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SENHOR, JUSTIÇA NOSSA!

Ótima poesia. Os que estão em Cristo não devem viver sob o tacão do medo.

Gilberto Celeti

SENHOR, JUSTIÇA NOSSA!

Senhor, Justiça nossa, nome amado,
Por nós é que Ele foi crucificado.
O Santo, o Perfeito, o Imaculado!
Tomou na cruz, do crente, o pecado.
E proclamou ali: “Está consumado”!

Motivo não há pra estar amedrontado
Nem abatido, nem angustiado,
Se peca, Cristo é Seu advogado,
E seu pecado é logo confessado.
Mantém o coração purificado.

E como Cristo está ressuscitado
O crente sabe que foi libertado,
Todo pecado já foi perdoado.
E busca a santidade com cuidado
Com Cristo bem presente, ao seu lado.

A Deus, tendo o seu corpo consagrado,
Não fica a este mundo conformado
E pelo Espírito sendo habitado,
Deseja ser por Deus orientado
Em tudo quer ver Deus glorificado.

Gilberto Celeti

“Aquele que não conheceu pecado foi feito pecado por nós, para que nele, fossemos feitos justiça de Deus”. (2 Coríntios 5:21)

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A CORRIDA DA SANTIFICAÇÃO.

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A vida cristã é comparável a uma corrida. Podemos então considerá-la como um movimento constante, um progresso contínuo, que leva a um alvo. Entretanto, como podemos chamar esta corrida? De santificação. É a influência do Espírito Santo em nosso espírito, alma e corpo.

Muitos perguntam qual é a vontade Deus no meu caminho? Na Bíblia está explícito:

1 Ts 4: 3 Porque esta é a vontade de Deus, a vossa santificação.

A doutrina da santificação muitas vezes é vista num aspecto excludente. Pensa-se que a busca pela santificação é deixar de fazer isto ou aquilo.

Santificação deve ser a busca de todo crente, que é santo, porque tem um relacionamento com Deus, de separação, exclusividade. O que deve ser exclusivo a Deus, ele dedica somente a Deus. Somente Deus deve ser adorado. Para ele, Jesus é O único Mediador. Deve-se amar a Deus sobre todas as coisas. Este é o entendimento daquele que é separado, porque tem uma aliança com Deus através de Jesus.

Outros, veem apenas o aspecto exterior da doutrina da santificação, com isto o interior é negligenciado. Foi um dos grandes problemas dos religiosos no tempo de Jesus, e diria que em todos os tempos da terra, existirá esta postura religiosa hipócrita, mascarada, que é dissonante de uma vida verdadeira que começa de dentro do coração. “Sepulcros caiados” foram assim chamados por Cristo tais pessoas. Mortinhos por dentro, e por fora rigor e zelo falsificados. Às vezes restringem a doutrina da santificação aos usos e costumes, e a sexualidade.

Acima de tudo, a santificação deve ser vista como fruto do amor a Deus. Dedicação e zelo que brotam do espírito adorador que deseja dedicar sua vida a Cristo. Neste aspecto mostra que a santificação inclui e atrai pessoas que estão afastadas de Deus. É a grande resposta que o nascido de novo deve dar ao amor de Deus demonstrado por nós e ao espírito deste século que subjaz no maligno. A santificação começa-se no ato do novo nascimento e é uma resposta, porque começou com o ato deliberado de Deus de enviar Jesus para morrer, ressuscitar, salvar, e os que creem, tornam-se parte da família de Deus.

Saiba que esta é a vocação daqueles que nasceram de novo:

1 Ts 4: 7 Porque não nos chamou Deus para a imundícia, mas para a santificação.

Somos Povo adquirido comprado com o sangue de Jesus. Tal relacionamento torna-se vital e pulsante presente no coração daquele que crê. Não ficando apenas no mundo da alma e do coração, pois se encarna na conduta cotidiana do crente em Jesus.

Se a santificação é comparável a uma corrida implica-se que envolve esforço. Ela só teve início por causa de Deus. A salvação só foi possível por causa da iniciativa de Deus. Entretanto, o crente participa do “desenvolvimento da salvação”, buscando viver uma vida consagrada, através da prática da Palavra e das disciplinas espirituais.

Então, meu irmão, rumo ao alvo que é Cristo, esforça-te e tende bom animo. Corra a corrida da santificação. Utilizando-se do meio da operação de santificação na vida do crente – a Palavra de Deus.

Jo 17: 17 Santifica-os na tua verdade; a tua palavra é a verdade.

(O autor do artigo é o Pr. Eber Jamil, dono do blog).

HONRANDO O NOME DE CRISTO.

