Arquivo da categoria: Tragédia

FRASES POSTADAS NO TWITTER 58.

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01\01\2017 – A consciência do amor Divino por nós traz segurança necessária para exercemos a nossa confiança nas demandas da vida.

02\02\2017 – Seja qual for a situação podemos contar com a Bondade e a graça de Deus. Não crie mecanismos de fuga da vida mesmo enfrentando situações difíceis.

03\01\2017 – Promessas feitas na Bíblia se cumpriram várias gerações seguintes. Mostrando que a história não está solta e que Deus tem cumprido a Sua vontade.

04\01\2017 – Servir a Deus não é uma negação da vida, mas pelo contrário, é de fato viver, encontrar o vértice de toda história, que é Jesus Cristo.

05\01\2017 A imprevisibilidade da vida é para todos. Então seja qual for a idade pode se manifestar a fé em Deus tendo já consciência para tal.

06\01\2017 – Na vida a estabilidade, moderação são fundamentais. Viver ancorado num mundo turbulento é essencial. Vive assim quem confia em Deus.

07\01\2017 – A consagração a Deus envolve tudo. Não somente o culto. É necessário reconhece-lo em todos os nossos caminhos, e assim endireitará nossas veredas.

08\01\2017 – A vida pessoal com Deus tem reflexo nos relacionamentos interpessoais e sendo bem vivida trará um testemunho positivo para o próximo.

09\01\2017 – Devemos cumprir em nossa geração a vocação missionária que nós temos. Sempre lembrando de cultivar nas crianças a visão missionária desde cedo.

10\01\2017 – Como servos de Cristo precisamos ter nas entranhas a necessidade de fazer a vontade do Pai. A Vontade de Deus não pode ser um complemento.

(O autor das frases é o Pr. Eber Jamil, dono do blog).

VERDADEIRO ABRIGO.

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Na iminência de sofrer um grande desastre o povo de Israel confiava que os seus sábios, fortes e ricos sobreviveriam. Muitas vezes nos refugiamos em falsos refúgios. Criamos em nossas mentes alvos, que nos tornarão inexpugnáveis. Pensamos ser intocáveis. Verdadeiramente fortes. Mas, pequenos detalhes podem nos fazer sucumbir dessas fortalezas imaginárias, pois são imaginárias.

Jeremias, o profeta, chorava de dia e de noite, quando pensava no que estava por vir. Avisou claramente que a sabedoria, a força e a riqueza humanas são limitadas e não poderiam resistir ao que estava para acontecer. Nada que se baseia no homem é invencível. Nem os mais poderosos e dominados por sua arrogância podem resistir o juízo divino.

Salomão foi o homem mais sábio que existiu depois de Jesus, mas foi vencido pela luxúria. Ninguém foi mais forte do que Sansão, mas o seu caráter o fez ser derrotado. O homem rico da parábola do rico insensato juntou dinheiro, mas acabou não deixando herdeiros para receber o que acumulou. Aquele que confia em si mesmo ou no que conquistou não tem alicerce sólido, pois mais se pense que tenha. É um embriagado de si mesmo, que o deixa desnorteado sujeito a grandes quedas.

Não podemos depositar a nossa confiança em nossas capacidades, pois são limitadas. Mas sim, no Deus que conhecemos, que age com Misericórdia, Justiça e Juízo em toda terra. As Misericórdias do Senhor são a causa de não sermos consumidos. Todo o poder pertence a Deus e é Ele que pode dar o homem o fundamento necessário para o enfrentamento das demandas da vida.

Conforme o profeta profetizou a essencialidade de uma vida bem fundamentada é o conhecimento que se tem de Deus. Quem tem Deus como sustento realmente terá um sustento, pois Deus não é uma criação da mente humana, mas a Origem de todos e Senhor da história, que provou em Jesus, que se é possível vencer o mundo com suas dificuldades e calamidades. Na vida de Jesus vemos o exemplo do que parece ser derrota na verdade ser vitória.

