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FIÉIS, APESAR DA PRESSÃO.

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Quem crê em Cristo passa a ter um relacionamento com Deus. Torna-se filho de Deus por adoção. Ocorre uma transposição do domínio do pecado para um relacionamento espiritual exclusivo com Deus. Este relacionamento com Deus em amor chama-se santificação. Não é uma alienação da vida, mas é uma vida que se santifica na Palavra de Deus. É vida com Deus. A pessoa que crê em Jesus saiu das trevas e foi guindada para a maravilhosa luz do Senhor. Há um abandono das obras infrutíferas das trevas.

Fica entendido, que neste sistema mundano cujo o pecado domina fará pressão ao cristão para que se demova da posição de santificação e se contamine. Tal pressão nem sempre é explícita. Muitas vezes ela dá pequenos passos em direção a sua vontade que é nos afastar de Deus. Como diz o ditado de grão em grão a galinha enche o papo. Portanto, estejamos atentos a estratégia do inimigo que age sorrateiramente.  Dito isto, afirmo que não devemos baixar a guarda e nem aceitar os sofismas deste mundo. Fiquemos com a Palavra da Verdade e a utilizemos em nossa fé para vencermos as sutilezas deste mundo.

A Palavra de Deus alerta que aqueles que querem viver piamente a vida com Deus passarão por perseguições. Portanto, a mensagem de Jesus a Igreja de Esmirna ecoa até os dias de hoje. A Igreja de Esmirna ouviu de Jesus: “Se fiel até a morte, e dar-te-ei a coroa da vida”. Policarpo foi um dos bispos de Esmirna, e foi queimado vivo. Ofereceram-lhe a escolha: Cristo ou César. Se ele amaldiçoasse a Cristo estaria livre, mas ele respondeu: “Oitenta e seis anos faz que sirvo a Cristo e Ele só me tem feito bem; como podia eu, agora amaldiçoá-lo, sendo Ele meu Senhor e Salvador”. Seremos fiéis seja qual for a pressão que recebermos. Até mesmo se nossa vida for ameaçada.

A fidelidade é uma característica do fruto do Espírito em nós. Ela é acompanhada da perseverança que se apega a Cristo e não o deixa por nada. Como os apóstolos responderam a pressão dos religiosos do seu tempo nós devemos também responder. A resposta deles foi: “não podemos deixar de falar o que temos visto e ouvido”. Não podemos abafar a chama do Espírito em nós calando-nos e nos omitindo. A omissão nesta situação é pecado porque aquele que sabe fazer o bem e não o faz comete pecado. Martim Luther King tem uma frase interessante: “O que me preocupa não é o grito dos maus. É o silêncio dos bons”. Abramos a boca, pois O Senhor a encherá.

O Espírito Santo também nos dá poder para sermos testemunhas eficientes do Senhor Jesus Cristo. Muitos se apegam as manifestações dos dons esquecendo que o objetivo precípuo do Espírito em nós é nos dar ousadia para testemunhar. O evangelho é o poder de Deus para salvação daquele que crê. Portanto, não temos que nos envergonhar e testemunhar com ousadia. A nossa fidelidade precisa se manifestar até mesmo nos períodos mais difíceis. Até quando parece que nossa vida escapou das mãos de Deus que nos acolheu e nos protege. O fato de não estarmos com o controle não significa que Deus não está. Ele é Soberano!

Lembremos sempre que o nosso Deus é maior do que qualquer perseguição e afronta que recebemos. A nossa fidelidade não está baseada em nós mesmos, mas em Deus, que nos salvou e nos santificou para nos relacionarmos com Ele. O nosso alicerce é Jesus Cristo e a Sua Palavra. As tempestades acontecem, mas não nos destruirão porque O Senhor é conosco. Não devemos nos isentar de nossa responsabilidade como servos do Senhor. Na verdade, aqueles que optam em ficar em cima do muro escolhem o lado do inimigo de nossas almas. Quem é de Jesus é de Jesus. Não existe meio-termo. Cristo ou não Cristo. Muitos religiosos no tempo de Jesus por amarem mais a Glória dos homens do que a de Deus não assumiram a fé em Jesus. Não cometeremos o mesmo erro. Mesmo vivendo no mundo onde o sistema dominante é contrário a Deus nós escolheremos seguir a Cristo com perseverança enfrentando a pressão que é contrária aos valores espirituais ensinados por Cristo. Maior é aquele que está em nós do que aquele que está no mundo.

