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DISCERNIMENTO.

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Há necessidades básicas como amar e ser amado, de justiça, paz, propósito na vida etc. Na busca pela superação dessas e outras necessidades podemos escolher mal, e isto nos trazer prejuízo. Escolher é uma capacidade humana que vem acompanhada de responsabilidade. Somos responsáveis pelas escolhas que fazemos. Não podemos usar como desculpa as urgentes necessidades para fazermos escolhas erradas. Iremos prestar constas a Deus.

Algo se faz muito necessário para se escolher: DISCERNIMENTO. O discernimento vem com a ação do Espírito no nosso coração que se utiliza das nossas experiências de vida pessoal, vida com Deus, o nosso conhecimento da Palavra de Deus e nossa vida de oração. Exerça-o com sabedoria, assim suas escolhas serão melhores.

Há o discernimento natural que os homens com saúde mental possuem e há o discernimento espiritual, um dom dado pelo Espírito Santo, que capacita a distinção entre o que vem de Deus e o que vem de satanás.

Um exemplo de discernimento espiritual é o de Paulo em sua segunda viagem missionária, quando desenvolvia seu ministério foi importunado por uma menina possuída por um espírito de adivinhação. Ela exclamava: “Estes homens, que nos anunciam o caminho da salvação, são servos do Deus Altíssimo”. Ela não errou no que dizia, mas dizia possuída por demônios com o objetivo de atrapalhar Paulo e seus companheiros. Paulo pelo Espírito percebeu aquele espírito de adivinhação e inquietação, repreendeu em nome de Jesus e a menina foi liberta.

O discernimento não é apenas usado na distinção do bem e do mal. Mas também, numa atitude de sabedoria que sabe aproveitar a hora propícia de agir. Como Paulo em Atenas percebendo a idolatria do povo usou um altar que era dedicado a um Deus desconhecido. Paulo proclamou Jesus como o Deus que os atenienses não conheciam.

É bom que se registre, que discernimento não é “intuição” ou “insight”, ele é dado pelo Espírito Santo, que age de acordo com a Palavra de Deus, que foi registrada para ser o nosso manual, aferidor de todas as coisas. Então o discernimento não se trata de algo subjetivo, mas de uma experiência real baseada na orientação da Palavra de Deus.

Uma das maiores necessidades do povo de Deus em nosso tempo é o discernimento. Discernir o que se ouve. Discernir antes de falar. Discernir antes de escolher. A precipitação traz muitos infortúnios. Evita-se muitos problemas quando o discernimento é praticado.

Jesus foi alvo de muitas armadilhas, mas não caiu em nenhuma, pois discernia tudo, conhecia os corações. Talvez você diga: “não somos Jesus”; mas somos servos dEle. Temos o Espírito Santo. Temos a Palavra de Deus. Temos conselheiros espirituais. O inimigo de nossas almas anda em derredor buscando quem possa tragar. Vigiar. Discernir. São necessidades básicas.

Devemos discernir sem usarmos as togas de juízes dos outros como se tivéssemos a palavra final sobre alguém. Deus está acima de todos. Cabe-nos a humildade de depender de Deus para exercemos tal capacidade de forma acurada e sábia porque sem Deus e sem sua Palavra e oração não dá para fazê-lo.

(O autor do texto é o Pr. Eber Jamil, dono do blog).

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DEUS DEMORA?

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A noção de tempo é humana, não de Deus. Para Ele um dia é com mil anos e mil anos são como um dia. Para Ele tudo já foi. Passado, presente e futuro tudo lhe são conhecidos. Então a resposta é que Deus não demora. Essa noção de tempo é nossa. Ele não está aprisionado a isto. Portanto, confie em Deus. Aquilo que parece estar demorando para você, não é demora para Ele. Ele não se atrasa. Faz tudo no momento certo. Para nós é difícil de imaginar um Ser não encastelado pelo tempo. Um ser que tudo já é. Porém, assim é Deus.

