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 IGREJA:EDIFÍCIO DE DEUS.

Pedras vivas

Paulo usa palavras fortes para se dirigir aos Coríntios chamando-os de carnais, pois havia no meio deles inveja, contenda e dissensões (1 Co 3:1-3). Havia uma grande manifestação dos Dons Espirituais na Igreja, mas não necessariamente o amadurecimento do fruto do Espírito. Paulo nesta mesma epístola ressalta que o evangelho que ele pregou não era através da sabedoria humana, mas de Deus. Portanto, a Igreja não deveria girar em torno de personalidades humanas, mas sim de Cristo.

Para argumentar em prol da unidade da Igreja, Paulo compara a Igreja com um Edifício onde cada crente é uma pedra viva segundo Pedro. Mostrando a interdependência que há entre os membros (pedras) desse edifício.  A Igreja é como uma grande catedral que está sendo construída. O que Paulo usa é uma figura de linguagem natural fazendo paralelo com que acontece espiritualmente. Hoje em dia a ideia da Igreja está ligada a um prédio, mas não é isto que Paulo se referia. Ele tratava da reunião de todas pessoas que eram salvas, quer judeus, quer gentios, ou da reunião das pessoas salvas no seu sentido local, que formavam como que um edifício bem fundamentado. No grego a palavra é oikodome que significa: edifício ou para designar o processo de construção do edifício. Somos o edifício em que Deus está trabalhando. “Tendo por certo isso mesmo, que aquele que começou a boa obra a aperfeiçoará até o dia de Jesus Cristo”. Nesta obra de edificação, Deus não trabalha sozinho, ele nos faz trabalhadores junto com Ele (I Co 3:9).

Podemos pensar a Igreja no seu sentido universal ou no sentido local como fazia Paulo.  Ele quando escrevia aos Coríntios capítulo 3 pensava inicialmente no sentido local. Dando destaque a parte mais importante do Edifício que é o alicerce. O qual a Igreja no seu sentido universal já teve lançado por Deus, O Seu Filho Jesus.  A Igreja não é autossustentável. O alicerce da Igreja é Cristo e não um personalidade humana. Como cooperadores de Cristo alguns lançam este fundamento que é Cristo na Igreja local e outros edificam sobre ele. Paulo diz ser um sábio construtor o que devemos ser também. Edificar algo sem Cristo como fundamento é trabalhar em vão. O Edifício de Deus, que é a Igreja, está edificada na Rocha que é Cristo. Tempestades, perseguições e circunstâncias adversas a atingem, mas ela permanece de pé. Portanto, o sustendo de Igreja é O Senhor Jesus. Haverá sempre um remanescente fiel.

Paulo escrevendo aos Efésios esclarece que o fundamento tem como Jesus a pedra principal de esquina, os apóstolos e profetas compondo também o fundamento. Com esta afirmação de Paulo entendemos que a Palavra de Deus como um todo compõe o fundamento tendo Cristo como a Pedra Principal. Quando a Reforma Protestante reafirmou que em matéria e fé as Escrituras são suficientes para conduzir a Igreja reafirmou o fundamento que Paulo se referiu e que não pode ser substituído por outro porque poderá ser chamado de clube, mas não uma Igreja de Jesus Cristo. A Igreja não pode ter um outro fundamento que não seja o revelado nas Escrituras.

Temos que ver como edificamos sobre o fundamento posto por Deus. Se forem boas obras serão aprovadas por Deus,  obras que visam a eternidade, que são a prática do amor cristão, que buscam a Glória de Deus. Pois no Tribunal de Cristo nossas obras serão provadas e o que for de qualidade perecível será destruída. As obras serão provadas pelo fogo. As que permanecerem serão recompensadas com galardões. É importante ressaltar que somente o esforço não é garantia de que se está fazendo corretamente a edificação sobre o fundamento. A qualidade do que fazemos e a motivação com que fazemos também é considerada por Deus. A prova pela qual passarão as nossas obras são as mais justas que podem haver, pois serão realizadas no tribunal de Cristo. Nesse tribunal não haverá condenação, pois será para os justificados pela fé, mas haverá recompensa ou não pelas obras realizadas. Jesus disse em Apocalipse: “…Eis que cedo venho, e o meu galardão está comigo, para dar a cada um segundo a sua obra”.

