FELICIDADE DOS MANSOS.

mansidão

Ser manso é ser gentil, humilde e cortês. Traz a ideia de um animal selvagem que foi domesticado, que passou a ser manso e obediente ao seu dono. Não é o tipo de pessoa que faz o perfil do herói, do mocinho nos filmes. Não é o perfil esperado de alguém que consiga conquistar algo na vida, pois o que se pensa do manso é que ele é sempre passado para trás e ultrapassado. Entretanto, essa visão é mundana, conforme o homem vê. Deus vê de forma diferente. Jesus incluiu os mansos nas bem-aventuranças mostrando ser uma característica desejável e uma postura na vida em consonância com a verdadeira felicidade sendo diferente da visão do que é ser manso no mundo.

Ser manso segundo Cristo é tratar bem as pessoas independemente do trato dessas pessoas em relação a nós. Não é pagar com as mesmas moedas. Não é pagar mal com mal. O manso utiliza-se das ferramentas espirituais e corretas para enfrentar a animosidade. Pode parecer uma atitude que levará a derrota, mas é uma forma vencedora, porque combater mal com o mal é ser derrotado, mas vencer com o bem, com ações que agem segundo os valores e princípios de Deus é vencer verdadeiramente.

Ser manso é ser ensinável e submisso a vontade de Deus. Eles se deixam guiar. O caráter de quem ensina deve ser manso, e, por conseguinte, daquele que aprende também. A arrogância não combina com a mansidão porque o arrogante não aceita ceder aos seus pretensos direitos segundo sua mentalidade arrogante. Jesus quando convidou aos cansados e oprimidos, que reconhecem suas necessidades, diferentemente dos arrogantes, convidou-os também a aprender com Ele que afirmou ser manso e humilde de coração.

A mansidão é a disposição de entregar-se a Deus que julga todas coisas justamente. O manso é capaz de abrir mão em benefício da paz. Não faz valer seus direitos atropelando princípios e qualquer um que venha pela frente. Não é ser um trator no jardim das margaridas. É alguém que constrói e edifica. Creio que na contenda em Abraão e Ló vemos um exemplo de mansidão em Abraão, que deixou Ló escolher primeiro, mesmo sendo o patriarca da família. A consequência é que Deus mostrou para ele o seu caminho e a terra que sua descendência possuiria.

Ser manso não é ser passivo, é mostrar uma santa indignação quando os valores do Reino de Deus são atingidos. Jesus sendo manso, humilde de coração entrou em Jerusalém montado num jumentinho e foi recebido com honra.  Ao chegar no templo indignou-se com o comércio e expulsou os vendilhões. Moisés que deparou com a festa idolátrica do povo depois de estar na Presença de Deus. Ficou indignado, quebrou as Tábuas da Lei e não foi censurado por Deus pois sua ira foi legítima.

A nossa sociedade prega que ser “bom” é coisa de “trouxa”, pois sempre fica no prejuízo. Cristo afirma que os mansos são felizes porque herdarão a terra, que tem um sentido presente pela forma de conquistar uma qualidade de vida pacificada e num sentido futuro as mansões celestes. Ser manso não é coisa de bobão, mas de gente corajosa, gente que recebeu O Espírito Santo de Fortaleza, de Amor e de Moderação.

Mansidão no Novo Testamento é descrito como uma das características do Fruto do Espírito, ou seja, característica de Cristo que pelo Espírito Santo é dado ao crente desenvolvendo-se com o amadurecimento. Para tanto é preciso viver uma vida submissa a Vontade de Deus. Cada vez que andarmos em Espírito seremos influenciados pelo mesmo em nosso modo de ser e ficaremos cada vez mais semelhante a Cristo tendo as características do fruto do Espírito evidenciados em nós e consequentemente seremos felizes.

(O autor do artigo é o Pr. Eber Jamil, dono do blog).

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PAI NOSSO QUE ESTÁS NOS CÉUS.

pai e filho

Aprendemos na oração modelo que a oração deve se basear na Paternidade Divina e na verdade que Deus é Pai de todos os que creem em Jesus. Para o judeu o nome de Deus era algo tão Digno, porém tão distante que a intimidade na oração que Jesus ensinou confrontou o entendimento da época. Pode parecer “chover no molhado” afirmar, mas muitos não compreendem até hoje a oração modelo com seus elementos e significados. A oração é um recurso espiritual que muitos não se utilizam ou distorcem com seus pragmatismos. Entretanto, ao iniciar chamando-O de Pai Jesus nos ensinou que precisamos deixar a superficialidade e aprofundar no relacionamento com Deus. O relacionamento com Deus precisa ser algo denso como é o pai com um filho porque os que creem são de fato filhos por adoção.

