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FÉ ADMIRÁVEIS

fé

Jesus como homem tinha reações humanas normais como a admiração, pois como Deus tinha tomado a forma e natureza humana. E o interessante que Sua admiração não foi causada por um religioso, e nem por um israelita, nem por um discípulo, mas por um centurião romano.  Jesus admirou-se da fé do centurião, que é um exemplo que a fé em Cristo pode surgir nos lugares mais distantes e inesperados. Apesar de viver numa cultura pagã nele havia uma fé admirável. Outra fé que chamou a atenção de Jesus foi da mulher Cananéia que rogou com insistência por sua filha.

Os pagãos eram acostumados a rituais com tentativas de se manipular o divino. O centurião não teve uma fé deste tipo, pelo contrário. Ser descendente de ancestrais cristãos ou de uma cultura religiosa fortíssima não faz a pessoa um homem de fé como ilustra o fato acontecido com esse homem, que não tinha nada disto, mas era um homem de fé. A mulher Cananéia não se aproximou de Cristo cheia de “maneirismos” ou “superstições”, mas se aproximou com fé e perseverança.

O centurião preocupou-se com um criado que estimava muito. E apesar das ótimas recomendações dos judeus sobre ele, que o consideravam digno, não se achou digno de prerrogativas Divinas especiais. Ele havia contribuído com a construção de uma sinagoga mesmo pertencendo ao Império Romano que dominava os judeus. Agiu na petição pela cura do servo com uma humildade e fé tocantes. Uma fé desprovida de “muletas”, pois para ele bastava Jesus dizer uma palavra para o criado ser curado. A forma como reconheceu a Autoridade Espiritual de Cristo mostra o quanto ele entendia que Jesus tinha a chancela Divina. Ele acreditava que os anjos obedeceriam prontamente às ordens de Cristo como seus soldados lhe obedeciam. Uma humildade sem a prepotência de pertencer ao Império mais poderoso da época. Uma humildade que reconhecia quando estava diante de alguém maior do que ele. Este homem mostrou que uma fé genuína deve ser acompanhada da humildade. Hoje em dia muitos “homens de fé” estão cheios de si não lidando bem com nenhuma autoridade e também tratando Deus como um ser ao seu serviço só porque tem fé. O centurião não andou por este caminho.

A história da mulher Cananéia lembra a história do centurião porque também tinha origem pagã, mas teve uma fé notável. A filha dela estava bem doente por causa da ação de demônios e Jesus passando pela região onde ela morava ouviu seu clamor veemente pela filha. O que vemos na história dessa mulher é uma prova de fé notável. Diferentemente da história do centurião que Jesus mostrou prontamente boa vontade em curar o servo com essa mulher Jesus proporcionou provas difíceis, mas que a mulher com fé perseverou.

Jesus a princípio não lhe respondeu palavra alguma submetendo-a ao teste do silêncio Divino. Os discípulos incomodados com ela pedem a Jesus para despedi-la. Como se isto não bastasse Jesus disse que realmente os estrangeiros não eram prioridade em sua agenda ministerial e certamente a mulher ouviu isto. Jesus estava submetendo-a uma difícil prova de fé. Mas, ela não desistiu, pelo contrário ajoelhou-se diante de Jesus e aos pés dele pediu novamente ajuda. Jesus continua provando agora de forma mais contundente afirmando: Não está certo tirar o pão dos filhos e jogá-lo aos cachorrinhos. Usar a expressão cachorrinhos era um modo depreciativo de tratar os não judeus. Mas ela com fé respondeu a Jesus: Sim, Senhor, mas até mesmo os cachorrinhos comem as migalhas que caem debaixo da mesa dos seus donos. Jesus em sua humanidade admirou-se afirmando que grande era a fé desta mulher e libertou a filha dela da enfermidade e dos demônios. É evidente que Jesus sabia que a mulher responderia assim as duras provas, mas desejou submetê-la aos testes para que ela, seus discípulos e a posteridade entendesse que Deus deseja que respondamos as duras provas da vida com fé.

A admiração e o elogio a fé dessas pessoas são de chamar a nossa atenção porque foram sentidos e dados por Jesus a duas pessoas que não faziam parte do povo de Deus e nem do corpo de discípulos de Cristo. Mostra como não podemos limitar a Deus a determinados quadrantes. O Espírito de Deus é livre de onde menos se espera pode surgir alguém de fé verdadeira e genuína a Cristo. A nossa missão é pregar enquanto o convencimento é por conta de Jesus.

