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A DIFERENÇA QUE A FÉ FAZ.

moises

Todos nós estamos envolvidos com outras pessoas, incluídos numa família, num grupo ou em uma comunidade. Porém, somos pessoas diferentes, ímpares, que de alguma forma evidenciará suas características particulares. Dentre as virtudes que fazem diferença a fé se destaca. A presença dela ou sua ausência é realmente perceptível. Uma vida de fé em Jesus será um referencial para os demais que são regidos pelo que se vê, mas aquele que crê caminha vendo o que os olhos não podem ver de forma segura e direcionada por causa do Seu alvo – Jesus e adentra nas maravilhas espirituais contidas nEle.

O capítulo 11 de Hebreus destaca vários homens que creram por isto fizeram diferença em suas gerações cujas histórias são contadas até os dias de hoje e exemplos para nós. Dentre as pessoas citadas está Moisés cuja importância para a história da fé é vital. O autor enfatiza que Moisés teve uma vida de fé e que seus pais que lhe antecederam mostraram também ter e por isto ele foi um poderoso instrumento nas mãos de Deus de uma revolução na história da humanidade. Um povo escravizado foi liberto e Deus lhes outorgou uma lei que se tornou o maior referencial ético comportamental da história. Tudo isto aconteceu com Moisés porque ele creu no Eu sou o que Sou.

A fé na vida de Moisés foi um diferencial nas suas escolhas. Ele recusou ser chamado filho da filha de faraó e desfrutar dos prazeres do Império Egípcio para escolher ser maltratado com o povo de Deus. Ele escolheu as coisas eternas e não temporárias. Certamente se optasse pelo seu status de filho da filha de Faraó teria muito prestígio. O mundo tem um certo prazer a oferecer, mas como Moisés devemos preferir os valores eternos e não os temporais. A fé enxerga além da nossa visão terrena. Moisés tinha visto a Glória do Egito, mas preferiu se unir aos escravos. Quantos não fazem a opção contrária e escolhem os que os olhos podem ver, as mãos podem tocar, os sentidos podem perceber, mas Moisés mesmo sabendo do sofrimento optou pelo Povo de Deus do qual ele fazia parte e também atender o chamando de Deus para uma grande obra. Muitos hoje em dia preferem viver o momento, dar vazão ao sentimento e não optam pelo desconforto de renunciar em favor de algo mais duradouro, permanente. Moisés pela fé fez o caminho contrário e nós devemos fazer também. A fé faz diferença nos tipos de escolhas que fazemos.

Ainda pensando no exemplo de Moisés percebemos que a fé faz uma diferença em nossas escalas de valores. Consideramos as coisas espirituais mais importantes porque temos fé. Moisés preferiu a vergonha e a humilhação que Cristo passaria do que os tesouros do Egito, porque olhava para o galardão. Esaú trocou a primogenitura por um prato de lentilhas, mas Moisés preferiu as humilhações por ser servo de Deus porque ansiava as recompensas celestiais que lhe seriam dadas. Aquilo que nós preferimos revela muito do que somos. Vemos que Moisés era uma pessoa de fé porque a sua preferência estava em algo que ele tinha convicção que receberia, ele preferiu aquilo que seus olhos espirituais enxergavam do que todas as riquezas do Egito que ele conheceu e viu com seus olhos carnais. Jesus sofreu a humilhação da cruz e do martírio, foi considerado pelos homens maldito. A preferência de Moisés foi ficar com a profecia que havia recebido sobre o sofrimento de Cristo identificando-se com seus vitupérios do que as riquezas que poderia possuir sendo filho da filha de Faraó. Na vida também renunciamos muitas coisas porque pela fé preferimos os valores espirituais advindos de Deus porque temos a convicção que receberemos a recompensa, que é o galardão, das mãos de Deus.

A fé faz diferença também no modo como enfrentamos a oposição, a ameaça e o medo por fazermos a Obra de Deus. Moisés confrontou o maior império do seu tempo com todo o seu poderio militar porque olhava para o invisível, para O Deus que ele servia, e não foi vencido pelo medo. A fé fez ele resistir, não temer, avançar para a conquista do objetivo de Deus. O mundo cujo sistema pecaminoso é dominado por satanás persegue, ameaça aqueles que servem a Jesus, mas não o viram, porém creem. Olhando para Jesus precisamos resistir as ameaças e a oposições em diversos níveis que o mundo nos faz com a convicção que O Deus que não vemos com os olhos carnais está conosco, que Ele é o nosso refúgio. A firmeza da fé de Moisés fez ele olhar o Deus invisível e ter resistência não temendo a o ódio de Faraó que desejava manter o povo escravo de todas as formas que lhe fosse possível. Nas duras provas da vida a fé faz uma diferença essencial. Quem crê no Senhor é revestido de força e ânimo para enfrentar as dificuldades.

