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NÃO É BOM O ISOLAMENTO!

isolamento

Gn 2:18 -E disse o Senhor Deus: Não é bom que o homem esteja só; far-lhe-ei uma ajudadora idônea para ele.

Não é bom o isolamento porque Deus nos mostra que para vivermos com mais qualidade é necessário que não sejamos apenas verticais pensando somente no nosso relacionamento com Deus, mas também horizontais pensando no nosso relacionamento com o próximo. O resumo que Jesus fez dos 613 mandamentos em dois mandamentos é coerente com que a palavra que Deus proferiu a respeito de Adão que estava só sem ninguém ao seu lado, alguém que lhe fosse correspondente.

Principalmente nos primeiros séculos da história da Igreja muitos buscaram o isolamento porque pensaram que era a melhor maneira de não se misturar com o mundo. O cristianismo começava a deixar de ser perseguido e passou a ser favorecido pelo Império Romano. O que foi visto como favor de Deus por alguns, mas para muitos outros, era o mundo entrando na Igreja e por isto alguns começaram a buscar viver isolados da sociedade para a maior consagração a Deus.

O problema do estilo de vida “ermitão”, urbano, em áreas desérticas, rurais ou não, é a falta de influência positiva que deixa de acontecer na sociedade por causa do isolamento. As comissões deixadas por Jesus nos incentivam pregar o arrependimento, discipular, batizar, ir até os confins da terra para tanto é necessário a vivência em sociedade. Jesus na oração sacerdotal foi claro: Não peço que os tires do mundo, mas que os livres do mal” (17:15). Temos que viver no mundo, mas de uma forma que não nos comuniquemos com as obras infrutuosas das trevas, ou seja, vivermos no mundo sem nos envolver com a malignidade.

O tempo “a sós” tem o seu valor e devemos cultivá-lo, mas que seja para a renovação das forças físicas, espirituais, da devocionalidade para com Deus, mas não podemos nos isolar do convívio com a família, irmãos de fé, colegas de trabalho e da sociedade como um todo. Não é bom que o homem esteja só. O contexto do versículo é a vida a dois, o casamento, porém, podemos estender o entendimento do versículo para a necessidade humana de se relacionar com o próximo. Em Eclesiastes o pregador afirma: “que é melhor serem dois do que um”. Precisamos do momento a sós com Deus, mas também precisamos salgar e iluminar esse mundo como luzeiros de Cristo. Se não salgarmos perderemos a relevância no mundo, não exerceremos a vocação dada pelo Senhor e não seremos respeitados. Nosso chamado é para evangelizar, edificar o Corpo de Cristo, servir a Deus e ao próximo. Não busque o isolamento. Tenha sempre seu momento a sós com Deus, tenha o seu lugar de oração e meditação na Palavra, tenha seus horários regulares para a devoção, mas também viva uma vida influente com todos os seus riscos lembrando-se sempre que quem está com Deus é maioria e que temos uma família, que é a Igreja do Senhor, que coopera com os dons para o desenvolvimento da nossa carreira cristã.

Quando acontece a conversão de alguém a pessoa é inserida pelo Espírito Santo no corpo de Cristo, que é a família de Deus, mostrando que o chamamento é para comunhão com Deus e com o próximo. O novo convertido deve ser acompanhado até que ele possa também acompanhar outros e assim a Igreja do Senhor se multiplica e cumpre o seu chamado.

Jesus se retirou algumas vezes para orar sozinho, mas no Getsemâni quando deixou seus discípulos a sós para orar desejou que eles tivessem acordados enquanto ele orava e repreendeu-os quando encontrou Pedro, Tiago e João dormindo. Jesus sentiu a falta de companheirismo deles, a falta de vigilância.

Nas artes nós vemos também está necessidade ser retratada quando o cavaleiro solitário tem como companheiro um índio chamado Tonto. Quando o Robison Crusoé encontra e tem como amigo o índio Sexta-feira. No filme Náufrago com Tom Hanks, que interpreta o personagem Chuck, o qual após a queda do avião onde viajava, encontra-se preso numa ilha, privado de tudo que o homem moderno precisa, faz amizade com uma bola de volei da marca Wilson que se torna seu amigo imaginário na ilha desértica. Tem um momento emocionante do filme quando ele perde no mar o seu amigo imaginário, o que levou algumas pessoas sensíveis às lágrimas. Tais obras mostram claramente a necessidade do homem do próximo. O homem é um ser social.