Depreendemos destes exemplos de fé também o fato da fé ser acompanhadas de virtudes e atitudes coerentes com ela. Não basta dizer que se tem fé. Se houver tempo hábil a fé será acompanhada de obras dignas do arrependimento. O centurião teve a fé acompanhada da humildade e a mulher Cananéia teve a fé acompanhada da perseverança. Pedro nos deixou a seguinte recomendação:

Visto como o seu divino poder nos deu tudo o que diz respeito à vida e piedade, pelo conhecimento daquele que nos chamou pela sua glória e virtude; pelas quais ele nos tem dado grandíssimas e preciosas promessas, para que por elas fiqueis participantes da natureza divina, havendo escapado da corrupção, que pela concupiscência há no mundo. E vós também, pondo nisto mesmo toda a diligência, acrescentai à vossa fé a virtude, e à virtude a ciência, E à ciência a temperança, e à temperança a paciência, e à paciência a piedade, E à piedade o amor fraternal, e ao amor fraternal a caridade. Porque, se em vós houver e abundarem estas coisas, não vos deixarão ociosos nem estéreis no conhecimento de nosso Senhor Jesus Cristo” (2 Pe 1:3-8)

A fé que O Senhor deseja é uma fé acompanhada de ações e virtudes coerentes com quem Ele é porque cremos em Jesus e não num “arremedo” e “numa invencionice religiosa” que não mostram um Jesus que não é Ele mesmo. Jesus certa feita disse: antes de Abraão existir EU SOU. A fé admirável é que crê em Jesus como Deus, como Salvador, como Autor e Consumador da fé, é a fé que caminha para a semelhança de Cristo e por isto é acrescida de virtudes de Cristo a cada dia.

(O autor do artigo é o Pr. Eber Jamil, dono do blog).

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OS TRÊS TIPOS DE CORAÇÕES.

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Jesus realizou milagres extraordinários e provocou em alguns religiosos forte oposição. Uma certa ocasião Jesus libertou um endemoninhado e foi acusado de expulsar demônios pelo poder do diabo. Jesus na sua contra argumentação usou a figura da casa para ilustrar as situações espirituais das pessoas apresentando-lhes três possíveis estados do coração. Podemos dizer que há três tipos depreendendo do que Ele disse: o coração dominado pelo mal o que inclui os ídolos e cuidados deste mundo, o coração vazio que recebe uma libertação, mas não o ocupa prontamente, e o coração habitado por Cristo.

O coração dominado é quando uma pessoa está sob as ações do despotismo do pecado. Ela está morta espiritualmente em seus delitos e pecados estando debaixo de condenação. Como o seu entendimento está cego não necessariamente a pessoa tem noção do seu real estado. Muitas vezes está como envolvida pelo “auto engano” que o pecado faz não tendo consciência do seu estado de rebeldia. A pessoa nessa condição nem sempre terá uma manifestação de possessão demoníaca, mas a pessoa que Jesus libertou tinha, mas mesmo não tendo, não significa que não esteja agrilhoada ao pecado. Aquele que comete pecado é escravo do pecado – afirma a Palavra. O pecado nessa pessoa é algo que aprisiona. A pessoa em si não tem recursos pessoais que possa lhe livrar dessa condição. Não há nada que faça como boa obra que a liberte. As boas obras não salvam e nem libertam.

O coração vazio é aquele que ocorreu uma batalha com o Poder de Jesus, o mais Valente, ficando liberta. Seu coração outrora ocupado por uma possessão demoníaca fica vazio. Tal condição é temporária. O coração não fica para sempre vazio. Não existe zona neutra na questão espiritual: ou é de Jesus, ou não é. O vazio ainda não é de Jesus, portanto ainda está sob condenação, só não está mais possuído por demônios porque foi liberta. Agora nesse estado ela precisa tomar uma decisão por Cristo crendo nEle, se tomar, O Espírito passa a habitar na pessoa através do Espírito Santo e deixará de ficar vazio. Se não tomar o espírito que possuía volta com outros sete e seu estado fica pior do que o primeiro.