(O autor do artigo é o Pr. Eber Jamil, dono do blog).

A PUREZA DA PALAVRA DE DEUS.

palavra pura

Há uma preocupação crescente da sociedade com a pureza dos alimentos que são ingeridos e deve ser assim. Muitas das doenças têm origem em nossa má alimentação. Como acontece fisicamente conosco nós temos a necessidade de alimentar também o nosso espírito. Pensando assim, Pedro recomendou que os nascidos de novo recentemente se alimentassem do leite espiritual não falsificado (1 Pe 2:2). Ele estava se referindo a Palavra de Deus. Ela é um alimento puro vindo de Deus. É por meio dela que crescemos. Como um recém-nascido necessita do leite materno assim os crentes necessitam do alimento puro que é a Palavra de Deus.

Ela é pura porque não foi por vontade humana, mas pela inspiração divina, que foi escrita. Apesar de ter sido escrita por cerca de 40 homens, Deus, que é na verdade Seu autor. O próprio apóstolo Pedro afirmou que nenhuma profecia que foi escrita na Bíblia foi produzida por vontade de homem, mas sim pela vontade de Deus, que inspirou seus autores (2 Pe 1:21). Davi no salmo de número 12 versículo seis afirma que a Palavra é semelhante a prata que é refinada em fornalha de barro purificada sete vezes. O número sete indica plenitude. A Palavra do Senhor é perfeitamente pura. Suas palavras transcendem a sabedoria humana, pois é Divina. Como está escrito em Tiago 3:17: Mas a sabedoria que do alto vem é, primeiramente pura…”. Para compreendê-la é preciso do discernimento dado pelo Espírito Santo. O homem natural não compreende as coisas espirituais, pois tem o entendimento cegado pelas trevas, somente os iluminados pelo Espírito. Se O Senhor não abrir os nossos olhos não entenderemos suas palavras.

Tal pureza é a resposta para o anseio do coração do homem pela pureza e integridade. Quem viver se guiando por ela andará em veredas retas e agradáveis a Deus. Quem foi lavado e remido pelo sangue de Jesus tem a Bíblia como guia para uma vida pura. Davi arrependido do seu pecado pediu a Deus um coração puro identificando que Deus ama a verdade no íntimo, e a verdade é a Palavra de Deus (Salmos 51). Não podemos nos apresentar diante de Deus sujos e maltrapilhos. Precisamos usar vestes limpas e adequadas que obtiveram sua purificação pelo sangue de Jesus e que trilham pelos caminhos puros da Palavra de Deus.

A justiça do homem é como o trapo da imundícia, mas aquele que foi justificado pela fé tem na Palavra de Deus caminhos justos e puros para andar. A Palavra de Deus é a verdade e por esta verdade o crente é santificado. Umas das figuras da Palavra de Deus é a água que sacia e limpa. É preciso passar pela lavagem purificadora da Palavra para ter uma vida sem mácula e sem mancha. Foi na oração sacerdotal que Jesus intercedeu que seus discípulos para que fossem santificados pela Palavra (Jo 17).

Jesus prometeu nunca abandonar aqueles que vem a Ele e prometeu que voltaria para buscar os seus. Quem tem esta esperança precisa da Palavra de Deus para se purificar num mundo dominado pelo pecado (1 Jo 3:2 e 3). O supremo alvo do cristianismo para os cristãos é que cada crente chegue à glorificação e veja Deus face a face. Tal alvo faz com que o crente ande por veredas preparadas pelo Senhor – justas e puras. Como está na Palavra: Segui a paz com todos, e a santificação, sem a qual ninguém verá o Senhor (Hb 12:14).

Uma das maiores figuras na Bíblia acerca da Palavra é a da espada. Ela é arma de defesa e ataque. Num mundo cujo sistema é maligno e impuro precisamos desembainhar a espada e manuseá-la eficientemente como um obreiro aprovado que não tem que se envergonhar. O salmista perguntou: como purificará o jovem o seu caminho? A resposta que ele encontrou foi: Observando-o conforme a Tua Palavra (Sl 119:9).

(O autor do artigo é o Pr. Eber Jamil, dono do blog).

