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A SOMBRA DE UMA CRUZ NO NATAL.

sombra da cruz

Existe uma música natalina bem tocante onde se canta que havia na ocasião do nascimento de Jesus uma sombra de um cruz. Creio que a ideia não é apenas oriunda do compositor. É fato que Jesus ao nascer tinha o objetivo de entregar-se por amor a nós numa cruz como se entregou. Parte do cântico tem a seguinte letra:

Existe algo ali junto ao berço

Cuja a forma uma cruz faz lembrar

Junto ao berço ali

Vejo a sombra de uma cruz

É a cruz que meu Jesus vai levar

(…)

Na manjedoura onde está Jesus a repousar

Eu posso ver a sombra de uma cruz

Aquele que é luz em noite fria posso ver

Vejo a sombra, vejo a sombra de uma cruz

(…)

Deus, o Soberano, de antemão já havia providenciado em seu coração a solução para a escolha pecaminosa que o primeiro homem faria e que afetaria toda a humanidade. Em Ap 13:8 mostra que Jesus foi o cordeiro de Deus morto antes da fundação do mundo. Portanto, antes dele ter tomado a forma e natureza humana, nascendo de Maria, Deus já havia planejado que um dia O Eterno Jesus nasceria no ventre de uma mulher conforme Gênesis 3:15 para depois dar sua vida em favor de muitos. Então, figuradamente é como se existisse a sombra de uma cruz na manjedoura.

O versículo central da Bíblia que é João 3:16 mostra que Deus enviou propositadamente a Jesus, Seu filho, para que o homem que cresse nEle não vivesse mais sobre a condenação eterna: Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna.

A história da humanidade sobre o domínio de Deus caminhou para que na Plenitude dos tempos Jesus viesse nascido de mulher (Gl 4:4) e depois fosse crucificado para a salvação dos homens. O nome dado por Deus a Jesus no seu nascimento é a forma grega do nome hebraico “Yeshua” que quer dizer “o Senhor Salva”, que no antigo testamento em português aparece como Josué, e no novo Testamento como Jesus. O nome Jesus foi aquele que o anjo do Senhor ordenou a José a dar ao filho de Maria, sua noiva, que nasceria (1:21). Portanto, o nome foi escolhido por Deus, em nome de quem o anjo falou. O nome descreve o que Jesus estava destinado a fazer: “Ele salvará o seu povo dos seus pecados” (1:21). Havia realmente como que uma sombra de cruz no nascimento de Jesus.

Na Bíblia percebemos que já aos doze anos de idade Jesus sabia que veio para cuidar dos “negócios” do Pai Celestial. Quando seus pais terrenos o acharam, pois haviam perdido ele de vista, conversando com os doutores em Jerusalém, Jesus falou para eles: “Por que é que me procuráveis? Não sabeis que me convém tratar dos negócios de meu Pai?”. Numa ocasião Jesus afirmou que seu alimento era realizar a vontade do Pai: A minha comida é fazer a vontade daquele que me enviou, e realizar a sua obra (Jo 4:34). Ele sabia a sua missão e sabia que tinha uma hora certa para que acontecesse. No seu primeiro milagre Maria lhe informou que estava faltando vinho no casamento e Jesus respondeu a ela que ainda não era a hora dele cumprir totalmente a vontade de Deus, mas na cruz Ele cumpriu e disse: Está tudo consumado!

Na semana que Ele seria crucificado uma comissão de gregos desejou falar com Ele e procuram Felipe dizendo: Queremos ver a Jesus. Muitos pregadores por inferência entendem que os gregos queriam convidar Jesus para ir a região da Grécia para apresentar seus ensinos. Se Jesus tivesse aceitado hoje o cristianismo seria hoje mais uma escola filosófica e não o evangelho de Deus. Jesus fala sobre a necessidade da sua morte e disse que tinha vindo do céu para este fim. Observe a narrativa de João nos versículos 22 a 27 do capítulo 12:

Filipe foi dizê-lo a André, e então André e Filipe o disseram a Jesus. E Jesus lhes respondeu, dizendo: É chegada a hora em que o Filho do homem há de ser glorificado. Na verdade, na verdade vos digo que, se o grão de trigo, caindo na terra, não morrer, fica ele só; mas se morrer, dá muito fruto. Quem ama a sua vida perdê-la-á, e quem neste mundo odeia a sua vida, guardá-la-á para a vida eterna. Se alguém me serve, siga-me, e onde eu estiver, ali estará também o meu servo. E, se alguém me servir, meu Pai o honrará. Agora a minha alma está perturbada; e que direi eu? Pai, salva-me desta hora; mas para isto vim a esta hora.

