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A SOMBRA DE UMA CRUZ NO NATAL.

sombra da cruz

Existe uma música natalina bem tocante onde se canta que havia na ocasião do nascimento de Jesus uma sombra de um cruz. Creio que a ideia não é apenas oriunda do compositor. É fato que Jesus ao nascer tinha o objetivo de entregar-se por amor a nós numa cruz como se entregou. Parte do cântico tem a seguinte letra:

Existe algo ali junto ao berço

Cuja a forma uma cruz faz lembrar

Junto ao berço ali

Vejo a sombra de uma cruz

É a cruz que meu Jesus vai levar

(…)

Na manjedoura onde está Jesus a repousar

Eu posso ver a sombra de uma cruz

Aquele que é luz em noite fria posso ver

Vejo a sombra, vejo a sombra de uma cruz

(…)

Deus, o Soberano, de antemão já havia providenciado em seu coração a solução para a escolha pecaminosa que o primeiro homem faria e que afetaria toda a humanidade. Em Ap 13:8 mostra que Jesus foi o cordeiro de Deus morto antes da fundação do mundo. Portanto, antes dele ter tomado a forma e natureza humana, nascendo de Maria, Deus já havia planejado que um dia O Eterno Jesus nasceria no ventre de uma mulher conforme Gênesis 3:15 para depois dar sua vida em favor de muitos. Então, figuradamente é como se existisse a sombra de uma cruz na manjedoura.

O versículo central da Bíblia que é João 3:16 mostra que Deus enviou propositadamente a Jesus, Seu filho, para que o homem que cresse nEle não vivesse mais sobre a condenação eterna: Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna.

A história da humanidade sobre o domínio de Deus caminhou para que na Plenitude dos tempos Jesus viesse nascido de mulher (Gl 4:4) e depois fosse crucificado para a salvação dos homens. O nome dado por Deus a Jesus no seu nascimento é a forma grega do nome hebraico “Yeshua” que quer dizer “o Senhor Salva”, que no antigo testamento em português aparece como Josué, e no novo Testamento como Jesus. O nome Jesus foi aquele que o anjo do Senhor ordenou a José a dar ao filho de Maria, sua noiva, que nasceria (1:21). Portanto, o nome foi escolhido por Deus, em nome de quem o anjo falou. O nome descreve o que Jesus estava destinado a fazer: “Ele salvará o seu povo dos seus pecados” (1:21). Havia realmente como que uma sombra de cruz no nascimento de Jesus.

Na Bíblia percebemos que já aos doze anos de idade Jesus sabia que veio para cuidar dos “negócios” do Pai Celestial. Quando seus pais terrenos o acharam, pois haviam perdido ele de vista, conversando com os doutores em Jerusalém, Jesus falou para eles: “Por que é que me procuráveis? Não sabeis que me convém tratar dos negócios de meu Pai?”. Numa ocasião Jesus afirmou que seu alimento era realizar a vontade do Pai: A minha comida é fazer a vontade daquele que me enviou, e realizar a sua obra (Jo 4:34). Ele sabia a sua missão e sabia que tinha uma hora certa para que acontecesse. No seu primeiro milagre Maria lhe informou que estava faltando vinho no casamento e Jesus respondeu a ela que ainda não era a hora dele cumprir totalmente a vontade de Deus, mas na cruz Ele cumpriu e disse: Está tudo consumado!

Na semana que Ele seria crucificado uma comissão de gregos desejou falar com Ele e procuram Felipe dizendo: Queremos ver a Jesus. Muitos pregadores por inferência entendem que os gregos queriam convidar Jesus para ir a região da Grécia para apresentar seus ensinos. Se Jesus tivesse aceitado hoje o cristianismo seria hoje mais uma escola filosófica e não o evangelho de Deus. Jesus fala sobre a necessidade da sua morte e disse que tinha vindo do céu para este fim. Observe a narrativa de João nos versículos 22 a 27 do capítulo 12:

Filipe foi dizê-lo a André, e então André e Filipe o disseram a Jesus. E Jesus lhes respondeu, dizendo: É chegada a hora em que o Filho do homem há de ser glorificado. Na verdade, na verdade vos digo que, se o grão de trigo, caindo na terra, não morrer, fica ele só; mas se morrer, dá muito fruto. Quem ama a sua vida perdê-la-á, e quem neste mundo odeia a sua vida, guardá-la-á para a vida eterna. Se alguém me serve, siga-me, e onde eu estiver, ali estará também o meu servo. E, se alguém me servir, meu Pai o honrará. Agora a minha alma está perturbada; e que direi eu? Pai, salva-me desta hora; mas para isto vim a esta hora.

Esta sombra da cruz figuradamente na manjedoura mostra que desde os tempos eternos já estava ordenado por Deus que Jesus, Seu Filho, se entregasse por nós. A forma como Jesus perseverou neste propósito durante todo seu tempo na terra e fê-lo suportar a vergonha, o sofrimento da cruz é citada como exemplar na carta aos Hebreus. O autor diz que como servos de Deus estamos numa corrida para alcançar a semelhança de Cristo e devemos correr olhando para Jesus, o Autor e Consumador da fé, que cumpriu seu objetivo e hoje está à direita de Deus intercedendo por nós. Assim, acontecerá conosco – concluiremos a carreira, que deve ser desembaraçada, e alcançaremos pela fé do início ao fim o supremo alvo do cristianismo: ser semelhante a Jesus, pois é assim que o veremos. Que a sombra da cruz no natal seja uma inspiração para você continuar seguindo de perto a Jesus, renunciando a si mesmo, tomando sua cruz até por uma coroa trocar. Aleluia!

(O autor do artigo é o Pr. Eber Jamil, dono do blog).

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O NATAL E O FOCO DE INCÊNDIO.

foco de incendio

Quando pensamos em natal pensamos em nascimento, felicidade, paz, fraternidade, família reunida e muitos mais predicados positivos que a data traz à lembrança. Quando analisamos o primeiro natal vamos encontrar esses elementos, mas não houve só calmaria na época natalina. Uma forte oposição se levantou contra o nascimento de Cristo tendo como protagonista Herodes, o grande, rei da Judéia.

Como estava nos planos de Deus, a encarnação de Cristo, Herodes não conseguiu matar Jesus ainda infante. Haveria de chegar no tempo de Deus a crucificação de Cristo, mas não era a hora. Aquele não era o tempo da morte e ressurreição de Jesus. O natal foi tempo do seu nascimento, mas como na vida, nem tudo foram flores, entre anjos, pastores, magos, animais e estrela houve como que um incêndio em Belém, houve uma matança de crianças por parte de Herodes de dois anos para baixo. Uso a figura do incêndio como uma metáfora. Porque houve uma combustão no coração de Herodes. Houve um foco de incêndio em seu coração. Num incêndio real e atual entre as causas habituais podemos destacar falhas ou avarias nas instalações elétricas, acidentes com velas, cigarros ou outras fontes de calor. Com Herodes o foco da combustão no seu coração foi o orgulho. Ele ordenou uma matança pela espada de crianças tentando atingir o Salvador porque viu o seu poder ser ameaçado.

Herodes é um tipo de satanás. Ele foi influenciado pelo espírito luciferiano. Ele como monarca desfrutou de uma impunidade quase absoluta. Um dos seus primeiros atos no governo foi assassinar quarenta e cinco membros do Sinédrio. Também matou seu sogro e cunhado. Forjou um julgamento para matar sua esposa Mariana, e depois matou três de seus filhos. César Augusto disse que era melhor ser porco de Herodes do que seu filho (porque ele não comia carne de porco). Herodes, um pouco  antes de  morrer, mandou matar as pessoas mais representativas do seu reino para que houvesse choro no dia de sua morte. Morreu aos setenta anos e ao invés de choro houve alegria por parte do povo no dia da sua morte. Jesus nasceu no fim da vida de Herodes, quando esse julgava seus rivais eliminados, e quando suas perturbações domésticas chegaram ao auge. Com o nascimento de Jesus o orgulho e inseguro Herodes perturbou-se e satanás usou a vaidade de Herodes como um foco de incêndio para tentar impedir o nascimento do Messias.