Percebemos que a obediência a Deus fortalece a estrutura da vida para que se persevere diante das dificuldades. Nada acontece sem a permissão Divina, que é bom, justo e julga o homem na sua integralidade. Conhecer o caráter de Deus fará diferença em meio as tribulações que enfrentamos. A fé no Deus que Jesus revelou e que as Escrituras registraram faz com que conheçamos e prossigamos em conhecer mais o Senhor.

Portanto, não nos ufanaremos, nos gloriaremos nas nossas falíveis capacidades. O nosso Deus é o nosso sustento e a Ele pertence toda a Glória. A arrogância não nos protege, mas nos ilude. Quem confia no Senhor é que estará seguro. Seja qual for a circunstância, louvaremos ao Senhor por aquilo que Ele é e sempre será: Misericordioso e governa todo o Universo. A glória humana que a sabedoria, a força e a riqueza trazem são passageiras. Acabam. Os que fazem a Vontade de Deus são os que permanecem. Portanto, se existe algo que devemos confiar e nos sustentar é em Deus, que é Soberano.

O conhecimento que Deus dá e recebemos pela fé não são elucubrações da nossa mente, mas revelação de Deus. Portanto, são verdadeiras. Experimentáveis. Praticáveis mesmo numa vida cheia de sobressaltos. Viverá pacificado quem encontrou o verdadeiro abrigo da vida, onde as lutas são enfrentadas com esperança, tendo consciência que a Vontade de Deus sempre triunfará. Aleluia!

(O autor do artigo é o Pr. Eber Jamil, dono do blog).

O QUE É RESILIÊNCIA?

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TEXTO: Romanos 12: 12: “Alegrai-vos na esperança, sede pacientes na tribulação, perseverai na oração”.

Resiliência é uma palavra que vem do latim resilio, que significa “voltar ao normal”. O conceito foi criado em 1807, pelo cientista inglês Thomas Young, que fazia estudos sobre a elasticidade dos materiais. O termo resiliência surgiu da Física e refere-se à capacidade que certos materiais têm de acumular energia quando submetidos a um esforço e, cessado o esforço, retornar ao seu estado natural sem sofrer deformações permanentes.

Exemplo: O que acontece com uma vara no salto em altura: quando o atleta toma impulso para saltar, a vara se curva, acumula energia, projeta o atleta sobre o obstáculo e depois retorna ao seu estado normal.

– Neste sentido, para os especialistas em comportamento humano, este termo se aplica ou se molda às pessoas que possuem um alto grau de capacidade para retornar ou dar a volta por cima às situações anteriores (ou originais), quando são vítimas de grandes investidas ou adversidades. Ser resiliente é ter a capacidade de recomeçar ou começar tudo de novo, depois de sofrer algum dano na vida, seja ele material, físico, ou espiritual. É também a força para recomeçar do Zero e fazer do limão da vida uma bela limonada.

ILUSTRAÇÃO: existem vários exemplos de pessoas resilientes na história, poderíamos citar Mandela, o iatista Lars Grael e tantos outros que deram a volta por cima. Dom Helder Câmara afirmava que “há pessoas como a cana. Mesmo postas na moenda, esmagadas de todo, reduzidas a bagaço, só sabem dar doçura”. Resiliência é uma graça de que todos nós precisamos e que está à nossa disposição.

– Não há como negar esta verdade, pois a provação ou a tentação é, incondicionalmente, fator inerente ao Cristianismo, porque todos estão sujeitos às intempéries da vida. Quem nunca foi nocauteado, ou passou por um sério problema, como, por exemplo: uma doença repentina, a perda do emprego, a falência de um negócio, a morte de alguém muito próximo, um golpe na vida espiritual, o trauma de um sequestro ou de um acidente, o rompimento do casamento que durava anos, de uma amizade muito forte, ou, ainda, a reprovação no vestibular ou em algum teste?

