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FIÉIS, APESAR DA PRESSÃO.

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Quem crê em Cristo passa a ter um relacionamento com Deus. Torna-se filho de Deus por adoção. Ocorre uma transposição do domínio do pecado para um relacionamento espiritual exclusivo com Deus. Este relacionamento com Deus em amor chama-se santificação. Não é uma alienação da vida, mas é uma vida que se santifica na Palavra de Deus. É vida com Deus. A pessoa que crê em Jesus saiu das trevas e foi guindada para a maravilhosa luz do Senhor. Há um abandono das obras infrutíferas das trevas.

Fica entendido, que neste sistema mundano cujo o pecado domina fará pressão ao cristão para que se demova da posição de santificação e se contamine. Tal pressão nem sempre é explícita. Muitas vezes ela dá pequenos passos em direção a sua vontade que é nos afastar de Deus. Como diz o ditado de grão em grão a galinha enche o papo. Portanto, estejamos atentos a estratégia do inimigo que age sorrateiramente.  Dito isto, afirmo que não devemos baixar a guarda e nem aceitar os sofismas deste mundo. Fiquemos com a Palavra da Verdade e a utilizemos em nossa fé para vencermos as sutilezas deste mundo.

A Palavra de Deus alerta que aqueles que querem viver piamente a vida com Deus passarão por perseguições. Portanto, a mensagem de Jesus a Igreja de Esmirna ecoa até os dias de hoje. A Igreja de Esmirna ouviu de Jesus: “Se fiel até a morte, e dar-te-ei a coroa da vida”. Policarpo foi um dos bispos de Esmirna, e foi queimado vivo. Ofereceram-lhe a escolha: Cristo ou César. Se ele amaldiçoasse a Cristo estaria livre, mas ele respondeu: “Oitenta e seis anos faz que sirvo a Cristo e Ele só me tem feito bem; como podia eu, agora amaldiçoá-lo, sendo Ele meu Senhor e Salvador”. Seremos fiéis seja qual for a pressão que recebermos. Até mesmo se nossa vida for ameaçada.

A fidelidade é uma característica do fruto do Espírito em nós. Ela é acompanhada da perseverança que se apega a Cristo e não o deixa por nada. Como os apóstolos responderam a pressão dos religiosos do seu tempo nós devemos também responder. A resposta deles foi: “não podemos deixar de falar o que temos visto e ouvido”. Não podemos abafar a chama do Espírito em nós calando-nos e nos omitindo. A omissão nesta situação é pecado porque aquele que sabe fazer o bem e não o faz comete pecado. Martim Luther King tem uma frase interessante: “O que me preocupa não é o grito dos maus. É o silêncio dos bons”. Abramos a boca, pois O Senhor a encherá.

O Espírito Santo também nos dá poder para sermos testemunhas eficientes do Senhor Jesus Cristo. Muitos se apegam as manifestações dos dons esquecendo que o objetivo precípuo do Espírito em nós é nos dar ousadia para testemunhar. O evangelho é o poder de Deus para salvação daquele que crê. Portanto, não temos que nos envergonhar e testemunhar com ousadia. A nossa fidelidade precisa se manifestar até mesmo nos períodos mais difíceis. Até quando parece que nossa vida escapou das mãos de Deus que nos acolheu e nos protege. O fato de não estarmos com o controle não significa que Deus não está. Ele é Soberano!

Lembremos sempre que o nosso Deus é maior do que qualquer perseguição e afronta que recebemos. A nossa fidelidade não está baseada em nós mesmos, mas em Deus, que nos salvou e nos santificou para nos relacionarmos com Ele. O nosso alicerce é Jesus Cristo e a Sua Palavra. As tempestades acontecem, mas não nos destruirão porque O Senhor é conosco. Não devemos nos isentar de nossa responsabilidade como servos do Senhor. Na verdade, aqueles que optam em ficar em cima do muro escolhem o lado do inimigo de nossas almas. Quem é de Jesus é de Jesus. Não existe meio-termo. Cristo ou não Cristo. Muitos religiosos no tempo de Jesus por amarem mais a Glória dos homens do que a de Deus não assumiram a fé em Jesus. Não cometeremos o mesmo erro. Mesmo vivendo no mundo onde o sistema dominante é contrário a Deus nós escolheremos seguir a Cristo com perseverança enfrentando a pressão que é contrária aos valores espirituais ensinados por Cristo. Maior é aquele que está em nós do que aquele que está no mundo.

(O autor do artigo é o Pr. Eber Jamil, dono do blog).

O SENHOR PRECISA DE VOCÊ.

entrada triunfal

Jesus estava se dirigindo a Jerusalém para celebração da Páscoa, quando se aproximava de Betfagé, enviou dois dos seus discípulos para trazer um jumentinho que estaria preso. Esse jumentinho não havia sido montado por ninguém. Cristo recomendou: “soltai-o, trazei-mo e se o dono perguntar por que vocês estão fazendo isto? Dizei-lhe que O SENHOR PRECISA DELE”. Ele queria entrar em Jerusalém montando naquele animal e para isto precisava dele. Esta frase é muito interessante, pois sendo Jesus, o Filho de Deus, dono de tudo, disse que precisava de algo. Tal fato foi o cumprimento da profecia de Zacarias 9:9. Onde está escrito que O Messias entraria em Jerusalém montando num jumentinho. Muitos estenderam suas vestes pelo caminho, e outros cortaram ramos das árvores para que Jesus passasse e clamaram em alta voz: “hosana, bendito o que vem em nome do Senhor”!

A primeira lição que destaco é que O senhor é dono de tudo. Ele pode dispor do que deseja. Ao encontrar um jumentinho amarrado os discípulos deveriam desamarrá-lo e trazê-lo para Cristo. Será que estamos disponíveis a Deus a ponto de atendermos aquilo que Ele deseja? Será que vivemos sobre está ótica que Jesus é dono de tudo e que na verdade somos administradores (1 Co 4:1 e 2) do que temos? O que se requer dos mordomos é a fidelidade, que inclui a disponibilidade para o uso de Jesus tudo o que nós temos. A resposta de Isaías ao chamado de Deus deve ser a nossa: Eis-me-aqui, envia-me a mim (Isaías 6:8). Se respondermos assim devemos estar dispostos a abrir mão do que O Senhor quiser em nossas vidas.

A segunda lição é que O Senhor dono de tudo precisou do jumentinho conforme Ele disse. Colocaram as vestes de Jesus sobre ele e Jesus assentou-se sobre o animal. Já vi em algumas situações líderes que queriam ensinar aos seus liderados a obediência usarem a expressão: ninguém é insubstituível, o que é uma verdade, mas devemos considerar algumas coisas sobre isto. A nossa posição pode ser ocupada por outro, mas ninguém será como nós. Somos ímpares. O fato de Jesus dizer precisar daquele jumentinho mostra o quanto O Senhor precisa de cada um de nós. Quem somos, somente nós seremos.

Quando pensamos nesta passagem pensamos somente no jumentinho, mas a jumenta mãe do jumentinho também foi trazida (Mt 21: 2 e 3). Jesus precisou dela também. Nela foi colocada parte das vestes de Jesus também. Em geral, a jumenta seguia de perto o filhote. Ela também foi necessária como são necessários aquele que apoiam e auxiliam os pregadores e professores da mensagem do Evangelho. Todos os membros do corpo de Cristo são úteis e todos precisam estar envolvidos com a missão da Igreja. A Igreja não é composta só daqueles que divulgam diretamente o Evangelho, mas também daqueles que apoiam, contribuem, oram, e assim como um corpo a Igreja cumpre o ide de Jesus.

