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QUEM É QUE ALCANÇA O PRAZER ESPIRITUAL? 

salmo 1

Creio que é para o crente em Jesus o prazer espiritual é uma descoberta. Fui criado no evangelho e aceitei Jesus aos sete anos de idade e me tornei afiado no manuseio da Bíblia. Mas confesso que só na maturidade entendi o que é ter prazer na lei do Senhor. Por isto afirmo que o prazer espiritual na meditação da Bíblia, na oração e jejum é uma descoberta que o crente faz. Muitas vezes os crentes praticam as disciplinas espirituais sem experimentarem a alegria do prazer espiritual. Praticam por obrigação, por costume, por causa das demandas ou por religiosidade. Tendo até experiências, mas sem o deslumbramento da prática. Sem descobrir as maravilhas da lei. Sem recreia-se na presença de Deus. Trataremos neste pequeno artigo baseando-nos no salmo capítulo um quem são as pessoas que encontram o prazer espiritual. 

A pessoa que encontra o prazer espiritual é aquela que não é influenciada pela impiedade dos homens. Segundo o salmista o bem-aventurado é aquele que não anda segundo o conselho dos ímpios. Sem dúvida, o frescor da vida espiritual não é compatível com uma vida influenciada pelo mau caminho. A intimidade com Deus é para aqueles que o temem. A Palavra de Deus tem tudo que o homem necessita para guiar a sua vida pelo caminho de Deus. Portanto, o homem que tem o prazer nela não aceitará a impiedade e os conselhos do mal. 

A pessoa que encontra o prazer espiritual é aquela que não peca de forma recorrente. Segundo o salmista o bem-aventurado é aquele que não se detêm no caminho dos pecadores. Acontece eventualmente de pecar, mas é algo ocasional. Ele não se detém, não se fixa na prática do pecado. Segundo o apóstolo João “sabemos que todo aquele que é nascido de Deus não vive em pecado; antes, Aquele que nasceu de Deus o guarda, e o Maligno não lhe toca” (1 Jo 5:18). Portanto, quem tem o prazer espiritual é alguém que nasceu de novo, arrependeu-se dos seus pecados e tem segurança em Deus. 

Andando pelo salmo um percebemos que aquele que encontra prazer espiritual é aquele que não se alegra no escarnecimento. O escarnecedor é aquele que profana e zomba das coisas sagradas. Usa de linguagem chula para tratar o alvo do escárnio. Sem dúvida, se alguém senta na roda dos escarnecedores também não se sentará aos pés de Jesus para receber sua instrução. São incompatíveis tais posturas. Não se encontra na mesma fonte o amargo ou o doce. Quem tem prazer do Senhor bebe da fonte doce então não beberá também da fonte amarga. 

Pode até parecer que estou ensinando um estilo de vida espiritual ermitão. Ensinado que só aqueles que se isolam alcança o prazer pela Palavra. Mas, o salmo um fala que há uma congregação dos justos. Portanto, aquele que tem prazer espiritual na Palavra será uma pessoa que tem comunhão com os irmãos de fé. Será a pessoa que não abandona a congregação apesar de meditar na Palavra. Não é autêntica a vida com Deus se o próximo não estiver incluído. O salmista afirma que os maus não congregarão com os servos de Deus no céu. Os servos que congregam aqui também congregarão no ceú, mas os pecadores não arrependidos serão condenados.  

A vida de quem tem prazer na lei do Senhor não será descuidada. Ele sabe que Deus conhece o caminho dos justos e ele vive sobre esta perspectiva. O caminho dos ímpios é de condenação, mas o caminho dos justos é de temor, prosperidade e prazer espiritual. Eles sabem que a Palavra de Deus não é somente para o deleite espiritual, mas é a orientação de Deus para que eles possam caminhar no caminho que é Jesus e por isto ser aprovado por Deus. Quando o salmista fala que Deus conhece o caminho dos justos está como que dizendo que Deus aprova o caminho que eles seguem porque a Palavra de Deus é a bússola que o orienta no caminho que é Jesus. 

Portanto, chegamos à conclusão que o prazer espiritual que a pessoa sente na Palavra de Deus não é um emocionalíssimo barato e passageiro, mas é algo em consonância a vontade de Deus. As emoções desta pessoa estão submissas a vontade boa, perfeita e agradável de Deus. Por isto, devemos cultivar cada vez mais a nossa comunhão com Deus para que nossas vidas se deleitem em Suas Palavras e Vontade todos os dias e assim seremos bem-aventurados. Deus quer que tenhamos vida em abundância e ela necessariamente passa pelo prazer espiritual. A alma que descobriu o prazer da presença de Deus anseia por mais de Deus todos os dias. 