– Verdade é que a vida nos proporciona muitas surpresas, e nem todas agradáveis. Portanto, ser resiliente constitui-se num desafio constante para qualquer pessoa, seja ela cristã ou não-cristã.

Voltando ao texto: O apóstolo Paulo, aos Romanos, nos ajudam a sermos pessoas resilientes, pessoas que tem Jesus Cristo como o maior exemplo de perseverança, firmeza e fé. Romanos 12: 12: “Alegrai-vos na esperança, sede pacientes na tribulação, perseverai na oração”.

– Alegria na esperança (Não é ilusão, mas é vislumbrar, pela fé, o nascimento de um novo dia) A esperança é o ingrediente número um que possibilita à pessoa nocauteada por algum acontecimento traiçoeiro respirar a condição de voltar ao seu estado normal de vida: ¨Alegrai-vos na esperança¨.

Alegrar-se na esperança é ter a certeza de que a luta e o fracasso não são o fim, mas o começo de uma nova etapa.

Uma pessoa RESILIENTE, pela força dos olhos da esperança, afirma, PELA FÉ, que dias melhores virão e que o sinal verde vai aparecer no fim do túnel. Com Jesus, não há dúvidas de que somos mais do que vencedores (resilientes), porque o justo, ainda morrendo, tem esperança, Pv 14: 32 e Rm 8: 37.

– Paciência na tribulação: Paciência é um dos segredos para vencer qualquer obstáculo. No entanto, a síndrome da pressa, que é o mal do século, tem roubado do ser humano esta bênção. Quando o apóstolo diz que precisamos ser pacientes na tribulação, pode-se dizer que a capacidade de alguém dar a volta por cima a uma situação constrangedora vai exigir da pessoa uma personalidade firme e paciente.

– O apóstolo Tiago, ao exortar sobre a paciência, usa a figura do lavrador para ilustrar a importância desta virtude: ¨Eis que o lavrador espera o precioso fruto da terra, aguardando-o com paciência, até que receba as primeiras e últimas chuvas¨, 5: 7. Apesar de tudo que ocorreu em sua vida e família, Jó conseguiu voltar ao primeiro estado ou à normalidade do dia-a-dia, porque foi paciente na tribulação: ¨Ouvistes qual foi a paciência de Jó, e vistes o fim que o Senhor lhe deu…¨, Tg. 5: 11.

– O Salmo 40 nos diz: Esperei com paciência pelo Senhor, e Ele inclinou para mim e me socorreu, quando clamei por socorro.

-. Perseverança na Oração: Perseverar é não desistir. Perseverar é uma grande virtude! De acordo com o dicionário português perseverança é: insistir numa carreira, num trabalho, numa empresa; ser estável; permanecer. Jesus disse a Jairo: Não desista, continue crendo…

– Paulo fala em perseverança na oração, relacionar-se com Deus no dia-a-dia. Não há como sobreviver no mundo espiritual sem a prática do princípio da oração. Na parábola do juiz iníquo, descrita em Lucas 18: 1-11, Jesus deixou bem claro que é preciso orar sempre (perseverar) sem nunca esmorecer, v. 1. Uma pessoa movida pela fé e oração é impulsionada a tomar iniciativas, adquirindo, assim, uma postura de coragem e motivação frente à luta. Ana, só conseguiu dar a volta por cima e chegar ao estado normal de mãe (pois era estéril e Deus lhe deu um filho), porque persistiu na comunhão e serviço a Deus: “…perseverando ela em orar perante o Senhor”, 1Sm 1: 11.

CONCLUSÃO: Se você já passou ou está passando por algum estresse, algum problema, angustia, decepção ou até mesmo um período de luto; saiba que você é forte, creia na palavra de Deus, “Tão somente seja forte, pois tu faras este povo entrar na terra que prometi”. Seja forte, persevere na oração, no serviço a Deus, pois aquele que promete é fiel e não vai falhar com você, o salmista diz: Tu és o meu socorro bem presente na hora da angustia. Quantas pessoas desistiram no meio do caminho, quantas perderam a paciência, outras abandoaram a fé e já não segue mais a Cristo. O escritor aos hebreus nos ensina: Nós, porém, não somos dos que retrocedem e são destruídos, mas dos que creem e são salvos. Hebreus 10:39.