Paulo ensina que O Espírito Santo clama em nós “Abba”., que é uma palavra em aramaico e era de uso diário dita num ambiente familiar indicando a intimidade que devemos ter com Deus. Nenhum judeu se atreveria a dirigir-se a Deus dessa forma. O “Abba” é como se fosse o nosso “papai”. Revolucionário para a época e até para os dias de hoje esta visão acerca da oração.

O Espírito Santo, segundo o mesmo Paulo, testifica no crente o fato de ser esse um filho de Deus. John Wesley numa viagem missionária teve sua vida mudada quando entendeu a doutrina da testificação do Espírito Santo influenciado pelos Morávios. Portanto, percebemos o quão é o interesse de Deus que oremos e vivamos como filhos de Deus se cremos em Jesus. Não podemos agir e nem orar como bastardos, mas sim como filho, que de fato somos se recebemos Jesus como Salvador e Senhor.

A oração modelo mostra também a necessidade de vivenciar o relacionamento comunitário com o outro e não usar a oração para fins egoístas que só visam o deleite pessoal em detrimento dos seus relacionamentos com Deus e o próximo. Tiago asseverou que quem faz assim pede mal e por isto não é atendido por Deus. Hoje se “cunhou” popularmente o termo “oração contrária”, que é praticamente uma espécie de feitiçaria, porque pensa que um crente possa orar contra o outro, mas o Deus que ensinou a orar “Pai nosso” atenderá um mal pedido que visa o mal do outro? Obviamente que O Deus Bondoso não faria isto. Então, de fato não existe oração contrária, pois tal não pode ser chamada de oração.

Sabendo dessa verdade, podemos pedir, buscar e bater em nossas orações, porque temos um Pai que nos ouve e se preocupa conosco. Jesus falou que o pai terreno mesmo sendo mau, na maioria das vezes, dá boas dádivas aos seus filhos, e Jesus comparou afirmando que se o pai terreno faz isto quanto mais o Pai Celestial dará aos seus filhos quando pedirem bem. Portanto, a Paternidade de Deus é citada por Jesus como um incentivo a oração. Um dos pedidos que Jesus se refere é acerca do Espírito Santo que visa glorificar a Cristo e como já afirmei testifica ao crente que é filho de Deus.

Entretanto, a expressão “Pai Nosso que está nos céus” não mostra somente o sentido de Deus para conosco, o sentido nosso para com o próximo, mas o sentido nosso para com Ele. Podemos afirmar que é uma expressão de adoração que exalta a Sublimidade de Deus acima de tudo que existe na terra e que apesar disto nos adotou como filhos através de Jesus, está disposto a relacionar-se conosco e disposto a ouvir nossas necessidades espirituais, emocionais, morais e físicas.

Jesus orou afirmando que Deus é Pai “que está nos céus”, ou seja, diferente do Pai terreno. Seja qual for a nossa visão acerca da figura paterna boa ou ruim Deus como Pai é superior a tudo que conhecemos a nível terreno. Costumamos misturar as estações, ou seja, o terreno com o espiritual, e temos dificuldades no nosso relacionamento com Deus como Pai Celestial. Portanto, precisamos meditar na Palavra dia e noite para que nossa mente seja renovada e compreendamos a imensa distinção de Deus como Pai em relação aos terrenos. O profeta falou que os caminhos de Deus são mais altos do que os nossos, como são também os Seus pensamentos então permitamos as nossas emoções o aprendizado da Paternidade superior de Deus.

Nesta oração percebemos que uma das maiores necessidades humanas é suprida que é o pertencimento. O Pai é Nosso. Portanto, o crente tem a Deus como Pai e muitos irmãos na fé que compõem a família de Deus. A crise existencial da falta de sentido, de propósito acaba logo no início da oração se entendermos o significado da plenitude que é ser filho de Deus.

Aconselho a você se aprofundar na vida de oração. Ela é mais do que uma mera obrigação religiosa. Ela é mais do que um ritual ritualístico. Ela é mais do que uma forma para se obter as bênçãos que deseja de Deus. Ela é relacionamento com Deus. Ele é diálogo. Ela mostra que há vida e comunhão. Pratique, aprofunde a sua vida de oração.