Quando a pessoa crê em Jesus ela tem o vazio preenchido e recebe segurança e paz. Não tendo possibilidade do inimigo voltar, porque, O Mais Valente, que é Ele, Jesus, está no seu coração e é passa a Ser Senhor da vida da pessoa. Ela recebe O Selo do Espírito Santo mostrando a autenticidade da sua salvação e a segurança que tem, pois  não é mais dominada e muito menos possuída por outros espíritos que não são de Deus. O Espírito Santo passa a habitá-la, pois Jesus pagou o preço na cruz para que assim fizesse.

Dando destaque aos três tipos de corações percebemos a importância do coração. O coração para o homem é um órgão vital. Ela na Bíblia tem a representatividade da sede da alma do homem, ou seja, representa a essência do ser humano, onde se formula os pensamentos, sentimentos e onde tomamos as nossas decisões. O sábio chegou a advertir que sobretudo devemos guardar o nosso coração porque dele saem as decisões da vida.

Jesus falou que não é o que entra no homem que o contamina, mas o que sai. Falando acerca do interior, ou seja, do coração. Se o homem for bom tirará bons tesouros, se for mau tirará maus tesouros. Como Jesus mostrou quando comparou o coração com uma casa é no coração que as grandes batalhas da vida acontecem. Por isto é imprescindível que o mais valente, que é Jesus, esteja residindo em nós pelo Espírito Santo para que todas estejamos seguros espiritualmente e dispostos a fazer a Vontade de Deus. Está escrito na Palavra: Dá-me, filho meu, o teu coração, e os teus olhos observem os meus caminhos.

É muito necessário que os nossos pensamentos, sentimentos e decisões estejam sobre a direção de Deus. É necessário que os nossos olhos sejam fixados em Jesus, o Autor e Consumador da fé, para que sigamos seus passos. Assim é certo que estaremos em segurança. Não mais dominado pelo pecado e nem apenas com algum contato com o poder libertador de Jesus. Mas tendo Jesus como Senhor, portanto não mais escravo do pecado, mas servo do Senhor Jesus.

(O autor do artigo é o Pr. Eber Jamil, dono do blog).

TOME UMA ATITUDE!

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Gn 42:1 e 2 – Vendo então Jacó que havia mantimento no Egito, disse a seus filhos: Por que estais olhando uns para os outros? Disse mais: Eis que tenho ouvido que há mantimentos no Egito; descei para lá, e comprai-nos dali, para que vivamos e não morramos.

Jacó e sua família encontravam-se em situação difícil. Havia uma fome mundial que tinha atingido o mundo da época. Ele era um homem idoso e experimentado no sofrimento. Recebeu notícias anos atrás não verídicas que seu filho José havia morrido dadas pelos seus próprios filhos, irmãos de José. Agora com a fome ele sabia que havia comida no Egito, sem saber que José é que governava, perguntou aos filhos porque olhavam uns para os outros e não tomavam a atitude de ir ao Egito buscar alimento. Este momento é bem instrutivo porque passamos constantemente entre a tensão da espera e da atitude, mas aquele momento era a da atitude.

Os irmãos de José e Jacó não sabiam da história toda. Eles não sabiam que a venda de José como escravo, que para o Pai havia morrido, cooperou para que José estivesse na posição de Governador do Egito e que ele seria instrumento de Deus para salvar a própria família. Enquanto os irmãos perplexos olhavam uns para os outros Deus já havia providenciado o socorro naquela fome mundial. O assombramento, a perplexidade podem ser fatores impeditivos de uma atitude da nossa parte. Porém, Jacó despertou seus filhos para a realidade e instigou-os a tomarem uma atitude e buscarem ajuda no Egito.

Outro fato bíblico trata da tensão entre a espera e a atitude. Foi quando o povo de Israel saiu liberto do Egito, mas um movimento de reação do Império Egípcio se iniciou. Os Egípcios seguiram e caçaram a Israel que se viu diante do Mar Vermelho ladeado pelos montes não tendo com escapar do cerco. O povo de Israel ficou estacionado e apavorado clamando a Deus sem tomar uma atitude. E o Senhor disse a Moisés: “Por que clamas a mim? Dize aos Filhos de Israel que marchem”. A oração é vital, mas aquele momento era o momento da ação.

