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OS SIGNIFICADOS DO BATISMO NAS ÁGUAS.

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O batismo é praticado pelos seguidores de Cristo, que o tem em alta conta. Qual o significado do batismo? Será que ele é necessário? Não é um mero ritual? No nosso tempo existem àqueles que o exaltam como imprescindível para salvação, outros como desnecessário, pois seria segundo eles algo rudimentar. Buscaremos desenvolver o significado do batismo numa perspectiva bíblica e eclesiástica.

O batismo é para quem crer. É para os salvos. Não salva e nem ajuda salvar. Quem passou pela experiência do novo nascimento deve se batizar. O cristianismo é mais do que uma adesão a uma ideia, é assumir um compromisso, e o batismo é o primeiro passo. Muitos agem como francos atiradores que fazem alvos as pessoas que passam pela frente. Cristo não é mais um caminho. Ele é o caminho. Precisa haver foco e o batismo é um passo nessa caminhada.

O batismo é uma ordenança de Jesus. Está incluída na Grande Comissão que Jesus deixou, sendo uma das ordens – batizar em Nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Portanto, o batismo é uma questão de obediência por parte daquele que crê em Jesus, para quem se batiza e para o batizador. Desobedecer logo no início da caminhada não é um bom começo. É preciso ser batizado.

O batismo simboliza a imersão no corpo de Cristo, que é a Igreja do Senhor. Retratando a comunhão que se tem com o Deus Triúno e Sua Igreja. Quando a pessoa se batiza diz que se identificou com a morte e a ressurreição de Jesus. Havendo esta manifestação de comunhão pelo ato de batismo. Mostra também que o crente ingressou de forma visível na família de Deus. Vivendo agora no espírito de fraternidade que precisa haver na família da fé.

“O batismo é o retrato vivo do que se passou no coração e na vida do novo convertido”. O crente morreu para o domínio do pecado, foi sepultado e ressuscitou para uma nova vida. Fica entendido que o batismo é algo simbólico e que a água em si não regenera. Quando a Bíblia fala de água para regeneração está falando da Palavra de Deus, que tem como um dos símbolos, a água.

O batismo é um testemunho público de mudança de vida de quem se batiza. Quem crê deve dar esse testemunho. Assume-se perante os presentes a decisão ao lado de Cristo, assume a nova vida a qual foi transformado, e assume o compromisso de congregar com os irmãos de fé, que tiveram experiências de salvação em Cristo. Jesus alertou sobre a necessidade de confessar sua fé perante os homens. Assim deve ser feito, e o batismo é uma das formas ordenadas de fazê-lo.

O batismo também é uma celebração. Pois é o momento aonde de forma pública se retrata a conversão do indivíduo a Cristo. Há alegria diante de Deus quando um pecador se arrepende, e o batismo retrata o momento do arrependimento onde ocorreu o encontro pela fé com Cristo. Se você já creu em Jesus e ainda não se batizou não deixe de fazê-lo.

(O autor do artigo é o Pr. Eber Jami, dono do blog).

AS MISSÕES DA IGREJA.

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A igreja é a assembléia daqueles que foram redimidos pelo sangue de Jesus, que tem como regra de fé e prática a Palavra de Deus e praticam as duas ordenanças de Cristo: batismo e a ceia do Senhor. A Igreja tem como fundamento a doutrina dos profetas, apóstolos e de Cristo, a Pedra Principal. Ela crê num Deus Triúno: Pai, Filho e Espírito Santo. Sendo que O Pai enviou seu Filho, Jesus, para tomar a forma e natureza humana, sem deixar de ser Deus, para ser o sacrifício vicário de toda humanidade. Jesus ressuscitou ao terceiro dia e a Igreja aguarda a sua volta. A Igreja é o corpo de Cristo, sendo Cristo o cabeça da Igreja. Seus membros desenvolvem os dons que receberam do Senhor, que Deus deu como quis. A Igreja tem encargos e incumbências registradas nas Sagradas Escrituras, que deve buscar cumpri-los.