QUANTAS MAIS VASILHAS MELHOR

vasilha e o azeite

2 Rs 4:1-7

Quando pensamos em avivamento lembramos de grandes manifestações do poder de Deus, grande número de conversões e principalmente muitas pessoas se arrependendo. De fato, o avivamento que acontece na Igreja influencia a sociedade em que ela está inserida. Ele não fica recluso as quatro paredes do templo, mas se expande atingindo a sociedade.

O texto escolhido para nossa meditação se dá num contexto de crise onde uma viúva procura o auxílio do Sea o auxnhor através do profeta Eliseu. Os credores lhe batiam a porta e seus filhos eram amaçados de escravidão. Eles estavam sendo cobrados pelos credores e não tinham como pagar as dívidas. Posso afirmar que antes do avivamento o contexto será sempre de crise e decadência. Pois, o avivamento é quando a Igreja volta a viver o padrão espiritual de Deus. Antes do avivamento a Igreja necessariamente precisa reconhecer que está aquém da vontade de Deus. A casa da viúva era uma casa de servos de Deus, mas estavam vivendo uma crise e para solucionar o problema buscam a Deus através do profeta.

O profeta Eliseu fala a viúva: “Declara-me que é o que tens em casa” e ela responde que só tinha uma botija de azeite. Deus quer saber se o pouco que você tem está disponível para ele. Não despreze o pouco que você tem porque nas mãos de Deus se torna muito. Jesus fala da Igreja que a Igreja de Filadélfia tinha pouca força, mas havia guardado a Palavra de Deus e que Ele colocou uma porta aberta nesta Igreja que ninguém poderia fechar. A fidelidade no pouco é algo que Deus deseja. Quando se pensa em avivamento se imagina algo vindo de fora e mudando a nossa história, pois se valoriza mais o que é de fora, mas Deus pode começar o avivamento a partir de nós. Deus, muitas vezes, se utiliza do pouco que temos e somos, para a realização de Sua provisão e avivamento.

O azeite é um símbolo bíblico do Espírito Santo. Aquela família só tinha uma botija de azeite. Todos os que creem têm O Espírito Santo de Deus. A crise pode estar batendo a porta, mas O Espírito Santo está com a Igreja do Senhor. Você pode estar vivendo uma crise, mas você tem o azeite? Você tem o Espírito Santo de Deus? O avivamento se dá entre os nascidos de novo, entre o povo de Deus e se expande alcançando outras vidas.

Eliseu orientou que a viúva pedisse vasos vazios emprestado aos seus vizinhos. Ela certamente tinha um bom convívio com eles e houve cooperação dando-lhe vasos para colocar o azeite. As vasilhas eram vazias ilustrando as pessoas que ainda não se converteram e eram de todos os tamanhos não importando a aparência que tinham como é assim com o evangelho que deve ser pregado a todas as pessoas que estão vazias de Deus independemente das suas origens e condições sociais. Deus queria multiplicar o azeite daquela mulher como deseja alcançar outras vidas que ainda não estão no Seu aprisco.

Os vasos vinham vazios e ela os enchia. As vidas que se convertem recebem O Espírito Santo. Esta mulher é um exemplo de fé e obediência. Creia e obedeça ao Senhor sempre, inclusive na crise porque assim Deus derramará a Sua provisão. Vidas vão se converter. O azeite se multiplicará. Tragamos vasilhas vazias e O Senhor encherá com O Seu Espírito.  Operemos a nossa fé através da busca de vidas para O Reino de Deus! Obedeçamos ao Senhor! Quantas mais vasilhas melhor!

A viúva e os filhos encheram todas as vasilhas que conseguiram. Depois de terminarem o profeta pediu mais uma vasilha, porém lhe responderam que não havia mais nenhuma e o azeite parou de se multiplicar. Se houvesse mais vasilhas o azeite continuaria se multiplicando. Assim como O Espírito Santo encherá vidas que creem em Jesus tantas quantas crerem nEle. Quantas mais vidas melhor! A obra do Espírito no mundo é convencê-lo do pecado, da justiça e do juízo. O poder do Espírito Santo foi derramado na Igreja para fazê-la testemunha até os confins da terra. “A Igreja que não evangeliza se fossiliza”. Não queremos que o azeite pare então buscaremos mais vasilhas. O fogo precisa sempre arder no altar e o trabalho do Espírito visa a edificação, mas também a salvação de vidas. O Senhor encherá os vasos! A nossa missão é trazer vasilhas vazias e parte de Deus é enchê-las com o Seu azeite.

