Arquivo da categoria: Oração

NÃO SEJA DOMINADO PELA ANSIEDADE.

ansiedade

Jesus no sermão do monte trata de vários assuntos sendo um deles a ansiedade. A ansiedade é algo comportamental que foi adquirida pela pessoa através da convivência, da educação e das experiências de vida. Uma em quatro pessoas do mundo tem algum problema relacionado a ansiedade. Segundo Billy Graham ela é o resultado natural de centralizarmos as nossas esperanças em qualquer coisa menor que Deus e que Sua vontade para nós.

Muitos pensam que a ansiedade é sentida ou não da mesma forma como ligamos ou desligamos a luz no interruptor. Se quisermos nos livrar dela basta nos desligarmos dela desejando e desligando-a. A ansiedade não é tão simples assim e suas ramificações são surpreendentes para a pessoa que sente e muitas vezes para o ciclo de relacionamento da pessoa ansiosa. Certos comportamentos atípicos e fora do eixo são resultados da exacerbação da ansiedade.

Jesus mostrou que uma das razões para a ansiedade é a falta de noção do homem daquilo realmente importa. Se não valorarmos a nossa vida, a criação e o Reino de Deus de forma acertada seremos dominados pela ansiedade que consome as forças e a própria vida.

O alimento, a bebida e o vestuário para muitos representam a totalidade da vida humana. Por assim muitos sofrem ansiedade com estas coisas. Jesus, porém, advertiu que a vida vale mais do que estas coisas. O ser humano tem valor superior e não pode ser medido pelo que possui. Deus mostrou o quanto se importa com o homem enviando O Seu Filho para morrer por ele. A vida vale mais do que mantimento. O corpo vale mais do que as vestes.

Jesus também ao tratar o assunto faz uma comparação do homem quanto ao seu valor com a natureza. Afirmando que a vida vale mais do que os pássaros. Eles têm sua alimentação por causa da Provisão Divina, pois o nosso Pai Celestial é criador e sustentador da criação incluindo dos pássaros. Não será assim com o homem? A ansiedade do homem não trará uma duração maior da sua vida. Jesus também mostrou que a vida do homem vale mais do que os lírios, que não trabalham nem fiam mas se vestem melhor do que Salomão em toda a sua glória. Se o homem tiver uma ansiedade exacerbada, que não seja por motivo de doença, mostrará que sua uma fé não está amadurecida.

Ainda relacionando a ansiedade com a valoração, Jesus ensina que O Reino de Deus vale mais do que as coisas materiais. Os pagãos é que priorizam estas coisas. Deus sabe o que necessitamos. Portanto, confiemos nEle a cada dia. Priorizemos o Reino de Deus, Sua justiça e as outras coisas serão acrescentadas. Deus vale mais do que tudo. Não podemos deixar que os bens ocupemos o primeiro lugar em nossa vida. O nosso maior tesouro precisa ser o celestial. Não dividamos o nosso coração com os bens. O primeiro lugar precisa ser O Senhor.

Não se deixe dominado pela ansiedade. O Reino de Deus vale mais. A sua comunhão com Deus é mais preciosa do que as coisas. Deus cuida de você e sabe o que você necessita. Busque a Ele, O Seu Reino e Ele te acrescentará o que você necessita. Faça sua parte para obter o sustento, mas sempre coloque e sirva a Deus como o primeiro.

(O autor do artigo é o Pr. Eber Jamil, dono do blog).

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O EXEMPLO DE ENOQUE.

andar

A Bíblia diz que Enoque andou com Deus. Tal expressão indica que Enoque teve comunhão íntima com Deus. Teve Deus como Senhor e Amigo. Andar com Deus também deve ser nosso objetivo. Vivendo numa geração onde os descentes de Caim prosperavam. Vivendo numa geração pré-diluviana sem lei e sem temor a Deus Enoque andava contra o fluxo, andava com Deus.

Enquanto o mundo anda segundo o padrão deste século andamos com Deus e seguimos seus passos. Segundo Miquéias (4:5) andar com Deus é andar no nome do Senhor, ou seja, é ter uma representatividade neste mundo da parte de Deus. É andar em fidelidade e testemunhar o caráter dEle num mundo tão avesso as coisas de Deus.

