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FIÉIS, APESAR DA PRESSÃO.

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Quem crê em Cristo passa a ter um relacionamento com Deus. Torna-se filho de Deus por adoção. Ocorre uma transposição do domínio do pecado para um relacionamento espiritual exclusivo com Deus. Este relacionamento com Deus em amor chama-se santificação. Não é uma alienação da vida, mas é uma vida que se santifica na Palavra de Deus. É vida com Deus. A pessoa que crê em Jesus saiu das trevas e foi guindada para a maravilhosa luz do Senhor. Há um abandono das obras infrutíferas das trevas.

Fica entendido, que neste sistema mundano cujo o pecado domina fará pressão ao cristão para que se demova da posição de santificação e se contamine. Tal pressão nem sempre é explícita. Muitas vezes ela dá pequenos passos em direção a sua vontade que é nos afastar de Deus. Como diz o ditado de grão em grão a galinha enche o papo. Portanto, estejamos atentos a estratégia do inimigo que age sorrateiramente.  Dito isto, afirmo que não devemos baixar a guarda e nem aceitar os sofismas deste mundo. Fiquemos com a Palavra da Verdade e a utilizemos em nossa fé para vencermos as sutilezas deste mundo.

A Palavra de Deus alerta que aqueles que querem viver piamente a vida com Deus passarão por perseguições. Portanto, a mensagem de Jesus a Igreja de Esmirna ecoa até os dias de hoje. A Igreja de Esmirna ouviu de Jesus: “Se fiel até a morte, e dar-te-ei a coroa da vida”. Policarpo foi um dos bispos de Esmirna, e foi queimado vivo. Ofereceram-lhe a escolha: Cristo ou César. Se ele amaldiçoasse a Cristo estaria livre, mas ele respondeu: “Oitenta e seis anos faz que sirvo a Cristo e Ele só me tem feito bem; como podia eu, agora amaldiçoá-lo, sendo Ele meu Senhor e Salvador”. Seremos fiéis seja qual for a pressão que recebermos. Até mesmo se nossa vida for ameaçada.

A fidelidade é uma característica do fruto do Espírito em nós. Ela é acompanhada da perseverança que se apega a Cristo e não o deixa por nada. Como os apóstolos responderam a pressão dos religiosos do seu tempo nós devemos também responder. A resposta deles foi: “não podemos deixar de falar o que temos visto e ouvido”. Não podemos abafar a chama do Espírito em nós calando-nos e nos omitindo. A omissão nesta situação é pecado porque aquele que sabe fazer o bem e não o faz comete pecado. Martim Luther King tem uma frase interessante: “O que me preocupa não é o grito dos maus. É o silêncio dos bons”. Abramos a boca, pois O Senhor a encherá.

O Espírito Santo também nos dá poder para sermos testemunhas eficientes do Senhor Jesus Cristo. Muitos se apegam as manifestações dos dons esquecendo que o objetivo precípuo do Espírito em nós é nos dar ousadia para testemunhar. O evangelho é o poder de Deus para salvação daquele que crê. Portanto, não temos que nos envergonhar e testemunhar com ousadia. A nossa fidelidade precisa se manifestar até mesmo nos períodos mais difíceis. Até quando parece que nossa vida escapou das mãos de Deus que nos acolheu e nos protege. O fato de não estarmos com o controle não significa que Deus não está. Ele é Soberano!

Lembremos sempre que o nosso Deus é maior do que qualquer perseguição e afronta que recebemos. A nossa fidelidade não está baseada em nós mesmos, mas em Deus, que nos salvou e nos santificou para nos relacionarmos com Ele. O nosso alicerce é Jesus Cristo e a Sua Palavra. As tempestades acontecem, mas não nos destruirão porque O Senhor é conosco. Não devemos nos isentar de nossa responsabilidade como servos do Senhor. Na verdade, aqueles que optam em ficar em cima do muro escolhem o lado do inimigo de nossas almas. Quem é de Jesus é de Jesus. Não existe meio-termo. Cristo ou não Cristo. Muitos religiosos no tempo de Jesus por amarem mais a Glória dos homens do que a de Deus não assumiram a fé em Jesus. Não cometeremos o mesmo erro. Mesmo vivendo no mundo onde o sistema dominante é contrário a Deus nós escolheremos seguir a Cristo com perseverança enfrentando a pressão que é contrária aos valores espirituais ensinados por Cristo. Maior é aquele que está em nós do que aquele que está no mundo.