Ele escolheu precisar de nós. Ele escolheu precisar dos seus servos aqui na terra para pregar o evangelho, e alcançar o mundo inteiro com a Sua Palavra. A missão que temos não foi dada aos anjos, ou aos animais, mas a nós como parte do corpo de Cristo.  Na maioria das vezes os chamados por Deus diante de tal sublime missão se acham indignos e incapazes, mas a escolha de Deus é baseada na Graça que também nos capacita. Moisés ao ser chamado apresentou cinco desculpas para não aceitar, mas diante da persistência Divina entendeu e aceitou o seu chamado (Ex 3 e 4). Gideão era de família pobre e se considerava o menor da família, mas foi usado por Deus para vencer os amalequitas (Jz 6:15). Isaías reconheceu que era um homem de lábios impuros, mas o Senhor o purificou e ele aceitou o chamado (Is 6:5). Jeremias alegou que não sabia falar e que era muito Jovem, mas O Senhor usou-o poderosamente (Jr 1:6). Como O Senhor precisou destes homens também precisa de você mesmo você se achando inadequado ao chamado. Ele capacita.

Outro aspecto que observamos neste trecho é que Deus faz escolhas humildes para que a Glória não seja dada aos homens, mas a Ele. Jesus não escolheu um corcel negro, ou um cavalo romano, mas um jumentinho, que era um símbolo de humildade (Zc 9:9). Paulo esclarece bem aos coríntios o critério diferenciado de Deus que deixa os homens boquiabertos. “Mas Deus escolheu as coisas loucas deste mundo para confundir as sábias; e Deus escolheu as coisas fracas deste mundo para confundir as fortes; E Deus escolheu as coisas vis deste mundo, e as desprezíveis, e as que não são, para aniquilar as que são; Para que nenhuma carne se glorie perante ele” ( 1 Coríntios 1:27 -29).

Vemos que O Senhor é dono de tudo. Porém, Ele escolheu precisar de nós. A sua escolha foge dos padrões humanos. Ele escolheu os humildes e mesmo você se sentindo incapaz Ele pode te usar para entrar na vida de alguém, na vida de uma família, cidade ou nação.

(O autor do artigo é o Pr. Eber Jamil, dono do blog).

CONVERSÃO.

 

mulher samaritana

A mulher samaritana é o retrato do homem moderno que possuído pelo vazio sorve da vida todas suas possibilidades, mas apesar disso continua vazio. No caso dela, ela usufruiu dos relacionamentos que não lhe trouxeram satisfação. Ela teve cinco casamentos e estava com alguém que não era seu marido e o vazio continuava. Suas prioridades giravam em torno da busca pela satisfação, mas não conseguia obtê-la. Ela tinha um posicionamento religioso, era samaritana, mas sua visão de deus era territorial, que lhe intrigava e não a completava.

João narra o encontro dela com Jesus depois que narrou anteriormente a conversa de Jesus com um dos líderes dos judeus, o que faz um contraste e mostra como Jesus apesar em primeira instância procurar alcançar os judeus desejava também pessoas de outras origens, neste caso, antagônica aos judeus. Os samaritanos não se davam bem com os judeus e vice-versa. Para os judeus os samaritanos eram sincréticos e tinham um contexto histórico com eles bem tumultuado.

Creio que a inimizade entre judeus e samaritanos nos tempos bíblicos seja, em boa parte, o reflexo do pecado de Israel. Os samaritanos de certa forma mostravam o fracasso do povo. Os samaritanos foram fruto da divisão ocorrida no reino de Israel. Foi o produto duma mistura de raças, levado a efeito pelo rei da Assíria, Sargão II, que ao conquistar o Reino do Norte (chamado de Israel) em 722 a.C. levou o povo de Israel para o cativeiro. Os demais que ficaram na terra foram misturados com outros povos, pois o Rei estrategicamente enviou-os para a região a fim de enfraquecer a identidade do povo de Israel (2 Rs 17:24). Esses povos de descendência mistas acabaram sendo chamados de Samaritanos. O preconceito e a inimizade ficaram latentes entre esses povos. Quando Neemias retornou a Jerusalém para reconstruir os muros da cidade, os samaritanos tentaram de diversas formas impedir a sua reconstrução. Flávio Josefo conta que no período interbíblico (entre os dois Testamentos), os samaritanos invadiram o templo de Jerusalém e jogaram ossos, cometendo um tremendo ato de sacrilégio na perspectiva dos judeus. Como vingança, os judeus passaram proferir maldições com as mãos direcionadas à região dos samaritanos.

Este contexto era conhecido por Jesus, mas era necessário Ele passar por Samaria. Sentou-se perto do poço de Jacó onde a mulher samaritana foi buscar água e pediu água a mulher vencendo o contexto de preconceito e animosidade que havia entre os povos causando estranheza a samaritana por ser ele judeu e homem. Entre tantas diferenças Jesus puxa a conversa com ela por algo em comum naquele momento – a água. Aquela mulher solitária, devido a sua má reputação, deixou para tirar água numa hora mais inóspita para não encontrar com ninguém, mas Jesus viu naquela mulher o vazio e sede de algo que Ele poderia suprir e lhe falou da Água Viva referindo-se ao espiritual que era na verdade a maior necessidade daquela mulher acostumada a beber água daquele poço. A Água Viva é Jesus, Ela é a fonte, que faz fluir águas do interior de quem crê que é a presença do Espírito Santo (Jo 7:37 – 39). Jesus falou que quem bebesse da água do poço tornaria a ter sede, mas aquele que bebesse da Água que ele tinha não teria mais sede. O que Jesus ofereceu foi saciedade do vazio de Deus que aquela mulher tinha e que todos tem e que só pode ser saciada através dEle.

A mulher samaritana diante do oferecimento pediu a água que Jesus tinha para oferecer. Mas, Jesus lhe pediu para chamar o marido e ela disse que não tinha. Jesus ciente disto por ser Deus disse que ela falou a verdade porque ela tinha sido casada cinco vezes e agora vivia com alguém que não era seu marido. Diante da ciência de Jesus ela entendeu que Jesus era profeta. Para de fato receber Jesus como a fonte da Àgua viva a mulher tinha que entender a sua pecaminosidade e Jesus fê-la ao afirmar que ela vivia com alguém que não era seu marido. O pecado faz separação entre o homem e Deus (Rm 3:23) e aquela mulher estava vivendo até aquele momento com um vazio dentro de si por causa do seu afastamento de Deus, da sua vida de pecado. Para o vazio e o pecado ser resolvido é preciso como primeiro passo reconhecer que é pecador e que necessita de um Salvador. O pecado é o principal problema do homem. Até o vazio é decorrência dEle. Sendo o pecado só resolvido na vida da pessoa por meio da fé em Jesus (Ef 2:8 e 9).

