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JESUS E O SUMO SACERDOTE.

 

sumo sacerdote

O tema de Hebreus é: Jesus é melhor. Melhor do que Moisés, Josué, Arão, anjos etc. Quero analisar aqui que Jesus é superior ao sumo-sacerdote. A função essencial do sacerdote era a de mediador entre Deus e o homem e exercia três funções básicas: Primeiro, ministrar no santuário diante de Deus. Em segundo, ensinar a lei. Terceiro, tomar conhecimento e revelar a vontade divina.

O sumo-sacerdote no antigo testamento ocupava um lugar de destaque entre os sacerdotes, pois era o único que anualmente, poderia entrar no lugar santíssimo do tabernáculo ou do templo, para oferecer sacrifício pelo pecado do povo e pelos próprios pecados.

Vejamos algumas diferenças entre Jesus e o sumo-sacerdote do Antigo Testamento:

  1. O valor do sacrifício dos sumo-sacerdotes era temporário e sempre era repetido anualmente (Hb 9:7) no dia da expiação (Yom Kippur). Os sacrifícios oficiais feitos pelos sacerdotes prescritos pela lei chegam a ser mais de mil sacrifícios por ano. Já o Cristo se sacrificou uma vez conseguindo uma eterna redenção (Hb 9:12 e 25). O sacrifício de Jesus é suficiente. Não havendo necessidade de Jesus morrer novamente. Aquele que crê nEle recebe a salvação que não tem necessidade de ser completada porque já está consumada em Cristo.
  2. O sacerdote entrava num Templo feito pelas mãos dos homens (Hb 9:11), mas o tabernáculo de Cristo não era dessa criação. Depois de Cristo o povo de Deus ganhou o entendimento que Deus não está confinado ao Templo, mas é maior do que ele. Portanto, é possível se viver em Cristo na presença de Deus em qualquer lugar.
  3. O sacerdote oferecia sangue alheio de um animal irracional e (Hb 9:12-14 e 25). Cristo ofereceu seu próprio sangue. Os animais não se doavam para o sacrifício, mas eram sacrificados compulsoriamente. Mas, Jesus se entregou. Ele poderia ter descido da cruz, mas lá permaneceu porque era a vontade de Deus que assim ele morresse para toda humanidade.
  4. O sacerdote tinha que oferecer sacrifício pelos seus próprios pecados (Hb 9:7 e 5:1-3). Cristo foi tentado em tudo, mas não pecou (Hb 4:15). Nenhum homem até Cristo e nem depois dele conseguiu cumprir toda lei. Jesus conseguiu. Não houve pecado em Jesus. Ele teve toda condição de religar os homens a Deus, por ter tomado a natureza humana sendo Deus e por ter obedecido a Deus até a morte de cruz sem pecado algum.

Hoje não temos mais necessidade de sumo-sacerdotes, porque pela fé em Jesus obtemos o perdão dos nossos pecados. Cristo é superior e mediador de uma nova aliança. Havia três personagens no ato do sacrifício: o animal, o sacerdote e o homem. Hoje passou a ser dois Jesus Cristo (sacerdote e animal) e o homem. Havia um véu no templo que separava o santuário do santíssimo lugar onde o sumo-sacerdote entrava na ocasião apropriada. Quando Cristo morreu esse véu foi rasgado de alto a baixo (Mt 27:51).

Jesus é o caminho para se achegar a Deus. Hoje podemos adorar a Deus além do véu porque Jesus abriu este caminho. A perfeição da mediação de Cristo (1 Tm 2:5) nos purifica a consciência (Hb 9;14) e assim podemos prestar verdadeira adoração sem intermediários e sem rituais. O sumo sacerdócio, o tabernáculo e outras características da Antiga Aliança apontam para o advento de Cristo que abriu o acesso a Deus por intermédio dEle. Percebemos as vezes os homens confiarem em suas estratégias para provocarem a manifestação de Deus nos cultos e cerimônias etc. Tudo isto é arrogância. Se não for por intermédio da mediação de Cristo mediante a fé não chegaremos a presença de Deus. Ele e o único caminho.

( O autor do artigo é o Pr. Eber Jamil, dono do blog).

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CONVERSÃO.

 

mulher samaritana

A mulher samaritana é o retrato do homem moderno que possuído pelo vazio sorve da vida todas suas possibilidades, mas apesar disso continua vazio. No caso dela, ela usufruiu dos relacionamentos que não lhe trouxeram satisfação. Ela teve cinco casamentos e estava com alguém que não era seu marido e o vazio continuava. Suas prioridades giravam em torno da busca pela satisfação, mas não conseguia obtê-la. Ela tinha um posicionamento religioso, era samaritana, mas sua visão de deus era territorial, que lhe intrigava e não a completava.