Esta sombra da cruz figuradamente na manjedoura mostra que desde os tempos eternos já estava ordenado por Deus que Jesus, Seu Filho, se entregasse por nós. A forma como Jesus perseverou neste propósito durante todo seu tempo na terra e fê-lo suportar a vergonha, o sofrimento da cruz é citada como exemplar na carta aos Hebreus. O autor diz que como servos de Deus estamos numa corrida para alcançar a semelhança de Cristo e devemos correr olhando para Jesus, o Autor e Consumador da fé, que cumpriu seu objetivo e hoje está à direita de Deus intercedendo por nós. Assim, acontecerá conosco – concluiremos a carreira, que deve ser desembaraçada, e alcançaremos pela fé do início ao fim o supremo alvo do cristianismo: ser semelhante a Jesus, pois é assim que o veremos. Que a sombra da cruz no natal seja uma inspiração para você continuar seguindo de perto a Jesus, renunciando a si mesmo, tomando sua cruz até por uma coroa trocar. Aleluia!

(O autor do artigo é o Pr. Eber Jamil, dono do blog).

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O NATAL E O FOCO DE INCÊNDIO.

foco de incendio

Quando pensamos em natal pensamos em nascimento, felicidade, paz, fraternidade, família reunida e muitos mais predicados positivos que a data traz à lembrança. Quando analisamos o primeiro natal vamos encontrar esses elementos, mas não houve só calmaria na época natalina. Uma forte oposição se levantou contra o nascimento de Cristo tendo como protagonista Herodes, o grande, rei da Judéia.

Como estava nos planos de Deus, a encarnação de Cristo, Herodes não conseguiu matar Jesus ainda infante. Haveria de chegar no tempo de Deus a crucificação de Cristo, mas não era a hora. Aquele não era o tempo da morte e ressurreição de Jesus. O natal foi tempo do seu nascimento, mas como na vida, nem tudo foram flores, entre anjos, pastores, magos, animais e estrela houve como que um incêndio em Belém, houve uma matança de crianças por parte de Herodes de dois anos para baixo. Uso a figura do incêndio como uma metáfora. Porque houve uma combustão no coração de Herodes. Houve um foco de incêndio em seu coração. Num incêndio real e atual entre as causas habituais podemos destacar falhas ou avarias nas instalações elétricas, acidentes com velas, cigarros ou outras fontes de calor. Com Herodes o foco da combustão no seu coração foi o orgulho. Ele ordenou uma matança pela espada de crianças tentando atingir o Salvador porque viu o seu poder ser ameaçado.

Herodes é um tipo de satanás. Ele foi influenciado pelo espírito luciferiano. Ele como monarca desfrutou de uma impunidade quase absoluta. Um dos seus primeiros atos no governo foi assassinar quarenta e cinco membros do Sinédrio. Também matou seu sogro e cunhado. Forjou um julgamento para matar sua esposa Mariana, e depois matou três de seus filhos. César Augusto disse que era melhor ser porco de Herodes do que seu filho (porque ele não comia carne de porco). Herodes, um pouco  antes de  morrer, mandou matar as pessoas mais representativas do seu reino para que houvesse choro no dia de sua morte. Morreu aos setenta anos e ao invés de choro houve alegria por parte do povo no dia da sua morte. Jesus nasceu no fim da vida de Herodes, quando esse julgava seus rivais eliminados, e quando suas perturbações domésticas chegaram ao auge. Com o nascimento de Jesus o orgulho e inseguro Herodes perturbou-se e satanás usou a vaidade de Herodes como um foco de incêndio para tentar impedir o nascimento do Messias.