A mulher samaritana depois de Jesus ter abordado a questão do pecado dela começa a tocar na questão polêmica para os samaritanos que era o lugar de adoração. Para os samaritanos o local era o monte Gerizim, mas para os judeus era Jerusalém. Percebemos que esta mulher além do pecado, do vazio tinha também uma visão acerca de Deus equivocada como um deus territorial e não um Deus Onipresente. Para verdadeiramente adorar a Deus é preciso conhece-lo. Jesus esclarece a mulher que Deus é Espírito, portanto, não estava restrito a um lugar e o que importava é que se adorasse a Deus em Espírito e em verdade. Sendo em Espírito entende-se que Deus não é limitado nem confinado pelo material. Sendo em verdade é que a adoração precisa ser sincera e conforme a orientação das Sagradas Escrituras e não no erro.

Diante do esclarecimento de Jesus a samaritana fala acerca da sua esperança messiânica e como Messias ensinaria acerca de todas as coisas. Então, Jesus apresenta-se como o Messias e ela crê em Jesus. Neste momento a mulher experimentou pela fé da Água Viva e teve o vazio do seu coração preenchido. Sabemos que Aqueles que se aproximam de Deus devem se aproximar com fé como foi o caso da samaritana quando Jesus se revelou a ela (Hb 11:6).A mulher samaritana teve seu vazio preenchido. Você também pode ser preenchido por Jesus, se você crer nEle.

Tendo o esclarecimento acerca de Jesus a Mulher deixou o cântaro e foi falar para os seus conterrâneos que tinha conhecido o Messias. Esta atitude mostra que houve uma conversão de valores nela que priorizava as suas necessidades emocionais e materiais demonstrada pelo seu interesse na água do poço e no seu relacionamento extraconjugal. Ao conhecer Jesus ela abandona o cântaro e considera como prioritário falar aos seus conterrâneos, que ela evitava por causa da sua condição, mas deixou de teme-los e mostrou priorizar o espiritual apresentando o Messias a eles. Seus valores foram convertidos e o cântaro abandonado mostrou isto. Muitos creram em Jesus por causa da mulher e depois de conhecerem a Jesus creram por conhecerem Ele.

Tendo havido fé a pessoa frutifica obras que demonstram ser ela existente. A mulher samaritana teve entendimento da sua pecaminosidade, do seu vazio, da sua concepção equivocada acerca de Deus e da sua prioridade as coisas materiais e afetivas e ao crer em Jesus teve uma conversão que envolveu todos estes aspectos. A conversão é um giro de 180 graus que acontece quando entregamos a nossa vida a Jesus e muda de forma contundente o sentido de nossa vida. Como aconteceu com a mulher samaritana também pode acontecer com você. Creia em Jesus e seus pecados serão perdoados, terá seu coração preenchido, conhecerá mais a Deus e priorizará o espiritual.

(O autor do artigo é o Pr. Eber Jamil, dono do blog).

O PROPÓSITO DO DISCIPULADO.

discipulado

Um dos propósitos da Igreja é o discipulado. É orientado em várias passagens bíblicas, mas tem um destaque na grande comissão com as ordens: “fazei discípulos” e “ensinando os a guardar todas as coisas que eu vos tenho mandado”. O discipulado é algo que começa quando uma pessoa nasce de novo e continua pelo resto da vida buscando que ele seja cada vez mais parecido com Cristo. Paulo em Colossenses 1: 28 diz: “A quem anunciamos, admoestando a todo o homem, e ensinando a todo o homem em toda a sabedoria. Para que apresentemos todo o homem perfeito em Cristo Jesus”. Não basta ganhar uma alma para Cristo e leva-la ao batismo, mas é preciso levá-la também a maturidade espiritual. O discipulado é uma caminhada compartilhada onde os cristãos maduros avançam, mas levam outros com eles. É responsabilidade da Igreja desenvolver a maturidade dos crentes. Paulo aos Efésios escreveu: “Querendo o aperfeiçoamento dos santos, para a obra do ministério, para edificação do corpo de Cristo; até que todos cheguemos à unidade da fé, e ao conhecimento do Filho de Deus, a homem perfeito, à medida da estatura completa de Cristo” (Ef 4:12 e 13).

A Igreja tem a Palavra de Deus como instrumento usado pelo Espírito Santo para levar seus membros ao crescimento espiritual, a semelhança de Cristo e a habilitação dos seus ministérios. Paulo a Timóteo escreveu: “Toda a Escritura é divinamente inspirada, e proveitosa para ensinar, para repreender, para corrigir, para instruir em justiça; para que o homem de Deus seja perfeito, e perfeitamente instruído para toda a boa obra” (2 Tm 3: 16 e 17). Ser discípulo é seguir a disciplina do mestre. Portanto, a Igreja pela Palavra de Deus ensina ao crente aquilo que Deus revelou para a sua caminhada. Jesus disse; “”(…) Se vós permanecerdes na minha palavra, verdadeiramente sereis meus discípulos”.

O modelo da Igreja para discipular é dado pelo próprio Cristo que discipulou seus seguidores mais próximos lado a lado (Mc 3:13-15). Ao chamá-los deu primeiramente como ordem que eles tivessem com Ele. Antes de pregar e expulsar demônios os discípulos precisavam estar com Jesus e assim foi feito. O discípulo é aquele que permite que Cristo viva sua vida através dele (Gl 2:20). Se os crentes precisam crescer a imagem de Jesus, como precisam de fato, a Igreja discipula para que Cristo seja evidenciado nos crentes em suas caminhadas de fé. A união com Cristo é frutífera porque o crente permanece nEle. Jesus disse; “Estai em mim, e eu em vós; como a vara de si mesma não pode dar fruto, se não estiver na videira, assim também vós, se não estiverdes em mim. Eu sou a videira, vós as varas, quem está em mim, e eu nele, esse dá muito fruto; porque sem mim nada podeis fazer” (Jo 15: 4 e 5).

Este discipulado tem início na caminhada do crente assim que ele se converte. Pedro ressalta que o nascido de novo deseja o alimento vindo de Deus porque assim com esta alimentação pode ir crescendo e a Igreja tem esta missão de alimentar o novo através do discipulado (1 Pe 2:2). A Igreja também é um lugar onde os discípulos de Cristo mais maduros terão como marca identificadora o amor (Jo 13:35) recebendo assim também os novos que se chegam amando-os como Cristo os amou (Jo 15:12). Como parte do discipulado a Igreja cuida dos novos protegendo-os com acompanhamento e oração (1 Pe 5:8) ensinando-os com a doutrina e com o exemplo (Fp 4:9).

O discipulado começa com o novo nascimento, passa pelos batismo, age também no envolvimento do crente no desenvolvimento dos seus  dons e talentos na Igreja, na evangelização do mundo e também no desenvolvimento como discipulador de outro que se achega a Igreja depois dele. É preciso ganhar a alma, edificando lhe a vida em Cristo, acompanhando-a com o ensino da Palavra até que ela possa ganhar uma outra alma levando a essa pessoa ganha a ganhar outra também  (Dt 6: 1 e 2 e II Tm 2:2).

O discipulado foi o modus operandi de Jesus e a Igreja deve fazer o mesmo tanto que Jesus o inclui em suas comissões como um dos propósitos da Igreja. No corpo de Cristo não pode haver membro inativo, mas todos precisam estar imbuídos em busca dos cumprimentos dos propósitos deixados por Jesus nos dois grandes mandamentos e na Grande comissão.