João narra o encontro dela com Jesus depois que narrou anteriormente a conversa de Jesus com um dos líderes dos judeus, o que faz um contraste e mostra como Jesus apesar em primeira instância procurar alcançar os judeus desejava também pessoas de outras origens, neste caso, antagônica aos judeus. Os samaritanos não se davam bem com os judeus e vice-versa. Para os judeus os samaritanos eram sincréticos e tinham um contexto histórico com eles bem tumultuado.

Creio que a inimizade entre judeus e samaritanos nos tempos bíblicos seja, em boa parte, o reflexo do pecado de Israel. Os samaritanos de certa forma mostravam o fracasso do povo. Os samaritanos foram fruto da divisão ocorrida no reino de Israel. Foi o produto duma mistura de raças, levado a efeito pelo rei da Assíria, Sargão II, que ao conquistar o Reino do Norte (chamado de Israel) em 722 a.C. levou o povo de Israel para o cativeiro. Os demais que ficaram na terra foram misturados com outros povos, pois o Rei estrategicamente enviou-os para a região a fim de enfraquecer a identidade do povo de Israel (2 Rs 17:24). Esses povos de descendência mistas acabaram sendo chamados de Samaritanos. O preconceito e a inimizade ficaram latentes entre esses povos. Quando Neemias retornou a Jerusalém para reconstruir os muros da cidade, os samaritanos tentaram de diversas formas impedir a sua reconstrução. Flávio Josefo conta que no período interbíblico (entre os dois Testamentos), os samaritanos invadiram o templo de Jerusalém e jogaram ossos, cometendo um tremendo ato de sacrilégio na perspectiva dos judeus. Como vingança, os judeus passaram proferir maldições com as mãos direcionadas à região dos samaritanos.

Este contexto era conhecido por Jesus, mas era necessário Ele passar por Samaria. Sentou-se perto do poço de Jacó onde a mulher samaritana foi buscar água e pediu água a mulher vencendo o contexto de preconceito e animosidade que havia entre os povos causando estranheza a samaritana por ser ele judeu e homem. Entre tantas diferenças Jesus puxa a conversa com ela por algo em comum naquele momento – a água. Aquela mulher solitária, devido a sua má reputação, deixou para tirar água numa hora mais inóspita para não encontrar com ninguém, mas Jesus viu naquela mulher o vazio e sede de algo que Ele poderia suprir e lhe falou da Água Viva referindo-se ao espiritual que era na verdade a maior necessidade daquela mulher acostumada a beber água daquele poço. A Água Viva é Jesus, Ela é a fonte, que faz fluir águas do interior de quem crê que é a presença do Espírito Santo (Jo 7:37 – 39). Jesus falou que quem bebesse da água do poço tornaria a ter sede, mas aquele que bebesse da Água que ele tinha não teria mais sede. O que Jesus ofereceu foi saciedade do vazio de Deus que aquela mulher tinha e que todos tem e que só pode ser saciada através dEle.

A mulher samaritana diante do oferecimento pediu a água que Jesus tinha para oferecer. Mas, Jesus lhe pediu para chamar o marido e ela disse que não tinha. Jesus ciente disto por ser Deus disse que ela falou a verdade porque ela tinha sido casada cinco vezes e agora vivia com alguém que não era seu marido. Diante da ciência de Jesus ela entendeu que Jesus era profeta. Para de fato receber Jesus como a fonte da Àgua viva a mulher tinha que entender a sua pecaminosidade e Jesus fê-la ao afirmar que ela vivia com alguém que não era seu marido. O pecado faz separação entre o homem e Deus (Rm 3:23) e aquela mulher estava vivendo até aquele momento com um vazio dentro de si por causa do seu afastamento de Deus, da sua vida de pecado. Para o vazio e o pecado ser resolvido é preciso como primeiro passo reconhecer que é pecador e que necessita de um Salvador. O pecado é o principal problema do homem. Até o vazio é decorrência dEle. Sendo o pecado só resolvido na vida da pessoa por meio da fé em Jesus (Ef 2:8 e 9).

A mulher samaritana depois de Jesus ter abordado a questão do pecado dela começa a tocar na questão polêmica para os samaritanos que era o lugar de adoração. Para os samaritanos o local era o monte Gerizim, mas para os judeus era Jerusalém. Percebemos que esta mulher além do pecado, do vazio tinha também uma visão acerca de Deus equivocada como um deus territorial e não um Deus Onipresente. Para verdadeiramente adorar a Deus é preciso conhece-lo. Jesus esclarece a mulher que Deus é Espírito, portanto, não estava restrito a um lugar e o que importava é que se adorasse a Deus em Espírito e em verdade. Sendo em Espírito entende-se que Deus não é limitado nem confinado pelo material. Sendo em verdade é que a adoração precisa ser sincera e conforme a orientação das Sagradas Escrituras e não no erro.

Diante do esclarecimento de Jesus a samaritana fala acerca da sua esperança messiânica e como Messias ensinaria acerca de todas as coisas. Então, Jesus apresenta-se como o Messias e ela crê em Jesus. Neste momento a mulher experimentou pela fé da Água Viva e teve o vazio do seu coração preenchido. Sabemos que Aqueles que se aproximam de Deus devem se aproximar com fé como foi o caso da samaritana quando Jesus se revelou a ela (Hb 11:6).A mulher samaritana teve seu vazio preenchido. Você também pode ser preenchido por Jesus, se você crer nEle.

