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SENTIMENTO DE URGÊNCIA.

urgente

Jo 9: 4 – Convém que eu faça as obras daquele que me enviou, enquanto é dia; a noite vem, quando ninguém pode trabalhar.

Queiramos ou não temos que lidar com a questão do tempo. Ele passa de forma inexorável. Quando nascemos, nascemos num determinado dia e crescemos vivenciando o tempo que nos é dado. Creio que a sabedoria é imprescindível para que lidemos adequadamente com o tempo. Moisés pediu a Deus para ensiná-lo a contar os dias até que ele adquirisse um coração mais sábio. Mostrando a essencialidade de se viver discernindo, fazendo as escolhas adequadas aproveitando bem e com sabedoria o tempo que se vive.

O ditado popular afirma que a pressa é inimiga da perfeição. Mostrando que o povo entende que para se fazer bem feito e organizado é preciso fazê-lo no tempo adequado. Porém, podemos afirmar que este ditado não é uma verdade absoluta. A pressa pode ser muitas vezes precipitação, ansiedade e ausência de maturação. Todavia, o versículo escolhido desta mostra que para fazermos a obra de Deus neste mundo precisamos ter sentimento de urgência quando o assunto é pregar o evangelho para tirar as vidas das trevas, da cegueira espiritual.

A imprevisibilidade da vida é um aspecto importante para que consideremos a decisão acerca da eternidade urgente. Não sabemos quando a morte chega. Sabemos pela Palavra de Deus que depois da morte segue o juízo, ou seja, já não há mais nada a ser feito. Colheremos a eternidade com Deus ou sem Deus. É na vida que devemos tomar a decisão. A palavra de Cristo alerta que a noite chegará e não se poderá fazer mais nada quanto a questão da eternidade. Portanto, a Igreja precisa ter um sentimento de urgência quanto a pregação do evangelho porque alguém só pode ser salvo enquanto tiver vida.

Há Igrejas avessas a organização. Há outras que são tão organizadas que não se abrem para um direcionamento específico do Espírito Santo. Não podemos pender para os extremos. A direção do Espírito e a organização não são incompatíveis, ou excludentes. A forma como é descrita a criação no livro de Gênesis mostra claramente como Deus criou tudo harmonicamente e perfeito. A preocupação dos apóstolos em escolher um substituto para Judas Iscariotes mostra uma organização eclesiástica já em formação. Quando Jesus multiplicou os pães e peixes primeiramente agrupou as pessoas em pequenos grupos para que todos se alimentassem. Esses exemplos apontam para a necessidade da Igreja Local organizar-se segundo a direção do Espírito para que as prioridades da evangelização e de missões sejam realizadas urgentemente e eficientemente no Poder de Deus. Ter o sentimento de urgência não significa agir de forma desorganizada.

A inconformação não pode ser vista sempre como algo negativo. O inconformado não é necessariamente o rebelde. Romanos capítulo doze que todos conhecem bem exorta-nos a não aceitarmos a forma do mundo. Portanto, o sentimento de urgência está harmonizado com este princípio porque ao priorizarmos a pregação do Evangelho levaremos pessoas a serem libertas da “forma” e “prensa” humana que amolda a pessoa segundo a vontade do inimigo de nossas almas – Satanás.

O povo de Deus não pode ser “letárgico”. Viver como num “torpor”. Seu discernimento precisa estar aguçado. Portanto, o povo de Deus não pode ficar num “marasmo” quanto a obra de evangelização e missões. Paulo exclamou: “ai de mim se não anunciar o Evangelho”. Pregar é um imperativo que não pode ser realizado de forma secundária. A salvação das almas é prioridade. Façamo-nos com sentimento de urgência.