(O autor do artigo é o Pr. Eber Jamil, dono do blog).

TRÊS CONDIÇÕES PARA A ORAÇÃO EFICIENTE .

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A oração é o oxigênio da alma. É o sinal de que há vida espiritual. A maneira que lidamos com ela revela a nossa verdadeira teologia e prática. Muitos agem como deístas e deixam de orar porque na prática eles creem que Deus não intervêm. Um fatalismo toma conta e embota uma ação mais contundente. Pode haver uma coreografia exterior, mas mostra que é algo oco pois não tem vida de oração. Têm aparência de crente, mas na prática é semelhante ao ateu.

O magistral capítulo quinze do evangelho de João, Jesus se compara com a videira, seus discípulos como as varas e o Pai como o agricultor. Ele trata de muitos assuntos, mas destaca a necessidade de receber a seiva que vem dEle. Quem permanece nEle frutifica e muitos destes frutos são os resultados da nossa vida de oração. Orar não é passividade, mas atitude. Longe de um fatalismo Jesus mostra que a essencialidade do relacionamento é vivenciada pela oração. Permanecer na videira que é Cristo é relacionar-se com Ele. A permanência, intimidade com Cristo é indispensável para a prática cristã. Sem ele nada podemos fazer. Os frutos que nós damos são resultados desta união.

No versículo sete vemos três condições para a oração ser respondida.

A Primeira, estar ligado a Cristo espiritualmente. Tal ligação aconteceu no momento que a fé em Jesus nasceu. Foi pela experiência da fé que a identificação com a crucificação, ressurreição e vida de Cristo aconteceram. Uma vez nEle devemos permanecer ligados e para usufruirmos uma vida poderosa na oração é preciso estar comungando com Ele. A oração é uma expressão da continuidade do relacionamento com Ele. Ela é expressão de vida espiritual, de permanência. Permanecer não é passividade, mas é comunhão e recebimento da vida de Deus.

Segunda condição é ter a Palavra de Deus no coração. Para viver uma vida com Deus é necessário receber e permanecer na Palavra de Deus. Depreende desta condição que a Palavra de Deus deve estar enxertada em nosso interior a ponto de ela surgir numa prática coerente e cristã. Aqueles que amam a Deus também amam as suas Palavras e as praticam. Ficar na Palavra é recebe-la e praticá-la. Vida com Deus não pode ser diferente disto. A permanência em Jesus implica na permanência na Palavra. Um coração que foi regenerado tem como alimento a Palavra de Deus e como guia para a prática cristã.

A terceira condição é pedir de acordo com a Vontade de Deus. A permanência em Jesus e na Sua Palavra resultará numa oração afinada com a vontade de Deus e sendo a Sua vontade nossas orações serão respondidas. Fica patente que a oração é relacionamento com Deus. À medida que permanecemos em Jesus orando e buscando vamos nos afinando com a Sua vontade. O apóstolo João escreveu em sua epístola: “E esta é a confiança que temos nEle, que se pedirmos alguma coisa, segundo a sua vontade, ele nos ouve” (1 João 5:14). A vida com Deus em oração não pode ser egoísta, onde só se pede coisas para o seu deleite pessoal, mas ela é aquela que permanece em Deus tendo como deleite a vontade dEle revelada na Sua Palavra e por isto será atendido.

Pratique a oração. Viva a vida que Deus outorgou a você pelo intermédio de Cristo Jesus. Você que está nEle tem a Palavra de Deus e por isto pede de acordo com a vontade de Deus e é respondido. Deus te chama para comunhão com Ele. Você tem um grande mar para mergulhar. Não fique com passividade, mas permaneça nEle orando sem cessar.

(O autor do artigo é o Pr. Eber Jamil, dono do blog).

PERSEVERANÇA: MARCA DO CRISTÃO

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A palavra perseverar, quer dizer, conservar-se firme e constante, ir até o fim; sem se deixar demover ou abalar. Um dos grandes segredos de uma vida vitoriosa é a perseverança. Ela é uma característica do nascido de novo que eventualmente até tropeça, mas volta a perseverar.