(O autor do artigo é o Pr. Eber Jamil, dono do blog).

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JESUS E O SUMO SACERDOTE.

 

sumo sacerdote

O tema de Hebreus é: Jesus é melhor. Melhor do que Moisés, Josué, Arão, anjos etc. Quero analisar aqui que Jesus é superior ao sumo-sacerdote. A função essencial do sacerdote era a de mediador entre Deus e o homem e exercia três funções básicas: Primeiro, ministrar no santuário diante de Deus. Em segundo, ensinar a lei. Terceiro, tomar conhecimento e revelar a vontade divina.

O sumo-sacerdote no antigo testamento ocupava um lugar de destaque entre os sacerdotes, pois era o único que anualmente, poderia entrar no lugar santíssimo do tabernáculo ou do templo, para oferecer sacrifício pelo pecado do povo e pelos próprios pecados.

Vejamos algumas diferenças entre Jesus e o sumo-sacerdote do Antigo Testamento:

  1. O valor do sacrifício dos sumo-sacerdotes era temporário e sempre era repetido anualmente (Hb 9:7) no dia da expiação (Yom Kippur). Os sacrifícios oficiais feitos pelos sacerdotes prescritos pela lei chegam a ser mais de mil sacrifícios por ano. Já o Cristo se sacrificou uma vez conseguindo uma eterna redenção (Hb 9:12 e 25). O sacrifício de Jesus é suficiente. Não havendo necessidade de Jesus morrer novamente. Aquele que crê nEle recebe a salvação que não tem necessidade de ser completada porque já está consumada em Cristo.
  2. O sacerdote entrava num Templo feito pelas mãos dos homens (Hb 9:11), mas o tabernáculo de Cristo não era dessa criação. Depois de Cristo o povo de Deus ganhou o entendimento que Deus não está confinado ao Templo, mas é maior do que ele. Portanto, é possível se viver em Cristo na presença de Deus em qualquer lugar.
  3. O sacerdote oferecia sangue alheio de um animal irracional e (Hb 9:12-14 e 25). Cristo ofereceu seu próprio sangue. Os animais não se doavam para o sacrifício, mas eram sacrificados compulsoriamente. Mas, Jesus se entregou. Ele poderia ter descido da cruz, mas lá permaneceu porque era a vontade de Deus que assim ele morresse para toda humanidade.
  4. O sacerdote tinha que oferecer sacrifício pelos seus próprios pecados (Hb 9:7 e 5:1-3). Cristo foi tentado em tudo, mas não pecou (Hb 4:15). Nenhum homem até Cristo e nem depois dele conseguiu cumprir toda lei. Jesus conseguiu. Não houve pecado em Jesus. Ele teve toda condição de religar os homens a Deus, por ter tomado a natureza humana sendo Deus e por ter obedecido a Deus até a morte de cruz sem pecado algum.

Hoje não temos mais necessidade de sumo-sacerdotes, porque pela fé em Jesus obtemos o perdão dos nossos pecados. Cristo é superior e mediador de uma nova aliança. Havia três personagens no ato do sacrifício: o animal, o sacerdote e o homem. Hoje passou a ser dois Jesus Cristo (sacerdote e animal) e o homem. Havia um véu no templo que separava o santuário do santíssimo lugar onde o sumo-sacerdote entrava na ocasião apropriada. Quando Cristo morreu esse véu foi rasgado de alto a baixo (Mt 27:51).

Jesus é o caminho para se achegar a Deus. Hoje podemos adorar a Deus além do véu porque Jesus abriu este caminho. A perfeição da mediação de Cristo (1 Tm 2:5) nos purifica a consciência (Hb 9;14) e assim podemos prestar verdadeira adoração sem intermediários e sem rituais. O sumo sacerdócio, o tabernáculo e outras características da Antiga Aliança apontam para o advento de Cristo que abriu o acesso a Deus por intermédio dEle. Percebemos as vezes os homens confiarem em suas estratégias para provocarem a manifestação de Deus nos cultos e cerimônias etc. Tudo isto é arrogância. Se não for por intermédio da mediação de Cristo mediante a fé não chegaremos a presença de Deus. Ele e o único caminho.

( O autor do artigo é o Pr. Eber Jamil, dono do blog).