Ainda pensando na diferença que a fé fez na vida de Moisés percebemos que a fé fez diferença na vida de obediência a Deus por parte dele. Depois de nove pragas enviadas ao Egito Deus anuncia a décima praga a Moisés que seria a pior e última praga. Nenhuma família egípcia iria escapar. Haveria a morte do todos os primogênitos. Deus orientou a Moisés a conduzir ao povo de Deus celebrar pela primeira vez a Páscoa, uma das festas mais importante para os judeus, que comemoraria a libertação do povo de Israel do Egito e livraria o povo Deus da morte dos primogênitos. A celebração envolvia a refeição de um cordeiro e aspersão do seu sangue nos umbrais das portas. Moisés obedeceu e orientou o povo a celebração conforme Deus lhe orientara. Quem tem fé vence o mundo. Quem tem fé obedece. A morte dos primogênitos foi uma grande praga, mas o povo de Deus não perdeu nenhum dos primogênitos porque obedeceu celebrando a Páscoa. Para nós cristãos, a Páscoa aponta para a obra redentora de Cristo, o Cordeiro de Deus que tira o pecado no mundo, quando celebramos a ceia do Senhor estamos comemorando a vitória de Cristo sobre a morte e a vida eterna de comunhão que temos com Deus. Celebremos a ceia também pela fé que temos na obra de Cristo e obedeçamos a sua observância por ser uma ordenança de Cristo.

Diante do exemplo da fé de Moisés podemos ressaltar como a fé em Deus faz diferença. Jesus afirmou que Seu povo é o sal da terra e luz do mundo. As duas metáforas mostram o poder outorgado por Deus ao Seu povo para influenciar e combater as trevas. O povo de Deus dentre suas características é um povo de fé. Portanto, diante de tudo que temos afirmado nos apeguemos e meditemos na Palavra de Deus pois a fé vem pelo ouvir a Palavra de Deus. Quanto mais a Palavra tiver acesso as nossas vidas mais fé teremos e faremos assim mais diferença. As nossas escolhas, escalas de valores, resistência e obediência serão influenciadas pela fé fazendo diferença no mundo insosso e em trevas. “Porque todo o que é nascido de Deus vence o mundo; e esta é a vitória que vence o mundo, a nossa fé (1 João 5:14)

(O autor do artigo é o Pr. Eber Jamil, dono do blog).

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PRESOS, PORÉM, LIVRES!

paulo e silas

Quando pensamos em prisões pensamos normalmente nas prisões tradicionais onde os criminosos estão detidos por causa dos seus crimes que foram julgados pela justiça, mas há outros tipos de prisões que podem deter e impedir pessoas de se movimentarem livremente e desembaraçadamente. O prisioneiro, escrevamos assim, é o indivíduo que está privado da sua liberdade de forma variadas.

A história acontecida com Paulo e Silas em Filipos mostram tipos de prisões diferentes e não somente aquela em que eles foram lançados injustamente. Há muitos tipos de prisões como as espirituais, a ganância, medo e há aqueles que estando presos são verdadeiramente livres.

A prisão espiritual é retratada nessa história em Filipos. Durante o seu trabalho de evangelização Paulo foi importunado por uma menina que era escrava e possessa por um espírito de adivinhação. Era uma pessoa explorada pelos seus senhores e possuída por espíritos demoníacos. Portanto, vivia numa prisão espiritual. A adivinhação dela não era um truque, ou uma superstição, mas eram espíritos do mal que faziam ela adivinhar. Especificamente o espírito que possuía era conhecido na religião grega como píton, que era uma cobra imensa, por isto ela era chamada de pitonisa. Como esta menina há muitas pessoas em prisões espirituais que pode até parecer trazer alguma vantagem, mas o inimigo dá para prender e impedir a pessoa de conhecer a Deus. O inimigo dá para depois aniquilar totalmente a pessoa. Na Bíblia vemos muitos exemplos destes tipos de prisão espiritual por possessão demoníaca. Essa menina foi liberta pelo poder de Deus e perdeu a capacidade demoníaca de adivinhar.

