Arquivo da categoria: Sabedoria

A FELICIDADE DOS PACIFICADORES.

pacificadores

É tão chamativo o fato de Jesus ter dito que os pacificadores seriam chamados filhos de Deus. Mostrando que a paz é algo tão intrínseco a Deus e que seus filhos carregariam esta marca mesmo o homem sendo suscetível a violência até entre seus familiares como foi o caso do primeiro homicídio entre os dois irmãos Caim e Abel.
A pessoa se torna filho de Deus por adoção quando recebe a Jesus e nasce de novo (Jo 1;12). Deixa de contender contra Deus (Os 4:1) e passa ter paz com Deus (Rm 5:1). Portanto, o pacificador é aquele que é nascido de novo e deseja paz estando disposto a fazer tudo quanto for verdadeiro para que esta paz esteja presente em todos os níveis. Digo isto, porque muitos pensam que pela paz se pode fazer qualquer “coisa”, mas não deve ser assim. O pacificador procura a paz e segue-a (Sl 34:14 e Rm 14:19). Seguindo-a ele não tem a vida contaminada pela amargura (Hb 12:14 e 15).
A personagem Jack Bauer da série 24 horas retrata bem o pensamento de muitos. Ele fez muitas coisas de forma arbitrária para manter a paz e usou de métodos controvertidos e até torturas. O pacificador não vê a paz como apenas uma finalidade, mas como o modo de conduzir a própria vida. Portanto, não usará de meios arbitrários.
Por mais que tentemos fazer a paz com determinadas pessoas, elas se recusaram a viver em paz conosco, porque somos de Cristo, e nosso estilo de vida cristão revela a inimizade já existente contra Deus, A nossa parte é seguir a recomendação: “se for possível, quando estiverdes em vós, tendes paz com todos os homens”. Como filhos de Deus desejaremos a paz indo contra o fluxo de ódio, rancoroso deste mundo. Teremos a disposição para pedir perdão e perdoar. Buscando a reconciliação para que possamos cultuar a Deus sem empecilhos (Mt 5:23 e 24).
Não devemos nos assombrar, e nem nos maravilhar, quando tais coisas acontecem, porque primeiro aconteceu com Cristo. Como Jesus alertou aos seus discípulos primeiro odiaram a Ele. Somos seguidores de Cristo e como tais, receberemos retaliações e perseguições. Quando isto acontecer pela causa de Cristo devemos: “exultar e nos alegrar porque grande é o nosso galardão no céu”. Estamos tão identificados com Cristo e Sua causa que a animosidade a Ele vira antagonismo a nós.
Diante das situações de oposição o pacificador também tem que lidar com a forma de reagir aos enfrentamentos oposicionistas. Portanto, é importante saber reagir positivamente ao mal combatendo-o com o bem (Rm 12:18-21). Não podemos nos esconder em desculpas e reagirmos de forma destrambelhada ao ódio deste mundo. Quando se combate o mal com o mal se está sendo derrotado. O pacificador é aquele que responde a palavra dura com brandura (Pv 15:1), tardio no falar e pronto a ouvir (Tg 1:19). Como Paulo escreveu aos Coríntios: “as armas da nossa milícia não são carnais, mas sim poderosas em Deus para destruir fortalezas” (II Co 10:4). Portanto, como pacificadores nos utilizaremos destas armas disponíveis em Cristo que habita em nós pela pessoa do Espírito Santo.
Concluindo, podemos afirmar que o pacificador será levará a mensagem do evangelho, que são as boas-novas da Paz com Deus, que é refletida em paz nos relacionamentos. Como parte da armadura cristã estão os pés do crente calçados dos na preparação do evangelho da paz (Ef 6:15). Jesus na cruz desfez a inimizade que havia entre gentios e o povo de Deus mostrando que o caráter do cristianismo é a pacificação. Como Paulo falou a respeito de Cristo: E, vindo, ele evangelizou a paz, a vós que estáveis longe, e aos que estavam perto (Ef 2:17). Unindo aqueles povos que eram antagônicos em um único povo, que é a família de Deus, a saber os que creem em Jesus. A mensagem que o crente proclama é da reconciliação, mas somos mais do que arautos, somos embaixadores da reconciliação. “Portanto, somos embaixadores de Cristo, como se Deus estivesse fazendo o seu apelo por nosso intermédio. Por amor a Cristo lhes suplicamos: Reconciliem-se com Deus” (2 Co 5:20).
Felizes são vocês os pacificadores!

