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SENHOR, JUSTIÇA NOSSA!

Ótima poesia. Os que estão em Cristo não devem viver sob o tacão do medo.

Gilberto Celeti

SENHOR, JUSTIÇA NOSSA!

Senhor, Justiça nossa, nome amado,
Por nós é que Ele foi crucificado.
O Santo, o Perfeito, o Imaculado!
Tomou na cruz, do crente, o pecado.
E proclamou ali: “Está consumado”!

Motivo não há pra estar amedrontado
Nem abatido, nem angustiado,
Se peca, Cristo é Seu advogado,
E seu pecado é logo confessado.
Mantém o coração purificado.

E como Cristo está ressuscitado
O crente sabe que foi libertado,
Todo pecado já foi perdoado.
E busca a santidade com cuidado
Com Cristo bem presente, ao seu lado.

A Deus, tendo o seu corpo consagrado,
Não fica a este mundo conformado
E pelo Espírito sendo habitado,
Deseja ser por Deus orientado
Em tudo quer ver Deus glorificado.

Gilberto Celeti

“Aquele que não conheceu pecado foi feito pecado por nós, para que nele, fossemos feitos justiça de Deus”. (2 Coríntios 5:21)

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VENCENDO OS EMPECILHOS.

corrida

Gl 5:7 – Corríeis bem; quem vos impediu, para que não obedeçais à verdade?

Um grupo de judaizantes estava persuadindo aos gálatas (que eram gentios) praticarem a cerimônia da circuncisão que na verdade era só para judeus. Para os gentios que tinham aceitado o evangelho da Graça de Deus seria um retrocesso. Paulo no v. 7 de Galátas 5 compara a vida cristã a uma corrida e pergunta aos gálatas quem foi que os impediu de continuar correndo. Quando entregamos a nossa vida a Jesus começamos a carreira cristã. Durante a carreira podemos enfrentar empecilhos que atravancam a nossa corrida, e até mesmo podem gerar em nós desistência ou retrocesso. Segundo Paulo os gálatas tinham ganhado a liberdade e estavam se colocando novamente em servidão.

Gl 5: 1 – ESTAI, pois, firmes na liberdade com que Cristo nos libertou, e não torneis a colocar-vos debaixo do jugo da servidão.

Voltando a metáfora da corrida e do atleta podemos extrair lições preciosas sobre a carreira cristã. Vejamos outros textos bíblicos que se utiliza desta figura.

1 Co 9: 24- 27. Na carreira cristã é necessário empenho e abstenção. Os atletas desta terra se esforçam para ganhar uma coroa corruptível, já os atletas espirituais ganharão uma coroa incorruptível, assim deve ser grande o empenho e renúncia dos crentes em Jesus. O corpo, os sentimentos precisam estar sobre o domínio do Espírito Santo no crente de tal maneira que o atleta espiritual não venha ser reprovado durante a carreira.

Segundo Hb 12: 1 e 2 na carreira cristã são necessários livrar-se dos embaraços e tropeços, e olhar sempre para a meta – Jesus Cristo. O embaraço não é o pecado. São coisas lícitas, permitidas, mas que em desequilíbrio na vida do crente o atrapalha na carreira. Pode ser uma amizade, um namoro, trabalho, hábitos, que, muitas vezes, ocupam um espaço demasiado de tal forma que causa uma sobrecarga, peso e embaraço ao crente. O tropeço é o pecado que causa queda e tombo no servo de Deus. Uma queda durante a corrida machuca e atrasa, podendo prejudicar seriamente o desempenho do atleta espiritual. O crente deve correr sabendo que tem uma meta: ser semelhante a Cristo. Um dia todo crente em Jesus se tornará semelhante a Ele.

Na carreira cristã é necessário chegar ao final para receber a coroa de grinalda (II Tm 4:7 e 8). O crente deve se lembrar que a carreira cristã aqui na terra tem como objetivo chegar ao final. Não se deve querer parar antes do final. A missão que Deus deu deve ser completada e para isto é preciso empenho e perseverança. Chegando ao final o crente em Jesus receberá a recompensa (galardão). Receberá a grinalda da vitória. Aleluia!