Bartimeu é um bom exemplo, pois foi desestimulado e repreendido a desistir de clamar a Cristo na estrada, mas ele perseverou no clamor. Como aconteceu com ele também somos desestimulados e sofremos pressão para que deixemos o caminho de Cristo, mas sendo a nossa fé verdadeira teremos a marca da perseverança. A história de Bartimeu nos mostra algumas áreas da nossa vida com Deus que devemos perseverar. Veremos neste pequeno texto algumas dessas áreas.

Uma das áreas que precisamos cultivar a perseverança é a oração. Bartimeu foi repreendido por muitos para que se calasse no seu clamor a Cristo. Por nossa vez, o mundo produz muitas vozes que nos desanimam e trazem ansiedades que podem prejudicar nossa vida de oração, mas perseveremos. Os discípulos de Jesus depois da ascensão de Cristo ficaram em Jerusalém conforme orientação de Jesus perseverando em oração esperando a promessa do Pai.  Depois da promessa cumprida, que foi O Espírito sendo derramado, a Igreja de Jerusalém, a primeira Igreja, mostrou a marca da perseverança na oração. Muitas bençãos nos esperam! Basta-nos perseverar em oração.

Ainda na história de Bartimeu percebemos que também precisamos perseverar na fé. Quando Bartimeu soube que Jesus o chamava ele se desfez da capa que fazia parte de sua indumentária de mendicância. Ele mostrou crer que Jesus o curaria e ele não precisaria mais usar a capa. A perseverança na fé está ligada a perseverança na oração, pois quando se continua orando mostra-se que a fé está em ação perseverante.

A carreira cristã é uma carreira de fé, que do início ao fim foca no autor e consumador da fé. O desejo de Deus é que sejamos como Paulo que chegou ao final da vida guardando a fé. A fé que tem o início em Jesus é consumada nEle também.

O animo é outra área que devemos perseverar. Bartimeu ouviu muitas palavras de desestímulo. Nós também somos bombardeados por más notícias. Depois de muitos desestímulos Bartimeu ouviu de alguém: tenha bom ânimo o Mestre te chama. Ele levantou com entusiasmo e foi até Jesus. É neste bom ânimo que devemos perseverar.

Há um louvor que afirma que na cruz não estava somente seus braços ou pernas de Jesus, mas Ele estava por inteiro. Deus quer que o sirvamos de todo coração. Ele quer a nossa vida por inteiro. No mundo passamos por aflições, mas não deixemos que isto faça servirmos ao Senhor em parte. Tenhamos bom ânimo. Vivamos prestando um culto a Deus racional onde apresentamos nossos corpos como sacrifícios vivos, santos e agradáveis a Deus.

Na história de Bartimeu percebemos que em outra área devemos perseverar que é a perseverança nas prioridades acertadas. Quando Jesus perguntou a Bartimeu o que ele queria que Jesus o fizesse ele não pediu riqueza ou vingança aos desafetos. Ele pediu que voltasse a ver. Ele priorizou a sua visão acertadamente. Em nossa vida precisamos ter as prioridades acertadas. Gasta-se muita energia com trivialidades e não se foca no essencial.

Muitos estão ansiosos quanto ao comer, beber e vestir esquecendo-se do Reino de Deus. Igrejas lotam suas agendas com eventos que não priorizam as prioridades que Jesus deixou. As prioridades foram reveladas por Jesus nos dois grandes mandamentos e na grande comissão de Mateus. Precisamos amar a Deus sobre todas as coisas, servir ao próximo, comungar com os irmãos na fé, discipular e evangelizar. Façamos uma revisão das coisas que priorizamos e foquemos nos propósitos que Jesus nos deixou.

A história de Bartimeu ainda nos ensina que depois dele ser curado ele passou a seguir Jesus pelo caminho. Quem segue a Jesus deve segui-lo com perseverança. Jesus nos alertou que ele é uma porta estreita e que a maioria das pessoas preferem a porta larga do mundo. Jesus ainda disse que aquele que o seguir tem que renunciar a si e tomar a sua cruz e segui-lo. Afinal, aquele que diz que está em Jesus deve andar como Ele andou. Escrito isto, fica claro que a virtude da perseverança é necessária para aqueles que seguem realmente a Cristo.

Jesus ao falar para a Igreja de Esmirna, que sofreria perseguição exortou-a pedindo fidelidade e prometeu como recompensa a coroa da vida. A perseverança é uma expressão de fidelidade. O Deus que nos chamou é poderoso para nos fortalecer e para cumprir o que nos prometeu. Persevere! Na caminhada deixe o pecado, não seja envolvido pelos embaraços e corra com perseverança a carreira que nos está proposta.