INTIMIDADE COM O SENHOR.

intimidade

“O segredo do Senhor é com aqueles que o temem; e ele lhes mostrará a sua aliança” (Salmos 25:14).

Para vivermos precisamos de sabedoria. Ela nos dá possibilidade de discernimos melhor e caminharmos acertadamente. É mais do que ter conhecimento. Mais do que ser culto. A sabedoria tem haver mais com a aplicabilidade daquilo que se conhece. Tem mais haver em ter soluções para os embates que demandam da vida. Moisés que foi um homem sábio compôs um salmo em que ele fala da eternidade de Deus e a brevidade da vida humana onde pede a Deus: “Ensina-nos a contar os nossos dias, de tal maneira que alcancemos corações sábios” (Sl 90:12). Mostrando que para ele a sabedoria era necessária para se viver todas as fases da vida e que Deus é a fonte. A vida sendo preciosa é necessária uma valorização dela e a sabedoria é parte desta valorização porque quem a tem pondera os passos.

Salomão é tido como um dos homens mais sábios que existiram e de fato foi. Deus deu sabedoria a ele depois dele pedir. Porém, conforme foi envelhecendo Salomão deixou-se levar pela luxúria, ostentação o que levou a adorar outros deuses. A sabedoria dele foi empalidecida porque ele deixou de aplicá-la em sua vida. Diferentemente, Jesus teve como alimento a vontade de Deus e não cedeu as tentações sempre aplicando a Sua sabedoria nas questões que lhe aconteciam. Ele foi maior do que Salomão. O seu sermão do monte termina como que explicando a sabedoria de Deus quando compara o homem que ouve e pratica a Palavra de Deus com um construtor que constrói sua casa na rocha que depois sofre uma tempestade, mas se mantém de pé porque aplicou tudo o que aprendeu.  A sabedoria não é para acúmulo e soberba, mas para viver.

Salomão já idoso retorna ao bom senso. O livro de Eclesiastes mostra uma busca pessoal dele pelo sentido da vida. Ele faz um exame considerando as coisas debaixo do sol pela razão da existência e chega a conclusão que não é o prazer, o conhecimento, o trabalho e as riquezas que dão o sentido das coisas, mas sim desfrutar da vida temendo a Deus e lhe sendo sujeito porque um dia prestará contas a Deus de tudo. “ De tudo o que se tem ouvido, o fim é: teme a Deus, e guarda os seus mandamentos; porque isto é o dever de todo o homem. Porque Deus há de trazer a juízo a toda a obra e até tudo o que está encoberto, quer seja bom, quer seja mau” escreveu Salomão em Eclesiastes 12: 13 e 14.

O temor a Deus é resultado do entendimento que Deus está em todos os lugares e por isto se tem uma vida de reverência e respeito aliada a adoração. O entendimento da Onisciência, Onipresença e Onipotência Divina na prática traz a consciência de que ninguém consegue esconder-se de Deus o que trará respeito e reverência para vida. Em Sl 139:7 está escrito: “Para onde me irei do teu Espírito, ou para onde fugirei da tua face?” Os livros de sabedoria e poéticos da Bíblia ressaltam o temor como o princípio da sabedoria, pois a pessoa com o temor aparta-se do mal (Pv 1:7; Jó 28:28; Pv 8:13).

O nosso versículo escolhido ressalta que “O segredo do Senhor é com aqueles que o temem”, ou seja, “a intimidade do Senhor é com aqueles que o temem”. A devoção a Deus implica em respeitá-lo, honrá-lo com amor e fé. Havendo este temor a pessoa penetrará nas maravilhas de Deus tendo o entendimento do que é viver aliançado com Deus, pois o versículo acrescenta: “e ele lhes mostrará a sua aliança”. Para viver em aliança com Deus é preciso estar em acordo com Ele e discernir em vida as implicações do pacto (Am 3:3). A reverência, respeito e fé serão atitudes decorrentes e entendidas por aqueles que temem a Deus e tem uma aliança com Ele.

Percebemos pelo versículo a associação do temor a Deus com a adoração e a devoção a Deus. O temor não é ter medo. É respeitar e honrar, portanto está incluído o amor a Deus. O versículo  base deixa implícito que o amor também está presente porque Deus é amor e só terá intimidade com Ele quem o ama, quem o adora. Paulo ressalta que “o amor ´não folga com a injustiça. Mas, folga com a verdade” (1 Co 13:7). Quem ama procede bem, teme ao Senhor e anda na justiça. Quem ama a Deus o respeita o que é diferente do medo. João escreveu: “No amor não há medo antes o perfeito amor lança fora o medo; porque o medo envolve castigo; e quem tem medo não está aperfeiçoado no amor”(1 João4:18).