Três episódios marcantes na Bíblia demonstram isto. Uma das batalhas enfrentadas pelo povo de Israel onde o dia foi mais longo, porque Josué com autoridade pediu para deter o tempo no vale de Aijalom e o milagre aconteceu. Outro episódio foi durante a doença de Ezequias em que o Senhor lhe acrescenta quinze anos de vida, depois de retornar dez graus do relógio de sol de Acaz. E por ocasião da doença de Lázaro, Jesus não foi vê-lo prontamente, demorou-se dois dias no lugar onde estava. Quando chegou Lázaro já estava sepultado há quatro dias. Marta, irmã de Lázaro, falou para Jesus: “se você estivesse aqui, meu irmão não teria morrido”. Marta achou que não havia mais tempo. Como nós achamos. Mas, Jesus ressuscitou Lázaro. O tempo é criação de Deus. Ele que estabeleceu o princípio de tudo.

O segredo é deleitar-se nEle. Desfrutá-lo. Confiar nEle. Ele já te abençoou e no momento certo a benção dEle se concretizará naquilo que você já entregou em suas mãos. Tenha certeza disto. Paulo escreve sobre “remir o tempo”, que significa aproveitar bem cada oportunidade. Precisamos desta sabedoria. Falamos que temos a Vida Eterna, mas agimos como se tudo estivesse resumido a esta vida, e não está. A vida física se desvanece todos os dias e nós lidamos com a nossa transitoriedade e glória passageira. Porém, chegará o tempo que a Glória do Senhor nos envolverá, e o que é mortal se revestirá de imortalidade. Onde o tempo não nos limitará. Enquanto não chegamos ao ditoso dia, lembre-se que apesar de vivermos no limite do tempo, Deus não vive. Portanto, entrega-se a Deus, reconheça-o em todos os caminhos e ele endireitará suas veredas.

(O autor do artigo é o Pr. Eber Jamil, dono do blog).

BOA OU MÁ INFLUÊNCIA?

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Há uma frase muito conhecida que afirma “você se torna eternamente responsável pela pessoa que cativas”. Por que se torna responsável? Porque a pessoa que é cativada por você é também influenciada por você. Nós somos responsáveis pela influência que exercermos sobre os outros. Não somos responsáveis pelas atitudes dos outros, mas temos que ser boa influência, pois podemos cooperar para o bem ou mal de alguém.

Uma figura bíblica para o poder da influência é o fermento. Na Bíblia o fermento é usado como uma figura para a boa influência e também como uma má influência.

Vejamos como um exemplo de má influência:

1 Coríntios 5 –

6 Não é boa a vossa jactância. Não sabeis que um pouco de fermento faz levedar toda a massa?

7 Alimpai-vos, pois, do fermento velho, para que sejais uma nova massa, assim como estais sem fermento. Porque Cristo, nossa páscoa, foi sacrificado por nós.

8 Por isso façamos a festa, não com o fermento velho, nem com o fermento da maldade e da malícia, mas com os ázimos da sinceridade e da verdade.

Aqui o fermento é uma figura de impureza. Devemos ser uma massa nova sem fermento. Na Páscoa tinha que se jogar fora todo o fermento velho. Influenciamos negativamente as pessoas através dos escândalos (Lc 17:1 e 2), ou por atitudes perniciosas como Himineu e Fileto (II Tm 2:17 e 18).

Já como uma figura positiva o Reino de Deus é comparado ao fermento. Veja:

Mateus 13

33 Outra parábola lhes disse: O reino dos céus é semelhante ao fermento, que uma mulher toma e introduz em três medidas de farinha, até que tudo esteja levedado.

Jesus foi como um fermento que influenciou toda a história da humanidade. Abel e seu sacrifício deixaram marcas profundas (Hb 11:4). Tabita com seu trabalho social abençoou toda uma cidade (At 9:36-39). Temos que influenciar positivamente a nossa família, igreja, trabalho e sociedade.

Fica a pergunta: você é uma boa ou má influência?

(O autor do artigo é o Pr. Eber Jamil, dono do blog).

SALOMÃO: A OSTENTAÇÃO OFUSCA A SABEDORIA.