(O autor do artigo é o Pr. Eber Jamil, dono do blog).

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PAI NOSSO QUE ESTÁS NOS CÉUS.

pai e filho

Aprendemos na oração modelo que a oração deve se basear na Paternidade Divina e na verdade que Deus é Pai de todos os que creem em Jesus. Para o judeu o nome de Deus era algo tão Digno, porém tão distante que a intimidade na oração que Jesus ensinou confrontou o entendimento da época. Pode parecer “chover no molhado” afirmar, mas muitos não compreendem até hoje a oração modelo com seus elementos e significados. A oração é um recurso espiritual que muitos não se utilizam ou distorcem com seus pragmatismos. Entretanto, ao iniciar chamando-O de Pai Jesus nos ensinou que precisamos deixar a superficialidade e aprofundar no relacionamento com Deus. O relacionamento com Deus precisa ser algo denso como é o pai com um filho porque os que creem são de fato filhos por adoção.

Paulo ensina que O Espírito Santo clama em nós “Abba”., que é uma palavra em aramaico e era de uso diário dita num ambiente familiar indicando a intimidade que devemos ter com Deus. Nenhum judeu se atreveria a dirigir-se a Deus dessa forma. O “Abba” é como se fosse o nosso “papai”. Revolucionário para a época e até para os dias de hoje esta visão acerca da oração.

O Espírito Santo, segundo o mesmo Paulo, testifica no crente o fato de ser esse um filho de Deus. John Wesley numa viagem missionária teve sua vida mudada quando entendeu a doutrina da testificação do Espírito Santo influenciado pelos Morávios. Portanto, percebemos o quão é o interesse de Deus que oremos e vivamos como filhos de Deus se cremos em Jesus. Não podemos agir e nem orar como bastardos, mas sim como filho, que de fato somos se recebemos Jesus como Salvador e Senhor.

A oração modelo mostra também a necessidade de vivenciar o relacionamento comunitário com o outro e não usar a oração para fins egoístas que só visam o deleite pessoal em detrimento dos seus relacionamentos com Deus e o próximo. Tiago asseverou que quem faz assim pede mal e por isto não é atendido por Deus. Hoje se “cunhou” popularmente o termo “oração contrária”, que é praticamente uma espécie de feitiçaria, porque pensa que um crente possa orar contra o outro, mas o Deus que ensinou a orar “Pai nosso” atenderá um mal pedido que visa o mal do outro? Obviamente que O Deus Bondoso não faria isto. Então, de fato não existe oração contrária, pois tal não pode ser chamada de oração.

Sabendo dessa verdade, podemos pedir, buscar e bater em nossas orações, porque temos um Pai que nos ouve e se preocupa conosco. Jesus falou que o pai terreno mesmo sendo mau, na maioria das vezes, dá boas dádivas aos seus filhos, e Jesus comparou afirmando que se o pai terreno faz isto quanto mais o Pai Celestial dará aos seus filhos quando pedirem bem. Portanto, a Paternidade de Deus é citada por Jesus como um incentivo a oração. Um dos pedidos que Jesus se refere é acerca do Espírito Santo que visa glorificar a Cristo e como já afirmei testifica ao crente que é filho de Deus.

Entretanto, a expressão “Pai Nosso que está nos céus” não mostra somente o sentido de Deus para conosco, o sentido nosso para com o próximo, mas o sentido nosso para com Ele. Podemos afirmar que é uma expressão de adoração que exalta a Sublimidade de Deus acima de tudo que existe na terra e que apesar disto nos adotou como filhos através de Jesus, está disposto a relacionar-se conosco e disposto a ouvir nossas necessidades espirituais, emocionais, morais e físicas.