Deus multiplicou o azeite da viúva e ela pagou a dívida. A história desta viúva começa com a escassez e termina com abundância. Como acontece num avivamento que começa com uma crise e depois têm abundância em conversões de vidas. O azeite se multiplica. Como a viúva buscou o homem de Deus nós devemos clamar ao Senhor durante a crise. O avivamento é algo vindo de Deus para o Seu povo. Ela e toda a casa foram abençoados. Da mesma forma Deus quando manda o avivamento seus efeitos não atingem somente o povo dEle, mas a sociedade onde se está inserido.

(O autor do artigo é o Pr. Eber Jamil, dono do blog).

QUEM É QUE ALCANÇA O PRAZER ESPIRITUAL? 

salmo 1

Creio que é para o crente em Jesus o prazer espiritual é uma descoberta. Fui criado no evangelho e aceitei Jesus aos sete anos de idade e me tornei afiado no manuseio da Bíblia. Mas confesso que só na maturidade entendi o que é ter prazer na lei do Senhor. Por isto afirmo que o prazer espiritual na meditação da Bíblia, na oração e jejum é uma descoberta que o crente faz. Muitas vezes os crentes praticam as disciplinas espirituais sem experimentarem a alegria do prazer espiritual. Praticam por obrigação, por costume, por causa das demandas ou por religiosidade. Tendo até experiências, mas sem o deslumbramento da prática. Sem descobrir as maravilhas da lei. Sem recreia-se na presença de Deus. Trataremos neste pequeno artigo baseando-nos no salmo capítulo um quem são as pessoas que encontram o prazer espiritual. 

A pessoa que encontra o prazer espiritual é aquela que não é influenciada pela impiedade dos homens. Segundo o salmista o bem-aventurado é aquele que não anda segundo o conselho dos ímpios. Sem dúvida, o frescor da vida espiritual não é compatível com uma vida influenciada pelo mau caminho. A intimidade com Deus é para aqueles que o temem. A Palavra de Deus tem tudo que o homem necessita para guiar a sua vida pelo caminho de Deus. Portanto, o homem que tem o prazer nela não aceitará a impiedade e os conselhos do mal. 

A pessoa que encontra o prazer espiritual é aquela que não peca de forma recorrente. Segundo o salmista o bem-aventurado é aquele que não se detêm no caminho dos pecadores. Acontece eventualmente de pecar, mas é algo ocasional. Ele não se detém, não se fixa na prática do pecado. Segundo o apóstolo João “sabemos que todo aquele que é nascido de Deus não vive em pecado; antes, Aquele que nasceu de Deus o guarda, e o Maligno não lhe toca” (1 Jo 5:18). Portanto, quem tem o prazer espiritual é alguém que nasceu de novo, arrependeu-se dos seus pecados e tem segurança em Deus. 

Andando pelo salmo um percebemos que aquele que encontra prazer espiritual é aquele que não se alegra no escarnecimento. O escarnecedor é aquele que profana e zomba das coisas sagradas. Usa de linguagem chula para tratar o alvo do escárnio. Sem dúvida, se alguém senta na roda dos escarnecedores também não se sentará aos pés de Jesus para receber sua instrução. São incompatíveis tais posturas. Não se encontra na mesma fonte o amargo ou o doce. Quem tem prazer do Senhor bebe da fonte doce então não beberá também da fonte amarga. 

Pode até parecer que estou ensinando um estilo de vida espiritual ermitão. Ensinado que só aqueles que se isolam alcança o prazer pela Palavra. Mas, o salmo um fala que há uma congregação dos justos. Portanto, aquele que tem prazer espiritual na Palavra será uma pessoa que tem comunhão com os irmãos de fé. Será a pessoa que não abandona a congregação apesar de meditar na Palavra. Não é autêntica a vida com Deus se o próximo não estiver incluído. O salmista afirma que os maus não congregarão com os servos de Deus no céu. Os servos que congregam aqui também congregarão no ceú, mas os pecadores não arrependidos serão condenados.  