Nem sempre entendo a palavra orgulho como algo pernicioso. Creio que num sentido benigno a palavra pode significar um certo amor-próprio ou contentamento por alguma conquista. Não creio que eu erre ao dizer que tenho orgulho da minha filha por quem ela é. Entretanto, creio que o orgulho na maioria das vezes pode ser soberba, que desagrada a Deus e faz com que Ele resista tal pessoa. A Bíblia chama isto de soberba da vida, que foi uma das causas do primeiro pecado do homem, que quis conhecer o bem e o mal como Deus conhecia comendo do fruto proibido. C. S. Lewis tem uma frase interessante: “o orgulho é a galinha sob a qual todos os outros pecados são chocados”. No caso de Herodes sua soberba, seu amor ao poder, seu orgulho e vaidade foi um foco de incêndio numa ocasião majestosa que foi o nascimento de Cristo. No salmo 19 o salmista Davi pede no versículo 13: Também da soberba guarda o teu servo, para que se não assenhoreie de mim. Então serei sincero, e ficarei limpo de grande transgressão. Davi chama de grande transgressão a soberba, que acaba se assenhorando da pessoa. Foi o lastimável caso de Herodes.

Tal espírito é tão distante da singeleza, e beleza do natal, do seu significado, mas como vimos no primeiro natal, tal espírito satânico se opôs frontalmente ao Espírito Santo que gerou no ventre de Maria, Jesus, O Filho de Deus, Emanuel, o Salvador. Mas, a soberba, o orgulho, a jactância, não venceram Jesus. Aliás na Bíblia vemos que Faraó, Manassés, Senaqueribe, Nabucodosor, Golias, a família Herodiana e tantos outros foram até onde Deus permitiu ir. Não prevaleceram contra Deus. Herodes, o Grande, mesmo tendo obsessão pelo trono não conseguiu vencer aquele que nasceu numa estrebaria e foi deitado numa manjedoura. Os soberbos deste mundo que esbravejam seus poderes para todo mundo ouvir como Hitler, Stalin e tantos outros se prostrarão diante daquele que tomou a forma de homem e nasceu em Belém. É o que está escrito em Filipenses capítulo 2: 5 – 11:

De sorte que haja em vós o mesmo sentimento que houve também em Cristo Jesus, Que, sendo em forma de Deus, não teve por usurpação ser igual a Deus, Mas esvaziou-se a si mesmo, tomando a forma de servo, fazendo-se semelhante aos homens; E, achado na forma de homem, humilhou-se a si mesmo, sendo obediente até à morte, e morte de cruz. Por isso, também Deus o exaltou soberanamente, e lhe deu um nome que é sobre todo o nome; Para que ao nome de Jesus se dobre todo o joelho dos que estão nos céus, e na terra, e debaixo da terra, E toda a língua confesse que Jesus Cristo é o Senhor, para glória de Deus Pai.

Neste natal entenda a importância de você andar em humildade com o teu Deus. Procure ter o mesmo sentimento que houve em Cristo Jesus. No livro de Miquéias que profetiza sobre o nascimento de Cristo na pequenina Belém mostra o que Deus deseja de nós neste natal e sempre no capítulo 6:6-8:

Com que me apresentarei ao Senhor, e me inclinarei diante do Deus altíssimo? Apresentar-me-ei diante dele com holocaustos, com bezerros de um ano? Agradar-se-á o Senhor de milhares de carneiros, ou de dez mil ribeiros de azeite? Darei o meu primogênito pela minha transgressão, o fruto do meu ventre pelo pecado da minha alma? Ele te declarou, ó homem, o que é bom; e que é o que o Senhor pede de ti, senão que pratiques a justiça, e ames a benignidade, e andes humildemente com o teu Deus?

Não é pirotecnia religiosa soberba que Deus quer. Ele quer que creiamos nEle e em Seu filho que Ele revelou.  Havendo fé genuína haverá coração contrito que Deus não rejeita. No natal não podemos ir na contramão do Deus que tomou a forma humana e nasceu numa estrebaria. Se queres andar com Deus só pode ser em fé e humildade.

(O autor do artigo é o Pr. Eber Jamil, dono do blog).

FRASES POSTADAS NO TWITTER 58.