Jesus orou afirmando que Deus é Pai “que está nos céus”, ou seja, diferente do Pai terreno. Seja qual for a nossa visão acerca da figura paterna boa ou ruim Deus como Pai é superior a tudo que conhecemos a nível terreno. Costumamos misturar as estações, ou seja, o terreno com o espiritual, e temos dificuldades no nosso relacionamento com Deus como Pai Celestial. Portanto, precisamos meditar na Palavra dia e noite para que nossa mente seja renovada e compreendamos a imensa distinção de Deus como Pai em relação aos terrenos. O profeta falou que os caminhos de Deus são mais altos do que os nossos, como são também os Seus pensamentos então permitamos as nossas emoções o aprendizado da Paternidade superior de Deus.

Nesta oração percebemos que uma das maiores necessidades humanas é suprida que é o pertencimento. O Pai é Nosso. Portanto, o crente tem a Deus como Pai e muitos irmãos na fé que compõem a família de Deus. A crise existencial da falta de sentido, de propósito acaba logo no início da oração se entendermos o significado da plenitude que é ser filho de Deus.

Aconselho a você se aprofundar na vida de oração. Ela é mais do que uma mera obrigação religiosa. Ela é mais do que um ritual ritualístico. Ela é mais do que uma forma para se obter as bênçãos que deseja de Deus. Ela é relacionamento com Deus. Ele é diálogo. Ela mostra que há vida e comunhão. Pratique, aprofunde a sua vida de oração.

( O autor do artigo é o Pr. Eber Jamil, dono do blog).

O MENINO COM CINCO NOMES.

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Segundo o google o nome mais comprido do mundo é de um escocês que tem 29 palavras e 197 letras. Em Isaías 9:6 temos um dos grandes pronunciamentos messiânicos, e as tentativas de achar um contexto na época de Isaías não são bem-sucedidas, pois se trata, de fato, uma profecia. Aqui o profeta fala que O Messias, que é Rei, traria a paz e o fim da contenda causada pelo pecado e a injustiça. O versículo é este:

Porque um menino nos nasceu, um filho se nos deu, e o principado está sobre os seus ombros, e se chamará o seu nome: Maravilhoso, Conselheiro, Deus Forte, Pai da Eternidade, Príncipe da Paz.

Sobre o nascimento desse menino vemos que em Isaías 7:14 um dos nomes referidos dele seria EMANUEL, que não vamos tratar aqui, e como cumprimento da profecia o nascimento seria de uma virgem. Ligada ao menino também está a ideia da encarnação, de Deus tomando a forma de homem, que é uma das grandes doutrinas cristãs. O Messias tomaria a natureza humana para compartilhar com os que haveriam de crer nEle a Vida Eterna, que é a vida de Deus.

O governo estaria sobre os seus ombros significando que o Messias viria da linhagem de Davi como já havia sido prometido por Deus e que Ele exerceria o Seu reinado de forma legítima tendo a carga da autoridade sobre Si.

O Profeta afirma que Ele teria cinco nomes. Todos exaltando a Majestade e Deidade do Messias. Na verdade, devemos pensar nesses nomes como uma série de títulos reais que mostravam a Sua Sublimidade sobre todos.

O nome MARAVILHOSO geralmente significa sobrenatural. Na história bíblica há narrativas de muitas maravilhas como a libertação do povo de Israel do Egito. Foram tantos os sinais na saída do Egito e na travessia do deserto! Mas a profecia diz, que o menino não só faria maravilhas, Ele em si seria maravilhoso. O Fato de Deus ter tomado a forma e natureza humana, e isto foi o que aconteceu com Cristo, mostra o quanto Ele é maravilhoso. Tem maravilha maior do que está? Deus tomando a forma de homem! Se um homem para salvar as formigas se tornasse uma formiga isto não seria algo grande? Seria. Mas, Deus tomar a forma e natureza humana foi maior do que isto. Quando Jesus curou o paralítico de cafarnaum levado por quatro amigos e perdoou seus pecados, todos exclamaram: Jamais vimos coisas assim. Não existe algo mais maravilhoso que Jesus.