Vivemos sob um sistema plenamente consumista, a obtenção de riquezas tem se traduzido como o alvo das pessoas. Temos muitos exemplos de que o alcançar as riquezas não satisfazem plenamente o homem. Salomão teve tudo o que quis, mas isto não lhe trouxe felicidade, pelo contrário trouxe frustração, um sentimento de vazio. Salomão em Eclesiastes capítulo 2 afirma que:

. O prazer não lhe trouxe satisfação (2.1).

. A bebida não lhe trouxe satisfação (2.3).

. Grandes obras para si não lhe trouxeram satisfação (2.4-6).

. As riquezas não lhe trouxeram satisfação (2.7 e 8).

. O alcance de tudo que desejava não lhe trouxe satisfação (2.9 e 10).

. Tudo isto foi como correr atrás do vento (2.11).

Salomão teve um começo admirável. Ele era filho de Davi com Bate-seba. Seu nome significa pacífico. O profeta Natã o chamou de Jedidas, que quer dizer “amável” do Senhor (II Sm 12:25). Ele foi escolhido por Davi para reinar no lugar dele e começou a reinar com 20 anos. Certa ocasião Deus lhe apareceu em sonho perguntando-lhe o que desejava. Salomão pediu sabedoria e recebeu um coração sábio e entendido.

O seu reinado foi de paz e progresso. Estabeleceu uma paz que duraram quarenta anos de seu reinado. Foi um verdadeiro diplomata. Ele edificou o templo de Jerusalém que Davi desejou construir. (Foi Davi que havia ajuntado o material em grande quantidade e até mesmo deixado a planta do templo para a construção). O templo foi construído em sete anos. Ele também edificou palácios. O palácio que edificou para si levou 13 anos para ser concluído. (Mais tempo que a construção do templo). Também construiu um palácio no bosque do Líbano, tudo com muito luxo. A fama de Salomão alcançou o mundo da época fazendo com que a rainha de Sabá viajasse milhares de quilômetros para conhecê-lo. As suas diversas alianças com os povos vizinhos o levaram a inúmeros casamentos, o que acabou prejudicando muitíssimo o seu reinado. Ele começou a trazer os costumes religiosos dessas mulheres, e seu coração se deixou seduzir pela idolatria – idolatrando outros deuses e até construindo edificações pagãs. A sabedoria foi eclipsada pela luxúria e ostentação. Salomão semeou a divisão do povo de Israel. Uma das causas foram os juros abusivos que cobrava do povo.

A riqueza é um dom de Deus. Alguns conseguem alcançá-la, mas muitos naufragam neste “teste do muito”. Muitos se desviam da fé por amar ao dinheiro e trazem para si muitos males. Mesmo que alcancemos tesouros nesta terra, que de fato, e em verdade, o nosso tesouro seja o celestial. O nosso coração não pode deificar bens, propriedades ou pessoas. Eclesiastes, que foi escrito por Salomão, afirma que tudo é vaidade. Só podemos usufruir do sentimento de plenitude em Deus e não nos bens e pessoas desta terra. Depois de inquirir sobre a existência em Eclesiastes, Salomão chega à seguinte conclusão:

“ De tudo o que se tem ouvido, o fim é: Teme a Deus, e guarda os seus mandamentos; porque isto é o dever de todo o homem. Porque Deus há de trazer a juízo toda a obra, e até tudo o que está encoberto, quer seja bom, quer seja mau.” Eclesiastes 12: 13 e 14.

(O autor do artigo é o Pr. Eber Jamil, dono do blog).

ATITUDES SÁBIAS.

Jesus falando

Pv 3: 7 e 8 – Não sejas sábio a teus próprios olhos; teme ao SENHOR e aparta-te do mal. Isto será saúde para o teu âmago, e medula para os teus ossos.

Nestes versículos encontramos três atitudes sábias: humildade, temor ao Senhor e afastar-se do mal. O resultado é saúde para o físico e para a alma. Sem dúvida, a sabedoria divina aplicada no cotidiano pelo homem trará bons resultados. Isto não significa que o sábio não passará por aflições, mas certamente evitará muitos males aplicando a sabedoria no seu cotidiano.