Nessa história vemos outro tipo de prisão que é a ganância, a ânsia exagerada pelo ganho. A menina pitonisa era escrava de determinados senhores que lucravam com sua adivinhação. Quando ela foi livre do espírito de adivinhação parou de dar lucro para seus senhores que se sentiram atingidos profundamente pela perda. Eles eram prisioneiros da ganância tanto que não se alegraram com a libertação espiritual da moça, pelo contrário sentiram se prejudicados com tal libertação. Para eles a moça era uma mercadoria. O objetivo deles era lucrar. Quando viram perder o lucro prenderam Paulo e Silas, e os levaram à praça, à presença dos magistrados que juntamente com a multidão acoitou-lhes depois de rasgar suas vestes. Não houve um cuidado na hora de apurar com justiça o que Paulo e Silas fizeram. A ânsia de puni-los pela perda do lucro foi tão grande que negligenciaram a cidadania romana deles e os açoitaram sem um julgamento. Paulo em outra ocasião ao escrever a Timóteo afirmou que o amor ao dinheiro é a raiz de todos os males. Esses senhores envolvidos pela ganância cometeram injustiças e arbitrariedades.

Ainda vendo alguns tipos de prisões vemos aqui que havia outros prisioneiros na prisão em que Paulo e Silvas foram lançados, que estavam ali trancafiados pela justiça dos homens por causa dos crimes cometidos. Esses eram pessoas que normalmente classificamos como prisioneiros. Hoje em nosso País temos uma população carcerária maior do que as nossas prisões comportam e os prisioneiros estão em condição sub-humana sujeitos há vários tipos de males. O indivíduo que paga pelo seu crime encara os efeitos dos seus atos cometidos e muitos desses não se reabilitam voltando depois para a sociedade piores do que entraram com algumas exceções, é claro. Podemos dizer que estes tipos de prisioneiros são aqueles tipicamente que vemos como tais. Homens e mulheres continuam sendo presos por cometerem crimes que agridem a sociedade e a Deus.

Neste acontecimento há também o prisioneiro pelo medo, que foi o carcereiro, que era responsável por manter os prisioneiros trancafiados e acorrentados. Apesar de parecer que ele tinha liberdade ele estava agrilhoado pelo medo. Como carcereiro ele era responsável pela manutenção dos prisioneiros em seus cárceres podendo pagar com a vida se algum deles fugissem. Percebemos pela história que ele vivia em tensão sabendo dos riscos que ele corria e temia sobremaneira a fuga de algum prisioneiro. Ele temia a punição de seus superiores que seria possivelmente a morte. Quando ele notou que depois do terremoto acontecido na prisão porque Paulo e Silas cantavam e os prisioneiros tiveram seus grilhões quebrados, cadeias abertas e eles poderiam fugir, ele tentou o suicídio. Mas, foi interpelado por Paulo e Silas que impediram a ele cometer o mal contra si mesmo. Paulo gritou: não te faças nenhum mal, que todos aqui estamos. O carcereiro cônscio de que estava acontecendo pediu ajuda a Paulo e Silas dizendo: Senhor, que é necessário que eu faça para me salvar? Paulo respondeu: Crê no Senhor Jesus Cristo e serás salvo, tu e tua casa. O carcereiro creu e foi liberto da prisão do medo pois levou Paulo e Silas para sua casa, lavou as feridas deles, foi batizado, pôs a mesa para eles e alegrou-se com todos da sua casa que creram em Jesus e foram batizados.

Enquanto, Paulo e Silas em parte do acontecimento estiveram presos de fato e em verdade nunca deixaram de ser livres. Mesmo açoitados e com os pés no tronco que era um instrumento de tortura, construído de tal modo que forçava as pernas ficarem bem separadas uma da outra e causando assim grandes sofrimentos estavam espiritualmente livres. Em Cristo, podemos passar situações imobilizantes, porém, seremos verdadeiramente livres. Podemos ser limitados na saúde, nas finanças, socialmente, nos relacionamentos, mas em Cristo seremos livres.  Como Paulo dizia, preso pela justiça, por pregar o evangelho, se dizia livre e prisioneiro de Cristo. Quem está ligado a Jesus está verdadeiramente livre. É servo de Cristo, mas é uma servidão voluntária onde há verdadeira liberdade. Paulo e Silas presos injustamente cantaram a meia noite. Mesmo nesta condição e feridos impediram o carcereiro de cometer o suicídio. Aceitaram ir em sua casa, e tiverem suas feridas lavadas por ele sem ressentimentos, pregaram o evangelho para todos da casa e ainda batizaram o carcereiro e os familiares porque apesar de tudo sempre foram livres em Cristo Jesus mesmo que passando por uma situação limitante certa vez falou: Se, pois, o Filho vos libertar, verdadeiramente sereis livres (João 8:36). Paulo e Silas foram presos, porém, eram verdadeiramente livres.

Talvez você que está em Cristo possa estar passando por uma situação limitante, mas é verdadeiramente livre.

(O autor do artigo é o Pr. Eber Jamil, dono do blog).