O nome CONSELHEIRO demonstra a sabedoria de Cristo, o Messias. Já aos doze anos Jesus discutia acerca de lei de Deus com desenvoltura com os doutores deixando-os boquiabertos. Paulo chama Cristo de sabedoria de Deus. Jesus durante seu ministério se distinguiu e muito dos escribas e fariseus. Muitos ficavam maravilhados com sua doutrina porque ensinava com autoridade. Uma certa ocasião ensinando na sinagoga foi interpelado por um homem endemoninhado e o libertou. Ele combinava doutrina com prática. Foi posto muitas vezes em situações difíceis e sempre tinha a resposta adequada e sábia. No seu ministério trouxe palavras de vida eterna como disse Pedro e ao voltar reinará com sabedoria perfeita.

O nome DEUS FORTE é mais do que afirmar que o menino tinha um poder Divino. É afirmar a deidade do Messias, que foi maior que qualquer expectativa dos judeus. Jesus realizou milagres estupendos e incomparáveis mesmo não se valendo da Plenitude da Divindade que tinha. Ressureições, cura de paralíticos e coxos, cegos, andou por sobre as águas, multiplicou pães e peixes, acalmou tempestades e muito mais. Depois de ter cumprindo o seu ministério e ter sido elevado aos céus mostrou-se ao apóstolo João, que estava preso numa ilha, a Plenitude da Sua Divindade agora glorificada. Afirmou ser para João o Alfa e o Ômega, o Princípio e o Fim de todas as coisas, O Deus Todo-Poderoso. É glorificado que voltará para governar a terra por mil anos e depois seu Reino durará para sempre.

O nome PAI DA ETERNIDADE mostra claramente que o menino, o messias é Deus. João não apresenta uma narrativa do nascimento de Jesus e o coloca antes de todas as coisas apresentando-lhe como o Verbo. “No princípio era Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus”. Na narrativa de Gênesis podemos dizer que Jesus está descrito como a Palavra que Deus proferia. Nada de errado em chamar o Messias de Pai, apesar dEle ser o Filho, porque Ele, o Pai e o Espírito Santo são um. O próprio João em seu capítulo 1 também afirma: Todas as coisas foram feitas por ele, e sem ele nada do que foi feito se fez. Nada do que é seria sem Ele. Ao entendermos isto entenderemos que o sentido da vida é glorifica-lo. “Portanto dele, por Ele e para Ele são todas as coisas. A Ele seja a glória perpetuamente! Amém.”

O nome PRINCÍPE DA PAZ continua a desenvolver a ideia de Majestade do menino, do Messias. Na verdade Jesus veio para que a contenda entre a criatura e o Criador fosse resolvida. O homem dominado pelo pecado está em rebelião contra Deus e até a natureza sente os efeitos de tal contenda.  É em Cristo que encontramos Paz com Deus como está escrito em Romanos 5:1. Nas bem-aventuranças é dito que os filhos de Deus são pacificadores porque aquele que crê no Príncipe da Paz torna-se um embaixador da Paz e da Reconciliação. Como novas criaturas deixamos de contender com Deus, nos tornamos proclamadores e rogamos da parte de Deus, que os outros também se reconciliem com Deus (II Co 5:17-20).

É de ressaltar que tal profecia não é citada no Novo testamento. Mas, é claramente cristológica e promessa messiânica. Ela mostra claramente a Deidade de Cristo e também a humanidade quando diz que um menino seria chamado assim. Portanto, a profecia aborda o estado de humilhação de Cristo quanto ao seu estado também de exaltação.