Precisamos aprender com os atletas que se empenham, livram-se dos embaraços e chegam ao final da corrida. Assim o Senhor deseja que seja com a nossa carreira cristã. Continuemos a correr esta carreira até chegarmos lá!

(O autor do artigo é o Pr. Eber Jamil, dono do blog).

A GRANDEZA É SERVIR.

 

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Sobre aquele lugar pairava a sombra da traição, Jesus disse: em verdade vos digo um de vós há de me trair. Sobre aquele lugar pairava a sombra da cruz, quando partiu o pão, Jesus disse: tomai, comei, isto é o meu corpo. Sim, estamos falando sobre a última ceia de Jesus com seus discípulos. É o fim da ceia pascal, e o início da celebração da ceia do Senhor, a qual devemos celebrar até que Ele volte.

Neste momento solene e emocionante, registra o evangelista Lucas que: e houve também entre eles contenda, sobre qual deles parecia ser o maior (Lc 22.24). Parece incrível, mas é verdade. Entre os discípulos houve uma discussão, num momento como aquele para saber qual deles era o maior. Se fosse hoje, Pedro estaria dizendo: serei o ministro da Justiça. Judas, por sua vez, estaria dizendo: serei o ministro da economia. Discussão infeliz. O que sentiu Jesus diante de tal cena? Os discípulos, até aquele momento, não tinham compreendido que no reino do Senhor há uma inversão de valores – o maior não é aquele que governa, mas aquele que serve.

Jesus levanta-se da ceia, coloca uma toalha sobre os ombros, derrama água na bacia e começa a lavar os pés dos discípulos (Jo 13.3-8). Um gesto revolucionário! Um gesto que fala! Um serviço que cabia aos escravos fazerem (I Sm 25.41), Jesus fez. Pedro, de início rejeitou esta atitude, dizendo: nunca me lavarás os pés. Jesus respondeu: Se eu não te lavar, não tens parte comigo. A grandeza do Reino do Senhor é servir. Você compreende isto? “E quem quiser ser o primeiro deverá ser o servo, assim como o Filho do homem não veio para ser servido, mas para servir e dar a sua vida em resgate por muitos.” (Mt 20.27 e 28).

(O autor do artigo é o Pr Eber Jamil, dono do blog).

VAIDADE : UM OBSTÁCULO.

 

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Quando tinha cerca de noventa anos, o apóstolo João escreveu a sua terceira epístola. Embora seja uma epístola curta de apenas quinze versículos, o seu valor é imenso para todos aqueles que amam missões. O assunto básico da epístola é a hospitalidade de missionários. Três pessoas são citadas: Gaio, Diótrefes e Demétrio. A Gaio e Demétrio, João tece elogios, mas a Diótrefes repreende. Diótrefes estava sendo um empecilho à obra missionária por causa da sua vaidade. João escreveu: “Diótrefes, que gosta de exercer a primazia, não nos recebe”. Este homem tinha o ego inflado.

Ele se rebelou contra a autoridade apostólica de João, proferindo palavras maliciosas, impedia os irmãos de receberem os missionários e ainda expulsava os membros da igreja que recebiam os missionários.

A vaidade e a ambição de Diótrefes faziam que este olhasse os missionários como concorrentes ao primado, ou seja, ao primeiro lugar na igreja.

John Stot escreveu: “A vaidade pessoal ainda está na raiz da maioria das dissensões em toda igreja local”. Sim, a vaidade é um obstáculo à realização da obra de Deus. Quantos estão no Reino de Deus buscando seus próprios interesses!

Os nossos olhos devem estar na cruz. Quando Cristo morreu o nosso “eu” morreu também. Paulo, o grande missionário, deixou o exemplo para seguirmos: ego crucificado. “Já estou crucificado com Cristo e vivo, não mais eu, mas Cristo vive em mim; e a vida que agora vivo na carne vivo-a na fé do Filho de Deus, o qual me amou, e se entregou a si mesmo por mim” (Gl 2.20). Aquele que em seu viver mostra a Cristo não será um obstáculo, pelo contrário fará a obra como convém. O discípulo de Cristo busca a Glória de Cristo e não a sua própria glória. Entende que os primeiros lugares são ocasiões para se servir a Deus e ao próximo, e não para se servir da posição que ocupa.

