o penitente é consolado. O Resultado será o consolo e a felicidade de ser perdoado. O perdão não acontece por causa do choro, mas por causa do sacrifício de Jesus. Entretanto, o arrependimento, muitas vezes, manifesta-se através das lágrimas. Agora quando a tristeza segundo Deus é pelo dor alheia habilita a apoiar o triste no seu momento de aflição recebendo a consolação ao ver o outro de alguma forma sendo ajudado. Quanto aos que choram pelos pecados alheios estes tornam-se verdadeiros intercessores que não oram com formalidade, mas com amor e entrega, encontrando o consolo no amor de Deus que está compartilhando pelo próximo.

Concluindo podemos afirmar que a Bem-aventurança deixa implícita que quando os que choram segundo Deus estão em sintonia com Deus e por isto são consolados. Este choro é sinal de inquietude no relacionamento com Deus, com relação a si mesmo ou com o próximo e este é bem-aventurado. No futuro próximo a bem-aventurança também se refere ao estado final de Glória no céu, onde o consolo de Cristo será completo, pois o pecado não existirá mais. O choro segundo Deus pode ser incialmente de tristeza, mas a promessa para os que choram assim é consolação, ou seja, a felicidade segundo Deus passa pelo choro.

(O autor do artigo é o Pr. Eber Jamil, dono do blog).

TOME UMA ATITUDE!

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Gn 42:1 e 2 – Vendo então Jacó que havia mantimento no Egito, disse a seus filhos: Por que estais olhando uns para os outros? Disse mais: Eis que tenho ouvido que há mantimentos no Egito; descei para lá, e comprai-nos dali, para que vivamos e não morramos.

Jacó e sua família encontravam-se em situação difícil. Havia uma fome mundial que tinha atingido o mundo da época. Ele era um homem idoso e experimentado no sofrimento. Recebeu notícias anos atrás não verídicas que seu filho José havia morrido dadas pelos seus próprios filhos, irmãos de José. Agora com a fome ele sabia que havia comida no Egito, sem saber que José é que governava, perguntou aos filhos porque olhavam uns para os outros e não tomavam a atitude de ir ao Egito buscar alimento. Este momento é bem instrutivo porque passamos constantemente entre a tensão da espera e da atitude, mas aquele momento era a da atitude.

Os irmãos de José e Jacó não sabiam da história toda. Eles não sabiam que a venda de José como escravo, que para o Pai havia morrido, cooperou para que José estivesse na posição de Governador do Egito e que ele seria instrumento de Deus para salvar a própria família. Enquanto os irmãos perplexos olhavam uns para os outros Deus já havia providenciado o socorro naquela fome mundial. O assombramento, a perplexidade podem ser fatores impeditivos de uma atitude da nossa parte. Porém, Jacó despertou seus filhos para a realidade e instigou-os a tomarem uma atitude e buscarem ajuda no Egito.

Outro fato bíblico trata da tensão entre a espera e a atitude. Foi quando o povo de Israel saiu liberto do Egito, mas um movimento de reação do Império Egípcio se iniciou. Os Egípcios seguiram e caçaram a Israel que se viu diante do Mar Vermelho ladeado pelos montes não tendo com escapar do cerco. O povo de Israel ficou estacionado e apavorado clamando a Deus sem tomar uma atitude. E o Senhor disse a Moisés: “Por que clamas a mim? Dize aos Filhos de Israel que marchem”. A oração é vital, mas aquele momento era o momento da ação.