(O autor do artigo é o Pr. Eber Jamil, dono do blog).

JESUS: O TODO-PODEROSO.

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Jesus se apresenta a João em Apocalipse como O Todo-Poderoso. Título que é aplicado a Ele oito vezes neste livro, quase sempre associado com o louvor. O Sentido básico da expressão é que Jesus governa tudo e que Sua vontade se imporá sobre o mal em todas as suas expressões. O título claramente mostra a deidade de Cristo. Ele é o princípio e o fim.

João estava preso quando ouviu isto. Ele foi banido para a Ilha de Patmos por ordem do Imperador Domiciano. Foi muito importante para um prisioneiro por causa de Cristo ouvir que Jesus é Todo-Poderoso. Ao invés de deter o evangelho esta prisão cooperou para o crescimento do cristianismo, pois foi em Patmos que ele recebeu a revelação do Apocalipse.

Somos afligidos por muitos poderes na Terra, mas Cristo é Todo-Poderoso. Mesmo vivendo dias difíceis a nossa confiança precisa ser apoiada na Onipotência de Cristo, que governa sobre todos. Poderes terrenos e espirituais da maldade confrontam o poder de Jesus, mas O Senhor está assentado a direita de Deus e Seu trono está firme desde a eternidade.

O apóstolo João já tinha enfrentado a perseguição do Imperador Nero, que foi mais localizada em Roma e agora a perseguição vinha de Domiciano. Na história bíblica o povo de Deus já tinha enfrentado Impérios despóticos como o do Egito, Assírio e Babilônico. Mas, Deus sempre governou e tais impérios não conseguiram aniquilar o povo dEle. O profeta Isaías diz que o Rei da Assíria seria como uma navalha alugada que raparia em parte o povo de Deus. Nabucodonosor rei da Babilônia é chamado de meu servo por Deus segundo profecia de Jeremias quando o rei conquistou o Egito. Paulo falando das autoridades afirma que Deus é que constituí uma autoridade, e que ela é um ministro de Deus para executar seus planos na história. Quando enfrentarmos arbitrariedades por parte das autoridades lembremos que Deus está acima deles e que Ele põe e depõe conforme a Sua vontade.

Em nossa humanidade enfrentamos muitas situações que nos fazem questionar a Soberania de Deus em nossa vida como é o caso da enfermidade. Diante de um diagnóstico difícil sentimos a nossa fragilidade e perguntamos o porquê Jesus permitiu. Ele em seu ministério realizou milagres estupendos que testemunharam acerca da vida que Ele confere ao que crê.

Em certa ocasião Ele foi procurado por um homem importante chamado Jairo que estava com sua filha à beira da morte. Jesus mostrou interesse em agir e se dirigiu a casa de Jairo juntamente com ele. A caminhada até a casa de Jairo foi difícil, pois Jesus estava cercado por uma multidão, que fez Jesus andar a passos curtos. Durante a caminhada uma mulher hemorrágica toca com fé em Jesus e é curada. Ele ao invés de prosseguir sem interrupções ele se detêm e instiga a mulher a se manifestar para que ela fosse salva e suas emoções também fossem curadas. A mulher se manifestou e Jesus a despediu dizendo: Filha, a tua fé te salvou; vai-te em paz e fica livre do teu mal.

Vemos que Jesus é o Senhor do tempo. Ele parecia demorar, mas tinha o poder sobre a situação. Jesus prosseguiu em direção a casa de Jairo, mas homens procuraram Jairo para falar que não adiantaria mais Jesus se dirigir para a casa dele porque a sua filha já havia morrido. Jesus ouve isto e diz a Jairo: não temas crê somente. Jesus mostra que precisamos sempre crer nEle mesmo que o impossível pareça ter se estabelecido. Jesus ao chegar em casa de Jairo ressuscita a filha dele.  Se a enfermidade acontecer na tua vida creia sempre na Onipotência de Cristo sobre o poder da enfermidade. Ele é O Senhor que cura.