Creio que muitos estão assim com relação a sua salvação. Já ouviram falar de Cristo. Sabem que são pecadores. Mas se acomodam numa posição de meio lá e de meio cá. Sabem que é preciso tomar uma decisão acerca de Cristo, mas estão esperando. São bons observadores. Até pedem ajuda a Deus! Mas, não tomaram uma posição firme em relação a Cristo. Dão desculpas do tipo: ainda não estou preparado! Deixa eu envelhecer um pouco mais! Tal atitude se chama procrastinação e pode ser fatal quando relacionada a vida eterna. A Palavra de Deus diz:  Portanto, como diz o Espírito Santo: Se ouvirdes hoje a sua voz, Não endureçais os vossos corações, Como na provocação, no dia da tentação no desertoHebreus 3:7,8

Nas duas histórias em questão a vida estava em xeque. No tempo de Jacó uma fome mundial e só havia haveres no Egito. Diante do Mar Vermelho o povo de Israel estava cercado ameaçado de morte e escravidão. Assim, é a questão da Eternidade, é vital e não se pode postergar uma decisão. Aquele que não crê em Jesus já está condenado e só sai da condenação se crer em Jesus. Enquanto fica pensando numa decisão continua condenado eternamente podendo a morte chegar e não haver mais possibilidade de reversão. Observe o que o texto abaixo diz:

Porque Deus enviou o seu Filho ao mundo, não para que condenasse o mundo, mas para que o mundo fosse salvo por ele. Quem crê nele não é condenado; mas quem não crê já está condenado, porquanto não crê no nome do unigênito Filho de Deus. E a condenação é esta: Que a luz veio ao mundo, e os homens amaram mais as trevas do que a luz, porque as suas obras eram más.
Porque todo aquele que faz o mal odeia a luz, e não vem para a luz, para que as suas obras não sejam reprovadas. João 3:17-20

Certa vez vi uma exposição com obras de Rodin e fiquei muito admirado com O pensador e descobri que ele está em outra obra de Rodin a porta do Inferno baseada na obra de Dante Alighieri a Divina Comédia. É interessante pensar que O Pensador está incrustado na Porta do Inferno juntamente com outros personagens. Mostra bem que se alguém fica pensando, sobressaltado, pasmado, sobre a eternidade, mas não toma uma decisão acabará no inferno. A obra de arte acaba sugerindo o que verdadeiramente acontece.

A fé é a atitude a ser tomada. A separação de Deus e a condenação causada pelo pecado somente em Jesus pode ser resolvida. Deus que amou o Mundo enviou Jesus com este propósito. Quem crê tem seus pecados perdoados, a comunhão com Deus estabelecida e recebe a Vida Eterna, que é a vida de Deus. A fé são as mãos que nos utilizamos para receber a salvação, conforme ensina Langston. Não há mérito pessoal quanto a salvação por receber Jesus mediante a fé. A fé vem pelo ouvir a Palavra de Deus e a pessoa só passa a crer que foi convencida pelo Espírito Santo, mas na fé há volição, há uma entrega, há uma não resistência ao Espírito, a fé é atitude que devemos tomar diante da Providência de Deus, que é Seu Filho Jesus, o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo. “Creia no Senhor Jesus e serás salvo!” Não fique pasmado existencialmente e nem substitua a fé por alguma atitude religiosa que fica no meio do caminho! Creia!

(O autor do artigo é o Pr. Eber Jamil, dono do blog).

SENTIMENTO DE URGÊNCIA.

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Jo 9: 4 – Convém que eu faça as obras daquele que me enviou, enquanto é dia; a noite vem, quando ninguém pode trabalhar.

Queiramos ou não temos que lidar com a questão do tempo. Ele passa de forma inexorável. Quando nascemos, nascemos num determinado dia e crescemos vivenciando o tempo que nos é dado. Creio que a sabedoria é imprescindível para que lidemos adequadamente com o tempo. Moisés pediu a Deus para ensiná-lo a contar os dias até que ele adquirisse um coração mais sábio. Mostrando a essencialidade de se viver discernindo, fazendo as escolhas adequadas aproveitando bem e com sabedoria o tempo que se vive.

O ditado popular afirma que a pressa é inimiga da perfeição. Mostrando que o povo entende que para se fazer bem feito e organizado é preciso fazê-lo no tempo adequado. Porém, podemos afirmar que este ditado não é uma verdade absoluta. A pressa pode ser muitas vezes precipitação, ansiedade e ausência de maturação. Todavia, o versículo escolhido desta mostra que para fazermos a obra de Deus neste mundo precisamos ter sentimento de urgência quando o assunto é pregar o evangelho para tirar as vidas das trevas, da cegueira espiritual.