O versículo também afirma que a pessoa que teme ao Senhor não viverá na superficialidade com Deus, mas desfrutará de Sua intimidade, portanto, do Seu conhecimento compreendendo Sua Palavra pelo Espírito Santo. Terá uma vida de oração contínua que se entenderá as suas obras como pessoa. Fazendo isto porque ama ao Senhor. Conhecerá mais a Deus e terá uma vida profunda com Ele. Jesus disse: “Vós sereis meus amigos, se fizerdes o que eu vos mando. Já vos não chamarei servos, porque o servo não sabe o que faz o seu senhor; mas tenho-vos chamados amigos, porque tudo quanto ouvi de meu Pai vos tenho feito conhecer” (Jo 15: 14 e 15). Mostrando que aqueles que creem, amam, temem a Deus também o obedecem e assim terão um relacionamento dinâmico, revelador e profundo com Deus.

(O autor do artigo é o Pr. Eber Jamil, dono do blog).

OS PROPÓSITOS PARA A IGREJA.

propósito

O nome Igreja vem da palavra grega Eklesia, que significa: assembléia ou reunião. O sentido da palavra é: “os que foram chamados para fora”. Nos estados da Grécia a palavra tinha o significado da reunião dos cidadãos convocados para tratar de temas relativos a cidade. A Igreja no sentido do Novo testamento é a assembléia daqueles que foram redimidos pelo sangue de Jesus, que tem como regra de fé e prática a Palavra de Deus e praticam as duas ordenanças de Cristo: batismo e a ceia do Senhor. A Igreja tem como fundamento a doutrina dos profetas, apóstolos e de Cristo, a Pedra Principal. Ela crê num Deus Triúno: Pai, Filho e Espírito Santo. Sendo que O Pai enviou seu Filho, Jesus, para tomar a forma e natureza humana, sem deixar de ser Deus, para ser o sacrifício vicário de toda humanidade. Jesus ressuscitou ao terceiro dia e a Igreja aguarda a sua volta.

Jesus lançou a pedra fundamental da Igreja quando questionou aos seus discípulos: quem dizem os homens ser o Filho do homem? Referindo-se como Filho do homem a si mesmo. E os discípulos disseram: Uns, João o Batista, outros, Elias; e outros, Jeremias, ou um dos profetas. Jesus não parou por aí e perguntou aos discípulos diretamente: E vós, quem dizeis que eu sou? Pedro pelo Espírito Santo respondeu: Tu és o Cristo, o Filho do Deus vivo. Jesus elogia Pedro porque não foi a carne dele que revelou a verdade, mas sim Seu Pai Celestial. Neste momento Jesus referindo-se a afirmação de Pedro: Tu és o Cristo, o Filho do Deus vivo declarou que sobre esta pedra (a declaração de Pedro) edificarei a minha igreja. Assim Jesus lançou o fundamento da Igreja que iniciou historicamente na festa de Pentecostes quando O Espírito Santo foi derramado.

A Igreja é o corpo de Cristo, sendo Cristo o cabeça da Igreja. Seus membros desenvolvem os dons que receberam do Senhor, que Deus deu como quis. Não é um clube social fechado, que tem o objetivo de girar em torno de si mesma. Ela tem propósitos deixados por Jesus, que a fundou. Propósitos com relação a Deus, a si mesma e ao mundo.

Muitas passagens podem ser usadas para mostrar os propósitos da Igreja deixados por Jesus, mas podemos dar destaque a duas grandes passagens que resumem os propósitos. A primeira é o chamado Grande dois mandamentos em que Jesus resumiu toda a lei (Mt 22:37-40) e a segunda a Grande Comissão (Mt 28:19-20). Os grandes dois mandamentos foram dados por Jesus em resposta a qual seria o grande mandamento de toda a lei e a Grande Comissão foi uma das últimas palavras de Jesus a seus discípulos. Percebemos que muitas igrejas dão ênfase em alguns dos propósitos revelados nos dois textos e negligenciam outros.

Creio que na multiforme Graça de Deus, portanto Igrejas locais tem características diferentes e não é porque escrevo sobre os cinco propósitos da Igreja afirmo que ela tem que ter como modelo a Igreja com Propósito, não é isto. As estratégias podem diversificar, mas isto não exime nenhuma Igreja local de buscar cumprir os propósitos de Deus para ela. A Igreja pode se organizar em departamentos, ministérios, células ou pequenos grupos, congregações etc, mas não pode deixar de cumprir os propósitos que Jesus nos deixou.