Algo que nos confronta e grande poder é a língua. Como Tiago escreveu ela é um membro pequeno do corpo, mas como uma fagulha incendeia uma grande floresta assim a língua pode fazer grandes estragos. Vidas tem sofrido ataques devastadores por palavras mentirosas e acusadoras. Muitas vezes os servos de Deus são confrontados por ameaças e prognósticos funestos, mas O Senhor Jesus está acima de qualquer impropério. Pode você ser acusado falsamente ou tentar se recuperar e alguém proferir uma sentença contra você. Seja qual for a palavra proferida contra você a Palavra de Deus será a última palavra na tua vida.  Jesus afirmou que no dia do juízo prestaremos contas de toda a palavra ociosa proferida. O justo Juiz Jesus está acima de todas as palavras e pesa os espíritos.

Algo que enfrentamos também é o sofrimento. Jesus disse que no mundo teríamos aflições, mas nenhuma dificuldade ou luta nos separará do amor de Cristo. Uma união com Cristo foi estabelecida pela fé. Portanto, não será a tribulação, ou angústia, ou perseguição, ou fome, ou nudez, ou perigo, ou espada que fará Jesus deixar de nos amar. A tribulação em Cristo produz perseverança que produz experiência e a experiência, esperança, que não nos confunde. As provações sendo vivenciadas em Cristo produzem um peso de Glória. Não vivamos atentado as que nossos olhos veem, pois são temporais, mas atentemos para aquelas que não vemos, pois são eternas. O Todo-Poderoso está acima do nosso sofrimento.

Jesus já conquistou a vitória sobre o adversário, Satanás, que é tentador e acusador. Nós servos de Deus precisamos sempre lembrar que O Senhor se manifestou para desfazer a obra de Satanás. O inimigo costuma usar a estratégia de parecer maior do que é, mas ninguém é maior que O nosso Senhor. Foi na cruz que O Senhor despojou satanás e nós os que cremos em Jesus recebemos também a vitória pelo sacrifício vicário de Cristo. Ele quando falou acerca da Igreja disse que as portas do inferno não resistirão a ela. O inimigo tenta nos deter, mas nos triunfamos. Deus não nos deu um espírito de covardia. Portanto, avancemos e não temamos o inimigo que busca nos devorar, porque O Senhor é maior. O inimigo já foi derrotado e agora aguarda a sentença contra ele ser executada.

Dentre muitos confrontos que enfrentamos a morte é o último inimigo que enfrentamos e será destruída por Cristo. Servimos a Jesus que ressuscitou ao terceiro dia e nós o que cremos nele também ressuscitaremos no momento da sua volta. Não temos que viver com medo da morte. Jesus é a ressurreição e vida, quem crê nEle ainda que esteja morto, viverá. Paulo tinha tanta certeza da vida eterna ao lado de Deus que proferiu sobre a morte como um lucro, pois seu viver era Cristo e ao morrer estaria sempre com Ele. O crente em Jesus não sofre mais uma separação de Deus. Vive com Deus e ao morrer estará para sempre com Ele.

Talvez você esteja enfrentando uma situação maior do que suas forças. Entregue sua causa impossível ao Senhor que pode todas as coisas. Enfrentamos em nossa vida a carga que vem pela as oposições que trabalham no sentido de nos desanimar e nos desencorajar. Mas, a Palavra de Deus que vem até você é que Jesus é Soberano e seja qual for a sua situação Ele pode modificar. Como João foi contemplado pelo Senhor num momento de prisão Deus pode te animar com a Revelação de que Ele é Todo-Poderoso.

(O autor do artigo é o Pr. Eber Jamil, dono do blog).

AS OBRAS E O PRIMEIRO AMOR.

primeiro amor

A cidade de Éfeso era o centro comercial principal da Ásia. O nome quer dizer “desejado”. Na cidade havia o culto a deusa Diana, cujo templo era naquele tempo considerado uma das sete maravilhas do mundo. Ocorriam orgias no templo, sendo as sacerdotisas verdadeiras prostitutas.

A Igreja em Éfeso, apesar do contexto da cidade, era uma igreja operosa, paciente, que colocava seus obreiros à prova e reprovava os heréticos. Eles eram criteriosos e não se associaram aos maus e aos falsos apóstolos. Trabalhadores incansáveis aborreceram a obra dos Nicolaítas que tentavam seduzir os cristãos a participar das festas pagãs. Por lá passou pastores como Paulo, Timóteo e João.