(O autor do artigo é o Pr. Eber Jamil, dono do blog).

O PROPÓSITO DA COMUNHÃO.

união

Um dos propósitos de Deus para a Sua Igreja é a comunhão. A Igreja é tratada na Bíblia como Edifício, onde cada crente é uma pedra viva (1 Pe 2:5). É tratada como família de Deus onde todos vivem ligados a Deus (Ef 2:19). Os irmãos de fé são considerados concidadãos, pois todos possuem a cidadania celestial (Ef 2:19 e Fp 3:20). Tais designações apontam para o propósito da harmonia e comunhão que Deus proporcionou aos santos.

A comunhão com Deus que o homem tinha foi quebrada por causa do pecado. Mas, Deus providenciou que em Cristo o homem se reconciliasse com Ele. Portanto, aquele que crê em Cristo volta a ter comunhão com Deus. O Batismo como ordenança testemunha que o homem que estava morto em seus delitos e pecados ressuscitou e passou a ter uma nova vida com Deus. Passando a viver para Ele. Porém o batismo não é somente uma representação e símbolo da salvação obtida pela fé em Cristo, mas também de comunhão com os irmãos da fé. Não significando somente uma nova vida em Cristo, mas também é a visualização da integração da pessoa no corpo de Cristo, que é a Igreja. Quando nos convertemos O Espírito Santo nos batizou, nos imergiu no Corpo de Cristo. Veja o que Paulo escreveu: Pois todos nós fomos batizados em um Espírito, formando um corpo, quer judeus, quer gregos, quer servos, quer livres e todos temos bebido de um Espírito (1 Co 12:13). O Batismo nas águas não significa somente a morte para o pecado, sepultamento e ressurreição para uma nova vida, mas também a imersão no corpo de Cristo que aconteceu no momento da conversão.

Tendo afirmado isto, percebemos a importância de que a igreja evangelize, mas também que trabalhe com as vidas no sentido de integrá-las na Igreja local, que é a parte visível do corpo de Cristo. A pregação do Evangelho é um chamamento a comunhão com Deus através de Cristo, mas ao aceita-Lo a pessoa passa a fazer parte do corpo de Cristo.  Devemos levar as pessoas evangelizadas a ter um maior compromisso com Cristo e com O Seu corpo. Cristo nos mandou pregar, fazer discípulos e batizar.   A Evangelização visa ganhar a vida inteira de uma pessoa e não parte dela. A pessoa que se converte a Cristo precisa ter relacionamentos sadios. Sei que problemas acontecem nas Igrejas, mas o espírito de pacificação e de perdão devem prevalecer. Na comunhão dos irmãos Deus promove o crescimento através do discipulado, da edificação, admoestações e exortações. O autor de Hebreus enfatiza: “Não deixando a nossa mútua congregação, como é costume de alguns, antes admoestando-nos uns aos outros, e tantos mais, quando vedes que vai se aproximando aquele dia”.

Podemos ainda destacar a estreita ligação da evangelização com a comunhão no sentido que havendo comunhão entre os irmãos há um ambiente propício a conversão e integração na Igreja local. Jesus falou que as pessoas seriam identificadas como discípulos dEle se amassem uns aos outros (Jo 13:35). A Igreja de Jerusalém em Atos tinha como uma das grades marcas a comunhão. Eram coesos na doutrina, partiam o pão juntos, temiam ao Senhor, estavam juntos, perseveravam, louvando a Deus e caindo na graça de todo o povo (At 2:42-47).

Na Palavra de Deus temos chamamentos, exortações e constatações de Deus ao Seu povo para que viva em comunhão como em  1 Coríntios 1:10 que está escrito: Rogo-vos, porém, irmãos, pelo nome de nosso Senhor Jesus Cristo, que digais todos uma mesma coisa, e que não haja entre vós dissensões; antes sejais unidos em um mesmo pensamento e em um mesmo parecer. A comunhão é algo tão inerente a fé cristã tanto que o  apóstolo João chega a afirmar que se vivermos praticando as obras da luz de Senhor e andamos na verdade estará demonstrado que temos comunhão com Ele e com o próximo. I João1: 6 e 7 – Se dissermos que temos comunhão com ele, e andamos em trevas, mentimos e não praticamos a verdade. Mas, se andarmos na luz, como ele na luz está, temos comunhão uns com os outros, e o sangue de Jesus Cristo, seu Filho nos purifica de todo o pecado.

A comunhão é um propósito Divino muito caro a Deus. Devemos valorizar e vivermos em união. O salmo de número 133 ressalta que: Oh! Quão bom e quão suave é que os irmãos vivam em união! Paulo aos Efésios no capítulo 4 versículo 3 exorta: Procurando guardar a unidade do Espírito pelo vínculo da paz. Portanto, irmãos vivamos a obra que Deus realizou de reconciliação com Ele expressando o vínculo de comunhão que temos uns com os outros.

Antes de Jesus havia separação entre judeus e gentios, entre o povo da aliança e povo que não era povo de Deus, “mas agora em Cristo Jesus, vós, que antes estáveis longe, já pelo sangue de Cristo chegastes perto. Porque ele é a nossa paz, o qual de ambos os povos fez um; e, derrubando a parede de separação que estava no meio, na sua carne desfez a inimizade, isto é, a lei dos mandamentos, que consistia em ordenanças, para criar em si mesmo dos dois um novo homem, fazendo a paz, e pela cruz reconciliar ambos com Deus em um corpo, matando com ela as inimizades. E vindo, ele evangelizou a paz, a vós que estáveis longe, e aos que estavam perto. Porque por ele ambos temos acesso ao Pai em um mesmo Espírito” (Efésios 2: 13-18). Tendo Deus derrubado a parede de separação temos que viver em comunhão e não podemos fomentar a discórdia e contenda.

As igrejas costumam realizar as Ceias seguindo a orientação de Jesus como a primeira Igreja a de Jerusalém fazia e as demais fizeram. Paulo ao escrever aos coríntios traz orientações importantes sobre esta celebração que aponta também para a comunhão com Deus e com Seu corpo porque todos partilham do pão e do vinho que são servidos a todos que integram a Igreja do Senhor. Paulo por orientação de Jesus orientou que para participarmos da mesa do Senhor precisamos discernir o seu significado, o corpo de Cristo e seu sangue foi dado por nós, e não participarmos indignamente. Jesus recomenda a reconciliação com seu irmão antes de apresentar uma oferta a Deus. Tais recomendações mostram o quão é importante para Deus a comunhão entre a família da fé porque as duas ordenanças de Jesus – o batismo e a ceia – mostram o sacrifício de Jesus para que fôssemos salvos e tivéssemos comunhão com Deus e com Sua família.

Diante do exposto é necessário celebrarmos a unidade que foi feita por Jesus na cruz. É necessário cultivar uma vida de devoção a Deus. É necessário renunciarmos aos desejos egoístas e pagarmos o preço para que a comunhão com nossos irmãos de fé permaneça. É na comunhão que O Senhor “ordena a benção e a vida para sempre” (Sl 133:3).

(O autor do artigo é o Pr. Eber Jamil, dono do blog).