Percebemos com estas verdades a profundidade do natal. Não foi mais um nascimento. Mas, foi o nascimento, o Verbo se fazendo carne, Deus habitando entre nós, o Tabernáculo e o Templo de carne em osso. Aquilo que os judeus conheciam através dos símbolos proféticos viram face a face. No natal que vejamos como Jesus de fato é e expulsamos de vez o papai Noel que é um intruso, uma mentira, que ilude.

(O autor do artigo é o Pr. Eber Jamil, dono do blog).

NATAL PERMANENTE.

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Por ocasião do natal conceitos vitais como que despertam de um sono de onze meses: família, amor, ajuda ao próximo, fraternidade etc. As pessoas se abraçam, visitam umas às outras, trocam cartões, presentes e refletem sobre o nascimento de Cristo.

Bom seria se o natal não fosse somente nos dias 24 e 25 de dezembro, mas durasse para sempre. Será isto possível? O natal permanente não é papai Noel nos 365 dias do ano, duendes e outros mitos. Não são árvores enfeitadas o ano inteiro, nem comilança e nem ostentação o ano todo. O Natal permanente é:

I – A compreensão do desejo Divino de se aproximar do homem. Mateus falando do nascimento de Jesus cita a profecia de Isaías de que nasceria de uma virgem um menino que se chamaria EMANUEL, que traduzido é Deus conosco. O nascimento de Cristo, que foi a encarnação de Cristo, Deus tomando a forma e a natureza humana, foi o modo de Deus aproximar-se do homem que estava morto em delitos e pecados. O natal permanente é ter o entendimento que Deus enviou Seu Filho Jesus para religar o homem a Ele. Para tanto Jesus precisou ser concebido no ventre de Maria ser crucificado, mas a morte não venceu, Ele ressuscitou ao terceiro dia.

II – É crer que Jesus é o único mediador entre Deus e os homens. O natal permanente acontece quando o homem crê na obra do amor de Deus ao enviar Jesus, Seu filho, para religar o homem com Ele, e que Seu Filho Jesus é o único meio desta religação acontecer. Jesus disse: “Eu sou o caminho, a verdade e a vida; ninguém vem ao Pai, senão por mim”. Quem crê em Jesus como Salvador, como único caminho para Deus torna-se filho de Deus por adoção, portanto tendo comunhão com Deus. Vivendo um natal permanente.

III– É quando o nascimento de Cristo deixa de ser um acontecimento histórico e passa a ser uma experiência pessoal. Meu pai na época do natal quando atendia o telefone falava: Jesus nasceu em Belém e nasce na gente também. Quando a pessoa crê em Jesus como Salvador, Cristo deixa de ser apenas uma tradição recebida e passa se relacionar com Ele de forma real e pessoal. É o que a Bíblia chama de Novo Nascimento. A pessoa quando crê em Jesus nasce de novo, nasce espiritualmente tornando-se uma nova criatura havendo um natal permanente.

IV– É ter O Espírito Santo habitando porque crê em Jesus. A partir do momento em que se crê em Jesus a pessoa recebe O Espírito Santo, se assim não fosse não seria de Cristo. O Espírito Santo passa habitar no corpo e tal fato acontece conforme Jesus prometeu que voltaria ao Pai, mas não deixaria seu povo só, e que enviaria O Espírito Santo Consolador para estar com eles. O natal é permanente com O Espírito habitando.

V– É quando a pessoa passa a ter um relacionamento próximo e íntimo de Cristo. A pessoa pela fé uniu-se a Cristo e passa ter Jesus como Seu Supremo Pastor. Onde ela conhecerá voz do Pastor que já conhece sua voz A pessoa cultivará a meditação na Palavra de Deus e a oração fazendo que sua vida sempre seja renovada e sempre tenha uma celebração da comunhão com Deus. O salmo 23 termina prometendo que na vida das ovelhas a bondade e a misericórdia do Senhor as seguirão por todos os dias das suas vidas. Isto é natal permanente!