Entretanto, Jesus disse que eles abandonaram o primeiro amor. A palavra abandonar no grego quer dizer: partir; ir-se embora. Essa mesma palavra era usada para repúdio e divórcio. O que indica uma ação consciente, não acidental. Faltava o anseio em agradar a Deus com devoção. Eles eram operosos, mas tinham o coração divorciado. Deus não estava mais em primeiro lugar e Ele não observa somente as nossas obras, mas também a nossa motivação. Qual tem sido sua motivação no serviço do Rei Jesus?

O apóstolo Paulo tratando da Igreja como corpo de Cristo onde os dons espirituais se manifestam escreve sobre a essencialidade do amor de Deus na prática cristã. Não adianta somente haver trabalho e carisma é necessário o amor. Paulo cita uma série de habilidades e ações que seriam como um barulho de sino vazio que retine. Não adiante saber falar as línguas dos homens e de anjos. Não adiantaria o dom da profecia e o conhecimento de todos os mistérios de Deus. Não adiantaria ter uma fé que transportasse montes. Não adiantaria distribuir todos os bens para os pobres e nem se entregar em sacrifício. Sem amor nenhuma atitude destas valeria.

Deus sabe se não amamos a Ele como antes, se Ele não está em primeiro lugar. Trabalhe, mas não deixe de amá-lo. Não adianta ortodoxia com o coração frio. Não adianta ativismo sem amor. É preciso o viço do amor. É necessário a cola que une todas as virtudes – o amor, que é o vínculo da perfeição.

Um fato ocorrido com Jesus ao ser recepcionado na casa de Marta e Maria ilustra tal princípio. Marta preocupou-se o tempo todo em servir a Jesus e por isto ficou distraída com muitas coisas. Já Maria assentou-se aos pés de Jesus para ouvir suas palavras. Marta ao perceber a postura da irmã instigou a Jesus a chamar a atenção dela por não a ajudar nas tarefas. Jesus disse a Marta que ela estava muito ansiosa acerca das tarefas e que apenas uma coisa seria necessária. Ele ressaltou que Maria tinha escolhido a melhor parte, que foi se colocar junto a seus pés para usufruir da sua companhia. Muitos servem como Marta, mas se esquecem da intimidade com Jesus e Sua Palavra de Maria e por isto são consumidos por suas agendas num ativismo sem devoção e adoração.

Jesus ao falar para a Igreja de Éfeso diz que seriam três atitudes para que o primeiro amor fosse restaurado. A primeira atitude é lembrar onde caiu. Fazer um autoexame e ponderar sobre onde começou a separação entre o fazer e a motivação, entre o amor e o trabalho. Não se pode tapar o sol com a peneira. É preciso reconhecer o início da queda. A segunda atitude seria o arrependimento, uma mudança de mente. O arrependimento envolve quatro passos. Primeiro, sentir a tristeza pelo pecado. Em Segundo, a confissão do pecado. Terceiro, o abandono do pecado. O quarto, são novos hábitos, que aponta para terceira atitude de restauração, que seria a prática das primeiras obras, voltar ao início, e agora trabalhar com amor.

A restauração do primeiro amor é um avivamento espiritual na vida espiritual. Ocorre o casamento entre a motivação correta (o amor a Deus) e as obras. A partir da restauração do primeiro amor as obras são feitas com o coração envolvido. Não há mais a separação. As partes se reencontram. O servo reencontrou o seu Senhor. E agora tudo que faz o faz de coração. Deus quer que você o sirva, mas que primeiro esteja com Ele, pois é o discipulado do Senhor que nos habilita para o Seu serviço.

(O autor do artigo é o Pr. Eber Jamil, dono do blog).

JESUS E O SUMO SACERDOTE.

 

sumo sacerdote

O tema de Hebreus é: Jesus é melhor. Melhor do que Moisés, Josué, Arão, anjos etc. Quero analisar aqui que Jesus é superior ao sumo-sacerdote. A função essencial do sacerdote era a de mediador entre Deus e o homem e exercia três funções básicas: Primeiro, ministrar no santuário diante de Deus. Em segundo, ensinar a lei. Terceiro, tomar conhecimento e revelar a vontade divina.

O sumo-sacerdote no antigo testamento ocupava um lugar de destaque entre os sacerdotes, pois era o único que anualmente, poderia entrar no lugar santíssimo do tabernáculo ou do templo, para oferecer sacrifício pelo pecado do povo e pelos próprios pecados.