A vida de quem tem prazer na lei do Senhor não será descuidada. Ele sabe que Deus conhece o caminho dos justos e ele vive sobre esta perspectiva. O caminho dos ímpios é de condenação, mas o caminho dos justos é de temor, prosperidade e prazer espiritual. Eles sabem que a Palavra de Deus não é somente para o deleite espiritual, mas é a orientação de Deus para que eles possam caminhar no caminho que é Jesus e por isto ser aprovado por Deus. Quando o salmista fala que Deus conhece o caminho dos justos está como que dizendo que Deus aprova o caminho que eles seguem porque a Palavra de Deus é a bússola que o orienta no caminho que é Jesus. 

Portanto, chegamos à conclusão que o prazer espiritual que a pessoa sente na Palavra de Deus não é um emocionalíssimo barato e passageiro, mas é algo em consonância a vontade de Deus. As emoções desta pessoa estão submissas a vontade boa, perfeita e agradável de Deus. Por isto, devemos cultivar cada vez mais a nossa comunhão com Deus para que nossas vidas se deleitem em Suas Palavras e Vontade todos os dias e assim seremos bem-aventurados. Deus quer que tenhamos vida em abundância e ela necessariamente passa pelo prazer espiritual. A alma que descobriu o prazer da presença de Deus anseia por mais de Deus todos os dias. 

(O autor do artigo é o Pr. Eber Jamil, dono do blog).

INTIMIDADE COM O SENHOR.

intimidade

“O segredo do Senhor é com aqueles que o temem; e ele lhes mostrará a sua aliança” (Salmos 25:14).

Para vivermos precisamos de sabedoria. Ela nos dá possibilidade de discernimos melhor e caminharmos acertadamente. É mais do que ter conhecimento. Mais do que ser culto. A sabedoria tem haver mais com a aplicabilidade daquilo que se conhece. Tem mais haver em ter soluções para os embates que demandam da vida. Moisés que foi um homem sábio compôs um salmo em que ele fala da eternidade de Deus e a brevidade da vida humana onde pede a Deus: “Ensina-nos a contar os nossos dias, de tal maneira que alcancemos corações sábios” (Sl 90:12). Mostrando que para ele a sabedoria era necessária para se viver todas as fases da vida e que Deus é a fonte. A vida sendo preciosa é necessária uma valorização dela e a sabedoria é parte desta valorização porque quem a tem pondera os passos.

Salomão é tido como um dos homens mais sábios que existiram e de fato foi. Deus deu sabedoria a ele depois dele pedir. Porém, conforme foi envelhecendo Salomão deixou-se levar pela luxúria, ostentação o que levou a adorar outros deuses. A sabedoria dele foi empalidecida porque ele deixou de aplicá-la em sua vida. Diferentemente, Jesus teve como alimento a vontade de Deus e não cedeu as tentações sempre aplicando a Sua sabedoria nas questões que lhe aconteciam. Ele foi maior do que Salomão. O seu sermão do monte termina como que explicando a sabedoria de Deus quando compara o homem que ouve e pratica a Palavra de Deus com um construtor que constrói sua casa na rocha que depois sofre uma tempestade, mas se mantém de pé porque aplicou tudo o que aprendeu.  A sabedoria não é para acúmulo e soberba, mas para viver.

Salomão já idoso retorna ao bom senso. O livro de Eclesiastes mostra uma busca pessoal dele pelo sentido da vida. Ele faz um exame considerando as coisas debaixo do sol pela razão da existência e chega a conclusão que não é o prazer, o conhecimento, o trabalho e as riquezas que dão o sentido das coisas, mas sim desfrutar da vida temendo a Deus e lhe sendo sujeito porque um dia prestará contas a Deus de tudo. “ De tudo o que se tem ouvido, o fim é: teme a Deus, e guarda os seus mandamentos; porque isto é o dever de todo o homem. Porque Deus há de trazer a juízo a toda a obra e até tudo o que está encoberto, quer seja bom, quer seja mau” escreveu Salomão em Eclesiastes 12: 13 e 14.

O temor a Deus é resultado do entendimento que Deus está em todos os lugares e por isto se tem uma vida de reverência e respeito aliada a adoração. O entendimento da Onisciência, Onipresença e Onipotência Divina na prática traz a consciência de que ninguém consegue esconder-se de Deus o que trará respeito e reverência para vida. Em Sl 139:7 está escrito: “Para onde me irei do teu Espírito, ou para onde fugirei da tua face?” Os livros de sabedoria e poéticos da Bíblia ressaltam o temor como o princípio da sabedoria, pois a pessoa com o temor aparta-se do mal (Pv 1:7; Jó 28:28; Pv 8:13).