Uma delas fica implícita no significado do nome Igreja. O nome Igreja vem da palavra grega Eklesia, que significa: assembléia ou reunião. O sentido da palavra é: “os que foram chamados para fora”. Nos estados da Grécia a palavra tinha o significado da reunião dos cidadãos convocados para tratar de temas relativos a cidade. Muitos aplicam o significado do nome a missão que a Igreja tem de pregar o evangelho ao mundo. Fica implícito no nome, que a Igreja não é um clube social fechado, que tem o objetivo de girar em torno de si mesma. Ela tem uma vocação para com o mundo: influenciar, pregar a Cristo, servir, iluminar etc. A evangelização é missão indispensável, se não fizer, perde-se a relevância.

Entretanto, não podemos esquecer que a Igreja, também tem uma missão, em relação a si mesma: EDIFICAÇÃO E COMUNHÃO. Seus membros precisam relacionar-se e interagir uns com os outros, edificando-se e comungando. Deve-se ter a edificação mútua através do ensino, da admoestação, da solidariedade, do aconselhamento etc. Deve haver o serviço, o desenvolvimento dos ministérios na comunidade da fé e no mundo. A edificação e comunhão mútua é o resultado da comunhão que o Corpo de Cristo (Igreja) tem com o cabeça (Senhor) da Igreja: Jesus. Porque o sangue de Jesus nos purificou temos comunhão uns com os outros.

Além das missões em relação ao mundo e a si própria a Igreja tem uma missão em relação a Deus: adoração. Adorar é mais do que louvar, apesar de ser uma forma de adoração. Adorar são mais do que atos externos, mas uma atitude que brota de dentro, e que faz a adoração ser um estilo de vida que envolve todos os aspectos da existência, pois o servo do Senhor é um adorador. A adoração a Deus envolve a verdade e a natureza espiritual, pois Ele não é enclausurado em objetos imantados, divinizados. Adorar a Deus é amá-lo sobre todas as coisas. Tê-lo como prioridade.

A Igreja local que procura cumprir as missões que Deus deixou está sintonizada com a Vontade de Deus, e assim será relevante e elemento diferenciador nesse mundo que jaz no maligno. As trevas espirituais estão espalhadas no Planeta, mas a Igreja do Senhor, que reflete a luz de Jesus, brilha, impedindo as trevas espirituais de dominarem e prevalecerem. Deus é Luz. A Igreja reflete esta luz. A luz prevalece sobre as trevas. A vocação da Igreja em Cristo é vencer, pois Jesus Cristo já conquistou a vitória na cruz. Portanto, cabe a Igreja, como luzeiro, posicionar-se neste mundo, sem acovardar-se, e ter medo das obras infrutíferas das trevas. A Igreja precisa buscar cumprir a sua vocação para com Deus, o mundo e a si mesma, sabendo que ela foi criada por Jesus para tais propósitos. Toda a criação geme aguardando com expectativa a manifestação dos filhos de Deus, que subirá ao céu como a noiva de Cristo, que contrairá matrimônio com O Senhor Jesus.

(O autor do artigo é o Pr. Eber Jamil, dono do blog).

INTEGRAÇÃO DE NOVOS MEMBROS.

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A evangelização da Igreja é de suma importância e não deve ser negligenciada. Mas e depois? Se a pessoa se converte o que fazemos? Será que existe uma equipe que cuide da integração do novo convertido? O novo convertido enfrenta uma série de dificuldades para prosseguir sua caminhada até ao batismo e depois a membresia da Igreja local.

Hoje, e sempre, existe a carência no corpo de Cristo de pessoas que apoiem os novos crentes na integração da Igreja. Muitos desses novos crentes sofrem preconceitos e encontram “grupos fechados” que impendem o seu ingresso na Igreja. Entretanto, se houver entre nós “Barnabés” a integração acontecerá com mais facilidade.

Barnabé significa “filho da consolação”. Como filhos de Deus, vocês, devem sê-lo também: instrumentos nas mãos de Deus para a consolação. Dentre muitas coisas que Barnabé fez, podemos destacar o apoio que ele deu a Paulo quando se converteu. Ele o ajudou a ser aceito pelos apóstolos. Seja um filho da Consolação, na verdade, já é, se creu em Jesus como Salvador, inserindo o novo crente na convivência com os irmãos da Igreja.

