Arquivo da categoria: Parábola

CORAÇÃO ESPINHOSO.

espinhos

A parábola do semeador é rica em lições. Jesus usou uma linguem comum que os judeus conheciam no seu cotidiano, que tem uma linguagem universal e pertinente até os dias de hoje. Dentre os solos ilustrados quero destacar o solo cheio de espinhos.

Os espinhos que sufocam o nosso coração são as coisas que sufocam a Palavra de Deus em nós. São as ansiedades, preocupações, cuidados, relativos aos interesses desse século. Como as riquezas que prometem satisfazer, mas não satisfazem. A Palavra de Deus chega a crescer num coração como este, mas não prospera. Na verdade, se algo tem a capacidade de sufocar a Palavra em nós isto mostra que tais coisas são ídolos. O coração fica assoberbado sem o espaço para a Palavra crescer.

Jesus advertiu que onde está o teu tesouro ali estará o seu coração. Aquilo que consideramos tesouro é aquilo que amamos, priorizamos e focamos nossa atenção. Se as coisas que perecem ocupar um espaço demasiado em nossos corações nos dividirão e farão com que não sirvamos a Deus com inteireza.

Quem está nesta situação precisa crer em Deus como o único Deus verdadeiro e crer em Jesus como Seu Filho sendo Ele o único caminho para se achegar a Deus. Tal fé levará ao arrependimento e abandono dos ídolos que dividiam o coração. Assim a Palavra não será sufocada pelos “cuidados”. Terá Deus em Primeiro. Buscará o Reino de Deus em primeiro lugar. Esta é a atitude. A Palavra que é pregada frutificará muito nos corações e não será sufocada pelos interesses deste mundo.

Jesus alertou a impossibilidade de servir a dois senhores. Quando afirmou isto citou o deus “mamom”, que era o “deus das riquezas”. Podemos ampliar o significado para tudo que há no mundo que pode assenhorar-se do nosso coração impossibilitando o crescimento da Palavra de Deus em nós. O profeta Elias conclamou ao povo de Israel a tomar uma decisão: “até quando coxeareis entre dois pensamentos?” Exortou-os a escolher entre Deus e baal? Josué também pediu uma decisão ao povo: Escolham hoje a quem sirvais? Josué respondeu a sua própria pergunta: eu e minha casa serviremos ao Senhor.

Desta forma o coração não será mais solo espinhoso, mas será terra fértil e dará fruto a trinta, sessenta e até cem por um. As obras não serão mais titubeantes. Serão feitas com inteireza de coração. Deus deseja que O amemos com todo coração, toda alma e todo entendimento. Quem assim amar também amará o próximo como Jesus amou. Os frutos da vida com Deus vicejarão. Trazendo resultados nas vidas em volta.

A fecundidade é uma das marcas daqueles corações que foram transformados pelo evangelho. A fé que veio através da Palavra de Deus se visibiliza e traz resultados como obras coerentes com novo coração. Não há mais “sufoco”, “assoberbamento”. Agora é tempo de frutificar! Ocorreu pela fé uma união com Cristo: Eu sou a videira, vós as varas; quem está em mim, e eu nele, esse dá muito fruto; porque sem mim nada podeis fazer (João 15:5)

(O autor do artigo é o Pr. Eber Jamil, dono do blog).

Anúncios

2017: CHEGA DE RELIGIOSIDADE EXTERIOR.

0001001adorar_man31

Costumamos no final de ano e início de outro estabelecermos metas para alcançarmos. Não pensando somente nas metas naturais e materiais, alguns têm objetivos espirituais. Como por exemplo, o aprofundamento do relacionamento com Deus.

Quem pensar assim não poderá deixar de considerar a oração como prioridade. Os religiosos tendem a se apegar as formas esquecendo-se da essência. Assim, muitos oram em formas que eles pensam serem eficientes e deixam de orar em Espírito e em Verdade. Outros são capazes de orações pirotécnicas diante dos outros e quase manifestação nenhuma no particular.

Vamos dar um basta na religiosidade exterior sem vida por dentro. Rasgue seu coração rasgando as vestes ou não. Quebrante-se. É aquele que deseja a Deus e não os aplausos, quando ora crendo em Jesus, que recebe a recompensa do Pai que tudo vê. Tudo que está oculto será revelado. Religião sem vida por dentro será descoberta. Se a nossa oração só for fachada sem fundamento, um dia cairá.