A FELICIDADE DOS QUE CHORAM.

choro

Bem-aventurados os que choram porque serão consolados.  Esta bem-aventurança de Jesus afirma que na Vida Cristã a felicidade passa pelo choro. Nós imaginamos, muitas vezes, que só existe o sorriso na vida cristã, mas existem lágrimas, e por sinal, especificamente essas lágrimas são poucas derramadas. Muita gente que serve a Deus esquece ou não sabe que estas lágrimas são necessárias e vitais para a vida com Deus. Se não sentirmos esse tipo de tristeza não seremos realmente felizes. Parece uma afirmação paradoxal, mas conforme eu for expondo você entenderá o significado.

De que choro Jesus falou? O choro de arrependimento pelos nossos pecados. Paulo escrevendo aos coríntios fala deste tipo de tristeza como uma tristeza segundo Deus e quando escreveu sobre esta tristeza contrastou com a tristeza segundo o mundo que leva a morte. Na Bíblia há muitos exemplos destes dois tipos de tristezas. Pedro por ter negado a Jesus sentiu a tristeza segundo Deus e se arrependeu. Judas por ter traído a Jesus sentiu a tristeza segundo o mundo e enforcou-se. Davi diante dos pecados que não saiam diante dele ele sentiu a tristeza segundo Deus e se arrependeu. Saul não sentiu a tristeza segundo Deus e de derrocada em derrocada acabou tirando a própria vida.

A tristeza segundo Deus nos põe cara a cara com a nossa concupiscência, que é a nossa inclinação para o pecado, e nos põe cara a cara com a incapacidade de solucionar o problema do pecado, o que nos leva a Deus pelo Espírito Santo como único que pode nos perdoar através de Jesus. O choro segundo o mundo nos faz cometer antropofagia em nós mesmos porque quando não buscarmos Deus como solução violentamos a nós mesmos com o sentimento de remorso.

Podemos entender o tipo de choro que Jesus se referiu quando observarmos quando próprio Jesus chorou e uma das duas vezes foi quando Jesus viu o choro das irmãs de Lázaro pela morte dele e pela comoção da multidão em torno do acontecimento. Jesus viveu assim o que Paulo mais tarde recomendaria: chorai com os que choram. Jesus sentiu a dor do outro. Percebeu o drama que é para o ser humano perder alguém. Mesmo sabendo que haveria de ressuscitar Lázaro não deixou se conturbar pelo dor alheia. Bem-aventurados são os que choram com os que choram.

A outra vez que Jesus chorou somente Lucas relata o fato. Aproximando-se de Jerusalém Ele chora afirmando que Jerusalém seria destruída pelos inimigos o que aconteceu em 70 d.C., quando as tropas romanas cercaram e destruíram a cidade. Jesus chorou pela falta de senso de oportunidade que Jerusalém teve com a sua entrada triunfal e desperdiçando a oportunidade de arrependimento. O choro foi pela calamidade, pelo desperdício, pela obstinação da cidade.

Voltando ao entendimento sobre a tristeza segundo Deus creio que a temos quando choramos pelos nossos pecados, dos outros e pela obstinação para o mal do próximo. Temos os exemplos da situação de Jesus acerca de Jerusalém e a comoção que Daniel teve registrada no seu livro com seu nome e autoria no capítulo 9. Daniel faz uma oração e confessa a Deus seus pecados e os do seu povo. Ele estava preocupado com a profecia de Jeremias acerca do cativeiro que duraria 70 anos, que já chegava ao fim, e pediu a restauração do Templo e do Povo a Deus. Chorar pelos pecados dos outros também é uma tristeza segundo Deus e por isto bem-aventurada.

A bem-aventurança inclui uma promessa: eles serão consolados. A consolação do choro dentre os significados podemos destacar seu caráter fisiológico. Ao chorar fisicamente depois sentimos um certo alívio. O choro é no seu aspecto fisiológico um certo escape para a dor do corpo ou da alma. A tristeza segundo Deus, que pode nos levar o choro, é a primeira etapa do arrependimento e havendo-o há depois a confissão, o abandono e novo conduta, ou seja, o penitente é consolado. O Resultado será o consolo e a felicidade de ser perdoado. O perdão não acontece por causa do choro, mas por causa do sacrifício de Jesus. Entretanto, o arrependimento, muitas vezes, manifesta-se através das lágrimas. Agora quando a tristeza segundo Deus é pelo dor alheia habilita a apoiar o triste no seu momento de aflição recebendo a consolação ao ver o outro de alguma forma sendo ajudado. Quanto aos que choram pelos pecados alheios estes tornam-se verdadeiros intercessores que não oram com formalidade, mas com amor e entrega, encontrando o consolo no amor de Deus que está compartilhando pelo próximo.