( O autor do artigo é o Pr. Eber Jamil, dono do blog).

A FELICIDADE DOS QUE CHORAM.

choro

Bem-aventurados os que choram porque serão consolados.  Esta bem-aventurança de Jesus afirma que na Vida Cristã a felicidade passa pelo choro. Nós imaginamos, muitas vezes, que só existe o sorriso na vida cristã, mas existem lágrimas, e por sinal, especificamente essas lágrimas são poucas derramadas. Muita gente que serve a Deus esquece ou não sabe que estas lágrimas são necessárias e vitais para a vida com Deus. Se não sentirmos esse tipo de tristeza não seremos realmente felizes. Parece uma afirmação paradoxal, mas conforme eu for expondo você entenderá o significado.

De que choro Jesus falou? O choro de arrependimento pelos nossos pecados. Paulo escrevendo aos coríntios fala deste tipo de tristeza como uma tristeza segundo Deus e quando escreveu sobre esta tristeza contrastou com a tristeza segundo o mundo que leva a morte. Na Bíblia há muitos exemplos destes dois tipos de tristezas. Pedro por ter negado a Jesus sentiu a tristeza segundo Deus e se arrependeu. Judas por ter traído a Jesus sentiu a tristeza segundo o mundo e enforcou-se. Davi diante dos pecados que não saiam diante dele ele sentiu a tristeza segundo Deus e se arrependeu. Saul não sentiu a tristeza segundo Deus e de derrocada em derrocada acabou tirando a própria vida.

A tristeza segundo Deus nos põe cara a cara com a nossa concupiscência, que é a nossa inclinação para o pecado, e nos põe cara a cara com a incapacidade de solucionar o problema do pecado, o que nos leva a Deus pelo Espírito Santo como único que pode nos perdoar através de Jesus. O choro segundo o mundo nos faz cometer antropofagia em nós mesmos porque quando não buscarmos Deus como solução violentamos a nós mesmos com o sentimento de remorso.

Podemos entender o tipo de choro que Jesus se referiu quando observarmos quando próprio Jesus chorou e uma das duas vezes foi quando Jesus viu o choro das irmãs de Lázaro pela morte dele e pela comoção da multidão em torno do acontecimento. Jesus viveu assim o que Paulo mais tarde recomendaria: chorai com os que choram. Jesus sentiu a dor do outro. Percebeu o drama que é para o ser humano perder alguém. Mesmo sabendo que haveria de ressuscitar Lázaro não deixou se conturbar pelo dor alheia. Bem-aventurados são os que choram com os que choram.

A outra vez que Jesus chorou somente Lucas relata o fato. Aproximando-se de Jerusalém Ele chora afirmando que Jerusalém seria destruída pelos inimigos o que aconteceu em 70 d.C., quando as tropas romanas cercaram e destruíram a cidade. Jesus chorou pela falta de senso de oportunidade que Jerusalém teve com a sua entrada triunfal e desperdiçando a oportunidade de arrependimento. O choro foi pela calamidade, pelo desperdício, pela obstinação da cidade.

Voltando ao entendimento sobre a tristeza segundo Deus creio que a temos quando choramos pelos nossos pecados, dos outros e pela obstinação para o mal do próximo. Temos os exemplos da situação de Jesus acerca de Jerusalém e a comoção que Daniel teve registrada no seu livro com seu nome e autoria no capítulo 9. Daniel faz uma oração e confessa a Deus seus pecados e os do seu povo. Ele estava preocupado com a profecia de Jeremias acerca do cativeiro que duraria 70 anos, que já chegava ao fim, e pediu a restauração do Templo e do Povo a Deus. Chorar pelos pecados dos outros também é uma tristeza segundo Deus e por isto bem-aventurada.

A bem-aventurança inclui uma promessa: eles serão consolados. A consolação do choro dentre os significados podemos destacar seu caráter fisiológico. Ao chorar fisicamente depois sentimos um certo alívio. O choro é no seu aspecto fisiológico um certo escape para a dor do corpo ou da alma. A tristeza segundo Deus, que pode nos levar o choro, é a primeira etapa do arrependimento e havendo-o há depois a confissão, o abandono e novo conduta, ou seja, o penitente é consolado. O Resultado será o consolo e a felicidade de ser perdoado. O perdão não acontece por causa do choro, mas por causa do sacrifício de Jesus. Entretanto, o arrependimento, muitas vezes, manifesta-se através das lágrimas. Agora quando a tristeza segundo Deus é pelo dor alheia habilita a apoiar o triste no seu momento de aflição recebendo a consolação ao ver o outro de alguma forma sendo ajudado. Quanto aos que choram pelos pecados alheios estes tornam-se verdadeiros intercessores que não oram com formalidade, mas com amor e entrega, encontrando o consolo no amor de Deus que está compartilhando pelo próximo.