Satanás certamente trabalha através dos “secretários” formas de retardar o progresso da Igreja quanto a obra de evangelização. Ele se opõe de forma frontal, velada ou sutil, mas certamente trabalha para nos impedir de ganhar almas. A famosa palavra de Cristo de que as portas do Inferno não resistirão a Igreja do Senhor nos mostra que quando a Igreja avança pelo Poder de Deus vence a resistência e a oposição maligna. O inimigo de nossas almas põe uma lente de aumento em si mesmo para intimidar. Ele brame como um leão, mas não é, ele usa de falsidades. O verdadeiro leão, é o leão da tribo de Judá, Jesus Cristo que venceu e despojou os principados e potestades, e a Igreja como Seu corpo triunfa sobre as resistências e obras de satanás.

Portanto, sem receios façamos a Obra de Deus com empenho sabendo que a eternidade de muitos sobre condenação podem ser evitadas e isto só mudará se enquanto for dia as almas ouvirem e crerem no Evangelho.

(Oautor do artigo é o Pr. Eber jamil, dono do blog).

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A SOMBRA DE UMA CRUZ NO NATAL.

sombra da cruz

Existe uma música natalina bem tocante onde se canta que havia na ocasião do nascimento de Jesus uma sombra de um cruz. Creio que a ideia não é apenas oriunda do compositor. É fato que Jesus ao nascer tinha o objetivo de entregar-se por amor a nós numa cruz como se entregou. Parte do cântico tem a seguinte letra:

Existe algo ali junto ao berço

Cuja a forma uma cruz faz lembrar

Junto ao berço ali

Vejo a sombra de uma cruz

É a cruz que meu Jesus vai levar

(…)

Na manjedoura onde está Jesus a repousar

Eu posso ver a sombra de uma cruz

Aquele que é luz em noite fria posso ver

Vejo a sombra, vejo a sombra de uma cruz

(…)

Deus, o Soberano, de antemão já havia providenciado em seu coração a solução para a escolha pecaminosa que o primeiro homem faria e que afetaria toda a humanidade. Em Ap 13:8 mostra que Jesus foi o cordeiro de Deus morto antes da fundação do mundo. Portanto, antes dele ter tomado a forma e natureza humana, nascendo de Maria, Deus já havia planejado que um dia O Eterno Jesus nasceria no ventre de uma mulher conforme Gênesis 3:15 para depois dar sua vida em favor de muitos. Então, figuradamente é como se existisse a sombra de uma cruz na manjedoura.

O versículo central da Bíblia que é João 3:16 mostra que Deus enviou propositadamente a Jesus, Seu filho, para que o homem que cresse nEle não vivesse mais sobre a condenação eterna: Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna.

A história da humanidade sobre o domínio de Deus caminhou para que na Plenitude dos tempos Jesus viesse nascido de mulher (Gl 4:4) e depois fosse crucificado para a salvação dos homens. O nome dado por Deus a Jesus no seu nascimento é a forma grega do nome hebraico “Yeshua” que quer dizer “o Senhor Salva”, que no antigo testamento em português aparece como Josué, e no novo Testamento como Jesus. O nome Jesus foi aquele que o anjo do Senhor ordenou a José a dar ao filho de Maria, sua noiva, que nasceria (1:21). Portanto, o nome foi escolhido por Deus, em nome de quem o anjo falou. O nome descreve o que Jesus estava destinado a fazer: “Ele salvará o seu povo dos seus pecados” (1:21). Havia realmente como que uma sombra de cruz no nascimento de Jesus.

Na Bíblia percebemos que já aos doze anos de idade Jesus sabia que veio para cuidar dos “negócios” do Pai Celestial. Quando seus pais terrenos o acharam, pois haviam perdido ele de vista, conversando com os doutores em Jerusalém, Jesus falou para eles: “Por que é que me procuráveis? Não sabeis que me convém tratar dos negócios de meu Pai?”. Numa ocasião Jesus afirmou que seu alimento era realizar a vontade do Pai: A minha comida é fazer a vontade daquele que me enviou, e realizar a sua obra (Jo 4:34). Ele sabia a sua missão e sabia que tinha uma hora certa para que acontecesse. No seu primeiro milagre Maria lhe informou que estava faltando vinho no casamento e Jesus respondeu a ela que ainda não era a hora dele cumprir totalmente a vontade de Deus, mas na cruz Ele cumpriu e disse: Está tudo consumado!