Andar com Deus também é estar em acordo com Ele. O profeta Amós perguntou: Porventura andarão dois juntos, se não estiverem de acordo? (3:3) Antes de crer em Cristo na nossa vida pela fé estávamos em contenda com o Criador. Deus enviou Jesus para reconciliar o homem que andava afastado dEle para andar com Ele. Uma vez crendo em Jesus seus seguidores tornam-se embaixadores da reconciliação porque estão reconciliados com Deus e andam com Ele.

Andar com Deus é andar em humildade como disse também o profeta Miquéias (6:8). Deus resiste aos soberbos, mas os humildes andam a Seu favor e desfrutam da Graça. A soberba é o pecado que dispensa Deus e conduz a própria vida independente de Deus. Tal postura é arrogante e desagrada a Deus, que está com o contrito e humilde de coração.

A Bíblia também diz que Enoque pregou a mensagem de Deus. Ele profetizou acerca do juízo Divino vindouro. Para pregar ele precisou primeiro estar com Deus e assim também devemos fazê-lo. Assim se deu com os discípulos de Cristo. Jesus os chamou primeiro para estar com Ele e depois  para pregar, curar os enfermos e expulsar demônios (Mc 3: 13 e 14). A mensagem de Enoque foi de juízo. O que Deus mandar pregaremos mesmo que desagrademos como Enoque e como foi com o profeta Ezequiel que deveria proclamar numa casa rebelde mesmo sendo ouvido ou não (Ez 2:5-7). Percebemos que o relacionamento com Deus manifesto pela expressão andar com Deus é essencial, básica para que façamos a obra de Deus. Não podemos pregar o que não recebermos. Não podemos realizar a obra de Deus sem sermos de Deus e andarmos com Ele, pois se assim não for será em vão.

Enoque alcançou um bom testemunho, por ser um homem de fé. Não podemos entender as obras de Enoque, a pregação de Enoque e nem sua comunhão com Deus se não discernimos que ele teve fé. Por que ele teve fé alcançou um testemunho de Deus de que O agradara e por isso Deus tomou-o para Si pelo arrebatamento.

Nestes tempos do fim nós que temos a certeza do arrebatamento deveríamos observar mais a vida deste homem que pela fé alcançou o testemunho de Deus. Aprenda com ele que quem anda com Deus prega. Quem prega deve anda primeiro com Deus. E quem anda com Deus só pode andar em fé. Assim mesmo em uma geração corrupta sua vida será distinta fazendo diferença como aquele que pertence ao Povo de Deus que Ele tomará para si nestes últimos tempos.

Não quer fazer o mesmo? Então, ande com Deus, pregue a mensagem dEle e viva pela fé.

(O autor do artigo é o Pr. Eber Jamil, dono do blog).

PAI NOSSO QUE ESTÁS NOS CÉUS.

pai e filho

Aprendemos na oração modelo que a oração deve se basear na Paternidade Divina e na verdade que Deus é Pai de todos os que creem em Jesus. Para o judeu o nome de Deus era algo tão Digno, porém tão distante que a intimidade na oração que Jesus ensinou confrontou o entendimento da época. Pode parecer “chover no molhado” afirmar, mas muitos não compreendem até hoje a oração modelo com seus elementos e significados. A oração é um recurso espiritual que muitos não se utilizam ou distorcem com seus pragmatismos. Entretanto, ao iniciar chamando-O de Pai Jesus nos ensinou que precisamos deixar a superficialidade e aprofundar no relacionamento com Deus. O relacionamento com Deus precisa ser algo denso como é o pai com um filho porque os que creem são de fato filhos por adoção.

Paulo ensina que O Espírito Santo clama em nós “Abba”., que é uma palavra em aramaico e era de uso diário dita num ambiente familiar indicando a intimidade que devemos ter com Deus. Nenhum judeu se atreveria a dirigir-se a Deus dessa forma. O “Abba” é como se fosse o nosso “papai”. Revolucionário para a época e até para os dias de hoje esta visão acerca da oração.