Concluindo podemos afirmar que a Bem-aventurança deixa implícita que quando os que choram segundo Deus estão em sintonia com Deus e por isto são consolados. Este choro é sinal de inquietude no relacionamento com Deus, com relação a si mesmo ou com o próximo e este é bem-aventurado. No futuro próximo a bem-aventurança também se refere ao estado final de Glória no céu, onde o consolo de Cristo será completo, pois o pecado não existirá mais. O choro segundo Deus pode ser incialmente de tristeza, mas a promessa para os que choram assim é consolação, ou seja, a felicidade segundo Deus passa pelo choro.

(O autor do artigo é o Pr. Eber Jamil, dono do blog).

A NECESSIDADE NÚMERO UM.

número 1

A maior necessidade na vida cotidiana da Igreja é o amor. Não o amor banalizado pelo mundo, mas o amor de Deus. Paulo descrevendo o amor escreve que podemos ter as atitudes mais radicais, mais sábias, mais “generosas”, mas que sem o amor não teria valor. O versículo áureo da Bíblia é João 3:16 mostrando o imenso amor como atributo de Deus, com relação ao povo de Deus João 13:35 mostra o que nos identifica como discípulos de Cristo é o amor. Por isto, afirmo que o amor é a necessidade número um.

Certo homem chamado José passou a ser chamado de Barnabé (Filho  da Consolação) por causa da sua conduta e caráter cristão. Ele foi um homem solidário e fraterno. Compartilhou seus bens, apoiou Paulo apresentando-o aos apóstolos e investiu no vacilante João Marcos. Jesus chamou um dos seus discípulos (João) de Boanerges, quer dizer, filho do Trovão, por causa do seu temperamento tempestuoso e irascível. Depois da transformação que passou, João, ficou conhecido na história como o apóstolo do Amor. Na sua velhice a sua ênfase foi o amor ao próximo. Deus transforma pessoas belicosas em pessoas fraternas e pacificadoras. Estes são alguns exemplos de pessoas transformadas pelo Espírito Santo e por isto viveram o amor no seu real sentido. Eles são o exemplo de que o amor cristão praticado é um diferencial diante do mundo onde a vida é egocentralizada e necessário no convívio com os irmãos de fé. Barnabé, João e muitos outros trilharam por este caminho e mostram que na família de Deus as vidas que foram transformadas passam a amar como resultado do novo nascimento oriundo do amor de Deus.

O amor de Deus também possibilita a termos uma vida de real adoração a Deus. Pois, Jesus alertou-nos que o amor a Deus deve ser em primeiro lugar, pois se Ele não for o primeiro, o amor estará desfocado e com as prioridades invertidas, o que faz errar todo o caminho. A adoração é a manifestação do amor a Deus em todos os aspectos da vida não apenas no momento do louvor, mas no cotidiano como um todo. A adoração é mais do que um ato. É uma questão de ser adorador. Envolve a vida toda. Não é setorizada em departamentos, envolve o todo.

Creio que a grande questão é que a palavra amor perdeu e ganhou muitos sentidos que não são o seu real significado. As pessoas falam até com facilidade sobre o amor, mas sem consonância com a prática diária. O egoísmo tem preponderado e até no amor quando se pensa amar ama-se egoisticamente, que na verdade não pode ser chamado de amor. Segundo Langston a essência do pecado é o egoísmo. Pecamos por causa do nosso egocentrismo e falhamos tremendamente no amor. O pecado é viver girando em torno de si fazendo escolhas contrárias a vontade de Deus e que prejudica o próximo. Pensando assim, percebemos que essa visão distorcida do amor contaminada pelo egoísmo é utilizada como desculpas para atos arbitrários. Então a pessoa peca é dá a desculpa que foi por amor, mas como vimos esse tipo de amor não é o amor vindo de Deus e nem o amor que a Bíblia ensina.