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01\01\2017 – A consciência do amor Divino por nós traz segurança necessária para exercemos a nossa confiança nas demandas da vida.

02\02\2017 – Seja qual for a situação podemos contar com a Bondade e a graça de Deus. Não crie mecanismos de fuga da vida mesmo enfrentando situações difíceis.

03\01\2017 – Promessas feitas na Bíblia se cumpriram várias gerações seguintes. Mostrando que a história não está solta e que Deus tem cumprido a Sua vontade.

04\01\2017 – Servir a Deus não é uma negação da vida, mas pelo contrário, é de fato viver, encontrar o vértice de toda história, que é Jesus Cristo.

05\01\2017 A imprevisibilidade da vida é para todos. Então seja qual for a idade pode se manifestar a fé em Deus tendo já consciência para tal.

06\01\2017 – Na vida a estabilidade, moderação são fundamentais. Viver ancorado num mundo turbulento é essencial. Vive assim quem confia em Deus.

07\01\2017 – A consagração a Deus envolve tudo. Não somente o culto. É necessário reconhece-lo em todos os nossos caminhos, e assim endireitará nossas veredas.

08\01\2017 – A vida pessoal com Deus tem reflexo nos relacionamentos interpessoais e sendo bem vivida trará um testemunho positivo para o próximo.

09\01\2017 – Devemos cumprir em nossa geração a vocação missionária que nós temos. Sempre lembrando de cultivar nas crianças a visão missionária desde cedo.

10\01\2017 – Como servos de Cristo precisamos ter nas entranhas a necessidade de fazer a vontade do Pai. A Vontade de Deus não pode ser um complemento.

(O autor das frases é o Pr. Eber Jamil, dono do blog).

VERDADEIRO ABRIGO.

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Na iminência de sofrer um grande desastre o povo de Israel confiava que os seus sábios, fortes e ricos sobreviveriam. Muitas vezes nos refugiamos em falsos refúgios. Criamos em nossas mentes alvos, que nos tornarão inexpugnáveis. Pensamos ser intocáveis. Verdadeiramente fortes. Mas, pequenos detalhes podem nos fazer sucumbir dessas fortalezas imaginárias, pois são imaginárias.

Jeremias, o profeta, chorava de dia e de noite, quando pensava no que estava por vir. Avisou claramente que a sabedoria, a força e a riqueza humanas são limitadas e não poderiam resistir ao que estava para acontecer. Nada que se baseia no homem é invencível. Nem os mais poderosos e dominados por sua arrogância podem resistir o juízo divino.

Salomão foi o homem mais sábio que existiu depois de Jesus, mas foi vencido pela luxúria. Ninguém foi mais forte do que Sansão, mas o seu caráter o fez ser derrotado. O homem rico da parábola do rico insensato juntou dinheiro, mas acabou não deixando herdeiros para receber o que acumulou. Aquele que confia em si mesmo ou no que conquistou não tem alicerce sólido, pois mais se pense que tenha. É um embriagado de si mesmo, que o deixa desnorteado sujeito a grandes quedas.

Não podemos depositar a nossa confiança em nossas capacidades, pois são limitadas. Mas sim, no Deus que conhecemos, que age com Misericórdia, Justiça e Juízo em toda terra. As Misericórdias do Senhor são a causa de não sermos consumidos. Todo o poder pertence a Deus e é Ele que pode dar o homem o fundamento necessário para o enfrentamento das demandas da vida.

Conforme o profeta profetizou a essencialidade de uma vida bem fundamentada é o conhecimento que se tem de Deus. Quem tem Deus como sustento realmente terá um sustento, pois Deus não é uma criação da mente humana, mas a Origem de todos e Senhor da história, que provou em Jesus, que se é possível vencer o mundo com suas dificuldades e calamidades. Na vida de Jesus vemos o exemplo do que parece ser derrota na verdade ser vitória.

Percebemos que a obediência a Deus fortalece a estrutura da vida para que se persevere diante das dificuldades. Nada acontece sem a permissão Divina, que é bom, justo e julga o homem na sua integralidade. Conhecer o caráter de Deus fará diferença em meio as tribulações que enfrentamos. A fé no Deus que Jesus revelou e que as Escrituras registraram faz com que conheçamos e prossigamos em conhecer mais o Senhor.