O Espírito Santo, segundo o mesmo Paulo, testifica no crente o fato de ser esse um filho de Deus. John Wesley numa viagem missionária teve sua vida mudada quando entendeu a doutrina da testificação do Espírito Santo influenciado pelos Morávios. Portanto, percebemos o quão é o interesse de Deus que oremos e vivamos como filhos de Deus se cremos em Jesus. Não podemos agir e nem orar como bastardos, mas sim como filho, que de fato somos se recebemos Jesus como Salvador e Senhor.

A oração modelo mostra também a necessidade de vivenciar o relacionamento comunitário com o outro e não usar a oração para fins egoístas que só visam o deleite pessoal em detrimento dos seus relacionamentos com Deus e o próximo. Tiago asseverou que quem faz assim pede mal e por isto não é atendido por Deus. Hoje se “cunhou” popularmente o termo “oração contrária”, que é praticamente uma espécie de feitiçaria, porque pensa que um crente possa orar contra o outro, mas o Deus que ensinou a orar “Pai nosso” atenderá um mal pedido que visa o mal do outro? Obviamente que O Deus Bondoso não faria isto. Então, de fato não existe oração contrária, pois tal não pode ser chamada de oração.

Sabendo dessa verdade, podemos pedir, buscar e bater em nossas orações, porque temos um Pai que nos ouve e se preocupa conosco. Jesus falou que o pai terreno mesmo sendo mau, na maioria das vezes, dá boas dádivas aos seus filhos, e Jesus comparou afirmando que se o pai terreno faz isto quanto mais o Pai Celestial dará aos seus filhos quando pedirem bem. Portanto, a Paternidade de Deus é citada por Jesus como um incentivo a oração. Um dos pedidos que Jesus se refere é acerca do Espírito Santo que visa glorificar a Cristo e como já afirmei testifica ao crente que é filho de Deus.

Entretanto, a expressão “Pai Nosso que está nos céus” não mostra somente o sentido de Deus para conosco, o sentido nosso para com o próximo, mas o sentido nosso para com Ele. Podemos afirmar que é uma expressão de adoração que exalta a Sublimidade de Deus acima de tudo que existe na terra e que apesar disto nos adotou como filhos através de Jesus, está disposto a relacionar-se conosco e disposto a ouvir nossas necessidades espirituais, emocionais, morais e físicas.

Jesus orou afirmando que Deus é Pai “que está nos céus”, ou seja, diferente do Pai terreno. Seja qual for a nossa visão acerca da figura paterna boa ou ruim Deus como Pai é superior a tudo que conhecemos a nível terreno. Costumamos misturar as estações, ou seja, o terreno com o espiritual, e temos dificuldades no nosso relacionamento com Deus como Pai Celestial. Portanto, precisamos meditar na Palavra dia e noite para que nossa mente seja renovada e compreendamos a imensa distinção de Deus como Pai em relação aos terrenos. O profeta falou que os caminhos de Deus são mais altos do que os nossos, como são também os Seus pensamentos então permitamos as nossas emoções o aprendizado da Paternidade superior de Deus.

Nesta oração percebemos que uma das maiores necessidades humanas é suprida que é o pertencimento. O Pai é Nosso. Portanto, o crente tem a Deus como Pai e muitos irmãos na fé que compõem a família de Deus. A crise existencial da falta de sentido, de propósito acaba logo no início da oração se entendermos o significado da plenitude que é ser filho de Deus.

Aconselho a você se aprofundar na vida de oração. Ela é mais do que uma mera obrigação religiosa. Ela é mais do que um ritual ritualístico. Ela é mais do que uma forma para se obter as bênçãos que deseja de Deus. Ela é relacionamento com Deus. Ele é diálogo. Ela mostra que há vida e comunhão. Pratique, aprofunde a sua vida de oração.

( O autor do artigo é o Pr. Eber Jamil, dono do blog).

A FELICIDADE DOS HUMILDES.

Jesus pouring water from jug to pan to wash feet of disciples

A felicidade, para muitos, relaciona-se com a posse de bens materiais e com o desfrutar desses bens. Para esses, a felicidade é a plena satisfação dos seus desejos materiais e físicos. Cristo, porém, não compartilha desse pensamento. Quando Ele fala sobre a felicidade diz que os pobres de Espírito seriam felizes, ou seja, os humildes. Não quero afirmar com isto que os humildes são necessariamente pobres materialmente apesar da palavra no grego usada nas bem-aventuranças ser usada também para descrever o mendigo na parábola do Rico e do Lázaro. Entretanto, sabemos que há pessoas pobres que são soberbas como há ricos que são humildes.