Quem ama pratica a lei – afirma a Palavra. O amor a Deus leva a obediência. O amor é a motivação correta para a realização da Obra de Deus. É por causa do amor que evangelizamos. É por causa do amor que adoramos. É por causa do amor que nós perdoamos. Algo diferente disto não tem sustentabilidade. Tendo o amor de Deus temos o motor propulsor necessário par avançarmos e alcançarmos os propósitos de Deus para a Igreja. Se não houver amor é como uma grande máquina sem lubrificação. Acaba enferrujando e encrencando. A Igreja de Jerusalém nos inspira até hoje porque eles tinham comunhão perseverante uns com os outros propiciando um ambiente evangelizador onde O Senhor acrescentava pessoas todos os dias. Não que não houvessem falhas nela, mas O Espírito do Senhor atuava poderosamente e a virtude primordial do Seu fruto é o amor.

O amor é também necessário na vida da Igreja para que as vidas doentes espiritualmente possam ser tratadas e curadas pelo poder do Evangelho. No ministério de Jesus havia uma acessibilidade dos marginalizados pela religião da época que precisa também ser vista no Seu corpo, que é a Igreja. A maioria dos religiosos nos tempos de Cristo amavam a si mesmos e buscavam a glória dos homens. Usavam a religião para desfilarem suas vidas espirituais falsas para alcançarem um reconhecimento e respeitabilidade do povo. Assim havia um ciclo vicioso: aqueles que não se enquadravam em suas tradições não eram aceitos por eles e não tinham lugar para serem curados espiritualmente e continuavam enfermos espiritualmente. Jesus foi no caminho contrário dessa religião hipócrita que eram belos por fora, mas por dentro mortos. Jesus recebia aqueles que se reconheciam pecadores e arrependidos que queriam uma nova chance. Jesus comia com os publicanos e pecadores e chegou até mesmo ter um discípulo publicano que arrependido deixou tudo e seguiu a Cristo. Jesus foi como médico que procurava curar os doentes e os que se achavam sãos, mas não eram, Jesus confrontava-os com o verdadeiro Evangelho. A Igreja vivendo este amor restaurador de Jesus será um instrumento nas mãos de Deus para pessoas que verdadeiramente não conhecem a cura para a doença, que já identificaram em si, que é o pecado. A Igreja pregando e vivendo o evangelho será a mensageira das boas novas do Evangelho.

Em suma, podemos afirmar que a vida cristã não se resume no desempenho, no ativismo, na aparência.  O “ainda que” de Paulo ecoam até os dias de hoje. Antes da ação vem a motivação. Antes da ação vem o pensamento. Antes da boa ação tem que haver o bom coração. Portanto, o amor é a necessidade número um porque se antes de tudo o amor a Deus não nos mover de nada nos adiantará fazer obra alguma. O amor seja a nossa motivação. É da natureza do amor manifestar-se e provar de fato sua existência.

As três maiores virtudes cristãs são: Fé, Amor e Esperança, mas a maior delas é o Amor.solidonduta e car

(O autor do artigo é o Pr. Eber Jamil, dono do blog).

A FELICIDADE DOS HUMILDES.

Jesus pouring water from jug to pan to wash feet of disciples

A felicidade, para muitos, relaciona-se com a posse de bens materiais e com o desfrutar desses bens. Para esses, a felicidade é a plena satisfação dos seus desejos materiais e físicos. Cristo, porém, não compartilha desse pensamento. Quando Ele fala sobre a felicidade diz que os pobres de Espírito seriam felizes, ou seja, os humildes. Não quero afirmar com isto que os humildes são necessariamente pobres materialmente apesar da palavra no grego usada nas bem-aventuranças ser usada também para descrever o mendigo na parábola do Rico e do Lázaro. Entretanto, sabemos que há pessoas pobres que são soberbas como há ricos que são humildes.

Quando Jesus afirmou que os felizes são humildes. Quebrou com a visão que a felicidade está ligada ao ter. Mostrando que a felicidade está ligada ao ser. A humildade é um ato de dependência. São os que reconhecem ser pobre no sentido de não poderem realizar nenhum bem, sem a ajuda divina, e que não tem poder em si mesmo de fazer o que Deus requer deles. São pessoas que reconhecem que não podem apresentar nada como mérito seu para ter direito a salvação. Não chegam diante de Deus se “achando” detentores de todos os direitos, pois sabe que o alcançou foi por causa da manifestação da Graça de Deus.