Nem sempre entendo a palavra orgulho como algo pernicioso. Creio que num sentido benigno a palavra pode significar um certo amor-próprio ou contentamento por alguma conquista. Não creio que eu erre ao dizer que tenho orgulho da minha filha por quem ela é. Entretanto, creio que o orgulho na maioria das vezes pode ser soberba, que desagrada a Deus e faz com que Ele resista tal pessoa. A Bíblia chama isto de soberba da vida, que foi uma das causas do primeiro pecado do homem, que quis conhecer o bem e o mal como Deus conhecia comendo do fruto proibido. C. S. Lewis tem uma frase interessante: “o orgulho é a galinha sob a qual todos os outros pecados são chocados”. No caso de Herodes sua soberba, seu amor ao poder, seu orgulho e vaidade foi um foco de incêndio numa ocasião majestosa que foi o nascimento de Cristo. No salmo 19 o salmista Davi pede no versículo 13: Também da soberba guarda o teu servo, para que se não assenhoreie de mim. Então serei sincero, e ficarei limpo de grande transgressão. Davi chama de grande transgressão a soberba, que acaba se assenhorando da pessoa. Foi o lastimável caso de Herodes.

Tal espírito é tão distante da singeleza, e beleza do natal, do seu significado, mas como vimos no primeiro natal, tal espírito satânico se opôs frontalmente ao Espírito Santo que gerou no ventre de Maria, Jesus, O Filho de Deus, Emanuel, o Salvador. Mas, a soberba, o orgulho, a jactância, não venceram Jesus. Aliás na Bíblia vemos que Faraó, Manassés, Senaqueribe, Nabucodosor, Golias, a família Herodiana e tantos outros foram até onde Deus permitiu ir. Não prevaleceram contra Deus. Herodes, o Grande, mesmo tendo obsessão pelo trono não conseguiu vencer aquele que nasceu numa estrebaria e foi deitado numa manjedoura. Os soberbos deste mundo que esbravejam seus poderes para todo mundo ouvir como Hitler, Stalin e tantos outros se prostrarão diante daquele que tomou a forma de homem e nasceu em Belém. É o que está escrito em Filipenses capítulo 2: 5 – 11:

De sorte que haja em vós o mesmo sentimento que houve também em Cristo Jesus, Que, sendo em forma de Deus, não teve por usurpação ser igual a Deus, Mas esvaziou-se a si mesmo, tomando a forma de servo, fazendo-se semelhante aos homens; E, achado na forma de homem, humilhou-se a si mesmo, sendo obediente até à morte, e morte de cruz. Por isso, também Deus o exaltou soberanamente, e lhe deu um nome que é sobre todo o nome; Para que ao nome de Jesus se dobre todo o joelho dos que estão nos céus, e na terra, e debaixo da terra, E toda a língua confesse que Jesus Cristo é o Senhor, para glória de Deus Pai.

Neste natal entenda a importância de você andar em humildade com o teu Deus. Procure ter o mesmo sentimento que houve em Cristo Jesus. No livro de Miquéias que profetiza sobre o nascimento de Cristo na pequenina Belém mostra o que Deus deseja de nós neste natal e sempre no capítulo 6:6-8:

Com que me apresentarei ao Senhor, e me inclinarei diante do Deus altíssimo? Apresentar-me-ei diante dele com holocaustos, com bezerros de um ano? Agradar-se-á o Senhor de milhares de carneiros, ou de dez mil ribeiros de azeite? Darei o meu primogênito pela minha transgressão, o fruto do meu ventre pelo pecado da minha alma? Ele te declarou, ó homem, o que é bom; e que é o que o Senhor pede de ti, senão que pratiques a justiça, e ames a benignidade, e andes humildemente com o teu Deus?