Deus em Cristo Jesus vos abençoe!

Pr. Wasny

FONTES DE PESQUISA: A Bíblia, Dicionário Português, Internet, Rev. Ednaldo Breve.

Pr. Wasny S. Andrade

Secretário Executivo da Lerban

ESTEVÃO – HOMEM CHEIO DO ESPÍRITO SANTO.

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At 6:8- E Estêvão, cheio de fé e de poder, fazia prodígios e grandes sinais entre o povo.

O nome Estevão significa coroa. De fato, Estevão receberá uma coroa no dia da volta do Senhor, pois ele faz parte daquela promessa: sê fiel até a morte e dar-te-ei a coroa da vida. Ele foi fiel até a morte. Quando pensamos em um homem cheio do Espírito pensamos numa pessoa que possui dons espirituais portentosos, como: profecia, fé, operação de milagres etc. Entretanto, ao observarmos a vida de Estevão veremos outras características. Nem sempre termos dons espirituais são sinais de uma vida cheia do Espírito. A vida cheia do Espírito é uma vida dominada pelo Espírito, e Estevão era dominado. Citarei algumas características de um homem cheio do Espírito.

I – CHEIO DE FÉ (At 6:8). Era um homem que agradava a Deus, pois vivia pela fé. A fé dele não era fé na fé. Também não lidava com a fé como um ente dissociado e separado de Deus. A fé dele era em Jesus. Tinha como alvo a Cristo. A pessoa cheia do Espírito tem que ser cheia de fé.

II – CHEIO DE SABEDORIA (At 6: 3,10). A sabedoria que Estevão possuía não era mero conhecimento. Era algo que era vivenciada na prática. Ele conseguia refutar os contradizentes. Tinha a resposta para os dilemas apresentados. Ser cheio do Espírito é ter a sabedoria que vem do alto.

III –SEMBLANTE TRANQUILO (At 6:15). Diante da acusação injusta o seu semblante assemelhava-se a de um anjo. A sua face mostrava o estado do Espírito dele: paz e serenidade. A pessoa cheia do Espírito refletirá no seu semblante a tranqüilidade que Deus dá.

IV – CHEIO DA PALAVRA DE DEUS. Algo que percebemos na defesa que Estevão faz de si mesmo é o conhecimento da Palavra de Deus. Ele faz um passeio dos patriarcas até os profetas. Sintetiza todo o Antigo Testamento. Ele tinha poder, mas tinha o conhecimento da Palavra. Não podemos divorciar a Bíblia do Poder de Deus. Ambos precisam andar juntos. Parece que muitas vezes aquele que tem o poder não tem a Palavra, e aquele que tem a Palavra não tem o poder. Não deve ser assim.

V – CHEIO DA VISÃO CELESTIAL (At 7:55 e 56). Bem próximo do seu apedrejamento Estevão vê os céus abertos e Jesus de pé. O homem cheio do Espírito tem na sua visão Jesus como foco. Ele vê as coisas numa perspectiva celestial. Os céus para ele estão desnudos. A situação em volta era crítica. Muito ódio. Raiva. Rancor. Injustiça. Ranger de dentes. Entretanto, Estevão viu o céu. Uma pessoa cheia do Espírito terá uma perspectiva adequada das situações da vida.

VI – CHEIO DE AMOR (At 7:60) – Estevão enquanto estava sendo apedrejado intercedeu pelos seus agressores. Pediu a misericórdia. Clamou para que O Senhor não considerasse tal pecado. Era cheio do Espírito, portanto cheio de amor. Assemelhou-se a Jesus quando pediu o perdão daqueles que o crucificaram. Muitos que pensam ser cheio do Espírito são cheios de si. Egoístas. Estevão sofrendo dores agudas intercedeu por outros. Ele era de fato um seguidor de Jesus cheio do Espírito.