É importante que as Igrejas se envolvam com os cinco propósitos sem negligenciar nenhum deles. Rick Warrren enfatiza: Um grande compromisso com o Grande Mandamento e com a Grande Comissão fará surgir uma grande igreja!

Os propósitos em linhas gerais podem ser resumidos da seguinte forma:

. ADORAÇÃO – Amarás o Senhor teu Deus de todo o teu coração, e de toda a tua alma, e de todo o pensamento.

. SERVIÇO OU MINISTÉRIO – Amarás o teu próximo como a ti mesmo.

. EVANGELISMO (inclui Missões)  – Ide e fazei discípulos

. COMUNHÃO – Batizando-os em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo

. DISCIPULADO OU ENSINO – Ensinando-os a guardar todas as coisas que vos tenho mandado

A Igreja local que procura cumprir os propósitos que Deus deixou está sintonizada com a Vontade de Deus, e assim será relevante e elemento diferenciador nesse mundo que jaz no maligno. As trevas espirituais estão espalhadas no Planeta, mas a Igreja do Senhor, que reflete a luz de Jesus, brilha, impedindo as trevas espirituais de dominarem e prevalecerem. Deus é Luz. A Igreja reflete esta luz. A luz prevalece sobre as trevas. A vocação da Igreja em Cristo é vencer, pois Jesus Cristo já conquistou a vitória na cruz. Portanto, cabe a Igreja, como luzeiro, posicionar-se neste mundo, sem acovardar-se, e ter medo das obras infrutíferas das trevas. A Igreja precisa buscar cumprir a sua vocação para com Deus, o mundo e a si mesma, sabendo que ela foi criada por Jesus para tais propósitos. Toda a criação geme aguardando com expectativa a manifestação dos filhos de Deus, que subirá ao céu como a noiva de Cristo, que contrairá matrimônio, no sentido figurado e espiritual, com O Senhor Jesus.

(O autor do artigo é o Pr. Eber Jamil, dono do blog).

A DIFERENÇA QUE A FÉ FAZ.

moises

Todos nós estamos envolvidos com outras pessoas, incluídos numa família, num grupo ou em uma comunidade. Porém, somos pessoas diferentes, ímpares, que de alguma forma evidenciará suas características particulares. Dentre as virtudes que fazem diferença a fé se destaca. A presença dela ou sua ausência é realmente perceptível. Uma vida de fé em Jesus será um referencial para os demais que são regidos pelo que se vê, mas aquele que crê caminha vendo o que os olhos não podem ver de forma segura e direcionada por causa do Seu alvo – Jesus e adentra nas maravilhas espirituais contidas nEle.

O capítulo 11 de Hebreus destaca vários homens que creram por isto fizeram diferença em suas gerações cujas histórias são contadas até os dias de hoje e exemplos para nós. Dentre as pessoas citadas está Moisés cuja importância para a história da fé é vital. O autor enfatiza que Moisés teve uma vida de fé e que seus pais que lhe antecederam mostraram também ter e por isto ele foi um poderoso instrumento nas mãos de Deus de uma revolução na história da humanidade. Um povo escravizado foi liberto e Deus lhes outorgou uma lei que se tornou o maior referencial ético comportamental da história. Tudo isto aconteceu com Moisés porque ele creu no Eu sou o que Sou.

A fé na vida de Moisés foi um diferencial nas suas escolhas. Ele recusou ser chamado filho da filha de faraó e desfrutar dos prazeres do Império Egípcio para escolher ser maltratado com o povo de Deus. Ele escolheu as coisas eternas e não temporárias. Certamente se optasse pelo seu status de filho da filha de Faraó teria muito prestígio. O mundo tem um certo prazer a oferecer, mas como Moisés devemos preferir os valores eternos e não os temporais. A fé enxerga além da nossa visão terrena. Moisés tinha visto a Glória do Egito, mas preferiu se unir aos escravos. Quantos não fazem a opção contrária e escolhem os que os olhos podem ver, as mãos podem tocar, os sentidos podem perceber, mas Moisés mesmo sabendo do sofrimento optou pelo Povo de Deus do qual ele fazia parte e também atender o chamando de Deus para uma grande obra. Muitos hoje em dia preferem viver o momento, dar vazão ao sentimento e não optam pelo desconforto de renunciar em favor de algo mais duradouro, permanente. Moisés pela fé fez o caminho contrário e nós devemos fazer também. A fé faz diferença nos tipos de escolhas que fazemos.