Tendo o esclarecimento acerca de Jesus a Mulher deixou o cântaro e foi falar para os seus conterrâneos que tinha conhecido o Messias. Esta atitude mostra que houve uma conversão de valores nela que priorizava as suas necessidades emocionais e materiais demonstrada pelo seu interesse na água do poço e no seu relacionamento extraconjugal. Ao conhecer Jesus ela abandona o cântaro e considera como prioritário falar aos seus conterrâneos, que ela evitava por causa da sua condição, mas deixou de teme-los e mostrou priorizar o espiritual apresentando o Messias a eles. Seus valores foram convertidos e o cântaro abandonado mostrou isto. Muitos creram em Jesus por causa da mulher e depois de conhecerem a Jesus creram por conhecerem Ele.

Tendo havido fé a pessoa frutifica obras que demonstram ser ela existente. A mulher samaritana teve entendimento da sua pecaminosidade, do seu vazio, da sua concepção equivocada acerca de Deus e da sua prioridade as coisas materiais e afetivas e ao crer em Jesus teve uma conversão que envolveu todos estes aspectos. A conversão é um giro de 180 graus que acontece quando entregamos a nossa vida a Jesus e muda de forma contundente o sentido de nossa vida. Como aconteceu com a mulher samaritana também pode acontecer com você. Creia em Jesus e seus pecados serão perdoados, terá seu coração preenchido, conhecerá mais a Deus e priorizará o espiritual.

(O autor do artigo é o Pr. Eber Jamil, dono do blog).

O PROPÓSITO DA COMUNHÃO.

união

Um dos propósitos de Deus para a Sua Igreja é a comunhão. A Igreja é tratada na Bíblia como Edifício, onde cada crente é uma pedra viva (1 Pe 2:5). É tratada como família de Deus onde todos vivem ligados a Deus (Ef 2:19). Os irmãos de fé são considerados concidadãos, pois todos possuem a cidadania celestial (Ef 2:19 e Fp 3:20). Tais designações apontam para o propósito da harmonia e comunhão que Deus proporcionou aos santos.

A comunhão com Deus que o homem tinha foi quebrada por causa do pecado. Mas, Deus providenciou que em Cristo o homem se reconciliasse com Ele. Portanto, aquele que crê em Cristo volta a ter comunhão com Deus. O Batismo como ordenança testemunha que o homem que estava morto em seus delitos e pecados ressuscitou e passou a ter uma nova vida com Deus. Passando a viver para Ele. Porém o batismo não é somente uma representação e símbolo da salvação obtida pela fé em Cristo, mas também de comunhão com os irmãos da fé. Não significando somente uma nova vida em Cristo, mas também é a visualização da integração da pessoa no corpo de Cristo, que é a Igreja. Quando nos convertemos O Espírito Santo nos batizou, nos imergiu no Corpo de Cristo. Veja o que Paulo escreveu: Pois todos nós fomos batizados em um Espírito, formando um corpo, quer judeus, quer gregos, quer servos, quer livres e todos temos bebido de um Espírito (1 Co 12:13). O Batismo nas águas não significa somente a morte para o pecado, sepultamento e ressurreição para uma nova vida, mas também a imersão no corpo de Cristo que aconteceu no momento da conversão.

Tendo afirmado isto, percebemos a importância de que a igreja evangelize, mas também que trabalhe com as vidas no sentido de integrá-las na Igreja local, que é a parte visível do corpo de Cristo. A pregação do Evangelho é um chamamento a comunhão com Deus através de Cristo, mas ao aceita-Lo a pessoa passa a fazer parte do corpo de Cristo.  Devemos levar as pessoas evangelizadas a ter um maior compromisso com Cristo e com O Seu corpo. Cristo nos mandou pregar, fazer discípulos e batizar.   A Evangelização visa ganhar a vida inteira de uma pessoa e não parte dela. A pessoa que se converte a Cristo precisa ter relacionamentos sadios. Sei que problemas acontecem nas Igrejas, mas o espírito de pacificação e de perdão devem prevalecer. Na comunhão dos irmãos Deus promove o crescimento através do discipulado, da edificação, admoestações e exortações. O autor de Hebreus enfatiza: “Não deixando a nossa mútua congregação, como é costume de alguns, antes admoestando-nos uns aos outros, e tantos mais, quando vedes que vai se aproximando aquele dia”.

Podemos ainda destacar a estreita ligação da evangelização com a comunhão no sentido que havendo comunhão entre os irmãos há um ambiente propício a conversão e integração na Igreja local. Jesus falou que as pessoas seriam identificadas como discípulos dEle se amassem uns aos outros (Jo 13:35). A Igreja de Jerusalém em Atos tinha como uma das grades marcas a comunhão. Eram coesos na doutrina, partiam o pão juntos, temiam ao Senhor, estavam juntos, perseveravam, louvando a Deus e caindo na graça de todo o povo (At 2:42-47).