A parábola do fariseu e o publicano ilustra este tipo de mentalidade. O fariseu orava a Deus, mas o foco era si mesmo, Deus para ele era um meio e não o propósito. Já o publicano consciente de quem era, nem olhou para o céu, bateu no peito e pediu misericórdia, pois não justificava a si próprio. Quem foi aceito na oração por Deus foi o publicano.

Se vives como o fariseu, ainda tens tempo de se arrepender. Confesse a Deus seu autoengano e peça a Ele para que em 2017 sejas um autêntico adorador que o adore em Espírito e em Verdade, sem a falsa religião da mera aparência exterior.

 (O autor do artigo é o Pr. Eber Jamil, dono do blog).

AS NOSSAS ORAÇÕES MOVEM A MÃO DE DEUS ?

oracao64

Há um pensamento que afirma: “As nossas orações movem a mãos de Deus”. Concordo com esta afirmação em parte. Creio que as nossas orações movem a mão de Deus, mas não somente as nossas orações. Deus move suas mãos quando quer. Quem orou para que Deus criasse tudo? Quem orou para que viesse o dilúvio? Quem orou pela confusão de línguas em babel? Quem orou para a destruição de Sodoma e Gomorra? Ninguém.

Então quando você orar, lembre-se que Deus ouve, atende as orações, mas também é um Ser Livre, Soberano, para agir independemente das nossas orações. Ele é livre e só responde as orações segundo a vontade dEle. Ele é maior que as nossas orações. Faz mais do que a gente pensa e imagina.

Tal ciência deveria mudar em muitas vidas o jeito de orar. Vivemos numa época de palavras de “comando”, de “determinações”, mas a questão é: a quem está se determinando? Um soldado pode dar palavras de comando ao comandante? Um servo pode determinar ao seu Senhor? Não.

As nossas orações precisam considerar a Soberania Divina. A Vontade dEle deve ser buscada. Considerando a Soberania de Deus e O Seu caráter a confiança estará no nosso coração. Mesmo que não entendamos as circunstâncias. A vida não vem com nota de rodapé. Entretanto, a Bíblia Sagrada, nossa regra de fé e prática, revela a pessoa de Deus e Seu Caráter perfeito, que nos traz esperança e alimenta nossa fé para enfrentarmos as demandas da vida. Deus é perfeitamente bom, assim podemos nos agarrar nEle com confiança mesmo que as circunstâncias digam ao contrário.

As nossas orações precisam ser fruto de um amor a Deus. O amor a si mesmo tem sido para muitos a motivação da oração. Como escreveu Tiago a oração com fins egoístas não é atendida por Deus. Não é que não se deva fazer petições pessoais, devemos levar nossas petições a Deus para não sermos dominados pela ansiedade. Entretanto, se é pela idolatria que oramos a Deus. Idolatria a si mesmo, idolatria de bens e pessoas, não agradaremos ao coração do Pai. Deus não divide Sua Glória com ninguém. A oração é um meio de desfrutarmos de nosso relacionamento com Deus e não um meio pragmático de alimentar a nossa idolatria com nossos desejos atendidos.

Creio que a visão acerca de Deus como maior que a nossa oração influenciará a vida do crente como um todo porque a postura dele será de adoração. Adoração será um estilo de vida. É este tipo de adorador que O Espírito gera. Aquele que pratica das disciplinas espirituais porque ama a Deus de tal forma que a vontade de Deus se torna seu alimento essencial. Aquele que pratica no cotidiano o temor a Deus e reverencia a Sublimidade de Deus dispondo-se ao seu serviço e não querendo fazer Deus de servo.

Quando oramos e Deus move as mãos é porque Deus desejou fazê-lo. Ele estabeleceu a oração como um meio de relacionamento com seus servos. Ele conhece todas as coisas antes de pedirmos. Ele sabe o que haveremos de pedir. Fica patente que a essência da oração é o relacionamento com Deus e é uma das formas da manifestação da graça de Deus, que nos possibilita participarmos da obra dEle através das orações.

Creio que a conclusão do que estamos falando é que a Glória pertence a Deus. Não nos utilizemos da oração como meio de nos promovermos, de gabarmos de nossa santidade. Deus rejeita orações neste espírito. Entre o fariseu arrogante e o publicano arrependido, Deus ouviu o publicano.

(O autor do artigo é o Pr. Eber Jamil, dono do blog).

JUSTIFICAÇÃO.

justificacao2

A justificação é um ato declarativo de Deus sobre o homem que é alvo de Sua Graça, que foi comprado pelo sangue do seu Filho Jesus, e que a recebe por meio da fé em Jesus.