O nosso versículo escolhido ressalta que “O segredo do Senhor é com aqueles que o temem”, ou seja, “a intimidade do Senhor é com aqueles que o temem”. A devoção a Deus implica em respeitá-lo, honrá-lo com amor e fé. Havendo este temor a pessoa penetrará nas maravilhas de Deus tendo o entendimento do que é viver aliançado com Deus, pois o versículo acrescenta: “e ele lhes mostrará a sua aliança”. Para viver em aliança com Deus é preciso estar em acordo com Ele e discernir em vida as implicações do pacto (Am 3:3). A reverência, respeito e fé serão atitudes decorrentes e entendidas por aqueles que temem a Deus e tem uma aliança com Ele.

Percebemos pelo versículo a associação do temor a Deus com a adoração e a devoção a Deus. O temor não é ter medo. É respeitar e honrar, portanto está incluído o amor a Deus. O versículo  base deixa implícito que o amor também está presente porque Deus é amor e só terá intimidade com Ele quem o ama, quem o adora. Paulo ressalta que “o amor ´não folga com a injustiça. Mas, folga com a verdade” (1 Co 13:7). Quem ama procede bem, teme ao Senhor e anda na justiça. Quem ama a Deus o respeita o que é diferente do medo. João escreveu: “No amor não há medo antes o perfeito amor lança fora o medo; porque o medo envolve castigo; e quem tem medo não está aperfeiçoado no amor”(1 João4:18).

O versículo também afirma que a pessoa que teme ao Senhor não viverá na superficialidade com Deus, mas desfrutará de Sua intimidade, portanto, do Seu conhecimento compreendendo Sua Palavra pelo Espírito Santo. Terá uma vida de oração contínua que se entenderá as suas obras como pessoa. Fazendo isto porque ama ao Senhor. Conhecerá mais a Deus e terá uma vida profunda com Ele. Jesus disse: “Vós sereis meus amigos, se fizerdes o que eu vos mando. Já vos não chamarei servos, porque o servo não sabe o que faz o seu senhor; mas tenho-vos chamados amigos, porque tudo quanto ouvi de meu Pai vos tenho feito conhecer” (Jo 15: 14 e 15). Mostrando que aqueles que creem, amam, temem a Deus também o obedecem e assim terão um relacionamento dinâmico, revelador e profundo com Deus.

(O autor do artigo é o Pr. Eber Jamil, dono do blog).

ANDAR EM JESUS.

andar com Jesus

ANDAR EM JESUS

Colossenses 2: 6 e 7

É possível que o Evangelho tenha chegado a Colossenses durante o ministério de Paulo em Éfeso (At 19:10), embora tenha cabido a Epafras o papel principal na evangelização desta igreja. Paulo não conhecia pessoalmente os cristãos de Colossos (2:1), mas Epafras relatou as condições desta igreja.

A Igreja de Colossos estava sendo atingida por heresias sincréticas, que misturava legalismo judaico, com filosofia grega como um pré-gnosticismo e misticismo oriental. Dentre seus pontos específicos pode-se citar a observância do sábado e de leis alimentares, circuncisão, a adoração a anjos e a pratica do asceticismo derivada da crença de que o corpo era intrinsicamente mau.

A epístola enfatiza a Divindade de Cristo e a união íntima, espiritual e vital entre o crente e Cristo. Veremos nestes dois versículos citados no início o significado de andar e viver em Cristo. A pessoa que recebeu Jesus precisa saber o significado. Quando cremos em Jesus o recebemos pela fé e assim devemos andar e viver nEle conforme Paulo escreve aos Colossenses.

COMO, POIS, RECEBESTES O SENHOR JESUS CRISTO

Nós recebemos ao Senhor Jesus pela fé quando ouvimos a Palavra de Cristo (Romanos 10:17). Ao crermos assentimos a mensagem que foi pregada (Rm 10:9) e a temos como verdadeira. A fé é a condição básica e indispensável para se andar em Jesus. Zaqueu é exemplo de alguém que recebeu Jesus pela fé (Lc 19:1-10). Jesus mostrou interesse de estar com ele em sua casa e Zaqueu recebeu a Jesus, creu nEle e tornou-se uma pessoa generosa e honesta. Zaqueu era uma pessoa desprezada pelas autoridades religiosas, mas Jesus revelou-se a ele e Zaqueu recebeu-o pela fé com o coração aberto, assim houve salvação em sua vida e em sua casa.