A imprevisibilidade da vida é um aspecto importante para que consideremos a decisão acerca da eternidade urgente. Não sabemos quando a morte chega. Sabemos pela Palavra de Deus que depois da morte segue o juízo, ou seja, já não há mais nada a ser feito. Colheremos a eternidade com Deus ou sem Deus. É na vida que devemos tomar a decisão. A palavra de Cristo alerta que a noite chegará e não se poderá fazer mais nada quanto a questão da eternidade. Portanto, a Igreja precisa ter um sentimento de urgência quanto a pregação do evangelho porque alguém só pode ser salvo enquanto tiver vida.

Há Igrejas avessas a organização. Há outras que são tão organizadas que não se abrem para um direcionamento específico do Espírito Santo. Não podemos pender para os extremos. A direção do Espírito e a organização não são incompatíveis, ou excludentes. A forma como é descrita a criação no livro de Gênesis mostra claramente como Deus criou tudo harmonicamente e perfeito. A preocupação dos apóstolos em escolher um substituto para Judas Iscariotes mostra uma organização eclesiástica já em formação. Quando Jesus multiplicou os pães e peixes primeiramente agrupou as pessoas em pequenos grupos para que todos se alimentassem. Esses exemplos apontam para a necessidade da Igreja Local organizar-se segundo a direção do Espírito para que as prioridades da evangelização e de missões sejam realizadas urgentemente e eficientemente no Poder de Deus. Ter o sentimento de urgência não significa agir de forma desorganizada.

A inconformação não pode ser vista sempre como algo negativo. O inconformado não é necessariamente o rebelde. Romanos capítulo doze que todos conhecem bem exorta-nos a não aceitarmos a forma do mundo. Portanto, o sentimento de urgência está harmonizado com este princípio porque ao priorizarmos a pregação do Evangelho levaremos pessoas a serem libertas da “forma” e “prensa” humana que amolda a pessoa segundo a vontade do inimigo de nossas almas – Satanás.

O povo de Deus não pode ser “letárgico”. Viver como num “torpor”. Seu discernimento precisa estar aguçado. Portanto, o povo de Deus não pode ficar num “marasmo” quanto a obra de evangelização e missões. Paulo exclamou: “ai de mim se não anunciar o Evangelho”. Pregar é um imperativo que não pode ser realizado de forma secundária. A salvação das almas é prioridade. Façamo-nos com sentimento de urgência.

Satanás certamente trabalha através dos “secretários” formas de retardar o progresso da Igreja quanto a obra de evangelização. Ele se opõe de forma frontal, velada ou sutil, mas certamente trabalha para nos impedir de ganhar almas. A famosa palavra de Cristo de que as portas do Inferno não resistirão a Igreja do Senhor nos mostra que quando a Igreja avança pelo Poder de Deus vence a resistência e a oposição maligna. O inimigo de nossas almas põe uma lente de aumento em si mesmo para intimidar. Ele brame como um leão, mas não é, ele usa de falsidades. O verdadeiro leão, é o leão da tribo de Judá, Jesus Cristo que venceu e despojou os principados e potestades, e a Igreja como Seu corpo triunfa sobre as resistências e obras de satanás.

Portanto, sem receios façamos a Obra de Deus com empenho sabendo que a eternidade de muitos sobre condenação podem ser evitadas e isto só mudará se enquanto for dia as almas ouvirem e crerem no Evangelho.

(Oautor do artigo é o Pr. Eber jamil, dono do blog).

A SOMBRA DE UMA CRUZ NO NATAL.

sombra da cruz

Existe uma música natalina bem tocante onde se canta que havia na ocasião do nascimento de Jesus uma sombra de um cruz. Creio que a ideia não é apenas oriunda do compositor. É fato que Jesus ao nascer tinha o objetivo de entregar-se por amor a nós numa cruz como se entregou. Parte do cântico tem a seguinte letra:

Existe algo ali junto ao berço

Cuja a forma uma cruz faz lembrar

Junto ao berço ali

Vejo a sombra de uma cruz

É a cruz que meu Jesus vai levar

(…)

Na manjedoura onde está Jesus a repousar

Eu posso ver a sombra de uma cruz

Aquele que é luz em noite fria posso ver

Vejo a sombra, vejo a sombra de uma cruz

(…)

Deus, o Soberano, de antemão já havia providenciado em seu coração a solução para a escolha pecaminosa que o primeiro homem faria e que afetaria toda a humanidade. Em Ap 13:8 mostra que Jesus foi o cordeiro de Deus morto antes da fundação do mundo. Portanto, antes dele ter tomado a forma e natureza humana, nascendo de Maria, Deus já havia planejado que um dia O Eterno Jesus nasceria no ventre de uma mulher conforme Gênesis 3:15 para depois dar sua vida em favor de muitos. Então, figuradamente é como se existisse a sombra de uma cruz na manjedoura.