A justificação não é uma obra meritória do homem, mas é algo que o homem recebe pela fé. Creia em Jesus e no seu sacrifício, e serás justificado diante de Deus e estarás perdoado.

A doutrina da justificação foi redescoberta na Reforma Protestante através da instrumentalidade de Martinho Lutero. Era uma época obscura onde se vendia documentos chamados de indulgências que garantiam o perdão dos pecados. Perdão que podia se comprar com dinheiro.

Jesus contou uma parábola de um fariseu e um publicano que foram orar. O Único que foi justificado foi o publicano porque nele se mostrou o verdadeiro arrependimento e a fé no Deus que perdoa pecados. Diferentemente do fariseu, que confiava em si mesmo, na força da sua religiosidade e da sua conduta exterior. Quem foi justificado foi o publicano porque não confiou nos seus méritos e apelou pela misericórdia divina. O religioso arrogante não obteve resposta a sua oração.

Até hoje o espírito arrogante humano tem rondado o meio da fé cristã. Muitos barganham com Deus confiados nos seus sacrifícios pessoais esquecendo-se que o sacrifício que nos fez aceitáveis a Deus foi o de Jesus. Tal arrogância é maligna. Luciferiana. Pois é uma forma do homem se colocar no lugar de Deus e tentar fazer Deus seu servo.

A reprovação diante de Deus é o resultado dessa arrogância. Não se alcança a salvação e o indivíduo se auto engana achando que alcançou a salvação desta forma. Porém, Deus o rejeita. Viver desta forma é sempre andar no sentido oposto de Deus e a favor do espírito desse mundo, que basicamente crê que a justificação e as bênçãos de Deus são alcançadas pelo mérito humano.

Como escreveu o profeta Isaías a justiça do homem é como trapo da imundícia, que era uma espécie de absorvente feminino, considerado cerimonialmente imundo. A mulher no seu período menstrual era proibida ter contato sexual com seu marido. A justiça humana comparada com a Justiça de Deus sempre será deficiente. Não alcançado por ação humana a justificação diante de Deus, a não ser pela fé no sacrifício de Jesus, Justiça Nossa. Jesus contou a parábola de uma viúva persistente que apelou a um juiz iníquo e que acabou atendendo a viúva. Se o juiz iníquo atendeu, o Juiz Perfeito que é Deus, que agiu, age e agirá sempre com a perfeita justiça que lhe é peculiar.

Deus é Perfeitamente Justo, que deu nada menos, o próprio Filho, para se fazer justiça aos que creem nEle. Justificando cabalmente pessoas que por sua conduta nunca seriam justificadas. Mostrando assim O seu caráter amoroso e justo, sendo plenamente harmonioso em Deus esses dois atributos.

A conclusão paulina desta verdade foi que agora não há mais condenação para os que estão em Cristo Jesus, pois já fomos justificados. Glórias a Deus! Arreda-te acusador! Culpa não venha querer me dominar, pois o sangue de Jesus me perdoou e me purificou de toda injustiça.

(O autor do artigo é o Pr. Eber Jamil, dono do blog).

A PARÁBOLA DO LÁPIS

lapis

Texto bíblico: I Co. 1.18-31

O Fabricante de lápis falou com cada um de seus lápis dizendo: 

– Existem cinco coisas que você precisa saber antes de eu lhe enviar para o mundo. Sempre se lembre delas e você se tornará o melhor lápis que você pode ser.

– Primeira: Você poderá fazer muitas grandes coisas, mas só se você permitir-se estar seguro na mão de Alguém.

– Segunda: Você experimentará um doloroso processo de ser afiado de vez em quando, mas isto é exigido se você quiser se tornar um lápis melhor.

– Terceira: Você tem a habilidade de corrigir qualquer mal entendido que você puder ocasionar.

– Quarta: A parte mais importante de você sempre estará do lado de dentro.

– Quinta: Não importa a condição, você deve continuar a escrever. Você deve sempre deixar uma marca clara e legível não importa o quão difícil a situação.

Todos os lápis entenderam, prometendo lembrar-se sempre, e entraram na caixa compreendendo completamente o propósito do seu Fabricante.

APLICAÇÃO EM NOSSA VIDA: Cada um de nós é como aquele lápis. 

1) Lembre-se que Deus é o nosso criador e precisamos estar sempre segurando em suas mãos para vivermos nesta vida. Somente assim poderemos fazer grandes coisas para ELE. 

2) Às vezes Deus nos afia, nos limita, nos prova, nos deixa passar por momentos duros… Assim ELE está nos afiando para que possamos viver melhor e melhor escrever as coisas que ELE QUER. 