ASSIM, TAMBÉM ANDAI NELE

A vida cristã não consiste em apenas receber Jesus pela fé, mas segui-lo, pois, Ele é o caminho que leva a Deus (Jo 14:6). Precisamos viver a vida que Ele nos deu pela fé seguindo os passos de Jesus cultivando a comunhão com Deus através da leitura, meditação bíblica, orando e jejuando. O apóstolo João que registrou as palavras de Jesus afirmando ser Ele o caminho era do círculo íntimo de Cristo e chegou a reclinar a cabeça no peito dEle. João escreveu em sua epístola que aquele que diz estar em Cristo deve andar como Ele andou (1 Jo 2:6). Andar nEle é um imperativo para aqueles que creem e o passo que se segue ao recebimento dEle pela fé. Quem anda nEle tem Ele como direção.

ENRAIZADOS

Andar em Jesus não é andar ao léu. Segundo esta palavra de Paulo o crente tem raízes. Sua vida é aprofundada em Cristo.  Ele é nutrido pela seiva da videira verdadeira que é Jesus (Jo 15:1).  O justo “é como uma árvore plantada junto ao ribeiro de águas, a qual dá seu fruto no seu tempo e tudo quanto fizer prosperará” (Sl 1:3). Ele não se deixa envolver pelas inúmeras influências que recebe e afastam da sua caminhada porque a sua vida é enraizada em Cristo.

E EDIFICADOS NELE

Nesta parte do versículo, a ideia não é mais da árvore enraizada em Cristo, mas sim de um edifício, uma construção. Andar em Jesus é construí a vida sobre Ele. Não se pode ter outro fundamento além de Jesus. Todo o crescimento é uma edificação nEle. A edificação da vida cristã tem como fundamento a Palavra de Deus que inclui os escritos proféticos e apostólicos, mas Jesus é a pedra principal. O servo de Deus é como a casa edificada na rocha. Vem a chuva, os rios, os ventos, e combatem contra ela, mas ela permanece de pé porque está bem fundamentada (Mt 7:24 e 25)

E CONFIRMADOS NA FÉ, ASSIM COMO FOSTES ENSINADO

Andar em Jesus é demonstrar que a fé inicial nEle foi verdadeira. Portanto, a pessoa permanecerá naquilo que aprendeu. A prática e o crescimento na fé terão como base aquilo que o conhecimento que recebeu de Jesus no início da caminhada e que se confirmou na trajetória. Jesus ao falar a Igreja de Filadélfia recomendou que ela guardasse o que tem para que ninguém tomasse sua coroa (Ap3:11). É importante na vida cristã que se conserve o que recebeu verdadeiramente do Senhor porque assim a pessoa receberá a recompensa do Senhor pela fidelidade.

NELA ABUNDANDO COM AÇÃO DE GRAÇAS

Andar em Jesus é andar em fé aliada com a gratidão. È ser grato por esta união com Cristo, que resulta a Vida dEle em nós e em nosso crescimento espiritual nEle. Há sempre motivos para agradecer porque estamos em Cristo Jesus. Esta é a vontade de Deus em Cristo Jesus que sejamos gratos (1 Ts 5:18). A vida com Deus é vida com o coração pacificado e nutrido pela vida de Cristo.

Chegamos a conclusão que quem anda em Jesus anda pela fé como no início. Tendo Jesus como sua direção. Alimentando-se dEle. Sustentado por Ele. Aprovado por Ele. Conforme aprendeu no início sempre com muita gratidão.

(O autor do artigo é o Pr. Eber Jamil, dono do blog).