Não é pirotecnia religiosa soberba que Deus quer. Ele quer que creiamos nEle e em Seu filho que Ele revelou.  Havendo fé genuína haverá coração contrito que Deus não rejeita. No natal não podemos ir na contramão do Deus que tomou a forma humana e nasceu numa estrebaria. Se queres andar com Deus só pode ser em fé e humildade.

(O autor do artigo é o Pr. Eber Jamil, dono do blog).

SOCORRO !

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Quem precisa de socorro é alguém que enfrenta uma situação urgente e perigosa. Em nossas cidades é mais comum do que desejamos gritos de socorro. Só deve pedir socorro alguém que enfrenta algo que está além da própria possibilidade de resolver. Quando se esgotou todos os recursos. Pedir socorro é algo sério e só deve ser feito em situações prementes.

Há quem brinque gritando socorro e quando acontecer de precisar podem não levar a sério como já aconteceu. Outros simulam para chamar a atenção, e o que na verdade há é uma carência afetiva por atenção.

O pedido de socorro pode vir de um coração em aflição. Onde a falta de paz e tranquilidade estão dominando. A alma encontra-se em verdadeira efervescência e se desespera. O coração cheio faz a boca jorrar o pedido de socorro.

O pedido de socorro pode ser de alguém que esgotou todas as possibilidades e que não ver alternativa a não ser buscar ajuda de alguém que possa ajudar fazendo o que ele não pode fazer.

O pedido de socorro pode ser por causa de um perigo iminente cuja situação precisa ser resolvida de imediato.

O pedido de socorro pode ser por outrem. Quando vemos alguém em perigo e não temos como resolver o problema sozinhos. Geralmente procuramos tomar medidas para resolver e uma delas é o podido de socorro.

O pedido de socorro não se dá só de forma audível. Pode também ser um grito mudo, gestual, no olhar, escrito, cantado e de muitas outras formas. O salmista do salmo 121 estava numa situação aflitiva e por isto se perguntava “…de onde vem o meu socorro?” Ele encarava o desafio de ser um peregrino, um viajante, e com a visualização dos montes percebeu o tamanho das demandas possíveis decorrentes daquela viagem e indagou-se sobre quem poderia socorre-lo.

Como imediato é o pedido de socorro, o salmista respondeu a sua pergunta de forma pronta e convicta de que a resposta viria. “O meu socorro vem do Senhor”. Para Ele não era uma possibilidade, mas uma certeza.

Se os grandes montes lhe trouxeram a pergunta, a resposta veio quando ele olhou acima dos montes e pensou no Criador dos céus, da terra, e dos montes. O Senhor que Ele cria é superior a qualquer problema que se agiganta diante dele. Os montes são grandes como grandes eram os problemas. Mas, o Senhor é O Soberano Criador e antes dos montes serem fundados já era Deus. Olhar acima dos problemas é fundamental. Colocar-se numa perspectiva diferenciada das demandas é necessário.

Viver é correr riscos. Estamos todos viajando. O Senhor Deus é Aquele que está com o Seu povo. É Socorro bem presente na hora da angústia. Ele tem domínio das circunstâncias e age sempre no momento certo.

Celebre. Cante. O seu socorro virá. Como Ele fará? Ele usará alguém? O que sei é O seu socorro virá do Senhor que fez os céus e a terra. Aleluia!

(O autor do artigo é o Pr. Eber Jamil, dono do blog).

PERDOADO QUE PERDOA.

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Perdão é uma palavra pequena, mas cuja a prática faz toda a diferença na vida de quem pratica, de quem recebe, tendo até implicações nas circunstâncias, pessoas que cercam, e gerações subsequentes.

A tradição rabínica dizia que devia se perdoar três vezes. Pedro quis ser generoso quando perguntou se deveria perdoar até sete vezes. Jesus mostrou que o perdão não pode ser mensurado pelo conta-gotas do homem e que deve ir além dos mesquinhos cálculos humanos.