O versículo central da Bíblia que é João 3:16 mostra que Deus enviou propositadamente a Jesus, Seu filho, para que o homem que cresse nEle não vivesse mais sobre a condenação eterna: Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna.

A história da humanidade sobre o domínio de Deus caminhou para que na Plenitude dos tempos Jesus viesse nascido de mulher (Gl 4:4) e depois fosse crucificado para a salvação dos homens. O nome dado por Deus a Jesus no seu nascimento é a forma grega do nome hebraico “Yeshua” que quer dizer “o Senhor Salva”, que no antigo testamento em português aparece como Josué, e no novo Testamento como Jesus. O nome Jesus foi aquele que o anjo do Senhor ordenou a José a dar ao filho de Maria, sua noiva, que nasceria (1:21). Portanto, o nome foi escolhido por Deus, em nome de quem o anjo falou. O nome descreve o que Jesus estava destinado a fazer: “Ele salvará o seu povo dos seus pecados” (1:21). Havia realmente como que uma sombra de cruz no nascimento de Jesus.

Na Bíblia percebemos que já aos doze anos de idade Jesus sabia que veio para cuidar dos “negócios” do Pai Celestial. Quando seus pais terrenos o acharam, pois haviam perdido ele de vista, conversando com os doutores em Jerusalém, Jesus falou para eles: “Por que é que me procuráveis? Não sabeis que me convém tratar dos negócios de meu Pai?”. Numa ocasião Jesus afirmou que seu alimento era realizar a vontade do Pai: A minha comida é fazer a vontade daquele que me enviou, e realizar a sua obra (Jo 4:34). Ele sabia a sua missão e sabia que tinha uma hora certa para que acontecesse. No seu primeiro milagre Maria lhe informou que estava faltando vinho no casamento e Jesus respondeu a ela que ainda não era a hora dele cumprir totalmente a vontade de Deus, mas na cruz Ele cumpriu e disse: Está tudo consumado!

Na semana que Ele seria crucificado uma comissão de gregos desejou falar com Ele e procuram Felipe dizendo: Queremos ver a Jesus. Muitos pregadores por inferência entendem que os gregos queriam convidar Jesus para ir a região da Grécia para apresentar seus ensinos. Se Jesus tivesse aceitado hoje o cristianismo seria hoje mais uma escola filosófica e não o evangelho de Deus. Jesus fala sobre a necessidade da sua morte e disse que tinha vindo do céu para este fim. Observe a narrativa de João nos versículos 22 a 27 do capítulo 12:

Filipe foi dizê-lo a André, e então André e Filipe o disseram a Jesus. E Jesus lhes respondeu, dizendo: É chegada a hora em que o Filho do homem há de ser glorificado. Na verdade, na verdade vos digo que, se o grão de trigo, caindo na terra, não morrer, fica ele só; mas se morrer, dá muito fruto. Quem ama a sua vida perdê-la-á, e quem neste mundo odeia a sua vida, guardá-la-á para a vida eterna. Se alguém me serve, siga-me, e onde eu estiver, ali estará também o meu servo. E, se alguém me servir, meu Pai o honrará. Agora a minha alma está perturbada; e que direi eu? Pai, salva-me desta hora; mas para isto vim a esta hora.

Esta sombra da cruz figuradamente na manjedoura mostra que desde os tempos eternos já estava ordenado por Deus que Jesus, Seu Filho, se entregasse por nós. A forma como Jesus perseverou neste propósito durante todo seu tempo na terra e fê-lo suportar a vergonha, o sofrimento da cruz é citada como exemplar na carta aos Hebreus. O autor diz que como servos de Deus estamos numa corrida para alcançar a semelhança de Cristo e devemos correr olhando para Jesus, o Autor e Consumador da fé, que cumpriu seu objetivo e hoje está à direita de Deus intercedendo por nós. Assim, acontecerá conosco – concluiremos a carreira, que deve ser desembaraçada, e alcançaremos pela fé do início ao fim o supremo alvo do cristianismo: ser semelhante a Jesus, pois é assim que o veremos. Que a sombra da cruz no natal seja uma inspiração para você continuar seguindo de perto a Jesus, renunciando a si mesmo, tomando sua cruz até por uma coroa trocar. Aleluia!