Alguns aspectos práticos são telefonemas, e-mails, cartas, literatura, visitas, que devem ser enviadas e feitas a pessoa que se decide por Cristo. No contato inicial deve se verificar se a pessoa entendeu a decisão que tomou ao lado de Cristo. Para isto um acompanhamento através do discipulado é fundamental e também o encaminhamento para a escola Bíblica Dominical para o novo crente. O discipulador precisa ser um crente amadurecido, que já foi discipulado, e ligado à Igreja local para que faça com eficiência e sem prejuízo ao corpo da Igreja.

No início é importante que o novo crente receba uma bíblia, indicação de livros e cds pertinentes ao início da carreira cristã para fortalecimento e descobrimento da nova vida com Deus. Outro recurso valioso é a realização de um retiro para os novos membros da Igreja. Onde se passará toda a visão bíblica acerca da Nova Vida com Cristo, da importância da Igreja Local e as doutrinas básicas da fé. Algo importante é que o Pastor da Igreja esteja presente neste trabalho de integração do novo membro e dele participe, pois o novo membro precisa entender e conhecer o pastor da Igreja.

O trabalho de integração é até que o membro seja um membro atuante, desenvolvendo seu ministério e ganhando outras pessoas para Cristo. O cuidado deve continuar até que o novo crente alcance esses objetivos. Ao membro se encaixar em um ministério local o líder de ministério e o ministério pastoral dará continuidade ao cuidado que será permanente.

(O autor do artigo é o Pr. Eber Jamil, dono do blog).

METÁFORAS DA IGREJA.

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A palavra Igreja levanta sentimentos mistos, normalmente ocorrem polarizações quando ela é o assunto: uns amam, outros sentem aversão. Ao mesmo tempo em que a Igreja Evangélica Brasileira cresce, o número dos que não querem pisar em um templo também cresce. Por esta razão, convém, olharmos para algumas metáforas bíblicas acerca da Igreja, para discernimos melhor sua relação com Deus, sua relação consigo mesma e com a sociedade.

1 – Rebanho (I Pe 5:2).

Segundo Isaías 53:6 todos nós éramos como ovelhas desgarradas e cada um se desviava pelo seu próprio caminho. Éramos desconjuntados, desagregados e desviados do Criador. Entretanto, os que creram em Cristo foram reunidos, ajuntados, formando um rebanho sob o pastoreio do próprio Deus. Somos o rebanho de Deus e Jesus é o nosso Sumo Pastor.

A figura da ovelha mostra a docilidade e a amabilidade dessas ovelhas que pertencem ao rebanho de Deus. A ovelha é conduzida pelo Pastor, o pastor, por sua vez, protege, conduz, conhece e dá a vida pela ovelha.

Muitos membros da Igreja parecem ser comportar como bodes, dando cabeçadas, chifradas uns nos outros. Será que entendemos a metáfora do rebanho?

2 – Corpo (1 Co 12:27).

Esta metáfora é muito citada entre nós – somos o corpo de Cristo. Indica a unidade que existe entre os membros. Os membros são diferentes, cada um tem o seu papel, mas formam um corpo, uma unidade. Há a unidade de ação: quando alguém se abaixa para pegar uma caneta no chão, por exemplo, várias partes do corpo se movimentam para conseguir tal feito. Há também harmonia. Se houvesse uma desproporcionalidade entre os membros, ou um membro ferisse o outro, seria necessário encaminhar tal pessoa para um tratamento médico. Cada membro tem uma função no corpo e o comando pertence à cabeça, que no caso da Igreja, é Cristo.

Será que estamos vivendo como corpo de Cristo?

3 – Edifício (I Co 3:9-17).

Paulo usa a metáfora de uma edificação para falar da Igreja. Ele afirma que ela tem um único fundamento que é Cristo e que não se deve, de maneira nenhuma, colocar outro tipo de fundamento. Paulo também fala que a edificação da Igreja é realizada por seus próprios membros e por Deus. Devemos observar quais tipos de materiais usamos por cima do alicerce. Se usarmos madeira, palha ou feno teremos nossas obras queimadas e destruídas no Tribunal de Cristo. Se usarmos ouro ou pedras preciosas nossas obras permanecerão. Temos que vigiar, e muito, a forma como edificamos a Igreja do Senhor. Somos pedras vivas, como diz Pedro, (1 Pe 2:5) desse edifício espiritual. Participamos da construção da Grande Catedral Espiritual de Deus.