Concluindo podemos afirmar que a Bem-aventurança deixa implícita que quando os que choram segundo Deus estão em sintonia com Deus e por isto são consolados. Este choro é sinal de inquietude no relacionamento com Deus, com relação a si mesmo ou com o próximo e este é bem-aventurado. No futuro próximo a bem-aventurança também se refere ao estado final de Glória no céu, onde o consolo de Cristo será completo, pois o pecado não existirá mais. O choro segundo Deus pode ser incialmente de tristeza, mas a promessa para os que choram assim é consolação, ou seja, a felicidade segundo Deus passa pelo choro.

(O autor do artigo é o Pr. Eber Jamil, dono do blog).

A SOMBRA DE UMA CRUZ NO NATAL.

sombra da cruz

Existe uma música natalina bem tocante onde se canta que havia na ocasião do nascimento de Jesus uma sombra de um cruz. Creio que a ideia não é apenas oriunda do compositor. É fato que Jesus ao nascer tinha o objetivo de entregar-se por amor a nós numa cruz como se entregou. Parte do cântico tem a seguinte letra:

Existe algo ali junto ao berço

Cuja a forma uma cruz faz lembrar

Junto ao berço ali

Vejo a sombra de uma cruz

É a cruz que meu Jesus vai levar

(…)

Na manjedoura onde está Jesus a repousar

Eu posso ver a sombra de uma cruz

Aquele que é luz em noite fria posso ver

Vejo a sombra, vejo a sombra de uma cruz

(…)

Deus, o Soberano, de antemão já havia providenciado em seu coração a solução para a escolha pecaminosa que o primeiro homem faria e que afetaria toda a humanidade. Em Ap 13:8 mostra que Jesus foi o cordeiro de Deus morto antes da fundação do mundo. Portanto, antes dele ter tomado a forma e natureza humana, nascendo de Maria, Deus já havia planejado que um dia O Eterno Jesus nasceria no ventre de uma mulher conforme Gênesis 3:15 para depois dar sua vida em favor de muitos. Então, figuradamente é como se existisse a sombra de uma cruz na manjedoura.

O versículo central da Bíblia que é João 3:16 mostra que Deus enviou propositadamente a Jesus, Seu filho, para que o homem que cresse nEle não vivesse mais sobre a condenação eterna: Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna.

A história da humanidade sobre o domínio de Deus caminhou para que na Plenitude dos tempos Jesus viesse nascido de mulher (Gl 4:4) e depois fosse crucificado para a salvação dos homens. O nome dado por Deus a Jesus no seu nascimento é a forma grega do nome hebraico “Yeshua” que quer dizer “o Senhor Salva”, que no antigo testamento em português aparece como Josué, e no novo Testamento como Jesus. O nome Jesus foi aquele que o anjo do Senhor ordenou a José a dar ao filho de Maria, sua noiva, que nasceria (1:21). Portanto, o nome foi escolhido por Deus, em nome de quem o anjo falou. O nome descreve o que Jesus estava destinado a fazer: “Ele salvará o seu povo dos seus pecados” (1:21). Havia realmente como que uma sombra de cruz no nascimento de Jesus.

Na Bíblia percebemos que já aos doze anos de idade Jesus sabia que veio para cuidar dos “negócios” do Pai Celestial. Quando seus pais terrenos o acharam, pois haviam perdido ele de vista, conversando com os doutores em Jerusalém, Jesus falou para eles: “Por que é que me procuráveis? Não sabeis que me convém tratar dos negócios de meu Pai?”. Numa ocasião Jesus afirmou que seu alimento era realizar a vontade do Pai: A minha comida é fazer a vontade daquele que me enviou, e realizar a sua obra (Jo 4:34). Ele sabia a sua missão e sabia que tinha uma hora certa para que acontecesse. No seu primeiro milagre Maria lhe informou que estava faltando vinho no casamento e Jesus respondeu a ela que ainda não era a hora dele cumprir totalmente a vontade de Deus, mas na cruz Ele cumpriu e disse: Está tudo consumado!