O PROPÓSITO DA EVANGELIZAÇÃO.

ide

Um dos grandes propósitos da Igreja é a evangelização. Na grande comissão está como: “ide, fazei discípulos” no original grego o ide deve ser entendido “enquanto você está indo” dando a entender que já é algo natural da Igreja ir. Este propósito é tão importante que Deus nos deu cinco grandes comissões (Mt 28:19-20; Mc 16:15; Lc 24:47-49; Jo 20:21 e At 1:8) onde o Senhor ordena ir e pregar ao mundo a salvação. O que nos mostra que aquilo que chamamos de Missões está incluído no propósito da evangelização. Sendo um propósito que visa ganhar pessoas para Cristo.

A mensagem pregada pela Igreja é a do Evangelho que são as boas-novas de salvação para todo aquele que crê (Rm 1:16). A pregação visa que os ouvintes sintam uma tristeza segundo Deus que opera o arrependimento para a salvação (II Co 7:10) sendo possível por causa do convencimento do Espírito Santo (Jo 16: 8 – 11). O homem natural não compreende as coisas de Deus. É necessário que Deus abra o entendimento e O Espírito convença. Um exemplo desta obra de Deus é Lídia, vendedora de púrpura, que teve seu coração aberto para compreender as coisas de Deus (At 16:14). Quando pregamos dependemos do Espírito Santo para convencer.

Pedro explica em sua primeira epístola que nós não éramos (gentios)  Povo de Deus, mas ao crermos recebemos esta condição alcançando misericórdia e sendo adquiridos para anunciar as virtudes daquele que nos tirou das trevas para a Sua maravilhosa luz (1 Pe 2:9 e 10). Fica claro que o propósito de evangelização está entranhado na razão de ser e existir da própria Igreja, que não pode se omitir e nem fugir da sua missão de pregar o evangelho.

É um dever pregar o evangelho a toda criatura. Como alguém nos pregou nós devemos também fazer o mesmo.  É agir como Deus agiu conosco (Jo 20:21). Se não fosse Deus que enviasse Seu único Filho todos nós iriamos perecer (Jo 3:16), mas Seu amor agiu em nosso favor mesmo sem merecermos (Rm 5:8). Como alguém já disse: “ se a igreja não evangeliza ela se fossiliza”. Ao fazermos não devemos nos envaidecer porque é nosso dever e se não fizermos seremos dignos de um ai divino como afirmou Paulo  em 1 Co 9:16. Spurgeon disse que “todo cristão ou é um missionário ou é impostor”.

Cumprir este propósito é uma ordem para livrarmos pessoas da condenação e da morte eterna (Pv 24: 11 e 12). Deus tem ciência se fazemos ou nos omitimos. Precisamos lembrar que há pecados contra Deus por omissão como está em Tiago 4:17. Marthin Luther King disse bem: o que mais preocupa não é o grito dos violentos, nem dos corruptos, nem dos desonestos, nem dos sem ética. O que mais preocupa é o silêncio dos bons”. Reinhard Bonnke disse: “não pregar o Evangelho é o mesmo que esconder o remédio do doente”.

A ideia também da responsabilidade pessoal e a de prestar contas a Deus, o juiz soberano, é uma razão para a evangelização da Igreja. Com certeza todos iremos comparecer diante de Deus e prestaremos contas pela divulgação ou não do evangelho de Cristo. Paulo frisou: “Pelo que desejamos também ser-lhe agradáveis, quer presentes, quer ausentes. Porque todos devemos comparecer ante o tribunal de Cristo, para que cada um receba segundo o que tiver feito por meio do corpo, ou bem ou mal. Assim que, sabendo o temor que se deve ao Senhor, persuadimos os homens à fé…” (2 Co 5:9-11). Deus ao falar  da responsabilidade de Ezequiel como atalaia mostra o nosso dever de pregar o evangelho. O atalaia não pode afastar o inimigo, pode apenas dar o alarme. Se as pessoas não valorizarem o alarme, isto não é responsabilidade do atalaia. Mas, se o atalaia não avisar ele também será cobrado. “Se eu disser ao ímpio: O ímpio, certamente morrerás; e tu não falares para dissuadir o ímpio do seu caminho, morrerá esse ímpio na sua iniquidade, mas o seu sangue eu o requererei da tua mão. Todavia se advertires o ímpio do seu caminho, para que ele se converta, e ele não se converter do seu caminho, morrerá ele na sua iniquidade; tu, porém, terás livrado a tua alma.” (Ez 33:8,9). Fica claro que se a Igreja não cumprir o propósito da evangelização será cobrada por Deus.

Ao entendermos a evangelização como um propósito e um dever não podemos perder a dimensão do privilégio. Mesmo sendo uma ordem o ide como registra Marcos tem que se encarnado de tal forma que seja como o transpirar da Igreja e por isto o sentido no original de Mateus “enquanto você está indo”. O privilégio de pregar é tão grande que os anjos desejariam fazê-lo, mas não é dado a eles, mas sim a Igreja (1 Pe 1:12).

Ganhar almas para Cristo é uma sublime missão. Quantas igrejas estão fechadas em si cheias de atividades, mas não realizando a obra de evangelização e missionária que lhes cabe fazer. Deus em Sua longanimidade está dando oportunidade a outras ovelhas. Jesus disse: “Ainda tenho outras ovelhas que não são deste aprisco; também me convém agregar estas, e elas ouvirão a minha voz, e haverá um rebanho e um Pastor” (Jo 10:16).  Evangelização e Missões estão no coração de Deus e não pode estar fora do coração da Igreja. David Livingstone disse: “Deus tinha um único filho e fez dele um missionário”.

(O autor do artigo é o Pr. Eber Jamil, dono do blog).

O PROPÓSITO DO SERVIÇO.

servir

Um dos propósitos da Igreja é o serviço que pode também ser chamado de ministério. No mundo a palavra serviço tem sentido desagradável, mas Cristo alertou “não será assim entre vós” (Mc 10:43). A Igreja foi chamada para servir como Jesus veio para servir (Mc 10:45). O mundo precisa ver nossas obras porque a fé em Cristo é visibilizada pelas obras. No sermão do Monte Jesus disse acerca dos seus seguidores: “Assim resplandeça a vossa luz diante dos homens, para que vejam as vossas boas obras e glorifiquem a vosso Pai, que está nos céus” (Mt 5:16).

O crente foi salvo e criado para servir. Um exemplo prático desta verdade se dá com a sogra de Pedro que teve uma febre alta, mas foi curada por Jesus e passou a servir a todos (Mc 1:30 e 31). Paulo aos Efésios diz que: “(…) somos feitura sua, criados em Cristo Jesus para as boas obras, as quais Deus preparou para que andássemos nelas” (Ef 2:10). A nova criatura que somos em Cristo Jesus recebe pela fé a habilidade de realizar obras que abençoarão vidas. Aos Romanos Paulo diz que: “Mas graças a Deus que, tendo sido servos do pecado, obedecestes de coração à forma de doutrina a que fostes entregues. E, libertos do pecado, fostes feitos servos da justiça” (Rm 6:17 e 18). Quando Moisés pediu a Faraó para libertar o povo de Israel foi para que o povo servisse a Deus. A libertação que recebemos em Jesus é para que O sirvamos. Veja: Ex 7:16 – “(…) O Senhor Deus dos hebreus me tem enviado a ti, dizendo: Deixa ir o meu povo, para que me sirva no deserto; porém eis que até agora não me tens ouvido” disse Moisés a Faraó.