O perdão indica que houve uma falta, dívida, pecado por parte de alguém. Mas, é bom que se escreva que ele não nasceu por causa do pecado. Já havia no coração de Deus o amor, a graça, e o conhecimento do futuro pecado do homem, portanto, Deus já havia providenciado ao futuro homem a maneira de redimi-lo através do Seu Filho, Jesus, como meio de perdão e justificação. “O cordeiro de Deus foi morto antes da fundação do mundo”. Aqueles que receberam a Jesus foram perdoados e justificados dos seus pecados. Foi o ato de Deus através de Cristo a maior manifestação da Graça de Deus. Quem recebeu o perdão também deve perdoar. O pecado do homem não poderia ser perdoado através de alguma ação humana só mesmo por Deus. Tal graça incomparável é o maior argumento para que o homem também perdoe seus ofensores.

O homem enfrenta muitos obstáculos para perdoar. Geralmente ele sofre com o impacto da decepção podendo passar até por um luto de si mesmo. Dentre os sentimentos que surgem o sentimento de vingança é um dos mais fortes. Mas, como escreveu Tiago a ira do homem não realiza a justiça de Deus. A vingança é alimentada pela mágoa, raiva ou até ódio, mas mesmo sendo realizada não encontra satisfação. O que pacifica o coração é o perdão, que é uma decisão de fé, e quando tomada o sentimento acompanha.

Como perdoar? O agente do perdão é a fé. Depois da palavra de Jesus sobre o perdão os discípulos pediram: Aumenta-nos a fé. Perdoar não é questão de sentir vontade de perdoar. Se os sentimentos conduzirem muitas outras atitudes poderão ser tomadas e algumas delas acirrarão mais a situação impossibilitando o perdão. O perdão é uma decisão de fé, e quanto tomada o sentimento acompanha e a pessoa ofendida é curada.

Porém, nós observamos que o perdão proporciona também ao ofensor um meio para Deus operar o arrependimento. Quando a pessoa ao invés de receber a retaliação recebe o bem, o perdão, se está utilizando o caminho de Deus para a restauração. A maneira de vencer o mal é o bem. Perdoar é uma atitude de Deus. Retaliação é humano. O melhor caminho é o perdão, pois é o caminho que de fato restaura podendo alcançar até o ofensor. Perdoar, reagir com o bem, é como colocar brasas vivas na consciência do ofensor. Queima, mas promove o quebrantamento da consciência do indivíduo que pode responder com o arrependimento.

Como Deus te perdoou, você também deve perdoar. Como Deus te restaurou, Ele pode restaurar suas emoções, relacionamentos. A vitória do crente passa pela renúncia, pelo enfrentamento da mágoa, passar pela dor, mas vencer tudo isto pela fé. Havendo a manifestação da prática da fé, se perdoa e havendo o perdão uma multidão de pecados é coberto. Deus enviou Jesus para que pagasse o preço da culpa do pecado. Tal sacrifício é a base de uma vida salva em Cristo Jesus. Tendo este fundamento a pessoa que recebeu a Graça de Deus pode também perdoar quem o ofendeu. Não cabe mais no coração do regenerado o ódio, agora o amor de Deus está derramado nos corações dos que creem Jesus, portanto perdoe como foi perdoado.

(O autor do artigo é o Pr. Eber Jamil, dono do blog).

PASSANDO POR PERSEGUIÇÕES.

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1 Pe 2: 20 Porque, que glória será essa, se, pecando, sois esbofeteados e sofreis? Mas se, fazendo o bem, sois afligidos e o sofreis, isso é agradável a Deus.

As palavras acima foram escritas por um homem transformado – Pedro. Ele tinha negado a Jesus diante de uma criança, tinha cortado a orelha do servo sacerdote com uma espada. Mas, depois do seu encontro com Jesus na praia, e o derramamento do Espírito em sua vida, teve a sua vida radicalmente mudada.

Os crentes estavam sobre perseguição, muitos morriam, outros lançados nas prisões e outros perdiam suas propriedades. Pedro recomendava que se tivesse uma atitude positiva diante dessa perseguição. Pedro aprendeu a enfrentar a perseguição e a adversidade. Estava seguindo os passos de Jesus agora de forma corajosa e perseverante. Ele é um exemplo de como uma pessoa pode ser transformada pelo Poder de Deus e ter o caráter antes dúbio, depois, firme e resoluto. Em Cristo a história do “Eu nasci assim. Vou morrer assim” É quebrada.