Vejamos algumas diferenças entre Jesus e o sumo-sacerdote do Antigo Testamento:

  1. O valor do sacrifício dos sumo-sacerdotes era temporário e sempre era repetido anualmente (Hb 9:7) no dia da expiação (Yom Kippur). Os sacrifícios oficiais feitos pelos sacerdotes prescritos pela lei chegam a ser mais de mil sacrifícios por ano. Já o Cristo se sacrificou uma vez conseguindo uma eterna redenção (Hb 9:12 e 25). O sacrifício de Jesus é suficiente. Não havendo necessidade de Jesus morrer novamente. Aquele que crê nEle recebe a salvação que não tem necessidade de ser completada porque já está consumada em Cristo.
  2. O sacerdote entrava num Templo feito pelas mãos dos homens (Hb 9:11), mas o tabernáculo de Cristo não era dessa criação. Depois de Cristo o povo de Deus ganhou o entendimento que Deus não está confinado ao Templo, mas é maior do que ele. Portanto, é possível se viver em Cristo na presença de Deus em qualquer lugar.
  3. O sacerdote oferecia sangue alheio de um animal irracional e (Hb 9:12-14 e 25). Cristo ofereceu seu próprio sangue. Os animais não se doavam para o sacrifício, mas eram sacrificados compulsoriamente. Mas, Jesus se entregou. Ele poderia ter descido da cruz, mas lá permaneceu porque era a vontade de Deus que assim ele morresse para toda humanidade.
  4. O sacerdote tinha que oferecer sacrifício pelos seus próprios pecados (Hb 9:7 e 5:1-3). Cristo foi tentado em tudo, mas não pecou (Hb 4:15). Nenhum homem até Cristo e nem depois dele conseguiu cumprir toda lei. Jesus conseguiu. Não houve pecado em Jesus. Ele teve toda condição de religar os homens a Deus, por ter tomado a natureza humana sendo Deus e por ter obedecido a Deus até a morte de cruz sem pecado algum.

Hoje não temos mais necessidade de sumo-sacerdotes, porque pela fé em Jesus obtemos o perdão dos nossos pecados. Cristo é superior e mediador de uma nova aliança. Havia três personagens no ato do sacrifício: o animal, o sacerdote e o homem. Hoje passou a ser dois Jesus Cristo (sacerdote e animal) e o homem. Havia um véu no templo que separava o santuário do santíssimo lugar onde o sumo-sacerdote entrava na ocasião apropriada. Quando Cristo morreu esse véu foi rasgado de alto a baixo (Mt 27:51).

Jesus é o caminho para se achegar a Deus. Hoje podemos adorar a Deus além do véu porque Jesus abriu este caminho. A perfeição da mediação de Cristo (1 Tm 2:5) nos purifica a consciência (Hb 9;14) e assim podemos prestar verdadeira adoração sem intermediários e sem rituais. O sumo sacerdócio, o tabernáculo e outras características da Antiga Aliança apontam para o advento de Cristo que abriu o acesso a Deus por intermédio dEle. Percebemos as vezes os homens confiarem em suas estratégias para provocarem a manifestação de Deus nos cultos e cerimônias etc. Tudo isto é arrogância. Se não for por intermédio da mediação de Cristo mediante a fé não chegaremos a presença de Deus. Ele e o único caminho.

( O autor do artigo é o Pr. Eber Jamil, dono do blog).

O SENHOR PRECISA DE VOCÊ.

entrada triunfal

Jesus estava se dirigindo a Jerusalém para celebração da Páscoa, quando se aproximava de Betfagé, enviou dois dos seus discípulos para trazer um jumentinho que estaria preso. Esse jumentinho não havia sido montado por ninguém. Cristo recomendou: “soltai-o, trazei-mo e se o dono perguntar por que vocês estão fazendo isto? Dizei-lhe que O SENHOR PRECISA DELE”. Ele queria entrar em Jerusalém montando naquele animal e para isto precisava dele. Esta frase é muito interessante, pois sendo Jesus, o Filho de Deus, dono de tudo, disse que precisava de algo. Tal fato foi o cumprimento da profecia de Zacarias 9:9. Onde está escrito que O Messias entraria em Jerusalém montando num jumentinho. Muitos estenderam suas vestes pelo caminho, e outros cortaram ramos das árvores para que Jesus passasse e clamaram em alta voz: “hosana, bendito o que vem em nome do Senhor”!