Servir para o servo de Deus é uma ordem de Deus. Através das nossas obras as pessoas veem o testemunho do Poder do Evangelho em ação. Dentre as leis que Deus deu através de Moisés destaca-se o serviço: “E servireis ao Senhor vosso Deus” (Ex 23:25). Jesus ensinou os seus discípulos um estilo de liderança servidora cujo exemplo ele demonstrou de muitas formas inclusive lavando os pés dos seus discípulos (Jo 13: 4 e 5) e recomendando que eles seguissem Seu exemplo de serviço (Jo 13:14). Num mundo onde as pessoas gostam e buscam a primazia sobre os outros Jesus ensinou que no Reino dEle era diferente. Sendo Jesus, Senhor dos Senhores, digno de ser adorado e de ser servido, mostrou que seja qual for a posição que ocupemos sirvamos uns aos outros como que prestando um serviço a Deus (Cl 3:23). Afinal, a grandeza do Reino de Deus é servir (Lc 22:26).

Servir a Deus podemos fazê-lo com habilidades naturais e espirituais. Deus ao ordenar a construção do tabernáculo escolheu operários especializados como Bezalel e o encheu do Espírito Santo com inteligência, competência e habilidade para fazer projetos, e trabalhar em ouro, em prata, em cobre,  lapidar pedras e engastar madeiras. Pensamos muitas vezes que o serviço a Deus só envolve habilidades espirituais, elas estão incluídas, mas Bezalel é um exemplo de homem cheio do Espírito que realizou trabalhos artísticos (Ex 34:1-4). Os dons espirituais que Deus confere a Igreja (1 Co 12:11) são habilidades espirituais que devemos abundar para a edificação da Igreja (1 Co 14:12). Os dons não são para nos enfatuar, mas para servir. Os ministérios, serviços que prestamos é para o aperfeiçoamento dos santos para que todos cheguem ao conhecimento do Filho de Deus, sendo maduros e cheguem a estatura completa de Cristo (Ef 4: 11 – 13).

Algo importante é que sirvamos a Deus com alegria como recomenda o Salmo 100: “servi ao Senhor com alegria”. Algumas razões o salmista nos dá para assim fazermos assim: 1) Ele é Senhor de toda terra; 2) Nosso criador; 3) Nosso Pastor; 4) Bom e misericordioso; 5) Sua verdade é experimentada de geração a geração. O serviço do Senhor pode nos causar até tristeza, mas devemos nos ater em quem Deus é. Confiando que se chorarmos na semeadura voltaremos trazendo os molhos com alegria (Sl 126:6). A dimensão do privilégio de ser de Deus e fazer a Sua obra não pode ser esquecido por nós mesmo nos momentos difíceis. Sendo assim, realizaremos a obra do Senhor com alegria.

Neste propósito do serviço não podemos fazê-lo com o coração dividido. Amando a Deus sobre todas coisas o serviço que prestaremos não será meia-boca, pela metade. Falando aos Rubenitas, e os Gaditas e a meia tribo de Manassés, Josué repetiu as palavras de Moisés: “ameis ao Senhor vosso Deus, e andeis em todos os seus caminhos, e guardeis os seus mandamentos, e vos achegueis a Ele, e o sirvais com todo o vosso coração, e como toda a vossa alma” (Js 22:5). O povo de Israel ficou oscilando durante muito tempo a sua adoração e serviço a Deus. Josué já havia os desafiados: “escolhei hoje a quem sirvais, se aos deuses a quem serviram vossos pais, que estavam além do rio, ou aos deuses dos amorreus em cuja terra habitais” (Js 24:15). Mas, Josué falou de si e de sua família: “eu e a minha casa serviremos ao Senhor”. O povo lhe respondeu: “nunca nos aconteça que deixemos ao Senhor para servirmos aos outros deuses” (Js 24:16). Sabemos que os israelitas em sua história durante muito tempo não permaneceram no propósito de coração inteiro. Como Igreja do Senhor precisamos sempre nos guardar para que não incorramos no mesmo erro servindo a Deus de coração dividido. Sirvamos ao Senhor de todo o coração.

(O autor do artigo é o Pr. Eber Jamil, dono do blog).

O PROPÓSITO DA ADORAÇÃO.

adorar

O primeiro propósito da Igreja é a adoração.  Em todas as Escrituras somos convidados a celebrar o nosso amor a Deus através da adoração. Podemos faze-lo individualmente (Mt 8:2) ou coletivamente (Mt 18:20). Ela deve ser feita de ambas as formas. São duas formas que não se substituem uma pela outra. Devemos adorar das duas.

A adoração a Deus não está restrita aos Templos e nem reduzida ao tempo do louvor. Paulo em Atenas afirmou: “O Deus que fez o mundo e tudo que nele há, sendo Senhor do céu e da terra, não habita em templos feitos por mãos dos homens” (At 17:24). A adoração é um estilo de vida que envolve todo o ser em todo o tempo. Paulo aos Coríntios afirmou: Portanto, quer comais, quer bebais, ou façais qualquer outra coisa, fazei tudo para a Glória de Deus (1 Co 10:31). Paulo aos Colossenses também escreve: A palavra de Cristo habite em vós abundantemente, em toda a sabedoria, ensinando-vos e admoestando-vos uns aos outros, com salmos, hinos e cânticos espirituais, cantando ao Senhor com graça em vosso coração. E, quanto fizerdes por palavras ou por obras, fazei tudo em nome do Senhor Jesus, dando por ele graças a Deus Pai” (Cl 3:16 e 17).

Somente aqueles que creem verdadeiramente em Deus podem adorá-lo. Jesus falando do contexto religioso do seu tempo afirmou: “Este povo se aproxima de mim com a sua boca e me honra com os seus lábios, mas o seu coração está longe de mim” (Mt 15:8). Tiago assertivamente afirma: Tu crês que há um só Deus; fazes bem. Também os demônios o creem, e estremecem (Tg 3:19). O contexto do que Tiago diz é que se uma pessoa tem realmente fé realizará obras coerentes com a fé que tem porque a fé que não realiza obras mostra não existir. Havendo tempo hábil quem tem fé realizará obras. Quem crê verdadeiramente adorará a Deus. A adoração é pela fé. Só pela fé adoraremos a Deus em Espírito. Muitos canalizam sua fé em objetos,  pessoas e limitam a adoração a espaços sagrados dependendo do material para crer. Entretanto, a verdadeira adoração é pela fé em Espírito. Tal adoração é desejada pelo Senhor.