Ainda pensando no exemplo de Moisés percebemos que a fé faz uma diferença em nossas escalas de valores. Consideramos as coisas espirituais mais importantes porque temos fé. Moisés preferiu a vergonha e a humilhação que Cristo passaria do que os tesouros do Egito, porque olhava para o galardão. Esaú trocou a primogenitura por um prato de lentilhas, mas Moisés preferiu as humilhações por ser servo de Deus porque ansiava as recompensas celestiais que lhe seriam dadas. Aquilo que nós preferimos revela muito do que somos. Vemos que Moisés era uma pessoa de fé porque a sua preferência estava em algo que ele tinha convicção que receberia, ele preferiu aquilo que seus olhos espirituais enxergavam do que todas as riquezas do Egito que ele conheceu e viu com seus olhos carnais. Jesus sofreu a humilhação da cruz e do martírio, foi considerado pelos homens maldito. A preferência de Moisés foi ficar com a profecia que havia recebido sobre o sofrimento de Cristo identificando-se com seus vitupérios do que as riquezas que poderia possuir sendo filho da filha de Faraó. Na vida também renunciamos muitas coisas porque pela fé preferimos os valores espirituais advindos de Deus porque temos a convicção que receberemos a recompensa, que é o galardão, das mãos de Deus.

A fé faz diferença também no modo como enfrentamos a oposição, a ameaça e o medo por fazermos a Obra de Deus. Moisés confrontou o maior império do seu tempo com todo o seu poderio militar porque olhava para o invisível, para O Deus que ele servia, e não foi vencido pelo medo. A fé fez ele resistir, não temer, avançar para a conquista do objetivo de Deus. O mundo cujo sistema pecaminoso é dominado por satanás persegue, ameaça aqueles que servem a Jesus, mas não o viram, porém creem. Olhando para Jesus precisamos resistir as ameaças e a oposições em diversos níveis que o mundo nos faz com a convicção que O Deus que não vemos com os olhos carnais está conosco, que Ele é o nosso refúgio. A firmeza da fé de Moisés fez ele olhar o Deus invisível e ter resistência não temendo a o ódio de Faraó que desejava manter o povo escravo de todas as formas que lhe fosse possível. Nas duras provas da vida a fé faz uma diferença essencial. Quem crê no Senhor é revestido de força e ânimo para enfrentar as dificuldades.

Ainda pensando na diferença que a fé fez na vida de Moisés percebemos que a fé fez diferença na vida de obediência a Deus por parte dele. Depois de nove pragas enviadas ao Egito Deus anuncia a décima praga a Moisés que seria a pior e última praga. Nenhuma família egípcia iria escapar. Haveria a morte do todos os primogênitos. Deus orientou a Moisés a conduzir ao povo de Deus celebrar pela primeira vez a Páscoa, uma das festas mais importante para os judeus, que comemoraria a libertação do povo de Israel do Egito e livraria o povo Deus da morte dos primogênitos. A celebração envolvia a refeição de um cordeiro e aspersão do seu sangue nos umbrais das portas. Moisés obedeceu e orientou o povo a celebração conforme Deus lhe orientara. Quem tem fé vence o mundo. Quem tem fé obedece. A morte dos primogênitos foi uma grande praga, mas o povo de Deus não perdeu nenhum dos primogênitos porque obedeceu celebrando a Páscoa. Para nós cristãos, a Páscoa aponta para a obra redentora de Cristo, o Cordeiro de Deus que tira o pecado no mundo, quando celebramos a ceia do Senhor estamos comemorando a vitória de Cristo sobre a morte e a vida eterna de comunhão que temos com Deus. Celebremos a ceia também pela fé que temos na obra de Cristo e obedeçamos a sua observância por ser uma ordenança de Cristo.

Diante do exemplo da fé de Moisés podemos ressaltar como a fé em Deus faz diferença. Jesus afirmou que Seu povo é o sal da terra e luz do mundo. As duas metáforas mostram o poder outorgado por Deus ao Seu povo para influenciar e combater as trevas. O povo de Deus dentre suas características é um povo de fé. Portanto, diante de tudo que temos afirmado nos apeguemos e meditemos na Palavra de Deus pois a fé vem pelo ouvir a Palavra de Deus. Quanto mais a Palavra tiver acesso as nossas vidas mais fé teremos e faremos assim mais diferença. As nossas escolhas, escalas de valores, resistência e obediência serão influenciadas pela fé fazendo diferença no mundo insosso e em trevas. “Porque todo o que é nascido de Deus vence o mundo; e esta é a vitória que vence o mundo, a nossa fé (1 João 5:14)

(O autor do artigo é o Pr. Eber Jamil, dono do blog).