A solitude, a meditação é necessária durante um tempo, mas o isolamento não pode ser uma filosofia de vida. Sempre precisamos de alguém! Ninguém basta a si mesmo! A constatação Divina foi que não é bom que o homem esteja só. Talvez você tenha se fechado para o outro por causa das decepções, desilusões, mas o remédio não é encaramujar-se, mas perdoar o abandono, a decepção e viver uma vida saudável, produtiva, e relacional com Deus e com o próximo.  Abra-te! Primeiramente para Deus, e quando isto verdadeiramente acontece, abrimo-nos para o próximo também.

(O autor do artigo é o Pr. Eber Jamil, dono do blog).

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TRÊS PALAVRAS IMPORTANTES PARA O NOVO ANO.

ano novo

Estamos no início de um novo ano creio que três palavras são importantes nesta ocasião: REFLEXÃO, GRATIDÃO E ESPERANÇA.

A REFLEXÃO é importante porque final de ano é tempo de retrospectiva, de balanço, para avaliarmos como foi o nosso ano. Precisamos ponderar sobre os nossos erros e acertos para planejarmos as nossas ações para o ano que se inicia.

A GRATIDÃO é fundamental. Ser grato pela vida, por mais um ano que Deus concedeu, e mesmo que tenhamos atravessado tempos difíceis a gratidão é sinal de cura, de que apesar das lutas o nosso coração não foi azedado.

A ESPERANÇA é algo que sempre deve nos mover para frente. Teremos, se Deus quiser, mais um ano pela frente. Portanto, a esperança será uma mola propulsora para avançarmos e conquistarmos os propósitos de Deus para nossas vidas.

Minha oração é que nesta virada de ano não te falte REFLEXÃO, GRATIDÃO E ESPERANÇA. Pensemos nestas palavras:

A REFLEXÃO é sempre necessária! Deus quer que façamos um autoexame a respeito da nossa vida para avaliarmos como anda nossa caminhada. Assim é muito pertinente quando isto acontece no término de um ano e no início de outro. Paulo por orientação de Jesus nos disse que antes de participarmos da ceia do Senhor devemos nos examinar a nós mesmos para que possamos discernir o corpo do Senhor que é simbolizado na ceia.

Como o autoexame físico nos ajuda a descobrir certas doenças, por sua vez, a reflexão sobre a nossa vida nos ajuda a pensarmos sobre a qualidade com que vivemos. Como anda a sua vida com Deus e com o próximo? Como foi para você o ano que passou? Quais foram seus erros e acertos? Aonde você precisa melhorar? As perguntas podem se multiplicar!

Creio que datas como estas são momentos para pararmos e avaliarmos o que passou e projetarmos aquilo que virá. Projetarmos de forma sempre dependente de Deus sem arrogância, sem uma autoconfiança exacerbada, mas ciente que sem Deus nada podemos fazer. Faça um autoexame!

Comece outro ano buscando a sabedoria de Deus, pois Ele dá liberalmente e aplique ela em sua vida praticando a prudência, a singeleza e a fé diariamente em todos os seus passos.

A GRATIDÃO precisa ser algo sempre presente em nossas vidas. Ela, sem dúvida, revela muito como está a nossa vida e quem nós somos. Não pode ser coisa do momento, mas uma postura constante. No terminar e iniciar um novo ano temos que ser gratos mesmo que o ano tenha sido difícil e mesmo que as perspectivas para este ano não sejam tão alvissareiras. Paulo recomendou pelo Espírito Santo: Em tudo dai graças, ou seja, nós que estamos em Cristo precisamos em todas as circunstâncias não deixar de ser grato.