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O nome na Bíblia, muitas vezes, não significa apenas a forma pela qual a pessoa é conhecida, revela o caráter da pessoa. Quando Jesus ensinou a orar: SANTIFICADO SEJA TEU NOME, significa que devemos afirmar pelo nosso testemunho o caráter Santo de Deus. Santificando-o através do nossa própria santificação. Para tanto, precisamos aplicar a Palavra de Deus em nossa vida pela qual somos santificados para que o Nome de Deus seja propagado. Interessante ver que o Salmo de número 8 que fala da posição honrosa do homem na terra comece a falar de que como o Nome de Deus é admirável em toda a terra. Honre o Nome de Deus.

Mas de que forma podemos honrar o Nome de Deus?

Creio que uma das formas, é tendo uma forma consagrada de falar. Entre os dez mandamentos que Deus orientou está que não se usasse o Nome de Deus em vão. Palavras relacionadas a Deus, a seus atributos, ou conceitos teológicos vitais, não devem ser usadas de qualquer forma. Muitos crentes “brincam” e fazem “piadas” com palavras que deveriam ser consagradas, separadas para se referir a valores espirituais e não a brincadeiras “sem noção”. Não me refiro a uma espécie de criação de um dialeto “evangeliques”, mas a fala precisa ser apropriada e oportuna que honre o Nome do Senhor.

Outra forma seriam as nossas obras, ações. O Nome do Senhor deve marcar nosso comportamento. Somos regenerados. Nascidos de Novo. Um estilo de vida com a marca do céu. Carregamos o Nome do Senhor aonde formos. Somos embaixadores, representantes dEste Nome. Nossas obras não podem contradizer com a posição honrosa de cristão que possuímos. Apesar de não alcançarmos a altura plena, nesta vida, do que Deus deseja, devemos buscar constantemente que a nossa vida glorifique o Nome de Deus.

Por último cito a questão do caráter, das características que possuímos, já que O Nome de Deus, mostra o caráter dEle, não podemos ter um caráter que renegue a Marca de Cristo em nós. Sabemos que todos nós estamos em construção, caminhando para o alvo – Cristo, mas que estejamos de fato caminhando de forma ascendente. “È prá frente que se anda”. Não devemos ser “crentes caranguejeiros” que andem para trás. Quando nascemos de Novo recebemos O Espírito Santo inoculou dentro do nosso caráter o caráter de Cristo, o qual deve se desenvolver na carreira cristã. O filho de Deus tem o DNA de Deus. Tem o gene. Seu coração é regenerado. O Fruto do Espírito está em nós, pouco ou bem desenvolvido, mas está em nós. Portanto, requer-se daquele que porta o Nome de Deus ter um caráter que caminha para estatura de Varão Perfeito – Cristo. Onde O Espírito Santo desenvolve as características de Cristo em nós.

(O autor do artigo é o Pr. Eber Jamil, dono do blog).

SERÁ POSSÍVEL VIVER UMA VIDA PURA?

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Salmos 119:9 – Com que purificará o jovem o seu caminho? Observando-o conforme a tua palavra.

Alguns pensam que o Salmo 119 é uma espécie de diário espiritual, que registra o crescimento espiritual do escritor. Partindo de sua decisão na juventude de crer e obedecer à Palavra de Deus até o tempo em que ele espera encontrar-se com o Senhor. No início do Salmo o salmista faz uma pergunta vital:

Com que purificará o jovem o seu caminho?

Essa pergunta reflete a inquietude do salmista que buscava uma vida pura. Ela é feita hoje por quem teve a experiência do Novo Nascimento. Entretanto, será possível o jovem com seus hormônios em ebulição ter uma vida pura? Será possível viver uma vida pura? A resposta que o salmista encontra nos diz que é possível. Depois de se entregar a Jesus e nascer de novo, o pecado não terá mais domínio sobre o crente. O nascido de novo já não é mais escravo do pecado. Ele passa a ter instrumentos dados por Deus para viver como vitorioso, que já é, sobre o pecado, e o principal é a Palavra de Deus.

A reposta que o salmista encontra é:

Observando-o conforme a tua palavra.

Observar é praticar. Deve-se ler a Palavra com a intenção de praticá-la. A Bíblia não deve ser vista apenas como um compêndio de conhecimento, mas como uma bússola, um guia fiel, da qual não devemos nos desviar.

Sl 119.10 Com todo o meu coração te busquei; não me deixes desviar dos teus mandamentos.

O significado da Palavra deve penetrar no íntimo, moldando o caráter de tal forma que o pecado não encontrará espaço dentro do coração. A batalha entre o pecar e o não pecar trava-se dentro do coração. Jesus disse que era dentro do coração que vinham bons ou maus desígnios. É a alma que toma as decisões e a sua metáfora principal é o coração. Portanto, guardemos a palavra dentro do coração.