A adoração e o conhecimento da Palavra devem andar juntos. Jesus ao conversar com a mulher samaritana disse que os samaritanos adoravam o que não conheciam (Jo 4:22) e disse que Deus deve ser adorado em verdade, ou seja, verdadeiramente conhecido. Mostrando que a adoração deve ser sincera, mas mais do que isto em consonância com que a Palavra revela, pois, a Palavra é a verdade (Jo 17:17). Em Deuteronômio Deus mostra que o amor a Ele, ou seja, a adoração, e a Sua Palavra devem estar em nosso coração: “Amarás, pois, o Senhor teu Deus de todo o coração, e de toda a tua alma, e de todas as tuas forças. E estas palavra que hoje te ordeno estarão no teu coração” (Dt 6: 5 e ¨6). Os Vs. 4 a 9 de Deuteronômio capítulo 6 é um trecho conhecido como shema (palavra hebraica que significa “ouça”). Veio a ser confissão da fé judaica, recitada diariamente. O shema consiste apenas nos versículo 4 em sua forma original, sendo expandido depois para incluir os versículos 5 – 9; Dt 11:13-21 e Nm 15:37-41. O shema, para o judeu praticante, deve ser recitado de manhã e de  noite. Ele mostra que quem ama a Deus procurará obedecer a Palavra. Guardará a Palavra no coração. Ensiná-la-á ao filho dentro da própria casa. Quando sair, acordar e dormir, a Palavra estará presente, suas ações serão norteadas pela mesma e sua vida será um verdadeiro outdoor das Escrituras.

A adoração e o serviço devem também andar juntos. A Bíblia diz: “Ao Senhor teu Deus adorarás, e só a Ele servirás” (Mt 4:10).  O crente amando a Deus sobre todas as coisas o seu serviço será também uma expressão de adoração. Há uma frase marcante que “o resultado do evangelismo não é quantos entram no templo para adorar, mas quantos saem para servir”. Maria Madalena exemplifica bem esta verdade quando ela reconheceu a Jesus ressuscitado segurou-o com devoção. Foi uma atitude de alegria e adoração. Mas Jesus falou para ela não o deter, mas ir anunciar aos seus discípulos a sua ressurreição. A contemplação deve estar unida a ação. A adoração e o serviço andam juntos. A adoração vem em primeiro porque sem amar a Deus o serviço não agradará a Deus. Será como o sino que tine.

Jesus falou que Deus procura adoradores que o adorem em espírito e em verdade. Mostrando que o que a adoração também tem relação com o evangelismo. O evangelismo é a missão de levar a Deus adoradores. Devemos ganhar vidas para o Senhor, pois assim se tornarão adoradores agradando o coração do Pai celestial. Claro que sem ação do Espírito Santo a Palavra de Deus pregada não convence. A ação do Espírito unida a oração e a adoração dos discípulos no cenáculo durante o Pentecoste chamou atenção de muitos que depois ouviram um sermão de Pedro e 3.000 almas se converteram. A Igreja de Jerusalém se formou tendo a adoração e a comunhão como algumas das marcas entre eles sendo um tremendo testemunho do poder de Jesus e cada dia Deus acrescentava pessoas a aquela Igreja.

A adoração é o primeiro grande mandamento que Jesus destacou. Nada que se faça na obra de Deus estará no lugar certo se não amarmos a Deus em primeiro lugar. A inversão das ordens espiritualmente falando alterará tudo. “Se Deus não for o primeiro Ele não aceitará ser o segundo”. A Igreja é tentada a priorizar-se, a enfatizar a personalidade humana de seu líder, mas se cair nesses erros tudo mais estará fora do seu lugar. Amemos o Senhor de Todo o nosso coração se não nada fará sentido.

 (O autor do artigo é o Pr. Eber Jamil, dono do blog).

OS PROPÓSITOS PARA A IGREJA.

propósito

O nome Igreja vem da palavra grega Eklesia, que significa: assembléia ou reunião. O sentido da palavra é: “os que foram chamados para fora”. Nos estados da Grécia a palavra tinha o significado da reunião dos cidadãos convocados para tratar de temas relativos a cidade. A Igreja no sentido do Novo testamento é a assembléia daqueles que foram redimidos pelo sangue de Jesus, que tem como regra de fé e prática a Palavra de Deus e praticam as duas ordenanças de Cristo: batismo e a ceia do Senhor. A Igreja tem como fundamento a doutrina dos profetas, apóstolos e de Cristo, a Pedra Principal. Ela crê num Deus Triúno: Pai, Filho e Espírito Santo. Sendo que O Pai enviou seu Filho, Jesus, para tomar a forma e natureza humana, sem deixar de ser Deus, para ser o sacrifício vicário de toda humanidade. Jesus ressuscitou ao terceiro dia e a Igreja aguarda a sua volta.

Jesus lançou a pedra fundamental da Igreja quando questionou aos seus discípulos: quem dizem os homens ser o Filho do homem? Referindo-se como Filho do homem a si mesmo. E os discípulos disseram: Uns, João o Batista, outros, Elias; e outros, Jeremias, ou um dos profetas. Jesus não parou por aí e perguntou aos discípulos diretamente: E vós, quem dizeis que eu sou? Pedro pelo Espírito Santo respondeu: Tu és o Cristo, o Filho do Deus vivo. Jesus elogia Pedro porque não foi a carne dele que revelou a verdade, mas sim Seu Pai Celestial. Neste momento Jesus referindo-se a afirmação de Pedro: Tu és o Cristo, o Filho do Deus vivo declarou que sobre esta pedra (a declaração de Pedro) edificarei a minha igreja. Assim Jesus lançou o fundamento da Igreja que iniciou historicamente na festa de Pentecostes quando O Espírito Santo foi derramado.

A Igreja é o corpo de Cristo, sendo Cristo o cabeça da Igreja. Seus membros desenvolvem os dons que receberam do Senhor, que Deus deu como quis. Não é um clube social fechado, que tem o objetivo de girar em torno de si mesma. Ela tem propósitos deixados por Jesus, que a fundou. Propósitos com relação a Deus, a si mesma e ao mundo.

Muitas passagens podem ser usadas para mostrar os propósitos da Igreja deixados por Jesus, mas podemos dar destaque a duas grandes passagens que resumem os propósitos. A primeira é o chamado Grande dois mandamentos em que Jesus resumiu toda a lei (Mt 22:37-40) e a segunda a Grande Comissão (Mt 28:19-20). Os grandes dois mandamentos foram dados por Jesus em resposta a qual seria o grande mandamento de toda a lei e a Grande Comissão foi uma das últimas palavras de Jesus a seus discípulos. Percebemos que muitas igrejas dão ênfase em alguns dos propósitos revelados nos dois textos e negligenciam outros.

Creio que na multiforme Graça de Deus, portanto Igrejas locais tem características diferentes e não é porque escrevo sobre os cinco propósitos da Igreja afirmo que ela tem que ter como modelo a Igreja com Propósito, não é isto. As estratégias podem diversificar, mas isto não exime nenhuma Igreja local de buscar cumprir os propósitos de Deus para ela. A Igreja pode se organizar em departamentos, ministérios, células ou pequenos grupos, congregações etc, mas não pode deixar de cumprir os propósitos que Jesus nos deixou.

É importante que as Igrejas se envolvam com os cinco propósitos sem negligenciar nenhum deles. Rick Warrren enfatiza: Um grande compromisso com o Grande Mandamento e com a Grande Comissão fará surgir uma grande igreja!

Os propósitos em linhas gerais podem ser resumidos da seguinte forma:

. ADORAÇÃO – Amarás o Senhor teu Deus de todo o teu coração, e de toda a tua alma, e de todo o pensamento.

. SERVIÇO OU MINISTÉRIO – Amarás o teu próximo como a ti mesmo.