IGREJA: CORPO DE CRISTO.

corpo de cristo

Uma das maiores figuras para descrever a Igreja é a do corpo. Paulo usa esta figura para a Igreja de Corinto que atravessava uma série de dificuldades que exigiam correção por parte do apostolo e utiliza a figura para outras igrejas mostrando ser esse o seu entendimento sobre o assunto. Nos capítulos de 12 a 14 de primeira Coríntios trata sobre os dons espirituais observando a preocupação com a unidade da Igreja tanto que afirma a Igreja como corpo de Cristo e a superioridade do amor sobre os dons. Ao fazer isto trouxe um amplo conhecimento para as igrejas da época e de todos os tempos sobre a interdependência que todos os servos de Deus possuem em relação aos outros e ao mesmo tempo afirma o Supremo comando de Cristo que é o cabeça da Igreja, Seu corpo.

A origem do corpo humano é divina que criou o ser humano do pó da terra. A origem da Igreja também é divina tendo como fundador Cristo, o Filho do Deus Vivo. Paulo ao usar o corpo como uma figura para a Igreja tinha o entendimento da origem da Igreja e das características semelhantes no modo de ser da Igreja com um corpo.

É importante ressaltar que há muitas igrejas locais e muitas denominações, mas no seu sentido universal há só uma igreja que forma um só corpo. Paulo escreveu: Ora, assim como o corpo é uma unidade, embora tenha muitos membros, e todos os membros, mesmo sendo muitos, formam um só corpo, assim também com respeito a Cristo. Pois todos nós fomos batizados em um Espírito, formando um corpo, quer judeus, quer gregos, quer servos, quer livres, e todos temos bebido de um só Espírito (1 Co 12: 12 e 13). Apesar da diversidade dos membros formamos um só corpo. Como Paulo também enfatizou: Ora, vocês, são o corpo de Cristo, e cada um de vocês, e individualmente, é membro desse corpo (1 Co 12:27). Ainda escreve aos Efésios que: Há um só corpo e um só Espírito, assim como a esperança para qual vocês foram chamados é uma só (Ef 4:4).

Todos os membros do corpo são necessários. Os mais e menos capacitados fazem parte do mesmo corpo. Não podendo haver superioridade, desprezo ou amargura de um para com o outro. Deus distribui cada um dos membros como quis. Paulo enfatiza que aqueles que reputamos como os mais fracos são necessários e Deus deu-lhes honra para que não houvesse divisão no corpo e todos sentissem o mesmo (1 Co 12:15-26).

Vejamos algumas características do corpo;

A interdependência segundo pesquisa no google é estado ou qualidade de duas pessoas ou coisas ligadas entre si por uma recíproca dependência, em virtude da qual realizam as mesmas finalidades pelo auxílio mútuo ou coadjuvação recíproca. Como corpo de Cristo há esta interdependência em seus membros. Romanos 12: 4-5 afirma: Assim como cada um de nós tem um corpo com muitos membros, e esses membros não exercem todas a mesma função, assim também em Cristo nós, que somos muitos, formamos um corpo, e cada membro está ligado a todos os outros.

Uma característica forte do corpo é a unidade de ação. Quando um membro do corpo se move para conseguir certo objetivo, todos os membros se movem no mesmo sentido. Os membros não vivem para si mesmos, mas lutam pelo bem de todo o corpo. Quando uma caneta cai no chão tenho que mover uma série de partes do meu corpo para pegar esta caneta. Assim é com o corpo de Cristo a obra de Deus dependendo da sua especificidade envolve muitos dos seus membros da Igreja ou todos eles.

Outra característica é que nenhum membro vive somente para si mesmo. A mão não trabalha para o seu sustento somente. Paulo escrevendo sobre suas dificuldades no seu trabalho ministerial ressaltou: Agora me alegro em meus sofrimentos por vocês e completo no meu corpo o que resta das aflições de Cristo, em favor do seu corpo, que é a Igreja (Cl 1:24)

Entendes tu isto?

Como alguém que tem fé em Jesus, você faz parte deste corpo, portanto “trabalhe” e “lute” para a manutenção, edificação e crescimento do corpo sabendo que Cristo é O Cabeça. Quando trabalhamos para o corpo trabalhamos para Cristo, o dono do corpo. A Glória é e sempre será dEle.