Quando Jesus afirmou que os felizes são humildes. Quebrou com a visão que a felicidade está ligada ao ter. Mostrando que a felicidade está ligada ao ser. A humildade é um ato de dependência. São os que reconhecem ser pobre no sentido de não poderem realizar nenhum bem, sem a ajuda divina, e que não tem poder em si mesmo de fazer o que Deus requer deles. São pessoas que reconhecem que não podem apresentar nada como mérito seu para ter direito a salvação. Não chegam diante de Deus se “achando” detentores de todos os direitos, pois sabe que o alcançou foi por causa da manifestação da Graça de Deus.

O humilde é aquele que tem uma autoimagem acertada sobre a si mesmo. Ele não pensa ser além do que é e nem pensa de si mesmo abaixo do que é. Tal característica faz com que o humilde tenha a alma aquietada porque não “esquenta” a cabeça com coisas demasiadas para ele, pois sabe seus limites. Mas, se diante de algo que é da vontade de Deus para ele, mesmo que entenda que está abaixo das suas possiblidades, ele crê que Deus possa capacitá-lo, fazendo-o superar os limites e ainda lhe conceder poder sobrenatural para alcançar o que é impossível.

O humilde segue o caminho de Deus porque é conduzido pelo próprio de Deus. Ele sabe que é servo. Ele é ensinável. O próprio Jesus quando convidou pessoas a aprender com Ele afirmou que Ele próprio era manso e humilde de coração. O soberbo acha que sabe tudo e tem pouca disposição para aprender. O humilde por mais que saiba quer conhecer mais. A palavra de Deus alerta para aquele que tem falta de sabedoria pedir a Deus e que Deus dá de forma liberal. Aquele que é humilde reconhece quando alguma coisa lhe falta. O soberbo como está cheio de si acha que lhe falta pouca coisa ou nenhuma.

Jesus disse que dos humildes é o reino dos céus. Mostrando que eles se consideram súditos de Deus tendo-O como Soberano e Digno de honra. Os humildes oram: “venha o teu reino” e “seja feita a Tua vontade assim na terra como no céu”. Os humildes estão comprometidos com serviço a Deus e ao próximo, pois entendem que são obreiros do Reino dos céus aqui na terra, que um dia estarão no Reino dos céus, mas enquanto não chega a hora estão comprometidos com esse Reino.

A palavra diz que Deus habita com o humilde e quebrantado de coração. É uma promessa. Dando o entendimento que a pessoa humilde em Cristo Jesus tem a aprovação de Deus, pois prioriza O Senhor e sabe que sem Ele nada faria. O humilde antes de chegar ao limite já reconhece Deus como sustento e ao chegar ao limite pessoal reconhece suas limitações e espera o agir de Deus. O publicano da parábola que Jesus contou era alguém que sabia quem era, que sabia que não era merecedor, e foi alguém que chegou a Deus sem olhar altivo, sem justiça própria reconhecendo O Poder perdoador de Deus. Jesus diz que foi a esse publicano que Deus ouviu porque Deus está com o humilde e contrito de coração. Só anda com Deus os humildes. Deus resiste aos soberbos. Existe maior felicidade do que andar com Deus?

(O autor do artigo é o Pr. Eber Jamil, dono do blog).

FÉ ADMIRÁVEIS

fé

Jesus como homem tinha reações humanas normais como a admiração, pois como Deus tinha tomado a forma e natureza humana. E o interessante que Sua admiração não foi causada por um religioso, e nem por um israelita, nem por um discípulo, mas por um centurião romano.  Jesus admirou-se da fé do centurião, que é um exemplo que a fé em Cristo pode surgir nos lugares mais distantes e inesperados. Apesar de viver numa cultura pagã nele havia uma fé admirável. Outra fé que chamou a atenção de Jesus foi da mulher Cananéia que rogou com insistência por sua filha.

Os pagãos eram acostumados a rituais com tentativas de se manipular o divino. O centurião não teve uma fé deste tipo, pelo contrário. Ser descendente de ancestrais cristãos ou de uma cultura religiosa fortíssima não faz a pessoa um homem de fé como ilustra o fato acontecido com esse homem, que não tinha nada disto, mas era um homem de fé. A mulher Cananéia não se aproximou de Cristo cheia de “maneirismos” ou “superstições”, mas se aproximou com fé e perseverança.