Concluo com a sábia petição de Davi: Também da soberba guarda o teu servo, para que se não assenhoreie de mim; então, serei sincero e ficarei limpo de grande transgressão (Sl 19.13).

(O autor do artigo é o Pr. Eber Jamil, dono do blog).

2010: CARA DE ANO NOVO.

 

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Há viradas de ano em que você passa sem perspectiva. Parece que o dia 31 de dezembro é um dia como outro qualquer, de fato, é um dia como os outros. Entretanto, como todos os dias, não é um dia qualquer. Aliás, é um bom princípio de vida não encarar um dia como outro qualquer. Cada dia que surge, carrega em si, novas possibilidades. Cada dia é ímpar e singular.

Dito isto, creio que a virada do ano, apesar de ser mais um dia, é uma oportunidade de renovarmos a nossa esperança em Deus para o novo. O ano 2009 passará. 2010 chegará. E para mim, este próximo ano, tem cara e jeito de ano novo. Sinto as dores do novo e desejo a renovação implícita de um novo tempo. É preciso deixar as coisas velhas da velha vida e possuir as novas vestes da nova vida.

O texto de Colossenses 3 fala sobre nos vestir do novo, que se renova para o conhecimento, segundo a imagem de Deus. Chega de velha vida! Vista o novo no ano novo, se revista de vestes novas lavadas pelo sangue do Cordeiro Jesus, que lhe perdoa e purifica de qualquer pecado, limpando o seu velho modo de viver. Para mim 2010 é um ano novo com cara de Ano Novo.

(A autoria do texto é do Pr Eber Jamil, dono do blog).

HÁ LUGAR PARA CRISTO!

 

jose e maria No ano zero da era cristã houve uma ordem dada por César Augusto para que todas as pessoas se alistassem. José e sua esposa Maria, que estava grávida, tiveram que fazer uma viagem de 160 km de Nazaré a Belém a fim de se alistarem. Quão difícil e penosa foi aquela viagem. Ao chegarem a seu destino encontraram pousadas e casas superlotadas. Batiam de porta em porta mas ouviam a mesma resposta: não há lugar! E procuravam e procuravam… Maria a qualquer momento poderia dar à luz. Até que ufa! Finalmente encontraram uma estalagem que tinha um estábulo. Sim, foi ali num lugar destinado aos animais, envolto em panos, sobre um berço de palha que Jesus nasceu.

Este fato histórico ímpar não deve se repetir. Devíamos aprender com a história, mas o que temos visto é este fato histórico se repetindo. As casas continuam superlotadas. Papai Noel, duendes, mitos e lendas enchem as casas? Onde está Jesus? O verdadeiro sentido do natal. Em certas ceias de natal – Jesus estará do lado de fora. Lembre que Ele está à porta, batendo e falando: “Se alguém ouvir a minha voz, e abrir a porta, entrarei em sua casa, e com ele cearei, e ele comigo”. Assim na nossa ceia estaremos com Jesus. Em nossas casas Deus quer ouvir a resposta: Há lugar para Cristo!

(O autor do artigo é o Pr Eber Jamil, dono do blog).

DIMENSÕES DA ESPIRITUALIDADE SADIA: O QUE UM BANHEIRO LIMPO TEM HAVER COM ISSO?

 

By Missionária Denize.

banheirosujo Morando com colegas de ministério no Campo, percebi que minha parceira da África do Sul não gostava muito do serviço doméstico, decidi então não entrar em um embate com ela. Após algumas semanas de companheirismo, conversamos sobre o assunto e disse-lhe que limparia tudo sozinha, mas, apenas uma parte da casa seria serviço dela: o banheiro. Toda semana limpava nosso apartamento de três quartos (exceto o quarto dela e o banheiro).