A primeira lição que destaco é que O senhor é dono de tudo. Ele pode dispor do que deseja. Ao encontrar um jumentinho amarrado os discípulos deveriam desamarrá-lo e trazê-lo para Cristo. Será que estamos disponíveis a Deus a ponto de atendermos aquilo que Ele deseja? Será que vivemos sobre está ótica que Jesus é dono de tudo e que na verdade somos administradores (1 Co 4:1 e 2) do que temos? O que se requer dos mordomos é a fidelidade, que inclui a disponibilidade para o uso de Jesus tudo o que nós temos. A resposta de Isaías ao chamado de Deus deve ser a nossa: Eis-me-aqui, envia-me a mim (Isaías 6:8). Se respondermos assim devemos estar dispostos a abrir mão do que O Senhor quiser em nossas vidas.

A segunda lição é que O Senhor dono de tudo precisou do jumentinho conforme Ele disse. Colocaram as vestes de Jesus sobre ele e Jesus assentou-se sobre o animal. Já vi em algumas situações líderes que queriam ensinar aos seus liderados a obediência usarem a expressão: ninguém é insubstituível, o que é uma verdade, mas devemos considerar algumas coisas sobre isto. A nossa posição pode ser ocupada por outro, mas ninguém será como nós. Somos ímpares. O fato de Jesus dizer precisar daquele jumentinho mostra o quanto O Senhor precisa de cada um de nós. Quem somos, somente nós seremos.

Quando pensamos nesta passagem pensamos somente no jumentinho, mas a jumenta mãe do jumentinho também foi trazida (Mt 21: 2 e 3). Jesus precisou dela também. Nela foi colocada parte das vestes de Jesus também. Em geral, a jumenta seguia de perto o filhote. Ela também foi necessária como são necessários aquele que apoiam e auxiliam os pregadores e professores da mensagem do Evangelho. Todos os membros do corpo de Cristo são úteis e todos precisam estar envolvidos com a missão da Igreja. A Igreja não é composta só daqueles que divulgam diretamente o Evangelho, mas também daqueles que apoiam, contribuem, oram, e assim como um corpo a Igreja cumpre o ide de Jesus.

Ele escolheu precisar de nós. Ele escolheu precisar dos seus servos aqui na terra para pregar o evangelho, e alcançar o mundo inteiro com a Sua Palavra. A missão que temos não foi dada aos anjos, ou aos animais, mas a nós como parte do corpo de Cristo.  Na maioria das vezes os chamados por Deus diante de tal sublime missão se acham indignos e incapazes, mas a escolha de Deus é baseada na Graça que também nos capacita. Moisés ao ser chamado apresentou cinco desculpas para não aceitar, mas diante da persistência Divina entendeu e aceitou o seu chamado (Ex 3 e 4). Gideão era de família pobre e se considerava o menor da família, mas foi usado por Deus para vencer os amalequitas (Jz 6:15). Isaías reconheceu que era um homem de lábios impuros, mas o Senhor o purificou e ele aceitou o chamado (Is 6:5). Jeremias alegou que não sabia falar e que era muito Jovem, mas O Senhor usou-o poderosamente (Jr 1:6). Como O Senhor precisou destes homens também precisa de você mesmo você se achando inadequado ao chamado. Ele capacita.

Outro aspecto que observamos neste trecho é que Deus faz escolhas humildes para que a Glória não seja dada aos homens, mas a Ele. Jesus não escolheu um corcel negro, ou um cavalo romano, mas um jumentinho, que era um símbolo de humildade (Zc 9:9). Paulo esclarece bem aos coríntios o critério diferenciado de Deus que deixa os homens boquiabertos. “Mas Deus escolheu as coisas loucas deste mundo para confundir as sábias; e Deus escolheu as coisas fracas deste mundo para confundir as fortes; E Deus escolheu as coisas vis deste mundo, e as desprezíveis, e as que não são, para aniquilar as que são; Para que nenhuma carne se glorie perante ele” ( 1 Coríntios 1:27 -29).

Vemos que O Senhor é dono de tudo. Porém, Ele escolheu precisar de nós. A sua escolha foge dos padrões humanos. Ele escolheu os humildes e mesmo você se sentindo incapaz Ele pode te usar para entrar na vida de alguém, na vida de uma família, cidade ou nação.

(O autor do artigo é o Pr. Eber Jamil, dono do blog).