Creio que muitos estão assim com relação a sua salvação. Já ouviram falar de Cristo. Sabem que são pecadores. Mas se acomodam numa posição de meio lá e de meio cá. Sabem que é preciso tomar uma decisão acerca de Cristo, mas estão esperando. São bons observadores. Até pedem ajuda a Deus! Mas, não tomaram uma posição firme em relação a Cristo. Dão desculpas do tipo: ainda não estou preparado! Deixa eu envelhecer um pouco mais! Tal atitude se chama procrastinação e pode ser fatal quando relacionada a vida eterna. A Palavra de Deus diz:  Portanto, como diz o Espírito Santo: Se ouvirdes hoje a sua voz, Não endureçais os vossos corações, Como na provocação, no dia da tentação no desertoHebreus 3:7,8

Nas duas histórias em questão a vida estava em xeque. No tempo de Jacó uma fome mundial e só havia haveres no Egito. Diante do Mar Vermelho o povo de Israel estava cercado ameaçado de morte e escravidão. Assim, é a questão da Eternidade, é vital e não se pode postergar uma decisão. Aquele que não crê em Jesus já está condenado e só sai da condenação se crer em Jesus. Enquanto fica pensando numa decisão continua condenado eternamente podendo a morte chegar e não haver mais possibilidade de reversão. Observe o que o texto abaixo diz:

Porque Deus enviou o seu Filho ao mundo, não para que condenasse o mundo, mas para que o mundo fosse salvo por ele. Quem crê nele não é condenado; mas quem não crê já está condenado, porquanto não crê no nome do unigênito Filho de Deus. E a condenação é esta: Que a luz veio ao mundo, e os homens amaram mais as trevas do que a luz, porque as suas obras eram más.
Porque todo aquele que faz o mal odeia a luz, e não vem para a luz, para que as suas obras não sejam reprovadas. João 3:17-20

Certa vez vi uma exposição com obras de Rodin e fiquei muito admirado com O pensador e descobri que ele está em outra obra de Rodin a porta do Inferno baseada na obra de Dante Alighieri a Divina Comédia. É interessante pensar que O Pensador está incrustado na Porta do Inferno juntamente com outros personagens. Mostra bem que se alguém fica pensando, sobressaltado, pasmado, sobre a eternidade, mas não toma uma decisão acabará no inferno. A obra de arte acaba sugerindo o que verdadeiramente acontece.

A fé é a atitude a ser tomada. A separação de Deus e a condenação causada pelo pecado somente em Jesus pode ser resolvida. Deus que amou o Mundo enviou Jesus com este propósito. Quem crê tem seus pecados perdoados, a comunhão com Deus estabelecida e recebe a Vida Eterna, que é a vida de Deus. A fé são as mãos que nos utilizamos para receber a salvação, conforme ensina Langston. Não há mérito pessoal quanto a salvação por receber Jesus mediante a fé. A fé vem pelo ouvir a Palavra de Deus e a pessoa só passa a crer que foi convencida pelo Espírito Santo, mas na fé há volição, há uma entrega, há uma não resistência ao Espírito, a fé é atitude que devemos tomar diante da Providência de Deus, que é Seu Filho Jesus, o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo. “Creia no Senhor Jesus e serás salvo!” Não fique pasmado existencialmente e nem substitua a fé por alguma atitude religiosa que fica no meio do caminho! Creia!

(O autor do artigo é o Pr. Eber Jamil, dono do blog).

SENTIMENTO DE URGÊNCIA.

urgente

Jo 9: 4 – Convém que eu faça as obras daquele que me enviou, enquanto é dia; a noite vem, quando ninguém pode trabalhar.

Queiramos ou não temos que lidar com a questão do tempo. Ele passa de forma inexorável. Quando nascemos, nascemos num determinado dia e crescemos vivenciando o tempo que nos é dado. Creio que a sabedoria é imprescindível para que lidemos adequadamente com o tempo. Moisés pediu a Deus para ensiná-lo a contar os dias até que ele adquirisse um coração mais sábio. Mostrando a essencialidade de se viver discernindo, fazendo as escolhas adequadas aproveitando bem e com sabedoria o tempo que se vive.