Na semana que Ele seria crucificado uma comissão de gregos desejou falar com Ele e procuram Felipe dizendo: Queremos ver a Jesus. Muitos pregadores por inferência entendem que os gregos queriam convidar Jesus para ir a região da Grécia para apresentar seus ensinos. Se Jesus tivesse aceitado hoje o cristianismo seria hoje mais uma escola filosófica e não o evangelho de Deus. Jesus fala sobre a necessidade da sua morte e disse que tinha vindo do céu para este fim. Observe a narrativa de João nos versículos 22 a 27 do capítulo 12:

Filipe foi dizê-lo a André, e então André e Filipe o disseram a Jesus. E Jesus lhes respondeu, dizendo: É chegada a hora em que o Filho do homem há de ser glorificado. Na verdade, na verdade vos digo que, se o grão de trigo, caindo na terra, não morrer, fica ele só; mas se morrer, dá muito fruto. Quem ama a sua vida perdê-la-á, e quem neste mundo odeia a sua vida, guardá-la-á para a vida eterna. Se alguém me serve, siga-me, e onde eu estiver, ali estará também o meu servo. E, se alguém me servir, meu Pai o honrará. Agora a minha alma está perturbada; e que direi eu? Pai, salva-me desta hora; mas para isto vim a esta hora.

Esta sombra da cruz figuradamente na manjedoura mostra que desde os tempos eternos já estava ordenado por Deus que Jesus, Seu Filho, se entregasse por nós. A forma como Jesus perseverou neste propósito durante todo seu tempo na terra e fê-lo suportar a vergonha, o sofrimento da cruz é citada como exemplar na carta aos Hebreus. O autor diz que como servos de Deus estamos numa corrida para alcançar a semelhança de Cristo e devemos correr olhando para Jesus, o Autor e Consumador da fé, que cumpriu seu objetivo e hoje está à direita de Deus intercedendo por nós. Assim, acontecerá conosco – concluiremos a carreira, que deve ser desembaraçada, e alcançaremos pela fé do início ao fim o supremo alvo do cristianismo: ser semelhante a Jesus, pois é assim que o veremos. Que a sombra da cruz no natal seja uma inspiração para você continuar seguindo de perto a Jesus, renunciando a si mesmo, tomando sua cruz até por uma coroa trocar. Aleluia!

(O autor do artigo é o Pr. Eber Jamil, dono do blog).

NATAL PERMANENTE.

natal1

Por ocasião do natal conceitos vitais como que despertam de um sono de onze meses: família, amor, ajuda ao próximo, fraternidade etc. As pessoas se abraçam, visitam umas às outras, trocam cartões, presentes e refletem sobre o nascimento de Cristo.

Bom seria se o natal não fosse somente nos dias 24 e 25 de dezembro, mas durasse para sempre. Será isto possível? O natal permanente não é papai Noel nos 365 dias do ano, duendes e outros mitos. Não são árvores enfeitadas o ano inteiro, nem comilança e nem ostentação o ano todo. O Natal permanente é:

I – A compreensão do desejo Divino de se aproximar do homem. Mateus falando do nascimento de Jesus cita a profecia de Isaías de que nasceria de uma virgem um menino que se chamaria EMANUEL, que traduzido é Deus conosco. O nascimento de Cristo, que foi a encarnação de Cristo, Deus tomando a forma e a natureza humana, foi o modo de Deus aproximar-se do homem que estava morto em delitos e pecados. O natal permanente é ter o entendimento que Deus enviou Seu Filho Jesus para religar o homem a Ele. Para tanto Jesus precisou ser concebido no ventre de Maria ser crucificado, mas a morte não venceu, Ele ressuscitou ao terceiro dia.