O humilde é aquele que tem uma autoimagem acertada sobre a si mesmo. Ele não pensa ser além do que é e nem pensa de si mesmo abaixo do que é. Tal característica faz com que o humilde tenha a alma aquietada porque não “esquenta” a cabeça com coisas demasiadas para ele, pois sabe seus limites. Mas, se diante de algo que é da vontade de Deus para ele, mesmo que entenda que está abaixo das suas possiblidades, ele crê que Deus possa capacitá-lo, fazendo-o superar os limites e ainda lhe conceder poder sobrenatural para alcançar o que é impossível.

O humilde segue o caminho de Deus porque é conduzido pelo próprio de Deus. Ele sabe que é servo. Ele é ensinável. O próprio Jesus quando convidou pessoas a aprender com Ele afirmou que Ele próprio era manso e humilde de coração. O soberbo acha que sabe tudo e tem pouca disposição para aprender. O humilde por mais que saiba quer conhecer mais. A palavra de Deus alerta para aquele que tem falta de sabedoria pedir a Deus e que Deus dá de forma liberal. Aquele que é humilde reconhece quando alguma coisa lhe falta. O soberbo como está cheio de si acha que lhe falta pouca coisa ou nenhuma.

Jesus disse que dos humildes é o reino dos céus. Mostrando que eles se consideram súditos de Deus tendo-O como Soberano e Digno de honra. Os humildes oram: “venha o teu reino” e “seja feita a Tua vontade assim na terra como no céu”. Os humildes estão comprometidos com serviço a Deus e ao próximo, pois entendem que são obreiros do Reino dos céus aqui na terra, que um dia estarão no Reino dos céus, mas enquanto não chega a hora estão comprometidos com esse Reino.

A palavra diz que Deus habita com o humilde e quebrantado de coração. É uma promessa. Dando o entendimento que a pessoa humilde em Cristo Jesus tem a aprovação de Deus, pois prioriza O Senhor e sabe que sem Ele nada faria. O humilde antes de chegar ao limite já reconhece Deus como sustento e ao chegar ao limite pessoal reconhece suas limitações e espera o agir de Deus. O publicano da parábola que Jesus contou era alguém que sabia quem era, que sabia que não era merecedor, e foi alguém que chegou a Deus sem olhar altivo, sem justiça própria reconhecendo O Poder perdoador de Deus. Jesus diz que foi a esse publicano que Deus ouviu porque Deus está com o humilde e contrito de coração. Só anda com Deus os humildes. Deus resiste aos soberbos. Existe maior felicidade do que andar com Deus?

(O autor do artigo é o Pr. Eber Jamil, dono do blog).

FÉ ADMIRÁVEIS

fé

Jesus como homem tinha reações humanas normais como a admiração, pois como Deus tinha tomado a forma e natureza humana. E o interessante que Sua admiração não foi causada por um religioso, e nem por um israelita, nem por um discípulo, mas por um centurião romano.  Jesus admirou-se da fé do centurião, que é um exemplo que a fé em Cristo pode surgir nos lugares mais distantes e inesperados. Apesar de viver numa cultura pagã nele havia uma fé admirável. Outra fé que chamou a atenção de Jesus foi da mulher Cananéia que rogou com insistência por sua filha.

Os pagãos eram acostumados a rituais com tentativas de se manipular o divino. O centurião não teve uma fé deste tipo, pelo contrário. Ser descendente de ancestrais cristãos ou de uma cultura religiosa fortíssima não faz a pessoa um homem de fé como ilustra o fato acontecido com esse homem, que não tinha nada disto, mas era um homem de fé. A mulher Cananéia não se aproximou de Cristo cheia de “maneirismos” ou “superstições”, mas se aproximou com fé e perseverança.

O centurião preocupou-se com um criado que estimava muito. E apesar das ótimas recomendações dos judeus sobre ele, que o consideravam digno, não se achou digno de prerrogativas Divinas especiais. Ele havia contribuído com a construção de uma sinagoga mesmo pertencendo ao Império Romano que dominava os judeus. Agiu na petição pela cura do servo com uma humildade e fé tocantes. Uma fé desprovida de “muletas”, pois para ele bastava Jesus dizer uma palavra para o criado ser curado. A forma como reconheceu a Autoridade Espiritual de Cristo mostra o quanto ele entendia que Jesus tinha a chancela Divina. Ele acreditava que os anjos obedeceriam prontamente às ordens de Cristo como seus soldados lhe obedeciam. Uma humildade sem a prepotência de pertencer ao Império mais poderoso da época. Uma humildade que reconhecia quando estava diante de alguém maior do que ele. Este homem mostrou que uma fé genuína deve ser acompanhada da humildade. Hoje em dia muitos “homens de fé” estão cheios de si não lidando bem com nenhuma autoridade e também tratando Deus como um ser ao seu serviço só porque tem fé. O centurião não andou por este caminho.