(O autor do artigo é o Pr. Eber Jamil, dono do blog).

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NÃO SEJA DOMINADO PELA ANSIEDADE.

ansiedade

Jesus no sermão do monte trata de vários assuntos sendo um deles a ansiedade. A ansiedade é algo comportamental que foi adquirida pela pessoa através da convivência, da educação e das experiências de vida. Uma em quatro pessoas do mundo tem algum problema relacionado a ansiedade. Segundo Billy Graham ela é o resultado natural de centralizarmos as nossas esperanças em qualquer coisa menor que Deus e que Sua vontade para nós.

Muitos pensam que a ansiedade é sentida ou não da mesma forma como ligamos ou desligamos a luz no interruptor. Se quisermos nos livrar dela basta nos desligarmos dela desejando e desligando-a. A ansiedade não é tão simples assim e suas ramificações são surpreendentes para a pessoa que sente e muitas vezes para o ciclo de relacionamento da pessoa ansiosa. Certos comportamentos atípicos e fora do eixo são resultados da exacerbação da ansiedade.

Jesus mostrou que uma das razões para a ansiedade é a falta de noção do homem daquilo realmente importa. Se não valorarmos a nossa vida, a criação e o Reino de Deus de forma acertada seremos dominados pela ansiedade que consome as forças e a própria vida.

O alimento, a bebida e o vestuário para muitos representam a totalidade da vida humana. Por assim muitos sofrem ansiedade com estas coisas. Jesus, porém, advertiu que a vida vale mais do que estas coisas. O ser humano tem valor superior e não pode ser medido pelo que possui. Deus mostrou o quanto se importa com o homem enviando O Seu Filho para morrer por ele. A vida vale mais do que mantimento. O corpo vale mais do que as vestes.

Jesus também ao tratar o assunto faz uma comparação do homem quanto ao seu valor com a natureza. Afirmando que a vida vale mais do que os pássaros. Eles têm sua alimentação por causa da Provisão Divina, pois o nosso Pai Celestial é criador e sustentador da criação incluindo dos pássaros. Não será assim com o homem? A ansiedade do homem não trará uma duração maior da sua vida. Jesus também mostrou que a vida do homem vale mais do que os lírios, que não trabalham nem fiam mas se vestem melhor do que Salomão em toda a sua glória. Se o homem tiver uma ansiedade exacerbada, que não seja por motivo de doença, mostrará que sua uma fé não está amadurecida.

Ainda relacionando a ansiedade com a valoração, Jesus ensina que O Reino de Deus vale mais do que as coisas materiais. Os pagãos é que priorizam estas coisas. Deus sabe o que necessitamos. Portanto, confiemos nEle a cada dia. Priorizemos o Reino de Deus, Sua justiça e as outras coisas serão acrescentadas. Deus vale mais do que tudo. Não podemos deixar que os bens ocupemos o primeiro lugar em nossa vida. O nosso maior tesouro precisa ser o celestial. Não dividamos o nosso coração com os bens. O primeiro lugar precisa ser O Senhor.

Não se deixe dominado pela ansiedade. O Reino de Deus vale mais. A sua comunhão com Deus é mais preciosa do que as coisas. Deus cuida de você e sabe o que você necessita. Busque a Ele, O Seu Reino e Ele te acrescentará o que você necessita. Faça sua parte para obter o sustento, mas sempre coloque e sirva a Deus como o primeiro.

(O autor do artigo é o Pr. Eber Jamil, dono do blog).