. EVANGELISMO (inclui Missões)  – Ide e fazei discípulos

. COMUNHÃO – Batizando-os em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo

. DISCIPULADO OU ENSINO – Ensinando-os a guardar todas as coisas que vos tenho mandado

A Igreja local que procura cumprir os propósitos que Deus deixou está sintonizada com a Vontade de Deus, e assim será relevante e elemento diferenciador nesse mundo que jaz no maligno. As trevas espirituais estão espalhadas no Planeta, mas a Igreja do Senhor, que reflete a luz de Jesus, brilha, impedindo as trevas espirituais de dominarem e prevalecerem. Deus é Luz. A Igreja reflete esta luz. A luz prevalece sobre as trevas. A vocação da Igreja em Cristo é vencer, pois Jesus Cristo já conquistou a vitória na cruz. Portanto, cabe a Igreja, como luzeiro, posicionar-se neste mundo, sem acovardar-se, e ter medo das obras infrutíferas das trevas. A Igreja precisa buscar cumprir a sua vocação para com Deus, o mundo e a si mesma, sabendo que ela foi criada por Jesus para tais propósitos. Toda a criação geme aguardando com expectativa a manifestação dos filhos de Deus, que subirá ao céu como a noiva de Cristo, que contrairá matrimônio, no sentido figurado e espiritual, com O Senhor Jesus.

(O autor do artigo é o Pr. Eber Jamil, dono do blog).

A IMPORTÂNCIA DO PROPÓSITO.

proposito de vida blog

É preciso durante a existência encontrar-se com o Criador. Deus sempre buscou se comunicar com o homem de muitas formas para que este não ficasse perdido para sempre por causa da escolha errada que fez pelo pecado. Quando pecou o homem errou o alvo passando a viver na desorientação e condenação. Mas, Deus amou o mundo de tal maneira que deu Seu filho para redimir as pessoas, que ao crerem nEle, reconciliam-se com Ele através de Jesus. Não há outro mediador que poderia ou possa fazê-lo. Ao crer em Jesus o homem se reencontra com Deus, desfruta da Paz com Deus e as demais coisas são conduzidas segundo o Espírito Santo pela Palavra de Deus na vida de quem crê.

Como parte de uma vida de paz é importante ao homem saber que o reencontro com Deus é o reencontro do homem com o propósito da existência – Glória de Deus. Conhecer tal propósito é essencial para que o homem tenha o discernimento e a perspectiva necessária para viver na vida abundante que Cristo outorgou aos que creram. Encontrar o propósito é ter a resposta a uma das grandes perguntas da vida – por que existo? A resposta não está no próprio homem ou em alguma elaboração sua, mas no próprio Deus e em Seu Filho, que revelou em Sua Palavra.

A Glória de Deus no Antigo Testamento significa uma manifestação da presença de Deus. A Glória de Deus enchia o Tabernáculo e o Templo que os hebreus edificaram para O Senhor. Quando afirmamos que o propósito é a Glória de Deus afirmamos que quando Deus é identificado em nossa vida pelo nosso exemplo isto glorifica a Deus. Portanto, o propósito da Glória de Deus está ligado a ideia da presença de Deus se manifestando em nós.

Ao saber o propósito a vida não fica com uma grande interrogação e alcança a resposta. Quando se tem dúvida torna-se inconstante e sujeito a ser levado por ventos estranhos, pois não sabe para onde ir. Como alguém já disse: quem não sabe para onde vai qualquer lugar serve. Mas, não é assim com quem encontrou o propósito da existência. Vive a vida com integralidade como alguém que discerniu a sua razão de ser.

Ganha significado quando se encontra a razão, ganha um senso de missão. A pessoa se sente encaixada num propósito maior que transcende a vida física, pois sabe que o propósito tem haver com um objetivo que Deus traçou antes de todas as coisas existirem, desde a eternidade. Ele não se sente mais uma pessoa no mundo, mas entende que é alguém com propósitos. Entende que sua vida não é um acidente e nem se sente como um peixe fora d’água.

O propósito faz nós exercemos melhor a nossa mordomia cristã. A mordomia cristã afirma que Deus é dono de tudo e nós seus mordomos, ou seja, administradores. Isto é ao mesmo tempo responsabilidade e privilégio para nós. Deus nos fará duas perguntas fundamentais: a primeira é: O que você fez com o meu filho, Jesus Cristo? E a segunda o que você fez com que lhe dei? Se exercermos a mordomia cristã dentro do propósito Divino responderemos a segunda pergunta afirmando que multiplicamos os dons que Ele nos deu buscando a Glória dEle.

Saber o propósito significa ter meta e ter um modelo – Jesus. A meta é ser semelhante a Ele cuja obra Espírito Santo realiza. A referência é o próprio Jesus. A questão da Glória de Deus estará sempre envolvida porque o objetivo é buscado de Glória em Glória e será alcançado na Glória dos céus. Teremos entendimento que a vida não é vã e não seremos uma maria vai com as outras porque sempre buscamos seu propósito.

Evita desperdícios e ganha-se foco quando se sabe o propósito. Não se fica dando tiro para todos os lugares. Não se fica zanzando em busca de sentido. O tempo é melhor administrado. O homem foi criado para Louvor e Glória de Deus. Quando se sabe o porquê e se busca este objetivo a qualidade de vida aumenta.

A pessoa passa ter um aferidor da existência, que é Jesus. A pessoa ganha consciência se está ou não fora da vontade de Deus. Temos o exemplo das pessoas que completaram a carreira cumprindo o propósito. Ao estar ou não cumprindo o propósito em Cristo ficará mais claro como anda a sintonia com Deus ou não. A pessoa se sente alguém achado. Sente-se em Paz com o Criador, Quantas vidas estão desafinadas e assim se sentem pois não buscam viver a vida conforme Deus em Jesus! O objetivo dEle é que as pessoas tenham comunhão com Ele e glorifiquem Seu Nome o que traz resposta a nossa necessidade de pertencimento.

O entendimento acerca da vitória, completude e realização são decorrentes também de se saber e realizar o propósito.  É quando a pessoa sabe que está no caminho certo e o busca. É quando se sabe qual é o tesouro maior da vida e se tem consciência que o achou assim a pessoa desfrutará da Plenitude que Deus planejou.

Quem crê em Jesus acha o Reino de Deus e reconhece que ele vale mais do que tudo na vida. A Glória de Deus não é apenas o objetivo é a maneira de viver buscando o objetivo. Portanto, a pessoa enfrentará a vida com suas dificuldades olhando além para o alvo e crendo que o propósito se realizará e que a recompensa eterna não lhe será tirada. Pois, ter este propósito é maior do que o propósito de deixar uma herança ou legado. Sabemos que o tudo não é aqui e que no céu receberemos a recompensa.

Um dos segredos da vida cristã é tirar a visão e a orientação de si mesmo e focar, avistar o Autor e Consumador da fé – Jesus. Ao buscar alcançar de todo o coração a consumação do propósito de Deus, que é transformar o crente na semelhança de Jesus, ou seja, a Glória de Deus, o crente mostrará que as respostas acerca do sentido da vida sempre tiveram em Jesus, e não em nós mesmos. Vivendo assim, priorizando as coisas eternas mais do que as terrenas, que perecem, sendo as eternas imperecíveis e caminhando para o alvo que o próprio Deus estabeleceu, que é Jesus, em quem se reencontra Deus com Sua Glória.

(O autor do artigo é o Pr. Eber Jamil, dono do blog).