VII – SABIA PADECER POR AMOR A CRISTO (At 7:57) – O sofrimento e perseguição sofrida por Estevão não o levou a amargura e ódio. Ele soube passar pelo sofrimento sem ser vencido pelo mesmo. A postura dele deixou marcas profundas no coração de Saulo que depois se tornaria o Apóstolo Paulo. Saulo que consentiu na morte dele depois da conversão certamente teve Estevão como exemplo. Anos mais tarde Paulo seria martirizado por amor a Cristo.

Lucas descreve a morte de Estevão com a palavra adormeceu. Mesmo diante da crueldade e dor lancinante da morte de Estevão, Lucas percebeu que para Estevão foi um adormecimento. Estevão sentiu muitas dores. Foi uma morte lenta. Entretanto, a visão que ele teve de Jesus em pé e dos céus abertos minoraram o seu sofrimento. Como a Bíblia falou acerca de Abel que o sangue dele falava até hoje. Certamente o sangue de Estevão também fala como o primeiro mártir cristão.

O QUE EU PRECISO SABER QUANDO PADECER PELA CAUSA DE CRISTO?

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É quase estranho falar de padecimento numa ambiência onde a teologia da prosperidade campeia. Entretanto, o padecimento pela causa de Cristo é inerente a vida cristã. Andamos e vivemos numa contra cultura, num mundo que jaz no maligno e padecemos perseguições. A primeira carta de Pedro foi escrita durante a perseguição neroniana e tem muito a nos ensinar sobre o assunto. Como Pedro mesmo escreveu, ele não tratou do sofrimento causado pelos próprios pecados, mas sim sobre o padecimento pela causa de Cristo. Pedro na sua saudação final disse:

E o Deus de toda graça, que em Cristo Jesus vos chamou à sua eterna glória, depois de haverdes padecido um pouco, ele mesmo vos aperfeiçoará, confirmará, fortificará e fortalecera. (1 Pedro 5:10).

Nesta saudação de Pedro vejo elementos que precisamos saber quando padecemos perseguições. Vejamos os elementos em oito lições.

Primeira lição, Deus é o Deus de toda graça. Ele permite o padecimento, mas temos a certeza que o fim é gracioso. Ele administra toda a nossa existência baseando-se na Graça. A Sua Graça nos basta e seu Poder se aperfeiçoa em nossa fraqueza.

Segunda lição, nós estamos intimamente ligados a Deus através de Cristo. Portanto, se Cristo sofreu também sofreremos. Se Cristo foi glorificado seremos também glorificados. Estar em Cristo significa que nos alimentamos da seiva que vem Cristo, que nos fortalece durante o padecimento. Paulo usou a expressão “em Cristo” cento e sessenta e quatro vezes mostrando a significação desta posição.

Terceira lição, o objetivo final de Deus é que compartilhemos da Sua glória. O sofrimento não é sem propósito. Deus em Sua Graça conduz o crente, que muitas vezes passa por perseguições, ao propósito de glorificação. Uma vez, verdadeiramente, em Cristo nosso caminho será até a perfeição, ou seja, glorificação.

Quarta lição, o padecimento é relativo e passageiro em comparação a eterna glória reservada para nós. O padecimento dura pouco, a eterna glória é eterna. Pedro relativizou o sofrimento, mas muitas vezes temos a tendência de colocá-lo em nível absoluto. Entretanto, pela Graça de Deus o padecimento dura apenas um pouco. Ele é breve e passageiro.

Quinta lição, Deus usa o sofrimento para nos aperfeiçoar. Até se chegar à perfeição existe um caminho e tal caminho, muitas vezes, passa pela perseguição e afronta pela causa de Cristo. Quando isto acontecer saiba que Deus está promovendo seu crescimento e amadurecimento em nós.