3) Deus pode mudar qualquer coisa em sua criatura. Nós pertencemos a ELE e assim, mesmo que erremos, ELE nos perdoa e nos ensina a começar tudo de novo. Se estamos quebrados, ELE nos faz de novo para Sua Honra e Glória. 

4) Seu coração, sua mente, seus desejos são mais importantes do que o exterior do corpo. Viva por SER e não apenas em TER. Distribua com aqueles que necessitam o seu amor e carinho. 

5) Não importa o tamanho da angústia que você esteja vivendo… Continue “escrevendo”… Sempre… Não importa o valor do lápis, o importante é que ele escreva. Esta é a sua função. 

(Autoria desconhecida – Extraído das anotações no facebook de EUDES JANSEN – PIB do Pará)

APRENDENDO COM OS SAMARITANOS.

samaritan1

Neste artigo quero escrever sobre o aprendizado que podemos ter com os samaritanos. Os samaritanos eram considerados estrangeiros e sincréticos pelos judeus. Entretanto, quando tiveram contato com a Graça de Deus através de Jesus, a maioria das vezes, responderam positivamente. Podemos aprender com eles nos evangelhos. Tanto que Jesus para ensinar a um doutor da lei, quem era seu próximo, contou uma parábola usando como referência um samaritano.

Observemos, primeiramente, a atitude da mulher samaritana (João 4) quando teve contato com Jesus e descobriu que Ele era o Messias. Ela era uma mulher marginalizada na sociedade, pois teve cinco maridos e vivia num concubinato, quando encontrou com Jesus. Ela tinha ido buscar água no poço com seu cântaro quando se encontrou com Ele. Ao descobrir quem era Jesus abandonou seu cântaro e foi divulgar aos seus conterrâneos sobre o Messias. Testemunhou com ardor apesar da sua má fama. Não se calou diante da primeira pessoa. Deu seu testemunho pessoal. Conduziu pessoas a Jesus de tal forma que Ele teve que ficar dois dias em Samaria. Aprendemos com essa mulher sobre o impulso primaz do novo convertido – falar de Jesus e testemunhar  o nome dEle. Muitas vezes os crentes antigos estão envolvidos por calotas de gorduras do seu próprio eu e arrefecem no ardor da evangelização. O passado obscuro e sombrio dessa mulher não a fez se intimidar diante da urgência da mensagem da salvação.

Outro exemplo foi quando Jesus curou dez leprosos (Lucas 17) e só o que voltou para agradecer era samaritano. A cura não foi imediata. Jesus recomendou que eles fossem ao sacerdote conforme a lei. Era uma obrigação legal ir ao sacerdote, pois somente os sacerdotes podiam liberar o convívio social dos leprosos. Entretanto, quando Jesus os mandou, eles ainda não estavam curados. Foram curados no caminho. Os dez leprosos cumpriram a ordem e a obrigação de ir ao sacerdote. O samaritano foi além da obrigação e voltou a Jesus para agradecer. Foi além do dever. Foi grato. Adorou a Jesus. Por isto foi o único dos dez ex-leprosos que ouviu: a tua fé te salvou. Aprendemos com esse samaritano a gratidão e a fazer mais do que a obrigação. Ir além da obediência movido pela adoração e gratidão.

O último exemplo que quero citar não vem de um fato histórico, mas vem da parábola que Jesus contou (Lucas 10). Jesus usou um samaritano como referência para um doutor da lei. Jesus foi mais além, usou as figuras intocáveis dos sacerdotes e levitas como exemplos negativos em detrimento de um samaritano que age com bondade. Contou a história de um homem assaltado e caído numa estrada que foi visto por um sacerdote e um levita, que passaram de largo. O samaritano, que não tinha obrigação de ajudar por causa do contexto hostil entre judeus e samaritanos, foi o que parou e socorreu o ferido. O samaritano teve compaixão. Tratou das feridas do homem com azeite e vinho, que são símbolos do Espírito Santo e do sangue de Jesus, respectivamente. Levou-o a estalagem. Pagou a hospedagem e disse que quando voltasse pagaria o que faltasse. O samaritano foi o próximo para com o próximo. O doutor da lei havia indagado: quem é o meu próximo? Jesus numa santa estocada usa como exemplo um samaritano.

Aprendemos com o exemplo dos samaritanos que a Graça de Deus pode atingir aos sincréticos, aos nossos desafetos e fazê-los instrumentos poderosos nas mãos de Deus. Cabe a mim e você pregar o evangelho aos nossos samaritanos, aos nossos desafetos, sabendo que Deus é poderoso para regenerá-los.