Percebemos que o sofrimento do cristão não é necessariamente por uma semeadura ruim. Ele sofre também perseguições por servir a Cristo fielmente nesse mundo mau. Cristo nos alertou sobre esta verdade. O mundo que jaz no maligno faz uma série de oposições a Igreja do Senhor. A oposição manifesta-se de muitas formas, algumas bem violentas. Não devemos nos assombrar com essas coisas, como Jesus disse, primeiramente odiaram a Ele e ao Pai que o enviou. A vida cristã na prática resultará em hostilidade por aqueles que praticam obras das trevas. As obras da luz revelam a feiura das obras das trevas. As trevas se sentem denunciadas mesmo que não se denunciem através das palavras. As boas obras por si só fazem um contraste com as obras das trevas.

As boas obras têm resultados que sobrepujam a hostilidade que se opõe. Elas testemunham de Deus na terra. Preservando o mundo da podridão total. Mostrando Cristo como a esperança de uma vida de qualidade. Influencia aqueles que vivem nas trevas, que ao ouvirem também a Palavra de Deus se convertem a Cristo, indo para a Luz do Senhor. Anima aos crentes em Jesus a prosseguirem no seu caminho. Pedro refere-se a uma conduta ilibada num contexto que acaba provocando a perseguição, e até mesmo acirrando-a. Mas a graça de participar da obra de Cristo sobrepuja as consequências adversas das perseguições.

Jesus nas bem-aventuranças mostra que as perseguições pela causa de Cristo mostram o nosso afinamento com Ele e com Sua vontade. Tanto que devemos nos alegrar porque estaríamos nos juntando a tantas pessoas que nos antecederam, que também passaram por perseguições antes de nós.

Passar por tribulação pela causa de Cristo é agradável a Deus. Não porque Deus tem prazer no sofrimento do justo, mas porque é uma manifestação de amor a Ele, amor que é correspondido por Ele, e que foi demonstrado e provado primeiro por Ele. O fato de ser agradável não significa que vamos buscá-lo. A nossa busca é fazer a Vontade de Deus de forma resoluta, que gerará resultados, dentre eles as perseguições. Quando acontecer, lembre-se que Jesus passou por isto e venceu. Assim será conosco. Olharemos para o alvo, que é Cristo e suportaremos as afrontas, sabendo que as aflições do presente não se podem comparar com a Glória, que nos está reservada.

(O autor do artigo é o Pr. Eber Jamil, dono do blog).

PAZ DE DEUS NA VIDA.

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Todo nascido de novo desfruta da Paz com Deus. Não tem mais contenda com O Criador. A Paz com Deus vem mediante a fé no Senhor que justifica o que crê. Agora há comunhão, não há mais rebeldia. Esta paz está estabelecida mesmo quando não se sente. O relacionamento com Deus está pacificado quando há fé em Jesus.

Antes de Cristo, a pessoa vive na contramão do fluxo da vontade Divina. Está em oposição. Vive sob o domínio do pecado, e sob condenação. Ocorrendo a fé em Jesus através da pregação da Palavra de Deus ocorre a libertação da escravidão do pecado estabelecendo-se a paz com O Criador. Entretanto, muitos servos do Senhor não desfrutam da Paz de Deus, que é a paz na alma, a pacificação do interior. Tal ação é uma ação do Espírito Santo na vida do crente, pois O Espírito habita na vida de quem crê em Jesus. Para o cristão desfrutar dessa paz precisa viver em submissão ao senhorio de Cristo, e buscando as coisas espirituais, pondo em prática certos princípios, como a confiança em Deus, a oração e o descanso.