4) Coluna (I Tm 3:15).

A Igreja é a coluna da verdade, sustentáculo da verdade neste mundo relativista. A cada dia mais, o mundo descamba para o relativismo ético e moral. Jesus é a verdade. A Palavra de Deus é a verdade. Cabe à Igreja do Senhor ser um arauto proclamador da verdade do Senhor aqui na Terra. Deus usa a Igreja com um “front” da verdade na terra. Quando o mundo afirma que tudo é relativo, a Igreja afirma que Jesus é a verdade e que a Palavra de Deus é a verdade absoluta.

5) Noiva (Ap. 19.7; Ef. 5:23-27).

A Igreja é a Noiva de Jesus, sua futura esposa. O noivado nos tempos de Maria e José era um compromisso que somente poderia ser quebrado com o divórcio. Portanto, a figura da Igreja como uma noiva mostra o compromisso que devemos ter com Jesus. Compromisso com a pureza, pois a noiva se resguarda para o casamento, sendo fiel ao compromisso que tem com o noivo. Pureza, Santificação, Fidelidade, são atributos que a Noiva de Cristo (Igreja) deve ter.

6) Família (Ef.2:19).

A Igreja é a Família de Deus. Tal figura mostra o caráter acolhedor, aconchegante da Igreja. Os órfãos existenciais, os filhos pródigos, as criaturas de Deus, que estão afastados do Criador, encontram em Cristo o meio de aproximação a Deus de tal forma que passam a fazer parte da família de Deus. Recuperam a semelhança com Pai (Deus), desfrutam do amor d’Ele e tornam-se co-herdeiros com Cristo.

Você já é membro da família de Deus? Certa vez Jesus falou que Sua mãe e Seus irmãos são aqueles que fazem a vontade de Deus.

7) Candelabro (Ap. 1:20).

O candelabro é uma luminária. Mostra que a Igreja é a luz do mundo. O candelabro era de ouro batido, mostrando o valor apurado da Igreja. O candelabro também tinha sete hastes, o que indica a permanência dos “sete espíritos” (sete características do Espírito de Deus) na Igreja. O Espírito Santo habita na Igreja e é responsável por espalhar a luz de Deus que é irradiada através da Igreja.

Estas sete figuras mostram o relacionamento de Deus com a Igreja, afinal, a Igreja é o Corpo de Cristo, Sua Noiva e pertence à Sua família. De igual modo, mostram como se compõe a Igreja e como seus membros se relacionam entre si. Estes se edificam (Edifício) uns aos outros, formam um Corpo e são uma família. Aquelas figuras também mostram a relevância da Igreja para com a sociedade, pois Ela é a luz do mundo (candelabro) e sustentáculo (coluna) da verdade na terra.

(O autor do artigo é o Pr. Eber Jamil, dono do blog).

A IGREJA EM BERÉIA

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O cristianismo foi implantado em Beréia na segunda viagem missionária de Paulo. Logo depois de Paulo e Silas saírem secretamente de Tessalônica  para escaparem da perseguição.

Lucas chamou-os de nobres porque receberam os missionários e as palavras proferidas por eles com avidez e receptividade diferentemente de Tessalônica, que recebeu com muita tribulação. Os bereianos liam, ouviam e guardavam a Palavra por isto eram bem-aventurados (Ap 1:3). Examinavam a cada dia as Escrituras e conferiam a doutrina ensinada por Paulo com as Escrituras. O verbo examinar era usado na lei pelos advogados para ver se um processo podia ou não ser sustentado por um tribunal, e assim os Bereianos examinavam as Escrituras para confirmar o que estava sendo ensinado.

A Igreja de Beréia deve ser uma referência nesta época de “Babel” teológica. Não devemos ser “céticos”, não crendo em nada, e nem “crédulos”, crendo em tudo. Devemos ter a Bíblia em nossas mãos e em nossos corações verificando tudo que chega aos nossos ouvidos para se verificar a coerência ou não com as Escrituras. Vamos todos nós sermos Bereianos? Espero que com a Graça de Deus todos nós sejamos.