QUANDO O ORGULHO ATRAPALHA.

orgulho

O orgulho atrapalha e continua atrapalhando. Relacionamentos arruinados, empresas em bancarrotas e Países a beira do colapso por causa do orgulho. Desde Adão e Eva têm sido assim na história da humanidade. Por desejarem conhecer igual a Deus eles pecaram. Segundo o apostolo João a soberba da vida é um dos fatores que levam o homem a pecar como foi com o primeiro casal. Em nossa sociedade o  orgulho movimenta em boa parte os desejos e as atitudes da maioria que remam em sentido contrário a Deus. Tentando construir reinos privados que visam a glória de si mesmos em detrimento do Reino de Deus.

Diótrefes é um homem na Bíblia que atrapalhou o bom andamento da Obra do Senhor. Ele queria ter a primazia na Igreja a qualquer custo. Discordou de João não por causa do ponto de vista doutrinário, mas por ambição pessoal. Rebelou-se contra a autoridade apostólica de João, que tinha escrito uma carta para igreja que recomendava a Igreja hospedar missionários. Diótrefes destruiu a carta, impediu que os irmãos recebessem missionários e ainda expulsava os que o recebiam. Proferia palavras para impedir que alguém tivesse a primazia na Igreja que não fosse ele. Ele viu os missionários como uma ameaça ao seu primado. John Stot afirmou que a vaidade pessoal ainda está na raiz da maioria das dissensões em toda a Igreja local.

O povo de Edom também andou pelo caminho do orgulho. Eles se vangloriaram da derrota do povo de Deus para os babilônios, também ajudaram o inimigo e aproveitaram a oportunidade para roubar em Jerusalém (Ob v.13) Eles vivam nas cavernas das rochas, lá no alto das montanhas e por isso pensavam que nunca seriam derrotados, mas foram derrubados por causa do juízo Divino. O profeta Obadias profetizou sobre o pecado do povo e da consequente destruição que sofreriam.

Nabucodonozor foi um grande rei do Império Babilônico quando Babilônia estava no seu apogeu. Ele mesmo avisado por Deus para não fazê-lo se vangloriou da glória que teve deleitando-se na própria soberba e conquista. O orgulho foi um laço para ele que lhe atrapalhou. Deus executou um juízo na vida de Nabucodonozor que foi tirado do trono, do convívio com os homens e viveu 7 anos como um animal fora do Palácio ao relento sendo molhado pelo orvalho.

Poderia citar muitos mais exemplos de como o orgulho atrapalha a si mesmo, aos outros e afronta a Deus. Deus resiste aos soberbos e dá graças aos humildes. Devemos cultivar a humildade, que é o mesmo sentimento que houve em Cristo Jesus. O humilde entende que as primeiras posições são posições servidoras. É para servir a Deus e ao próximo que se é colocado na liderança, e não para ser utilizar egoisticamente das prerrogativas visando somente seu próprio benefício.

Os discípulos de Cristo também apresentaram dificuldades em compreender a diferença do modo de viver de Cristo em relação a outros líderes religiosos do seu tempo. Enquanto, os religiosos buscavam a glória dos homens Jesus buscava a Glória de Deus. Houve em alguns momentos entre os discípulos discussões por disputas de posições no futuro reino esperado por eles. Jesus usou como exemplo uma criança para falar de humildade e ensiná-los sobre a grandeza do Reino dEle.  Em outra ocasião Tiago e João pediram a Jesus que eles ocupassem uma posição de honra no Reino dEle e Jesus disse que não era sim, que a grandeza do Reino dele era servir, que o menor seria o maior, e que Ele próprio não veio para ser servido, mas para servir. Foi conhecendo seus discípulos que Jesus antes de ser preso na ceia lavou os pés dos discípulos e recomendou que eles fizessem a mesma coisa que ele, ou seja, que tivessem uma vida de serviço a Deus a ao próximo e não cedessem ao orgulho vão.