Na semana que Ele seria crucificado uma comissão de gregos desejou falar com Ele e procuram Felipe dizendo: Queremos ver a Jesus. Muitos pregadores por inferência entendem que os gregos queriam convidar Jesus para ir a região da Grécia para apresentar seus ensinos. Se Jesus tivesse aceitado hoje o cristianismo seria hoje mais uma escola filosófica e não o evangelho de Deus. Jesus fala sobre a necessidade da sua morte e disse que tinha vindo do céu para este fim. Observe a narrativa de João nos versículos 22 a 27 do capítulo 12:

Filipe foi dizê-lo a André, e então André e Filipe o disseram a Jesus. E Jesus lhes respondeu, dizendo: É chegada a hora em que o Filho do homem há de ser glorificado. Na verdade, na verdade vos digo que, se o grão de trigo, caindo na terra, não morrer, fica ele só; mas se morrer, dá muito fruto. Quem ama a sua vida perdê-la-á, e quem neste mundo odeia a sua vida, guardá-la-á para a vida eterna. Se alguém me serve, siga-me, e onde eu estiver, ali estará também o meu servo. E, se alguém me servir, meu Pai o honrará. Agora a minha alma está perturbada; e que direi eu? Pai, salva-me desta hora; mas para isto vim a esta hora.

Esta sombra da cruz figuradamente na manjedoura mostra que desde os tempos eternos já estava ordenado por Deus que Jesus, Seu Filho, se entregasse por nós. A forma como Jesus perseverou neste propósito durante todo seu tempo na terra e fê-lo suportar a vergonha, o sofrimento da cruz é citada como exemplar na carta aos Hebreus. O autor diz que como servos de Deus estamos numa corrida para alcançar a semelhança de Cristo e devemos correr olhando para Jesus, o Autor e Consumador da fé, que cumpriu seu objetivo e hoje está à direita de Deus intercedendo por nós. Assim, acontecerá conosco – concluiremos a carreira, que deve ser desembaraçada, e alcançaremos pela fé do início ao fim o supremo alvo do cristianismo: ser semelhante a Jesus, pois é assim que o veremos. Que a sombra da cruz no natal seja uma inspiração para você continuar seguindo de perto a Jesus, renunciando a si mesmo, tomando sua cruz até por uma coroa trocar. Aleluia!

(O autor do artigo é o Pr. Eber Jamil, dono do blog).

O NATAL E O FOCO DE INCÊNDIO.

foco de incendio

Quando pensamos em natal pensamos em nascimento, felicidade, paz, fraternidade, família reunida e muitos mais predicados positivos que a data traz à lembrança. Quando analisamos o primeiro natal vamos encontrar esses elementos, mas não houve só calmaria na época natalina. Uma forte oposição se levantou contra o nascimento de Cristo tendo como protagonista Herodes, o grande, rei da Judéia.

Como estava nos planos de Deus, a encarnação de Cristo, Herodes não conseguiu matar Jesus ainda infante. Haveria de chegar no tempo de Deus a crucificação de Cristo, mas não era a hora. Aquele não era o tempo da morte e ressurreição de Jesus. O natal foi tempo do seu nascimento, mas como na vida, nem tudo foram flores, entre anjos, pastores, magos, animais e estrela houve como que um incêndio em Belém, houve uma matança de crianças por parte de Herodes de dois anos para baixo. Uso a figura do incêndio como uma metáfora. Porque houve uma combustão no coração de Herodes. Houve um foco de incêndio em seu coração. Num incêndio real e atual entre as causas habituais podemos destacar falhas ou avarias nas instalações elétricas, acidentes com velas, cigarros ou outras fontes de calor. Com Herodes o foco da combustão no seu coração foi o orgulho. Ele ordenou uma matança pela espada de crianças tentando atingir o Salvador porque viu o seu poder ser ameaçado.

Herodes é um tipo de satanás. Ele foi influenciado pelo espírito luciferiano. Ele como monarca desfrutou de uma impunidade quase absoluta. Um dos seus primeiros atos no governo foi assassinar quarenta e cinco membros do Sinédrio. Também matou seu sogro e cunhado. Forjou um julgamento para matar sua esposa Mariana, e depois matou três de seus filhos. César Augusto disse que era melhor ser porco de Herodes do que seu filho (porque ele não comia carne de porco). Herodes, um pouco  antes de  morrer, mandou matar as pessoas mais representativas do seu reino para que houvesse choro no dia de sua morte. Morreu aos setenta anos e ao invés de choro houve alegria por parte do povo no dia da sua morte. Jesus nasceu no fim da vida de Herodes, quando esse julgava seus rivais eliminados, e quando suas perturbações domésticas chegaram ao auge. Com o nascimento de Jesus o orgulho e inseguro Herodes perturbou-se e satanás usou a vaidade de Herodes como um foco de incêndio para tentar impedir o nascimento do Messias.