Sl 119:11 – Escondi a tua palavra no meu coração, para eu não pecar contra ti.

Fica patente que se alguém deseja a santificação precisa apegar-se a Palavra de Deus para praticá-la. A Bíblia não deve ser apenas o livro de cabeceira, ou um livro que carregamos debaixo do braço quando vamos a Igreja, mas uma Palavra Viva no cotidiano, na mente e no vocabulário. Tenha a Palavra de Deus em alta conta, considere-a essencial para um viver digno. DEUS TE ABENÇOE.

(O autor é o Pr. Eber Jamil, dono do blog).

NÃO NOS DEIXE CAIR EM TENTAÇÃO.

                                                                  

tentacao1 Entramos nas últimas petições da oração do Pai nosso as quais vamos analisar: não nos deixe cair em tentação e nos livra do mal. Jesus nos ensina a orar contra o pecado e contra Satanás. As três primeiras petições concernem a Deus: Seu nome, Seu reino e Sua vontade. A quarta e quinta referem-se as necessidade de alimento e perdão. Nestas duas últimas petições Jesus nos ensina orar defensivamente.

Deve ser o nosso interesse orarmos para sermos livres de pecar no futuro. No pedido anterior Jesus ensina pedirmos para Deus nos perdoar dos pecados como nosso perdoamos aos nossos devedores. Depois viveríamos uma vida descompromissa com Deus? De forma nenhuma. Há um teor de vigilância, de temor a Deus e uma busca pela prontidão nestes pedidos. Jesus advertiria mais tarde seus discípulos:

Vigiai e orai, para que não entreis em tentação; na verdade, o espírito está pronto, mas a carne é fraca (Mt 26.41).

A oração a Deus é um meio poderoso para não sucumbirmos às tentações. “AQUELE que habita no esconderijo do Altíssimo, à sombra do Onipotente descansará (…)”. (Salmos 91). Leia o salmo todo.

A palavra “tentar”, peirazo no grego, significa “provar”. O objetivo de tal prova pode ser para o bem, quando vinda de Deus, ou para o mal, quando vinda do Diabo. Tentação é indução para o mal por sugestões do diabo ou da sensualidade (Pequena enciclopédia bíblica O. S. Boyer). Tentação é impulso forte para agir mal (Bíblia de recursos para o ministério com crianças).

Toda humanidade é passível de tentações. Não há pessoa que não seja tentada. Todas as pessoas são tentadas. Jesus disse: “e não nos deixe cair em tentação”. Jesus já partiu da idéia de que todos são tentados. Ele orou para que não fossemos seduzidos pelas tentações. Tiago também em 1.13 disse: “ninguém ao ser tentado, diga…”. Ele não disse: se alguém for tentado… Ele disse “quando for tentado”.

A tentação não é pecado. Ser tentado não é a mesma coisa que pecar. Pecado é a tentação concebida, aceita. É o que aquela famosa frase de Lutero que afirma que não somos culpados quando o passarinho sobrevoa a nossa cabeça. Entretanto, seremos culpados se o passarinho pousar e fazer um ninho nela.

Quando Jesus também nos ensinar a orar: “mas livra-nos do mal” está pedindo para sermos livres do maligno. O fato é que o inimigo é o “tentador” (Mt 4.3) esse nome, ainda que raro, descreve de modo literal a atividade satânica natural de tentar induzir os justos a pecar ou abandonar a fé. Ele tenta macular e desviar a nossa fidelidade a Deus.

Sabemos que as nossas concupisciências são atraídas pelas iscas que muitas vezes Satanás lança. O inimigo “não brinca em serviço”. Ele tem objetivos bem claros: roubar, matar e destruir (Jo 10.10). E para cumprir seu objetivo ele lança mão de estratégias. Ele tenta engodar o indivíduo na cobiça da carne, na cobiça dos olhos e na soberba da vida. Vejamos o que diz 1 Jo 2.16: “Pois tudo que há no mundo, a concupiscência da carne, a concupiscência dos olhos e a soberba da vida, não é do Pai, mas do mundo”.

De que maneira podemos resistir o inimigo?

“Sujeitai-vos, pois, a Deus, resisti ao diabo, e ele fugirá de vós” (Tiago 4:7). O segredo é uma completa submissão ao Senhor Jesus. Submissão é obediência. Submissão é dependência de Deus.

De que maneira podemos resistir o inimigo?

Paulo aos escrever aos efésios afirmou que para enfrentar Satanás precisamos nos revestir da armadura de Deus.