A história da mulher Cananéia lembra a história do centurião porque também tinha origem pagã, mas teve uma fé notável. A filha dela estava bem doente por causa da ação de demônios e Jesus passando pela região onde ela morava ouviu seu clamor veemente pela filha. O que vemos na história dessa mulher é uma prova de fé notável. Diferentemente da história do centurião que Jesus mostrou prontamente boa vontade em curar o servo com essa mulher Jesus proporcionou provas difíceis, mas que a mulher com fé perseverou.

Jesus a princípio não lhe respondeu palavra alguma submetendo-a ao teste do silêncio Divino. Os discípulos incomodados com ela pedem a Jesus para despedi-la. Como se isto não bastasse Jesus disse que realmente os estrangeiros não eram prioridade em sua agenda ministerial e certamente a mulher ouviu isto. Jesus estava submetendo-a uma difícil prova de fé. Mas, ela não desistiu, pelo contrário ajoelhou-se diante de Jesus e aos pés dele pediu novamente ajuda. Jesus continua provando agora de forma mais contundente afirmando: Não está certo tirar o pão dos filhos e jogá-lo aos cachorrinhos. Usar a expressão cachorrinhos era um modo depreciativo de tratar os não judeus. Mas ela com fé respondeu a Jesus: Sim, Senhor, mas até mesmo os cachorrinhos comem as migalhas que caem debaixo da mesa dos seus donos. Jesus em sua humanidade admirou-se afirmando que grande era a fé desta mulher e libertou a filha dela da enfermidade e dos demônios. É evidente que Jesus sabia que a mulher responderia assim as duras provas, mas desejou submetê-la aos testes para que ela, seus discípulos e a posteridade entendesse que Deus deseja que respondamos as duras provas da vida com fé.

A admiração e o elogio a fé dessas pessoas são de chamar a nossa atenção porque foram sentidos e dados por Jesus a duas pessoas que não faziam parte do povo de Deus e nem do corpo de discípulos de Cristo. Mostra como não podemos limitar a Deus a determinados quadrantes. O Espírito de Deus é livre de onde menos se espera pode surgir alguém de fé verdadeira e genuína a Cristo. A nossa missão é pregar enquanto o convencimento é por conta de Jesus.

Depreendemos destes exemplos de fé também o fato da fé ser acompanhadas de virtudes e atitudes coerentes com ela. Não basta dizer que se tem fé. Se houver tempo hábil a fé será acompanhada de obras dignas do arrependimento. O centurião teve a fé acompanhada da humildade e a mulher Cananéia teve a fé acompanhada da perseverança. Pedro nos deixou a seguinte recomendação:

Visto como o seu divino poder nos deu tudo o que diz respeito à vida e piedade, pelo conhecimento daquele que nos chamou pela sua glória e virtude; pelas quais ele nos tem dado grandíssimas e preciosas promessas, para que por elas fiqueis participantes da natureza divina, havendo escapado da corrupção, que pela concupiscência há no mundo. E vós também, pondo nisto mesmo toda a diligência, acrescentai à vossa fé a virtude, e à virtude a ciência, E à ciência a temperança, e à temperança a paciência, e à paciência a piedade, E à piedade o amor fraternal, e ao amor fraternal a caridade. Porque, se em vós houver e abundarem estas coisas, não vos deixarão ociosos nem estéreis no conhecimento de nosso Senhor Jesus Cristo” (2 Pe 1:3-8)

A fé que O Senhor deseja é uma fé acompanhada de ações e virtudes coerentes com quem Ele é porque cremos em Jesus e não num “arremedo” e “numa invencionice religiosa” que não mostram um Jesus que não é Ele mesmo. Jesus certa feita disse: antes de Abraão existir EU SOU. A fé admirável é que crê em Jesus como Deus, como Salvador, como Autor e Consumador da fé, é a fé que caminha para a semelhança de Cristo e por isto é acrescida de virtudes de Cristo a cada dia.

(O autor do artigo é o Pr. Eber Jamil, dono do blog).