Portanto, não nos ufanaremos, nos gloriaremos nas nossas falíveis capacidades. O nosso Deus é o nosso sustento e a Ele pertence toda a Glória. A arrogância não nos protege, mas nos ilude. Quem confia no Senhor é que estará seguro. Seja qual for a circunstância, louvaremos ao Senhor por aquilo que Ele é e sempre será: Misericordioso e governa todo o Universo. A glória humana que a sabedoria, a força e a riqueza trazem são passageiras. Acabam. Os que fazem a Vontade de Deus são os que permanecem. Portanto, se existe algo que devemos confiar e nos sustentar é em Deus, que é Soberano.

O conhecimento que Deus dá e recebemos pela fé não são elucubrações da nossa mente, mas revelação de Deus. Portanto, são verdadeiras. Experimentáveis. Praticáveis mesmo numa vida cheia de sobressaltos. Viverá pacificado quem encontrou o verdadeiro abrigo da vida, onde as lutas são enfrentadas com esperança, tendo consciência que a Vontade de Deus sempre triunfará. Aleluia!

(O autor do artigo é o Pr. Eber Jamil, dono do blog).

O QUE É RESILIÊNCIA?

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TEXTO: Romanos 12: 12: “Alegrai-vos na esperança, sede pacientes na tribulação, perseverai na oração”.

Resiliência é uma palavra que vem do latim resilio, que significa “voltar ao normal”. O conceito foi criado em 1807, pelo cientista inglês Thomas Young, que fazia estudos sobre a elasticidade dos materiais. O termo resiliência surgiu da Física e refere-se à capacidade que certos materiais têm de acumular energia quando submetidos a um esforço e, cessado o esforço, retornar ao seu estado natural sem sofrer deformações permanentes.

Exemplo: O que acontece com uma vara no salto em altura: quando o atleta toma impulso para saltar, a vara se curva, acumula energia, projeta o atleta sobre o obstáculo e depois retorna ao seu estado normal.

– Neste sentido, para os especialistas em comportamento humano, este termo se aplica ou se molda às pessoas que possuem um alto grau de capacidade para retornar ou dar a volta por cima às situações anteriores (ou originais), quando são vítimas de grandes investidas ou adversidades. Ser resiliente é ter a capacidade de recomeçar ou começar tudo de novo, depois de sofrer algum dano na vida, seja ele material, físico, ou espiritual. É também a força para recomeçar do Zero e fazer do limão da vida uma bela limonada.

ILUSTRAÇÃO: existem vários exemplos de pessoas resilientes na história, poderíamos citar Mandela, o iatista Lars Grael e tantos outros que deram a volta por cima. Dom Helder Câmara afirmava que “há pessoas como a cana. Mesmo postas na moenda, esmagadas de todo, reduzidas a bagaço, só sabem dar doçura”. Resiliência é uma graça de que todos nós precisamos e que está à nossa disposição.

– Não há como negar esta verdade, pois a provação ou a tentação é, incondicionalmente, fator inerente ao Cristianismo, porque todos estão sujeitos às intempéries da vida. Quem nunca foi nocauteado, ou passou por um sério problema, como, por exemplo: uma doença repentina, a perda do emprego, a falência de um negócio, a morte de alguém muito próximo, um golpe na vida espiritual, o trauma de um sequestro ou de um acidente, o rompimento do casamento que durava anos, de uma amizade muito forte, ou, ainda, a reprovação no vestibular ou em algum teste?

– Verdade é que a vida nos proporciona muitas surpresas, e nem todas agradáveis. Portanto, ser resiliente constitui-se num desafio constante para qualquer pessoa, seja ela cristã ou não-cristã.

Voltando ao texto: O apóstolo Paulo, aos Romanos, nos ajudam a sermos pessoas resilientes, pessoas que tem Jesus Cristo como o maior exemplo de perseverança, firmeza e fé. Romanos 12: 12: “Alegrai-vos na esperança, sede pacientes na tribulação, perseverai na oração”.