A gratidão de quem vive em Cristo mostra que interiormente ele está pacificado e sabe que Deus tem o comando da história. Por mais que enfrentemos as supressas da vida, o fato de estar vivo e mais saber que não vivemos numa solidão existencial porque Deus está conosco em Jesus são razões mais do que suficientes para agradecermos.

Sem dúvida entre ter nascido e não ter nunca existido é preferível ter nascido. Somado o fato de ter sido achado por Deus em Jesus Cristo onde se encontrou o sentido da vida faz com que a vida seja elevada em muito a sua qualidade.

Exercite a gratidão. Pratique-a porque agradará a Deus, beneficiará a si mesmo e abençoará seus relacionamentos. Ela adoça a vida. Mostra que internamente a alma está curada. Gratidão é uma grande palavra para o ano novo!

O calendário, a noção do tempo que temos faz com que muitas vezes naturalmente na virada do ano a nossa expectativa acerca do futuro seja potencializada como se algo acontecesse todas vezes que mudamos de ano. Entretanto, a ESPERANÇA que é esperança supera as datas especiais e persevera em meio aos embates. A figura bíblica da esperança é a âncora, que ajuda ao navio se fixar em meio as dificuldades do mar e aportar em lugar seguro. Sem a âncora o navio fica sujeito aos caprichos do mar, do vento e assim fica a pessoa que não tem esperança à mercê dos ventos e da instabilidade das circunstâncias.

Se de alguma forma a esperança for fragilizada a vida também é. Se a esperança morre em vida é como uma morte em vida acontecesse também. Portanto, apegue-se em Deus e em Sua Palavra que consola e traz esperança. As promessas do Senhor são infalíveis! A partir do momento que cremos em Jesus nascemos de novo e ao nascermos espiritualmente é gerado em nós uma esperança viva porque Jesus Cristo ressuscitou dos mortos.

A esperança cristã não é vaga. Ela vem da fé, que veio da audição da Palavra de Deus, que é a Verdade. Portanto, podemos iniciar mais um ano nos sentindo seguros, pois os que creem em Cristo estão nas mãos dEle. Pode até “chover canivetes”, mas ninguém nos tirará das suas poderosas mãos. Seja bem-vindo Ano Novo!

(O autor do artigo é o Pr. Eber Jamil, dono do blog).

A SOMBRA DE UMA CRUZ NO NATAL.

sombra da cruz

Existe uma música natalina bem tocante onde se canta que havia na ocasião do nascimento de Jesus uma sombra de um cruz. Creio que a ideia não é apenas oriunda do compositor. É fato que Jesus ao nascer tinha o objetivo de entregar-se por amor a nós numa cruz como se entregou. Parte do cântico tem a seguinte letra:

Existe algo ali junto ao berço

Cuja a forma uma cruz faz lembrar

Junto ao berço ali

Vejo a sombra de uma cruz

É a cruz que meu Jesus vai levar

(…)

Na manjedoura onde está Jesus a repousar

Eu posso ver a sombra de uma cruz

Aquele que é luz em noite fria posso ver

Vejo a sombra, vejo a sombra de uma cruz

(…)

Deus, o Soberano, de antemão já havia providenciado em seu coração a solução para a escolha pecaminosa que o primeiro homem faria e que afetaria toda a humanidade. Em Ap 13:8 mostra que Jesus foi o cordeiro de Deus morto antes da fundação do mundo. Portanto, antes dele ter tomado a forma e natureza humana, nascendo de Maria, Deus já havia planejado que um dia O Eterno Jesus nasceria no ventre de uma mulher conforme Gênesis 3:15 para depois dar sua vida em favor de muitos. Então, figuradamente é como se existisse a sombra de uma cruz na manjedoura.

O versículo central da Bíblia que é João 3:16 mostra que Deus enviou propositadamente a Jesus, Seu filho, para que o homem que cresse nEle não vivesse mais sobre a condenação eterna: Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna.