II – É crer que Jesus é o único mediador entre Deus e os homens. O natal permanente acontece quando o homem crê na obra do amor de Deus ao enviar Jesus, Seu filho, para religar o homem com Ele, e que Seu Filho Jesus é o único meio desta religação acontecer. Jesus disse: “Eu sou o caminho, a verdade e a vida; ninguém vem ao Pai, senão por mim”. Quem crê em Jesus como Salvador, como único caminho para Deus torna-se filho de Deus por adoção, portanto tendo comunhão com Deus. Vivendo um natal permanente.

III– É quando o nascimento de Cristo deixa de ser um acontecimento histórico e passa a ser uma experiência pessoal. Meu pai na época do natal quando atendia o telefone falava: Jesus nasceu em Belém e nasce na gente também. Quando a pessoa crê em Jesus como Salvador, Cristo deixa de ser apenas uma tradição recebida e passa se relacionar com Ele de forma real e pessoal. É o que a Bíblia chama de Novo Nascimento. A pessoa quando crê em Jesus nasce de novo, nasce espiritualmente tornando-se uma nova criatura havendo um natal permanente.

IV– É ter O Espírito Santo habitando porque crê em Jesus. A partir do momento em que se crê em Jesus a pessoa recebe O Espírito Santo, se assim não fosse não seria de Cristo. O Espírito Santo passa habitar no corpo e tal fato acontece conforme Jesus prometeu que voltaria ao Pai, mas não deixaria seu povo só, e que enviaria O Espírito Santo Consolador para estar com eles. O natal é permanente com O Espírito habitando.

V– É quando a pessoa passa a ter um relacionamento próximo e íntimo de Cristo. A pessoa pela fé uniu-se a Cristo e passa ter Jesus como Seu Supremo Pastor. Onde ela conhecerá voz do Pastor que já conhece sua voz A pessoa cultivará a meditação na Palavra de Deus e a oração fazendo que sua vida sempre seja renovada e sempre tenha uma celebração da comunhão com Deus. O salmo 23 termina prometendo que na vida das ovelhas a bondade e a misericórdia do Senhor as seguirão por todos os dias das suas vidas. Isto é natal permanente!

VI– É quando se vive todos os dias as prioridades que Cristo deixou. Jesus nos disse para irmos em busca de ovelhas que não estão no aprisco dele. Mandou-nos fazer discípulos e integrá-los pelo Batismo nas águas promovendo o amadurecimento dessas pessoas para que possam ir, discipular e integrar outras pessoas também no corpo. Ao dar estas prioridades Jesus prometeu estar conosco todos os dias até a consumação dos séculos, ou seja, nos prometeu um natal permanente. Com as prioridades acertadas teremos um natal permanente.

VII– É crer que o relacionamento com Cristo é eterno.  Aquele que crê em Jesus recebe a Vida Eterna e de maneira nenhuma Ele o lançará fora. A vida que começou na fé em Jesus não fica inconclusa, porque Deus não deixa nada pela metade. Uma vez em Cristo sempre em Cristo. O Relacionamento com Ele é eterno, portanto o natal é permanente.

Quero concluir colocando a letra de um cântico antigo que fala sobre o natal permanente que vive aquele que crê em Jesus:

Sempre é natal para mim (2 x)

A minha vida é uma festa sem fim

Sempre é natal para mim

 

A cada momento meu Jesus meu Senhor

No meu coração bate com esplendor

Oh! Que alegria e que gozo sem fim

Sempre é natal para mim

 

Sempre é natal para mim (2 x)

A minha vida é uma festa sem fim

Sempre é natal para mim

 

Sim, Jesus nasce a todo instante

Quando o crente é fiel e constante

Glórias a Deus pois eu sinto assim

Sempre é natal para mim

 

Sempre é natal para mim (2 x)

A minha vida é uma festa sem fim

Sempre é natal para mim

(O autor do artigo é o Pr. Eber Jamil, dono do blog).