Achei que tudo estava perfeitamente resolvido ali, entretanto nosso diálogo anterior não adiantou muito, toda semana eu faxinava a casa e o banheiro continuava sujo. Aquilo começou a me incomodar profundamente, mas tomei a decisão de não reclamar e só observar, afinal até quando iria aquela situação? Imaginem duas mulheres morando juntas e o banheiro, mesmo com ladrilhos escuros, tornando-se cada vez mais imundo! Após dois meses de desespero total de minha parte lavei o bendito banheiro! Quando novamente sentei-me para uma conversa com ela ouvi a seguinte frase: “Por que você lavou o banheiro, essa era minha parte no nosso acordo, eu ia lavar.” E acrescentou: “Você se precipitou!” Imaginem o tamanho do meu espanto ao ouvir essa justificativa após dois longos meses de espera!

Fiquei pensando no nível de nossa espiritualidade no trato das pequenas coisas diárias. Será que Deus realmente se preocupava com meu banheiro sujo?! Tenho percebido que muitos cristãos, mesmo em minha cultura acham que Deus está apenas interessado em grandes temas. Que Deus não se importa com as pequenas coisas da vida, como aquele lixo que há semanas se acumula do canto do quintal incomodando os vizinhos com mau cheiro e atraindo mosquitos. Afinal, “Deus é poderoso para nos livrar da dengue!” É lamentável que muitos de nós não percebamos as dimensões de uma espiritualidade sadia, não avaliamos que em tudo, absolutamente tudo, Cristo deve ser glorificado. Minha pergunta é: Você receberia Jesus em seu banheiro sujo, por lavar há dois meses? Incrivelmente não percebemos que Ele está lá todo este tempo! Nossa espiritualidade fraca e deficiente não nos faz perceber que Deus está interessado em todas as dimensões da vida humana. É por isso que no outro dia fui a uma certa Comunidade carente no Rio de Janeiro, e vi uma montanha de lixo no canto da rua não asfaltada e os moradores queimando todo este material altamente nocivo e tóxico sem que as Igrejas ao redor fizessem nada.

Nossos padrões de espiritualidade nos fazem achar que isso não tem importância! Queimar lixo na rua poluindo a natureza, trazendo doenças para as pessoas, destruindo o meio ambiente não tem nada haver com a Bíblia. As Igrejas estão lotadas, pregamos, “gritamos”, oramos e dormimos! Um povo no meio do povo, que não tem a menor relevância na sociedade em que está inserida! A sensação que tenho é que não entendemos nada! Evangelho é transformação de vida! Deus se importa com nosso banheiro, com nosso lixo tóxico na calçada, com nossa falta de senso de justiça para com os menos favorecidos, os doentes. Mas poucos de nossa liderança entendem isso.

Lembro-me de certa ocasião, no auge do surto da dengue no Rio, fiquei comovida com uma mãe que pela TV chorava desesperadamente por ter perdido seu filhinho. Confesso que chorei junto com ela, como se a criança fosse meu parente próximo. Levantei da sala, sentei no computador e escrevi um Projeto para as Igrejas se envolverem ajudando a amenizar a situação, que naquele momento era gravíssima. Fiz contato com a Defesa Civil e com a Secretaria Municipal de Saúde, em nome dos evangélicos apresentei meu Projeto, muito bem acolhido por eles. Procurei os pastores e fiz o mesmo. Ninguém estaria vinculado à mim, exceto pelo suporte que lhes forneceria caso necessitassem e todo material que consegui era gratuito, era apenas as Igrejas se posicionarem atuando nesta hora de crise. Cada Igreja daria assistência onde e quando pudessem, mas teria que ser urgente. Apresentei-me numa reunião de pastores na área mais crítica da cidade e mostrei o Projeto, o pastor que me recebeu disse-me as gargalhadas que nada mais precisaria ser feito, pois do jeito que eu já estava engajada para eliminar a dengue, não sobraria nenhum mosquito pra eles, eu sozinha mataria todos! Os demais pastores, para minha surpresa, acompanharam-no nessas infames gargalhadas. Naquele verão morreu várias pessoas, a maioria crianças. Compreendi que do ponto de vista destes pastores servir a população não é assunto “espiritual”.