Nem sempre entendo a palavra orgulho como algo pernicioso. Creio que num sentido benigno a palavra pode significar um certo amor-próprio ou contentamento por alguma conquista. Não creio que eu erre ao dizer que tenho orgulho da minha filha por quem ela é. Entretanto, creio que o orgulho na maioria das vezes pode ser soberba, que desagrada a Deus e faz com que Ele resista tal pessoa. A Bíblia chama isto de soberba da vida, que foi uma das causas do primeiro pecado do homem, que quis conhecer o bem e o mal como Deus conhecia comendo do fruto proibido. C. S. Lewis tem uma frase interessante: “o orgulho é a galinha sob a qual todos os outros pecados são chocados”. No caso de Herodes sua soberba, seu amor ao poder, seu orgulho e vaidade foi um foco de incêndio numa ocasião majestosa que foi o nascimento de Cristo. No salmo 19 o salmista Davi pede no versículo 13: Também da soberba guarda o teu servo, para que se não assenhoreie de mim. Então serei sincero, e ficarei limpo de grande transgressão. Davi chama de grande transgressão a soberba, que acaba se assenhorando da pessoa. Foi o lastimável caso de Herodes.

Tal espírito é tão distante da singeleza, e beleza do natal, do seu significado, mas como vimos no primeiro natal, tal espírito satânico se opôs frontalmente ao Espírito Santo que gerou no ventre de Maria, Jesus, O Filho de Deus, Emanuel, o Salvador. Mas, a soberba, o orgulho, a jactância, não venceram Jesus. Aliás na Bíblia vemos que Faraó, Manassés, Senaqueribe, Nabucodosor, Golias, a família Herodiana e tantos outros foram até onde Deus permitiu ir. Não prevaleceram contra Deus. Herodes, o Grande, mesmo tendo obsessão pelo trono não conseguiu vencer aquele que nasceu numa estrebaria e foi deitado numa manjedoura. Os soberbos deste mundo que esbravejam seus poderes para todo mundo ouvir como Hitler, Stalin e tantos outros se prostrarão diante daquele que tomou a forma de homem e nasceu em Belém. É o que está escrito em Filipenses capítulo 2: 5 – 11:

De sorte que haja em vós o mesmo sentimento que houve também em Cristo Jesus, Que, sendo em forma de Deus, não teve por usurpação ser igual a Deus, Mas esvaziou-se a si mesmo, tomando a forma de servo, fazendo-se semelhante aos homens; E, achado na forma de homem, humilhou-se a si mesmo, sendo obediente até à morte, e morte de cruz. Por isso, também Deus o exaltou soberanamente, e lhe deu um nome que é sobre todo o nome; Para que ao nome de Jesus se dobre todo o joelho dos que estão nos céus, e na terra, e debaixo da terra, E toda a língua confesse que Jesus Cristo é o Senhor, para glória de Deus Pai.

Neste natal entenda a importância de você andar em humildade com o teu Deus. Procure ter o mesmo sentimento que houve em Cristo Jesus. No livro de Miquéias que profetiza sobre o nascimento de Cristo na pequenina Belém mostra o que Deus deseja de nós neste natal e sempre no capítulo 6:6-8:

Com que me apresentarei ao Senhor, e me inclinarei diante do Deus altíssimo? Apresentar-me-ei diante dele com holocaustos, com bezerros de um ano? Agradar-se-á o Senhor de milhares de carneiros, ou de dez mil ribeiros de azeite? Darei o meu primogênito pela minha transgressão, o fruto do meu ventre pelo pecado da minha alma? Ele te declarou, ó homem, o que é bom; e que é o que o Senhor pede de ti, senão que pratiques a justiça, e ames a benignidade, e andes humildemente com o teu Deus?

Não é pirotecnia religiosa soberba que Deus quer. Ele quer que creiamos nEle e em Seu filho que Ele revelou.  Havendo fé genuína haverá coração contrito que Deus não rejeita. No natal não podemos ir na contramão do Deus que tomou a forma humana e nasceu numa estrebaria. Se queres andar com Deus só pode ser em fé e humildade.

(O autor do artigo é o Pr. Eber Jamil, dono do blog).

FRASES POSTADAS NO TWITTER 58.

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01\01\2017 – A consciência do amor Divino por nós traz segurança necessária para exercemos a nossa confiança nas demandas da vida.

02\02\2017 – Seja qual for a situação podemos contar com a Bondade e a graça de Deus. Não crie mecanismos de fuga da vida mesmo enfrentando situações difíceis.

03\01\2017 – Promessas feitas na Bíblia se cumpriram várias gerações seguintes. Mostrando que a história não está solta e que Deus tem cumprido a Sua vontade.

04\01\2017 – Servir a Deus não é uma negação da vida, mas pelo contrário, é de fato viver, encontrar o vértice de toda história, que é Jesus Cristo.

05\01\2017 A imprevisibilidade da vida é para todos. Então seja qual for a idade pode se manifestar a fé em Deus tendo já consciência para tal.