O ditado popular afirma que a pressa é inimiga da perfeição. Mostrando que o povo entende que para se fazer bem feito e organizado é preciso fazê-lo no tempo adequado. Porém, podemos afirmar que este ditado não é uma verdade absoluta. A pressa pode ser muitas vezes precipitação, ansiedade e ausência de maturação. Todavia, o versículo escolhido desta mostra que para fazermos a obra de Deus neste mundo precisamos ter sentimento de urgência quando o assunto é pregar o evangelho para tirar as vidas das trevas, da cegueira espiritual.

A imprevisibilidade da vida é um aspecto importante para que consideremos a decisão acerca da eternidade urgente. Não sabemos quando a morte chega. Sabemos pela Palavra de Deus que depois da morte segue o juízo, ou seja, já não há mais nada a ser feito. Colheremos a eternidade com Deus ou sem Deus. É na vida que devemos tomar a decisão. A palavra de Cristo alerta que a noite chegará e não se poderá fazer mais nada quanto a questão da eternidade. Portanto, a Igreja precisa ter um sentimento de urgência quanto a pregação do evangelho porque alguém só pode ser salvo enquanto tiver vida.

Há Igrejas avessas a organização. Há outras que são tão organizadas que não se abrem para um direcionamento específico do Espírito Santo. Não podemos pender para os extremos. A direção do Espírito e a organização não são incompatíveis, ou excludentes. A forma como é descrita a criação no livro de Gênesis mostra claramente como Deus criou tudo harmonicamente e perfeito. A preocupação dos apóstolos em escolher um substituto para Judas Iscariotes mostra uma organização eclesiástica já em formação. Quando Jesus multiplicou os pães e peixes primeiramente agrupou as pessoas em pequenos grupos para que todos se alimentassem. Esses exemplos apontam para a necessidade da Igreja Local organizar-se segundo a direção do Espírito para que as prioridades da evangelização e de missões sejam realizadas urgentemente e eficientemente no Poder de Deus. Ter o sentimento de urgência não significa agir de forma desorganizada.

A inconformação não pode ser vista sempre como algo negativo. O inconformado não é necessariamente o rebelde. Romanos capítulo doze que todos conhecem bem exorta-nos a não aceitarmos a forma do mundo. Portanto, o sentimento de urgência está harmonizado com este princípio porque ao priorizarmos a pregação do Evangelho levaremos pessoas a serem libertas da “forma” e “prensa” humana que amolda a pessoa segundo a vontade do inimigo de nossas almas – Satanás.

O povo de Deus não pode ser “letárgico”. Viver como num “torpor”. Seu discernimento precisa estar aguçado. Portanto, o povo de Deus não pode ficar num “marasmo” quanto a obra de evangelização e missões. Paulo exclamou: “ai de mim se não anunciar o Evangelho”. Pregar é um imperativo que não pode ser realizado de forma secundária. A salvação das almas é prioridade. Façamo-nos com sentimento de urgência.

Satanás certamente trabalha através dos “secretários” formas de retardar o progresso da Igreja quanto a obra de evangelização. Ele se opõe de forma frontal, velada ou sutil, mas certamente trabalha para nos impedir de ganhar almas. A famosa palavra de Cristo de que as portas do Inferno não resistirão a Igreja do Senhor nos mostra que quando a Igreja avança pelo Poder de Deus vence a resistência e a oposição maligna. O inimigo de nossas almas põe uma lente de aumento em si mesmo para intimidar. Ele brame como um leão, mas não é, ele usa de falsidades. O verdadeiro leão, é o leão da tribo de Judá, Jesus Cristo que venceu e despojou os principados e potestades, e a Igreja como Seu corpo triunfa sobre as resistências e obras de satanás.

Portanto, sem receios façamos a Obra de Deus com empenho sabendo que a eternidade de muitos sobre condenação podem ser evitadas e isto só mudará se enquanto for dia as almas ouvirem e crerem no Evangelho.

(Oautor do artigo é o Pr. Eber jamil, dono do blog).