Na Palavra de Deus temos chamamentos, exortações e constatações de Deus ao Seu povo para que viva em comunhão como em  1 Coríntios 1:10 que está escrito: Rogo-vos, porém, irmãos, pelo nome de nosso Senhor Jesus Cristo, que digais todos uma mesma coisa, e que não haja entre vós dissensões; antes sejais unidos em um mesmo pensamento e em um mesmo parecer. A comunhão é algo tão inerente a fé cristã tanto que o  apóstolo João chega a afirmar que se vivermos praticando as obras da luz de Senhor e andamos na verdade estará demonstrado que temos comunhão com Ele e com o próximo. I João1: 6 e 7 – Se dissermos que temos comunhão com ele, e andamos em trevas, mentimos e não praticamos a verdade. Mas, se andarmos na luz, como ele na luz está, temos comunhão uns com os outros, e o sangue de Jesus Cristo, seu Filho nos purifica de todo o pecado.

A comunhão é um propósito Divino muito caro a Deus. Devemos valorizar e vivermos em união. O salmo de número 133 ressalta que: Oh! Quão bom e quão suave é que os irmãos vivam em união! Paulo aos Efésios no capítulo 4 versículo 3 exorta: Procurando guardar a unidade do Espírito pelo vínculo da paz. Portanto, irmãos vivamos a obra que Deus realizou de reconciliação com Ele expressando o vínculo de comunhão que temos uns com os outros.

Antes de Jesus havia separação entre judeus e gentios, entre o povo da aliança e povo que não era povo de Deus, “mas agora em Cristo Jesus, vós, que antes estáveis longe, já pelo sangue de Cristo chegastes perto. Porque ele é a nossa paz, o qual de ambos os povos fez um; e, derrubando a parede de separação que estava no meio, na sua carne desfez a inimizade, isto é, a lei dos mandamentos, que consistia em ordenanças, para criar em si mesmo dos dois um novo homem, fazendo a paz, e pela cruz reconciliar ambos com Deus em um corpo, matando com ela as inimizades. E vindo, ele evangelizou a paz, a vós que estáveis longe, e aos que estavam perto. Porque por ele ambos temos acesso ao Pai em um mesmo Espírito” (Efésios 2: 13-18). Tendo Deus derrubado a parede de separação temos que viver em comunhão e não podemos fomentar a discórdia e contenda.

As igrejas costumam realizar as Ceias seguindo a orientação de Jesus como a primeira Igreja a de Jerusalém fazia e as demais fizeram. Paulo ao escrever aos coríntios traz orientações importantes sobre esta celebração que aponta também para a comunhão com Deus e com Seu corpo porque todos partilham do pão e do vinho que são servidos a todos que integram a Igreja do Senhor. Paulo por orientação de Jesus orientou que para participarmos da mesa do Senhor precisamos discernir o seu significado, o corpo de Cristo e seu sangue foi dado por nós, e não participarmos indignamente. Jesus recomenda a reconciliação com seu irmão antes de apresentar uma oferta a Deus. Tais recomendações mostram o quão é importante para Deus a comunhão entre a família da fé porque as duas ordenanças de Jesus – o batismo e a ceia – mostram o sacrifício de Jesus para que fôssemos salvos e tivéssemos comunhão com Deus e com Sua família.

Diante do exposto é necessário celebrarmos a unidade que foi feita por Jesus na cruz. É necessário cultivar uma vida de devoção a Deus. É necessário renunciarmos aos desejos egoístas e pagarmos o preço para que a comunhão com nossos irmãos de fé permaneça. É na comunhão que O Senhor “ordena a benção e a vida para sempre” (Sl 133:3).

(O autor do artigo é o Pr. Eber Jamil, dono do blog).

O PROPÓSITO DA ADORAÇÃO.

adorar

O primeiro propósito da Igreja é a adoração.  Em todas as Escrituras somos convidados a celebrar o nosso amor a Deus através da adoração. Podemos faze-lo individualmente (Mt 8:2) ou coletivamente (Mt 18:20). Ela deve ser feita de ambas as formas. São duas formas que não se substituem uma pela outra. Devemos adorar das duas.

A adoração a Deus não está restrita aos Templos e nem reduzida ao tempo do louvor. Paulo em Atenas afirmou: “O Deus que fez o mundo e tudo que nele há, sendo Senhor do céu e da terra, não habita em templos feitos por mãos dos homens” (At 17:24). A adoração é um estilo de vida que envolve todo o ser em todo o tempo. Paulo aos Coríntios afirmou: Portanto, quer comais, quer bebais, ou façais qualquer outra coisa, fazei tudo para a Glória de Deus (1 Co 10:31). Paulo aos Colossenses também escreve: A palavra de Cristo habite em vós abundantemente, em toda a sabedoria, ensinando-vos e admoestando-vos uns aos outros, com salmos, hinos e cânticos espirituais, cantando ao Senhor com graça em vosso coração. E, quanto fizerdes por palavras ou por obras, fazei tudo em nome do Senhor Jesus, dando por ele graças a Deus Pai” (Cl 3:16 e 17).