O centurião preocupou-se com um criado que estimava muito. E apesar das ótimas recomendações dos judeus sobre ele, que o consideravam digno, não se achou digno de prerrogativas Divinas especiais. Ele havia contribuído com a construção de uma sinagoga mesmo pertencendo ao Império Romano que dominava os judeus. Agiu na petição pela cura do servo com uma humildade e fé tocantes. Uma fé desprovida de “muletas”, pois para ele bastava Jesus dizer uma palavra para o criado ser curado. A forma como reconheceu a Autoridade Espiritual de Cristo mostra o quanto ele entendia que Jesus tinha a chancela Divina. Ele acreditava que os anjos obedeceriam prontamente às ordens de Cristo como seus soldados lhe obedeciam. Uma humildade sem a prepotência de pertencer ao Império mais poderoso da época. Uma humildade que reconhecia quando estava diante de alguém maior do que ele. Este homem mostrou que uma fé genuína deve ser acompanhada da humildade. Hoje em dia muitos “homens de fé” estão cheios de si não lidando bem com nenhuma autoridade e também tratando Deus como um ser ao seu serviço só porque tem fé. O centurião não andou por este caminho.

A história da mulher Cananéia lembra a história do centurião porque também tinha origem pagã, mas teve uma fé notável. A filha dela estava bem doente por causa da ação de demônios e Jesus passando pela região onde ela morava ouviu seu clamor veemente pela filha. O que vemos na história dessa mulher é uma prova de fé notável. Diferentemente da história do centurião que Jesus mostrou prontamente boa vontade em curar o servo com essa mulher Jesus proporcionou provas difíceis, mas que a mulher com fé perseverou.

Jesus a princípio não lhe respondeu palavra alguma submetendo-a ao teste do silêncio Divino. Os discípulos incomodados com ela pedem a Jesus para despedi-la. Como se isto não bastasse Jesus disse que realmente os estrangeiros não eram prioridade em sua agenda ministerial e certamente a mulher ouviu isto. Jesus estava submetendo-a uma difícil prova de fé. Mas, ela não desistiu, pelo contrário ajoelhou-se diante de Jesus e aos pés dele pediu novamente ajuda. Jesus continua provando agora de forma mais contundente afirmando: Não está certo tirar o pão dos filhos e jogá-lo aos cachorrinhos. Usar a expressão cachorrinhos era um modo depreciativo de tratar os não judeus. Mas ela com fé respondeu a Jesus: Sim, Senhor, mas até mesmo os cachorrinhos comem as migalhas que caem debaixo da mesa dos seus donos. Jesus em sua humanidade admirou-se afirmando que grande era a fé desta mulher e libertou a filha dela da enfermidade e dos demônios. É evidente que Jesus sabia que a mulher responderia assim as duras provas, mas desejou submetê-la aos testes para que ela, seus discípulos e a posteridade entendesse que Deus deseja que respondamos as duras provas da vida com fé.

A admiração e o elogio a fé dessas pessoas são de chamar a nossa atenção porque foram sentidos e dados por Jesus a duas pessoas que não faziam parte do povo de Deus e nem do corpo de discípulos de Cristo. Mostra como não podemos limitar a Deus a determinados quadrantes. O Espírito de Deus é livre de onde menos se espera pode surgir alguém de fé verdadeira e genuína a Cristo. A nossa missão é pregar enquanto o convencimento é por conta de Jesus.