O NATAL E O FOCO DE INCÊNDIO.

foco de incendio

Quando pensamos em natal pensamos em nascimento, felicidade, paz, fraternidade, família reunida e muitos mais predicados positivos que a data traz à lembrança. Quando analisamos o primeiro natal vamos encontrar esses elementos, mas não houve só calmaria na época natalina. Uma forte oposição se levantou contra o nascimento de Cristo tendo como protagonista Herodes, o grande, rei da Judéia.

Como estava nos planos de Deus, a encarnação de Cristo, Herodes não conseguiu matar Jesus ainda infante. Haveria de chegar no tempo de Deus a crucificação de Cristo, mas não era a hora. Aquele não era o tempo da morte e ressurreição de Jesus. O natal foi tempo do seu nascimento, mas como na vida, nem tudo foram flores, entre anjos, pastores, magos, animais e estrela houve como que um incêndio em Belém, houve uma matança de crianças por parte de Herodes de dois anos para baixo. Uso a figura do incêndio como uma metáfora. Porque houve uma combustão no coração de Herodes. Houve um foco de incêndio em seu coração. Num incêndio real e atual entre as causas habituais podemos destacar falhas ou avarias nas instalações elétricas, acidentes com velas, cigarros ou outras fontes de calor. Com Herodes o foco da combustão no seu coração foi o orgulho. Ele ordenou uma matança pela espada de crianças tentando atingir o Salvador porque viu o seu poder ser ameaçado.

Herodes é um tipo de satanás. Ele foi influenciado pelo espírito luciferiano. Ele como monarca desfrutou de uma impunidade quase absoluta. Um dos seus primeiros atos no governo foi assassinar quarenta e cinco membros do Sinédrio. Também matou seu sogro e cunhado. Forjou um julgamento para matar sua esposa Mariana, e depois matou três de seus filhos. César Augusto disse que era melhor ser porco de Herodes do que seu filho (porque ele não comia carne de porco). Herodes, um pouco  antes de  morrer, mandou matar as pessoas mais representativas do seu reino para que houvesse choro no dia de sua morte. Morreu aos setenta anos e ao invés de choro houve alegria por parte do povo no dia da sua morte. Jesus nasceu no fim da vida de Herodes, quando esse julgava seus rivais eliminados, e quando suas perturbações domésticas chegaram ao auge. Com o nascimento de Jesus o orgulho e inseguro Herodes perturbou-se e satanás usou a vaidade de Herodes como um foco de incêndio para tentar impedir o nascimento do Messias.

Nem sempre entendo a palavra orgulho como algo pernicioso. Creio que num sentido benigno a palavra pode significar um certo amor-próprio ou contentamento por alguma conquista. Não creio que eu erre ao dizer que tenho orgulho da minha filha por quem ela é. Entretanto, creio que o orgulho na maioria das vezes pode ser soberba, que desagrada a Deus e faz com que Ele resista tal pessoa. A Bíblia chama isto de soberba da vida, que foi uma das causas do primeiro pecado do homem, que quis conhecer o bem e o mal como Deus conhecia comendo do fruto proibido. C. S. Lewis tem uma frase interessante: “o orgulho é a galinha sob a qual todos os outros pecados são chocados”. No caso de Herodes sua soberba, seu amor ao poder, seu orgulho e vaidade foi um foco de incêndio numa ocasião majestosa que foi o nascimento de Cristo. No salmo 19 o salmista Davi pede no versículo 13: Também da soberba guarda o teu servo, para que se não assenhoreie de mim. Então serei sincero, e ficarei limpo de grande transgressão. Davi chama de grande transgressão a soberba, que acaba se assenhorando da pessoa. Foi o lastimável caso de Herodes.