A história da humanidade sobre o domínio de Deus caminhou para que na Plenitude dos tempos Jesus viesse nascido de mulher (Gl 4:4) e depois fosse crucificado para a salvação dos homens. O nome dado por Deus a Jesus no seu nascimento é a forma grega do nome hebraico “Yeshua” que quer dizer “o Senhor Salva”, que no antigo testamento em português aparece como Josué, e no novo Testamento como Jesus. O nome Jesus foi aquele que o anjo do Senhor ordenou a José a dar ao filho de Maria, sua noiva, que nasceria (1:21). Portanto, o nome foi escolhido por Deus, em nome de quem o anjo falou. O nome descreve o que Jesus estava destinado a fazer: “Ele salvará o seu povo dos seus pecados” (1:21). Havia realmente como que uma sombra de cruz no nascimento de Jesus.

Na Bíblia percebemos que já aos doze anos de idade Jesus sabia que veio para cuidar dos “negócios” do Pai Celestial. Quando seus pais terrenos o acharam, pois haviam perdido ele de vista, conversando com os doutores em Jerusalém, Jesus falou para eles: “Por que é que me procuráveis? Não sabeis que me convém tratar dos negócios de meu Pai?”. Numa ocasião Jesus afirmou que seu alimento era realizar a vontade do Pai: A minha comida é fazer a vontade daquele que me enviou, e realizar a sua obra (Jo 4:34). Ele sabia a sua missão e sabia que tinha uma hora certa para que acontecesse. No seu primeiro milagre Maria lhe informou que estava faltando vinho no casamento e Jesus respondeu a ela que ainda não era a hora dele cumprir totalmente a vontade de Deus, mas na cruz Ele cumpriu e disse: Está tudo consumado!

Na semana que Ele seria crucificado uma comissão de gregos desejou falar com Ele e procuram Felipe dizendo: Queremos ver a Jesus. Muitos pregadores por inferência entendem que os gregos queriam convidar Jesus para ir a região da Grécia para apresentar seus ensinos. Se Jesus tivesse aceitado hoje o cristianismo seria hoje mais uma escola filosófica e não o evangelho de Deus. Jesus fala sobre a necessidade da sua morte e disse que tinha vindo do céu para este fim. Observe a narrativa de João nos versículos 22 a 27 do capítulo 12:

Filipe foi dizê-lo a André, e então André e Filipe o disseram a Jesus. E Jesus lhes respondeu, dizendo: É chegada a hora em que o Filho do homem há de ser glorificado. Na verdade, na verdade vos digo que, se o grão de trigo, caindo na terra, não morrer, fica ele só; mas se morrer, dá muito fruto. Quem ama a sua vida perdê-la-á, e quem neste mundo odeia a sua vida, guardá-la-á para a vida eterna. Se alguém me serve, siga-me, e onde eu estiver, ali estará também o meu servo. E, se alguém me servir, meu Pai o honrará. Agora a minha alma está perturbada; e que direi eu? Pai, salva-me desta hora; mas para isto vim a esta hora.

Esta sombra da cruz figuradamente na manjedoura mostra que desde os tempos eternos já estava ordenado por Deus que Jesus, Seu Filho, se entregasse por nós. A forma como Jesus perseverou neste propósito durante todo seu tempo na terra e fê-lo suportar a vergonha, o sofrimento da cruz é citada como exemplar na carta aos Hebreus. O autor diz que como servos de Deus estamos numa corrida para alcançar a semelhança de Cristo e devemos correr olhando para Jesus, o Autor e Consumador da fé, que cumpriu seu objetivo e hoje está à direita de Deus intercedendo por nós. Assim, acontecerá conosco – concluiremos a carreira, que deve ser desembaraçada, e alcançaremos pela fé do início ao fim o supremo alvo do cristianismo: ser semelhante a Jesus, pois é assim que o veremos. Que a sombra da cruz no natal seja uma inspiração para você continuar seguindo de perto a Jesus, renunciando a si mesmo, tomando sua cruz até por uma coroa trocar. Aleluia!

(O autor do artigo é o Pr. Eber Jamil, dono do blog).

O NATAL E O FOCO DE INCÊNDIO.

foco de incendio

Quando pensamos em natal pensamos em nascimento, felicidade, paz, fraternidade, família reunida e muitos mais predicados positivos que a data traz à lembrança. Quando analisamos o primeiro natal vamos encontrar esses elementos, mas não houve só calmaria na época natalina. Uma forte oposição se levantou contra o nascimento de Cristo tendo como protagonista Herodes, o grande, rei da Judéia.