O PROPÓSITO DO DISCIPULADO.

discipulado

Um dos propósitos da Igreja é o discipulado. É orientado em várias passagens bíblicas, mas tem um destaque na grande comissão com as ordens: “fazei discípulos” e “ensinando os a guardar todas as coisas que eu vos tenho mandado”. O discipulado é algo que começa quando uma pessoa nasce de novo e continua pelo resto da vida buscando que ele seja cada vez mais parecido com Cristo. Paulo em Colossenses 1: 28 diz: “A quem anunciamos, admoestando a todo o homem, e ensinando a todo o homem em toda a sabedoria. Para que apresentemos todo o homem perfeito em Cristo Jesus”. Não basta ganhar uma alma para Cristo e leva-la ao batismo, mas é preciso levá-la também a maturidade espiritual. O discipulado é uma caminhada compartilhada onde os cristãos maduros avançam, mas levam outros com eles. É responsabilidade da Igreja desenvolver a maturidade dos crentes. Paulo aos Efésios escreveu: “Querendo o aperfeiçoamento dos santos, para a obra do ministério, para edificação do corpo de Cristo; até que todos cheguemos à unidade da fé, e ao conhecimento do Filho de Deus, a homem perfeito, à medida da estatura completa de Cristo” (Ef 4:12 e 13).

A Igreja tem a Palavra de Deus como instrumento usado pelo Espírito Santo para levar seus membros ao crescimento espiritual, a semelhança de Cristo e a habilitação dos seus ministérios. Paulo a Timóteo escreveu: “Toda a Escritura é divinamente inspirada, e proveitosa para ensinar, para repreender, para corrigir, para instruir em justiça; para que o homem de Deus seja perfeito, e perfeitamente instruído para toda a boa obra” (2 Tm 3: 16 e 17). Ser discípulo é seguir a disciplina do mestre. Portanto, a Igreja pela Palavra de Deus ensina ao crente aquilo que Deus revelou para a sua caminhada. Jesus disse; “”(…) Se vós permanecerdes na minha palavra, verdadeiramente sereis meus discípulos”.

O modelo da Igreja para discipular é dado pelo próprio Cristo que discipulou seus seguidores mais próximos lado a lado (Mc 3:13-15). Ao chamá-los deu primeiramente como ordem que eles tivessem com Ele. Antes de pregar e expulsar demônios os discípulos precisavam estar com Jesus e assim foi feito. O discípulo é aquele que permite que Cristo viva sua vida através dele (Gl 2:20). Se os crentes precisam crescer a imagem de Jesus, como precisam de fato, a Igreja discipula para que Cristo seja evidenciado nos crentes em suas caminhadas de fé. A união com Cristo é frutífera porque o crente permanece nEle. Jesus disse; “Estai em mim, e eu em vós; como a vara de si mesma não pode dar fruto, se não estiver na videira, assim também vós, se não estiverdes em mim. Eu sou a videira, vós as varas, quem está em mim, e eu nele, esse dá muito fruto; porque sem mim nada podeis fazer” (Jo 15: 4 e 5).

Este discipulado tem início na caminhada do crente assim que ele se converte. Pedro ressalta que o nascido de novo deseja o alimento vindo de Deus porque assim com esta alimentação pode ir crescendo e a Igreja tem esta missão de alimentar o novo através do discipulado (1 Pe 2:2). A Igreja também é um lugar onde os discípulos de Cristo mais maduros terão como marca identificadora o amor (Jo 13:35) recebendo assim também os novos que se chegam amando-os como Cristo os amou (Jo 15:12). Como parte do discipulado a Igreja cuida dos novos protegendo-os com acompanhamento e oração (1 Pe 5:8) ensinando-os com a doutrina e com o exemplo (Fp 4:9).

O discipulado começa com o novo nascimento, passa pelos batismo, age também no envolvimento do crente no desenvolvimento dos seus  dons e talentos na Igreja, na evangelização do mundo e também no desenvolvimento como discipulador de outro que se achega a Igreja depois dele. É preciso ganhar a alma, edificando lhe a vida em Cristo, acompanhando-a com o ensino da Palavra até que ela possa ganhar uma outra alma levando a essa pessoa ganha a ganhar outra também  (Dt 6: 1 e 2 e II Tm 2:2).

O discipulado foi o modus operandi de Jesus e a Igreja deve fazer o mesmo tanto que Jesus o inclui em suas comissões como um dos propósitos da Igreja. No corpo de Cristo não pode haver membro inativo, mas todos precisam estar imbuídos em busca dos cumprimentos dos propósitos deixados por Jesus nos dois grandes mandamentos e na Grande comissão.

(O autor do artigo é o Pr. Eber Jamil, dono do blog).