“ AMADOS, não creiais a todo o espírito, mas provai se os espíritos são de Deus, porque já muitos falsos profetas se têm levantado no mundo” (1 João 4:1).

A CEIA DO SENHOR.

 

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O artigo de hoje visa à instrução acerca de uma das ordenanças (assim os batistas chamam) de Jesus – a ceia do Senhor. A ceia do Senhor deve ser celebrada até que Jesus volte (1 Co 11:26). Os elementos desta ceia são o pão e o vinho. O pão representa o corpo de Cristo e o vinho, o sangue de Jesus. Há três posturas básicas acerca da  natureza da ceia do Senhor.

1) TRANSUBSTANCIAÇÃO – È a idéia de que depois dos elementos serem abençoados se transformam no corpo e sangue de Jesus.

2) CONSUBSTANCIAÇÃO – É a idéia de que o corpo de Cristo está presente de forma mísitca nos elementos. Fazendo assim, a ceia de um sacramento, que nesse caso traria uma benção especial para o participante.

3) MEMORIAL – Os elementos são representativos, simbólicos, eles não se transformam no corpo e sangue de Jesus, e não possuem uma presença mística de Cristo. Das três posições, creio eu, a correta é a memorial.

A ceia do Senhor anuncia que Jesus morreu, mas que ressuscitou e voltará. Deve se participar da ceia dignamente (1 Co 11:27), examinando-se a si mesmo (1 Co 11:28) e discernindo o corpo de Cristo (1 Co 11:29).

(o autor do artigo é o Pr. Eber Jamil, dono do blog).

IGREJA ALEGRE.

 

alegria-guri Uma igreja alegre transpira vida, vigor e entusiasmo. Já o oposto, uma igreja que perde a alegria, murcha a cada dia. Por que isto acontece? Por que a apatia às vezes sobrepuja a alegria? Afinal Deus não deseja que nossa alegria seja completa? (1 Jo 1:4; Jo 16:24). Afinal a salvação não é fonte de alegria? (Is 12:3) Sim, é verdade.

A salvação em Cristo é fonte de alegria e o desejo divino para sua igreja é que haja alegria completa. Entretanto, por que algumas igrejas perdem a capacidade de celebrar, murcham a cada dia, e os cultos parecem perder o entusiasmo e a vida?

Creio que a primeira razão seja a ausência de uma vida devocional com Deus. A Palavra diz: “Na tua presença há plenitude de alegria” (Sl 16.1). O contrário só trará a perda do viço e da seiva. A intimidade com Deus através da oração e da palavra nutre no crente a capacidade de celebrar e festejar diante de Deus. Diz a Palavra que “Bem aventurado o povo que conhece os vivas de júbilo; que anda, ó Senhor, na luz de tua presença. Em teu nome de contínuo se alegra, e na tua justiça se exalta” (Sl 89.15 e 16).

Creio que uma segunda razão seja a ausência da evangelização. Como alguém já disse, “a igreja que não evangeliza se fossiliza”. É tremendo quando a igreja sai de mãos unidas para distribuir folhetos ou para realizar um culto em praça pública. É tremendo observar na hora do apelo vidas se entregando a Jesus. São momentos festivos. “Eu vos afirmo que, de igual modo há jubilo diante dos anjos de Deus por um pecador que se arrepende” (Lc 15:10). Já ouvi muitos pregadores citarem este versículo para afirmarem que os anjos se alegram, mas não é isto o que o versículo diz, mas que “há júbilo diante dos anjos”. Quem está diante dos anjos? O próprio Deus. Os anjos contemplam o sorriso de Deus quando um pecador se arrepende. Quando você se arrependeu, Deus sorriu! Aleluia! Se o céu se alegra, a igreja aqui na terra também se alegrará. “Aquele que leva a preciosa semente, andando e chorando, voltará com cânticos de alegria trazendo consigo os seus molhos” (Sl 126:6).

(O autor do texto é o Pr. Eber Jamil, dono do blog).