– Alegria na esperança (Não é ilusão, mas é vislumbrar, pela fé, o nascimento de um novo dia) A esperança é o ingrediente número um que possibilita à pessoa nocauteada por algum acontecimento traiçoeiro respirar a condição de voltar ao seu estado normal de vida: ¨Alegrai-vos na esperança¨.

Alegrar-se na esperança é ter a certeza de que a luta e o fracasso não são o fim, mas o começo de uma nova etapa.

Uma pessoa RESILIENTE, pela força dos olhos da esperança, afirma, PELA FÉ, que dias melhores virão e que o sinal verde vai aparecer no fim do túnel. Com Jesus, não há dúvidas de que somos mais do que vencedores (resilientes), porque o justo, ainda morrendo, tem esperança, Pv 14: 32 e Rm 8: 37.

– Paciência na tribulação: Paciência é um dos segredos para vencer qualquer obstáculo. No entanto, a síndrome da pressa, que é o mal do século, tem roubado do ser humano esta bênção. Quando o apóstolo diz que precisamos ser pacientes na tribulação, pode-se dizer que a capacidade de alguém dar a volta por cima a uma situação constrangedora vai exigir da pessoa uma personalidade firme e paciente.

– O apóstolo Tiago, ao exortar sobre a paciência, usa a figura do lavrador para ilustrar a importância desta virtude: ¨Eis que o lavrador espera o precioso fruto da terra, aguardando-o com paciência, até que receba as primeiras e últimas chuvas¨, 5: 7. Apesar de tudo que ocorreu em sua vida e família, Jó conseguiu voltar ao primeiro estado ou à normalidade do dia-a-dia, porque foi paciente na tribulação: ¨Ouvistes qual foi a paciência de Jó, e vistes o fim que o Senhor lhe deu…¨, Tg. 5: 11.

– O Salmo 40 nos diz: Esperei com paciência pelo Senhor, e Ele inclinou para mim e me socorreu, quando clamei por socorro.

-. Perseverança na Oração: Perseverar é não desistir. Perseverar é uma grande virtude! De acordo com o dicionário português perseverança é: insistir numa carreira, num trabalho, numa empresa; ser estável; permanecer. Jesus disse a Jairo: Não desista, continue crendo…

– Paulo fala em perseverança na oração, relacionar-se com Deus no dia-a-dia. Não há como sobreviver no mundo espiritual sem a prática do princípio da oração. Na parábola do juiz iníquo, descrita em Lucas 18: 1-11, Jesus deixou bem claro que é preciso orar sempre (perseverar) sem nunca esmorecer, v. 1. Uma pessoa movida pela fé e oração é impulsionada a tomar iniciativas, adquirindo, assim, uma postura de coragem e motivação frente à luta. Ana, só conseguiu dar a volta por cima e chegar ao estado normal de mãe (pois era estéril e Deus lhe deu um filho), porque persistiu na comunhão e serviço a Deus: “…perseverando ela em orar perante o Senhor”, 1Sm 1: 11.

CONCLUSÃO: Se você já passou ou está passando por algum estresse, algum problema, angustia, decepção ou até mesmo um período de luto; saiba que você é forte, creia na palavra de Deus, “Tão somente seja forte, pois tu faras este povo entrar na terra que prometi”. Seja forte, persevere na oração, no serviço a Deus, pois aquele que promete é fiel e não vai falhar com você, o salmista diz: Tu és o meu socorro bem presente na hora da angustia. Quantas pessoas desistiram no meio do caminho, quantas perderam a paciência, outras abandoaram a fé e já não segue mais a Cristo. O escritor aos hebreus nos ensina: Nós, porém, não somos dos que retrocedem e são destruídos, mas dos que creem e são salvos. Hebreus 10:39.

Deus em Cristo Jesus vos abençoe!

Pr. Wasny

FONTES DE PESQUISA: A Bíblia, Dicionário Português, Internet, Rev. Ednaldo Breve.

Pr. Wasny S. Andrade

Secretário Executivo da Lerban

ESTEVÃO – HOMEM CHEIO DO ESPÍRITO SANTO.

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At 6:8- E Estêvão, cheio de fé e de poder, fazia prodígios e grandes sinais entre o povo.