(O autor do artigo é o Pr. Eber Jamil, dono do blog).

O NATAL E O FRESCOR DA MENSAGEM.

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A medida que os anos passam muitos podem perder o frescor dos seus primeiros natais. Alguns ficam bem nostálgicos por natais que passaram e perdem o entusiasmo pela data. Lembram de músicas, das festas anteriores, de presentes que receberam etc. Na verdade, deveríamos entender, que por mais que tenhamos passado vários natais, e há mais de dois mil anos atrás Jesus nasceu, a mensagem do natal é sempre revigoradora. É sempre nova. A mensagem natalina não fica embolorada.

Paulo fala que o natal aconteceu na Plenitude dos tempos, ou seja, no momento certo da história dominada por Deus, que é Soberano sobre tudo. Jesus teria que ter nascido naquela época. Houve o Kairós de Deus para a humanidade naquela ocasião. O fato de ainda estarmos falando deste acontecimento mostra que era propósito de Deus, que assim fosse, e que a mensagem de Deus tomando a forma e a natureza humana é o maior divisor de águas da História. Sendo assim pertinente até nossos dias. Essa encarnação de Cristo mostra o quanto Deus ama e se importa com a humanidade.

A simplicidade do nascimento de Jesus deve reverberar em nossas festas atuais. A dificuldade que José e Maria encontraram para se hospedar. O fato de só terem encontrado uma estrebaria. A cama de Jesus ter sido uma manjedoura com os animais por companhia. O anúncio dos anjos que não foram feitos as grandes personalidades da época, mas aos pastores. Todos estes fatos mostram que a universalidade do natal. Pois como já falaram; pintes a tua aldeia e serás universal. A comemoração do natal para ser comemoração do natal precisa da simplicidade do coração contrito e não de tantas coisas que incorporamos em nosso tempo que não fazem parte do Natal, do nascimento de Jesus.

A oposição que Cristo sofreu por ocasião do seu nascimento por Herodes mostra também a tensão sempre latente da humanidade entre nascimentos e mortes. Todos dias nascem pessoas e outras morrem. Mas, a mensagem natalina mostra o triunfo da vida apesar da malignidade do diabo e do sistema mundano dominado por ele. A oposição em nosso tempo ganha outras formas, mas continua. O consumismo, as mentiras, as glutonarias, bebedeiras de certa forma tentam diminuir a mensagem de Deus sendo homem entre nós, mas não prevalecem.

A adoração dos reis magos, todo o sacrifício que eles fizeram e a fé que os moveram de terras tão distantes apontam que para Jesus devemos sempre oferecer o melhor. Os presentes proféticos que eles ofereceram mostram muitos sobre Cristo. O ouro indica que Jesus é Rei. O incenso mostra a Divindade de Cristo. A mirra aponta para a crucificação de Cristo. A adoração a Cristo precisa ser com o melhor e com conteúdo. Não podemos ouvir de Cristo o que a samaritana ouviu: vós adorais o que não conheceis. Depois ela conheceu que Jesus era o Messias e divulgou para seus conterrâneos a mensagem tão poderosa.

Celebre a ocasião do natal. A questão não é qual é a data Jesus nasceu, pois sabemos que não foi 25 de dezembro. A questão é que Jesus nasceu. O Emanuel esteve conosco e é Deus conosco. A questão é que você tenha tido também o seu natal. Não me refiro ao seu nascimento, mas ao seu novo nascimento. Que você tenha tido o natal da fé e a compreensão do significado do nascimento, morte e ressurreição de Jesus. Pois, se assim aconteceu você nasceu de novo!

Deus renove a sua alegria neste natal. Natal é sempre novidade. Tem sempre o frescor da Boa notícia. Foi como os anjos proclamaram: Não temais, porque eis que trago novas de grande alegria, que será sinal para todo o povo: Pois, na cidade de Davi, vos nasceu hoje O Salvador, que é Cristo, o Senhor. Grande notícia! Bendita intervenção Divina! O Messias já veio! E viveu entre nós! Foi vista a Sua Glória, como a Glória do unigênito do Pai, cheio de Graça e de Verdade. Louvado seja O Senhor!