Tal espírito é tão distante da singeleza, e beleza do natal, do seu significado, mas como vimos no primeiro natal, tal espírito satânico se opôs frontalmente ao Espírito Santo que gerou no ventre de Maria, Jesus, O Filho de Deus, Emanuel, o Salvador. Mas, a soberba, o orgulho, a jactância, não venceram Jesus. Aliás na Bíblia vemos que Faraó, Manassés, Senaqueribe, Nabucodosor, Golias, a família Herodiana e tantos outros foram até onde Deus permitiu ir. Não prevaleceram contra Deus. Herodes, o Grande, mesmo tendo obsessão pelo trono não conseguiu vencer aquele que nasceu numa estrebaria e foi deitado numa manjedoura. Os soberbos deste mundo que esbravejam seus poderes para todo mundo ouvir como Hitler, Stalin e tantos outros se prostrarão diante daquele que tomou a forma de homem e nasceu em Belém. É o que está escrito em Filipenses capítulo 2: 5 – 11:

De sorte que haja em vós o mesmo sentimento que houve também em Cristo Jesus, Que, sendo em forma de Deus, não teve por usurpação ser igual a Deus, Mas esvaziou-se a si mesmo, tomando a forma de servo, fazendo-se semelhante aos homens; E, achado na forma de homem, humilhou-se a si mesmo, sendo obediente até à morte, e morte de cruz. Por isso, também Deus o exaltou soberanamente, e lhe deu um nome que é sobre todo o nome; Para que ao nome de Jesus se dobre todo o joelho dos que estão nos céus, e na terra, e debaixo da terra, E toda a língua confesse que Jesus Cristo é o Senhor, para glória de Deus Pai.

Neste natal entenda a importância de você andar em humildade com o teu Deus. Procure ter o mesmo sentimento que houve em Cristo Jesus. No livro de Miquéias que profetiza sobre o nascimento de Cristo na pequenina Belém mostra o que Deus deseja de nós neste natal e sempre no capítulo 6:6-8:

Com que me apresentarei ao Senhor, e me inclinarei diante do Deus altíssimo? Apresentar-me-ei diante dele com holocaustos, com bezerros de um ano? Agradar-se-á o Senhor de milhares de carneiros, ou de dez mil ribeiros de azeite? Darei o meu primogênito pela minha transgressão, o fruto do meu ventre pelo pecado da minha alma? Ele te declarou, ó homem, o que é bom; e que é o que o Senhor pede de ti, senão que pratiques a justiça, e ames a benignidade, e andes humildemente com o teu Deus?

Não é pirotecnia religiosa soberba que Deus quer. Ele quer que creiamos nEle e em Seu filho que Ele revelou.  Havendo fé genuína haverá coração contrito que Deus não rejeita. No natal não podemos ir na contramão do Deus que tomou a forma humana e nasceu numa estrebaria. Se queres andar com Deus só pode ser em fé e humildade.

(O autor do artigo é o Pr. Eber Jamil, dono do blog).

CORAÇÃO ESPINHOSO.

espinhos

A parábola do semeador é rica em lições. Jesus usou uma linguem comum que os judeus conheciam no seu cotidiano, que tem uma linguagem universal e pertinente até os dias de hoje. Dentre os solos ilustrados quero destacar o solo cheio de espinhos.

Os espinhos que sufocam o nosso coração são as coisas que sufocam a Palavra de Deus em nós. São as ansiedades, preocupações, cuidados, relativos aos interesses desse século. Como as riquezas que prometem satisfazer, mas não satisfazem. A Palavra de Deus chega a crescer num coração como este, mas não prospera. Na verdade, se algo tem a capacidade de sufocar a Palavra em nós isto mostra que tais coisas são ídolos. O coração fica assoberbado sem o espaço para a Palavra crescer.

Jesus advertiu que onde está o teu tesouro ali estará o seu coração. Aquilo que consideramos tesouro é aquilo que amamos, priorizamos e focamos nossa atenção. Se as coisas que perecem ocupar um espaço demasiado em nossos corações nos dividirão e farão com que não sirvamos a Deus com inteireza.