“No demais, irmãos meus, fortalecei-vos no Senhor e na força do seu poder. Revesti-vos de toda a armadura de Deus, para que possais estar firmes contra as astutas ciladas do diabo” (Efésios 6: 10 e 11).

De que maneira podemos resistir o inimigo?

Orando em todo tempo. “Orando em todo o tempo com toda a oração e súplica no Espírito, e vigiando nisto com toda a perseverança e súplica por todos os santos” (Efésios 6:18).

Sujeitando-se ao Senhor, revestindo-se da armadura de e orando em todo tempo na cobertura do poder divino, resistiremos o inimigo e ele fugirá de nós.

Devemos desejar como servos perdoados por Deus que não venhamos a pecar. Porém tal desejo não deve estar firmado no poder da nossa vontade. A oração é um dos meios pelos quais buscamos a força de Deus e o seu poder.

(O autor do artigo é o Pr. Eber Jamil, dono do blog).

PACTO COM OS OLHOS.

 

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Jó 31.1 – Fiz aliança com os meus olhos como, pois, os fixaria numa virgem?

Sl 101. 3 – Não porei coisa má diante dos meus olhos.

Mt 6.22 e 23 – A candeia do corpo são os olhos; de sorte que, se os teus olhos forem bons, todo o teu corpo terá luz; Se, porém, os teus olhos forem maus, o teu corpo será tenebroso. Se, portanto, a luz que em ti há são trevas, quão grandes serão tais trevas!

Pensei rapidamente em alguns textos que falam sobre o olhar e me lembrei destes. Sempre ouvi falar sobre o “segundo olhar” ensinado por Billy Graham, que o ensina como pecaminoso. Porque o primeiro olhar é fortuito, por acaso, mas se você olhar pela segunda vez, comete pecado. Creio também, que o primeiro olhar pode ser pecaminoso, quando vemos a primeira vez, e nos fixamos no alvo de nossa cobiça.

Tanto no texto de Jó e Salmos percebemos que precisa haver da nossa parte um compromisso vigilante com o nosso olhar. É uma questão de decisão pessoal, uma aliança. O primeiro pecado, chamado de original, foi engodado pela cobiça do olhar. Eva percebeu que o fruto era agradável a sua vista, cobiçou, e pecou. Portanto é urgente, fazermos um pacto conosco mesmo, confiados na graça de Deus, de vigilância, de como olhamos e o quê olhamos. O olhar de muitos parece ser um “buraco negro” desejando sugar tudo o que tem em volta.

Quando escrevo sobre um pacto conosco mesmo não estou pregando uma autoconfiança em si próprio para triunfar sobre a cobiça dos olhos. Refiro-me a uma disposição, vontade de depender de Deus, confiando na libertação que Jesus nos outorgou na cruz. Confiando no poder que a ressurreição nos trouxe e no poder do Espírito que nos capacita a sermos testemunhas eficientes. Afinal, só podemos fazer aliança com os nossos olhos, porque temos uma aliança com Cristo.

Não pense que um olhar cobiçoso não tem conseqüências. A candeia do corpo são os olhos, ou seja, a quantidade de luz que vamos ter na nossa alma depende de onde fixamos o nosso olhar. Há muitas pessoas da luz que estão sob forte influência das trevas, pois cultivam o seu olhar naquilo que é pecaminoso. São cobiçosos. São invejosos. São adúlteros. São da luz, mas é uma luz abafada e sufocada pelas densas trevas.

O olhar pecaminoso não é só aquele que se fixa com cobiça, mas também aquele que “interpreta” fatos, circunstâncias e pessoas com maldade. Há pessoas que vêem maldade em tudo. A sua interpretação daquilo que vê é segundo o seu inconsciente poluído pela malícia e impureza.

Não escrevo como alguém que não está sujeito a essas coisas, longe disso. Escrevo o que a Palavra de Deus diz, o que a Palavra me exorta. Portanto, acatarei o que Deus está me dizendo, pedindo o seu poder para viver pactuado com o meu olhar, e nunca o fixando no mau.

Quando me lembro do olhar de Jesus lembro logo da palavra compaixão. Pois, a Bíblia diz que Jesus olhou para as pessoas e multidões com compaixão. Quanta luz havia em Cristo! Ele foi a luz do mundo enquanto esteve no mundo. Hoje, a Igreja é o luzeiro que reflete a luz de Cristo, pelo poder do Espírito. Portanto, meu irmão, cultive um bom olhar, para que a luz que há em ti não se torne trevas. Se assim não for: “quão grandes serão tais trevas!”.

(O autor do artigo é o Pr Eber Jamil, dono do blog).