Percebi também que somos um povo estranho: a violência assolando nossa cidade, o povo ao redor de nossas Igrejas queimando seus lixos, crianças morrendo diariamente com epidemias diversas, e nós achamos que somos espirituais porque temos um Deus que tudo pode! Nesta linha de raciocínio, a maioria de nós acha mesmo que Ele não se importa com as coisas “triviais” do dia a dia, que Ele nunca se incomodará com nossos banheiros constantemente sujos! Chego à triste conclusão de que precisamos de uma reformulação do real conceito de cristianismo. Minha oração é que Deus tenha piedade de nossa parca espiritualidade e transforme nosso entendimento sobre a verdadeira dimensão da espiritualidade sadia!

Denize/2009.

A PAZ

Havia um rei que ofereceu um grande prêmio ao artista que fosse capaz de captar numa pintura a paz. Foram os muitos artistas que tentaram. O rei observou e admirou todas as pinturas, mas houve apenas duas de que ele realmente gostou. A primeira era um lago muito tranqüilo. Este lago era um espelho perfeito onde se refletiam plácidas montanhas que o rodeavam. Sobre elas encontrava-se um céu muito azul com tênues nuvens brancas. Todos que olhavam para essa pintura viam refletida uma paz muito grande. A segunda pintura também tinha montanhas, mas estas eram escabrosas e estavam despidas de vegetação. Sobre elas havia um céu tempestuoso do qual se precipitava um forte aguaceiro com faíscas e trovões. Abaixo da montanha parecia descer uma turbulenta torrente de água. Tudo isso se revelava nada pacífico. Quando se observava mais atentamente, atrás da cascata havia um arbusto crescendo numa fenda da rocha. Nesse arbusto encontrava-se um ninho. E ali, em meio ao ruído e à violência da cena, estava um passarinho placidamente sentado no seu ninho. Essa foi a pintura escolhida pelo rei que explicou: – Paz não significa estar num lugar sem ruídos, sem problemas, sem trabalho árduo ou sem dor. Paz significa que, apesar de se estar no meio de tudo isso, permaneceremos calmos em nosso coração. Este é o verdadeiro significado da paz que só pode ser encontrada em Jesus Cristo, o Príncipe da Paz.

O texto é de autoria desconhecida pelo autor do blog.

Esta é a foto que está no perfil da comunidade calmo, sereno e tranquilo que está no orkut.

Esta é a foto que está no perfil da comunidade calmo, sereno e tranquilo que está no orkut cujo o dono é o Pr Eber Jamil.

A NOSSA UNIÃO COM CRISTO.

         Quando alguém confessa Jesus como Senhor e Salvador de sua vida, passa do estado de separação (Rm 3.23) de Deus para viver agora em união com ele. Cristo prometeu aos seus seguidores estar com eles todos os dias e tal união ocorre, pois fomos inseridos pelo Espírito no corpo de Cristo, no momento da conversão (1 Co 12.13).

             

            Paulo trata desta união com Cristo em colossenses, capítulo 3, versículos 1 a 4. Vejamos:

 

1)      Estamos unidos com Jesus em sua morte. “Porque já estais mortos…” (v.3). A nossa primeira identificação com Cristo é na sua morte. Quando manifestamos a nossa fé em Jesus, morremos para o pecado (Rm 6.11) e passamos a viver para Deus. Uma vez mortos para o pecado já não estamos sob o domínio do mesmo (Rm 6.2).

 

2)      Estamos unidos com Cristo em sua ressurreição. “Portanto, se já ressuscitastes com Cristo…” (v.1). Paulo fala de algo que já aconteceu. Pois, se morremos com Cristo, também ressuscitamos com ele. A morte indica o sepultamento do domínio do pecado em nossa vida; a ressurreição aponta para uma nova vida sob o senhorio de Cristo (Rm 6.22).