Quem está nesta situação precisa crer em Deus como o único Deus verdadeiro e crer em Jesus como Seu Filho sendo Ele o único caminho para se achegar a Deus. Tal fé levará ao arrependimento e abandono dos ídolos que dividiam o coração. Assim a Palavra não será sufocada pelos “cuidados”. Terá Deus em Primeiro. Buscará o Reino de Deus em primeiro lugar. Esta é a atitude. A Palavra que é pregada frutificará muito nos corações e não será sufocada pelos interesses deste mundo.

Jesus alertou a impossibilidade de servir a dois senhores. Quando afirmou isto citou o deus “mamom”, que era o “deus das riquezas”. Podemos ampliar o significado para tudo que há no mundo que pode assenhorar-se do nosso coração impossibilitando o crescimento da Palavra de Deus em nós. O profeta Elias conclamou ao povo de Israel a tomar uma decisão: “até quando coxeareis entre dois pensamentos?” Exortou-os a escolher entre Deus e baal? Josué também pediu uma decisão ao povo: Escolham hoje a quem sirvais? Josué respondeu a sua própria pergunta: eu e minha casa serviremos ao Senhor.

Desta forma o coração não será mais solo espinhoso, mas será terra fértil e dará fruto a trinta, sessenta e até cem por um. As obras não serão mais titubeantes. Serão feitas com inteireza de coração. Deus deseja que O amemos com todo coração, toda alma e todo entendimento. Quem assim amar também amará o próximo como Jesus amou. Os frutos da vida com Deus vicejarão. Trazendo resultados nas vidas em volta.

A fecundidade é uma das marcas daqueles corações que foram transformados pelo evangelho. A fé que veio através da Palavra de Deus se visibiliza e traz resultados como obras coerentes com novo coração. Não há mais “sufoco”, “assoberbamento”. Agora é tempo de frutificar! Ocorreu pela fé uma união com Cristo: Eu sou a videira, vós as varas; quem está em mim, e eu nele, esse dá muito fruto; porque sem mim nada podeis fazer (João 15:5)

(O autor do artigo é o Pr. Eber Jamil, dono do blog).

A GRANDE MARCA.

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A grande marca de que somos discípulos de Cristo é o amor: Como está escrito em João 13:35 – Nisto todos conhecerão que sois meus discípulos, se vos amardes uns aos outros. Muitas igrejas possuem carteira de membro que identificam as pessoas que congregam na igreja, mas não necessariamente indica a autenticidade da conversão. A identificação de sermos genuínos é o amor.

Foi por um ato do Seu amor que Deus enviou Jesus para nos resgatar. Portanto, a nossa filiação por adoção da parte de Deus foi um ato de Graça e Amor. Se começamos por causa do amor, o mesmo tem que nortear nossos passos e caminhada. Ao ser perguntado sobre o grande mandamento, Jesus respondeu que o primeiro era amar a Deus sobre todas as coisas e o segundo semelhante ao primeiro é amar o próximo como a si mesmo. Em outro momento Jesus esclarece acerca do amor ao próximo dizendo que dava um novo mandamento que era o amar o próximo como Ele nos amou.

O amor é a virtude primária do fruto do Espírito Santo em nossas vidas. Todas as caraterísticas do fruto citadas em Gálatas são encontradas na descrição do amor em 1 coríntios 13. Paulo esclarece que o amor de Deus foi derramado em nossos corações quando O Espírito nos foi dado. Portanto, já temos em Cristo o amor, pois temos o fruto do Espírito, que para se sobressair precisa de amadurecimento espiritual. Ao caminharmos no Espírito o amor e as outras características do fruto serão vistas e praticadas em nossos relacionamentos. Jesus atraía as pessoas que eram marginalizadas e desconsideradas pela sociedade. Pessoas que viam na religião da época o peso do legalismo afluíam para Jesus, pois a sua compaixão era acolhedora e convenciam as pessoas dos pecados. Quanto a Igreja crescerá se vivenciar o amor de Jesus no seu dia-a-dia!