Somente aqueles que creem verdadeiramente em Deus podem adorá-lo. Jesus falando do contexto religioso do seu tempo afirmou: “Este povo se aproxima de mim com a sua boca e me honra com os seus lábios, mas o seu coração está longe de mim” (Mt 15:8). Tiago assertivamente afirma: Tu crês que há um só Deus; fazes bem. Também os demônios o creem, e estremecem (Tg 3:19). O contexto do que Tiago diz é que se uma pessoa tem realmente fé realizará obras coerentes com a fé que tem porque a fé que não realiza obras mostra não existir. Havendo tempo hábil quem tem fé realizará obras. Quem crê verdadeiramente adorará a Deus. A adoração é pela fé. Só pela fé adoraremos a Deus em Espírito. Muitos canalizam sua fé em objetos,  pessoas e limitam a adoração a espaços sagrados dependendo do material para crer. Entretanto, a verdadeira adoração é pela fé em Espírito. Tal adoração é desejada pelo Senhor.

A adoração e o conhecimento da Palavra devem andar juntos. Jesus ao conversar com a mulher samaritana disse que os samaritanos adoravam o que não conheciam (Jo 4:22) e disse que Deus deve ser adorado em verdade, ou seja, verdadeiramente conhecido. Mostrando que a adoração deve ser sincera, mas mais do que isto em consonância com que a Palavra revela, pois, a Palavra é a verdade (Jo 17:17). Em Deuteronômio Deus mostra que o amor a Ele, ou seja, a adoração, e a Sua Palavra devem estar em nosso coração: “Amarás, pois, o Senhor teu Deus de todo o coração, e de toda a tua alma, e de todas as tuas forças. E estas palavra que hoje te ordeno estarão no teu coração” (Dt 6: 5 e ¨6). Os Vs. 4 a 9 de Deuteronômio capítulo 6 é um trecho conhecido como shema (palavra hebraica que significa “ouça”). Veio a ser confissão da fé judaica, recitada diariamente. O shema consiste apenas nos versículo 4 em sua forma original, sendo expandido depois para incluir os versículos 5 – 9; Dt 11:13-21 e Nm 15:37-41. O shema, para o judeu praticante, deve ser recitado de manhã e de  noite. Ele mostra que quem ama a Deus procurará obedecer a Palavra. Guardará a Palavra no coração. Ensiná-la-á ao filho dentro da própria casa. Quando sair, acordar e dormir, a Palavra estará presente, suas ações serão norteadas pela mesma e sua vida será um verdadeiro outdoor das Escrituras.

A adoração e o serviço devem também andar juntos. A Bíblia diz: “Ao Senhor teu Deus adorarás, e só a Ele servirás” (Mt 4:10).  O crente amando a Deus sobre todas as coisas o seu serviço será também uma expressão de adoração. Há uma frase marcante que “o resultado do evangelismo não é quantos entram no templo para adorar, mas quantos saem para servir”. Maria Madalena exemplifica bem esta verdade quando ela reconheceu a Jesus ressuscitado segurou-o com devoção. Foi uma atitude de alegria e adoração. Mas Jesus falou para ela não o deter, mas ir anunciar aos seus discípulos a sua ressurreição. A contemplação deve estar unida a ação. A adoração e o serviço andam juntos. A adoração vem em primeiro porque sem amar a Deus o serviço não agradará a Deus. Será como o sino que tine.

Jesus falou que Deus procura adoradores que o adorem em espírito e em verdade. Mostrando que o que a adoração também tem relação com o evangelismo. O evangelismo é a missão de levar a Deus adoradores. Devemos ganhar vidas para o Senhor, pois assim se tornarão adoradores agradando o coração do Pai celestial. Claro que sem ação do Espírito Santo a Palavra de Deus pregada não convence. A ação do Espírito unida a oração e a adoração dos discípulos no cenáculo durante o Pentecoste chamou atenção de muitos que depois ouviram um sermão de Pedro e 3.000 almas se converteram. A Igreja de Jerusalém se formou tendo a adoração e a comunhão como algumas das marcas entre eles sendo um tremendo testemunho do poder de Jesus e cada dia Deus acrescentava pessoas a aquela Igreja.

A adoração é o primeiro grande mandamento que Jesus destacou. Nada que se faça na obra de Deus estará no lugar certo se não amarmos a Deus em primeiro lugar. A inversão das ordens espiritualmente falando alterará tudo. “Se Deus não for o primeiro Ele não aceitará ser o segundo”. A Igreja é tentada a priorizar-se, a enfatizar a personalidade humana de seu líder, mas se cair nesses erros tudo mais estará fora do seu lugar. Amemos o Senhor de Todo o nosso coração se não nada fará sentido.