(O autor do artigo é o Pr. Eber Jamil, dono do blog).

AS BODAS DO FILHO.

bodas_do_cordeiro1

Leia Mateus 22:1-14.

A festa de Bodas registrada por Mateus era dada por um rei para celebrar o casamento do filho. O pai apresentado como “um rei” é Deus Pai.

A festa é relevante porque o principal propósito de Cristo era ilustrar os benefícios plenos do seu evangelho por meio da semelhança com um banquete. Pois, o banquete traz a idéia de comunhão entre os convidados e o Rei, que no caso é Deus, o Criador. Portanto, o convite para participar das Bodas é um convite para adentrar no Reino de Deus e ter comunhão com Ele. Lembra muito o convite de Cristo a Igreja de Laodicéia:

Eis que estou à porta, e bato; se alguém ouvir a minha voz, e abrir a porta, entrarei em sua casa, e com ele cearei, e ele comigo (Ap 3:20).

Observamos que o Rei (Deus) comissiona servos (profetas) para fazer os convites.

No primeiro convite (Mt 22:1-3) os convidados simplesmente “não quiseram vir”. O segundo convite foi mais explícito e urgente (Mt 22:4-7). O jantar estava preparado e tudo estava pronto para a celebração do casamento. E dessa vez a insistente bondade do Rei foi recebida com a atitude de desdém. “Porém eles, não fazendo caso, foram, um para o seu campo, outro para o seu negócio”. Os seus interesses comerciais significam mais para eles do que qualquer dever de estarem presentes a uma festa de casamento, como convidados do rei. Outros foram muito além do desdém, partiram para violência ferindo e matando os servos que tipificam os profetas. Como está no texto: “o restante, apoderando-se dos servos, os maltrataram e mataram”.

O rei ficou indignado. Enviou o seu exército e destruiu aqueles homicidas e incendiou a sua cidade. O aspecto profético dessa parábola foi cumprido na destruição de Jerusalém no ano 70 d.C., quando os exércitos de Tito pilharam e queimaram a cidade (Mt 23:34; Lc 21:20-24).

Estes dois convites tipificam a tentativa do Senhor de atrair a Israel para as Bodas do Filho.

O terceiro convite foi aberto a todos: “bons ou maus”. Em cada camada da sociedade encontram-se duas classes de pessoas que podem ser distinguidas pelo seu caráter moral, o que vale dizer, em linguagem comum, os bons e os maus. No caso os servos não deviam fazer nenhum tipo de pré-seleção, deveriam convidar a todos, quer fossem bons os maus. Tal convite mostra que Deus deseja que todos se salvem, todos tenham comunhão com Ele. Deus não faz acepção de pessoas.

A festa nupcial foi cheia de convidados. E o rei, entrando para ver os convidados, viu ali um homem que não estava trajado com veste de núpcias. O homem sem a veste nupcial parece dizer: “Abrirei o meu próprio caminho para o céu”. Vir à festa sem as vestes era uma marca definitiva de deslealdade. Apesar de ter aparentemente ter aceitado o convite, o convidado sem as vestes de núpcias, frontalmente rejeitou o convite com sua atitude. Desejou participar da festa à sua maneira. Só há um caminho para o Céu, para o reino de Deus – Jesus, e não adianta inventar outro.

As vestes de núpcias representam a justiça de Deus, a justificação que Deus outorga aqueles que crêem em Jesus. O convidado vestido adequadamente como que dizia: “Eu não pertenço a mim mesmo, fui comprado por preço; minha justiça própria é como trapo de imundícia, mas o Senhor é a minha justiça”. Vestir as vestes de núpcias implicava em deixar de lado a vestimenta do pecado e da justiça própria e vestir-se de coração arrependido e da justiça divina.

Os homens que morrerem sem essas vestes jamais poderão participar das “bodas do Cordeiro”, preparada somente para os santos, os pecadores remidos. Para todos que morrem sem Cristo há a condenação para o lugar onde há pranto e ranger de dentes.

Ao concluir a sua parábola, Jesus disse: “Pois muitos são chamados, mas poucos escolhidos” (Mt 20:16;22:14). Os que são chamados e recebem a Jesus tornam-se a sua escolha e fazem parte dos convidados. Os escolhidos de Deus são aqueles que receberam o seu Filho como Salvador e foram justificados por ele.

(O autor do artigo é o Pr. Eber Jamil, dono do blog).