O nome Estevão significa coroa. De fato, Estevão receberá uma coroa no dia da volta do Senhor, pois ele faz parte daquela promessa: sê fiel até a morte e dar-te-ei a coroa da vida. Ele foi fiel até a morte. Quando pensamos em um homem cheio do Espírito pensamos numa pessoa que possui dons espirituais portentosos, como: profecia, fé, operação de milagres etc. Entretanto, ao observarmos a vida de Estevão veremos outras características. Nem sempre termos dons espirituais são sinais de uma vida cheia do Espírito. A vida cheia do Espírito é uma vida dominada pelo Espírito, e Estevão era dominado. Citarei algumas características de um homem cheio do Espírito.

I – CHEIO DE FÉ (At 6:8). Era um homem que agradava a Deus, pois vivia pela fé. A fé dele não era fé na fé. Também não lidava com a fé como um ente dissociado e separado de Deus. A fé dele era em Jesus. Tinha como alvo a Cristo. A pessoa cheia do Espírito tem que ser cheia de fé.

II – CHEIO DE SABEDORIA (At 6: 3,10). A sabedoria que Estevão possuía não era mero conhecimento. Era algo que era vivenciada na prática. Ele conseguia refutar os contradizentes. Tinha a resposta para os dilemas apresentados. Ser cheio do Espírito é ter a sabedoria que vem do alto.

III –SEMBLANTE TRANQUILO (At 6:15). Diante da acusação injusta o seu semblante assemelhava-se a de um anjo. A sua face mostrava o estado do Espírito dele: paz e serenidade. A pessoa cheia do Espírito refletirá no seu semblante a tranqüilidade que Deus dá.

IV – CHEIO DA PALAVRA DE DEUS. Algo que percebemos na defesa que Estevão faz de si mesmo é o conhecimento da Palavra de Deus. Ele faz um passeio dos patriarcas até os profetas. Sintetiza todo o Antigo Testamento. Ele tinha poder, mas tinha o conhecimento da Palavra. Não podemos divorciar a Bíblia do Poder de Deus. Ambos precisam andar juntos. Parece que muitas vezes aquele que tem o poder não tem a Palavra, e aquele que tem a Palavra não tem o poder. Não deve ser assim.

V – CHEIO DA VISÃO CELESTIAL (At 7:55 e 56). Bem próximo do seu apedrejamento Estevão vê os céus abertos e Jesus de pé. O homem cheio do Espírito tem na sua visão Jesus como foco. Ele vê as coisas numa perspectiva celestial. Os céus para ele estão desnudos. A situação em volta era crítica. Muito ódio. Raiva. Rancor. Injustiça. Ranger de dentes. Entretanto, Estevão viu o céu. Uma pessoa cheia do Espírito terá uma perspectiva adequada das situações da vida.

VI – CHEIO DE AMOR (At 7:60) – Estevão enquanto estava sendo apedrejado intercedeu pelos seus agressores. Pediu a misericórdia. Clamou para que O Senhor não considerasse tal pecado. Era cheio do Espírito, portanto cheio de amor. Assemelhou-se a Jesus quando pediu o perdão daqueles que o crucificaram. Muitos que pensam ser cheio do Espírito são cheios de si. Egoístas. Estevão sofrendo dores agudas intercedeu por outros. Ele era de fato um seguidor de Jesus cheio do Espírito.

VII – SABIA PADECER POR AMOR A CRISTO (At 7:57) – O sofrimento e perseguição sofrida por Estevão não o levou a amargura e ódio. Ele soube passar pelo sofrimento sem ser vencido pelo mesmo. A postura dele deixou marcas profundas no coração de Saulo que depois se tornaria o Apóstolo Paulo. Saulo que consentiu na morte dele depois da conversão certamente teve Estevão como exemplo. Anos mais tarde Paulo seria martirizado por amor a Cristo.

Lucas descreve a morte de Estevão com a palavra adormeceu. Mesmo diante da crueldade e dor lancinante da morte de Estevão, Lucas percebeu que para Estevão foi um adormecimento. Estevão sentiu muitas dores. Foi uma morte lenta. Entretanto, a visão que ele teve de Jesus em pé e dos céus abertos minoraram o seu sofrimento. Como a Bíblia falou acerca de Abel que o sangue dele falava até hoje. Certamente o sangue de Estevão também fala como o primeiro mártir cristão.