06\01\2017 – Na vida a estabilidade, moderação são fundamentais. Viver ancorado num mundo turbulento é essencial. Vive assim quem confia em Deus.

07\01\2017 – A consagração a Deus envolve tudo. Não somente o culto. É necessário reconhece-lo em todos os nossos caminhos, e assim endireitará nossas veredas.

08\01\2017 – A vida pessoal com Deus tem reflexo nos relacionamentos interpessoais e sendo bem vivida trará um testemunho positivo para o próximo.

09\01\2017 – Devemos cumprir em nossa geração a vocação missionária que nós temos. Sempre lembrando de cultivar nas crianças a visão missionária desde cedo.

10\01\2017 – Como servos de Cristo precisamos ter nas entranhas a necessidade de fazer a vontade do Pai. A Vontade de Deus não pode ser um complemento.

(O autor das frases é o Pr. Eber Jamil, dono do blog).

VERDADEIRO ABRIGO.

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Na iminência de sofrer um grande desastre o povo de Israel confiava que os seus sábios, fortes e ricos sobreviveriam. Muitas vezes nos refugiamos em falsos refúgios. Criamos em nossas mentes alvos, que nos tornarão inexpugnáveis. Pensamos ser intocáveis. Verdadeiramente fortes. Mas, pequenos detalhes podem nos fazer sucumbir dessas fortalezas imaginárias, pois são imaginárias.

Jeremias, o profeta, chorava de dia e de noite, quando pensava no que estava por vir. Avisou claramente que a sabedoria, a força e a riqueza humanas são limitadas e não poderiam resistir ao que estava para acontecer. Nada que se baseia no homem é invencível. Nem os mais poderosos e dominados por sua arrogância podem resistir o juízo divino.

Salomão foi o homem mais sábio que existiu depois de Jesus, mas foi vencido pela luxúria. Ninguém foi mais forte do que Sansão, mas o seu caráter o fez ser derrotado. O homem rico da parábola do rico insensato juntou dinheiro, mas acabou não deixando herdeiros para receber o que acumulou. Aquele que confia em si mesmo ou no que conquistou não tem alicerce sólido, pois mais se pense que tenha. É um embriagado de si mesmo, que o deixa desnorteado sujeito a grandes quedas.

Não podemos depositar a nossa confiança em nossas capacidades, pois são limitadas. Mas sim, no Deus que conhecemos, que age com Misericórdia, Justiça e Juízo em toda terra. As Misericórdias do Senhor são a causa de não sermos consumidos. Todo o poder pertence a Deus e é Ele que pode dar o homem o fundamento necessário para o enfrentamento das demandas da vida.

Conforme o profeta profetizou a essencialidade de uma vida bem fundamentada é o conhecimento que se tem de Deus. Quem tem Deus como sustento realmente terá um sustento, pois Deus não é uma criação da mente humana, mas a Origem de todos e Senhor da história, que provou em Jesus, que se é possível vencer o mundo com suas dificuldades e calamidades. Na vida de Jesus vemos o exemplo do que parece ser derrota na verdade ser vitória.

Percebemos que a obediência a Deus fortalece a estrutura da vida para que se persevere diante das dificuldades. Nada acontece sem a permissão Divina, que é bom, justo e julga o homem na sua integralidade. Conhecer o caráter de Deus fará diferença em meio as tribulações que enfrentamos. A fé no Deus que Jesus revelou e que as Escrituras registraram faz com que conheçamos e prossigamos em conhecer mais o Senhor.

Portanto, não nos ufanaremos, nos gloriaremos nas nossas falíveis capacidades. O nosso Deus é o nosso sustento e a Ele pertence toda a Glória. A arrogância não nos protege, mas nos ilude. Quem confia no Senhor é que estará seguro. Seja qual for a circunstância, louvaremos ao Senhor por aquilo que Ele é e sempre será: Misericordioso e governa todo o Universo. A glória humana que a sabedoria, a força e a riqueza trazem são passageiras. Acabam. Os que fazem a Vontade de Deus são os que permanecem. Portanto, se existe algo que devemos confiar e nos sustentar é em Deus, que é Soberano.

O conhecimento que Deus dá e recebemos pela fé não são elucubrações da nossa mente, mas revelação de Deus. Portanto, são verdadeiras. Experimentáveis. Praticáveis mesmo numa vida cheia de sobressaltos. Viverá pacificado quem encontrou o verdadeiro abrigo da vida, onde as lutas são enfrentadas com esperança, tendo consciência que a Vontade de Deus sempre triunfará. Aleluia!

(O autor do artigo é o Pr. Eber Jamil, dono do blog).