Paulo também descreve o amor como o vínculo da perfeição, ou seja, como a cola que une as outras virtudes cristãs na conduta do crente. Tanto que o amor é citado na Bíblia como a forma de se praticar a lei. Quando o pecado ocorre é porque houve uma atitude de desamor com Deus, com o próximo, e consigo mesmo. Sendo todo o pecado sempre um ato desamor para com Deus, pois todo o pecado é contra Deus em  primeiro lugar. Paulo aos colossenses falando sobre a nova vida que temos em Jesus fala sobre uma série de virtudes que recebemos de Cristo em nós e afirma que o amor é o vínculo, a cola que une todas estas virtudes em nós.

O cristão maduro é aquele que foi aperfeiçoado no amor e terá uma vida de prática coerente com a Palavra de Deus. Quem ama, obedece. Jesus ensinou isto claramente. Muitos substituem a prática pelo discurso. Outros substituem a prática pelo ritualismo. Quem ama não barganha, obedece. Seu relacionamento com Deus é prioritário e a Vontade de dEle é seu alimento. Paulo disse que não tinha a vida como preciosa o negócio dele era cumprir o ministério que recebeu do Senhor mostrando que o servo de Deus que ama anda no caminho oposto do egoísmo.

Jesus na cruz foi a maior demonstração de amor que houve. Durante a sua crucificação pediu o perdão dos seus algozes. Deu atenção e conforto ao ladrão que se arrependeu. Preocupou-se com o futuro de sua mãe providenciando para ela o acolhimento. Foi tentado na cruz a descer e se vingar daqueles que o crucificaram, mas o amor eram as cordas que o mantiverem ali não foram os pregos. Ele nos ama com amor eterno e com laços da bondade tem nos atraído. Vivamos com a marca distintiva do amor, que é a grande marca de quem é de Jesus.

(O autor do artigo é o Pr. Eber Jamil, dono do blog).

FRASES POSTADAS NO TWITTER 59

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11 de jan – Só tem Jesus como intercessor, advogado, que crê nele como Salvador e Único Mediador entre Deus e os homens. Creia em Jesus e serás salvo!

12 de jan – É importante que tenhamos uma mente Bíblica, pois a Palavra mostra a Vontade de Deus, e vendo as coisas na perspectiva de Deus iremos bem.

13 de jan – Seja qual for a situação o crente em Jesus tem o recurso da oração. Grandes mudanças e transformações acontecem porque o servo de Deus ora.

14 de jan – Deus se agrada daquele que vive pela fé e vive de acordo com a fé nEle. A glória dos que praticam o mal é passageira, mas o justo prevalece.

15 de jan – Ter um relacionamento com Deus de mão única pensando em relação  somente em si próprio com Deus agindo em seu favor não se pode chamar relacionamento.

16 de jan – A vida verdadeira com Deus começa dentro e é externalizada de forma coerente. A mera religião é uma vida de aparência, q não tem coerência.

17 de jan – A caminhada com Cristo é uma caminhada de fé desde o início até o fim. Isto não é mérito nosso, porque o Autor e Consumador da nossa fé é Jesus.

18 de jan – Não somos nós os “deuses” que criamos as coisas quando oramos. Somos os filhos de Deus que amam O Pai Celestial e que desejam  O Seu Reino.

19 de jan – A história de Tomé é exemplar para a Igreja. Mostra q não devemos repudiar os que entram em crise,mas acolhê-los e dedicar tempo,oração e cuidado.

20 de jan – Se queremos ter uma vida que agrada a Deus temos que necessariamente caminhar com fé e confiança em Deus. Ele trabalha para os que nEle esperam

(O autor das frases é o Pr. Eber Jamil, dono do blog).