O QUE EU PRECISO SABER QUANDO PADECER PELA CAUSA DE CRISTO?

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É quase estranho falar de padecimento numa ambiência onde a teologia da prosperidade campeia. Entretanto, o padecimento pela causa de Cristo é inerente a vida cristã. Andamos e vivemos numa contra cultura, num mundo que jaz no maligno e padecemos perseguições. A primeira carta de Pedro foi escrita durante a perseguição neroniana e tem muito a nos ensinar sobre o assunto. Como Pedro mesmo escreveu, ele não tratou do sofrimento causado pelos próprios pecados, mas sim sobre o padecimento pela causa de Cristo. Pedro na sua saudação final disse:

E o Deus de toda graça, que em Cristo Jesus vos chamou à sua eterna glória, depois de haverdes padecido um pouco, ele mesmo vos aperfeiçoará, confirmará, fortificará e fortalecera. (1 Pedro 5:10).

Nesta saudação de Pedro vejo elementos que precisamos saber quando padecemos perseguições. Vejamos os elementos em oito lições.

Primeira lição, Deus é o Deus de toda graça. Ele permite o padecimento, mas temos a certeza que o fim é gracioso. Ele administra toda a nossa existência baseando-se na Graça. A Sua Graça nos basta e seu Poder se aperfeiçoa em nossa fraqueza.

Segunda lição, nós estamos intimamente ligados a Deus através de Cristo. Portanto, se Cristo sofreu também sofreremos. Se Cristo foi glorificado seremos também glorificados. Estar em Cristo significa que nos alimentamos da seiva que vem Cristo, que nos fortalece durante o padecimento. Paulo usou a expressão “em Cristo” cento e sessenta e quatro vezes mostrando a significação desta posição.

Terceira lição, o objetivo final de Deus é que compartilhemos da Sua glória. O sofrimento não é sem propósito. Deus em Sua Graça conduz o crente, que muitas vezes passa por perseguições, ao propósito de glorificação. Uma vez, verdadeiramente, em Cristo nosso caminho será até a perfeição, ou seja, glorificação.

Quarta lição, o padecimento é relativo e passageiro em comparação a eterna glória reservada para nós. O padecimento dura pouco, a eterna glória é eterna. Pedro relativizou o sofrimento, mas muitas vezes temos a tendência de colocá-lo em nível absoluto. Entretanto, pela Graça de Deus o padecimento dura apenas um pouco. Ele é breve e passageiro.

Quinta lição, Deus usa o sofrimento para nos aperfeiçoar. Até se chegar à perfeição existe um caminho e tal caminho, muitas vezes, passa pela perseguição e afronta pela causa de Cristo. Quando isto acontecer saiba que Deus está promovendo seu crescimento e amadurecimento em nós.

Sexta lição, Deus confirmará seu propósito escatólogico em nossas vidas. As promessas de Deus serão cumpridas em nossas vidas. O projeto divino não ficará incompleto. Ele cumprirá seu propósito em nós.

Sétima lição, Deus nos fortalece e fortificará de tal forma que nunca iremos descair da posição que ocuparmos na glória celeste. A força de Deus nos envolverá.

Oitava lição, a Igreja será um edifíco concluído, perfeito, que estará alicerçado de tal forma que nada abalará e mudará seu estado de glória. Nesse edifício somos pedras vivas cujo alicerce é inabalável.

Resumindo, Pedro trata na sua epístola sobre o sofrimento pela causa de Cristo. Aprendemos que devemos relativizar o sofrimento causado pela fé em Jesus. Por mais que doa e seja agudo, não deve ser absolutizado por nós. A Graça dEle sempre será dispensada em nosso favor. As coisas nos contribuem para um propósito maior e eterno – a Glória dEle. Estamos ligados em Jesus e temos comunhão com Deus através dEle. Deus usa o sofrimento para nos aperfeiçoar e todo seu propósito será confirmado em nós, assim seremos fortes e teremos um alicerce seguro e inabalável.

(O autor do artigo é o Pr. Eber Jamil, dono do blog).