 (O autor do artigo é o Pr. Eber Jamil, dono do blog).

CORRENDO BEM A CARREIRA CRISTÃ.

corrida do cristao

A vida cristã por vezes é comparada a uma corrida. Usando esta comparação Paulo pergunta aos Gálatas: vós corríeis bem; quem vos impediu de continuardes a obedecer à verdade? (Gl 5:7) Ele fez esta pergunta porque havia um pequeno grupo de judaizantes que estava persuadindo aos gálatas a praticar a cerimônia da circuncisão que na verdade deveria ser somente para os judeus, pois para os gentios que tinham aceitado o evangelho da Graça de Deus seria retroceder ao legalismo judaico, pois a circuncisão era um sinal visível da aliança que Deus tinha feito com os judeus e não com os gentios. Para os gentios seria colocar-se debaixo da servidão da lei a qual ninguém consegue cumprir cabalmente, pois todos são pecadores. Paulo asseverou, portanto: “Estai, pois, firmes na liberdade com que Cristo nos libertou, e não torneis a meter debaixo do jugo da servidão” (Gl 5:1).

É preciso empenho e abstenção de tudo que possa embaraçar a corrida da carreira cristã. O inimigo tenta atrapalhar, o mundo é antagônico, a carne deseja o pecado, empecilhos aparecem, variados obstáculos surgem, que podem comprometer a nossa caminhada, mas devemos seguir a carreira de forma resoluta. Quem começou a corrida tem que ter como objetivo chegar ao final, mas até lá muitas águas correm debaixo da ponte e obstáculos precisam ser vencidos.

Pretendo discorrer algumas observações sobre esta carreira que todo o crente participa que começou no início da fé findando na consumação dela.

Como atletas de Cristo é necessário empenho, abstenção e disciplina na carreira cristã que não são atitudes isoladas, mas na força e na companhia do Espírito Santo dispensadas por Jesus, o autor e consumador da fé. São os valores e bens eternos que motivam a carreira. O atleta visa uma coroa corruptível, mas o servo do Senhor a incorruptível. O crente em Jesus tem propósito. Não é alguém que não sabe para onde está indo e para alcançar seu objetivo apresenta seu corpo como sacrifício vivo, santo e agradável a Deus prestando um culto racional ao Senhor e sendo aprovado durante a carreira. O servo do Senhor não participa da carreira como se fosse um treino, mas encara como de fato é, a carreira cristã viva e real (1 Co 9:24 – 27; Rm 12: 1 e 2 e Jo 14: 16 – 18).

Nesta carreira muitos já correram e concluíram. Os que estão percorrendo o fazem como que rodeados de uma grande nuvem de testemunhas que lhes antecederam. Devem evitar os embaraços que podem ser até coisas lícitas, mas que atrapalham o bom desenvolvimento da corrida quando em demasia. Os soldados alistados pelo Senhor não devem se embaraçar com a vida civil, mas cumprir a vocação de combatentes agradando ao Senhor que alistou. O pecado que nos rodeia é outro que maleficamente atrapalha a carreira e por isto deve ser também evitado. Alguns tropeçam e caem por causa dele trazendo sobre si prejuízos e sofrimentos. Quem corre pelo Senhor deve sempre olhar para o exemplo de Cristo que tudo suportou e superou para cumprir a carreira proposta pelo Seu Pai (Hb 12:1-4; 2 Tm 2:4 e 5). Assim devemos fazê-lo olhando para Jesus.

Uma vez iniciado a carreira cristã o servo de Deus tem como objetivo terminá-la, ou seja, chegar ao final. Deus não deixa a Sua Boa obra em nós pela metade. O que Ele começa, conclui. É nosso dever ter certeza que estamos lutando o bom combate do Senhor e combatê-lo até o fim guardando a fé que surgiu da audição da Palavra de Deus e permanece conosco (II Tm 4:7 e 8).

A igreja da Galácia havia começado a carreira, mas recebeu influências que minaram a caminhada de fé fazendo com que deixassem de correr bem. Da nossa parte o foco deve ser o mesmo do início – Jesus, perseverando, nos abstendo como atletas disciplinados, deixando os embaraços, o pecado que atrapalha e concluir a boa corrida cristã.

Paulo alcançou em sua própria vida aquilo que recomendou aos gálatas. Ele combateu o bom combate, acabou a carreira e guardou a fé. A nossa vida seja inspiradora também, pois muitos enfrentam dificuldades na carreira cristã e eles precisam ver em nós exemplos de boas caminhadas e bons combates, que não ficam paralisados no meio do caminho ou embaraçam-se chegando a conclusão da carreira como servo bom e fiel.

(O autor do artigo é o Pr Eber Jamil, dono do blog).