Na verdade, até os dias de hoje ainda há esta tensão. O orgulho continua atrapalhando. Pessoas servem a Cristo com mente secularizada em busca de ascenção social por meio da religião. Tão diferente de Cristo que serviu, se doou e não se utilizou da popularidade para se regalar e tirar benefícios. A carta aos Filipenses que é uma carta de agradecimento mostrou que mesmo numa igreja boa acontecem contendas por causa do orgulho. A recomendação de Paulo foi que eles tivessem o mesmo sentimento de Cristo Jesus, que sendo Deus, não fez valer seus direitos a força, mas tomou a forma de servo e por isto a exaltação veio de Deus e não por meios compulsórios. A humildade precede a honra mesmo que o humilde não priorize a honra como faz o soberbo, que prioriza a glória vã e passageira, e cuja soberba precede sua destruição.

(O autor do artigo é o Pr. Eber Jamil, dono do blog).

O EXEMPLO DE ENOQUE.

andar

A Bíblia diz que Enoque andou com Deus. Tal expressão indica que Enoque teve comunhão íntima com Deus. Teve Deus como Senhor e Amigo. Andar com Deus também deve ser nosso objetivo. Vivendo numa geração onde os descentes de Caim prosperavam. Vivendo numa geração pré-diluviana sem lei e sem temor a Deus Enoque andava contra o fluxo, andava com Deus.

Enquanto o mundo anda segundo o padrão deste século andamos com Deus e seguimos seus passos. Segundo Miquéias (4:5) andar com Deus é andar no nome do Senhor, ou seja, é ter uma representatividade neste mundo da parte de Deus. É andar em fidelidade e testemunhar o caráter dEle num mundo tão avesso as coisas de Deus.

Andar com Deus também é estar em acordo com Ele. O profeta Amós perguntou: Porventura andarão dois juntos, se não estiverem de acordo? (3:3) Antes de crer em Cristo na nossa vida pela fé estávamos em contenda com o Criador. Deus enviou Jesus para reconciliar o homem que andava afastado dEle para andar com Ele. Uma vez crendo em Jesus seus seguidores tornam-se embaixadores da reconciliação porque estão reconciliados com Deus e andam com Ele.

Andar com Deus é andar em humildade como disse também o profeta Miquéias (6:8). Deus resiste aos soberbos, mas os humildes andam a Seu favor e desfrutam da Graça. A soberba é o pecado que dispensa Deus e conduz a própria vida independente de Deus. Tal postura é arrogante e desagrada a Deus, que está com o contrito e humilde de coração.

A Bíblia também diz que Enoque pregou a mensagem de Deus. Ele profetizou acerca do juízo Divino vindouro. Para pregar ele precisou primeiro estar com Deus e assim também devemos fazê-lo. Assim se deu com os discípulos de Cristo. Jesus os chamou primeiro para estar com Ele e depois  para pregar, curar os enfermos e expulsar demônios (Mc 3: 13 e 14). A mensagem de Enoque foi de juízo. O que Deus mandar pregaremos mesmo que desagrademos como Enoque e como foi com o profeta Ezequiel que deveria proclamar numa casa rebelde mesmo sendo ouvido ou não (Ez 2:5-7). Percebemos que o relacionamento com Deus manifesto pela expressão andar com Deus é essencial, básica para que façamos a obra de Deus. Não podemos pregar o que não recebermos. Não podemos realizar a obra de Deus sem sermos de Deus e andarmos com Ele, pois se assim não for será em vão.

Enoque alcançou um bom testemunho, por ser um homem de fé. Não podemos entender as obras de Enoque, a pregação de Enoque e nem sua comunhão com Deus se não discernimos que ele teve fé. Por que ele teve fé alcançou um testemunho de Deus de que O agradara e por isso Deus tomou-o para Si pelo arrebatamento.

Nestes tempos do fim nós que temos a certeza do arrebatamento deveríamos observar mais a vida deste homem que pela fé alcançou o testemunho de Deus. Aprenda com ele que quem anda com Deus prega. Quem prega deve anda primeiro com Deus. E quem anda com Deus só pode andar em fé. Assim mesmo em uma geração corrupta sua vida será distinta fazendo diferença como aquele que pertence ao Povo de Deus que Ele tomará para si nestes últimos tempos.