Como estava nos planos de Deus, a encarnação de Cristo, Herodes não conseguiu matar Jesus ainda infante. Haveria de chegar no tempo de Deus a crucificação de Cristo, mas não era a hora. Aquele não era o tempo da morte e ressurreição de Jesus. O natal foi tempo do seu nascimento, mas como na vida, nem tudo foram flores, entre anjos, pastores, magos, animais e estrela houve como que um incêndio em Belém, houve uma matança de crianças por parte de Herodes de dois anos para baixo. Uso a figura do incêndio como uma metáfora. Porque houve uma combustão no coração de Herodes. Houve um foco de incêndio em seu coração. Num incêndio real e atual entre as causas habituais podemos destacar falhas ou avarias nas instalações elétricas, acidentes com velas, cigarros ou outras fontes de calor. Com Herodes o foco da combustão no seu coração foi o orgulho. Ele ordenou uma matança pela espada de crianças tentando atingir o Salvador porque viu o seu poder ser ameaçado.

Herodes é um tipo de satanás. Ele foi influenciado pelo espírito luciferiano. Ele como monarca desfrutou de uma impunidade quase absoluta. Um dos seus primeiros atos no governo foi assassinar quarenta e cinco membros do Sinédrio. Também matou seu sogro e cunhado. Forjou um julgamento para matar sua esposa Mariana, e depois matou três de seus filhos. César Augusto disse que era melhor ser porco de Herodes do que seu filho (porque ele não comia carne de porco). Herodes, um pouco  antes de  morrer, mandou matar as pessoas mais representativas do seu reino para que houvesse choro no dia de sua morte. Morreu aos setenta anos e ao invés de choro houve alegria por parte do povo no dia da sua morte. Jesus nasceu no fim da vida de Herodes, quando esse julgava seus rivais eliminados, e quando suas perturbações domésticas chegaram ao auge. Com o nascimento de Jesus o orgulho e inseguro Herodes perturbou-se e satanás usou a vaidade de Herodes como um foco de incêndio para tentar impedir o nascimento do Messias.

Nem sempre entendo a palavra orgulho como algo pernicioso. Creio que num sentido benigno a palavra pode significar um certo amor-próprio ou contentamento por alguma conquista. Não creio que eu erre ao dizer que tenho orgulho da minha filha por quem ela é. Entretanto, creio que o orgulho na maioria das vezes pode ser soberba, que desagrada a Deus e faz com que Ele resista tal pessoa. A Bíblia chama isto de soberba da vida, que foi uma das causas do primeiro pecado do homem, que quis conhecer o bem e o mal como Deus conhecia comendo do fruto proibido. C. S. Lewis tem uma frase interessante: “o orgulho é a galinha sob a qual todos os outros pecados são chocados”. No caso de Herodes sua soberba, seu amor ao poder, seu orgulho e vaidade foi um foco de incêndio numa ocasião majestosa que foi o nascimento de Cristo. No salmo 19 o salmista Davi pede no versículo 13: Também da soberba guarda o teu servo, para que se não assenhoreie de mim. Então serei sincero, e ficarei limpo de grande transgressão. Davi chama de grande transgressão a soberba, que acaba se assenhorando da pessoa. Foi o lastimável caso de Herodes.

Tal espírito é tão distante da singeleza, e beleza do natal, do seu significado, mas como vimos no primeiro natal, tal espírito satânico se opôs frontalmente ao Espírito Santo que gerou no ventre de Maria, Jesus, O Filho de Deus, Emanuel, o Salvador. Mas, a soberba, o orgulho, a jactância, não venceram Jesus. Aliás na Bíblia vemos que Faraó, Manassés, Senaqueribe, Nabucodosor, Golias, a família Herodiana e tantos outros foram até onde Deus permitiu ir. Não prevaleceram contra Deus. Herodes, o Grande, mesmo tendo obsessão pelo trono não conseguiu vencer aquele que nasceu numa estrebaria e foi deitado numa manjedoura. Os soberbos deste mundo que esbravejam seus poderes para todo mundo ouvir como Hitler, Stalin e tantos outros se prostrarão diante daquele que tomou a forma de homem e nasceu em Belém. É o que está escrito em Filipenses capítulo 2: 5 – 11:

De sorte que haja em vós o mesmo sentimento que houve também em Cristo Jesus, Que, sendo em forma de Deus, não teve por usurpação ser igual a Deus, Mas esvaziou-se a si mesmo, tomando a forma de servo, fazendo-se semelhante aos homens; E, achado na forma de homem, humilhou-se a si mesmo, sendo obediente até à morte, e morte de cruz. Por isso, também Deus o exaltou soberanamente, e lhe deu um nome que é sobre todo o nome; Para que ao nome de Jesus se dobre todo o joelho dos que estão nos céus, e na terra, e debaixo da terra, E toda a língua confesse que Jesus Cristo é o Senhor, para glória de Deus Pai.

Neste natal entenda a importância de você andar em humildade com o teu Deus. Procure ter o mesmo sentimento que houve em Cristo Jesus. No livro de Miquéias que profetiza sobre o nascimento de Cristo na pequenina Belém mostra o que Deus deseja de nós neste natal e sempre no capítulo 6:6-8:

Com que me apresentarei ao Senhor, e me inclinarei diante do Deus altíssimo? Apresentar-me-ei diante dele com holocaustos, com bezerros de um ano? Agradar-se-á o Senhor de milhares de carneiros, ou de dez mil ribeiros de azeite? Darei o meu primogênito pela minha transgressão, o fruto do meu ventre pelo pecado da minha alma? Ele te declarou, ó homem, o que é bom; e que é o que o Senhor pede de ti, senão que pratiques a justiça, e ames a benignidade, e andes humildemente com o teu Deus?

Não é pirotecnia religiosa soberba que Deus quer. Ele quer que creiamos nEle e em Seu filho que Ele revelou.  Havendo fé genuína haverá coração contrito que Deus não rejeita. No natal não podemos ir na contramão do Deus que tomou a forma humana e nasceu numa estrebaria. Se queres andar com Deus só pode ser em fé e humildade.

(O autor do artigo é o Pr. Eber Jamil, dono do blog).

O NATAL E O FRESCOR DA MENSAGEM.

natal

A medida que os anos passam muitos podem perder o frescor dos seus primeiros natais. Alguns ficam bem nostálgicos por natais que passaram e perdem o entusiasmo pela data. Lembram de músicas, das festas anteriores, de presentes que receberam etc. Na verdade, deveríamos entender, que por mais que tenhamos passado vários natais, e há mais de dois mil anos atrás Jesus nasceu, a mensagem do natal é sempre revigoradora. É sempre nova. A mensagem natalina não fica embolorada.

Paulo fala que o natal aconteceu na Plenitude dos tempos, ou seja, no momento certo da história dominada por Deus, que é Soberano sobre tudo. Jesus teria que ter nascido naquela época. Houve o Kairós de Deus para a humanidade naquela ocasião. O fato de ainda estarmos falando deste acontecimento mostra que era propósito de Deus, que assim fosse, e que a mensagem de Deus tomando a forma e a natureza humana é o maior divisor de águas da História. Sendo assim pertinente até nossos dias. Essa encarnação de Cristo mostra o quanto Deus ama e se importa com a humanidade.

A simplicidade do nascimento de Jesus deve reverberar em nossas festas atuais. A dificuldade que José e Maria encontraram para se hospedar. O fato de só terem encontrado uma estrebaria. A cama de Jesus ter sido uma manjedoura com os animais por companhia. O anúncio dos anjos que não foram feitos as grandes personalidades da época, mas aos pastores. Todos estes fatos mostram que a universalidade do natal. Pois como já falaram; pintes a tua aldeia e serás universal. A comemoração do natal para ser comemoração do natal precisa da simplicidade do coração contrito e não de tantas coisas que incorporamos em nosso tempo que não fazem parte do Natal, do nascimento de Jesus.