Depreendemos destes exemplos de fé também o fato da fé ser acompanhadas de virtudes e atitudes coerentes com ela. Não basta dizer que se tem fé. Se houver tempo hábil a fé será acompanhada de obras dignas do arrependimento. O centurião teve a fé acompanhada da humildade e a mulher Cananéia teve a fé acompanhada da perseverança. Pedro nos deixou a seguinte recomendação:

Visto como o seu divino poder nos deu tudo o que diz respeito à vida e piedade, pelo conhecimento daquele que nos chamou pela sua glória e virtude; pelas quais ele nos tem dado grandíssimas e preciosas promessas, para que por elas fiqueis participantes da natureza divina, havendo escapado da corrupção, que pela concupiscência há no mundo. E vós também, pondo nisto mesmo toda a diligência, acrescentai à vossa fé a virtude, e à virtude a ciência, E à ciência a temperança, e à temperança a paciência, e à paciência a piedade, E à piedade o amor fraternal, e ao amor fraternal a caridade. Porque, se em vós houver e abundarem estas coisas, não vos deixarão ociosos nem estéreis no conhecimento de nosso Senhor Jesus Cristo” (2 Pe 1:3-8)

A fé que O Senhor deseja é uma fé acompanhada de ações e virtudes coerentes com quem Ele é porque cremos em Jesus e não num “arremedo” e “numa invencionice religiosa” que não mostram um Jesus que não é Ele mesmo. Jesus certa feita disse: antes de Abraão existir EU SOU. A fé admirável é que crê em Jesus como Deus, como Salvador, como Autor e Consumador da fé, é a fé que caminha para a semelhança de Cristo e por isto é acrescida de virtudes de Cristo a cada dia.

(O autor do artigo é o Pr. Eber Jamil, dono do blog).

TOME UMA ATITUDE!

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Gn 42:1 e 2 – Vendo então Jacó que havia mantimento no Egito, disse a seus filhos: Por que estais olhando uns para os outros? Disse mais: Eis que tenho ouvido que há mantimentos no Egito; descei para lá, e comprai-nos dali, para que vivamos e não morramos.

Jacó e sua família encontravam-se em situação difícil. Havia uma fome mundial que tinha atingido o mundo da época. Ele era um homem idoso e experimentado no sofrimento. Recebeu notícias anos atrás não verídicas que seu filho José havia morrido dadas pelos seus próprios filhos, irmãos de José. Agora com a fome ele sabia que havia comida no Egito, sem saber que José é que governava, perguntou aos filhos porque olhavam uns para os outros e não tomavam a atitude de ir ao Egito buscar alimento. Este momento é bem instrutivo porque passamos constantemente entre a tensão da espera e da atitude, mas aquele momento era a da atitude.

Os irmãos de José e Jacó não sabiam da história toda. Eles não sabiam que a venda de José como escravo, que para o Pai havia morrido, cooperou para que José estivesse na posição de Governador do Egito e que ele seria instrumento de Deus para salvar a própria família. Enquanto os irmãos perplexos olhavam uns para os outros Deus já havia providenciado o socorro naquela fome mundial. O assombramento, a perplexidade podem ser fatores impeditivos de uma atitude da nossa parte. Porém, Jacó despertou seus filhos para a realidade e instigou-os a tomarem uma atitude e buscarem ajuda no Egito.

Outro fato bíblico trata da tensão entre a espera e a atitude. Foi quando o povo de Israel saiu liberto do Egito, mas um movimento de reação do Império Egípcio se iniciou. Os Egípcios seguiram e caçaram a Israel que se viu diante do Mar Vermelho ladeado pelos montes não tendo com escapar do cerco. O povo de Israel ficou estacionado e apavorado clamando a Deus sem tomar uma atitude. E o Senhor disse a Moisés: “Por que clamas a mim? Dize aos Filhos de Israel que marchem”. A oração é vital, mas aquele momento era o momento da ação.

Creio que muitos estão assim com relação a sua salvação. Já ouviram falar de Cristo. Sabem que são pecadores. Mas se acomodam numa posição de meio lá e de meio cá. Sabem que é preciso tomar uma decisão acerca de Cristo, mas estão esperando. São bons observadores. Até pedem ajuda a Deus! Mas, não tomaram uma posição firme em relação a Cristo. Dão desculpas do tipo: ainda não estou preparado! Deixa eu envelhecer um pouco mais! Tal atitude se chama procrastinação e pode ser fatal quando relacionada a vida eterna. A Palavra de Deus diz:  Portanto, como diz o Espírito Santo: Se ouvirdes hoje a sua voz, Não endureçais os vossos corações, Como na provocação, no dia da tentação no desertoHebreus 3:7,8