Não quer fazer o mesmo? Então, ande com Deus, pregue a mensagem dEle e viva pela fé.

(O autor do artigo é o Pr. Eber Jamil, dono do blog).

 IGREJA:EDIFÍCIO DE DEUS.

Pedras vivas

Paulo usa palavras fortes para se dirigir aos Coríntios chamando-os de carnais, pois havia no meio deles inveja, contenda e dissensões (1 Co 3:1-3). Havia uma grande manifestação dos Dons Espirituais na Igreja, mas não necessariamente o amadurecimento do fruto do Espírito. Paulo nesta mesma epístola ressalta que o evangelho que ele pregou não era através da sabedoria humana, mas de Deus. Portanto, a Igreja não deveria girar em torno de personalidades humanas, mas sim de Cristo.

Para argumentar em prol da unidade da Igreja, Paulo compara a Igreja com um Edifício onde cada crente é uma pedra viva segundo Pedro. Mostrando a interdependência que há entre os membros (pedras) desse edifício.  A Igreja é como uma grande catedral que está sendo construída. O que Paulo usa é uma figura de linguagem natural fazendo paralelo com que acontece espiritualmente. Hoje em dia a ideia da Igreja está ligada a um prédio, mas não é isto que Paulo se referia. Ele tratava da reunião de todas pessoas que eram salvas, quer judeus, quer gentios, ou da reunião das pessoas salvas no seu sentido local, que formavam como que um edifício bem fundamentado. No grego a palavra é oikodome que significa: edifício ou para designar o processo de construção do edifício. Somos o edifício em que Deus está trabalhando. “Tendo por certo isso mesmo, que aquele que começou a boa obra a aperfeiçoará até o dia de Jesus Cristo”. Nesta obra de edificação, Deus não trabalha sozinho, ele nos faz trabalhadores junto com Ele (I Co 3:9).

Podemos pensar a Igreja no seu sentido universal ou no sentido local como fazia Paulo.  Ele quando escrevia aos Coríntios capítulo 3 pensava inicialmente no sentido local. Dando destaque a parte mais importante do Edifício que é o alicerce. O qual a Igreja no seu sentido universal já teve lançado por Deus, O Seu Filho Jesus.  A Igreja não é autossustentável. O alicerce da Igreja é Cristo e não um personalidade humana. Como cooperadores de Cristo alguns lançam este fundamento que é Cristo na Igreja local e outros edificam sobre ele. Paulo diz ser um sábio construtor o que devemos ser também. Edificar algo sem Cristo como fundamento é trabalhar em vão. O Edifício de Deus, que é a Igreja, está edificada na Rocha que é Cristo. Tempestades, perseguições e circunstâncias adversas a atingem, mas ela permanece de pé. Portanto, o sustendo de Igreja é O Senhor Jesus. Haverá sempre um remanescente fiel.

Paulo escrevendo aos Efésios esclarece que o fundamento tem como Jesus a pedra principal de esquina, os apóstolos e profetas compondo também o fundamento. Com esta afirmação de Paulo entendemos que a Palavra de Deus como um todo compõe o fundamento tendo Cristo como a Pedra Principal. Quando a Reforma Protestante reafirmou que em matéria e fé as Escrituras são suficientes para conduzir a Igreja reafirmou o fundamento que Paulo se referiu e que não pode ser substituído por outro porque poderá ser chamado de clube, mas não uma Igreja de Jesus Cristo. A Igreja não pode ter um outro fundamento que não seja o revelado nas Escrituras.