VI– É quando se vive todos os dias as prioridades que Cristo deixou. Jesus nos disse para irmos em busca de ovelhas que não estão no aprisco dele. Mandou-nos fazer discípulos e integrá-los pelo Batismo nas águas promovendo o amadurecimento dessas pessoas para que possam ir, discipular e integrar outras pessoas também no corpo. Ao dar estas prioridades Jesus prometeu estar conosco todos os dias até a consumação dos séculos, ou seja, nos prometeu um natal permanente. Com as prioridades acertadas teremos um natal permanente.

VII– É crer que o relacionamento com Cristo é eterno.  Aquele que crê em Jesus recebe a Vida Eterna e de maneira nenhuma Ele o lançará fora. A vida que começou na fé em Jesus não fica inconclusa, porque Deus não deixa nada pela metade. Uma vez em Cristo sempre em Cristo. O Relacionamento com Ele é eterno, portanto o natal é permanente.

Quero concluir colocando a letra de um cântico antigo que fala sobre o natal permanente que vive aquele que crê em Jesus:

Sempre é natal para mim (2 x)

A minha vida é uma festa sem fim

Sempre é natal para mim

 

A cada momento meu Jesus meu Senhor

No meu coração bate com esplendor

Oh! Que alegria e que gozo sem fim

Sempre é natal para mim

 

Sempre é natal para mim (2 x)

A minha vida é uma festa sem fim

Sempre é natal para mim

 

Sim, Jesus nasce a todo instante

Quando o crente é fiel e constante

Glórias a Deus pois eu sinto assim

Sempre é natal para mim

 

Sempre é natal para mim (2 x)

A minha vida é uma festa sem fim

Sempre é natal para mim

(O autor do artigo é o Pr. Eber Jamil, dono do blog).

CORAÇÃO FÉRTIL.

frutos

Por natureza o nosso coração não era boa terra, mas Deus amoleceu, retirou pedras e espinhos, convertendo-o.  Ele revolveu a nossa terra para produzirmos fruto. Agora, o nosso coração está apto a ouvir, compreender e receber a Palavra de Deus. Por isto retemos a semente da Palavra de Deus e frutificamos espiritualmente. A Glória da salvação é de Deus e não dos homens. Só Deus muda o coração! Nós estávamos presos em nossa obstinação. O entendimento estava cego pelo deus deste século. Mas, ao ouvir a Palavra de Deus e a ação convencedora do Espírito tivéssemos a possibilidade de aceitar ou rejeitar a Palavra. Tal volição não nos faz meritório da salvação, porque se não fosse a ação do Espírito não teríamos a vontade de aceitar. Não está na natureza humana uma forma de salvar a si mesmo, por mais que tente, o homem não consegue alcançar por si só.

A iniciativa da salvação pertence a Deus. Se Deus não amasse o homem primeiro o homem não poderia amá-lo. Se Deus não estendesse a mão ao homem o homem não poderia estender a mão de volta. Sempre é tocante ler que Lídia teve o coração aberto por Deus para compreender a mensagem. Foi na casa dela que se reuniu a primeira igreja da Europa. Lídia foi alguém que frutificou e é da natureza de quem nasce de novo fazê-lo. Observemos que o coração fica fértil pelo trabalho do Espírito e frutifica pelo poder da Palavra lançada. Como a semente só dá fruto se primeiro morrer assim a pessoa nascida de novo só frutifica porque a velha natureza não domina mais.  Ocorre a morte do velho homem e nasce uma nova criatura. Quem crê em Jesus já passou da morte para a vida.