Nas duas histórias em questão a vida estava em xeque. No tempo de Jacó uma fome mundial e só havia haveres no Egito. Diante do Mar Vermelho o povo de Israel estava cercado ameaçado de morte e escravidão. Assim, é a questão da Eternidade, é vital e não se pode postergar uma decisão. Aquele que não crê em Jesus já está condenado e só sai da condenação se crer em Jesus. Enquanto fica pensando numa decisão continua condenado eternamente podendo a morte chegar e não haver mais possibilidade de reversão. Observe o que o texto abaixo diz:

Porque Deus enviou o seu Filho ao mundo, não para que condenasse o mundo, mas para que o mundo fosse salvo por ele. Quem crê nele não é condenado; mas quem não crê já está condenado, porquanto não crê no nome do unigênito Filho de Deus. E a condenação é esta: Que a luz veio ao mundo, e os homens amaram mais as trevas do que a luz, porque as suas obras eram más.
Porque todo aquele que faz o mal odeia a luz, e não vem para a luz, para que as suas obras não sejam reprovadas. João 3:17-20

Certa vez vi uma exposição com obras de Rodin e fiquei muito admirado com O pensador e descobri que ele está em outra obra de Rodin a porta do Inferno baseada na obra de Dante Alighieri a Divina Comédia. É interessante pensar que O Pensador está incrustado na Porta do Inferno juntamente com outros personagens. Mostra bem que se alguém fica pensando, sobressaltado, pasmado, sobre a eternidade, mas não toma uma decisão acabará no inferno. A obra de arte acaba sugerindo o que verdadeiramente acontece.

A fé é a atitude a ser tomada. A separação de Deus e a condenação causada pelo pecado somente em Jesus pode ser resolvida. Deus que amou o Mundo enviou Jesus com este propósito. Quem crê tem seus pecados perdoados, a comunhão com Deus estabelecida e recebe a Vida Eterna, que é a vida de Deus. A fé são as mãos que nos utilizamos para receber a salvação, conforme ensina Langston. Não há mérito pessoal quanto a salvação por receber Jesus mediante a fé. A fé vem pelo ouvir a Palavra de Deus e a pessoa só passa a crer que foi convencida pelo Espírito Santo, mas na fé há volição, há uma entrega, há uma não resistência ao Espírito, a fé é atitude que devemos tomar diante da Providência de Deus, que é Seu Filho Jesus, o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo. “Creia no Senhor Jesus e serás salvo!” Não fique pasmado existencialmente e nem substitua a fé por alguma atitude religiosa que fica no meio do caminho! Creia!

(O autor do artigo é o Pr. Eber Jamil, dono do blog).

FRASES POSTADAS NO TWITTER 65

sabedoria

26 de set

Nem sempre voltar atrás é regredir. Lembra que Jesus disse a Igreja de Éfeso: “Lembra de onde caístes” e “ pratica as primeiras obras”.

28 de set

A verdade da Palavra de Deus não deve ser apenas defendida como doutrina, mas a verdade precisa ser vista como verdade na prática cristã

4 de out

O entendimento de hoje do que seja um homem de Deus passa longe de alguém que se considere fraco, mas é o fraco que é forte.

5 de out

O interior do homem conta muito. Se não houver pacificação na alma mesmo que a maré esteja para peixe a pessoa não estará bem.

6 de out

O pecado muitas vezes é revestido de uma aparente atitude de liberdade, mas a pessoa não consegue deixar de praticar a ilusória liberdade.

10 de out

Alguns ficam incomodados quando há um silêncio profundo.A sensação que eles têm é que o silêncio grita,mas o que deve estar gritando é a alma.

11 de out

Quando a oração se torna pragmática perde-se o sentido da oração.Você por acaso acha que Deus não sabe quais são as nossas necessidades? Ele sabe.

12 de out

Temos que viver o evangelho de tal forma que o falar de Cristo seja tão natural quanto o respirar. A boca fala do que o coração está cheio.

13 de out

Quando a crítica aponta para algo que devemos mudar, mudemos. Quando for para aperfeiçoar, aperfeiçoemos. Mas, nunca sejamos como o xuxu que pega gosto de tudo.

15 de ot

Ensinar, conhecer e compartilhar são formas de celebrar a vida porque é o contrário da estagnação. É vida com outra vida em busca do conhecimento.

(O autor das frases é o Pr. Eber Jamil, dono do blog).