A primeira das atitudes recomendada é: não sejas sábios a teus próprios olhos. Expressão repetida por Paulo em Rm 12:16 e merecedora de um “Aí” pelo profeta Isaías em 5:21. Tal pessoa dispensa a sabedoria divina como os construtores da torre de Babel que tentaram criar seu próprio caminho ao céu (Gn 11:24). Acham que não aprenderão com o próximo (Pv 12:15) e por isto caem facilmente em armadilhas (Pv 14:16).

A segunda atitude é temer ao Senhor. O temor ao Senhor é uma expressão geralmente mal compreendida. O temor a Deus não é o medo de Deus e nem medo do Seu castigo. “O temor do SENHOR é odiar o mal; a soberba e a arrogância, o mau caminho e a boca perversa, eu odeio” (Pv 8:13).”

A terceira atitude é afastar-se do mal, ou seja, apartar-se e desunir-se do mal. Cortar relações com as trevas. Não viver numa zona de convergência entre a luz do Senhor e o mal, conforme 1 Jo 1:5 e 6 – “E esta é a mensagem que dele ouvimos, e vos anunciamos: que Deus é luz, e não há nele trevas nenhuma. Se dissermos que temos comunhão com ele, e andarmos em trevas, mentimos, e não praticamos a verdade”.

Os resultados das atitudes sábias será saúde para o físico e a alma. Muitas doenças são causadas pela nossa presunção, falta de temor e proximidade com o mal. Vivendo com sabedoria afugentaremos muitos males e teremos uma vida salutar.

(O autor do artigo é o Pr. Eber Jamil, dono do blog).

RECONHECENDO O SENHOR.

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Pv 3: 6 – Reconhece-o em todos os teus caminhos, e ele endireitará as tuas veredas.

O sábio recomenda o reconhecimento do Senhor em todos os caminhos. Tal atitude é sábia e salutar para a existência.

Entretanto, quero começar por exemplos de pessoas que não reconheceram ao Senhor durante sua existência ou parte dela.

Veja o exemplo de Faraó em Ex 5: 2 – Mas Faraó disse: Quem é o SENHOR, cuja voz eu ouvirei, para deixar ir Israel? Não conheço o SENHOR, nem tampouco deixarei ir Israel.

Faraó, com seu coração endurecido, disse a Moisés não conhecer ao Senhor e durante toda batalha das pragas se manteve assim. Pediu aos magos para imitarem as pragas, enviadas por Deus, e os magos conseguiram em parte, até que na praga dos piolhos em diante, não mais conseguiram. Faraó só cedeu depois da morte dos primogênitos do Egito. Ele é um exemplo de obstinação, de dura cerviz, que não reconheceu o Senhor nos seus caminhos.

Os discípulos, em alguns momentos, também não reconheceram o Senhor em seus caminhos. Quando Jesus andou sobre as águas, os discípulos ficaram atemorizados e gritaram que era um fantasma (Mt 14.26). Talvez pensassem que era um arauto da morte que lhes estava aparecendo, anunciando que a morte se aproximava. Na quarta vigília da noite alguém andando sobre as águas, em meio a ventos contrários, é, de fato, aterrorizador. Entretanto, Jesus disse: Tende ânimo! Sou eu, não temais, os corações deles ficaram tranqüilizados (Jo 6:16-21). Nós precisamos reconhecer que, no meio da crise, Jesus sempre está conosco. Se assim não reconhecermos, temeremos.

A recomendação do sábio é para que conheçamos a Deus, e tenhamos comunhão com Ele. A falta de conhecimento de Deus leva a destruição, ao perecimento (Os 4:1-6), e mostra uma falta de comunhão com Deus. Precisamos estar atentos para saber, em todos os caminhos, o que Deus quer e espera de nós. Se assim fizermos, Ele promete tirar os obstáculos e aplanar os caminhos. Todo o vale será aterrado. As estradas de montanhas e colinas niveladas. As estradas tortuosas serão endireitadas. Os caminhos cheios de pedras, acidentados, serão aplanados (Is 40:3-5). Ele levará pelo caminho certo e alcançaremos os alvos estabelecidos por Ele.

Pv 16:3 – Confia ao SENHOR as tuas obras, e teus pensamentos serão estabelecidos.