Agora, como discípulo de Jesus, negaremos a nós mesmos, tomaremos a nossa própria cruz e daremos frutos de acordo com a nova natureza que recebemos. Os frutos são coerentes com a nova criatura que nos tornamos. Não se pode esperar do abacateiro a não ser abacates. Assim é com o nascido de novo que dá frutos de nascido de novo em Cristo Jesus. Tiago asseverou que a fé sem obras é morta, ou seja, não existe. Alguém com fé em Jesus realizará obras se tiver tempo hábil para fazê-lo. Entretanto, é bom que se enfatize que a salvação é recebida somente pela fé e as obras que decorrem da fé são possíveis por causa do novo nascimento que ocorre após a fé em Jesus.

Jesus falando sobre os falsos profetas afirmou que pelos frutos deles seriam conhecidos e assim é, o falso e o verdadeiro serão evidenciados pelos frutos. Isto não significa que o verdadeiro deixará de pecar, mas quando pecar responderá sempre com arrependimento. O maior dos milagres é o novo nascimento. O milagre de cura não impede ninguém de morrer de outro tipo de enfermidade, ou de acidente. Mas, o nascido de novo, mesmo que passe por dificuldades, tem vida eterna que não será jamais tirada. Tal coração deixou de ser infrutífero para ser fértil e frutífero.

Quando nos examinámos pessoalmente para participar da ceia do Senhor rememoramos o significado do sacrifício de Jesus e a promessa da Sua volta. Só podemos participar da mesa do Senhor porque já temos a convicção de que somos parte do corpo de Cristo, ou seja, nascidos de novo, que tem a convicção de que foram transformados pelo Espírito Santo. Não mais uma vida infértil, mas fecunda para a Glória de Deus. Sempre é bom que ponderemos a respeito da nossa caminhada cristã e os frutos é uma boa maneira de avaliarmos como estamos. Quando escrevo sobre fruto não me refiro especificamente e somente a conversão de almas através da nossa instrumentalidade, mas de tudo que sai do nosso interior. Aquilo que pensamos, aquilo que falamos e aquilo que fazemos ou deixamos de fazer. É da natureza do nascido de Deus dar bons frutos porque Deus assim fez! A semente que é a Palavra é boa então os frutos serão bons! Boa colheita!

(O autor do artigo é o Pr. Eber Jamil, dono do blog).

CORAÇÃO REGENERADO.

Novo-Coração

Muitos quando se aproximam da mensagem do Evangelho depositam sua fé na Igreja,e aproximam do cristianismo depositam sua fé na vida social que a mesma proporciona, no pastor etc. Mas quando o problema chega, abandonam a fé. É como um terreno com uma camada fina de pedras, com cascalhos por baixo. É um coração superficial, que recebe com o entusiasmo a palavra, mas murcha, quando vem o sol da angústia, da perseguição, e abandona as fileiras. É um coração sem raízes profundas. No primeiro momento não dá para perceber isto porque a pessoa manifesta um entusiasmo e uma vontade de fazer tudo ao mesmo tempo, que parece uma fé real, mas não persevera.

Por situações semelhantes a esta, pessoas tendem acreditar que a salvação se perde depois de ter acontecido a regeneração. Porém, a parábola do semeador contada por Jesus deixou bem claro que estas pessoas na verdade não se converteram. A Palavra de Deus tem o poder de mostrar o que não se vê pela aparência. Pessoas que parecem ter gás total acabam mostrando que o que tinha era um entusiasmo passageiro.

O coração de quem se converte enraíza-se no Senhor. Portanto, persevera. Tal pessoa tem segurança. O maior dos milagres aconteceu, que é o novo nascimento. A pessoa recebeu um novo coração, uma nova natureza e foi liberta da escravidão do pecado. Agora o pecado é eventual. Não se vive mais na prática habitual dele.

O coração regenerado é frutífero. Mostra a fé que se tem. Tiago asseverou que a fé sem obras é morta. Havendo tempo hábil o crente que nasceu de novo mostrará que sua fé e genuína. Não escrevo que não possa apresentar dificuldades, pois perfeição só na glorificação, mas a fé verdadeira se visibiliza. Abraão creu e isto foi imputado como justiça. Abraão passou por provas e perseverou mostrando que sua fé era real.