Sexta lição, Deus confirmará seu propósito escatólogico em nossas vidas. As promessas de Deus serão cumpridas em nossas vidas. O projeto divino não ficará incompleto. Ele cumprirá seu propósito em nós.

Sétima lição, Deus nos fortalece e fortificará de tal forma que nunca iremos descair da posição que ocuparmos na glória celeste. A força de Deus nos envolverá.

Oitava lição, a Igreja será um edifíco concluído, perfeito, que estará alicerçado de tal forma que nada abalará e mudará seu estado de glória. Nesse edifício somos pedras vivas cujo alicerce é inabalável.

Resumindo, Pedro trata na sua epístola sobre o sofrimento pela causa de Cristo. Aprendemos que devemos relativizar o sofrimento causado pela fé em Jesus. Por mais que doa e seja agudo, não deve ser absolutizado por nós. A Graça dEle sempre será dispensada em nosso favor. As coisas nos contribuem para um propósito maior e eterno – a Glória dEle. Estamos ligados em Jesus e temos comunhão com Deus através dEle. Deus usa o sofrimento para nos aperfeiçoar e todo seu propósito será confirmado em nós, assim seremos fortes e teremos um alicerce seguro e inabalável.

(O autor do artigo é o Pr. Eber Jamil, dono do blog).

LIÇÕES DO GETSÊMANE.

Jesus orando no Getsêmani

Leia: Mc 14:32-42.

Depois de instituir a Ceia do Senhor, Jesus foi para o jardim de Getsêmane (o nome significa “prensa do óleo” ou “lagar de azeite”), também chamado de Jardim das Oliveiras, onde levou Tiago, João e Pedro para um lugar mais reservado. Distanciou-se deles para orar cerca de trinta metros (um tiro de pedra). Suou gotas de sangue, vivendo o significado do nome daquele lugar, e mostrou sua submissão à vontade do Pai. Ele mostrou claramente a sua humanidade, sofrendo de angústia por aquilo que sobreviria mais tarde.

Podemos extrair algumas lições desse acontecimento histórico ocorrido com Jesus. Vejamos cinco lições:

1) Primeira lição: a oração é o recurso que devemos praticar em todos os momentos. Jesus orou três vezes ao Pai com as mesmas palavras: “Aba, Pai, todas as coisas te são possíveis; afasta de mim este cálice; não seja, porém, o que eu quero, mas o que tu queres.”

A angustia não deve ser “curtida” ou “alimentada”, mas vencida através da oração. Quantos sofrem, mas não oram? A oração é para os bons e maus momentos. A oração é sem cessar como escreveu Paulo, ou seja, em todas circunstâncias.

2) Segunda lição: a oração deve ser acompanhada da vigilância. Vigiai e orai – disse Jesus. Devemos ter o discernimento aguçado. O espírito precisa estar de prontidão, acordado. Precisamos estar antenados com que ocorre a nossa volta, assim oraremos melhor.

3) Terceira lição: a resposta da oração que devemos desejar é a vontade de Deus em nossas vidas. Jesus orou de forma submissa. Não estava querendo impor ou determinar a resposta de Deus. Bem longe do “espírito” da Teologia da confissão positiva, Jesus queria a consumação da vontade de Deus em sua vida.

4) Quarta lição: Nós devemos ter autodeterminação em fazer a vontade do Pai. Jesus não determinou a Deus que o livrasse do cálice do sofrimento. Pelo contrário, Ele determinou-se em fazer a vontade do Pai. No Jardim de Getsêmane Ele como que lançou um marco espiritual – vou cumprir cabalmente a vontade do Pai. – Seja feita a tua vontade e não a minha. Estamos com esta autodeterminação?

5) Quinta lição: a solidariedade deve ser desperta e vigilante. Jesus levou com Ele: Pedro, Tiago e João para que tivessem solidários em oração naquele grave momento. Entretanto, as três vezes que Jesus os procurou, estavam dormindo. Não basta estar perto de alguém na hora da aflição, é preciso estar atento e vigilante ao que ocorre com a pessoa. Atentos aos detalhes para ajuda-lo melhor. Precisamos compartilhar e não estar apenas de “corpo presente”, e uma das formas de fazer isto são com as orações.