A confiança em Deus é decorrente da fé. Seria a prática da fé na vida de quem nasceu espiritualmente. Passos na vida espiritual são dados pela prática da fé e quando se dá passos à frente se mostra que há confiança. A confiança é fruto da fé. Quem tem fé em Jesus confia nEle. Davi ao enfrentar Golias confiou em Deus. Enfrentou o adversário valendo-se do nome de Deus. A confiança dele não foi em si mesmo e nem na sua funda. O povo de Israel teve uma grande vitória sobre os filisteus por tal atitude. Abrão ao partir para uma terra que O Senhor lhe mostraria confiou em Deus e sua descendência foi abençoada até os dias de hoje por essa atitude de confiança.

A oração da fé é o antídoto da ansiedade, que é algo que precisa ser desaprendido. Quando a oração se torna natural como o ar que se respira se substitui ansiedade prejudicial pela paz de Deus. Fala-se da batalha espiritual na oração, mas há também a batalha dos sentimentos, da inquietação na alma. A Batalha é vencida com a prática cotidiana da oração e o desenvolvimento da intimidade com Deus. Daniel é um exemplo de homem que não abria mão da prática da oração. Mesmo com um edito real proibindo qualquer invocação a qualquer deus, Daniel continuou orando ao Deus verdadeiro. Certamente aquela prática habitual de Daniel era um dos segredos da prosperidade dele. Quando foi lançado na cova dos leões foi poupado de forma miraculosa.

A confiança e a oração resultarão numa vida que conseguirá descansar em Deus. O descansar não é uma atitude passiva, mas um deleitar-se em Deus, ter sua alegria em Deus, que gera a capacidade de esperar em Deus de forma pacificada. O interior da pessoa consegue se aquietar apesar da turbulência em sua volta. Ana depois que orou por um filho de forma contundente teve seu semblante mudado. Ela deixou de ter o coração atribulado e teve o coração descansado em Deus. Ela entendeu que Deus ouviu sua oração. Descansar é o repouso que a alma encontra depois de confiar e orar a Deus.

Pratique estes princípios porque Deus quer que você desfrute na sua mente e coração da Paz que excede todo o entendimento. Exerça a sua fé. A Paz que vem de Deus é diferenciada. O mundo pensa que a paz é ausência de guerras, mas a paz de Deus independe das circunstâncias. É a paz que vem do alto dada por Jesus e prometida por Ele pouco antes da sua crucificação. A paz de Deus soergue em qualidade a vida aqui na terra fazendo que a vida abundante prometida por Cristo seja vivenciada. Deleita-te no Senhor.

(O autor do artigo é o Pr. Eber Jamil, dono do blog).

FRASES POSTADAS NO TWITTER 26.

vontadededeus5

29 de ago

A fé que é direcionada corretamente acerta o alvo: Jesus. A fé em outros é um desvio, é um erro do alvo, portanto pecado.

30 de ago

Seja qual posição alcancemos na Obra de Deus reconheçamos que foi Obra de Deus. Não cabe no coração daquele que segue a Jesus a vaidade.

31 de ago

Não desista da Vontade de Deus para Sua Vida. Temos o recurso da Palavra de Deus para nos animar e fortalecer para a peleja.

1 de set

Precisamos sair dos quadriláteros do templo e elevar a Deus a nossa voz pela terra que vivemos. A intercessão é um dos modos de fazer isto.

2 de set

Podemos estar no meio de uma multidão, mas o nosso relacionamento com Cristo deve ser individual.

3 de set

O Pastor não deve ser neófito, mas alguém já experimentado, porque no ministério há muitos desafios e o neófito poderia envaidecer-se.

4 de set

A mensagem do evangelho enfrenta o fluxo da violência e norteia as nossas atitudes, que devem ser movidas pelo amor a Deus e ao próximo.

5 de set

Muitos seguidores de Cristo andam na contramão do caminho que Jesus andou.Querendo se utilizar da obra de Deus para tirar proveito e vantagem.

5 de set

Os cristãos são diferentes e fazem diferença porque possuem uma nova natureza gerada pelo Espírito Santo.

7 de set

Graças a Deus porque seus desígnios não são frustrados e não existe situações que Ele não possa modificar.

(O autor das frases é o Pr. Eber Jamil, dono do blog).