(O autor do artigo é o Pr. Eber Jamil, dono do blog).

 IGREJA:EDIFÍCIO DE DEUS.

Pedras vivas

Paulo usa palavras fortes para se dirigir aos Coríntios chamando-os de carnais, pois havia no meio deles inveja, contenda e dissensões (1 Co 3:1-3). Havia uma grande manifestação dos Dons Espirituais na Igreja, mas não necessariamente o amadurecimento do fruto do Espírito. Paulo nesta mesma epístola ressalta que o evangelho que ele pregou não era através da sabedoria humana, mas de Deus. Portanto, a Igreja não deveria girar em torno de personalidades humanas, mas sim de Cristo.

Para argumentar em prol da unidade da Igreja, Paulo compara a Igreja com um Edifício onde cada crente é uma pedra viva segundo Pedro. Mostrando a interdependência que há entre os membros (pedras) desse edifício.  A Igreja é como uma grande catedral que está sendo construída. O que Paulo usa é uma figura de linguagem natural fazendo paralelo com que acontece espiritualmente. Hoje em dia a ideia da Igreja está ligada a um prédio, mas não é isto que Paulo se referia. Ele tratava da reunião de todas pessoas que eram salvas, quer judeus, quer gentios, ou da reunião das pessoas salvas no seu sentido local, que formavam como que um edifício bem fundamentado. No grego a palavra é oikodome que significa: edifício ou para designar o processo de construção do edifício. Somos o edifício em que Deus está trabalhando. “Tendo por certo isso mesmo, que aquele que começou a boa obra a aperfeiçoará até o dia de Jesus Cristo”. Nesta obra de edificação, Deus não trabalha sozinho, ele nos faz trabalhadores junto com Ele (I Co 3:9).

Podemos pensar a Igreja no seu sentido universal ou no sentido local como fazia Paulo.  Ele quando escrevia aos Coríntios capítulo 3 pensava inicialmente no sentido local. Dando destaque a parte mais importante do Edifício que é o alicerce. O qual a Igreja no seu sentido universal já teve lançado por Deus, O Seu Filho Jesus.  A Igreja não é autossustentável. O alicerce da Igreja é Cristo e não um personalidade humana. Como cooperadores de Cristo alguns lançam este fundamento que é Cristo na Igreja local e outros edificam sobre ele. Paulo diz ser um sábio construtor o que devemos ser também. Edificar algo sem Cristo como fundamento é trabalhar em vão. O Edifício de Deus, que é a Igreja, está edificada na Rocha que é Cristo. Tempestades, perseguições e circunstâncias adversas a atingem, mas ela permanece de pé. Portanto, o sustendo de Igreja é O Senhor Jesus. Haverá sempre um remanescente fiel.

Paulo escrevendo aos Efésios esclarece que o fundamento tem como Jesus a pedra principal de esquina, os apóstolos e profetas compondo também o fundamento. Com esta afirmação de Paulo entendemos que a Palavra de Deus como um todo compõe o fundamento tendo Cristo como a Pedra Principal. Quando a Reforma Protestante reafirmou que em matéria e fé as Escrituras são suficientes para conduzir a Igreja reafirmou o fundamento que Paulo se referiu e que não pode ser substituído por outro porque poderá ser chamado de clube, mas não uma Igreja de Jesus Cristo. A Igreja não pode ter um outro fundamento que não seja o revelado nas Escrituras.

Temos que ver como edificamos sobre o fundamento posto por Deus. Se forem boas obras serão aprovadas por Deus,  obras que visam a eternidade, que são a prática do amor cristão, que buscam a Glória de Deus. Pois no Tribunal de Cristo nossas obras serão provadas e o que for de qualidade perecível será destruída. As obras serão provadas pelo fogo. As que permanecerem serão recompensadas com galardões. É importante ressaltar que somente o esforço não é garantia de que se está fazendo corretamente a edificação sobre o fundamento. A qualidade do que fazemos e a motivação com que fazemos também é considerada por Deus. A prova pela qual passarão as nossas obras são as mais justas que podem haver, pois serão realizadas no tribunal de Cristo. Nesse tribunal não haverá condenação, pois será para os justificados pela fé, mas haverá recompensa ou não pelas obras realizadas. Jesus disse em Apocalipse: “…Eis que cedo venho, e o meu galardão está comigo, para dar a cada um segundo a sua obra”.

(O autor do artigo é o Pr. Eber Jamil, dono do blog).