PRESOS, PORÉM, LIVRES!

paulo e silas

Quando pensamos em prisões pensamos normalmente nas prisões tradicionais onde os criminosos estão detidos por causa dos seus crimes que foram julgados pela justiça, mas há outros tipos de prisões que podem deter e impedir pessoas de se movimentarem livremente e desembaraçadamente. O prisioneiro, escrevamos assim, é o indivíduo que está privado da sua liberdade de forma variadas.

A história acontecida com Paulo e Silas em Filipos mostram tipos de prisões diferentes e não somente aquela em que eles foram lançados injustamente. Há muitos tipos de prisões como as espirituais, a ganância, medo e há aqueles que estando presos são verdadeiramente livres.

A prisão espiritual é retratada nessa história em Filipos. Durante o seu trabalho de evangelização Paulo foi importunado por uma menina que era escrava e possessa por um espírito de adivinhação. Era uma pessoa explorada pelos seus senhores e possuída por espíritos demoníacos. Portanto, vivia numa prisão espiritual. A adivinhação dela não era um truque, ou uma superstição, mas eram espíritos do mal que faziam ela adivinhar. Especificamente o espírito que possuía era conhecido na religião grega como píton, que era uma cobra imensa, por isto ela era chamada de pitonisa. Como esta menina há muitas pessoas em prisões espirituais que pode até parecer trazer alguma vantagem, mas o inimigo dá para prender e impedir a pessoa de conhecer a Deus. O inimigo dá para depois aniquilar totalmente a pessoa. Na Bíblia vemos muitos exemplos destes tipos de prisão espiritual por possessão demoníaca. Essa menina foi liberta pelo poder de Deus e perdeu a capacidade demoníaca de adivinhar.

Nessa história vemos outro tipo de prisão que é a ganância, a ânsia exagerada pelo ganho. A menina pitonisa era escrava de determinados senhores que lucravam com sua adivinhação. Quando ela foi livre do espírito de adivinhação parou de dar lucro para seus senhores que se sentiram atingidos profundamente pela perda. Eles eram prisioneiros da ganância tanto que não se alegraram com a libertação espiritual da moça, pelo contrário sentiram se prejudicados com tal libertação. Para eles a moça era uma mercadoria. O objetivo deles era lucrar. Quando viram perder o lucro prenderam Paulo e Silas, e os levaram à praça, à presença dos magistrados que juntamente com a multidão acoitou-lhes depois de rasgar suas vestes. Não houve um cuidado na hora de apurar com justiça o que Paulo e Silas fizeram. A ânsia de puni-los pela perda do lucro foi tão grande que negligenciaram a cidadania romana deles e os açoitaram sem um julgamento. Paulo em outra ocasião ao escrever a Timóteo afirmou que o amor ao dinheiro é a raiz de todos os males. Esses senhores envolvidos pela ganância cometeram injustiças e arbitrariedades.

Ainda vendo alguns tipos de prisões vemos aqui que havia outros prisioneiros na prisão em que Paulo e Silvas foram lançados, que estavam ali trancafiados pela justiça dos homens por causa dos crimes cometidos. Esses eram pessoas que normalmente classificamos como prisioneiros. Hoje em nosso País temos uma população carcerária maior do que as nossas prisões comportam e os prisioneiros estão em condição sub-humana sujeitos há vários tipos de males. O indivíduo que paga pelo seu crime encara os efeitos dos seus atos cometidos e muitos desses não se reabilitam voltando depois para a sociedade piores do que entraram com algumas exceções, é claro. Podemos dizer que estes tipos de prisioneiros são aqueles tipicamente que vemos como tais. Homens e mulheres continuam sendo presos por cometerem crimes que agridem a sociedade e a Deus.

Neste acontecimento há também o prisioneiro pelo medo, que foi o carcereiro, que era responsável por manter os prisioneiros trancafiados e acorrentados. Apesar de parecer que ele tinha liberdade ele estava agrilhoado pelo medo. Como carcereiro ele era responsável pela manutenção dos prisioneiros em seus cárceres podendo pagar com a vida se algum deles fugissem. Percebemos pela história que ele vivia em tensão sabendo dos riscos que ele corria e temia sobremaneira a fuga de algum prisioneiro. Ele temia a punição de seus superiores que seria possivelmente a morte. Quando ele notou que depois do terremoto acontecido na prisão porque Paulo e Silas cantavam e os prisioneiros tiveram seus grilhões quebrados, cadeias abertas e eles poderiam fugir, ele tentou o suicídio. Mas, foi interpelado por Paulo e Silas que impediram a ele cometer o mal contra si mesmo. Paulo gritou: não te faças nenhum mal, que todos aqui estamos. O carcereiro cônscio de que estava acontecendo pediu ajuda a Paulo e Silas dizendo: Senhor, que é necessário que eu faça para me salvar? Paulo respondeu: Crê no Senhor Jesus Cristo e serás salvo, tu e tua casa. O carcereiro creu e foi liberto da prisão do medo pois levou Paulo e Silas para sua casa, lavou as feridas deles, foi batizado, pôs a mesa para eles e alegrou-se com todos da sua casa que creram em Jesus e foram batizados.