6) Sexta lição: devemos superar os limites e ir mais adiante. O texto descreve que Jesus foi um pouco mais adiante dos três discípulos para orar. Esse “ir mais adiante” aponta para a superação de limites. Jesus para superar a angústia foi mais adiante. Devemos ir um mais adiante na adoração a Deus; no serviço a Cristo e na vida pessoal. Devemos superar nossos limites.

7) Sétima lição: Quando tivermos a sensação da distância divina devemos responder com oração e vigilância. Na perspectiva dos discípulos esse “ir mais adiante” representa a sensação da distância divina que muitas vezes nos acomete. Superaremos esse período de “sensação da distância divina” com oração e vigilância conforme a recomendação de Cristo. Certamente a pequena distância que Cristo tomou provocou nos discípulos um relaxamento. A sensação de sono e de tristeza foi grande nos discípulos  que adormeceram. Quando “sentirmos” Deus “distante” não durmamos, mas fiquemos atentos em oração, porque Jesus, na verdade, já não está mais limitado por um corpo físico. Ele é Onipresente e está conosco sem distanciamentos, sem ausências.

Ocorreu no jardim de Getsêmani uma “batalha”, uma “luta intensa” entre a alma e o espírito. A angústia e a tristeza cresceram naquele ambiente, os discípulos foram atingidos, mas principalmente Jesus. Ele sabia o que aconteceria nos próximos dias, todo o abandono e traição que sofreria. Entretanto, Jesus não foi derrotado no Getsêmane. Ele fincou uma estaca espiritual naquele lugar e se decidiu pela vontade de Deus. Aceitou o cálice. Jesus disse certa ocasião que venceu o mundo. Venceu mesmo. Todas as angústias e circunstâncias foram vencidas por Ele. Como vencedor deixou a lição para os discípulos: vigiai e orai para que não entreis em tentação. Vamos seguir a recomendação de Cristo?

(O autor do artigo é o Pr. Eber Jamil, dono do blog).

O SEGREDO DA VITÓRIA.

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Porque Deus não nos deu o espírito de medo, mas de fortaleza e de amor, e de moderação” (2 Timóteo 1:7).

Sempre ouvi sobre a timidez de Timóteo e de sua juventude. Sobre as questões sérias que ele teve que enfrentar no seu pastoreio da Igreja de Éfeso como, por exemplo, os falsos mestres. Sobre as lutas espirituais que também passava.

Percebemos assim três níveis de dificuldades: o pessoal (temperamento); circunstancial ( Falsos mestres, perseguição etc.) e espiritual (espírito de medo).

Ao citar sobre as características que o Espírito Santo outorga, Paulo mostra a Timóteo que ele podia vencer as intempéries com o Espírito. O Espírito Santo é de fortaleza, de firmeza, que capacita a vencer as dificuldades do temperamento, vence o espírito de medo e capacita o enfrentamento dos falsos mestres. O Espírito é de amor, que lança fora todo o medo, que harmoniza as emoções e ensina a defender a fé sem ódio, ou sem rancor. O Espírito é de moderação, de equilíbrio, que faz a palavra ser temperada com sal para contradizer o contradizente, que traz harmonia ao temperamento e faz não ser dominado por nada.

Você observou como tudo que Timóteo precisava estava disponível no Espírito Santo? Não é o que você precisa para vencer seu temperamento, as circunstâncias e aos inimigos espirituais? Certamente que é. Portanto, encha-se do Espírito. Não ceda as concupiscências carnais. Não dê lugar ao diabo. O mandamento de Deus para você é: E não vos embriagueis com vinho, em que há contenda, mas enchei-vos do Espírito (Ef 5:18).

(O autor do artigo é o Pr. Eber Jamil, dono do blog).