A oposição que Cristo sofreu por ocasião do seu nascimento por Herodes mostra também a tensão sempre latente da humanidade entre nascimentos e mortes. Todos dias nascem pessoas e outras morrem. Mas, a mensagem natalina mostra o triunfo da vida apesar da malignidade do diabo e do sistema mundano dominado por ele. A oposição em nosso tempo ganha outras formas, mas continua. O consumismo, as mentiras, as glutonarias, bebedeiras de certa forma tentam diminuir a mensagem de Deus sendo homem entre nós, mas não prevalecem.

A adoração dos reis magos, todo o sacrifício que eles fizeram e a fé que os moveram de terras tão distantes apontam que para Jesus devemos sempre oferecer o melhor. Os presentes proféticos que eles ofereceram mostram muitos sobre Cristo. O ouro indica que Jesus é Rei. O incenso mostra a Divindade de Cristo. A mirra aponta para a crucificação de Cristo. A adoração a Cristo precisa ser com o melhor e com conteúdo. Não podemos ouvir de Cristo o que a samaritana ouviu: vós adorais o que não conheceis. Depois ela conheceu que Jesus era o Messias e divulgou para seus conterrâneos a mensagem tão poderosa.

Celebre a ocasião do natal. A questão não é qual é a data Jesus nasceu, pois sabemos que não foi 25 de dezembro. A questão é que Jesus nasceu. O Emanuel esteve conosco e é Deus conosco. A questão é que você tenha tido também o seu natal. Não me refiro ao seu nascimento, mas ao seu novo nascimento. Que você tenha tido o natal da fé e a compreensão do significado do nascimento, morte e ressurreição de Jesus. Pois, se assim aconteceu você nasceu de novo!

Deus renove a sua alegria neste natal. Natal é sempre novidade. Tem sempre o frescor da Boa notícia. Foi como os anjos proclamaram: Não temais, porque eis que trago novas de grande alegria, que será sinal para todo o povo: Pois, na cidade de Davi, vos nasceu hoje O Salvador, que é Cristo, o Senhor. Grande notícia! Bendita intervenção Divina! O Messias já veio! E viveu entre nós! Foi vista a Sua Glória, como a Glória do unigênito do Pai, cheio de Graça e de Verdade. Louvado seja O Senhor!

(O autor do artigo é o Pr. Eber Jamil, dono do blog).

CORAÇÃO FÉRTIL.

frutos

Por natureza o nosso coração não era boa terra, mas Deus amoleceu, retirou pedras e espinhos, convertendo-o.  Ele revolveu a nossa terra para produzirmos fruto. Agora, o nosso coração está apto a ouvir, compreender e receber a Palavra de Deus. Por isto retemos a semente da Palavra de Deus e frutificamos espiritualmente. A Glória da salvação é de Deus e não dos homens. Só Deus muda o coração! Nós estávamos presos em nossa obstinação. O entendimento estava cego pelo deus deste século. Mas, ao ouvir a Palavra de Deus e a ação convencedora do Espírito tivéssemos a possibilidade de aceitar ou rejeitar a Palavra. Tal volição não nos faz meritório da salvação, porque se não fosse a ação do Espírito não teríamos a vontade de aceitar. Não está na natureza humana uma forma de salvar a si mesmo, por mais que tente, o homem não consegue alcançar por si só.

A iniciativa da salvação pertence a Deus. Se Deus não amasse o homem primeiro o homem não poderia amá-lo. Se Deus não estendesse a mão ao homem o homem não poderia estender a mão de volta. Sempre é tocante ler que Lídia teve o coração aberto por Deus para compreender a mensagem. Foi na casa dela que se reuniu a primeira igreja da Europa. Lídia foi alguém que frutificou e é da natureza de quem nasce de novo fazê-lo. Observemos que o coração fica fértil pelo trabalho do Espírito e frutifica pelo poder da Palavra lançada. Como a semente só dá fruto se primeiro morrer assim a pessoa nascida de novo só frutifica porque a velha natureza não domina mais.  Ocorre a morte do velho homem e nasce uma nova criatura. Quem crê em Jesus já passou da morte para a vida.