Enquanto, Paulo e Silas em parte do acontecimento estiveram presos de fato e em verdade nunca deixaram de ser livres. Mesmo açoitados e com os pés no tronco que era um instrumento de tortura, construído de tal modo que forçava as pernas ficarem bem separadas uma da outra e causando assim grandes sofrimentos estavam espiritualmente livres. Em Cristo, podemos passar situações imobilizantes, porém, seremos verdadeiramente livres. Podemos ser limitados na saúde, nas finanças, socialmente, nos relacionamentos, mas em Cristo seremos livres.  Como Paulo dizia, preso pela justiça, por pregar o evangelho, se dizia livre e prisioneiro de Cristo. Quem está ligado a Jesus está verdadeiramente livre. É servo de Cristo, mas é uma servidão voluntária onde há verdadeira liberdade. Paulo e Silas presos injustamente cantaram a meia noite. Mesmo nesta condição e feridos impediram o carcereiro de cometer o suicídio. Aceitaram ir em sua casa, e tiverem suas feridas lavadas por ele sem ressentimentos, pregaram o evangelho para todos da casa e ainda batizaram o carcereiro e os familiares porque apesar de tudo sempre foram livres em Cristo Jesus mesmo que passando por uma situação limitante certa vez falou: Se, pois, o Filho vos libertar, verdadeiramente sereis livres (João 8:36). Paulo e Silas foram presos, porém, eram verdadeiramente livres.

Talvez você que está em Cristo possa estar passando por uma situação limitante, mas é verdadeiramente livre.

(O autor do artigo é o Pr. Eber Jamil, dono do blog).

NÃO SEJA DOMINADO PELA ANSIEDADE.

ansiedade

Jesus no sermão do monte trata de vários assuntos sendo um deles a ansiedade. A ansiedade é algo comportamental que foi adquirida pela pessoa através da convivência, da educação e das experiências de vida. Uma em quatro pessoas do mundo tem algum problema relacionado a ansiedade. Segundo Billy Graham ela é o resultado natural de centralizarmos as nossas esperanças em qualquer coisa menor que Deus e que Sua vontade para nós.

Muitos pensam que a ansiedade é sentida ou não da mesma forma como ligamos ou desligamos a luz no interruptor. Se quisermos nos livrar dela basta nos desligarmos dela desejando e desligando-a. A ansiedade não é tão simples assim e suas ramificações são surpreendentes para a pessoa que sente e muitas vezes para o ciclo de relacionamento da pessoa ansiosa. Certos comportamentos atípicos e fora do eixo são resultados da exacerbação da ansiedade.

Jesus mostrou que uma das razões para a ansiedade é a falta de noção do homem daquilo que realmente importa. Se não valorarmos a nossa vida, a criação e o Reino de Deus de forma acertada seremos dominados pela ansiedade que consome as forças e a própria vida.

O alimento, a bebida e o vestuário para muitos representam a totalidade da vida humana. Por assim muitos sofrem ansiedade com estas coisas. Jesus, porém, advertiu que a vida vale mais do que estas coisas. O ser humano tem valor superior e não pode ser medido pelo que possui. Deus mostrou o quanto se importa com o homem enviando O Seu Filho para morrer por ele. A vida vale mais do que mantimento. O corpo vale mais do que as vestes.

Jesus também ao tratar o assunto faz uma comparação do homem quanto ao seu valor com a natureza. Afirmando que a vida vale mais do que os pássaros. Eles têm sua alimentação por causa da Provisão Divina, pois o nosso Pai Celestial é criador e sustentador da criação incluindo dos pássaros. Não será assim com o homem? A ansiedade do homem não trará uma duração maior da sua vida. Jesus também mostrou que a vida do homem vale mais do que os lírios, que não trabalham nem fiam mas se vestem melhor do que Salomão em toda a sua glória. Se o homem tiver uma ansiedade exacerbada, que não seja por motivo de doença, mostrará que sua uma fé não está amadurecida.

Ainda relacionando a ansiedade com a valoração, Jesus ensina que O Reino de Deus vale mais do que as coisas materiais. Os pagãos é que priorizam estas coisas. Deus sabe o que necessitamos. Portanto, confiemos nEle a cada dia. Priorizemos o Reino de Deus, Sua justiça e as outras coisas serão acrescentadas. Deus vale mais do que tudo. Não podemos deixar que os bens ocupem o primeiro lugar em nossa vida. O nosso maior tesouro precisa ser o celestial. Não dividamos o nosso coração com os bens. O primeiro lugar precisa ser O Senhor.

Não se deixe dominado pela ansiedade. O Reino de Deus vale mais. A sua comunhão com Deus é mais preciosa do que as coisas. Deus cuida de você e sabe o que você necessita. Busque a Ele, O Seu Reino e Ele te acrescentará o que você necessita. Faça sua parte para obter o sustento, mas sempre coloque e sirva a Deus como o primeiro.

(O autor do artigo é o Pr. Eber Jamil, dono do blog).