OS TRÊS TIPOS DE CORAÇÕES.

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Jesus realizou milagres extraordinários e provocou em alguns religiosos forte oposição. Uma certa ocasião Jesus libertou um endemoninhado e foi acusado de expulsar demônios pelo poder do diabo. Jesus na sua contra argumentação usou a figura da casa para ilustrar as situações espirituais das pessoas apresentando-lhes três possíveis estados do coração. Podemos dizer que há três tipos depreendendo do que Ele disse: o coração dominado pelo mal o que inclui os ídolos e cuidados deste mundo, o coração vazio que recebe uma libertação, mas não o ocupa prontamente, e o coração habitado por Cristo.

O coração dominado é quando uma pessoa está sob as ações do despotismo do pecado. Ela está morta espiritualmente em seus delitos e pecados estando debaixo de condenação. Como o seu entendimento está cego não necessariamente a pessoa tem noção do seu real estado. Muitas vezes está como envolvida pelo “auto engano” que o pecado faz não tendo consciência do seu estado de rebeldia. A pessoa nessa condição nem sempre terá uma manifestação de possessão demoníaca, mas a pessoa que Jesus libertou tinha, mas mesmo não tendo, não significa que não esteja agrilhoada ao pecado. Aquele que comete pecado é escravo do pecado – afirma a Palavra. O pecado nessa pessoa é algo que aprisiona. A pessoa em si não tem recursos pessoais que possa lhe livrar dessa condição. Não há nada que faça como boa obra que a liberte. As boas obras não salvam e nem libertam.

O coração vazio é aquele que ocorreu uma batalha com o Poder de Jesus, o mais Valente, ficando liberta. Seu coração outrora ocupado por uma possessão demoníaca fica vazio. Tal condição é temporária. O coração não fica para sempre vazio. Não existe zona neutra na questão espiritual: ou é de Jesus, ou não é. O vazio ainda não é de Jesus, portanto ainda está sob condenação, só não está mais possuído por demônios porque foi liberta. Agora nesse estado ela precisa tomar uma decisão por Cristo crendo nEle, se tomar, O Espírito passa a habitar na pessoa através do Espírito Santo e deixará de ficar vazio. Se não tomar o espírito que possuía volta com outros sete e seu estado fica pior do que o primeiro.

Quando a pessoa crê em Jesus ela tem o vazio preenchido e recebe segurança e paz. Não tendo possibilidade do inimigo voltar, porque, O Mais Valente, que é Ele, Jesus, está no seu coração e é passa a Ser Senhor da vida da pessoa. Ela recebe O Selo do Espírito Santo mostrando a autenticidade da sua salvação e a segurança que tem, pois  não é mais dominada e muito menos possuída por outros espíritos que não são de Deus. O Espírito Santo passa a habitá-la, pois Jesus pagou o preço na cruz para que assim fizesse.

Dando destaque aos três tipos de corações percebemos a importância do coração. O coração para o homem é um órgão vital. Ela na Bíblia tem a representatividade da sede da alma do homem, ou seja, representa a essência do ser humano, onde se formula os pensamentos, sentimentos e onde tomamos as nossas decisões. O sábio chegou a advertir que sobretudo devemos guardar o nosso coração porque dele saem as decisões da vida.

Jesus falou que não é o que entra no homem que o contamina, mas o que sai. Falando acerca do interior, ou seja, do coração. Se o homem for bom tirará bons tesouros, se for mau tirará maus tesouros. Como Jesus mostrou quando comparou o coração com uma casa é no coração que as grandes batalhas da vida acontecem. Por isto é imprescindível que o mais valente, que é Jesus, esteja residindo em nós pelo Espírito Santo para que todas estejamos seguros espiritualmente e dispostos a fazer a Vontade de Deus. Está escrito na Palavra: Dá-me, filho meu, o teu coração, e os teus olhos observem os meus caminhos.

É muito necessário que os nossos pensamentos, sentimentos e decisões estejam sobre a direção de Deus. É necessário que os nossos olhos sejam fixados em Jesus, o Autor e Consumador da fé, para que sigamos seus passos. Assim é certo que estaremos em segurança. Não mais dominado pelo pecado e nem apenas com algum contato com o poder libertador de Jesus. Mas tendo Jesus como Senhor, portanto não mais escravo do pecado, mas servo do Senhor Jesus.

(O autor do artigo é o Pr. Eber Jamil, dono do blog).