Agora, como discípulo de Jesus, negaremos a nós mesmos, tomaremos a nossa própria cruz e daremos frutos de acordo com a nova natureza que recebemos. Os frutos são coerentes com a nova criatura que nos tornamos. Não se pode esperar do abacateiro a não ser abacates. Assim é com o nascido de novo que dá frutos de nascido de novo em Cristo Jesus. Tiago asseverou que a fé sem obras é morta, ou seja, não existe. Alguém com fé em Jesus realizará obras se tiver tempo hábil para fazê-lo. Entretanto, é bom que se enfatize que a salvação é recebida somente pela fé e as obras que decorrem da fé são possíveis por causa do novo nascimento que ocorre após a fé em Jesus.

Jesus falando sobre os falsos profetas afirmou que pelos frutos deles seriam conhecidos e assim é, o falso e o verdadeiro serão evidenciados pelos frutos. Isto não significa que o verdadeiro deixará de pecar, mas quando pecar responderá sempre com arrependimento. O maior dos milagres é o novo nascimento. O milagre de cura não impede ninguém de morrer de outro tipo de enfermidade, ou de acidente. Mas, o nascido de novo, mesmo que passe por dificuldades, tem vida eterna que não será jamais tirada. Tal coração deixou de ser infrutífero para ser fértil e frutífero.

Quando nos examinámos pessoalmente para participar da ceia do Senhor rememoramos o significado do sacrifício de Jesus e a promessa da Sua volta. Só podemos participar da mesa do Senhor porque já temos a convicção de que somos parte do corpo de Cristo, ou seja, nascidos de novo, que tem a convicção de que foram transformados pelo Espírito Santo. Não mais uma vida infértil, mas fecunda para a Glória de Deus. Sempre é bom que ponderemos a respeito da nossa caminhada cristã e os frutos é uma boa maneira de avaliarmos como estamos. Quando escrevo sobre fruto não me refiro especificamente e somente a conversão de almas através da nossa instrumentalidade, mas de tudo que sai do nosso interior. Aquilo que pensamos, aquilo que falamos e aquilo que fazemos ou deixamos de fazer. É da natureza do nascido de Deus dar bons frutos porque Deus assim fez! A semente que é a Palavra é boa então os frutos serão bons! Boa colheita!

(O autor do artigo é o Pr. Eber Jamil, dono do blog).

FRASES POSTADAS NO TWITTER 65

sabedoria

26 de set

Nem sempre voltar atrás é regredir. Lembra que Jesus disse a Igreja de Éfeso: “Lembra de onde caístes” e “ pratica as primeiras obras”.

28 de set

A verdade da Palavra de Deus não deve ser apenas defendida como doutrina, mas a verdade precisa ser vista como verdade na prática cristã

4 de out

O entendimento de hoje do que seja um homem de Deus passa longe de alguém que se considere fraco, mas é o fraco que é forte.

5 de out

O interior do homem conta muito. Se não houver pacificação na alma mesmo que a maré esteja para peixe a pessoa não estará bem.

6 de out

O pecado muitas vezes é revestido de uma aparente atitude de liberdade, mas a pessoa não consegue deixar de praticar a ilusória liberdade.

10 de out

Alguns ficam incomodados quando há um silêncio profundo.A sensação que eles têm é que o silêncio grita,mas o que deve estar gritando é a alma.

11 de out

Quando a oração se torna pragmática perde-se o sentido da oração.Você por acaso acha que Deus não sabe quais são as nossas necessidades? Ele sabe.

12 de out

Temos que viver o evangelho de tal forma que o falar de Cristo seja tão natural quanto o respirar. A boca fala do que o coração está cheio.

13 de out

Quando a crítica aponta para algo que devemos mudar, mudemos. Quando for para aperfeiçoar, aperfeiçoemos. Mas, nunca sejamos como o xuxu que pega gosto de tudo.

15 de ot

Ensinar, conhecer e compartilhar são formas de celebrar a vida porque é o contrário da estagnação. É vida com outra vida em busca do conhecimento.

(O autor das frases é o Pr. Eber Jamil, dono do blog).