Sl 25: 9 – Guiará os mansos em justiça e aos mansos ensinará o seu caminho.

Sl 32: 8 – Instruir-te-ei, e ensinar-te-ei o caminho que deves seguir; guiar-te-ei com os meus olhos.

Is 48: 17 – Assim diz o SENHOR, o teu Redentor, o Santo de Israel: Eu sou o SENHOR teu Deus, que te ensina o que é útil, e te guia pelo caminho em que deves andar.

(O autor do artigo é o Pr. Eber Jamil, dono do blog).

NÃO TE ESTRIBES NO PRÓPRIO ENTENDIMENTO.

O Estribo Pampa

Leia: Provérbios 3:5 b.

O estribo é a peça pendente na sela do cavalo em que o cavaleiro firma o pé para montá-lo. O sábio afirma que não podemos alicerçar a nossa vida em nosso entendimento. Ele não é contra a autoconfiança, a sabedoria, o juízo de valor que fazemos das demandas da existência. Entretanto, o sábio é contrário a soberba, contra a autoconfiança demasiada,  contra a presunção, contra a fundamentação da existência em si mesmo. Tal atitude não é sábia.

A Bíblia é cheia de exemplo de pessoas e nações que confiaram em si e terminaram em frustração ou até em destruição.

Pv 28: 26 – O que confia no seu próprio coração é insensato, mas o que anda em sabedoria, será salvo.

Veja a autoconfiança exagerada de Pedro:

Lc 22: 33 e 34 – E ele (Pedro) lhe disse: Senhor, estou pronto a ir contigo até à prisão e à morte. Mas ele (Jesus) disse: Digo-te, Pedro, que não cantará hoje o galo antes que três vezes negues que me conheces.

Veja a soberba de Nabucodonozor:

Dn 4: 29, 30 e 33 – Ao fim de doze meses, quando passeava no palácio real de Babilônia, Falou o rei, dizendo: Não é esta a grande Babilônia que eu edifiquei para a casa real, com a força do meu poder, e para glória da minha magnificência? (…) Na mesma hora se cumpriu a palavra sobre Nabucodonosor, e foi tirado dentre os homens, e comia erva como os bois, e o seu corpo foi molhado do orvalho do céu, até que lhe cresceu pêlo, como as penas da águia, e as suas unhas como as das aves.

A arrogância pode se manifestar de muitas formas.

Quando alguém se aproxima das Escrituras confiado na sua capacidade de interpretar, na sua sabedoria para entender, pouco aproveitará da Bíblia. A Bíblia afirma que o homem natural não compreende as coisas de Deus. Só o espiritual compreende os desígnios de Deus expostos nas Escrituras. Portanto, temos que nos aproximar da Bíblia em espírito de oração e de dependência do Espírito para compreendê-la. Veja 1 Co 2:14-16.

Aquele que acha que a salvação é alcançada pelas obras, pelo seu próprio mérito, estriba-se no seu próprio entendimento. Tal pessoa não alcançará a salvação se não se arrepender e crer que a salvação é pela graça pela mediação de Cristo, portanto o mérito é de Jesus. Veja Ef 2:8 e 9.

Aquele que planeja confiado somente na sua própria força tem uma arrogância maligna, segundo Tiago. Devemos planejar, mas sabendo que se Deus quiser alcançaremos a execução do projeto. Veja Tg 4:13-16 e Pv 14:12.

A busca pela santificação não pode estar baseada no poder da carne. Porque “os que estão na carne, não podem agradar a Deus “ (Rm 8:8). Muitos se utilizam do poder do legalismo para promover a santificação. Entretanto, um dia a corda se estica tanto que arrebenta. Não se pode promover a santificação no poder da carne. É com temor a Deus e dependência do Espírito que alcançaremos a santificação (Pv 14:16).

Percebemos assim que a humildade é uma virtude cristã e uma atitude de sabedoria. A presunção, arrogância e a soberba como alicerce provocará a fragilidade do indivíduo que um dia não resistirá e cairá. Entretanto, a confiança total em Deus e a dependência dEle será um alicerce poderoso para resistir as intempéries da existência.

(O autor do artigo é o Pr. Eber Jamil, dono do blog).