 

3)      Em seu viver. “…e a vossa vida está escondida com Cristo em Deus” (v.3)

            Os dois pontos anteriores tratam daquilo que já aconteceu no momento de nossa conversão. Este ponto fala acerca do presente, da nossa vida atual com Deus. Diz que a nossa vida está escondida em Deus. Paulo não escreveu que Deus está escondido em nossa vida, mas a nossa vida está escondida em Cristo; significando assim que Cristo é que aparece em nossa vida. Ele é quem se sobressai; ele é quem brilha em nossa vida. Agora a nossa vida é Cristo (Gl 2.20). Não devemos ter uma vida “aparecida”, mas escondida nele.

            O viver escondido denota também que a vida que temos nele ainda não foi plenamente manifesta, mas será plena por ocasião da glorificação (1 Co 15. 53 e 54).

 

4)     Na sua manifestação futura:

“Quando Cristo, que é a vossa vida, se manifestar, então também vós vos manifestareis com ele em glória” (v.4).

Este ponto fala acerca do futuro, da volta de Cristo. Quando ele se manifestar seremos transformados, e a nossa vida, que está escondida nele, se manifestará plenamente. Tendo esta esperança concreta, devo buscar a santificação (I Jo 3.2 e 3).

 

            A nossa união com Cristo (que é boa) só pode produzir bons resultados. João Batista costumava clamar no deserto sobre a produção de frutos dignos de arrependimento (Mt 3.8). O arrependimento genuíno gera frutos dignos do arrependimento. Por sua vez, João disse que aquele que diz estar em Cristo, também deve andar como ele andou (I Jo 2.6). Portanto finalizo com uma pergunta: Quais são os resultados da sua união com Cristo em sua vida?

VIDA ESCONDIDA EM DEUS.

 

         É estranho para a nossa sociedade pensar em viver uma vida escondida, pois um dos grandes ídolos do nosso tempo é a fama. As pessoas não desejam uma vida escondida, mas uma vida “aparecida” sob os holofotes da mídia. Infelizmente esta mentalidade secular penetra sorrateiramente no terreno religioso. Quantos estão falando de Cristo com o intuito da autoglorificação?

         “Sabe, porém, isto: Nos últimos dias sobrevirão tempos trabalhosos; porque haverá homens amantes de si mesmos, avarentos, presunçosos, soberbos…” (II Tm 3.1 e 2).

 

         Já estamos sentido as dores deste tempo trabalhoso.

         Não afirmo, com isto,  que quem aparece na mídia está querendo a autoglorificação. Porém a meta de alguns homens, mesmo fazendo a obra de Deus, é a fama pela fama.

         O viver cristão é um viver humilde. Só anda ao lado de Deus quem anda em humildade.

         “Que o Senhor pede de ti senão que  (…) andes humildemente com teu Deus” (Mq 6.8).

 

         O viver cristão é um viver escondido em Deus. Observe o que escreveu Paulo:…e a vossa vida está escondida com Cristo em Deus” (Cl 3.3). Paulo não escreveu que Deus está escondido em nós, mas escreveu que nós estamos escondidos em Deus. “Logo, já não sou eu quem vive, mas Cristo vive em mim…” (Gl 2.20).

         Portanto quem deve brilhar, quem deve aparecer em nossas vidas é o Senhor. Que as pessoas vejam as nossas obras, mas glorifiquem ao nosso Pai Celestial. O mesmo espírito de humildade que esteve em João Batista esteja em nós: “É necessário que ele (Jesus) cresça e que eu diminua” (Jo 3.30). Portanto que o Senhor Jesus apareça e nós fiquemos escondidos.

         É necessário pontuarmos que, quando falamos em vida escondida, não nos referimos a uma vida “reclusa”, “isolada” ou “monástica”; porque se assim fosse, deixaríamos de ser sal e luz da terra. A vida, porém, é escondida em Deus, e isto não significa ser uma vida escondida do próximo. O viver escondido em Deus significa que o viver na carne é Cristo vivendo em nós; quem se manifesta agora em nós é Deus. E, quando a nossa vida se manifestar, seremos semelhantes a Jesus, porque só assim poderemos vê-lo (I Jo 3).

fama