Temos que ver como edificamos sobre o fundamento posto por Deus. Se forem boas obras serão aprovadas por Deus,  obras que visam a eternidade, que são a prática do amor cristão, que buscam a Glória de Deus. Pois no Tribunal de Cristo nossas obras serão provadas e o que for de qualidade perecível será destruída. As obras serão provadas pelo fogo. As que permanecerem serão recompensadas com galardões. É importante ressaltar que somente o esforço não é garantia de que se está fazendo corretamente a edificação sobre o fundamento. A qualidade do que fazemos e a motivação com que fazemos também é considerada por Deus. A prova pela qual passarão as nossas obras são as mais justas que podem haver, pois serão realizadas no tribunal de Cristo. Nesse tribunal não haverá condenação, pois será para os justificados pela fé, mas haverá recompensa ou não pelas obras realizadas. Jesus disse em Apocalipse: “…Eis que cedo venho, e o meu galardão está comigo, para dar a cada um segundo a sua obra”.

(O autor do artigo é o Pr. Eber Jamil, dono do blog).

A FELICIDADE DOS QUE TÊM FOME E SEDE DE JUSTIÇA.

 

fome e sede

Jesus não disse que a felicidade vem como resultado da fome e sede da felicidade. Isto é um verdadeiro desmonte no conceito moderno sobre a felicidade. Certamente, muitos pensam assim, que a felicidade é alcançada quando colocada como alvo principal. A mídia e as artes de uma forma geral instigam em nós esse tipo de pensamento. Aqueles que entram nesta onda, muitas vezes, entram pelo caminho onde os fins justificam os meios e ao invés de encontrarem a felicidade trazem para si muitas dores. Outros projetam a felicidade nas realizações dos sonhos de forma idolátrica, quando realizam não encontram a satisfação e ficam insatisfeitos com aquilo que almejavam e alcançaram.

Algo que fica claro nesta bem-aventurança é que se a pessoa tem fome e sede de justiça ela sabe que é desprovida de justiça própria. Ela não se considera autossuficiente na questão da justiça. O que é um posicionamento diferente da maioria dos religiosos no tempo de Cristo e de hoje que consideram o cumprimento dos ritos e dos preceitos como suficientes para alcançar a justificação pelos próprios méritos. No sermão do monte Jesus mostra que a justiça é mais do que uma conduta exterior adequada, mas que envolve um posicionamento como um todo o qual começa no interior. Não adiante ser “certinho” por fora e “corrompido” por dentro. Jesus disse neste sermão que a nossa justiça deveria exceder a dos fariseus, que se achavam autossuficientes. Portanto, ter fome e sede de justiça é ir além de si mesmo, esperar e receber a justiça que vem de Deus.

Cristo nos ensina que os felizes são os que têm fome e sede de justiça. São os que tem desejo de cortar relações com a injustiça tão presente na vida moderna. A Bíblia faz distinção entre o caminho do justo e o caminho do ímpio. Aquele que tem esta fome anda distintamente no caminho da justiça diferentemente dos ímpios. Muitos associam a felicidade a transgressão e a quebra de princípios. Para Jesus não é assim, a injustiça é caminho que leva a destruição e a justiça é o caminho daqueles que desfrutarão a eternidade. Caminhar sem alianças espúrias e injustas e desvencilhar-se das injustas é uma forma de manifestação desta fome e sede.

A fome também é sinal de apetite que é necessária para o crescimento. A falta de fome e sede pela justiça é sinal de problema espiritual. Mostra uma acomodação com o raquitismo e a pequenez da injustiça praticada na sociedade, que é dominada pelo sistema de pensamento mundano dominado pelo maligno. O bem-aventurado rompe com esse padrão e busca a justiça na prática e nos relacionamentos.

Esta fome que estamos tratando só pode ser satisfeita em Jesus, pois a justiça do homem, segundo o profeta, é trapo da imundícia. A fé em Cristo é o meio da pessoa ser justificada e tornar-se justa. Não são obras, sacrifícios, rituais que justificam, mas é por meio da fé na Obra de redenção feita por Jesus Cristo. Os felizes são aqueles que creem na justificação pela fé. Portanto, não vivem no autoengano confiando numa justiça própria que não justifica e só faz a pessoa se achar melhor que os outros.