Ao recebermos Jesus o amor de Deus foi derramado em nosso coração com a presença do Espírito Santo. Assim o nascido de novo que tem uma capacidade natural de amar recebe o amor de Deus como fruto que dá uma capacidade além da natural de amar. Um amor que se torna a marca identificadora no caráter do crente que é nascido de novo.

Uma nova natureza, uma nova estrutura recebe o nascido de novo que é tão diferente daquela que tem o superficial. O superficial é comandado pela alma, pela concupiscência, mas o nascido de novo é dirigido pelo Espírito de Deus que habita nele influenciado a alma e a mordomia do corpo. De maneira nenhuma as características do nascido de novo são sustentadas por ele mesmo. É obra de Deus. É milagre do Senhor. É obra do Espírito Santo. Não é mérito pessoal.  Quando Jesus foi crucificado e ressuscitou conquistou a vitória sobre satanás e sobre a opressão do domínio do pecado. Quem crer nEle recebe a libertação, a salvação e deixa de ser escravo do pecado e recebe a vida eterna.

O sinal que houve a libertação é o arrependimento. A tristeza segundo Deus, a confissão de pecados, o abandono deles e a nova conduta mostram realmente que houve uma mudança, mostra que é um novo coração. Com diz o ditado: o traje não faz o monge. Não adianta algo aparente, somente exterior, um entusiasmo sem raízes, é preciso mesmo que tenha ocorrido uma mudança, e o verdadeiro arrependimento demonstra isto.

Este novo coração é uma necessidade universal. O homem já nasce pecador e inclinado ao pecado. Davi quando teve esta consciência pediu ao Senhor um coração puro e um espírito inabalável, ou seja, um coração regenerado. O Espírito Santo é que faz esta obra. Abra seu coração para Jesus e Ele te dará pelo Espírito Santo um coração purificado que terá uma disposição de obedecer a Deus e fazer a Sua vontade.

(O autor do artigo é o Pr. Eber Jamil, dono do blog).

FRASES POSTADAS NO TWITTER 58.

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01\01\2017 – A consciência do amor Divino por nós traz segurança necessária para exercemos a nossa confiança nas demandas da vida.

02\02\2017 – Seja qual for a situação podemos contar com a Bondade e a graça de Deus. Não crie mecanismos de fuga da vida mesmo enfrentando situações difíceis.

03\01\2017 – Promessas feitas na Bíblia se cumpriram várias gerações seguintes. Mostrando que a história não está solta e que Deus tem cumprido a Sua vontade.

04\01\2017 – Servir a Deus não é uma negação da vida, mas pelo contrário, é de fato viver, encontrar o vértice de toda história, que é Jesus Cristo.

05\01\2017 A imprevisibilidade da vida é para todos. Então seja qual for a idade pode se manifestar a fé em Deus tendo já consciência para tal.

06\01\2017 – Na vida a estabilidade, moderação são fundamentais. Viver ancorado num mundo turbulento é essencial. Vive assim quem confia em Deus.

07\01\2017 – A consagração a Deus envolve tudo. Não somente o culto. É necessário reconhece-lo em todos os nossos caminhos, e assim endireitará nossas veredas.

08\01\2017 – A vida pessoal com Deus tem reflexo nos relacionamentos interpessoais e sendo bem vivida trará um testemunho positivo para o próximo.

09\01\2017 – Devemos cumprir em nossa geração a vocação missionária que nós temos. Sempre lembrando de cultivar nas crianças a visão missionária desde cedo.

10\01\2017 – Como servos de Cristo precisamos ter nas entranhas a necessidade de fazer a vontade do Pai. A Vontade de Deus não pode ser um complemento.

(O autor das frases é o Pr. Eber Jamil, dono do blog).