(O autor do artigo é o Pr. Eber Jamil, dono do blog).

CORAÇÃO FÉRTIL.

frutos

Por natureza o nosso coração não era boa terra, mas Deus amoleceu, retirou pedras e espinhos, convertendo-o.  Ele revolveu a nossa terra para produzirmos fruto. Agora, o nosso coração está apto a ouvir, compreender e receber a Palavra de Deus. Por isto retemos a semente da Palavra de Deus e frutificamos espiritualmente. A Glória da salvação é de Deus e não dos homens. Só Deus muda o coração! Nós estávamos presos em nossa obstinação. O entendimento estava cego pelo deus deste século. Mas, ao ouvir a Palavra de Deus e a ação convencedora do Espírito tivéssemos a possibilidade de aceitar ou rejeitar a Palavra. Tal volição não nos faz meritório da salvação, porque se não fosse a ação do Espírito não teríamos a vontade de aceitar. Não está na natureza humana uma forma de salvar a si mesmo, por mais que tente, o homem não consegue alcançar por si só.

A iniciativa da salvação pertence a Deus. Se Deus não amasse o homem primeiro o homem não poderia amá-lo. Se Deus não estendesse a mão ao homem o homem não poderia estender a mão de volta. Sempre é tocante ler que Lídia teve o coração aberto por Deus para compreender a mensagem. Foi na casa dela que se reuniu a primeira igreja da Europa. Lídia foi alguém que frutificou e é da natureza de quem nasce de novo fazê-lo. Observemos que o coração fica fértil pelo trabalho do Espírito e frutifica pelo poder da Palavra lançada. Como a semente só dá fruto se primeiro morrer assim a pessoa nascida de novo só frutifica porque a velha natureza não domina mais.  Ocorre a morte do velho homem e nasce uma nova criatura. Quem crê em Jesus já passou da morte para a vida.

Agora, como discípulo de Jesus, negaremos a nós mesmos, tomaremos a nossa própria cruz e daremos frutos de acordo com a nova natureza que recebemos. Os frutos são coerentes com a nova criatura que nos tornamos. Não se pode esperar do abacateiro a não ser abacates. Assim é com o nascido de novo que dá frutos de nascido de novo em Cristo Jesus. Tiago asseverou que a fé sem obras é morta, ou seja, não existe. Alguém com fé em Jesus realizará obras se tiver tempo hábil para fazê-lo. Entretanto, é bom que se enfatize que a salvação é recebida somente pela fé e as obras que decorrem da fé são possíveis por causa do novo nascimento que ocorre após a fé em Jesus.

Jesus falando sobre os falsos profetas afirmou que pelos frutos deles seriam conhecidos e assim é, o falso e o verdadeiro serão evidenciados pelos frutos. Isto não significa que o verdadeiro deixará de pecar, mas quando pecar responderá sempre com arrependimento. O maior dos milagres é o novo nascimento. O milagre de cura não impede ninguém de morrer de outro tipo de enfermidade, ou de acidente. Mas, o nascido de novo, mesmo que passe por dificuldades, tem vida eterna que não será jamais tirada. Tal coração deixou de ser infrutífero para ser fértil e frutífero.

Quando nos examinámos pessoalmente para participar da ceia do Senhor rememoramos o significado do sacrifício de Jesus e a promessa da Sua volta. Só podemos participar da mesa do Senhor porque já temos a convicção de que somos parte do corpo de Cristo, ou seja, nascidos de novo, que tem a convicção de que foram transformados pelo Espírito Santo. Não mais uma vida infértil, mas fecunda para a Glória de Deus. Sempre é bom que ponderemos a respeito da nossa caminhada cristã e os frutos é uma boa maneira de avaliarmos como estamos. Quando escrevo sobre fruto não me refiro especificamente e somente a conversão de almas através da nossa instrumentalidade, mas de tudo que sai do nosso interior. Aquilo que pensamos, aquilo que falamos e aquilo que fazemos ou deixamos de fazer. É da natureza do nascido de Deus dar bons frutos porque Deus assim fez! A semente que é a Palavra é boa então os frutos serão bons! Boa colheita!

(O autor do artigo é o Pr. Eber Jamil, dono do blog).