A promessa para aqueles que têm este tipo de fome é que serão fartos. O caminho do cristão, aqui e agora, é uma busca constante pela santificação e comprometimento com a justiça, sendo uma pessoa justa, pois ele é justificado. Tal justificação traz pacificação interior e saciedade quanto a salvação. O cristão sabe que chegará o dia em que a justiça será plena e cabal quando estiver na Presença de Deus. Não havendo mais este tipo de fome no céu, pois lá haverá a perfeição.

(O autor do artigo é o Pr. Eber Jamil, dono do blog).

JUSTIFICAÇÃO EM CRISTO!

 

justificação

Muitos vivem como se estivessem num tribunal sendo julgados ou como juízes condenando.  Tais fatos acontecem porque todos nós lidamos com o problema da culpa por isto, muitas vezes, procuramos ser absolvidos como réus pelo outro, ou ainda lançamos a nossa culpa no outro e condenamos como se fôssemos juízes. Costumo dizer que a culpa é uma batata quente que ninguém quer segurar. Por isto, o homem cria mecanismos de livrar-se dela sem alcançar seu intento. Tal verdade é mostrada pela atitude da personagem Homer Simpson que afirmou: a culpa é minha eu boto em quem eu quiser”. O que esta frase mostra é o engano dos homens, pois acham que conseguem se livrar da culpa por si mesmos, mas não conseguem. Podem até encobrir, mas a culpa não é resolvida e o dia da prestação de contas acontecerá.

A Bíblia é bem clara quando afirma que todos os homens são pecadores. Não há nenhum justo sequer. Já nascemos pecadores com concupiscência que é a inclinação para o pecado. Portanto, a culpa é um problema universal, pois todos são pecadores e todos são culpados. Esclarecido isto fica a pergunta como o homem pode ter sua culpa retirada?

Algumas pessoas esperam a absolvição da culpa através de outras pessoas como ela. Tomaram para si a posição de réu e diante das pessoas esperam ouvir a sentença: inocente ou culpado. Quando são elogiadas a sentença soa como: inocente. Quando criticadas a sentença soa como: culpado. Essas pessoas acreditam emocionalmente que o elogio é sinônimo de absolvição, e a crítica de condenação.  Deve ser insuportável viver assim! Porque a pessoa fica oscilando entre inocência e culpa constantemente.

Percebemos também a tendência de se fazer uma leitura da vida baseada nas circunstâncias. Se algo bom acontece é porque sou merecedor. Se atravessa por dificuldade é porque em algum momento pecou e causou a adversidade. Tal leitura não resolve a culpa mesmo que o momento seja favorável porque a vida com suas oscilações poderá fazer com que aquele que se acha absolvido sentir-se culpado novamente.

Tem outro grupo de pessoas que lidam com a culpa se colocando como juízes sobre os outros. Para seus próprios pecados querem a misericórdia e para os pecados dos outros são juízes togados prontos para dar a sentença. Quando condenam sentem de alguma forma livre de seus próprios pecados, que não são confessados e nem há arrependimento e mudança, pois tentam resolver escondendo seus erros através da condenação de outros. Condenam de muitas formas: interiormente e externamente, mas não encontram paz porque ao apontar o cisco no olho do outro não tira a trave que está no seu.

O pecado não pode ser resolvido por estes mecanismos emocionais criados pelo próprio homem. O perdão só pode vir de Deus. Quando Ele enviou Jesus foi com esta finalidade de redimir o homem do pecado e tirar a culpa do homem. Cristo, na cruz, se fez justiça por nós. Pagou o preço. Expiou a culpa.  Quem crê em Jesus recebe a sentença: JUSTIFICADO, que é uma declaração Divina que não há mais condenação para quem crê em Jesus. Deus é o teu juiz! E se você está em Cristo não há mais condenação sobre você. Mesmo que enfrentes as consequências do pecado, as quais nós enfrentamos, mas diante de Deus os que creem em Cristo como O cordeiro de Deus são perdoados e justificados. Portanto, nada de viver na mendicância por absolvição por parte de outros homens e nada de vestir a toga de juiz para condenar. Quem está em Cristo está justificado.

(O autor do artigo é o Pr. Eber Jamil, dono do blog).